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DIRETÓRIO NACIONAL DE CATEQUESE DOCUMENTOS DA CNBB N° 84.

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Apresentação em tema: "DIRETÓRIO NACIONAL DE CATEQUESE DOCUMENTOS DA CNBB N° 84."— Transcrição da apresentação:

1 DIRETÓRIO NACIONAL DE CATEQUESE DOCUMENTOS DA CNBB N° 84

2 Objetivo: Pretende delinear uma catequese litúrgica, bíblica, vivencial, profundamente ligada à mística evangélico-missionária, mais participativa e comunitária. As finalidades: a) Estabelecer princípios bíblico-teológicos-litúrgicos-pastorais para promover e impulsionar a renovação da mentalidade catequética; b) Orientar o planejamento e a realização da atividade catequética nos diversos regionais e dioceses; c) Coordenar as diversas iniciativas catequéticas; d) Articulara a ação catequética com as outras dimensões de nossa pastoral (litúrgica, comunitário-participativa, missionária, dialogal- ecumênica e sociotransformadora); e) Estimular a atividade catequética, principalmente onde as comunidades sentem mais dificuldade na promoção da educação na fé.

3 Capítulo 1 Movimento catequético pós-conciliar: conquistas e desafios. Renovação catequética à luz do Concílio Ecumênico Vaticano II Com o Vaticano II, a Igreja no Brasil renovou-se significativamente, animada, entre outras coisas, pelos planos de pastoral, diretrizes e documentos. Impulsionado também pela VI semana internacional da Catequese e da II conferência Geral do Episcopado da América latina, ambas em Medellín (1968). As comunidades eclesiais passaram a favorecer uma educação da fé, ligada mais à vida da comunidade, aos problemas sociais e à cultura popular. A formação dos catequistas recebeu uma especial atenção, principalmente através da multiplicação de escolas catequéticas. Foram varias as conquistas catequéticas pós-conciliares. No Brasil, foi de especial importância o texto da CNBB Catequese Renovada: orientações e conteúdos. A catequese, a partir de 1983, em geral assumiu estes eixos centrais: a bíblia como texto principal, os momentos celebrativos, o princípio de interação fé e vida, o valor e importância da caminhada da comunidade de fé como ambiente e conteúdo de educação da fé.

4 Características da Catequese Renovada. As principais características do documento Catequese renovada e de suas práxis posterior são: a) Catequese como processo de iniciação à vida de fé: Passagem da doutrina para a experiência, e da catequese das crianças para a catequese de adultos. Uma vivencia da experiência de Deus que se expressa, sobretudo, na vida litúrgica e orante. b) Iniciação à vida de fé em comunidade: A catequese é concebida como uma iniciação à fé em sua dimensão pessoal e comunitária. c) Processo permanente de educação da fé: A formação cristã se prolonga pela vida inteira. d) Catequese cristocêntrica: Conduz ao centro do Evangelho (querigma), a conversão, a opção por Jesus Cristo que nos revela o Pai, no Espírito Santo (dimensão trinitária), e ao seu seguimento. e) Ministério da Palavra: O verdadeiro catequista tem convicção (mística) de que é profeta hoje, comunicando a palavra de Deus com seu dinamismo e eficácia, na força do Espírito Santo. f) Coerência com a pedagogia de Deus: O modo de educar a fé segue o mesmo “processo e pedagogia” que Deus usou para revelar-se, isto é: Revelação progressiva através de palavras e acontecimentos.

5 g) Catequese transformadora e libertadora: A mensagem da fé, iluminando a existência humana, forma a consciência crítica diante das estruturas injustas e leva a uma ação transformadora da realidade social. h) Catequese inculturada: A catequese quer valorizar e assumir os valores da cultura, a linguagem, os símbolos, a maneira de ser e de viver do povo nas suas diversas expressões culturais. Como afirmou João Paulo II: “Não é a cultura a medida do Evangelho, mas Jesus Cristo é a medida de toda a cultura e de toda obra humana”. i) Interação fé e vida: O conteúdo do Evangelho compreende dois elementos de interagem: a experiência da vida e a formulação da fé. j) Catequese integrada com a as outras pastorais: Como dimensão, a catequese está presente em todas as pastorais e, como atividade específica, articula com as demais. K) Caminho de espiritualidade: Um dos temas centrais da formação do catequista é sua espiritualidade. É uma espiritualidade bíblica, litúrgica, cristológica, trinitária, eclesial, mariana e encarnada na realidade do povo. l) Opção preferência pelos pobres: A igreja redescobriu os pobres não apenas como categoria sociológica, mas sobretudo teológica; considera- os destinatários de sua missão e evangelizadores. m) Temas e conteúdos: Trata-se de um conjunto de mensagens a ser adaptado aos destinatários quanto à seleção de temas, linguagem metodologia. Deseja-se principalmente que esse conteúdo de mensagens seja vivido na caminhada da comunidade (comunhão- participação num processo comunitário).

