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“Acumulação armazenada de recursos materiais em um sistema em transformação. Também é usado para descrever qualquer recurso armazenado.” O estoque é criado.

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1 “Acumulação armazenada de recursos materiais em um sistema em transformação. Também é usado para descrever qualquer recurso armazenado.” O estoque é criado para compensar diferenças de ritmo entre fornecimento e demanda. Quando a taxa de fornecimento excede a taxa de demanda o estoque aumenta; quando a taxa de demanda excede a taxa de fornecimento o estoque diminui. Fonte: Nigel Slack ESTOQUES

2 Operação Estoques Mantidos em Operações Hotel Itens de alimentação e de toalete, materiais de limpeza Hospital Gaze, instrumentos, sangue, alimentos, drogas, materiais de limpeza Loja de Varejo Itens a serem vendidas, materiais para embrulho Armazém Itens armazenadas, materiais de embalagem EXEMPLOS DE ESTOQUES MANTIDOS EM OPERAÇÕES

3 Distribuidor de Autopeças em depósito principal e em pontos autopeças de distribuição locais Manufatura de Componentes, matéria-prima, semi-acabados, televisor materiais de limpeza Metais preciosos Ouro, platina, etc a serem processados, material completamente refinado Operação Estoques Mantidos em Operações EXEMPLOS DE ESTOQUES MANTIDOS EM OPERAÇÕES

4 O estoque é considerado um elemento regulador, quer do fluxo de produção - no caso do processo manufatureiro, quer do fluxo de vendas - no processo comercial, para que o desempenho no atendimento ao cliente seja concretizado dentro dos padrões desejáveis de prazo, preço, quantidade e qualidade. A Administração de Estoques é vista, também, como um recurso produtivo que no final da cadeia de suprimentos criará um valor para o consumidor final. ADMINISTRAÇÃO DE ESTOQUES

5 A importância dos estoques leva em consideração a movimentação interna de materiais que pode assumir custos significativos em face da natureza do processo produtivo. Novas formas de estocagem de materiais, tendo em vista a sua alta rotatividade, têm levado a sistemas automatizados para redução de custos, maior velocidade de deslocamento e menor tempo de operação nas tarefas de almoxarifado, facilitando as operações. IMPORTÂNCIA DOS ESTOQUES

6 Atender os clientes na hora certa, com a quantidade certa e requerida, tem sido o objetivo da maioria das empresas. Assim a rapidez e a presteza na distribuição das mercadorias assumem, cada vez mais, um papel preponderante na obtenção de uma vantagem competitiva duradoura. Os estoques podem também, ser usados nas negociações com fornecedores, isto é, enquanto se ajustam os preços, consome-se o estoque. IMPORTÂNCIA DOS ESTOQUES

7 Quando se administram estoques, os gerentes estão cuidando de parcela substancial dos ativos da empresa, daí a importância de se cuidar e gerir bem os materiais em estoque, quer sejam matérias primas, quer sejam produtos em processo ou produtos acabados. Os recursos investidos em estoques variam grandemente, dependendo do setor a que a empresa pertence. IMPORTÂNCIA DOS ESTOQUES

8 1 - Estoques de Matéria Prima 2 - Estoques de Produtos em Processos 3 - Estoques em Trânsito 4 - Estoques em Consignação 5 - Outras classificações TIPOS DE ESTOQUES

9 São todos os itens utilizados nos processos de transformação em produtos acabados ou de serviços. Inclui-se neste item os materiais auxiliares, utilizados pela empresa, que pouco ou nada se relacionam com o processo produtivo. TIPOS DE ESTOQUES 1 - ESTOQUES DE MATÉRIA PRIMA

10 Correspondem a todos os itens que já entraram no processo produtivo, mas que ainda não são produtos acabados. São materiais que começaram a sofrer alterações, processamentos, sem, contudo estarem finalizados ou terminados. TIPOS DE ESTOQUES 2 - ESTOQUES DE PRODUTOS EM PROCESSOS

11 Também chamados de estoque no canal ou estoques de distribuição, é o estoque em trânsito, ou seja, saiu do estoque do fornecedor mas ainda não chegou no ponto de demanda. TIPOS DE ESTOQUES 3 - ESTOQUES EM TRÂNSITO

12 TIPOS DE ESTOQUES 4 - ESTOQUES EM CONSIGNAÇÃO São os materiais que continuam sendo propriedade do fornecedor até que sejam vendidos, caso contrário, os mesmos serão devolvidos sem ônus.

