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Criado por Goethe “O covarde só ameaça quando está a salvo”. Música: Titoli Intérprete: Enio Morriconi Fotos:

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2 Criado por Goethe “O covarde só ameaça quando está a salvo”. Música: Titoli Intérprete: Enio Morriconi Fotos: Internet, Rildo Silveira Texto: Rildo Silveira Rildo Silveira

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4 Sempre justificadas como tradição, as corridas de touros – vulgarmente conhecidas como touradas – são na verdade, um dos costumes mais primitivos existentes em alguns países e mantidas por um setor minoritário. Poucos espetáculos são capazes de expor tão claramente o que há de mais obscuro em nossa essência, uma manifestação humana capaz de colocar o homem em contato com seu íntimo mais turvo e abissal.

5 As touradas envolvem diversos elementos humanos e animais, cada qual com uma função específica dentro de uma arena. A idéia central é a de que o toureiro mantenha um enfrentamento "artístico" frente a frente com o animal e domine sua bravura até matá-lo. Arena de Touros no México

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7 As arenas de touros remontam da Grécia e Roma antigas, se espalhando por toda a península ibérica, sendo ainda muito comuns na Espanha, Portugal, França, México e alguns países de colonização espanhola, onde os espetáculos atraem multidões. Existem diversas modalidades de touradas. A espanhola é marcada pelo assassinato do touro enquanto que em Portugal e México a lei o proíbe. Praça de Touro de Las Ventas - Espanha

8 El Toro de Coria: a multidão alveja dardos no animal Toro Enmaromado: humilhação, exaustão e degola El toro de la Vega: lanças até a morte Boi na Água - Espanha Toureada - Brasil A “Farra do Boi” em suas diversas variações e semelhanças de abusos cometidos contra os animais, pode ser considerada uma sub-modalidade de tourada.

9 Largadas e Corridas Farra do Boi no Brasil Toros de Fuego: chifres, olhos e corpo queimados Vaquejada no Brasil Dentre elas estão a vaquejada, garraiada, touradas de fogo, touradas à corda, largadas e corridas, sorte de varas, toureada, e outras.

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11 O espetáculo dos “recortadores” é o único que não envolve maus tratos, onde artistas habilidosos, ágeis e corajosos ante a investida do touro, dão saltos mortais e piruetas espetaculares sobre os animais. Toureiros do bem, os “Recortadores” espanhóis promovem espetáculos sem violência, de “igual pra igual”, com acrobacias espetaculares

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14 Os Toureiros e suas equipes, além dos Picadores, apresentam-se ao público Os touros são novilhos e adultos retirados da vida em liberdade. Os cavalos são por vezes, vítimas ignoradas das touradas. As touradas são compostas do toureiro e seus ajudantes, os picadores, bandarilheiros e “moços”, assessorando-lhe nas diversas circunstâncias. Os animais que a compõem são o touro e o cavalo, e por vezes, vacas.

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16 Os animais são vítimas de um espetáculo com características extraordinariamente cruéis. O sofrimento dos touros começa quando são retirados de seu habitat e forçados a entrar sozinhos nas arenas barulhentas, à base de ferrões e pauladas. Eles são enclausurados por 48 horas no escuro, se tornando enfraquecidos sem alimento e sem água.

17 As pontas de seus chifres são serradas sem anestesia, inibindo-lhes a defesa. São agredidos com choques para irromperem pela arena fazendo-os parecer mais bravios. Fatos não levados a público é a de que o animal é sedado e recebe irritantes nos olhos, dificultando-lhes a visão, a concentração e os movimentos, entrando já enfraquecidos e apavorados.

18 Seu pânico e confusão se agravam no decorrer do espetáculo, à medida que as bandarilhas e ferrões são estocados em seu lombo, rasgando- lhe os tecidos e provocando um sofrimento agonizante, além muita dor, febre e enfraquecimento por graves hemorragias.

19 Durante a lida, o touro é provocado, enfurecido e brutalizado repetidamente por vários homens com pontapés, murros, puxões e bandarilhas até sua lástima e esgotamento. E em algumas arenas, depois de serem picados no dorso com uma lança longa, o “bravo” toureiro entra na arena e com o animal caído, imóvel e com a dignidade extirpada, lhe estoca a nuca com um punhal.

