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História da Educação no Brasil Curso: Letras – Português/Inglês.

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1 História da Educação no Brasil Curso: Letras – Português/Inglês

2 Sistemas nacionais de educacão I Os sistemas de ensino expressam um conjunto de mudanças sociais, políticas e econômicas ocorridas na modernidade. Da sociedade feudal à sociedade capitalista. Na modernidade, a educação passa do ensino individual, ministrado no espaço doméstico, para o ensino coletivo, ministrado em espaços públicos. As mundanças sociais e culturais trouxeram consigo a necessidade de difundir a instrução a todos os membros da sociedade, o que foi traduzido na bandeira da escola pública, gratuita, universal, laica e obrigatória. Coube ao Estado o dever de organizar, manter e mesmo de impor a educação a toda a população.

3 Sistemas nacionais de educacão II A partir século XIX temos a consolidação dos Estados nacionais o que se fez acompanhar da implantação dos sistemas nacionais de ensino nos diferentes países. Os países que implantaram seus sistemas nacionais de ensino equacionaram o problema do analfabetismo na passagem do século XIX para o XX – Europa, USA e países da América Latina como Argentina, Chile e Uruguai. O Brasil foi retardando essa iniciativa e acumulou um déficit no campo educacional. E continua protelando a dupla meta sempre proclamada de universalizar o ensino fundamental e eliminar o analfabetismo.

4 Conceito de sistema “Sistema” é a unidade de vários elementos e recursos intencionalmente reunidos de modo a formar um conjunto coerente e operante.

5 Brasil Colônia I A História da Educação no Brasil após o descobrimento, começa com a chegada dos primeiros jesuítas, em OBJETIVO: Converter os índios ao cristianismo. No ensejo de propagar a fé católica, ensinam também aos nativos saberes básicos, como ler e contar. Antes dos jesuítas, os meninos - principalmente os tupis- guaranis - eram instruídos pelos adultos de suas aldeias. Em algumas tribos, o pajé era responsável pela transmissão de valores culturais. "Entender a lógica da cultura indígena era fundamental para o sucesso do projeto de aculturação que os jesuítas encabeçavam”. Maria Lucia Hilsdorf Sistema educacional brasileiro

6 Brasil Colônia II A Companhia de Jesus atuou em três campos: 1. O serviço ao povo, na defesa e propagação da fé católica; 2. A propagação dos ideais pedagógicos católicos nos territórios desconhecidos; 3. A atividade educativa católica e científica da juventude. A obra educacional desenvolvida pelos jesuítas era mantida pela coroa. As escolas jesuítas eram regulamentadas por um documento: Ratio Studiorum. Sistema educacional brasileiro

7 Brasil Colônia III Referente ao Currículo o Ratio expõe o programa dos cursos detalhadamente, incluindo os temas a serem estudados, a bibliografia, a metodologia, a avaliação, a promoção etc.. Em relação a formação de professores, primava-se por uma formação moral, religiosa e intelectual solidificada pelo estudo da filosofia e teologia. Em relação à metodologia de trabalho com os alunos inclui repetições, disputas, desafios, declamações, sabatinas, memorização, exercício, emulação. Regime de avaliação: exames escritos e orais. Sistema educacional brasileiro

8 Brasil Colônia IV Embora as primeiras escolas reunissem índios e colonos, houve a separação entre ‘catequizados’ e ‘instruídos’. Ação sobre os índios: cristianização e pacificação; Ação sobre colonos: mais efetiva, via escola elementar de ler e escrever. Dois cursos são montados: Curso de humanidades: letras humanas, filosofia e ciências; Curso de teologia e ciências sagradas: formação do humanista e do teólogo. Assim, os jesuítas exercem monopólio do ensino no Brasil. O governo de Portugal sabe o quanto a educação é meio de submissão e de domínio político e não intervém nos planos dos jesuítas. Sistema educacional brasileiro

9 Brasil Colônia V Vida quotidiana Nas aldeias, os jesuítas ergueram as chamadas casas de meninos, espaço onde crianças e jovens índios aprendem português ou espanhol - também havia jesuítas espanhóis no Brasil. Esses ambientes podem ser considerados as primeiras escolas do país. Os índios aprendiam profissões e operações mentais básicas como contar. Meninas aprendiam a tear. Atividades lúdicas como o teatro e o canto eram usadas para catequizar crianças e adolescentes e de quebra, para ensinar. Assim, os jesuítas conseguiam entreter as crianças. Já os adolescentes se aborreciam rápido e davam no pé. Sistema educacional brasileiro

