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Condições estruturais favoráveis ante uma conjuntura mais desafiadora

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Apresentação em tema: "Condições estruturais favoráveis ante uma conjuntura mais desafiadora"— Transcrição da apresentação:

1 Condições estruturais favoráveis ante uma conjuntura mais desafiadora
Brasil Condições estruturais favoráveis ante uma conjuntura mais desafiadora Maurício Molan Setembro 2013 1

2 Conclusões Uma conjuntura global mais adversa – liquidez menos abundante e crescimento chinês mais baixo Impacto assimétrico em Latam – BR / AR tendem a perder mais em crescimento, CHI / COL / PER partem de inflação mais baixa e MX favorecido por EUA BRASIL = AJUSTE: fiscal, inflação e câmbio  momento cautela (2 anos) BRASIL = OPORTUNIDADES: ajuste macro permitirá retomada do crescimento calcado em investimentos na infra estrutura e retomada do desenvolvimento do mercado de consumo (demografia, crédito, distribuição de renda)

3 Crescimento Mundo e PMI Crescimento Mundo e PMI
Fonte: Bloomberg

4 Preparando-se para um ambiente Macro mais Adverso
BRASIL Preparando-se para um ambiente Macro mais Adverso Caindo na Real Fundamentos, Ambiente Externo, Inconsistências Macro e Conjuntura Impedem Crescimento Semelhante ao Observado no Passado Recente Fim do SuperCiclo de Commodities Fim do espaço para Incorporação de Mão de Obra Ociosa Demografia Inconsistências de política econômica: renda das famílias vis a vis competitividade

5 Preparando-se para um ambiente Macro mais Adverso
Preços de Commodities %10 preços de commodities = +/- USD 10 bi na balança comercial permite aumento de +/ 2% das importações de bens e serviços  demanda domestica / PIB  aprox. 0.5% a 0.7% Fonte: CRB

6 Mercado de Trabalho + Demografia
Desemprego PEA +/- 75 milhões de pessoas – cresce 1.2% a.a contra 1.8% início da década passada  +/- 900 mil pessoas por ano entram na força de trabalho De 2003 a 2013 foram gerados +/- 14 milhões de emprego, ou 1.4 milhão por ano  900 mil / ano entrantes mil / ano desempregados Incorporação de 0.6% por ano de desempregados pode permitir crescimento adicional do PIB de aproximadamente 0,3 p.p. Fonte: IBGE

7 Causando um mercado de trabalho mais apertado
Desequilíbrio Macro requer ajuste nos próximos anos Excesso de estímulo ao consumo via renda sem contrapartida em expansão de produtividade Programas Sociais Salário Mínimo Expansão Fiscal Oferta de crédito dos bancos públicos Subsídios ao Combustível Subsídios aos preços de eletricidade Crescimento baseado em consumo e serviços Causando um mercado de trabalho mais apertado

8 Renda Per Capita das Famílias e PIB per Capita Conflito Distributivo
Ganha - Ganha Soma Zero Renda Per Capita das Famílias e PIB per Capita Conflito Distributivo Fontes: IBGE e estimativas Santander

9 Variação Interanual dos Salários Reais e da Produtividade
Aumentos Salariais Superiores aos Ganhos de Produtividade Variação Interanual dos Salários Reais e da Produtividade Menos Mal para Quem Pode Aumentar a Produtividade ou Repassar Aumento de Custos Fonte: IBGE e CNI

10 Custo Unitário do Trabalho (países)
O Tema da Competitividade Forte Aumento dos Custos Unitários do Trabalho Custo Unitário do Trabalho (países) Um País Caro Fonte: * Edmar Bacha and Monica Baumgarten de Bolle,“O Futuro da Indústria no Brasil”, 2013

11 O Real é Mais Vulnerável
Câmbio O Real é Mais Vulnerável Hi Beta BRL

12 Câmbio – O real é mais vulnerável
Comperação da estimativa de Beta (Países contra Emergentes) Fonte: estimativas Santander

13 O repasse do câmbio para a inflação é elevado (estimamos 8.5%)
Inflação já partindo de um patamar elevado Sem espaço para “Acomodar” O desafio do ajuste de preços relativos

14 Inflação IPCA – Alimentos, Preços Administrados e Núcleo
IPCA – Serviços e Semi/Duráveis 3 p.p. services = 1 p.p. IPCA Fonte: IBGE

