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Diaconia “Um estilo de Vida”. INTRODUÇÃO Em primeiro lugar, iniciando esse estudo sobre o ofício do diácono gostaria de fazer uma breve referência a escassez/falta.

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1 Diaconia “Um estilo de Vida”

2 INTRODUÇÃO Em primeiro lugar, iniciando esse estudo sobre o ofício do diácono gostaria de fazer uma breve referência a escassez/falta de material pertinente a tal assunto. O teólogo e Pr. Magno Paganelli da mesma forma ficou inconformado pelo grande numero de diáconos e diaconisas sendo preparados para atuarem nas igrejas e principalmente na sociedade sem se quer ter materiais específicos para esse oficio. Magno Paganelli pensando nessa dificuldade escreveu um excelente livro, intitulado “O livro dos Diáconos” publicado pela Arte Editorial no ano de 2004, que tem auxiliado a Igreja do Senhor e irá nos auxiliar nessa breve apostila. Nesta faremos uma abordagem histórica, teológica e contextual do ofício de Diáconos no Novo Testamento, para que possamos agir como sendo diáconos aprovados.

3 I - CONCEITUANDO E DEFININDO PALAVRA “DIÁCONO”. Neste primeiro capitulo vou trabalhar a etimologia da palavra “diácono”. Em uma leitura rápida do Novo Testamento sem sombras de duvidas jamais vamos conseguir perceber o quanto é profundo tal termo, a final o próprio apostolo Paulo considerou-se como sendo um diácono (Colossenses1: 24-25). No Novo Testamento a palavra diácono está inteiramente ligada ao serviço, vamos encontrá-la pelo menos 30 vezes, geralmente no sentido de atendente ou servente. Claramente o Senhor tencionava que a igreja cuidasse dos pobres. Ele fez alusão a este dever quando disse aos Seus discípulos: “Porque o pobre sempre os tende convosco”, (Mt 26.11; Mc 14.7).

4 Ministério – Diakonia. Atos 20: 24 “Porém em nada considero a vida preciosa para mim mesmo contanto que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus”.

5 Ministrar ou Servir – Diakoneo. Atos 6: 2 “Então, os doze convocaram a comunidade dos discípulos e disseram: Não é razoável que nós abandonemos a palavra de Deus para servir às mesas.

6 Ministro: Diákono, alguém que, em virtude do ofício designado a ele pela igreja, cuida dos pobres e tem o dever de distribuir o dinheiro coletado para uso deles. Filipenses 1: 1 “Paulo e Timóteo, servos de Cristo Jesus, a todos os santos em Cristo Jesus, inclusive bispos e diáconos que vivem em Filipos (...) ou em I Timóteo 3: 8.

7 Diáconos e diaconisas são mencionados repetidamente na Bíblia, Rm 16.1; Fp 1.1; 1 Tm Além disso, o Novo Testamento contém muitas passagens que instam sobre a necessidade de se fazerem ofertas ou coletas para os pobres, At 20.35; 1 Co 16.1, 2; 2 Co 9.1, 6, 7, 12-14; Gl 2.10; 6.10; Ef 4.28; 1 Tm 5.10, 16; Tg 1.27; 2.15, 16; 1 Jo Não pode haver dúvida quanto ao dever da igreja nesta questão. E os diáconos são os oficiais incumbidos da responsabilizante e delicada tarefa de realizar o trabalho da beneficência cristã com referência a todos os necessitados da igreja. Cabe-lhes planejar métodos e meios para coletar os necessários fundos, devem responsabilizar-se pelo dinheiro coletado, e devem providenciar a sua prudente distribuição. Contudo, o seu trabalho não se limita a este oferecimento de auxílio material.