10 Brasil Colônia VI Vida quotidiana “Era comum que os jesuítas saíssem para uma viagem e ao voltar, constatavam que os índios tinham se mudado, sem deixar qualquer vestígio”, afirma Maria Lucia Hilsdorf. As índias também não davam trégua. “Levavam crianças menores para o interior da mata, a fim de tirá-las da influência dos jesuítas”. Apesar dos tropeços, a Educação dos índios seguia. E começava a ficar cada vez mais cara. Era preciso vesti- los, alimentá-los e comprar remédios. “Sem dinheiro, os jesuítas tiveram de assumir a educação dos brancos também” explica Diana Vidal. Sistema educacional brasileiro

11 Brasil Colônia VII Vida quotidiana A lista de línguas indígenas vai muito além do tupi-guarani e era a primeira barreira na conversão dos índios, junto com os costumes da gente local. O padre Anchieta, um dos jesuítas mais conhecidos da época, além de dedicar-se à alfabetização dos filhos dos europeus e dos índios, o missionário ainda estudou com afinco a língua tupi e formulou a primeira gramática brasileira, a Artes de Gramática da Língua Mais Usada na Costa do Brasil, impressa em 1595, em Coimbra, Portugal. Sistema educacional brasileiro

12 Brasil Colônia VIII A Coroa Portuguesa concedeu aos jesuítas a responsabilidade pela criação dos colégios. O primeiro foi criado na Bahia, em Depois, em 1585, em Olinda e no Rio de Janeiro. Esses colégios, mais estruturados que as escolas de meninos, eram internos e recebiam órfãos portugueses e filhos da elite colonial. Depois de até 11 anos de estudo, os estudantes podiam cursar a universidade em Portugal, pois não existiam escolas de ensino superior no Brasil. Poucos alunos faziam isso, já que estudando no colégio os alunos aprendiam a ler, o que era suficiente para sua atuação em sociedade no século XVI. Sistema educacional brasileiro

13 Brasil Colônia IX Apesar de mais organizadas, os colégios sofriam com problemas semelhantes aos das casas de meninos, a falta de professores. Eles demoravam para chegar ao país, ou morriam em naufrágios a caminho da colônia. Outros desapareciam em um passeio (algumas tribos indígenas eram antropófagas). Sistema educacional brasileiro

14 Século XVIII – Europa Crise do Antigo Regime; Absolutismo e mercantilismo se opõem os ideais liberais; Revoluções burguesas; Alterações políticas e econômicas; Revolução industrial; Inicia o capitalismo industrial. Sistema educacional brasileiro Era Pombalina I

15 Portugal Declínio econômico; O tratado de Methuen, obriga a comprar a produção dos ingleses, impedindo seu desenvolvimento e das colônias, em troca de proteção; Pagamento de dívidas com matéria prima das colônias. Marquês de Pombal Procura modernizar o reino a fim de manter o absolutismo real; Combate toda forma de oposição. Sistema educacional brasileiro Era Pombalina II

16 Brasil Concorrência estrangeira à cana de açúcar; Descoberta das minas de ouro; O centro econômico se desloca para Minas Gerais e região Sul. Com a mineração surge uma organização social diferente: Urbanização; Formação de uma pequena burguesia dedicada ao comércio interno; Setor terciário: lojas, bodegas, armazéns, hospedarias, etc.. Movimentos contra a Metrópole. Sistema educacional brasileiro Era Pombalina III

17 Expulsão dos jesuítas Cresce a animosidade contra a Companhia de Jesus. O governo temia o seu poder econômico e político, exercido maciçamente sobre todas as camadas sociais ao modelar-lhes a consciência e o comportamento. Resistência dos indígenas à escravidão com o apoio da Companhia de Jesus. Fechamento de escolas 25 residências; 36 missões; 17 seminários; Sem contar seminários menores e as escolas de ler e escrever. Sistema educacional brasileiro Era Pombalina IV

18 A Reforma Pombalina no Brasil Bens dos padres confiscados; Livros e manuscritos destruídos; Nenhuma organização escolar, de imediato; Índios entregues a própria sorte; Retrocesso de todo sistema educacional. A coroa nomeia professores e estabelece planos de estudo e Inspeção. O curso de humanidade, típico do ensino jesuítico, é modificado para sistema de aulas régias e disciplinas isoladas. Criação de um imposto para pagamento de professores (subsídio literário). Sistema educacional brasileiro Era Pombalina V

