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Filosofia Prof. Everton da S. Correa 1. Estética e Filosofia da Arte O caminho através dos Sentidos e do Belo 2.

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Apresentação em tema: "Filosofia Prof. Everton da S. Correa 1. Estética e Filosofia da Arte O caminho através dos Sentidos e do Belo 2."— Transcrição da apresentação:

1 Filosofia Prof. Everton da S. Correa 1

2 Estética e Filosofia da Arte O caminho através dos Sentidos e do Belo 2

3 A Virgem, Jesus criança e Santa Ana (1507/1510) A estética procura compreender o encanto que obra de arte proporciona ao espírito humano. Leonardo da Vinci 3

4 Em sua origem, o termo estética (perceber, sentir) vem da palavra grega aisthetiké, que se refere a tudo aquilo que pode ser percebido pelos sentidos. 4

5 Baseado nessa etimologia, Kant definiu a estética como a ciência que trata das condições da percepção pelos sentidos. Foi, no entanto, o alemão Alexander Baumgarten ( ) quem a utilizou pela primeira vez no sentido que ela tem hoje, isto é, como teoria do belo e das suas manifestações através da arte. 5

6 Immanuel Kant ( ) De acordo com Kant para se ter uma investigação crítica a respeito do belo, devemos estar orientados pelo poder de julgar. 6

7 Alexander Gottlieb Baumgarten ( ) Estudou na Universidade de Halle. O primeiro curso de estética que ministrou foi em 1742 nessa mesma universidade. 7

8 Mona Lisa (Leonardo da Vinci) Assim, como ciência e teoria do belo, a estética pretende alcançar um tipo específico de conhecimento: aquele que é captado pelos sentidos. 8

9 Mulher com sombrinha (1875) A obra de arte ultrapassa os particularismos do artista e as contingências nas quais foi produzida, afirmando-se como objeto de prazer e reflexão universais. Monet 9

10 A estética parte da experiência sensorial, da sensação, da percepção sensível, para chegar a um resultado que se poderia dizer “confuso” e “obscuro”. Seu principal objeto de investigação é a obra de arte. 10

11 Afinal, isso é Arte? 11

12 Afinal, isso é Arte? 12

13 O que é uma obra de arte? Conjunto organizado de signos e materiais colocados em forma por um espírito criador e formando um todo harmonioso e belo capaz de nos proporcionar uma satisfação estética desinteressada. 13

14 Roda de bicicleta (versão de 1951) Isso é arte? Arte é isto. A arte pode recontextualizar objetos, retirando-os de sua função cotidiana e dotando-os de outros sentidos: crítica sociocultural, apropriação das novas tecnologias, criação de novas linguagens. Marcel Duchamp 14

15 O que é o Belo? O homem pode fazer juízos de valor (julgar se determinada coisa é boa, ruim, agradável, bonita, feia, etc.). E entre os juízos de valor podemos distinguir dois: o juízo moral e o juízo estético. E é este último que nos interessa. 15

16 Através do juízo estético, julgamos se algum objeto, algum acontecimento, alguma pessoa ou algum outro ser é belo. Mas o que é a beleza? 16

17 De uma forma geral, a maioria das pessoas concordaria que belo é algo que nos agrada, que nos satisfaz os sentidos, que nos proporciona prazer sensível e espiritual. No entanto, essas mesmas pessoas não chegariam a um consenso sobre se determinado ser ou objeto é belo ou não. Tanto assim que já se tornou senso comum a afirmação de que “gosto não se discute”. 17

18 O retorno do filho pródigo (1669) Devido a sua empatia pela condição humana, Rembrandt teria sido chamado de "um dos grandes profetas da civilização". Rembrandt Harmenszoon van Rijn ( ) 18

19 Os filósofos que se dedicaram à investigação do que é a beleza se dividem quanto a essa questão: para uns, a beleza é algo que está objetivamente nas coisas; para outros, a beleza é apenas um juízo subjetivo, pessoal e intransferível a respeito das coisas. 19

20 20

21 Idealistas Para os filósofos idealistas, cuja tradição começa com Platão, a beleza é algo que existe em si mesma. Para o filósofo grego, a beleza seria uma forma ideal que subsistiria por si mesma, como um modelo, no mundo das ideias. 21