8 Eles devem também instruir e consolar os necessitados. Em todo o seu trabalho, eles devem considerar seu dever aplicar os princípios espirituais quando estão dando cumprimento ao seu dever. É de temer que, lamentavelmente, esta função esteja sendo negligenciada em muitas igrejas hoje. Há a tendência de partir da suposição de que se pode deixar que o estado supra as necessidades até dos pobres da igreja. Mas, ao agir com base nesse pressuposto, a igreja negligencia um dever agrado, empobrece a sua vida espiritual, priva-se da alegria que se experimenta ao atender às necessidades dos que padecem carência, e priva os que estão passando por dificuldades, os que se vêem em condições deprimentes, e os que muitas vezes caem no mais completo desânimo, da consolação, da alegria e do fulgor das ministrações do amor cristão, em regra inteiramente alheias às obras de caridade administradas pelo estado.

9 II - DIÁCONOS NOS EVANGELHOS Vejamos agora a palavra “diácono” nos evangelhos. Como será que Mateus, Marcos, Lucas e João descreveram o “diácono”?

10 Vejamos: Mateus 20: 28 (...) “Não é assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; 27 e quem quiser ser o primeiro entre vós será vosso servo; 28 tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos (...)”.

11 Vejamos: Marcos 1:31 “E, saindo eles da sinagoga, foram, com Tiago e João, diretamente para a casa de Simão e André. 30 A sogra de Simão achava-se acamada, com febre; e logo lhe falaram a respeito dela. 31 Então, aproximando-se, tomou-a pela mão; e a febre a deixou, passando ela a servi-los”.

12 Vejamos: Lucas 22: “Mas Jesus lhes disse: Os reis dos povos dominam sobre eles, e os que exercem autoridade são chamados benfeitores. 26 Mas vós não sois assim; pelo contrário, o maior entre vós seja como o menor; e aquele que dirige seja como o que serve. 27 Pois qual é maior: quem está à mesa ou quem serve? Porventura, não é quem está à mesa? Pois, no meio de vós, eu sou como quem serve”

13 Vejamos: João 2: 5 “Sua mãe disse aos serviçais: “Façam tudo o que ele lhes mandar”.

14 III – A ORIGEM DOS DIÁCONOS NO NOVO TESTAMENTO Estudiosos do Novo Testamento dão atenção considerável à escolha dos sete (Atos 6:1-6); vêem aquele ato como um precursor histórico de uma estrutura mais desenvolvida (Filipenses 1:1; I Timóteo 3: as duas referências específicas ao "ofício" de diácono). Cada apóstolo já estava sobrecarregado com várias responsabilidades. No entanto, os doze apóstolos propuseram uma divisão do trabalho para assegurar assistência às viúvas gregas na distribuição diária que a igreja fazia de alimento e donativos. Sete homens de boa reputação, cheios do Espírito de Deus e de sabedoria (Atos 6:3), se destacaram na congregação de Jerusalém, praticando caridade e atendendo necessidades físicas.

15 Alguns lembram que o diaconato não devia ser relacionado somente a caridade, pois os diáconos eram pessoas de estatura espiritual. Estêvão, por exemplo, "cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo" (Atos 6:8). Filipe, apontado como um dos sete, "os evangelizava a respeito do reino de Deus e do nome de Jesus Cristo" (Atos 8:12). Filipe também batizava (Atos 6:38) e é mencionado como um evangelista (Atos 21:8).

16 ANALISANDO O CAPITULO 6 DE ATOS. Como vimos e estudamos no capítulo anterior chegamos a conclusão de que a palavra diácono era tão somente empregada de uma maneira geral aos que servem ou serviam. A partir desse evento (Atos 2 e 3) início da igreja o termo começou a ser empregado especificamente, ou seja, aos que se dedicavam as obras de misericórdia e caridade, e com o tempo veio a ser usada exclusivamente neste sentido.

