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Criação e Evolução Uma perspectiva de Diálogo Indissociável Seminário Teológico do Sul do Brasil – FABAT Ciências da Bíblia e História da Formação da Bíblia.

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1 Criação e Evolução Uma perspectiva de Diálogo Indissociável Seminário Teológico do Sul do Brasil – FABAT Ciências da Bíblia e História da Formação da Bíblia Prof. Valtair Miranda Aluno: André von Held Soares

2 A Criação Bíblica Gênesis, do grego, “origens” Em hebraico: bereshit, “no princípio” É o princípio da história dos filhos de Israel, contada de uma perspectiva teológica, que tem relação com o restante do livro de Gênesis.

3 A Criação Bíblica Diferentes relatos, dispostos em tentativa de harmonia – Gen. 1,1-2,4a; Gen. 2,4b-25, Gen. 5,1 Macro-contexto de Gen. 1-11

4 A Criação Bíblica Contexto de Gen – Representa um bloco de interpretação coeso, formado por diferentes tradições, cuja autonomia só se pode tomar em conjunto. – Mostra o poder criativo de Deus, ao mesmo tempo em que sua interferência direta no mundo, inclusive a ponto de aniquilá-lo (relato diluviano) – Aponta o caminho que a narrativa tomará em direção aos patriarcas – Situa a criação no plano da aliança de Deus com o homem, traçando o caminho da aliança com Israel – Apanhado de tradições orais

5 A Criação Bíblica Gen. 1,1-2,4a – Fonte sacerdotal P (Priesterkodex), do tempo do exílio – Tem como gênero literário a narrativa teológica (não se trata de interesse científico) – Cosmogonia inédita em Gen. 1,1 – Inclusão de cosmo-mitologias babilônias em Gen. 1,2

6 A Criação Bíblica Poema babilônio da origem do mundo (Enuma Elis): Quando acima os céus não existiam nem a terra firme abaixo tinha nome, apenas reinavam Apsu (=água doce), o progenitor, e Tiamat, (água salgada), a que gerou; suas águas se confundiam em uma. O caos aquático primevo é então personificado pelo monstro marinho Tiamat que é vencido por Marduc, que esquarteja o monstro. Os pedaços do monstro dão origem a partes do universo.

7 A Criação Bíblica A cosmogonia babilônia fazia parte do contexto de P, um sacerdote judeu no exílio. A cosmomitologia, quando incluída no texto bíblico, perde sua relevância, é amortecida, diante do poder do Deus criador. O Deus da criação ordena o caos, tem poder sobre ele, cria-o, conforme Sua vontade. O Deus da criação não é um herói de mitologias pagãs, não se submete a lutas. É soberano, mas não é alheio à humanidade, pois, tendo em mente o evento fundante da fé de Israel (Êxodo) e a direção de Gen. 1-11, é Deus dos patriarcas.

8 A Criação Bíblica Gen. 1,1  Deus criou: “bara”, do nada, verbo exclusivo para Deus, creatio ex nihilo, sem condições pré-existentes  Deus criou tudo (céus e a terra)  Deus criou no princípio: temporalidade e natureza histórica do universo; seu futuro depende de seu passado.

9 A Criação Bíblica A luz abre o caminho da criação, tira-a da escuridão, não deixa que as trevas tenham a influência inicial e Deus faz separação entre as trevas e a luz. A criação é feita sem esforço, por palavra de Deus, palavra revelada. Versão-ação e versão-palavra são colocadas: caráter dialógico da criação, interação criador-criatura: “E disse Deus:[...] E assim se fez.” A criação cumpre o desígnio do criador, fórmula de aprovação: “E viu Deus que era bom.” Sol, lua e astros são destituídos de qualquer valor sagrado, são apenas luzeiros.

10 A Criação Bíblica O Tempo: a expressão “houve tarde e manhã” configura o tempo semanal, de modo que desemboca no dia santo para Israel, o sábado. Etiologia e valorização dos ritos judaicos, mesmo no exílio. Toda a narrativa é feita convergir para o dia com o criador, em que o homem se volta novamente para Deus e recria-se, recreia-se, em Deus. Caráter sacerdotal, o sábado é elemento de culto.

11 A Criação Bíblica Gen. 1,1-2,4a: O homem é criado e a aprovação é superlativa, completamente satisfatória à vontade criadora. Gen. 2,4b-25: O homem é feito do barro, a terra está sem ervas, pois o homem não a lavrou ainda. Exibe distância de Gen. 1.

12 Criacionismo da Terra Jovem Interpretação hiper-literalista de Gen. 1,1-2,4a Não se coaduna com as pesquisas científicas modernas Linha hermenêutica majoritária estadunidense (45% da população) Os seis dias são dias de 24 horas

13 Design Inteligente Os pressupostos do ID são: 1. a evolução gera uma visão de mundo ateísta e, portanto, aqueles que creem em Deus devem se opor a ela 2. a evolução tem fundamentos falhos, pois não pode justificar a complexidade da natureza 3. se a evolução não pode explicar a complexidade irredutível, deve, então, ter existido um planejador inteligente, de algum modo, e ele entrou em cena para fornecer os componentes necessários durante o curso da evolução. É o tipo de teoria: “Deus nas lacunas”

14 Evolução Darwin: Viaja a bordo do H. M. S. Beagle em 1831, que dura 5 anos ao redor do mundo (inclusive Brasil); Publica seu livro “A Origem das Espécies” em 1859, após vastíssima pesquisa em história natural com animais e plantas.