19 A Reforma Pombalina no Brasil Intenção de oferecer aulas de línguas modernas, como o francês, além do desenho, aritmética, geometria, ciências naturais. Queixas, quanto à incompetência dos mestres leigos, que são mal pagos. Continuidade de algumas orientações pedagógicas dos jesuítas, em nível inferior Surgimento de escolas de carmelitas, beneditinas e franciscanos. Sistema educacional brasileiro Era Pombalina VI

20 A Reforma Pombalina em Portugal O marquês de Pombal afasta a Companhia de Jesus da Universidade de Coimbra em Assume a Ordem de Oratório, aberta às ideias iluministas. Reformulação de ensino de filosofia e letras; Língua Moderna e não o latim; Matemática e Ciências da Natureza; Atualização dos estudos jurídicos. Ideias Iluministas vindas para o Brasil, à partir da Reforma Pombalina. Sistema educacional brasileiro Era Pombalina VII

21 A partir de 1808, com a vinda da coroa para o Brasil, a Colônia passa por consideráveis modificações econômicas e políticas e culturais:  Abertura dos portos;  Revogação do alvará que proibia a instalação de manufaturas;  Aristocracia rural e ricos comerciantes portugueses;  Implantação da imprensa;  Museu;  Biblioteca;  Academias. Sistema educacional brasileiro D. João VI (I)

22 Academias Militares, Escolas de Direito, Medicina, Cirurgia, Anatomia, Economia, Agricultura, Química e Desenho Técnico;  Preocupação: formar os dirigentes do país;  Foco no ensino superior;  Escolas de primeiras letras esquecidas. Missão Artística Francesa, em 1816; Valorização do ensino técnico. A partir de 1819 criam-se diversos estabelecimentos para o ensino das artes e dos ofícios mecânicos, destinados aos “desfavorecidos pela fortuna”, e aos “deserdados da sorte”. Sistema educacional brasileiro XV D. João VI (II)

23 Processo de Independência do Brasil; Dívida externa: Inglaterra; Em 1824 é outorgada a primeira Constituição brasileira. Sobre a educação, o Art. 179 da Constituição afirmava que a "instrução primária é gratuita para todos os cidadãos”; Prática pedagógica: para suprir a falta de professores institui-se o Método Lancaster, (ensino mútuo), em que um aluno treinado (decurião) ensina um grupo de dez alunos (decúria) sob a rígida vigilância de um inspetor. O Império aprovou em 1827, a lei das escolas de primeiras letras, cujo artigo primeiro estabelecia: “em todas as cidades, vilas e lugares mais populosos haverá escolas de primeiras letras”. Não houve a aplicação da lei. Sistema educacional brasileiro Império I

24 O Ato Adicional de 1834 dividiu o setor estatal do ensino em duas esferas: ao poder central cabe promover e regulamentar o ensino superior; às províncias cabem a educação elementar e a secundária. Acontece o fracionamento da educação, sem um eixo unitário, sem unidade no sistema; deixa de existir um sistema nacional de educação; não há currículo e muito menos qualquer vinculação entre as disciplinas que eram escolhidas de forma aleatória. Sistema educacional brasileiro Império II

25 A criação do Colégio D. Pedro II (1837), organizado de forma seriada e destinado a servir de padrão de ensino, complica ainda mais o ensino secundário nas províncias, pois é o único a conferir grau de bacharel, indispensável para o acesso aos cursos superiores. Era o controle absoluto da coroa; o máximo que uma província podia almejar era a criação de uma escola Normal e de uma de Prática Manual. Em 1835 surgiu a primeira Escola Normal do país, em Niterói; Expansão das escolas confessionais e leigas; Exame único de madureza (Rui Barbosa). Sistema educacional brasileiro Império III

