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ASPECTOS CLÍNICOS DA REGRESSÃO DENTRO DO SETTING PSICANALÍTICO.

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Apresentação em tema: "ASPECTOS CLÍNICOS DA REGRESSÃO DENTRO DO SETTING PSICANALÍTICO."— Transcrição da apresentação:

1 ASPECTOS CLÍNICOS DA REGRESSÃO DENTRO DO SETTING PSICANALÍTICO

2 Prerrogativas do trabalho analítico  A análise não é apenas um exercício técnico. É algo que nos tornamos capazes de fazer quando atingimos um certo grau de aquisição da técnica básica;  Winnicott agrupa os casos de acordo com o equipamento técnico que ele exige do analista: Pacientes que operam como pessoas totais e cujas dificuldades estão na alçada das relações interpessoais; Pacientes nos quais a totalidade da personalidade está apenas começando a ser considerada como algo que se pode levar em conta

3 Pacientes cuja análise deve lidar com os estágios primitivos do desenvolvimento emocional, antes e até os estabelecimento da personalidade como uma entidade: aqui a ênfase do trabalho está no manejo e não no trabalho analítico tradicional;  Com pacientes que se encaixam nesta terceira categoria há necessidade de que o analista desenvolva um trabalho de holding;

4 O fenômeno da regressão  Para Winnicott, regressão significa o inverso do progresso: evolução do indivíduo psique-soma, personalidade-mente, com formação de caráter e socialização;  O progresso tem início em uma data anterior ao nascimento, estando impulsionado por questões biológicas;  A saúde implica continuidade com relação a este progresso evolucionário da psique e que a saúde é a maturidade do desenvolvimento emocional;

5  Para Winnicott, não é possível haver uma simples inversão do progresso. Para que este progresso seja invertido, deve haver no indivíduo uma organização que permita a ocorrência da regressão;  Quando falamos de regressão em psicanálise, deixamos implícita a existência de uma organização de ego e de uma ameaça de caos;

6 Falso e verdadeiro self  No desenvolvimento inicial do ser humano, o meio ambiente que se comporta suficientemente bem possibilita a ocorrência do crescimento pessoal;  Se o meio ambiente não se comporta suficientemente bem, o indivíduo fica então ocupado em reagir à invasão e os processos do self são interrompidos;

7  Se a invasão se dá continuamente ou de forma expressiva, o cerne do self começa a ser protegido: desenvolve-se um self falso, construído sobre uma base de defesa-submissão, a aceitação da reação à invasão;  O desenvolvimento do falso self é uma das organizações mais bem sucedidas em termos de proteção do cerne do self verdadeiro e sua exist6encia resulta na sensação de futilidade;  Aquilo que precede o self verdadeiro é sentido com real e aquilo que acontece com o indivíduo como reação à invasão ambiental é sentido como irreal, fútil;

8 Teoria da regressão como parte de um processo de cura  Um fracasso de adaptação por parte do meio ambiente que resulta no desenvolvimento de um falso self;  Uma crença na possibilidade de correção de um fracasso original, representada por uma capacidade latente para a regressão;  Um novo desenvolvimento emocional progressivo, com complicações que serão descritas mais adiante;

9  O falso self funciona como um mecanismo de defesa. É normal e saudável para o indivíduo ser capaz de defender seu self contra o fracasso ambiental específico através de um congelamento da situação de fracasso;  Ao mesmo tempo, há uma esperança inconsciente de que mais tarde surgirá a oportunidade de uma experiência renovada na qual a situação de fracasso poderá ser reexperimentada, estando o indivíduo em um estado regredido e em um meio ambiente que esteja fazendo a adaptação adequada

10 A regressão e a teoria pulsional freudiana  No curso do desenvolvimento pulsional nas fases pré-genitais, situação desfavoráveis podem criar pontos de fixação no desenvolvimento emocional do indivíduo.  Posteriormente, o indivíduo pode experenciar ansiedades que o levam a regressão até o ponto de fixação, reforçando assim o fracasso original;

11  Há também a possibilidade de o indivíduo, no caso de surgimento de dificuldades, retornar a situações pré-genitais boas, ou seja, situações de sucesso;  O importante aqui não é apenas entender se o sujeito regride a pontos bons ou maus de suas experiências pulsionais, mas entender que o sujeito regride a pontos bons e maus de sua adaptação ambiental às necessidades do ego e do id;

12  Existe a possibilidade também do indivíduo retornar a situações pré-genitais boas quando surgem dificuldades em um estágio do desenvolvimento posterior;  A regressão a pontos bons e maus das experiências pulsionais do indivíduo devem ser significados a partir da qualidade da adaptação ambiental às necessidades do ego e do id;

13  A regressão pode ser considerada uma organização defensiva diferente das outras, pois carrega consigo a esperança de uma nova oportunidade, proporcionando ao meio ambiente a chance de uma adaptação adequada;  O fenômeno da regressão leva o sujeito a reviver a dependência: a falha ambiental diz muitas vezes de cuidados respectivos ao início da infância;

14 O trabalho com a regressão no setting psicanalítico  A doença psicótica se relaciona a um fracasso ambiental em um estágio primitivo do desenvolvimento emocional do indivíduo;  A sensação de futilidade e de irrealidade faz parte do desenvolvimento de um falso self que se desenvolve enquanto proteção do self verdadeiro;  O setting da análise reproduz as mais antigas técnicas de maternagem, convidando à regressão pela confiança que inspira;

15  A regressão de um paciente é um retorno organizado à dependência inicial. O paciente e o setting fundem-se na situação de sucesso original do narcisismo primário;  O progresso para além do narcisismo primário se incia de novo, com o self verdadeiro capaz de enfrentar situação de fracasso ambiental, sem organizar defesas que emvolvam a proteção do self verdadeiro por um falso self;

16 A relação entre regressão e provisão ambiental  desenvolvimento inicial do ego: importância da construção do chamado narcisismo primário;  No narcisismo primário, o meio ambiente fornece o holding para o indivíduo e, ao mesmo tempo, o indivíduo não sabe da existência do meio ambiente e está em união com ele;

17 Os passos da regressão no setting 1. Fornecimento de um setting que transmita segurança; 2. Regressão do paciente à dependência, com o devido senso de risco; 3. A sensação por parte do paciente de um novo sentido de self; 4. Descongelamento de uma situação de fracasso ambiental; 5. A partir da nova posição de força do ego, a raiva relacionada ao fracasso ambiental inicial é sentida no presente e expressa; 6. Retorno da progressão em um processo ordenado em direção à independência;

18 Especificidades no trabalho com pacientes regredidos  Desejo x necessidade: no caso do paciente regredido, não falamos em desejo e sim em necessidade. Ex: se um paciente regredido necessita de quietute, sem ela nada poderá ser feito;  O retraimento regressivo não deve ser considerado pelo analista como insulto. Ele apenas está sendo usado de uma forma primitiva e positiva;

19  A regressão à dependência é parte integrante da análise dos fenômenos do início da infância e, se o divã é molhado, ou se o paciente se suja ou baba, sabemos que se trata de algo inerente e não de uma complicação;  O analista deve tolerar as mais diversas atuações do paciente neste tipo de trabalho;

20 Observações finais  Não existem razões pelas quais o analista deva querer que um paciente regrida;  A psicanálise que envolve uma regressão clínica tem um decorrer muito mais difícil do que aquela na qual não é necessário fazer qualquer provisão ambiental adaptativa especial;


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