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HIGIENE E SAÚDE OCUPACIONAL Enfª do Trabalho Jamilie Sena.

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Apresentação em tema: "HIGIENE E SAÚDE OCUPACIONAL Enfª do Trabalho Jamilie Sena."— Transcrição da apresentação:

1 HIGIENE E SAÚDE OCUPACIONAL Enfª do Trabalho Jamilie Sena

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3 BREVE HISTÓRICO DA HIGIENE OCUPACIONAL Ao longo dos anos houve sempre quem se preocupasse com a saúde dos trabalhadores, mas sem o rigor técnico científico necessário. Na época da Revolução Industrial, na Inglaterra, não se utilizava medidas de controle, o regime de trabalho, às vezes chegava a doze ou até dezesseis horas diárias. Algumas iniciativas de prevenção das doenças do trabalho foram tomadas, como mostra a seguir.

4 BREVE HISTÓRICO DA HIGIENE OCUPACIONAL  Hipócrates(460 a 375 aC) Famoso mestre de medicina no livro “Ares, Águas e Lugares” descreve o quadro clínico da intoxicação saturnina (chumbo) em um mineiro. Apesar de descrever o quadro, omite totalmente o ambiente de trabalho e a ocupação.

5 BREVE HISTÓRICO DA HIGIENE OCUPACIONAL  Lucrécio(100 aC) (A natureza das coisas) Perguntava sobre os carvoeiros de minas: “Não viste ou ouviste como morrem em tão pouco tempo, quando ainda tinham tanta vida pela frente?”

6 A morte prematura como a dramática marca do trabalho sobre a vida dos trabalhadores. O fundamento de uma técnica epidemiológica recentemente desenvolvida e que tem se mostrado útil para medir a importância relativa a um problema de saúde pública: Estimar os anos potenciais de vida perdidos.

7 BREVE HISTÓRICO DA HIGIENE OCUPACIONAL Ovídio Poeta romano 23aC a 17 dC) “...cansados de tantos funerais/vendo inúteis os esforços e as artes dos médicos/os habitantes imploram a ajuda celeste”

8 BREVE HISTÓRICO DA HIGIENE OCUPACIONAL  Plínio, o velho (23 a 79 dC) Descreve o aspecto dos trabalhadores expostos ao chumbo, ao mercúrio e à poeira. Menciona a tentativa dos escravos em usar panos ou membranas (bexiga de carneiro) para atenuar a exposição às poeiras.

9 BREVE HISTÓRICO DA HIGIENE OCUPACIONAL  Georg Bauer(Georgius Agrícola) ( ) Livro: De Re Metallica No último capítulo descreve sobre acidentes de trabalho e doenças mais comuns entre os mineiros, onde dá destaque à Asma dos Mineiros. A descrição da doença sugere que se tratava da Silicose. “As mulheres chegavam a casar sete vezes, roubadas que eram de seus maridos, pela morte prematura encontrada na ocupação que exerciam”

10 BREVE HISTÓRICO DA HIGIENE OCUPACIONAL  Bernardino Ramazzini ( ) “Pai da Medicina do Trabalho” As Doenças dos Trabalhadores. Descreve doenças que ocorrem em mais de 50 profissões.

11 BREVE HISTÓRICO DA HIGIENE OCUPACIONAL Séc XVIII: George Baker – “Cólica de Devonshire” utilização de chumbo na indústria de vinho de maçã. Percival Pot – câncer escrotal nos limpadores de chaminé da Inglaterra. Séc XIX: Charles Trackrah e Percival Pot escreveram um tratado com 200 páginas sobre medicina ocupacional.

12 Período de 1760 a 1830 – Revolução industrial, movimentos sociais – parlamento britânico aprova “Lei de Saúde e Moral dos Aprendizes Lei das Fábricas: Idade mínima 13 anos Proibição trabalho noturno18 anos Jornada de trabalho 12 horas diárias e 69 semanais Contratação de médicos para o controle da saúde dos Trabalhadores.

13 ocorre a realização do I Congresso Internacional de Doenças do Trabalho, que foi realizado em memória dos 10 mil trabalhadores mortos na construção do Túnel de São Gotardo tem-se a criação da OIT (Organização Internacional do Trabalho). Proibição do trabalho noturno para mulheres e uso do fósforo branco – a OIT elabora sua primeira lista constando apenas 3 doenças: saturnismo (chumbo), hidragismo (mercúrio) e carbúnculo (antraz) lista ampliada para 10 doenças profissionais e em 1964 para 29.

14 HISTÓRIA DA SEGURANÇA DO TRABALHO  Video

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16 Apesar de a 1ª Lei de Acidentes do Trabalho datar de 1919, no Brasil os primeiros passos dados efetivamente no campo da Saúde Ocupacional datam da década de trinta. -É criado o Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio e bem definida a sua ação no campo da higiene e segurança no trabalho. - Começam os estudos sobre as doenças ocupacionais, entre elas, a Silicose e Asbestose.

17 1943 – CLT (Lei de 01/05/1943) com um capítulo para a higiene ocupacional – criação do FUNDACENTRO (Fundação Centro Nacional de Segurança, Higiene e Medicina do Trabalho Normas Regulamentadoras (NRs), aprovadas pela Portaria nº Anos 80 – CESTEH Osvaldo Cruz, INST da CUT 1990 – Leis 8.080/90 e 8.142/90

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19 TEM COMO PRINCIPAIS OBJETIVOS: Proporcionar ambientes de trabalho salubres; Proteger e promover a saúde dos trabalhadores; Proteger o meio ambiente; Contribuir para um desenvolvimento socioeconômico e sustentável.