15 Aperto de Política Monetária
Juros Aperto de Política Monetária Não Vai precisar de Grande Esforço para reduzir a Demanda

16 + Não afrouxamento fiscal + Câmbio no curto prazo + Confiança em Queda
Equação: Competitividade + Aperto Monetário + Não afrouxamento fiscal + Câmbio no curto prazo + Confiança em Queda + Investimentos Públicos estagnados (Petro) + Crédito e Inadimplência = Faltam Fatores de Impulso ao Crescimento O que significa que talvez o juro não precise subir muito mais

17 Setores e Composição do Crescimento:
Voltando ao Modelo da virada do século Padrão Macro Mais Semelhante a que aos períodos posteriores Crescimento mais baixo – consumo e investimentos expandindo em ritmo moderado Contribuição do setor externo tende a melhorar na margem De Ofensivo a Defensivo: Período de ajuste macro – aperto fiscal e combate à inflação Fatores Positivos - Oportunidades O ajuste fiscal objetiva a reduzir as distorções e passar confiança, não é mais um tema de vida ou morte O Câmbio Flutuante mais ajuda que atrapalha Apesar da necessidade de ajuste – a melhoria da renda das famílias / distribuição de renda veio para ficar “Histórias” / Oportunidades que continuam válidas”: distribuição de renda, infra estrutura, demografia....

18 Fiscal Dívida não é crescente A questão fiscal é de credibilidade
Fatores Positivos - Oportunidades Fiscal Dívida não é crescente A questão fiscal é de credibilidade Depreciação cambial ajuda Dívida do Setor Público (% do PIB) Fonte: BCB

19 Contas Externas Passivo Externo – Ônus sobre o Estrangeiro
Fatores Positivos - Oportunidades Contas Externas Passivo Externo – Ônus sobre o Estrangeiro Depreciação cambial reverterá a tendência de crescimento do déficit em Transações Correntes Passivo Externo Líquido (% do PIB e USD MM) Fonte: BCB

20 Serviços Indústria Agro Bom para agricultura, extrativa, construção
Indústria de Transformação passa de Negativo a Neutro Ruim para serviços – que arca com o custo do ajuste macro Expectativa de Crescimento do PIB Nominal (% ao ano – setores) Serviços Indústria Agro

21 Fortalezas e Oportunidades Mercado Imobiliário
Tendências de Longo prazo Atenção às Mudanças Estruturais em Curso

22 Fortalezas e Oportunidades Mercado Imobiliário
Forte aumento da população em idade de trabalho Redução da Taxa de Dependência – Aumento da Participação da População em Idade Ativa Importante aumento da participação feminina na população total

23 Pirâmide Etária (número de pessoas por faixa de idade)
Fonte: IBGE

24 População por Faixa Etária
(milhões de pessoas) Taxa Média Geométrica de Crescimento Anual da População Residente por grupos de idades ativas e inativas ( ) (em %) GERAÇÂO Y +1.4 milhões -700 mil +1.5* milhões +600 mil Pessoas por Ano Fonte: IBGE e DIEESE PIA – População em Idade Ativa 120 milhões X PEA – População Economicamente Ativa 75 milhões

25 Fortalezas e Oportunidades Mercado Imobiliário
Implicações BRASIL - PREVIDÊNCIA DEMOGRAFIA:  Maior número de pessoas poupando para aposentadoria JUROS MAIS BAIXOS NO MUNDO E NO BRASIL  Necessidade de alocar maior volume de recursos para poupança e/ou trabalhar mais

26 Estoque de Poupança Previdenciária
Será necessário poupar aproximadamente 3 vezes mais para se aposentar nas mesmas condições Simulação Assumindo trabalho dos 20 aos 65 anos, aposentadoria de 65 a 85 anos com mesma renda média Sustentabilidade e reformas 26 Fonte: Santander

27 Fortalezas e Oportunidades Mercado Imobiliário
Não basta crescer. Desenvolvimento econômica inclui revolução na infraestrutura. Infraestrutura urbana, particularmente o saneamento, está altamente relacionado à eliminação do déficit habitacional e expansão do crédito imobiliário

28 Demanda: déficit habitacional ainda é significativo...
Em unidades. Fonte: IPEA, com base em dados da PNAD. As estimativas apontam um déficit habitacional entre 5 e 6 milhões de unidades, correspondendo a algo entre 9% e 10% dos domicílios existentes Aumento de 20% no déficit por excedente de aluguel (> 30% renda) limitou queda do déficit habitacional a 3% entre 2007 e 2011

