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1 Contabilidade integrada de sistemas de produção pecuária Eng. Mariana Barros Teixeira 19 de julho de 2011 Campinas – SP X Curso de Extensão sobre a Análise.

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1 1 Contabilidade integrada de sistemas de produção pecuária Eng. Mariana Barros Teixeira 19 de julho de 2011 Campinas – SP X Curso de Extensão sobre a Análise Emergética de Projetos e o Desenvolvimento Sustentável

2 2 Tópicos 1.Produção pecuária  Brasil  Santa Catarina 2.Abordagem sistêmica 3.Objetivos do trabalho 4.Balanço nutrientes 5.Resultados preliminares 6.Análise emergética 7.Exemplo da utilização do Software interativo para Análise emergética de sistemas pecuários

3 3 Produção pecuária

4 4 Produção pecuária atual O atual padrão de produção de animais é o resultado de um modelo de industrialização da agricultura implantado como conseqüência das rápidas e profundas transformações ocorridas na organização do meio rural Objetivos dessas transformações foram:  Modernizar o setor agrícola para aumentar a oferta de alimentos  Liberar recursos humanos fornecendo capital para o setor urbano e industrial (CORDEIRO et al., 1996).

5 5 Produção pecuária atual Resultado da combinação de 2 orientações estratégicas: De um lado: o favorecimento da modernização do latifúndio e a constituição de grandes e médias empresas agrícolas modernas; Do outro: articulação da produção agropecuária com os complexos agroindustriais de produção de insumos e de transformação industrial em nível internacional Possibilitou a incorporação da agricultura familiar por meio da adoção de tecnologia através de contratos de integração com as agroindústrias.

6 6 No Brasil, a pecuária é uma das cadeias produtivas de maior importância socioeconômica; 2010  Produção de 24 milhões de toneladas/ano de carnes (Bovina, Frango e Suína);  Exportou mais de U$ 15 bilhões dólares/ano;  Maior exportador mundial de carne bovina;  Maior exportador de carne de aves;  4º maior exportador mundial de carne suína. Pecuária no Brasil

7 7 Valores em mil ton

8 Santa Catarina é o maior produtor de carnes e o maior exportador em quantidade dos estados brasileiros. A participação de Santa Catarina no valor das exportações em ton em 2010 foram cerca de 20%. Apesar de a produção pecuária ser uma cultura de extrema importância no Brasil, essas regiões, principalmente de suinocultura, apresentam hoje um grave problema ambiental: excesso de nutrientes no solo e contaminação dos corpos hídricos. 8 Pecuária em Santa Catarina

9 9 Nas regiões de suinocultura é comum a utilização dos dejetos como adubo orgânico devido:  Sua grande disponibilidade;  Baixo custo;  Grande capacidade de fertilização (ricos em P, N e alguns minerais como zinco e cobre ) auxiliando no aumento da produção agrícola Mas quando utilizado em excesso torna-se uma fonte de poluição ambiental Causas e Problemas

10 10 Produção atual de suínos é caracterizado pela criação intensiva (concentra grande número de animais em áreas reduzidas) gerando um volume muito grande de dejetos. O excesso de nutrientes excede a capacidade natural dos solos em absorver os minerais provocando:  Contaminação dos lençóis freáticos e corpos d’água  Perda da qualidades dos rios e lagos  Crescimento desordenando de algas  Eutrofização de lagoas  Emissão de gases de efeito estufa. Causas e Problemas

11 11 Transporte e distribuição de dejetos líquidos de suínos OdoresLixiviação Emissões de gases Escoamento NH3Patógenos CuZnNH3 CH4N2O Fosfatos Carga orgânica

12 12 Abordagem sistêmica

13 13 Abordagem sistêmica A compreensão da estrutura e do funcionamento de um sistema é fundamental para construção de modelos conceituais principalmente pela sua complexidade frente aos componentes ambientais, humanos e as mudanças espaço/temporais.

14 14 A diversidade dos sistemas produtivos animais e suas interações fazem com que as análises entre a produção animal e meio ambiente sejam complexas e muitas vezes contraditórias. Portanto, um programa ambiental para este setor deve ser caracterizado por uma abordagem integrada de todo os sistemas existentes em um painel com objetivos múltiplos (FAO, 2006). Abordagem sistêmica

15 15 Abordagem sistêmica Porque a abordagem sistêmica? Registra como é a evolução conjunta dos processos ecológicos e da ação humana; Identifica as características e propriedades inerentes a cada componente do sistema observado; Define e trabalha como todo, sem, contudo, perder a instrumentalidade analítica;

16 16 Abordagem sistêmica A reciclagem dos resíduos animais para a produção vegetal, a utilização da produção vegetal para a alimentação humana ou animal, são entendidos como interações entre componentes do sistema. Dentro da proposta da "agricultura ecológica" há um enfoque sistêmico que considera todas as interações existentes na natureza para a orientação dos sistemas de produção.