17 Mesmo numa leitura superficial da passagem de At 6:1-6 é possível verificar um problema de omissão na “mesa das viúvas dos gentios”. Esta omissão certamente não era proposital, pois os apóstolos sendo apenas “os doze” não podiam suprir todos os novos convertidos no ministério de ensino da Palavra de Deus, e ao mesmo tempo “servindo as mesas”. Há pelo menos quatro motivos que podemos enumerar para a instituição do diaconato:

18 Para evitar a desordem nos relacionamentos da Igreja. Surgia o grave problema da murmuração. Para evitar que houvesse partidos dentro da Igreja. A omissão às mesas das viúvas enfatizava as diferenças entre o grupo dos judeus helênicos e judeus palestinos. Para evitar a injustiça na distribuição de alimentos e donativos aos necessitados.

19 Para que os mestres da Palavra sejam dedicados no ensino da mesma. É importante observarmos que os apóstolos não estavam rejeitando o “servir às mesas das viúvas”. John R. W. Stott faz uma importante contribuição ao entendimento deste assunto ao dizer que “não há aqui nenhuma sugestão de que os apóstolos considerassem a obra social inferior à obra pastoral, ou de que a achassem pouco digna para eles. Era apenas uma questão de chamado. Eles não poderiam ser desviados de sua tarefa prioritária.

20 Faça uma leitura minuciosa desses capítulos extraindo princípios para o seu ministério de diácono e aplique- os a você. (Leitura Atos Cap. 1 a 8 )

21 IV - DIÁCONOS NO PENSAMENTO DE PAULO

22 Paulo se designa como: 2 Coríntios 3.6 O qual nos habilitou para sermos ministros [diakonos] de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica.

23 Diácono do Evangelho Colossenses “Se é que permaneceis na fé, alicerçados e firmes, não vos deixando afastar da esperança do evangelho que ouvistes e que foi pregado a toda criatura debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, me tornei ministro [diakonos].

24 Diácono de Cristo 2 Coríntios “São ministros [diakonos] de Cristo? (Falo como fora de mim.) Eu ainda mais: em trabalhos, muito mais; muito mais em prisões; em açoites, sem medida; em perigos de morte, muitas vezes”.

25 Diácono de Deus 2 Coríntios “Pelo contrário, em tudo recomendando-nos a nós mesmos como ministros [diakonos] de Deus: na muita paciência, nas aflições, nas privações, nas angústias.

26 Diácono da Igreja Colossenses 1.24,25 - “Agora, me regozijo nos meus sofrimentos por vós; e preencho o que resta das aflições de Cristo, na minha carne, a favor do seu corpo, que é a igreja; da qual me tornei ministro [diakonos] de acordo com a dispensação da parte de Deus, que me foi confiada a vosso favor, para dar pleno cumprimento à palavra de Deus”.

27 Diácono, junto com Apolo, pelo qual os coríntios chegaram à fé. 1 Coríntios Quem é Apolo? E quem é Paulo? Servos [diakonos] por meio de quem crestes.

28 Paulo designa seus cooperadores de diáconos Efésios E, para que saibais também a meu respeito e o que faço, de tudo vos informará Tíquico, o irmão amado e fiel ministro [diakonos] do Senhor. Colossenses Segundo fostes instruídos por Epafras, nosso amado conservo e, quanto a vós outros, fiel ministro [diakonos] de Cristo. Colossenses Quanto à minha situação, Tíquico, irmão amado, e fiel ministro [diakonos], e conservo no Senhor, de tudo vos informará. 1 Tessalonicenses E enviamos nosso irmão Timóteo, ministro [diakonos] de Deus no evangelho de Cristo, para, em benefício da vossa fé, confirmar-vos e exortar-vos.

29 Mulheres são chamadas de “diaconisas” Romanos Recomendo-vos a nossa irmã Febe, que está servindo [diakonos] (lit.: “sendo diaconisa da igreja de Cencréia”) à igreja de Cencréia. 1 Timóteo Da mesma sorte, quanto a mulheres, é necessário que sejam elas respeitáveis, não maldizentes, temperantes e fiéis em tudo.