6 Alguns desafios Depois de duas décadas da primeira edição de Catequese Renovada, podemos hoje identificar alguns desafios mais significativos: a) Criar maior unidade na pastoral catequética, organizando melhor a catequese nos diversos níveis; b) Formar catequistas como comunicadores de experiências de fé, comprometidos com o Senhor e sua Igreja, com uma linguagem inculturada que seja fiel à mensagem do Evangelho; c) Fazer da Bíblia realmente o texto principal da catequese; d) Fazer com que o princípio de interação fé e vida seja assumida na atividade catequética; e) Suscitar nos catequistas e catequizados: o valor da celebração litúrgica, a oração na catequese, e o amor pela comunidade; f) Assumir o processo catecumenal como modelo de toda a catequese; g) Passa de uma catequese sacramental para uma catequese que introduza no mistério de Cristo e na vida eclesial;

7 h) Integrar na catequese as conquistas das ciências da educação (pedagogia), discernida à luz do Evangelho; i) Fazer da catequese um espaço comunitário de inserção e que seja catequizadora; j) Incentivar a instituição do ministério da catequese; k) Ter com prioridade a catequese com adultos como resposta às novas exigências da evangelização; l) Incentivar a catequese com os deficientes; m) Assumir a vida e os clamores dos marginalizados e os excluídos; n) Motivar e estimular para o compromisso missionário e social da fé (Confirmação); o) Buscar parcerias com a pastoral da juventude, missionárias e outras, atingindo assim mais pessoas nesse processo.

8 Capítulo 2: A catequese não é tarefa isolada A catequese é da parte da missão da igreja. Ninguém é catequista sozinho. a igreja nos diz que: As perguntas que fazemos diante da vida são o ponto de partida. A catequese não começa dando respostas. Primeiro ela tem que ouvir as perguntas que as pessoas fazem. Algumas perguntas básicas são: quem sou eu? Qual o meu papel no mundo?De onde vim? Saber ouvir e levar a sério as inquietações dos catequizandos, de qualquer idade E, é um excelente caminho para apresentar uma mensagem relevante. A palavra de Deus é Revelada na Bíblia e na história. Deus falou nas Escrituras, mas continua falando nos acontecimentos da vida, na Tradição da Igreja. É importante perceber que Ele nos fala pela Escritura, na Igreja, na liturgia, nas pessoas e nos acontecimentos da vida

9 O catequista não prega a si mesmo. O catequista pode ter preferências, devoções, espiritualidade a seu jeito. Mas ele está a serviço da Igreja como um todo. Deve apresentar o essencial da mensagem. O primeiro anúncio tem características especiais. Catequese deveria ser educação da fé para quem já recebeu o primeiro anúncio (que chamamos de evangelização) e de algum modo já quer seguir Jesus. Se esse primeiro anuncio não aconteceu, temos que cuidar disso para depois aprofundar a adesão de fé num processo de iniciação à vida da Igreja. Além de “saber”, é preciso “participar”. A catequese introduz a pessoa na vida da comunidade eclesial, não é só um conjunto de doutrinas que precisam ser conhecidas. O catecumenato foi e é um processo importante. No começo da vida da Igreja, quem queria participar passava por um processo de catecumenato. Seria bom estudar como se faria isso. Hoje a Igreja propõe de novo essa metodologia do RICA (Rito de Iniciação Cristã de Adultos), que os catequistas deviam conhecer com boa fonte de inspiração.