26 Chega-se ao final do Império, com uma verdadeira separação de classe: de um lado uma minoria de homens altamente instruídos, e de outro, enorme massa de povo analfabeto, ou quase, arcando com as tarefas mais espinhosas na construção do país. “Não quero provar demais, nem cair no erro dos advogados da educação exclusivamente prática, afirmando que a educação industrial seja tudo. O meu acerto está em que erramos desconhecendo-a, e erram ainda os que a olham como menos valiosa do que a educação clássica; o que digo, outrossim, vem a ser que, segundo a observação dos últimos cinquenta anos, dentre as duas, a educação técnica e industrial, exercitada nos laboratórios, nas tendas, nas oficinas, nas fábricas, é a que mais frutificativamente influído tem para a felicidade humana.” Rui Barbosa O projeto de Rui estruturava o ensino secundário em sete cursos: o de ciências e letras (6 anos); o de finanças (5 anos); o de comércio (4 anos); o de agrimensor e diretor de obras agrícolas (5 anos); o de maquinistas (5 anos); o industrial (5 anos); o de relojoaria e instrumentos de precisão (3 anos). Era uma mistura com o secundário e não havia, no currículo, o acompanhamento indispensável da parte prática. Sistema educacional brasileiro Império VI

27 Primeira República: A base da estrutura do poder, a nível local, foi o coronelismo; no plano nacional a política dos governadores ou política dos Estados, cujo rompimento se dará com a revolução de 30; enquanto a economia, notadamente nas duas primeiras décadas, gravita em torno dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas, a política do café com leite. A Constituição de 1891, pouco tratou da educação, pois cabia aos Estados legislar sobre a educação primária e secundária. Encilhamento. Sistema educacional brasileiro República I

28 Primeira República: “[...] a criação e multiplicação de institutos de ensino técnico e profissional muito podem contribuir também para o progresso das indústrias, proporcionando-lhes mestres e operários instruídos e hábeis”. Afonso Pena Em 1909, Nilo Peçanha, através do Decreto 7566, cria nas capitais dos Estados, as escolas de aprendizes e artífices. Industrialização incipiente; Tenentismo; Até a década de 1930, os assuntos ligados à educação eram tratados pelo Departamento Nacional do Ensino ligado ao Ministério da Justiça. Somente em 1931 foi criado o Ministério da Educação. Sistema educacional brasileiro República II

29 Era Vargas A Revolução de 30 foi o marco referencial para a entrada do Brasil no mundo capitalista de produção. Mudanças sociais. A nova realidade brasileira passou a exigir uma mão de obra Especializada. Investimento em educação. A partir da década de 1930, a educação passa a ser tratada como questão nacional. Em 1932 um grupo de educadores lança à nação o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, redigido por Fernando de Azevedo e assinado por outros conceituados educadores da época. Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos e o Instituto Nacional do Livro. SENAI – SENAC. Sistema educacional brasileiro República III

30 Era Vargas A nova Constituição dispõe, pela primeira vez, de um capítulo especial sobre a Educação, estabelecendo que: “a educação é direito de todos, devendo ser ministrada pela família e pelos Poderes Públicos”. A Constituição de 1934 determinou que a União e os Municípios deveriam aplicar nunca menos de 10% e os Estados 20% da arrecadação de impostos “na manutenção e desenvolvimento dos sistemas educacionais” (art. 156); Dedicou um capítulo inteiro ao tema, trazendo à União a responsabilidade de "traçar as diretrizes da educação nacional" (art. 5º) e "fixar o plano nacional de educação, compreensivo do ensino em todos os graus e ramos, comuns e especializados e coordenar e fiscalizar a sua execução, em todo o território do País. " (art. 150º). Sistema educacional brasileiro República VI

31 Era Vargas Era Vargas - Estado Novo É outorgada uma nova Constituição (1937). Essa Constituição, desobriga o Estado, no nível federal, estadual e municipal, da manutenção e expansão do ensino público. Capanema, ministro da Educação (1934 a 1945) editou diversos decretos - Leis Orgânicas do Ensino – reestruturando o sistema de ensino. O secundário passa a ser dividido em dois cursos: ginasial - 4 anos e colegial - 3 anos, este separado em dois cursos paralelos, clássico e científico. Sistema educacional brasileiro República V

32 Era Vargas Era Vargas - Estado Novo Segundo a legislação, as finalidades desse ensino são “formar a personalidade integral dos adolescentes”, “acentuar e elevar a consciência patriótica e a consciência humanística”, “dar preparação intelectual geral que possa servir de base a estudos mais elevados de formação especial” e, ainda, “formar as individualidades condutoras”. Quanto ao ensino profissional, em 1937, Capanema muda as denominações de Escolas de Aprendizes e Artífices para Liceus “destinados ao ensino profissional, de todos os ramos e graus”. Devemos lembrar que a Constituição de 37 afirmava que “o ensino pré-vocacional e profissional destinado às classes menos favorecidas é, em matéria de educação, o primeiro dever do Estado”. Sistema educacional brasileiro República VI