30 EXPOSIÇÃO O diácono como alguém que serve no sentido amplo e geral.

31 Diácono (servo) do Evangelho (“Se é que permaneceis na fé, alicerçados e firmes, não vos deixando afastar da esperança do evangelho que ouvistes e que foi pregado a toda criatura debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, me tornei ministro [diakonos]” – Col 1.23). ·Diácono (servo) pelo qual os coríntios chegaram à fé (“Quem é Apolo? E quem é Paulo? Servos [diakonos] por meio de quem crestes” – 1Cor 3.5). ·Diácono (servo) da Nova aliança (“O qual nos habilitou para sermos ministros [diakonos] de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica” – 2Cor 3.6).

32 Diácono (servo) de Cristo (“São ministros [diakonos] de Cristo? (Falo como fora de mim.) Eu ainda mais: em trabalhos, muito mais; muito mais em prisões; em açoites, sem medida; em perigos de morte, muitas vezes” – 2Cor 11.23). Diácono (servo) de Deus (“Pelo contrário, em tudo recomendando-nos a nós mesmos como ministros [diakonos] de Deus: na muita paciência, nas aflições, nas privações, nas angústias” – 2Cor 6.4). Diácono (servo) da igreja (“Agora, me regozijo nos meus sofrimentos por vós; e preencho o que resta das aflições de Cristo, na minha carne, a favor do seu corpo, que é a igreja; da qual me tornei ministro [diakonos] de acordo com a dispensação da parte de Deus, que me foi confiada a vosso favor, para dar pleno cumprimento à palavra de Deus” – Col 1.24,25).

33 O diácono está envolvido na tarefa de servir amorosamente à igreja, aos irmãos e às pessoas seja por meio da diaconia da palavra ou da diaconia das ações. Pedro disse: “Servi [diakoneo¯ - verbo] uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus. Se alguém fala, fale de acordo com os oráculos de Deus; se alguém serve [diakoneo¯ - verbo], faça-o na força que Deus supre” (1Ped ). O diacóno, a diaconisa, é aquele que serve, que ministra de acordo com o dom que recebeu.

34 Sempre o diácono é alguém que serve a partir do grande Diácono que é Cristo. Ele continua a obra de diaconia, a obra de servir, de Cristo e, deste modo está envolvido ativamente na obra da salvação das pessoas. Esta preocupação com o bem das pessoas envolve a nossa integralidade, deste modo, Paulo se empenha tanto para a coleta para os irmãos pobres da Judéia (2 Cor usa a palavra diakonia), como para a pregação do Evangelho. A pregação e a ação de ajuda amorosa são um todo inseparável.

35 V - COLOCANDO EM PRÁTICA O OFICIO DE DIÁCONO O CONCEITO BÍBLICO DAS BOAS OBRAS

36 O cristão deve se caracteriza pela prática das boas obras. Iremos considerar duas coisas: A experiência de salvação na vida de uma pessoa deve resultar, sempre, em obras, em frutos e, em segundo lugar, qual deve ser a motivação do cristão na prática das boas obras.

37 OBRAS COMO RESULTADO DA SALVAÇÃO O texto de Efésios deixa bem claro que somos salvos pela fé e não pelas obras, contudo, a salvação pela fé resulta em frutos, em obras nas vidas dos salvos. Paulo nos afirma que fomos “criados em Cristo Jesus para as boas obras”, obras que “Deus preparou de antemão para andarmos nelas”. Um exemplo de transformação da vida pós-salvação temos em Zaqueu que disse:

38 “Senhor, resolvo dar aos pobres a metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, restituo quatro vezes mais” (Mt 19.8). Portanto...

39 A salvação deve ter frutos em nossa vida; A salvação deve apresentar resultados em nossa vida; A salvação que não modifica a vida não é salvação.

40 O texto de Tito 2.13,14 mostra, também, que “Jesus se deu por nós a fim de nos remir de nos remir de toda iniqüidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras”. O resultado da redenção, da purificação, o resultado de fazermos parte de um povo que pertence exclusivamente a Jesus, é sermos “zelosos de boas obras”. Quando a Bíblia afirma que “Deus preparou obras para andarmos nelas” (Ef 2.10). Isto significa que nós não podemos fazer tudo o deve ser feito, mas há algo que Deus quer que nós façamos, coisas que Ele “preparou de antemão para nós”.