13 a)Materiais Diretos / Materiais Produtivos TIPOS DE ESTOQUES OUTRAS CLASSIFICAÇÕES Os materiais, como recursos que são, recebem as mais variadas denominações, tais como : Denominados, também, matérias primas, são aqueles que se agregam ao produto final, isto é, saem com o produto final.

14 TIPOS DE ESTOQUES OUTRAS CLASSIFICAÇÕES a)Materiais Indiretos / Materiais Não Produtivos Denominados, também, materiais auxiliares, são aqueles que não se agregam ao produto final ou não se incorporam ao produto final.

15 ESTOQUE ISOLADOR Também chamado de estoque de segurança ou estoque mínimo. Seu objetivo é compensar as incertezas inerentes a fornecimento e demanda. TIPOS DE ESTOQUES OUTRAS CLASSIFICAÇÕES

16 ESTOQUE DE ANTECIPAÇÃO Utilizado quando as flutuações de demanda são significativas, mas relativamente previsíveis. Também pode ser utilizado para aproveitar a oportunidade de compra de estoque de forma oportunística ou especulativa. TIPOS DE ESTOQUES OUTRAS CLASSIFICAÇÕES

17 Não há desequilíbrio somente entre o fornecimento e a demanda, também pode ocorrer em diferentes estágios da produção. POSIÇÃO DE ESTOQUE Sistema Multiestágios Estoque de componentes e matéria-prima (estoques de insumos) WIP (work in progress) Estoque de produtos acabados

18 Representação visual do nível de estoque ao longo do tempo. Tempo Nível de Esto- que PERFIL DE ESTOQUE

19 Tempo CURVA DENTE DE SERRA J F M A M J J A S O N D Reposição Consumo Consumo Qtde Tempo

20 Este ciclo será repetitivo e constante se : l não existirem alterações de consumo durante o tempo t ; l não existirem falhas administrativas que provoquem um esquecimento ao solicitar a compra ; l o fornecedor nunca atrasar a entrega ; l neNhuma entrega do fornecedor for rejeitada pelo controle de qualidade. CURVA DENTE DE SERRA

21 A prática mostra que estas quatro condições não ocorrem com frequência. Os consumos de matéria-prima, normalmente, são variáveis e ainda ocorrem atrasos nos prazos de entrega dos fornecedores. E sempre existirá um risco de que alguma remessa de material seja rejeitada parcial ou totalmente. Se estas ocorrências são usuais, deve-se criar um sistema que absorva estas eventualidades, para diminuir o risco de se ficar com estoque zero durante um período. CURVA DENTE DE SERRA

22 J F M A M J J A S O N D Reposição Consumo Consumo Qtde J J A S O Tempo DENTE DE SERRA COM RUPTURA

23 J F M A M J J A S O N D Reposição Consumo Consumo Qtde Estoque mínimo Tempo DENTE DE SERRA COM ESTOQUE MÍNIMO

24 Uma das informações básicas de que se necessita para calcular o estoque mínimo é o tempo de reposição, isto é, o tempo gasto desde a verificação de que o estoque precisa ser reposto até a chegada efetiva do material no almoxarifado da empresa. Este tempo pode ser desmembrado em três partes : DENTE DE SERRA COM ESTOQUE MÍNIMO Tempo de Reposição - TR

25 emissão de pedido - tempo que leva desde a emissão do pedido de compra pela empresa até ele chegar ao fornecedor. preparação do pedido - tempo que leva o fornecedor para fabricar e separa os produtos, emitir o faturamento e deixá-los em condições de ser transportados. transporte - tempo que leva da saída do fornecedor até o recebimento dos materiais encomendados. DENTE DE SERRA COM ESTOQUE MÍNIMO Tempo de Reposição - TR

26 Qtde (Q) Estoque mínimo (E. Mn) Tempo (T) PP TR C.TR. PONTO DE RESSUPRIMENTO

27 Também conhecido como ponto do pedido. É o saldo do item em estoque que suporta o consumo durante o tempo de reposição. PP = (C x TR) + EMn PONTO DE RESSUPRIMENTO