17 17 Abordagem sistêmica Inserida na Teoria Geral de Sistemas - Dr. H. T. Odum Essa Teoria aplica a visão sistêmica à avaliação das diferentes formas de agricultura e quantifica os fluxos de todos os fatores incidentes e suas interações em unidades emergéticas (Odum, 1994). A visão sistêmica mostra que os fenômenos devem ser entendidos não só em termos dos seus componentes, mas também em termos do conjunto integral das relações existentes entre eles (SCHODERBEK et al., 1980).

18 18 Ecologia de sistemas Ecologia de Sistemas – surgiu da utilização da Teoria de Sistemas, através da Análise Sistêmica. Estuda os ecossistemas de forma global, desde os seus componentes até o comportamento do sistema como um todo, ou seja, utilizando-se da teoria dos sistemas para o estudo do ecossistema (Odum, 1994). Estuda e analisa sistemas ecológicos e econômicos interligados

19 19 Ecologia de sistemas A crise ambiental e a busca da adequação dos processos econômicos forçam a inclusão da problemática da entropia no pensamento econômico, reforçando a posição da necessidade de avaliação integrada dos sistemas econômicos e ecológicos (Odum, 1996). Existe uma interdependência entre a dinâmica econômica e a dinâmica dos sistemas ecológicos A economia cresce em função de seu ambiente, fazendo com que o desenvolvimento econômico afete a dinâmica de ambos.

20 20 Ecologia de sistemas Segundo Odum (1988), existe uma limitação nos sistemas econômicos atuais Somente são focalizados os bens e serviços produzidos pelo Homem, enquanto não são computados os valores referentes, e igualmente importantes, dos bens e serviços naturais, responsáveis pela manutenção da vida na terra.

21 21 Objetivos do trabalho

22 22 Avaliar e identificar alternativas no intuito de solucionar o problema de excesso de nitrogênio e fósforo na região da micro bacia do Rio Pinhal – SC por meio da análise sistêmica das unidades de produção e de absorção de impactos da região. Objetivo Geral do trabalho

23 23 Objetivos específicos Realizar e analisar os balanços de nutrientes (nitrogênio e fósforo) para cada propriedade estudada e da micro bacia; Realizar um diagnóstico emergético em diferentes sistemas de produção pecuários: 1.Bovinocultura de leite 2.Avicultura 3.Suinocultura Realizar um diagnostico emergético em relação a utilização e o desempenho de biodigestores;

24 24 Objetivos específicos Realizar um diagnóstico em relação a absorção de impacto na região a partir de resíduos da pecuária; Avaliar aspectos sócio-ambientais da incorporação de biodigestores e áreas úmidas construídas à criação pecuária na região de estudo; Oferecer ferramentas e procedimentos para a gestão sustentável da pecuária com o intuito de fornecer subsídios à gestão da micro bacia hidrográfica.

25 25

26 26 Balanço de Nutrientes

27 27 Um dos elementos mais abundantes no planeta. Litosfera: distribuído em rochas, no fundo dos oceanos e nos sedimentos (contém 98% do N existente). O N2 ocorre na concentração de 78% do ar atmosférico (MOREIRA; SIQUEIRA, 2006). Na biosfera: 96% do total de N orgânico terrestre se encontra-se na matéria morta e, apenas 4%, nos organismos vivos (MOREIRA; SIQUEIRA, 2006). Dinâmica do nitrogênio

28 28 Geralmente as formas disponíveis de nitrogênio para a nutrição dos seres vivos incluem:  Íon amoníaco (NH 4 + ),  Íon nitrato (NO 3 - ) ou  Formas orgânicas (R-NH 2 ) São metabolizadas visando à construção de biomassa Dinâmica do nitrogênio

29 29 Ciclo bastante diversificado:  O ciclo elementar – desnitrificação e fixação biológica de N2;  Ciclo autotrófico – atividade das plantas, fotossínteses e formação de compostos orgânicos nitrogenados;  Ciclo heterotrófico - mineralização, dissipação de energia da matéria orgânica e produção de formas inorgânicas de N no solo Dinâmica do nitrogênio

30 30 N2 atmosférico Plantas herbívoros carnívoros Decomposi tores Bactérias fixadores Bactérias desnitrificantes Bactérias nitrificantes NO3 nitato NO2- nitrito NH4 amônia Fixação Desnitrificação Decomposição Absorção Nitrosação Absorção Nitratação Fonte: Adaptado de

31 31 Tem maior efeito no crescimento das plantas Estimula o desenvolvimento e a atividade radicular, incrementa a sua absorção e também de outros nutrientes Ele atua na planta como constituinte de moléculas de proteínas, enzimas, coenzimas, ácidos nucléicos e citocromos, além de possuir importante função como integrante da molécula de clorofila Dinâmica do nitrogênio

