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A intervenção de Marquês de Pombal na Amazônia No terceiro período da história do Pará, vamos considerar três etapas: 1º Entre 1750 e 1780, o primeiro.

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1 A intervenção de Marquês de Pombal na Amazônia No terceiro período da história do Pará, vamos considerar três etapas: 1º Entre 1750 e 1780, o primeiro ministro de Portugal, o Marquês de Pombal, se esforçou para reorganizar a colônia com base na produção agrícola. 2º Entre 1780 e 1820, a economia agrícola e as atividades extrativas entraram em crise 3º A partir do ano de 1821, o Pará viveu uma situação explosiva que culminou com a revolução dos Cabanos, a Cabanagem, seguida de uma repressão feroz.

2 Pombal na Amazônia Durante 30 anos, o primeiro ministro de Portugal, Sebastião José de Carvalho e Melo, O Marquês de Pombal, foi muito atuante em Portugal.E nas colônias.Ele enviou seu irmão Francisco Xavier de Mendonça Furtado para ser governador do novo estado do Grão Pará e Maranhão e aplicar uma política de transformação da colônia. Na chegada a Belém,Mendonça Furtado organizou uma expedição com físicos, astrônomos, engenheiros, o arquiteto Landi...

3 A criação de Fortes assegurou o território da Amazônia para os portugueses.E, para garanti-lo, houve a necessidade de uma organização militar permanente. O Tratado de Madri (1750)estabeleceu as fronteiras entre Espanha e Portugal, praticamente,os atuais limites do Brasil

4 O estado do Grão Pará e Maranhão Esse estado foi criado em 1751.O novo estado continuava a receber ordens diretamente de Lisboa (e não da capital do estado do Brasil, o Rio de Janeiro).

5 Política de criação de uma sociedade portuguesa Índios – a lei do “diretório dos índios” “Haverá em cada uma das povoações, enquanto os índios não tiverem capacidade para se governarem um diretor.” A assimilação dos índios à sociedade dos brancos era o objetivo de Marquês de Pombal.Ele tinha interesse de retirá-los do domínio dos padres para que começassem a formar uma sociedade desligada deles, mas, as ordens da coroa portuguesa Introduzir logo nos povos conquistados o seu idioma era um objetivo do colonizador. “Será um dos principais cuidados dos diretores, estabelecer o uso da língua portuguesa não consentindo por motivo algum, que os meninos e meninas que pertencem as escolas usem a língua própria de suas nações. Também as denominações dos lugares passariam, a partir de então, a ser portuguesas como Cametá, Chaves....

6 Política de criação de uma economia produtiva O governador(Francisco Xavier) atuou em duas direções: Organizar os índios como uma forma de mão –de- obra disponível, daí tentar integrá-los à sociedade. Organizar o comércio entre a metrópole e a colônia por uma companhia encarregada também, de trazer mão- de – obra da África. Dentro das vilas,.Eles foram distribuídos entre as tarefas de serviço e de produção, como tripulação das canoas para carregar madeira, a serviço do bispo, no corte de madeira,como pescadores dos diretores...Uma parte era repartida entre os colonos e outra parte ficava nas aldeias.

7 A política de Pombal em relação aos índios chegou a dois resultados De acordo com as leis, os índios passaram a ser livres e deveriam receber salário por todo trabalho. Na realidade, a escravidão foi substituída por formas de trabalho organizadas pelo Diretório: era um trabalho forçado.Tratava-se do controle da população indígena.

8 Companhia de comércio A Companhia do Grão- Pará realizou os seguintes trabalhos: Fez concessão de terras através de títulos de sesmarias.Os novos donos se beneficiaram com a isenção de impostos, a distribuição de instrumentos agrícolas e outras vantagens Organizou o tráfico de escravos negros

9 Política econômica teve consequências sobre a agricultura e a presença negra A agricultura de exportação colonial tornou-se tão importante quanto o setor da coleta das “drogas do sertão” A presença africana foi o resultado da introdução de negros escravos na Amazônia.Só no Pará calcula- se a entrada de escravos. Se o número de escravos na Amazônia foi muito menor que no restante do país, contudo, ela não foi insignificante Os serviços gerais de construção de estradas, pontes, construção de fortes etc.. requeriam o trabalho escravo, mas as atividades econômicas não geravam renda suficientes para que as pessoas comprassem muitos escravos.Foi justamente entre os escravos que trabalhavam nos fortes que se dava a maior fuga deles.Ao fugirem, formavam quilombos (ou mocambos).Formavam-se no rio Tocantins(Cametá e Baião)Amapá, Santarém e Oriximiná.