28 Uma peça é consumida a uma razão de 30 unidades por mês, e seu tempo de reposição é de dois meses. Qual é o ponto de pedido, uma vez que o estoque mínimo deve ser de um mês de consumo ? PP = (C x TR) + EMn PP = (30 x 2) + 30 PP = 90 unidades Ou seja, quando o estoque chegar a 90 unidades deverá ser emitido um pedido de compra da peça, para que, ao fim de 60 dias, chegue ao almoxarifado a quantidade comprada, assim que atingir o estoque mínimo. PONTO DE RESSUPRIMENTO

29 É a quantidade referente à média aritmética das retiradas mensais de estoque. A fim de que haja um grau de confiabilidade razoável, esta média deve ser obtida do consumo dos últimos seis meses. C1 + C2 + C Cn Cmm = n CONSUMO MÉDIO MENSAL

30 O consumo médio mensal é o valor provável de consumo, e parte-se do pressuposto de que não existem flutuações na demanda nem alterações do consumo médio mensal. Não havendo modificação substancial, este valor será válido e expressará a quantidade a ser consumida. CONSUMO MÉDIO MENSAL

31 É o nível médio de estoque em torno do qual as operações de compra e consumo se realizaram. Podemos representar o EM como Q/2, sendo Q a quantidade que será comprada para ser consumida. Q Qo To T Q2Q2 Q EM = + EMn 2 ESTOQUE MÉDIO

32 É o intervalo de tempo entre dois ressuprimentos (pontos de pedido). Estes intervalos podem ser fixados, dependendo das quantidades compradas, do tempo de entrega do fornecedor, e do consumo médio. Q EMn T IR PP INTERVALO DE RESSUPRIMENTO

33 É a soma do estoque mínimo mais o lote de compra. Emx = Emn + Lote de Compra Esse lote de compra pode ser econômico ou não. ESTOQUE MÁXIMO

34 Nas condições normais de equilíbrio entre a compra e o consumo, o estoque irá variar entre os limites máximos e mínimos. Estes níveis somente serão válidos sob o enfoque da produção, não se levando em consideração aspectos de ordem financeira nem conjuntural, como inflação, especulação ou investimento. ESTOQUE MÁXIMO

35 O estoque máximo também influências da capacidade de armazenagem disponível. ESTOQUE MÁXIMO

36 É caracterizada quando o estoque chega a zero e não se pode atender a uma demanda de consumo. Q T Qo -Q RUPTURA DE ESTOQUE

37 O estoque mínimo é a chave para o adequado estabelecimento do ponto de pedido, pois o estabelecimento de uma margem de segurança é o risco que a companhia está disposta a assumir com respeito à ocorrência de falta de estoque. Pode-se determinar o estoque mínimo através de : ESTOQUE MÍNIMO

38 a) fixação de determinada projeção mínima (projeção estimada do consumo) ; b) cálculos e modelos matemáticos. A determinação do estoque mínimo depende do grau de exatidão da previsão de consumo e do grau de atendimento, e nunca ambos são determinados com 100% de certeza. ESTOQUE MÍNIMO

39 Grau de Atendimento : relação entre a quantidade atendida e a quantidade necessitada. QA GA = x 100 QN Exemplo Consumo Necessário : Quantidade Atendida : Quantidade não entregue : GA = x 100 = 91% ESTOQUE MÍNIMO

40 a) Fórmula Simples Emn = C x K onde : C = Consumo médio Mensal K = fator de segurança arbitrário com o qual se deseja garantia contra o risco de ruptura Exemplo Sabendo que o consumo mensal de uma peça é de 60 unidades, e que se deseja um grau de atendimento de 90% : EMn = 60 x 0,9 EMn = 54 unidades MODELOS DE CÁLCULO PARA ESTOQUE MÍNIMO

41 b) Método da Raiz Quadrada considera o tempo de reposição do item não variando mais do que a raiz quadrada do seu valor. Porém, ele só deve ser usado se : F o consumo durante o tempo de reposição for pequeno (menor que 20 unidades) ; F o consumo do material for irregular ; F a quantidade requisitada ao almoxarifado for igual a 1. MODELOS DE CÁLCULO PARA ESTOQUE MÍNIMO

42 b) Método da Raiz Quadrada Emn = C x TR onde : C = Consumo médio Mensal TR = tempo de reposição Exemplo Sabendo que o consumo mensal de uma peça é de 60 unidades, e que o tempo de reposição é de 15 dias : EMn = 60 x 15 EMn = 30 unidades MODELOS DE CÁLCULO PARA ESTOQUE MÍNIMO