32 32 O aumento dos estoques totais de N no solo poderá ocorrer:  Fixação biológica atmosférica;  Pelas chuvas;  Pela adubação orgânica e mineral. Já as perdas podem ocorrer:  Devido à exportação pelas culturas;  Lixiviação;  Erosão;  Volatilização da amônia;  Perdas por escoamento superficial. Dinâmica do nitrogênio

33 33 O fósforo, juntamente com o nitrogênio, é um elemento essencial para o crescimento de plantas. Ele faz parte das estruturas dos ésteres de carboidratos, fosfolipídeos das membranas celulares, ácidos nucléicos e coenzimas Os organismos vivos absorvem o fósforo na forma de ortofosfato solúvel, que no caso das plantas e organismos do solo, esse nutriente é obtido por meio da solução do solo onde a concentração deste é muito pequena Dinâmica do fósforo

34 34 Apesar do teor total de fósforo no solo se situe, de modo geral, entre 200 a 3000 mg/kg de fósforo, menos de 0,1% encontra-se na solução do solo Os grandes reservatórios de fósforo são as rochas fosfáticas e outros depósitos formados durante as eras geológicas. Esses reservatórios, devido ao intemperismo, pouco a pouco fornecem o fósforo para os ecossistemas. Dinâmica do fósforo

35 35 O P retorna ao meio na forma de composto solúvel ou na forma particulada devido à ação de bactérias fosfolizantes. As chuvas facilmente carregam o P para lagos e rios, podendo ir para os mares (fundo do mar passa a ser um grande depósito de P solúvel) Quando o sedimento contendo o P é depositado em lagos e mares, ele é submetido a processos bioquímicos sendo este então liberado para a coluna de água Dinâmica do fósforo

36 36 As transformações do fósforo representam um sistema complexo controlado por reações químicas e biológicas:  Mineralização;  Imobilização e;  Absorção Controlam a dinâmica das transformações e os fluxos do fósforo no ambiente. Dinâmica do fósforo

37 37 Fonte:

38 38 Relação estreita com os ciclos de outros elementos:  imobilização do C e N em sistemas biológicos;  o acúmulo de C, N, K na matéria orgânica depende do acúmulo de P no material de origem  influência na fertilidade do solo Limita o crescimento e desenvolvimento das plantas - Devido à sua alta exigência e a sua pouca disponibilidade no solo Dinâmica do fósforo

39 39 O P em excesso não interfere no aumento da produtividade de culturas mas reduz a capacidade de adsorção no solo, aumentando assim o teor de P disponível Pode ocasionar impactos ambientais  Crescimento de algas;  Produção de toxinas;  Processo de eutrofização;  Diminuição da qualidade da água. Dinâmica do fósforo

40 40 Resultados preliminares

41 41 Diagrama sistêmico Balanço de Nitrogênio

42 42 Diagrama sistêmico balanço de Fósforo

43 43 Propriedades

44 44 Maior parte das propriedades possuem área de mata nativa muito menor do que o exigido pela legislação 4 propriedades não possuem nenhuma área de mata nativa Mata Nativa

45 45 Balanço de Nitrogênio Perdas por lixiviação e escoamento superficial Máximo ton./ano Somente 2 propriedades não possui excesso de nitrogênio (déficit 0,228 ton./ano)

46 46 Balanço de Fósforo Perdas por lixiviação e escoamento superficial Máximo ton./ano Praticamente todas as propriedades apresentam com excesso de fósforo.

47 47 Análise emergética

48 48 Será realizada a análise emergética em 3 propriedades diferentes da micro bacia que possuam sistemas pecuários distintos:  Propriedade 1 – bovinocultura de leite  Propriedade 2 – avicultura  Propriedade 3 – suinocultura Análise emergética

49 49 Será realizada a análise emergética em relação ao desempenho de biodigestores em 2 propriedades diferentes da micro bacia:  Propriedade 3 – suinocultura sem biodigestor  Propriedade 4 – suinocultura com biodigestor A Analise Emergética será realizada com o auxilio do Software interativo para análise emergética dos sistemas agrícolas do Brasil desenvolvido no LEIA pelo MS. Fábio Takahashi Análise emergética

50 50 Exemplo da utilização do Software interativo para Análise emergética de sistemas pecuários

51 51 Software para Análise Emergética

52 Mais de 90 inputs diferentes. Saida para até 7 produtos. Sistema de produção de ovos. 52 Tabelas Gerais

53 53 Vila Yamaguishi Estudo de Caso: produção de ovos

54 54

55 Resultado geral

56

57 Infra-estrutura Auto consumo

58 Produtos

59 Fluxos agregados

60 Tabela produtos

61 Tabela dos índices emergéticos

62 Comparação de 2 sistemas de ovos Flórida Vila Yamaguishi

63 Comparação de 2 sistemas de ovos

64 Sistema orgânico muito mais eficiente. A produção do sistema orgânico é maior que o convencional. % renovabilidade do sistema Orgânico – Alta. Conclusões

65 65 Obrigada!


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