33 Era Vargas Era Vargas - Estado Novo Compromete-se o governo Vargas a subsidiar quaisquer iniciativas que venham a estabelecer escolas de ensino profissional, desde Estados, Municípios, indústrias, sindicatos e associações particulares e profissionais, tão grande era a importância atribuída à indústria e serviços. Enfatiza-se o ensino profissional, para suprir as exigências do mercado. Sistema educacional brasileiro República VII

34 Nova República: A Constituição de 1946 retoma os valores defendidos pelos “pioneiros” da educação de 32. Na Carta, voltou a figurar a vinculação orcamentária que fixou em 20% a obrigação mínima dos Estados e Municípios e 10% da União dos recursos destinados à educação. Estabelece também que "a educação é direito de todos”. Determina a obrigatoriedade de se cumprir o ensino primário e dá competência à União para legislar sobre as diretrizes e bases da educação nacional. Em 1948 foi encaminhado à Câmara Federal o anteprojeto da LDB – aprovado em 1961 (Lei 4.024, a “Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional”). Sistema educacional brasileiro República VIII

35 Regime Militar – Militares e tecnocratas imprimem à educação uma forte tendência tecnicista. Leis 5.540/68 e 5.692/71. A reforma assentou-se em três pilares: Educação e desenvolvimento, visando a formação de profissionais que atendessem às necessidades urgentes do país quanto à mão de obra especializada para um mercado em expansão; Educação e segurança, visando a formação do cidadão consciente; Educação e comunidade, visando estabelecer a relação entre escola e comunidade. Sistema educacional brasileiro República IX

36 Regime Militar – Lei nº 5.540/68 Reforma universitária, reivindicação da sociedade desde fins da década de Lei nº 5.540/68 Restauração da ordem; integrar os estudantes no processo de desenvolvimento, porém, sem contestação ao regime, agregando-se os estudantes, com a criação de extensões universitárias, destacando-se o Projeto Rondon. Renovação porque apresentou mudanças efetivas para o ensino superior: aglutinação de faculdades, extinção da cátedra, introdução da estrutura departamental, implantação do sistema de crédito e periodicidade semestral, divisão do curso de graduação em duas partes (ciclo básico e profissional), modificação do regime de trabalho dos professores (dedicação exclusiva), ensino e pesquisa como indissolúveis no ensino superior e a implantação da pós- graduação. Sistema educacional brasileiro República X

37 Regime Militar – Em 1971 tivemos uma 2º Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – Lei nº 5.692/71 Reformas na educação básica 1º Grau com duração de 8 anos (obrigatório) – antigo Primário e Ginasial; 2º Grau com duração de três anos – antigo Colegial. Inseriu o ensino profissionalizante obrigatório (Lei nº 7.044/82 dispensa a obrigatoriedade da profissionalização). Fim da disciplina de Filosofia e Sociologia; criação dos Estudos Sociais (História e Geografia para o 1º Grau), Educação Moral e Cívica e OSPB – Organização Social e Política do Brasil, Ensino Religioso (obrigatório, mas opcional ao aluno). Sistema educacional brasileiro República XI

38 “Nova” República Com a abertura política destacaram-se diversos grupos representativos: CNBB – ABI – OAB – UNE – SBPC – MDB – Sindicatos. A partir de 1985 o Brasil volta a ter seu governo civil. Constituição de 1988 Gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais; Ensino fundamental obrigatório; Creches e pré-escola às crianças de 0 a 6 anos; Valorização dos profissionais do ensino; Autonomia universitária; União 18%, Estados e Municípios 25% para educação; Recursos públicos às escolas públicas e outras não lucrativas; Plano Nacional de Educação. Sistema educacional brasileiro República XII

39 “Nova” República LDBEN LDBEN – Lei 9394/96 Tramitação Promulgação da Constituição Federal; 1988 a Início de discussão do projeto “Jorge Hage” na Câmara; Darcy Ribeiro, apoiado por Collor, apresenta outro projeto de LDB no Senado; 1992 a Os dois projetos são discutidos ao mesmo tempo no Congresso Nacional; O projeto “Jorge Hage” é aprovado na Câmara e vai para o Senado; 1995 – O projeto é considerado inconstitucional e Darcy Ribeiro reapresenta seu antigo projeto de lei, que é aprovado em Sistema educacional brasileiro República XIII