43 c) Método da Porcentagem de Consumo Emn = (CMx – CMédio) x TR Este método só poderá ser aplicado quando o TR não for favorável. MODELOS DE CÁLCULO PARA ESTOQUE MÍNIMO onde : C = Consumo médio Mensal TR = tempo de reposição

44 c) Método da Porcentagem de Consumo Exemplo O consumo de vergalhão no ano anterior, foi de 90,80, 70,65, 60, 50, 40, 30, 20 unidades e o número de dias em que ocorreu este consumo foi : 4, 8, 12, 28, 49, 80, 110, 44 e 30, respectivamente. Considerando a TR de 10 dias, e utilizando o percentual de consumo em torno de 10%, qual é o Estoque Mínimo necessário ? MODELOS DE CÁLCULO PARA ESTOQUE MÍNIMO

45 c) Método da Porcentagem de Consumo MODELOS DE CÁLCULO PARA ESTOQUE MÍNIMO ,12 5,91 10,87 21,63 39,00 62,64 88,85 96,45 100,00 Consumo Diário (1) Produto (1 x 2) Acumulado% de Acumulação X = = 46, No. de dias em que houve Consumo (2)

46 c) Método da Porcentagem de Consumo EMn = (CMx - Cmédio) x TR EMn = ( ) x 10 EMn = 44 x 10 EMn = 440 unidades MODELOS DE CÁLCULO PARA ESTOQUE MÍNIMO

47 Também chamada de giro de estoque, é uma relação existente entre o consumo anual e o estoque médio do produto. É expressa no inverso de unidades de tempo ou em “vezes”, isto é, “vezes” por dia, por mês ou por ano. ROTATIVIDADE / GIRO

48 consumo médio anual Rotatividade = estoque médio Exemplo O consumo anual de um item foi de 800 unidades e o estoque médio de 100 unidades. 800 unidades / ano R = = 8 vezes/ano 100 unidades ROTATIVIDADE / GIRO

49 Para as principais classes de estoques, as taxas de rotação são obtidas da seguinte maneira : custo das vendas ($/ano) Produto acabado = estoque médio de produtos acabados ($) custo dos materiais utilizados ($) Matéria-prima = estoque médio de matérias-primas ($) ROTATIVIDADE / GIRO

50 O antigiro ou taxa de cobertura, indica quantos meses de consumo equivalem ao estoque real ou estoque médio. estoque médio Antigiro = consumo ANTIGIRO Exemplo Um item tem estoque de unidades e é consumido a uma taxa de unidades por mês. Quantos meses o estoque cobre a taxa de consumo ? R = = 1,5 meses 2.000

51 O grande mérito do índice de rotatividade do estoque é que ele representa um parâmetro fácil para a comparação de estoques, entre empresas do mesmo ramo de atividade e entre classes de material de estoque. ROTATIVIDADE

52 Para fins de controle deve-se determinar a taxa de rotatividade adequada à empresa e então compará-la com a taxa real. É bastante recomendável ao determinar o padrão de rotatividade, estabelecer um índice para cada grupo de materiais que corresponda a uma mesma faixa de preço ou consumo. ROTATIVIDADE

53 O critério de avaliação será determinado pela política de estoques da empresa. Não se deve esquecer, porém que : a)a disponibilidade de capital para investir em estoque é que vai determinar a taxa de rotatividade-padrão ; b) não se deve utilizar taxas de rotatividade iguais para materiais de preços bastante diferenciados. É indicada a utilização da classificação ABC, indicando cada classe com seu índice. c) baseado na política da empresa, nos programas de produção e na previsão de vendas, determine a Rotatividade que atenda as necessidades ao menor custo total ; d) estabeleça uma periodicidade para comparação entre a rotatividade-padrão e a rotatividade real. ROTATIVIDADE

54 Os custos utilizados nas decisões sobre administração de estoques são : 1) Custo por item 2) Custo de armazenamento 3) Custo de pedidos CUSTOS DE ESTOQUES

55 O preço pago por item comprado consiste no custo desse item e de qualquer outro custo direto associado para trazê-lo até a unidade produtiva. Isto pode incluir transporte, taxas de alfândega e seguro. O custo inclusivo é frequentemente denominado “preço no destino”. Para um item fabricado na própria empresa, o custo inclui material direto, mão-de-obra direta e custos indiretos de fabricação. CUSTOS POR ITEM