41 Por exemplo, considerando a parábola do Bom Samaritano sabemos que muitas pessoas eram assaltadas, muitas pessoas estavam caídas, necessitadas à beira do caminho. Havia o problema social da violência e da insegurança nas estradas, mas o Bom Samaritano, fez a sua parte, fez aquilo que lhe cabia fazer: Atendeu ao caído. Na parábola do Rico e do Lázaro o rico foi responsabilizado por não ter atendido aquele pobre que estava à sua porta. Sem dúvida existiam muitos outros miseráveis, mas aquele pobre era a sua responsabilidade. Quando Lucas nos conta a experiência de Felipe evangelizando ao eunuco no caminho de Gaza que estava deserto, mostra que, apesar de existirem multidões necessitadas, aquele homem, naquele momento, naquela estrada, era a sua responsabilidade.

42 MOTIVAÇÃO PARA FAZERMOS O BEM Ao fazermos o bem várias podem ser as nossas motivações. Inclusive podemos fazer o bem por motivações erradas, como Jesus expôs, condenando os fariseus que davam esmolas “para serem vistos pelos homens” (Mt 6.2) Qual deve ser a nossa motivação ao praticarmos o bem?

43 O EXEMPLO DE CRISTO Certamente, a primeira e grande motivação é o exemplo de Cristo. Jesus disse: “Porque eu vos dei o exemplo para que como eu vos fiz”, façais vós também” (João 13.15). O que foi que Cristo fez? Ele...

44 Lavou os pés aos discípulos; Serviu se curvando diante deles; Fez um serviço de escravo.

45 Em atos Pedro pregando na casa de Cornélio disse: “(Jesus) qual andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele” (Atos 10.38). Jesus fez o bem...

46 À uma adúltera, afirmando a ela: “Nem eu tão pouco te condeno, vai e não peques mais”. A um leproso o curando e o tocando com a sua mão. À uma viúva afirmando: “Não chores mais” e lhe restituindo com vida o filho morto. À Maria Madalena, a libertando de 7 demônios

47 O que mais que Cristo fez? Acima de tudo ele deu a sua vida por amor a nós. João afirmou: “Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos” (1Jo 3.16). O ap. João usa o sacrifício de amor de Jesus como exemplo para o que nós devemos fazer. Pessoas tocadas pelo amor de Cristo irão, também, dar a sua vida pelos irmãos. De acordo com o exemplo que, neste texto João apresenta sobre o que significa “dar a vida pelo irmão”, aprendemos que não é morrer pelo irmãos, mas “dar de sua vida”, dar de seus recursos, para suprir as necessidades do irmão. Se meu irmão tem uma necessidade e eu tenho um recurso que pode ajudá-lo, eu devo abrir meu coração em amor, e agir a seu favor. Pode ser em coisas bem pequenas, como um abraço carinhoso, um sorriso amigo, um telefonema numa hora oportuna ou podem ser coisas maiores como investir uma noite ao lado de sua cama de enfermo. Não importa, o amor de Jesus que deu sua vida por mim me levará a dar de minha vida para os meus irmãos. O grande missionário Carlos Studd disse: “Se Jesus Cristo sendo Deus morreu por mim, não haverá, então, sacrifício demasiado grande para eu fazer por Ele”.

48 A GLORIA DE DEUS Outra motivação cuja importância não pode ser adequadamente enfatizada e a glória de Deus. Jesus ensinou: “Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mt 5.16). Tudo o que fazemos deve ter um propósito maior: A glória de Deus.

