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Desde que homens e mulheres passaram a viver em grupos e a trabalhar coletivamente, várias formas de organização social foram se configurando, sendo que.

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2 Desde que homens e mulheres passaram a viver em grupos e a trabalhar coletivamente, várias formas de organização social foram se configurando, sendo que uma das mais recentes e que permanece até hoje em várias sociedades, chama-se Estado. Mas, por que isso aconteceu? Se retornarmos aos filósofos que realizaram as primeiras análises acerca do Estado, iremos perceber que esses chegaram a algumas conclusões, mas principalmente a uma, que fala da necessidade que os homens têm, como um todo, quando vivem em sociedade, de estar sob a responsabilidade de uma instância ordenadora.

3 O Estado se consolidou como uma instituição que no decorrer do desenvolvimento das sociedades, apresentou características as mais distintas, que foram desde o poder de um único homem, até o Estado que buscava representar a coletividade. A partir do início do desenvolvimento do capitalismo, temos a formação dos Estados Nacionais Modernos, os quais são caracterizados por mecanismos políticos que facilitam o governo de determinado grupo sobre determinado território. Esses mecanismos baseiam-se em sistemas de leis e regras sociais, mas principalmente na capacidade do governo de usar a “força” com a finalidade de implementar suas políticas.

4 Essa capacidade de atingir objetivos (sem ou com o uso da força), inclusive diante de fortes resistências, chama-se poder. O poder, para ser efetivado (bem -sucedido em seus objetivos) faz uso da coerção(força/violência) e da ideologia. Vamos começar a estudar a relação entre poder, política e Estado a partir da IDEOLOGIA.

5 Quando nascemos fomos programados A receber o que vocês Nos empurraram com os enlatados Dos U.S.A., de nove as seis. Desde pequenos nós comemos lixo. Comercial e industrial. Mas agora chegou nossa vez Vamos cuspir de volta o lixo em cima de vocês (Trecho da música Geração Coca-cola, Legião Urbana)

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7 A ideologia pode ser definida como o conjunto de idéias ou como a “visão de mundo” de um grupo (ou classe social). A ideologia dominante (ou hegemônica) é aquela do grupo com mais poder econômico e ou político e que se impõe, ou procura se impor sobre toda a sociedade.

8 Qual é o conjunto de ideias que predomina em nossa sociedade? O que significa ser feliz e realizado nos dias de hoje? Qual a ideia de “felicidade” que é propagada pela mídia? Significa consumir, ou seja, ser proprietário de um carro maravilhoso, do último modelo de celular, freqüentar lugares badalados da moda...As conseqüências desse tipo de raciocínio nos levam a uma busca desenfreada por produtos e por um modelo de vida quase inatingível! Trata- se de uma corrida sem ponto de chegada, e na qual descobrimos que esta “felicidade” que se compra, caberá a apenas alguns. E como ficam os milhões de seres humanos que morrem de fome e de epidemias, que nunca freqüentaram uma escola, que vivem nas ruas ou na beira das estradas?

9 O que nos leva a desenvolver este pensamento individualista? E a acreditar que o sucesso e a felicidade dependem unicamente do esforço de cada um? A ignorar que vivemos numa sociedade na qual as oportunidades não são colocadas igualitariamente. Hoje vamos procurar entender como as ideologias dominantes disseminam um conjunto de normas e idéias que vão reproduzindo as relações sociais e o modo de vida existente.

10 O pensador alemão Karl Marx ( ) afirmou que a ideologia dominante será aquela advinda da classe que domina a sociedade, ela representará, então, as ideias, a forma de pensar e explicar o mundo provenientes desta mesma classe. Essas afirmações encontramos na obra A Ideologia Alemã escrita em : “As idéias (...) da classe dominante são, em cada época, as idéias dominantes; isto é, a classe que é a força material dominante da sociedade é, ao mesmo tempo, sua força espiritual dominante” (MARX).

11 E essas idéias possuem a característica de aparecerem para todos como universais e racionais. Para Marx, na sociedade capitalista a produção de objetos é a atividade essencial, pois é com ela que a divisão em classes e a exploração do trabalho ocorrem. Essa divisão impulsiona a classe dominante a manter o controle sobre o conjunto da sociedade.

12 . Quando compramos alguma coisa não nos importamos em saber em quais condições de trabalho e com qual salário aquele objeto foi produzido. Por exemplo, se você está com frio e tem que comprar uma blusa, vai se preocupar com a utilidade que ela terá para você. Não se preocupará com as condições de trabalho dos operários da indústria têxtil.

13 A propaganda atua sobre nós e o consumo ocorre através desta ação misteriosa e mágica que revela somente a utilidade do produto. Marx chamou esse processo de fetiche da mercadoria. Para Marx: “A mercadoria é misteriosa simplesmente por encobrir as características sociais do próprio trabalho dos homens, apresentando-as como características materiais e propriedades sociais inerentes aos produtos do trabalho”.

14 Ao consumirmos somos influenciados pela necessidade e utilidade – básica ou supérflua – que temos de possuir determinado objeto. Em geral, não nos preocupamos em compreender o que ocorre com a realidade do trabalhador e seu modo de vida.

15 Assim, poderíamos dizer que na ideologia capitalista somos levados a trabalhar e a consumir : 1) Sem pensar em todo o trabalho humano que existe em cada mercadoria. Trabalho no qual o trabalhador recebe apenas uma pequeníssima parte sobre toda a riqueza que produz (seu trabalho é que paga seu salário, os custos da produção e ainda gera um excedente, o lucro (a “mais-valia”). Toda a riqueza é revertida ao capitalista ( aos donos das empresas, das indústrias, das grandes marcas).

16 2) Para que haja mais e mais produção de riqueza somos levados a crer que precisamos de determinados bens, produtos, marcas para sermos reconhecidos. Trata-se da ideologia de que é preciso ter (bens, objetos valiosos) para ser (alguém, para ter aprovação dos outros, para não ser “tirado”, para ser famoso...). Em nossas sociedades capitalistas-consumistas quanto mais poder de consumo mais acesso se tem não somente à bens materiais, mas a direitos que deveriam ser garantidos a todos como: saúde, educação, lazer. Esses direitos acabam virando também “mercadorias”, são comercializados, e nesse sentido, é que se diz que vivemos numa sociedade de “consumidores” na qual só é de fato cidadão quem consome.

17 3) Passamos também a acreditar na MERITOCRACIA, ou seja na ideia de que todos estão em condições iguais de competir e que quem consegue enriquecer, quem consegue uma vaga na universidade, quem consegue um bom emprego é porque “fez por merecer”, como se quem não conseguisse essas coisas não tivesse se esforçado. Nada mais ilusório, já que há desigualdades materiais (de classe) e de outros tipos também, como as de gênero e etnia, que estão fora das “escolhas” dos indivíduos, e que acabam tornando desiguais também, as oportunidades sociais das pessoas.

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