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JOGOS DE ENTRAR E DE SAIR:DIFERENTES FORMAS DE MEDIAÇÃO COM IMAGENS EM ESPAÇOS EXPOSITIVOS. Dra.Leda Maria de Barros Guimarães – -

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Apresentação em tema: "JOGOS DE ENTRAR E DE SAIR:DIFERENTES FORMAS DE MEDIAÇÃO COM IMAGENS EM ESPAÇOS EXPOSITIVOS. Dra.Leda Maria de Barros Guimarães – -"— Transcrição da apresentação:

1 JOGOS DE ENTRAR E DE SAIR:DIFERENTES FORMAS DE MEDIAÇÃO COM IMAGENS EM ESPAÇOS EXPOSITIVOS. Dra.Leda Maria de Barros Guimarães – - Ms. Miguel Luiz Ambrizzi – - CEPAE-UFG / RESUMO: Este trabalho apresenta o relato e a reflexão sobre uma experiência de mediação no Museu de Arte de Goiânia na exposição PÓS-IMPRESSIONISMO E AS ORIGENS DA PINTURA MODERNA, realizada pelo SESC-GO com o objetivo provocar o encontro entre imagens e público. O trabalho de mediação foi desenvolvido em 3 etapas: a visitação, a oficina de arte e ciência e a oficina de artes visuais, as quais permitiram diferentes formas de “entrar/sair/retomar” a relação com as imagens expostas. Palavras-chave: mediação, imagens, ensino de arte. Os espaços legitimados no modernismo para a contemplação do que chamamos de (A)rte, vêm sendo dessacralizados na contemporaneidade. Espaços expositivos tais como museus e galerias de arte hoje entendem que uma de suas funções mais importantes é promover a mediação entre imagens (sejam elas quais forem) e o público. A ação educativa ou de mediação pode ser entendida como um conjunto de procedimentos que promove a educação nestes espaços, investindo na relação ser humano/bem cultural, tendo como base para essas atividades o seu acervo e/ou as suas exposições temporárias. No entanto, a ação por si só não garante a qualidade da mediação. Encontramos ações que podem ter como base a transmissão de conhecimentos dogmáticos e pragmáticos – resultando em doutrinação e domesticação – ou podemos provocar com essas ações a participação e a reflexão – resultando em uma visão crítica da realidade social. Compreendida desta segunda forma, a ação educativa promove benefícios para a sociedade na medida em que assegura possibilidades de expressão de indivíduos e grupos, e que estimula diferentes reflexões e leituras dos objetos expostos. Nosso objetivo nesse texto é apresentar uma experiência de mediação refletindo sobre a especificidade do projeto que foi elaborado pelas professoras Ivone Lyra do e Leda Guimarães da Faculdade de Artes Visuais para a exposição “Pós-Impressionismo e as Origens da Pintura Moderna”, que esteve no Museu de Arte de Goiânia (MAG), hoje dirigido por Antônio da Mata, no período entre 15/05/2006 e 06/06/2006. Esta exposição fez parte de uma das mostras itinerantes elaboradas e produzidas pelo SESC-Nacional com o objetivo de apresentar ao público brasileiro, em particular às escolas, alguns dos movimentos mais conhecidos da arte ocidental. Em Goiânia a mostra aconteceu em parceria entre o SESC-Goiás, o MAG/AAMAG e a UFG, com as Faculdades de Artes Visuais (FAV) e a Escola de Música e Artes Cênicas (EMAC). Mesmo já tendo se passado dois anos do evento, a ação realizada continua sendo importante para aqueles que dela participaram. Foi montada uma equipe de alunos estagiários (graduandos de artes visuais e artes cênicas) e um aluno do mestrado em Cultura Visual. Os alunos de artes visuais foram selecionados de todos os cursos existentes: tivemos alunos da Licenciatura e do Bacharelado em artes visuais e alunos do Design (Gráfico e de Interiores). A exposição que durou 20 dias, atraiu um público escolar de aproximadamente estudantes, com seus respectivos professores e coordenadores. Os alunos visitantes foram da pré-escola, do ensino fundamental, médio, supletivo e superior, assim como escolas de educação especial (crianças e adultos com diferentes níveis de necessidades especiais). Visitaram também estudantes de escolas livres de arte e música, grupos de terceira idade e instituições assistenciais. A presente ação educativa foi desenvolvida com base na Abordagem Triangular, da Professora Drª Ana Mae Barbosa, que propõe que a aprendizagem da arte aconteça através da reflexão/apreciação (olhar crítico), do fazer (com as oficinas e ateliês), e da contextualização (conhecimento histórico). Coube aos monitores a tarefa desafiadora (dada a inexperiência do grupo) de interagir com os visitantes da exposição e promover que estes interagissem com a imagens ali expostas. Para tal intento uma equipe interdisciplinar desenvolveu estratégias de oficinas de Arte e Ciência, oficina de contação de histórias com base na biografia dos artistas, oficinas plástica e visitas “monitoradas”. O circuito durava cerca de uma hora e trinta minutos e dividido nas três atividades distintas, mas interligadas, com duração de trinta minutos cada. Os visitantes, em sua maioria escolares, eram divididos em