15 Evolução darwiniana Supõe que o organismo mais apto sobrevive, graças à sua capacidade de se adaptar ao meio, através de processos de mutação genética, que lhe favorecem de forma aleatória, sem que haja direção pré-estabelecida no processo da vida. O mecanismo que opera na natureza para a sobrevivência das espécies é a seleção natural. A ideia da seleção natural veio da ideia da seleção humana de animais e plantas melhores para o consumo e benefício de nossa espécie. Darwin crê, então, que a natureza faz o mesmo processo com todas as espécies.

16 Evolução darwiniana “Esta preservação de variações favoráveis e a rejeição de variações prejudiciais eu chamo de Seleção Natural. Variações que não são nem úteis, nem prejudiciais não seriam afetadas pela seleção natural e seriam um elemento flutuante como, talvez, os que vemos em espécies que chamamos de polimórficas.” - Charles R. Darwin, 1859

17 Evolução darwiniana O mecanismo de como microbiologicamente ocorrem as mutações não era compreendido por Darwin e só pôde ser explicado com a teoria dos genes de Mendel. Com a descoberta do código genético por Crick e Watson, as pesquisas sobre variações genéticas dão maior subsídio para a investigação das variações, ao mesmo tempo que mostram maior complexidade do arranjo da vida. Os processos aleatórios, contudo, são de uma probabilidade extremamente baixa para que produzam seres mais aptos.

18 Ateísmo e propaganda A propaganda ateísta em torno da evolução faz parecer que as únicas vozes concordantes com a ciência moderna são as vozes daqueles que, necessariamente, rejeitaram qualquer ideia de Deus e assumiram uma visão de mundo atéia. Muito disso se dá por uma divulgação desinteressada da mídia para cosmovisões diferentes da reinante. Especialmente com nomes como Richard Dawkins, há uma massificação em torno da ideia de que a verdadeira ciência tem necessariamente de descartar a fé religiosa, pois esta seria um empecilho àquela. Como se pretende mostrar à frente, não é esta uma verdade.

19 Evolução Teísta Seus preceitos: a) O universo surgiu do nada, há aproximadamente 14 bilhões de anos; b) Apesar das improbabilidades incomensuráveis, as propriedades do universo parecem ter sido ajustadas para a criação da vida; c) Embora o mecanismo exato da origem da vida na Terra permaneça desconhecido, uma vez que a vida surgiu, o processo de evolução e de seleção natural permitiu o desenvolvimento da diversidade biológica e da complexidade durante espaços de tempo muito vastos; d) Tão logo a evolução seguiu seu rumo, não foi necessária nenhuma intervenção sobrenatural;

20 Evolução Teísta e) Os humanos fazem parte desse processo, partilhando um ancestral comum com os grandes símios; f) Entretanto, os humanos são exclusivos em características que desafiam a explicação evolucionária e indicam nossa natureza espiritual. Isso inclui a existência da Lei Moral (o conhecimento do certo e do errado) e a busca por Deus, que caracterizam todas as culturas humanas.”(Collins, 2007)

21 Evolução Teísta “A solução encontra-se pronta e disponível, assim que paramos de aplicar as limitações humanas em Deus. Se Deus se encontra fora da natureza, acha-se fora do tempo e do espaço. Nesse contexto, no momento da criação do universo, Ele sabia todos os detalhes sobre o futuro, incluindo a formação de estrelas, planetas e galáxias, toda a química a física, geologia e biologia que levou à formação de vida na Terra e À evolução dos humanos, até o exato momento em que você lê este livro – e além. Nesse contexto, a evolução poderia nos parecer guiada pelo acaso. Contudo, do ponto de vista de Deus, o resultado já estaria totalmente especificado. Assim, Ele poderia achar-se completa e intimamente envolvido na criação de todas as espécies, embora, de nossa perspectiva, limitada pela tirania do tempo linear, isso parecesse um processo casual e sem direção.” (Collins, 2007)

22 Conclusões Quando se olha para as Escrituras, não há ali vestígio de que a interpretação infalível tenha obrigatoriamente que ser a da leitura hiper-literalista. A história da hermenêutica mostra que nem os pais da igreja imaginavam que tudo o que a Bíblia dizia era contido de verdades eminentemente históricas, mas viam até que partes do texto sagrado eram explicações por analogia, por alegoria, etc. Assim, quando colocamos criação bíblica pelo relato “cru” de Gen. 1 em confronto com a ciência moderna, não apenas estamos distorcendo o sentido dos escritos, mas estamos colocando argumentos diferentes para uma discussão que nunca poderá ser conciliada, uma vez que nem a ciência deve ter por fim a discussão no Absoluto, porquanto não tem os instrumentos nem os métodos para fazê-lo, ao passo que nem o texto sagrado queria dizer de ciência, por não gozar das ferramentas adequadas para tanto.

23 Conclusões “O primeiro gole do copo das ciências naturais produz o ateu. Mas no fundo do copo o espera Deus.” - Werner Heisenberg

24 Referências ________. Bíblia de Estudo Vida – Tradução de João Ferreira de Almeida, Revista e Atualizada. São Paulo: Editora Vida, COLLINS, F. S. A Linguagem de Deus – Um cientista apresenta evidências de que Ele existe. São Paulo: Gente, DARWIN, C. R. The Origin Species. New York: Bantam Books, KONINGS, J. A Bíblia, sua história e leitura: uma introdução. Petrópolis: Vozes, RUIZ DE LA PEÑA, R. L. Teologia da Criação. São Paulo: Loyola, SCHIMMEL, T. Naturwissenschaft und Glaube – ein Gegensatz? in Umgedacht- Impulse zum Verhältnis von Naturwissenschaften und Glaube. Korntal- Münchingen: Deutscher Christlicher Techniker-Bund e. V., 2007.

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