20 A orelha do touro é cortada como prova de “bravura” do toureiro. Após, o animal é retirado da arena por dois cavalos e levado ao frigorífico. Assim termina a vida de um animal inocente que teve o azar de ser vítima da completa demência de indivíduos gravemente perturbados psicologicamente. Os auxiliares cortam a orelha do touro, como 'troféu' ao toureiro

21 As outras vítimas das touradas são os cavalos, brutalizados nesse espetáculo cruel, onde lhes vendam os olhos. Eles são forçados a colocar em risco sua integridade física ao confrontarem o touro em suas investidas. São ainda agressivamente chicoteados, esporados e feridos, além de suportarem uma enorme pressão emocional. Este cavalo não resistiu aos ferimentos e morreu

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23 A tauromaquia, independentemente da sanidade mental dos que torturam e matam animais, é um negócio que rende milhões e por isso persevera subornando as autoridades do poder público. Quem se beneficia com tamanha brutalização, não são apenas os toureiros, assistentes e empresários que vendem imagens e produtos.

24 Mas também existe um público presente que, embora minoritário, aprecia e aplaude a violência a que assiste, regozijando-se com o sofrimento bárbaro que nas “Praças” é infligido aos animais. Empresas de telecomunicações e produtos de marcas diversas procuram ter seus nomes associados à tauromaquia.

25 Produz-se um enorme pasmo e estrondosa lacuna moral que instituições as quais deveriam primar uma filosofia de vida baseada na compaixão e no respeito ao próximo, curiosa e incompreensivelmente promovam touradas e toda a sua violência, como é o caso da Igreja Católica em Portugal. "...a própria Igreja Católica, através da Rádio Renascença, apóia e organiza touradas em Portugal... As Santas Casas da Misericórdia são proprietárias da maior parte das praças de touros portuguesas." ate-quando.html; ate-quando.htmlhttp://osnossosbichinhos.blogs.sapo.pt/4569.htmlhttp://s-o-s-miseria.blogspot.com/2008/02/solidrios-contra-as-touradas-em-defesa.html ate-quando.htmlhttp://osnossosbichinhos.blogs.sapo.pt/4569.htmlhttp://s-o-s-miseria.blogspot.com/2008/02/solidrios-contra-as-touradas-em-defesa.html "a Igreja Católica não condena estes espectáculos, pelo contrário, é comum que as touradas sejam feitas em honra de santos e com a benesse dos membros do cléro."

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27 Pesquisas realizadas nos países onde ocorrem touradas mostram que a maioria da população já é contra esses espetáculos. Algumas leis já vigoram proibindo-as e cidades inteiras já se mobilizam para que esse espectro medieval se desvincule de sua imagem. Inúmeras instituições de defesa dos animais pressionam os governantes e os forçam a cumprir a Declaração Universal dos Direitos dos Animais, proclamada pela UNESCO em 1978.

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29 O debate sobre as touradas esbarra em muitos paradoxos. E por não poderem falar, os principais protagonistas não são ouvidos. Mas partindo do pressuposto que todo ser vivo possui o instinto de sobrevivência, faz-se elementar deduzir que não queiram voluntariamente se torturar e morrer numa arena para deleite dos ditos racionais. Touro morre finalmente, afogado no próprio sangue.

30 Logo, qualquer argumento a favor das corridas de touros é tendencioso, retrógrado e anacrônico, perdendo sua validade sobre todos os pontos de vista. Qualquer reação em contrário é puro desespero.

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32 A tradição pode ser expressa como a transmissão de valores morais e espirituais através de gerações. E o mais baixo intelecto deduz que deve polir o que é tosco, fazer prevalecer aquilo que é bom e banir o que é torpe. Ainda assim a tourada se enraizou na tradição de muitos povos.

33 Mesmo aos olhos mais vendados, a tourada se exibe cruel e humilhante em todas as suas etapas. Apenas aqueles que lucram com essa barbárie argumentam a seu favor, tentando refúgio e sustento na palavra tradição. Os olhos do touro mostram seu estado de choque

34 E aqueles que apenas gostam de prestigiar, o que lucram? Eles alimentam e descarregam seu estado bruto, pois sua degeneração patológica requer algum tipo de escape, geralmente na forma do sofrimento alheio, como suprimento da insignificância e dos conflitos que os perturbam.

35 Só pode permanecer como tradição o que engrandece a humanidade e não os costumes aberrantes que a degradam e a embrutecem. Uma tradição não pode ser boa só porque é tradição. Não podemos perder nossa racionalidade e recuar em nossas idéias, se recusando a crescer, evoluir e refletir sobre o que ela realmente significa para nós e para os outros. Touro moribundo é paralisado com um corte de punhal na base do pescoço, embora permaneça vivo e consciente.

36 As tradições são boas desde que não sejam baseadas na arrogância, passando por cima de valores éticos e morais. Infelizmente, ainda encontramos em nosso meio, indivíduos que resistem a uma sociedade civilizada e racional, procurando seviciar e desrespeitar seres indefesos.

