A apresentação está carregando. Por favor, espere

A apresentação está carregando. Por favor, espere

Cesarianas desnecessárias:

Apresentações semelhantes


Apresentação em tema: "Cesarianas desnecessárias:"— Transcrição da apresentação:

1 Cesarianas desnecessárias:
Fundação Oswaldo Cruz Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca Cesarianas desnecessárias: Causas, conseqüências e estratégias para sua redução GRUPO DE PESQUISA: Epidemiologia e Avaliação de Programas sobre Saúde Materno-infantil COORDENAÇÃO: Maria do Carmo Leal – ENSP/Fiocruz EQUIPE DE PESQUISADORES: Silvana Granado Nogueira da Gama – ENSP/Fiocruz Rosa Maria Soares Madeira Domingues - ENSP/Fiocruz Sandra Costa Fonseca - UFF Marcos Augusto Bastos Dias – IFF/Fiocruz Mariza Miranda Theme Filha – SMS/RJ Penha Maria Mendes da Rocha – SMS/RJ Sonia Duarte Azevedo Bittencourt – ENSP/Fiocruz Ana Paula Esteves Pereira – ENSP/Fiocruz Arthur Orlando Correa Schilithz - ENSP/Fiocruz

2 ALGUNS RESULTADOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS E PERFIL REPRODUTIVO
Foram entrevistadas 254 puérperas na unidade 1 (Município do RJ) e 183 na unidade 2 (Região Metropolitana do RJ), totalizando 437 mulheres, com um percentual de perdas de apenas 3%. A média de idade foi de 28 anos, com maior proporção de adolescentes na unidade 2. Mais de 80% das mulheres apresentavam ensino fundamental completo; entretanto, observou-se o dobro de mulheres com fundamental incompleto na unidade 2 e uma proporção muito maior de mulheres com ensino superior na unidade 1.

3 ALGUNS RESULTADOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS E PERFIL REPRODUTIVO
Mais de 90% das mulheres nas duas unidades referiam ser casadas ou viver com companheiro. Em relação à cor da pele, mais de 50% das mulheres, se auto declararam pardas ou negras, sendo, com maior proporção de brancas na unidade 1. Mais de 60% das entrevistadas declararam ter ocupação remunerada, um pouco mais freqüente na unidade 1.

4

5 ALGUNS RESULTADOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS E PERFIL REPRODUTIVO
Quase 20% das mulheres da unidade 2 informaram uma renda familiar inferior a dois salários mínimos, enquanto na unidade 1, mais de 10% relataram renda superior a dez salários mínimos. Na unidade 2, observou-se maior proporção de primigestas e de primíparas. Em ambas as unidades, para aquelas com histórias de partos anteriores, verificou-se elevada proporção de cesarianas pregressas.

6 DADOS GESTAÇÃO ATUAL Quase a totalidade das mulheres realizou sua assistência pré-natal em consultório particular. Mais de 90% das mulheres, nas duas unidades, relataram início precoce da assistência pré-natal e realização de exame de ultra-sonografia no primeiro trimestre gestacional. O número de consultas também foi elevado, com quase 100% das mulheres tendo acesso ao mínimo de seis consultas de pré-natal.

7 DADOS GESTAÇÃO ATUAL O acesso à informação durante a gestação foi bastante diferenciado nos dois grupos. As mulheres da unidade 1 relataram se sentir mais informadas sobre as vantagens e desvantagens do diferentes tipos de parto em comparação às mulheres da unidade 2. Em relação às intercorrências apresentadas ao longo da gestação, verificam-se poucas diferenças entre as duas unidades. Dentre as mulheres, das duas unidades, que relataram hipertensão na gravidez, cerca de 65% faziam uso de medicação para tratamento dessa patologia.

8 Preferência inicial pelo tipo de parto
Mais de 36% das mulheres na Unidade 1 e 32,8% na unidade 2 preferiam parto cesáreo desde o início da gestação. Quando analisamos apenas as primíparas, a proporção de preferência por cesariana foi menor, 20% e 23%, respectivamente, nas unidades 1 e 2.

9

10 Decisão pelo tipo de parto ao final da gestação
Cerca de 70% das mulheres relataram que, ao final da gestação, já havia a decisão de realizar cesariana. Na unidade 1, em quase metade dos casos a escolha foi da mulher, enquanto na unidade 2, na maioria das vezes, essa foi uma decisão conjunta da mulher e do médico. Quando a decisão foi apenas da mulher, os principais fatores relatados foram: o desejo de ligar as trompas, não querer sentir a dor do parto, e histórico de cesariana anterior. Quando foi exclusiva do médico ou conjunta com a mulher, os mais citados foram: a presença de circular de cordão, histórico de cesariana anterior, o relato de um bebê grande, e a presença de complicações na gravidez, sobretudo a hipertensão.

11 Decisão no momento do parto
Os resultados sugerem que a decisão por cesariana no final da gestação foi o maior preditor de cesariana no momento do parto. Deve-se ressaltar, entretanto, que o número de mulheres que entraram em trabalho de parto foi muito pequeno. Observa-se que no momento do parto, a maioria das trajetórias terminou em parto cesáreo, independente do desejo inicial.