29 Relação entre Infra Estrutura Urbana e Crédito Imobiliário
Redução do Déficit Habitacional / Acesso a Serviços de Água e Esgoto Intimamente Ligado ao Desenvolvimento do Mercado de Crédito Habitacional Fonte: Hypostat e Banco Mundial

30 Relação entre Infra Estrutura Urbana e Crédito Imobiliário
Percentual da População com Acesso a Serviços de Água e Esgoto País (Renda per Capita em USD) Fonte: Hypostat e Banco Mundial

31 Fortalezas e Oportunidades Mercado Imobiliário Implicações
JUROS MAIS BAIXOS + AUMENTO DA POUPANÇA + INFRAESTRUTURA Busca por investimentos alternativos Imóveis / Fundos imobiliários Ativos reais Títulos privados  Maior acesso ao Mercado de Capitais para as grandes empresas  Foco do crédito bancário se voltando para as pequenas e médias empresas Risco de Bolha no Mercado de Imóveis DIVERSIFICAÇÃO

32 Investimentos no Brasil (R$ 805 bi. por ano, 18% do PIB)
Fonte de Recursos Destino dos Recursos Copa (R$ 15 bi.) Mercado de Capitais, Ações (R$ 10 bi.) Olimpíadas (R$ 10 bi.) Construção Civil (ex Copa e Olimpíadas) R$ 230 bi) Indústria Extrativa – Petróleo, Minério, etc.) R$ 240 bi. BNDES (R$ 155 bi) Recursos Próprios (R$ 310 bi) Mercado de capitais, Renda Fixa (R$ 80 bi.) Indústria de Transformação R$ 180 bi. Financiamentos bancários (R$ 160 bi.) Infra- estrutura R$ 130 bi. Investimentos Estrangeiros Diretos (R$ 90 bi.) Fonte: Estimativas Santander baseada em dados do BNDES, Anbima, IBGE e estudo CME

33 Mercado Imobiliário como Alternativa de Investimento
Imóveis residenciais: após declínio, rentabilidade do aluguel parece rumar à estabilidade Rendimento do aluguel % anualizado. Fonte: Fipe-Zap. Este rendimento, somado à valorização dos imóveis residenciais, situa esta modalidade de investimento entre as mais rentáveis

34 Mercado Imobiliário como Alternativa de Investimento
Relação entre preço e aluguel tende a aumentar a atratividade da aquisição de imóveis residenciais Preço versus aluguel de imóvel residencial % acumulada em 12 meses. Fontes: BCB e FGV. Moderação do preço dos imóveis, aliada aos fortes reajustes nos aluguéis, tende a tornar a aquisição mais atrativa

35 Rentabilidade dos imóveis comerciais permanece elevada
Mercado Imobiliário como Alternativa de Investimento Rentabilidade dos imóveis comerciais permanece elevada Rentabilidade de imóveis comerciais (IGMI-C) % a/a. Fonte: FGV.

36 Fortalezas e Oportunidades Mercado Imobiliário BRASIL
REDUÇÃO DA POBREZA E A NOVA CLASSE MÉDIA Acesso ao sistema bancário Acesso a bens de consumo duráveis e serviços Acesso a melhores condições de moradia Classe B pode ser a nova (e verdadeira) onda

37 Milhões de Pessoas por Classe Social
Massa de Rendimentos por Classe Social 9% por ano 7% por ano Renda / Mês / Família + R$ 200 bilhões por ano 4% por ano 6% por ano R$ 2.6 trilhões R$ 2 trilhões + R$ 100 bilhões por ano -5% por ano -8% por ano R$ 2.7 trilhões R$ 2.5 trilhões - R$ 50 bilhões por ano R$ 500 bi. R$ 400 bi. Fonte: Estimativas Santander com base em dados do Centro de Pesquisas Sociais da FGV

38 Implicações da Ascenção Social sobre o Consumo
AB C DE

39 Fortalezas e Oportunidades Mercado Imobiliário
Espaço para Aumento da penetração do crédito e expansão adicional do mercado de consumo

40 Crédito / PIB (Países Selecionados)
BOOM  DESALAVANCAGEM INÍCIO DO CICLO DE CRÉDITO CICLO DE CRÈDITO A INICIAR Espanha Estados Unidos China Chile Ecuador, México, Argentina e Peru Brasil Colombia Grã Bretanha Rússia Fonte: FMI - IFS