49 Podemos ter outros motivos, motivos... Errados; Egoístas; Mesquinhos; A busca da fama, glória para nós.

50 Mesmo na realização do serviço de ajuda social podemos ter motivações erradas. Num boletim da Visão Mundial se apresentam motivações erradas para o serviço social: Vazio, ou sentimento de culpa; Competição com outras igrejas; O empreguismo; Ativismo impensado; Modismo; Disponibilidade de verbas; Isca evangelística; Manipulação política; Ocupação de espaços ociosos nas igrejas; Ideologias, quer políticas, quer religiosas. Jesus só tinha uma motivação em tudo o que fazia: A Glória de Deus. Mesmo diante da cruz a sua oração foi: “Pai glorifica o teu nome” (Jo 12.28). Que seja esta, também, a nossa motivação em tudo o que fizermos.

51 NOSSA PROPRIA EXPERIÊNCIA Mas uma outra motivação em fazer o bem para o próximo deve ser a nossa própria experiência. Quando Deus ordenou que o povo de Israel não oprimisse os estrangeiros, a razão que Deus apresentou foi que eles mesmos tinham sido estrangeiros no Egito e, portanto, conheciam o coração do estrangeiro, suas angústias e aflições: “Pois vós conheceis o coração do forasteiro, visto que fostes forasteiros na terra do Egito” (Êx 23:9); “Amá-lo-eis como a vós mesmos, pois estrangeiros fostes na terra do Egito” (Lv ) Deus está dizendo ao povo:

52 Vocês se lembram de quando foram estrangeiros no Egito? Vocês se lembram das necessidades que tinham? Vocês se lembram de suas angústias? Vocês se lembram do que queriam que acontecesse com vocês? Vocês se lembram de como queriam que os egípcios agissem com vocês?

53 Pois bem: tratem bem os estrangeiros. A lembrança das experiências passadas como estrangeiros no Egito devia lhes dar um coração compassivo para com os estrangeiros. Conosco também deve ser assim. Nós estivemos alguma vez em necessidades e fomos ajudados? Já estivemos em dificuldades e alguém nos estendeu a mão? Pois bem: Esta experiência deve nos motivar a ajudar aos que estão em necessidades.

54 A RESPONSABILIDADE QUE TEMOS Não só as nossas experiências nos devem levar a fazer o bem, mas também a responsabilidade que Deus colocou sobre nós. Deus coloca sobre nós a responsabilidade para com as outras pessoas, a começar com a nossa própria família. Jamais deveríamos ter a atitude de Caim, que quando questionado por Deus acerca de seu irmão Abel deu de ombros e disse: “Não sei, por acaso eu sou o guarda do meu irmão?” (Gn 4.9).

55 Nós somos responsáveis pelas pessoas que Deus nos confia.Somos responsáveis pelo sangue, pela vida, pelas almas das pessoas que Deus coloca em nosso caminho. Deus pedirá contas de nós do que fizemos ou deixamos de fazer para com a nossa família, colegas, vizinhos aos quais deveríamos ter feito o bem, e o maior de todos os bens, compartilhando Jesus. Anos atrás houve um desastre de trem. Dois trens se chocaram. Quando um dos maquinistas foi retirado das ferragens ainda vivo, ele tirou um papel amassado do bolso e disse: “Tomem isto e verão que recebi as ordens erradas”. Diante do tribunal de Cristo não poderemos dizer que recebemos as ordens erradas. O Senhor falou claramente que nós somos responsáveis.

56 A NECESSIDADE DO IRMÃO Uma outra poderosa motivação para fazermos o bem é a visão da necessidade do irmão. João disse: “Aquele que possuir recursos deste mundo e vir a seu irmão padecer necessidade e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus” (1Jo 3.17). Toda a ação começa com uma visão. O Bom Samaritano viu a pessoa caída e ajudou-a. Jesus “viu Jesus uma grande multidão e compadeceu-se dela porque eram como ovelhas que não tem pastor e passou a ensinar-lhes muitas coisas”. Obras missionárias começaram com a visão das almas perdidas: Hudson Taylor viu os milhões da China. William Carey viu os milhões da Índia.