10 Os escravos que vieram para a Amazônia procediam da Guiné- Bissau,Luanda,Angola e Moçambique. Devido as péssimas condições sanitárias dos navios negreiros, muitos negros morriam durante a viagem da África para o Brasil.Os corpos eram lançados no mar. Os escravos negros trabalhavam, também,nas lavouras de arroz, açúcar e cacau.Faziam pequenos roçados com alimentos para o consumo doméstico.Também cortavam madeiras, que se exportavam em toras.

11 Uma política de prestígio:Belém assume feição de cidade Na segunda metade do século XVIII, Belém se beneficiou da política de prestígio do Governo Mendonça Furtado e de seus sucessores, que a transformaram em uma capital com aparência de cidade grande.Foram ajudados pelo arquiteto Antônio Landi. A maior obra de Landi foi a construção do palácio do Governo, nessa época a capital do estado do Grão Pará e Maranhão foi transferida de São Luiz para Belém. Landi trabalhou muito em igrejas.Ele é considerado o Aleijadinho de Belém.Desenhou as fachadas das igrejas da Sé,das Mercês e do Carmo. Uma arquitetura muito ornamentada, com exuberâncias, poucas linhas retas, tem o estilo barroco. Landi foi o único arquiteto das três igrejas:Sant’Ana,São João e N. S.do Rosário

12 Palácio do Governo

13 Igrejas Igreja da SéIgreja do Carmo

14 Igrejas Igreja de Santana Igreja de São João

15 Crise do sistema colonial ( ) Pombal tratou de modernizar a velha colonização na Amazônia.Mas, ela não foi um sucesso as dificuldades da agricultura reapareceram e a coleta de produtos de origem silvestre continuou.Além disso, a Amazônia sofreu novas dificuldades de origem externa. Uma economia frágil A mão- de -.obra era escassa pois era usada na construção de fortes. Poucos índios voltavam das “expedições”, fugindo ou morrendo pelo caminho. A agricultura continuava com os seus níveis tradicionais e método arcaico. As lavouras produziam basicamente mandioca e milho que não eram gêneros de exportação, portanto não entrava dinheiro na região e não se formava capital na colônia.No fim do século apenas nove barcos saiam anualmente do porto de Belém em direção de Portugal, enquanto que saíam 80 barcos dos portos de Salvador e Recife (exportavam cana- de- açúcar)

16 Uma colônia de muitos pobres De um lado, havia algumas pessoas com bom nível de vida :funcionários públicos, comerciantes, fazendeiros, militares, todos eles portugueses.Do outro lado, a grande maioria, uma população muito pobre, gente do campo, pequenos proprietários ou posseiros livres, brancos mestiços ou índios, escravos negros trabalhando em parcelas de terra nas fazendas, enfim tapuios dos novos povoados da época pombalina. Os índios mansos (ou tapuios) estavam sofrendo com o fim da proteção missionária decidida pela política de Pombal. Os mais numerosos viviam no meio rural. Os negros formavam com os índios a classe mais baixa da população.A grande maioria tinha vindo de forma involuntária da África. Os ricos não estavam satisfeitos com o poder econômico dos comerciantes de Portugal, pois estes através da Companhia do Grão Pará, vendiam a eles os escravos a um preço elevado. Os sesmeiros tinham milhares de hectares de terra, porém produziam produtos que não eram lucrativo. Enfim pouca gente vivia bem

17 Qual é o significado da palavra Sesmarias As sesmarias eram as terras doadas, pela Coroa Portuguesa, a particulares, notadamente pessoas consideradas detentoras de merecimento, com o fim de promover a apropriação do território colonial, estimular a produção e trazer retorno financeiro para os cofres do reino. Embora estivesse em declínio na Europa, esse sistema foi transplantado para o Brasil a partir do início efetivo da ocupação do solo brasileiro em 1530 e perdurou até a independência do país em 1822.


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