41 Alavancagem - Crédito Continuará Crescendo Mais que a Renda no Brasil
Comprometimento de renda mensal com pagamento de dívida Brasil: 22% Espanha : 15% Chile : 11% EUA: 14% Dívida (% da renda anual) Brasil: 44% Espanha: 125% Chile: 63% EUA: 110% O Brasileiro não é excessivamente endividado, mas compromete uma parcela elevada de sua renda com pagamento de dívidas Fontes: Bancos Centrais dos países

42 Crédito imobiliário vem liderando o crescimento do crédito total
Crédito imobiliário e total % a/a. Fonte: BCB.

43 Financiamento de unidades comerciais, principalmente da construção, continua forte
SBPE – Financiamentos de aquisição e construção de imóveis comerciais Em unidades e R$ bi. Fonte: CBIC. Em unidades CAGR : 80% Em R$ bi CAGR : 71%

44 Prazo médio das novas concessões continua a se ampliar
Financiamento imobiliário: Prazo médio Em anos. Fonte: BCB.

45 Juros do financiamento imobiliário tiveram uma queda importante, e parecem agora se acomodar
Financiamento imobiliário: Taxa de juros média Em % a.a.. Fonte: BCB.

46 Estes movimentos ampliam a capacidade de compra de imóveis da população
Razão entre prestação e renda Síntese da evolução de preço, prazo, juros e renda. Mar/2011 = 100. Fonte: Santander. Em dois anos, a a prestação média subiu 2%, enquanto a renda subiu 27%, melhoran- do em cerca de 20% a capaci- dade de pagamento média

47 Principais Fatores de Risco Ajuste Macro no curto Prazo
Ajuste em preços de Imóveis – Regiões específicas Disponibilidade de Recursos (“Funding”)

48 Aumento de Preço não Necessariamente Significa Bolha
48 Fonte: BCB e IBGE

49 Custos da construção civil crescem acima da inflação, impulsionados principalmente por mão de obra
Índice Nacional de Custos da Construção (INCC-DI) % a/a. Fonte: FGV. Pressão de materiais (cimento, aço) em 2008 se esvaiu; desde 2009, principal pressão vem dos custos de mão de obra, refletindo mercado de trabalho apertado

50 Funding: crescimento da poupança é significativo, mas não acompanha expansão da carteira de crédito
Poupança e financiamento imobiliário % a/a. Fonte: BCB.

51 Funding: poupança deve se tornar insuficiente já no final de 2014
Poupança versus carteira de crédito R$ bilhões. Fontes: Abecip, BCB e Santander. Prazo pode ser dilatado caso haja: Aceleração dos depósitos em poupança Desaceleração da carteira de crédito Redução do compulsório sobre poupança Projeção Santander (assumindo cresc de 15% aa da poupança e de 30% aa da carteira de crédito)

52 Funding: tanto poupança como funding alternativo devem ter elevação significativa de custo
CDI e poupança: rentabilidade % aa (taxas mensais anualizadas). Fontes: BCB e Santander. Capacidade de repasse da alta do custo depende da ação dos concorrentes

53 Funding: outras fontes crescem moderadamente, mas ainda são caras
Estoque de ativos com lastro imobiliário R$ bilhões. Fonte: Abecip. Remuneração destes instrumentos tende a acompanhar de alguma forma o CDI; perspectiva de elevação dos juros tende a encarecer estas formas de funding

54 Conclusão Variável Tendência recente Perspectiva de médio prazo
Demanda por imóveis Em elevação, dado maior acesso a financiamento Segue crescendo mas em ritmo mais moderado – ajuste macro - inadimplência tende a desacelerar crédito Capacidade financeira da população Melhora sensível, com queda de juros, alargamento de prazo e aumento de renda Melhora discreta: crescimento da renda e aumento de preços tendem a ser mais modestos, há limite para o alargamento de prazo e os juros do financiamento tendem a estabilizar ou subir Funding Acesso a funding barato (poupança) Crescimento da carteira exigirá uso de funding mais caro (custo próximo ao CDI)

55 PIB: ao redor de 2% neste e próximos anos
Projeções Santander PIB: ao redor de 2% neste e próximos anos Câmbio: superando 2.50 em 2014 Inflação: acima de 6% Juros: atingindo 9.5% em 2013 e 11% em 2014

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