56 Incluem todas as despesas que a empresa incorre em função do volume de estoque mantido. À medida que o estoque aumenta, aumentam também os custos, que podem ser subdivididos em três categorias : Custos de capital Custos de Armazenamento Custos de Risco CUSTOS DE ESTOCAGEM

57 a) Custos de Capital O custo mínimo seriam os juros perdidos por não se investir aquele dinheiro às taxas de juros vigentes, que poderiam ser bem mais altas, dependendo das oportunidades de investimento disponíveis para a empresa, das taxas de juros e do crédito da empresa na praça. CUSTOS DE ESTOCAGEM O dinheiro investido em estoques não está disponível para outras utilizações e por isso representa o custo de uma oportunidade perdida.

58 O armazenamento de estoque requer espaço, funcionários e equipamentos. À medida que aumenta o estoque, aumentam também estes custos. Os custos de armazenamento variam com o lugar e o tipo de armazenamento necessários. b) Custos de Armazenamento CUSTOS DE ESTOCAGEM

59 Os riscos de se manter um estoque são : a)Obsolescência : perda do valor do produto resultante de uma mudança no modelo, no estilo ou no desenvolvimento tecnológico. b) Danos : estoque danificado enquanto é manuseado ou transportado. c) Custos de Riscos CUSTOS DE ESTOCAGEM

60 d) Deterioração : estoque que apodrece ou se dissipa no armazenamento, ou cuja vida de prateleira é limitada. c) Custos de Riscos CUSTOS DE ESTOCAGEM Os riscos de se manter um estoque são : c) Pequenos furtos : mercadorias perdidas ou furtadas.

61 O custo de estocagem é geralmente definido como uma porcentagem em valores mínimos do estoque por unidade de tempo (geralmente 01 ano). CUSTOS DE ESTOCAGEM Esta estimativa é realista em muitos casos, mas não é válida para todos os produtos. Por exemplo, a possibilidade de obsolescência de itens passageiros ou de moda é alta, sendo os respectivos custos de estocagem mais altos.

62 Uma empresa mantém um estoque anual médio de R$ ,00. Se a empresa estima que o custo de capital é de 10%, os custos de armazenamento são de 7% e os custos de risco são da ordem de 6%, quanto custa anualmente manter este estoque ? Custo total = 10% + 7% + 6% = 23% Custo total = 0,23 x R$ ,00 Custo total = R$ ,00 CUSTOS DE ESTOCAGEM Exemplo

63 Os custos de pedidos são aqueles associados à emissão de um pedido ou para a fábrica ou para um fornecedor. O custo de emissão de um pedido não depende da quantidade pedida. Seja pedido um lote de dez ou de 100 unidades, os custos associados à emissão do pedido são essencialmente os mesmos. Entretanto, o custo anual com pedidos depende do número de pedidos emitidos nesse periodo. Os custos de pedidos incluem : CUSTOS DE PEDIDO

64 O custo e o esforço anual despendidos no controle da produção dependem do número de pedidos emitidos, e não da quantidade perdida. Quanto menos pedidos por ano, menor o custo. Os custos incorridos correspondem à emissão, ao fechamento, à programação, à determinação da carga, ao despacho e à expedição do pedido. CUSTOS DE PEDIDO a) Custos de controle de produção

65 Cada vez que um pedido é emitido, os centros de trabalho precisam fazer a preparação para executar o pedido e desmontar a preparação final da operação. Estes custos não dependem da quantidade solicitada, mas do número de pedidos emitidos em um ano. CUSTOS DE PEDIDO b) Custos de preparação e desmontagem

66 Toda vez que um pedido é emitido para um centro de trabalho, o tempo consumido com a preparação é perdido em termos do tempo de resultado produtivo. Esse aspecto é particularmente importante e custoso em centros de trabalho que são gargalos. CUSTOS DE PEDIDO c) Custos de capacidade perdida

67 Toda vez que um pedido é emitido, ocorrem custos de preparação do pedido, o seguimento, a expedição, o recebimento e pagamento da fatura. O custo anual com a emissão de pedidos depende do número de pedidos emitidos. CUSTOS DE PEDIDO c) Custos de pedidos de compra Custo MédioCusto Variável Custos Fixos No. de Pedidos =+