37 No caso dos toureadores, eles agem impunes e ainda são aclamados por uma platéia estupidizada, como heróis e obreiros de uma tradição decrépita, mesquinhamente sustentada pela força de lobbies.

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39 Cultura está relacionada à produção e transmissão de conhecimentos, ao aprimoramento de seus valores, ao desenvolvimento intelectual e artístico, ao refinamento de hábitos, modos ou gostos, que se criam, se preservam e aprimoram entre indivíduos em sociedade.

40 Ela é tudo aquilo que contribui para tornar a humanidade mais sensível, mais inteligente e civilizada.

41 A violência, a crueldade, o sangue e tudo o que humilha e desrespeita a vida jamais pode ser considerada arte ou cultura. A violência é o manifesto dos covardes e a negação de sua inteligência.

42 Uma sociedade justa e evoluída deve reprovar atos eticamente imorais, devendo minimizar o sofrimento de outros seres, sejam eles quais forem.

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44 Países que realizam touradas, geralmente possuem pequena superfície territorial, necessitando importar parte do alimento que sua população consome. A criação de touros desperdiça milhares de hectares de terra para manter as manadas, quando poderiam ser destinadas à agricultura humana.

45 Algumas autoridades proibiram que as carnes dos animais mortos nas arenas sejam comercializadas ao público, consideradas imprópria devido ao alto índice de toxinas oriundas do stress sofrido, devendo ser destinadas aos animais de zoológicos.

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47 Em qualquer arena de esporte, os competidores são preparados para disputarem e exibirem sua destreza em igualdade de condições. E a tourada, defendida como esporte, é descrita como um combate “leal” entre homem e touro, quando na realidade o touro não tem nenhuma chance nesta luta desigual.

48 Tourada não é esporte, onde esportistas competem em igualdade de condições. O touro é previamente sedado, tem os olhos irritados e é covardemente minado em toda a sua condição física e psicológica através de picadas profundas. Só então é que o “bravo” toureiro o enfrenta. Serão os toureiros, mestres, artistas e valentes? Ou ignorantes, assassinos e covardes?

49 Em qualquer embate também, exceto na tourada, o oponente tem a possibilidade de desistência ou fuga. Também é deselegante que algum espectador torça pelo touro e não para o toureiro. Mas em todas as competições esportivas não existem torcidas de ambos os lados?

50 A platéia mergulhada numa letargia acaba por considerar uma prova de coragem e virilidade, enfrentar a cavalo e armado de lanças, touros drogados, feridos, esfomeados, ressequidos, e cegos. O público, ferindo as leis da razão, parece gostar de ser enganado e posar de imbecil.

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54 A matança de animais, principalmente em público, perpetrada pelos “bons selvagens”, banaliza a violência e agrava o estado neurótico dos fanáticos atraídos por esse safári folclórico e voyerista.

55 Num completo desastre psicológico, induz a mente associar selvageria com entretenimento. Desnaturaliza a relação entre homem e animal, afrontando a moral, a educação, a ciência e a cultura. Você consegue ver a lágrima que escorre nos olhos do touro?

56 Proibir sumariamente as touradas seria quase utópico. Na mente dos psicopatas, o montante de dinheiro envolvido é mais relevante que o sangue derramado de criaturas inocentes.

57 Talvez elas pudessem ser reformuladas, sem morte, picadores, bandarilheiros, lanças, maus tratos, drogas, e pudéssemos ver na arena um animal belo e majestoso e somente homens com reais habilidades e coragem, enfrentando os animais com suas capacidades psicomotoras intactas.

58 Ao estilo dos “recortadores”, certamente desapareceriam a maioria dos inimigos das corridas de touros.

59 Mais utópico, e ainda mais ideal, seria transformar as arenas em centros de esporte, cultura e lazer onde todos pudessem buscar e encontrar a paz.

60 Devemos lançar um olhar de fora porque muitas vezes os vícios de nossa própria sociedade não nos permitem ver com clareza e isenção aquilo que olhamos.

61 Penso que as novas gerações têm uma perspectiva diferente quanto à noção de justiça e respeito ao próximo. E isso já é um grande passo no sentido de um mundo melhor.

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63 Antonio Gala, ex-toureiro que se converteu na luta contra as touradas “... E, de repente, o touro olhou para mim, não só com a inocência de todos os animais refletida em seus olhos, mas também com uma imploração. Era a acusação contra a injustiça inexplicável, uma súplica frente a crueldade desnecessária.” El País, 30/07/95

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75 Faça sua parte. Faça sua parte. Divulgue esta mensagem. Divulgue esta mensagem. Envie para seus amigos. Envie para seus amigos. A NATUREZA AGRADECE !!! A NATUREZA AGRADECE !!!

76 V I S I T E projetoplanteumarvore.blogspot.com

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