grupos de 15 à 20 pessoas e estas se dirigiam, com seus respectivos monitores, para uma das seguintes atividades, porém passando por todas elas, rotativamente: Os principais objetivos que nortearam esta Ação Educativa foram: - proporcionar uma visita prazerosa e instigante, de modo a que o visitante levasse além de uma boa lembrança de seu contato com obras de arte; - estimular construtivamente o olhar, de modo que se pudesse perceber a trama de linhas, volumes, cores e texturas empregadas na construção da imagem; na expectativa de um possível princípio de “alfabetização visual”; - provocar, a partir do procedimento anterior, a leitura dos elementos presentes na obra de arte;- estimulando a construção de significados; -desafiarmo-nos na realização de tais intentos; Alunos visitantes durante apreciação das reproduções – diálogos, questionamentos, trocas de percepções... Monitoras durante momento de contação de histórias – crianças e adultos Monitores durante oficina de arte e ciência – princípios de teoria da cor e experiências sensoriais visuais Visitantes durante trabalho de pintura – alunos de educação de jovens e adultos Materiais utilizados e crianças durante atividade no parque do MAG Trabalhos feitos por visitantes que iniciaram a visita com as atividades de arte e ciência e oficina de artes plásticas Trabalhos realizados por visitantes que freqüentaram primeiro a exposição com monitoria Mediante o envolvimento dos participantes nas oficinas, seus depoimentos e na quantidade de visitantes à exposição, concluímos que os resultados foram satisfatórios ao revelar que ações educativas em Museus precisam de profissionais da área para o seu planejamento e execução. Podemos, quem sabe, ousar dizer que nossa proposta contribuiu para uma educação visual e estética dos participantes, crianças, adolescentes e adultos. Infelizmente não temos condições de avaliar a repercussão desse trabalho na sala de aula das escolas que nos visitaram. Gostaríamos muito de que o prazer que sentiram na visitação não tenha se esvanecido com o tempo, que tenha ficado alguma semente que possa florescer em outras ocasiões de enfrentamentos estéticos com o universo da arte, entendido aqui da maneira mais amplo possível. Para os alunos do curso de artes visuais da UFG, a experiência também transformou uma parcela de sua aprendizagem em artes visuais. Para alguns (alunos de design gráfico), era a primeira vez que entravam num espaço expositivo. Para outros que já tinham participado como monitores em outras exposições como “guias” a proposta do planejamento, conversas ao final do dia sobre o que aprenderam, provocar reflexões no lugar de oferecer respostas era uma novidade. Um deles nos relatou que se sentiu incomodado no início, e teve dificuldade de fugir da “tentação de dar todas as explicações para os visitantes”, pois é muito mais fácil, e “podem achar que nós não sabemos de nada”. Para nós, que recebemos a proposta pronta do desenho da ação educativa, e tentamos imprimir nossa marca, não por ato de rebeldia, foi um ato de desafio de fazer com qualidade uma ação de mediação, trabalhando com reproduções de imagens postas no sistemas da “grande arte” erudita, mas transversalizando a possibilidades dessacralizadoras do uso das mesmas. Brincar com a idéia cópia/original/cópia, ao invés de se constituir numa barreira, foi um estímulo para brincar e explorar como o conhecimento sobre artes vai se desmaterializando simbolicamente, e hoje, (viva Benjamin) no auge da reprodutibilidade digitalizada, os museus dos grandes centros vêm aos museus das periferias em reproduções. O falso que antes causava horror agora educa. Sejamos antropofágicos. REFERÊNCIAS BARBOSA, Ana Mae. A Importância da Imagem no Ensino da Arte: Diferentes Metodologias. In: Parâmetros Curriculares Nacionais – Arte e a Rede Arte na Escola. Porto Alegre, BARBOSA, Ana Mae, SALES, Heloisa Margarido, COUTINHO, Rejane. Artes Visuais da exposição à sala de Aula. Edusp FERREIRA, Sueli (org.). O Ensino das Artes: construindo caminhos. Campinas SP: Papirus, FRANCOIO, Maria Ângela Serri. Ciranda de Formas: Bichos – Jogos, brinquedos e brincadeiras - Apostila do Professor. São Paulo: MAC USP/FAPESP, FRANGE, L.B. P & VASCONCELLOS, L.G.F. Oficina de Desenho Urbano: Desenhando e Construindo a Cidade no Cerrado. Uberlândia, MG: PROEX, LEITE, Maria Isabel e OSTETO, Luciana E. (organizadoras) Museu, Educação e Cultura: encontros de crianças e professores com a arte. Editora: Papirus, PEREGRINO, Yara (Coord.). Da camiseta ao museu: o ensino das artes na democratização da cultura. João Pessoa: Editora Universitária/UFPB, Documento: MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Novas Orientações Curriculares: linguagens, códigos e suas tecnologias – arte. Brasília: Secretaria de Educação Média e Tecnológica, 2006.


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