22 Materialistas-empiristas Para os filósofos materialistas-empiristas, como Hume, por exemplo, a beleza não está nos objetos (não é algo objetivo, portanto), mas depende do gosto de cada um, da maneira como cada pessoa vê o objeto, ou seja, o juízo do que é ou não belo é subjetivo. 22

23 Duas Mulheres Correndo na Praia (1922) Pablo Picasso foi reconhecidamente um dos mestres da arte do século XX. É considerado um dos artistas mais famosos e versáteis de todo o mundo, tendo criado milhares de trabalhos. 23

24 Mas como superar esse impasse? 24

25 Tentando superar esse impasse, Kant buscou mostrar, em seu livro Crítica da faculdade do juízo, que, ainda que o juízo estético sobre as coisas seja uma capacidade subjetiva, pessoal, há, no entanto, aspectos universais na percepção estética dos indivíduos (os órgãos dos sentidos e a imaginação). Vejamos como o filósofo justifica isso. 25

26 Kant entendia que o juízo estético não é guiado pela razão e sim pela faculdade da imaginação. Julgamos belo aquilo que nos proporciona prazer, o que não é nada lógico ou racional e sim algo subjetivo, já que se relaciona ao prazer ou desprazer individual. Para Kant, “todos os juízos de gosto são juízos singulares”. 26

27 No entanto, Kant também diz que “belo é o que apraz universalmente sem conceito”. O que isso significa? Kant afirma que é impossível conceituar, definir racionalmente o belo, pois “quando se julgam os objetos simplesmente segundo conceitos, toda a representação da beleza é perdida”. 27

28 Mas, quando dizemos que algo é belo, pretendemos que esse juízo esteja afirmando algo que pertence ao objeto realmente, ou seja, não dizemos “isto é belo para mim”, mas sim “isto é belo”, esperando que os outros concordem com esse julgamento. Esse julgamento pretende ser voz universal, pois contém uma expectativa de que aquilo que julgamos belo seja, de fato, belo. 28

29 Pietà (1499) Juntando capacidades criadoras geniais a uma técnica perfeita, o artista toscano Michelangelo criou a sua mais acabada e famosa escultura: a Pietá. 29

30 Essa expectativa se torna possível, para Kant, devido ao fundamento do juízo de gosto, que seria a vinculação universal entre o belo e o sentimento de prazer. E, como determinados objetos despertam em grande quantidade de pessoas o mesmo sentimento de prazer, é possível supor a existência de certa universalidade nos juízos estéticos. 30

31 Universalidade ou historicidade do Belo? 31

32 Diferente de Kant, Hegel foi um filósofo que trabalhou a questão da beleza numa perspectiva histórica. Para ele, o entendimento do que é belo e o relativo consenso acerca de quais são as coisas belas depende do momento histórico e do desenvolvimento cultural. 32

33 Georg Wilhelm Friedrich Hegel 33

34 Por isso, em Hegel, a beleza artística não diz respeito apenas à sensação de prazer que determinada obra possa proporcionar, mas à capacidade que ela tem de sintetizar um dado conteúdo cultural de um momento histórico. Em outras palavras, a arte não é apenas fruição, mas tem como função mostrar, de modo sensível, a evolução espiritual dos homens ao longo da história. 34

35 Essa concepção hegeliana implica também que a percepção da beleza é uma construção social que depende do alargamento da capacidade de recepção do indivíduo, ou seja, da sua capacidade de ver, ouvir, sentir. Portanto, tanto a definição do que é beleza quanto a capacidade individual de percebê-la são construções histórico-sociais. 35

36 Buquê (1603) Jan é muito conhecido pelas suas naturalistas paisagens campestres ou pelos seus realistas bouquets de flores. 36

37 Perguntas I 1.O que podemos entender por estética? Explique. 2.É possível distinguirmos estética e filosofia da arte? Comente. https://www.facebook.com/Prof.EvertonCorrea 37

38 Perguntas II 1.Qual é a posição dos filósofos idealistas a respeito da beleza? 2.E a dos filósofos empiristas? 3.Como Kant pretendeu superar esse impasse? 4.O que é o belo, segundo Kant? 5.Qual é a crítica de Hegel a Kant quanto ao conceito de belo? https://www.facebook.com/Prof.EvertonCorrea 38


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