68 Dados os seguintes custos anuais, calcule o custo médio da emissão de um pedido :. Salário do controle de Produção : R$ ,00. Despesas Operacionais e com suprimentos do depto de controle da produção : R$ ,00. Custo de preparação de centros de trabalho para um pedido : R$ 120. Pedidos emitidos por ano : CUSTOS DE PEDIDO Exemplo

69 60.000, ,00 Cm = Cm = R$ 157,50 CUSTOS DE PEDIDO Exemplo Custo MédioCusto Variável Custos Fixos No. de Pedidos =+

70 INVENTARIO FISICO A contagem física de todos os itens do estoque chama-se inventário físico. O inventário físico tem como função comparar os registros do controle de estoque com os itens existentes fisicamente no estoque. Caso haja diferença entre um e outro, isto é, entre o controle de estoque e a quantidade física, é necessário fazer ajustes de acordo com as recomendações contábeis e tributárias.

71 INVENTARIO FISICO Inventário Periódico Um inventário é denominado de inventário periódico, quando é realizado em períodos predeterminados, como por exemplo, no encerramento dos exercícios fiscais, ou semestralmente, ou ainda trimestralmente.

72 INVENTARIO FISICO Inventário Periódico Quanto mais inventário se faz, maiores são os custos de armazenagem e, para evitar este desperdiço, é necessário que haja um rigoroso registro de entradas, saídas e quebras de estoque, pois, neste caso, de um controle rigoroso, somente o inventário anual é suficiente.

73 INVENTARIO FISICO Inventário Rotativo Faz-se, pois, um programa de trabalho onde são determinados todos os itens que devem ser contados pelo menos uma vez dentro do período fiscal. A cada dia ou a cada período estes itens predeterminados são contados de acordo com o programa preestabelecido de inventário rotativo. Denomina-se inventário rotativo quando se contam os itens do estoque, permanentemente.

74 INVENTARIO FISICO Inventário Rotativo O inventário rotativo exige um número definido e permanente de funcionários dedicados à contagem, em período integral, durante todo o ano. Um critério muito usado para o inventário rotativo é contar, mensalmente, 100% dos itens da classe A, 50% dos itens da classe B e 5% dos itens da classe C, que compõe a curva ABC.

75 O Controle de Estoque é exercido pelo controle de itens individuais, chamado unidades para armazenamento em estoques (stock-keeping units SKUs). O Sistema ABC classifica os itens através da determinação da importância dos mesmos, permitindo assim diferentes níveis de controle baseados na importância relativa dos itens. O princípio ABC baseia-se na lei de Pareto, em que um pequeno número de itens domina os resultados atingidos. SISTEMA ABC DE CONTROLE DE ESTOQUES

76 A B C Porcentagem de Itens Porcentagem de Valor SISTEMA ABC DE CONTROLE DE ESTOQUES

77 Itens A : alta prioridade. Controle cerrado, incluindo registros completos e precisos, revisões regulares e frequentes por parte da administração, revisão frequente das previsões de demanda, seguimento minucioso e agilização para reduzir o lead-time. SISTEMA ABC

78 Itens B : prioridade média. Controles normais, com bons registros, atenção regular e processamento normal. Itens C : prioridade menor. Os mais simples controles possíveis. Fazer pedidos em grandes quantidades e manter um estoque de segurança. SISTEMA ABC

79 Exemplo Uma empresa fabrica uma linha de dez itens. Sua utilização e custo por unidade estão mostrados na tabela a seguir, juntamente com a utilização anual em valores monetários (obtida pela multiplicação da utilização da unidade pelo custo da unidade). a) Calcule a utilização anual em valores monetários p/ cada item. b) Faça uma lista de ítens de acordo com a sua utilização anual em valores monetários. c) Calcule a utilização anual em valores monetários acumulados. d) Agrupe os itens em uma classificação ABC. SISTEMA ABC

80 Total Número da peça Utilização por unidade Custo por unidade Utilização anual (R$) a) SISTEMA ABC

81 b, c, d) SISTEMA ABC Total ,43 86,27 92,03 95,42 96,73 97,78 98,82 99,48 100,00 AABBBCCCCCAABBBCCCCC Número da peça Utilização anual em valores $ Utilização acumulada valores $ % acumulado de utilização valores $ Classe


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