12 Assistência ao parto e indicação de cesariana
Foi encontrada uma proporção de 88,1% de partos cesáreos e 11,9% de partos normais, com distribuição semelhante nas duas maternidades. 92% das cesarianas foram realizadas eletivamente, antes da entrada da mulher em trabalho de parto.

13

14 Assistência ao parto e indicação de cesariana
Após revisão e análise de todos os partos cesáreos com indicação médica, não foi possível avaliar a adequação da indicação em 10,2% por ausência de informações no prontuário. Nos casos em que foi possível a avaliação, concluiu-se que 91,8% foram inadequadas e apenas 8,2% adequadas. A principal razão para a inadequação da indicação da cesariana foi a ausência de uma prova de trabalho de parto para várias condições que não constituem indicações absolutas para um parto cesáreo. Em relação ao manejo do trabalho de parto, avaliou-se que 64,9% das mulheres tiveram manejo inadequado do trabalho de parto, 10,4% parcialmente adequado e nenhum adequado.

15 I – Estratégias voltadas para as mulheres e população geral
Campanhas educativas sobre as vantagens e desvantagens dos diferentes tipos de parto e sobre as práticas assistenciais disponíveis. É importante que essas campanhas valorizem o desejo existente das mulheres de ter um parto normal e informem sobre as práticas benéficas para o acompanhamento do trabalho de parto

16 II – Estratégias voltadas para os gestores
Implantação do cartão da gestante nos serviços do sistema de saúde suplementar, como forma de aumentar a informação e o controle da mulher sobre a sua gestação, bem como melhorar a qualidade da informação disponível nesses serviços por ocasião da internação hospitalar. Pode-se adotar o próprio cartão do Ministério da Saúde, cuja última versão foi implantada este ano, ou outro modelo que se julgue adequado;

17 II – Estratégias voltadas para os gestores
Implantação de registro hospitalar padronizado, baseado em recomendações da Organização Mundial de Saúde, que permita o adequado acompanhamento do trabalho de parto e parto; Estabelecimento de sistema de informação composto por cartão da gestante e prontuário hospitalar, que permita monitorar características da gestação, intervenções obstétricas, além de desfechos perinatais das mulheres atendidas no sistema de saúde suplementar;

18 II – Estratégias voltadas para os gestores
Implantação de equipes plantonistas (obstetras e enfermeiras obstetras) nos hospitais/maternidades permitindo ao profissional  utilizar esta equipe como apoio para o atendimento às gestantes que necessitem de assistência continuada (trabalho de parto inicial, indução do parto, etc...); Realização de estudos que avaliem o impacto financeiro (custos) e na saúde da população do modelo de assistência ao parto no sistema de saúde suplementar, uma vez que o mesmo está relacionado com um cuidado que resulta numa taxa de 90% de cesarianas;

19 II – Estratégias voltadas para os gestores
Inclusão do pagamento, pelos planos de saúde, de partos domiciliares, partos assistidos por enfermeiras obstetras e assistência por doulas; Incentivo aos hospitais que integram o sistema de saúde suplementar para que adotem medidas que favoreçam a implantação de práticas consideradas humanizadoras da assistência ao parto, inclusive com adequações das estruturas físicas das áreas de centro obstétrico (ex: adoção de quartos PPP - pré-parto/parto/ puerpério imediato);

20 II – Estratégias voltadas para os gestores
Implantação de certificação das unidades hospitalares com assistência humanizada, a exemplo do título “Galba Araújo” concedido pelo Ministério da Saúde às maternidades que prestam assistência humanizada ao parto e nascimento.

21 III – Estratégias voltadas para os profissionais
Estabelecimento de protocolos de assistência ao pré-natal, ao parto e ao recém-nato no sistema de saúde suplementar, visando alcançar padrão de qualidade assistencial que resulte em melhores indicadores de saúde da clientela atendida nesses serviços; Promover capacitação dos profissionais no cuidado obstétrico baseado em evidências científicas, buscando parcerias com entidades médicas e universidades;

22 III – Estratégias voltadas para os profissionais
Elaboração de periódico próprio da ANS, direcionado a todos os profissionais que atuam no sistema de saúde suplementar, como meio de divulgação de evidências científicas sobre as boas práticas; Estabelecimento de patamares progressivamente menores de taxas de cesariana para cada profissional conveniado, entendendo que taxas elevadas desta cirurgia implicam em riscos e custos desnecessários às consumidoras dos serviços de seguro saúde. Essa iniciativa poderia ser acompanhada por auditoria médica, já realizada pelas seguradoras;

23 III – Estratégias voltadas para os profissionais
Estabelecimento de métodos de avaliação periódica da atualização profissional dos médicos conveniados e de sua adesão a protocolos de atendimento baseados em evidências cientificas. Adotar essa avaliação periódica como critério para renovação de credenciamento.


Carregar ppt "Cesarianas desnecessárias:"

Apresentações semelhantes


Anúncios Google