40 “Nova” República LDBEN LDBEN – Lei 9394/96 Art. 1º - Educação compreendida como processo de formação humana; Art. 2º - Educação é dever da família e do Estado. Tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e a qualificação para o trabalho. Art. 3º - Princípios : Igualdade acesso/permanência; Liberdade; Pluralismo de ideias; Tolerância; Coexistência público /privado; Gratuidade do ensino público; Valorização do profissional; Gestão democrática; Padrão de qualidade; Valorização extra-escolar; Escola – trabalho práticas sociais. Sistema educacional brasileiro XXXIII República XIV

41 “Nova” República LDBEN LDBEN – Lei 9394/96 Dever do Estado (Título III – Art. 4º) I - ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade própria; II - progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio; III – Atendimento especializado aos educandos com necessidades especiais; IV – atendimento gratuito em creches e pré-escolas; V - acesso aos níveis mais elevados do ensino; VI- oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do educando. Sistema educacional brasileiro XXXIV República XV

42 “Nova” República LDBEN LDBEN – Lei 9394/96 Dever do Estado VII - oferta de educação escolar regular para jovens e adultos, adequado às suas necessidades e disponibilidades; VIII - atendimento ao educando, no ensino fundamental público, por meio de programas suplementares (material, transporte,alimentação e assistência à saúde); IX - padrões mínimos de ensino. Educação Infantil (creche e pré-escola) – Municípios; Ensino Fundamental (pelo menos 9 anos) prioridade dos Municípios com a colaboração do Estado (Lei Federal nº /06); Ensino Médio – Prioridade dos Estados. Sistema educacional brasileiro República XVI

43 “Nova” República LDBEN LDBEN – Lei 9394/96 Outras particularidades Autonomia universitária Especializadas por campo de saber Cursos por sequência de um mesmo campo Curso normal superior Sistemas regulares de avaliação da qualidade de ensino Educação à distância Flexibilização Descentralização Gestão democrática – escola e comunidade. A União deve prestar assistência técnica e financeira. Sistema educacional brasileiro República XVII

44 “Nova” República LDBEN LDBEN – Lei 9394/96 Para enfrentar esse problema a Constituição de 1988 previu, nas disposições transitórias, que o Poder Público nas suas três instâncias (a União, os estados e os municípios) deveriam, pelos dez anos seguintes, destinar 50% do orçamento educacional para essa finalidade. Nada feito. Quando esse prazo estava vencendo, o governo criou o FUNDEF com prazo de mais dez anos para essa mesma finalidade; e a LDB, por sua vez, instituiu a década da educação; seguiu-se a aprovação em 2001, do Plano Nacional de Educação, que também se estenderia por dez anos. No final de 2006, ao se esgotarem os dez anos do prazo do FUNDEF, foi instituído o FUNDEB, com prazo de 14 anos, ou seja, até Sistema educacional brasileiro República XVIII

45 “Nova” República LDBEN LDBEN – Lei 9394/96 Agora, quando mais da metade do tempo do PNE já passou, vem um novo Plano, o Plano de Desenvolvimento Da Educação (PDE) estabelecer um novo prazo, desta vez De quinze anos, projetando a solução do problema para E la nave va… Sistema educacional brasileiro República XIX

46 Referências ARANHA, M. L. A. História da Educação. São Paulo: Moderna, GADOTTI, M. História das Ideias Pedagógicas. São Paulo: Ática, HINGEL, Murílio. LDB: Reflexões e Caminhos. Brasília: INDEC, PILLETTI, Nelson. Estrutura e funcionamento do ensino de 1o grau. 22. ed. São Paulo: Ática, ______. História da educação no Brasil. 6. ed. São Paulo: Ática, RIBEIRO, Maria Luísa Santos. História da educação brasileira: a organização escolar. 13. ed. São Paulo: Autores Associados, ROMANELLI, O. História da Educação no Brasil Petrópolis: Vozes, SAVIANI, D. Política e Educação no Brasil: o papel do Congresso Nacional na legislação do ensino. São Paulo: Cortez, XAVIER, Maria Elizabete Sampaio Prado; RIBEIRO, Maria Luísa Santos; NORONHA, RIBEIRO, M. L. S. História da Educação Brasileira: a organização escolar. Campinas-SP: Autores Associados, Acesso em 22/01/14. Acesso em 28/03/2014.


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