57 Quantas obras de ajuda e de diaconia começaram também com uma visão. Visão... Dos famintos; Das crianças desabrigadas; Dos leprosos; Dos desabrigados; Dos refugiados.

58 Certa vez um navio naufragou, no meio de uma tempestade, perto da costa, onde havia uma colônia de pescadores. Muitos náufragos se debatiam nas ondas tempestuosas. Os pescadores vez após vez foram ao mar, com o risco de suas vidas, para salvá-los. Finalmente estavam todos completamente exaustos. Mas um deles lançou o desafio: “Há ainda um homem lá fora no mar, quem irá comigo para salvá-lo?” A mãe do pescador se lançou ao pescoço do filho suplicando: “Meu filho não vá. Seu pai morreu no mar. Seu irmão Guilherme foi ao mar e nunca mais tivemos notícias dele. Você é tudo que me resta. Não vá!” Delicadamente se desvencilhou dos braços da mãe dizendo: Há um homem se afogando. Tenho que ir salvá-lo”, e com mais alguns, se lançou, com o pequeno barco, mais uma vez ao mar. Na praia todos aguardavam cheios de medo e ansiedade. Finalmente, no meio da bruma avistaram o barquinho. Na frente estava o pescador que gritou mais alto que o barulho da tempestade: “Nós o encontramos, nós o salva-mos, e digam para a mamãe que é meu irmão Guilherme”.

59 Quantos de nossos irmãos estão naufragando, se afogando, no mar tempestuoso da vida... Pessoas que não conhecem a Deus pessoalmente, Que precisam a salvação em Jesus, Afundando na falta de sentido de suas existências, Na incapacidade de vencerem no meio de seus problemas No fracasso de seus lares e suas famílias.

60 Quem irá jogar-lhes a bóia da salvação. Quem lhes irá falar de Jesus, que Ele salva e transforma?

61 CONCLUSÃO O Diaconato significa a ação do cristão em favor do seu semelhante, atendendo o plano de Deus em beneficio ao ser humano. Além disso, o verdadeiro cristão não pode manter-se em posição de indiferença perante as necessidades do mundo que os rodeia, em particular as da igreja. Assim, um pouco de tempo colocado a serviço de Deus e do próximo pode aliviar positivamente o sofrimento de muitos. O diaconato é um privilégio uma bênção nesse mundo, quando fazemos como representantes de Deus, sendo por Ele comissionado, pois assim procedendo estaremos fazendo como para o Senhor. “Quando vocês fizerem isso ao mais humilde dos meus irmãos, foi a mim que fizeram” MT

62 O prazer de Servir!! Gabriela Mistral: Poetisa Chilena. Nome Verdadeiro: Lucila Godoy Alcayaga Premio Nobel de Literatura em 1951

63 Toda a natureza é um desejo de serviço. Serve a nuvem, serve o vento, servem os vales. Onde haja uma árvore para plantar, planta-a tu. Onde haja um erro para emendar, emenda-o tu. Sê aquele que afasta a pedra do caminho, O ódio dos corações e as dificuldades do caminho. Existe a alegria de ser bom e o prazer de ser justo. Existe, sobretudo o sublime, a imensa alegria de servir. Como seria triste o mundo se tudo já tivesse feito; Se não houvesse um roseiral para plantar, uma empresa que iniciar. Que não te atraiam somente os trabalhos fáceis. É tão belo fazer uma tarefa que os outros recusam! Mas não caias no erro de que só se conquistam mérito, Com os grandes trabalhos, há pequenos serviços que são imensos serviços: adornar a mesa, arrumar as cadeiras, espanar o pó. O serviço não é só de seres inferiores. Deus que dá o fruto e a luz, é o primeiro a servir. Poder-se-ia chamá-lo assim: “Servidor”. E ele, que tem os olhos em nossas mãos, nos pergunta todo dia; “Servistes hoje? A quem? A árvore, ao teu amigo, ou aos teus familiares?”.


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