20 HIGIENE X MEDICINA DO TRABALHO A higiene avalia e corrige as condições ambientais; E a medicina do trabalho exerce o controle e vigilância direta sobre o estado de saúde do trabalhador.

21 A segurança do trabalho lida com a prevenção e controlo dos riscos de operação a higiene do trabalho lida com os riscos de ambiente (que podem originar doenças profissionais).

22 RAMOS DA HIGIENE OCUPACIONAL  Higiene Teórica Dedicada ao estudo dos contaminantes, através dos estudos e experimentos com o objetivo de analisar a relação “Dose-Resposta” e estabelecer limites de tolerância.

23  Higiene de Campo É encarregada de realizar os estudos da situação higiênica do ambiente de trabalho, através de análise do posto de trabalho, reconhecimento de contaminantes, tempo de exposição, amostras dos contaminantes e limites de tolerância. º Estudo da situação da higiene no local de trabalho º Análise do local de trabalho º Detecção de contaminantes º Necessidade de reconhecer os perigos e conhecer metodologias de medição do risco

24  Higiene Analítica Realiza a investigação e determinação qualitativa e quantitativa dos contaminantes em estreita colaboração com a higiene teórica. o Podem ser de vários tipos (químicos, biológicos e físicos); o Necessidade de implementação de métodos padronizados ; o Os métodos devem dar resultados que reflitam a exposição do trabalhador

25  Higiene Operativa Compreende a utilização, a recomendação e a padronização de métodos para reduzir os níveis de concentração até valores não prejudiciais a saúde. º Substituição de matérias primas e processos º Isolamento do risco químico, biológico e físico º Captação do contaminante (aspiração) º Ventilação geral º Confinamento do contaminante (ou do trabalhador) º Diminuição dos tempos de exposição º Proteção individual

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31 ATUAÇÃO DO TECNICO DE SEGURANÇA NA HIGIENE DO TRABALHO  Determinar e combater no ambiente de trabalho fatores físicos, químicos, biológicos e ergonômicos de reconhecida nocividade.  Conseguir que o esforço físico e mental de cada trabalhador, no exercício da profissão, esteja adaptado as suas atitudes, limitações fisiológicas e psicológicas.  Adotar medidas eficazes de proteção para reduzir a vulnerabilidade e aumentar a resistência dos trabalhadores.  Descobrir situações que possam deteriorar a saúde dos trabalhadores.  Educar diretores, chefes e trabalhadores no cumprimento de suas obrigações.  Aplicar programas educacionais que abranjam toda a comunidade e os aspectos de saúde.

32 RISCOS OCUPACIONAIS  Químicos - NR 09, NR 15 e NR 32 Poeiras / fumos / neblinas / aerossóis / gases / vapores „  Físicos - NR 09 e NR 15 Ruído /vibrações / ambiente térmico / radiações / pressão  Biológicos – NR 09 Vírus / bactérias / fungos / alimentos /contatos com fluidos corporais

33  Ergonómicos - NR 17 Relacionados com fatores fisiológicos e psicológicos Envolve a interação homem / trabalho, incluindo no design, controlo, luz, plano do local, ferramentas e organização; Adaptar o trabalho à pessoa  Riscos de Acidentes – NR 09 Condições com potencial de causar danos aos trabalhadores nas mais diversas formas, levando-se em consideração o não cumprimento das normas técnicas previstas.

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35 Eliminar tudo o que pode afetar a saúde Ter saúde é ter equilíbrio e bem estar físico, mental e social.  Saúde física Funcionamento adequado das diferentes partes do corpo. Š„  Saúde mental Equilíbrio intelectual e emocional.  Saúde social Bem estar na relação com os outros.

36 „  Acidentes de trabalho  Doenças profissionais  Fadiga „  Desgaste e envelhecimento precoce  Insatisfação

37 Š 1.Desenvolver metodologias para: Antecipar e prever riscos a partir da experiência, dados históricos e outras fontes; Identificar e reconhecer riscos nos sistemas existentes e/ou futuros, equipamento, produtos, software, instalações, processos, operações … Avaliar e determinar a probabilidade e severidade dos acidentes e incidentes resultantes dos riscos existentes ou futuros. Š

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39 2. Aplicar os métodos, analisar e interpretar os resultados Š 3. Rever sistemas, processos e operações (análise causa-efeito) Š º Falhas dos sistemas ou componentes; º Erro humano; º Falhas de decisão, de análise ou de gestão; º Fragilidades das medidas propostas, diretivas e prática corrente;

40 4.Rever, compilar, analisar os dados de acidentes º Identificar causas, tendências e relações; º Assegurar uma informação completa, rigorosa e válida º Avaliar a eficácia dos métodos de recolha de dados º Investigar as causas dos acidentes Š 5.Aconselhar o cumprimento de normas, legislação, procedimentos e outros sobre segurança; Š 6.Conduzir estudos sobre riscos potenciais; Š 7.Determinar consulta de especialistas (sem necessário); (médico do trabalho e/ou enfermeira do trabalho) Š 8.Verificar se as capacidades humanas não estão a ser excedidas;

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