10 A iniciação envolve dimensões ligadas ente si. O Diretório aponta vários aspectos essenciais que precisam ser contemplados na catequese: – Descoberta de cada um como pessoa. – Experiência pessoal de Deus. – Adesão a Jesus Cristo. – Vida orientada pelo Espírito. – Participação na comunidade. – Educação para a celebração e oração. – Crescimento no serviço fraterno, na transformação social de acordo com os valores do Reino. – Compreensão da doutrina. – Diálogo ecumênico e inter religioso. – Cuidado com o planeta, atitude ecológica.

11 As situações históricas e as aspirações autenticamente humanas são parte da indispensável do conteúdo da catequese. Essa é uma afirmação que os bispos fizeram numa assembléia latino americana em Medellín, que foi citada e muito trabalhada no documento Catequese Renovada. Conteúdo da catequese não é só doutrina, mas a própria doutrina deve ser tratada como resposta às questões da vida, aos desafios dos acontecimentos e às inquietações humanas mais profundas. E isso não é só parte da motivação: é conteúdo. Catequese não prepara só para sacramentos; o sacramento é conseqüência. O ponto de chegada não é a preparação para Comunhão Eucarística, Crisma, Batismo ou Matrimônio, com jeito de festa de formatura ou fim do processo! O Sacramento precisa ser o fruto natural de um compromisso gradativa e sinceramente assumido.

12 A comunidade é o verdadeiro áudio visual da catequese. O que o catequizando vê e ouve na comunidade eclesial pode confirmar ou desmentir o que é dito na catequese. A comunidade precisa ser cultivada e permanentemente educada na fé e na caridade. A fé deve ser conhecida, celebrada, vivida e cultivada na oração. Trata-se de um processo contínuo: a gente conhece e aceita a mensagem; aí tem vontade de celebrar Esso relacionamento com Deus; tendo celebrado, ficamos com mais vontade de por em prática, na vida. Uma tarefa importante da catequese é educar a consciência, atitudes, espírito e projeto de vida segundo Jesus. Aquilo que agora trazemos no coração; as conquistas e dificuldades dessa prática são apresentadas a Deus na oração: essa conversa com Deus nos faz querer conhecer melhor esse amor que nos ampara.

13 Capítulo 3 Catequese no Brasil de Hoje Se a situação histórica é conteúdo da catequese, o que pensamos da situação do Brasil de Hoje? Alguns problemas da nossa realidade são:  Uma lei de mercado que desrespeita as pessoas.  Violência.  Perda de rumos.  Pobres em situação injusta.  Ameaças ao meio ambiente. ... o que mais?

14 Temos também sinais animadores:  Cresce o trabalho voluntário em beneficio da comunidade.  Temos uma consciência ecológica mais esclarecida.  Existem movimentos pacifistas e de defesa de Direitos Humanos. ... e que outros sinais você identifica? É importante perceber a realidade e se comunicar com ela. Os mais eficientes missionários, no começo de nossa colonização, perceberam que Deviam aprender a língua local e conhecer a cultura. Que “língua” teríamos que aprender para ser bons evangelizadores?

15 Recentemente, tivemos alguns marcos importantes:  Catequese Renovada (1983).  Primeira Semana Brasileira de Catequese (1986).  Publicação do Catecismo da Igreja Católica (1992).  Publicação do Diretório Geral para a Catequese (1997).  Segunda Semana Brasileira de Catequese (2001).  No meio desses grandes eventos, houve vários Encontros Nacionais. Uma característica importante do mundo de hoje é a seguinte: as pessoas e grupos têm mais coragem de ser diferentes, a diversidade aparece mais, o futuro é plural. Sabemos lidar com os diferentes?

16 Em relação a nossa Igreja mesmo temos grupos com estilos diversos:  Católicos eventuais, que aparecem em momentos especiais.  Gente que se distanciou da Igreja.  Católicos praticantes sempre presentes.  Gente que se foi e gostaria de voltar.  Famílias em crise ou com novos padrões de vida familiar.

17 Capítulo 4 E qual seria mesmo o conteúdo? O Diretório não é um roteiro nem manual, até porque cada realidade pode exigir abordagens, metodologias e conteúdos diferentes. Um roteiro pode ser útil, sem dúvida. Mas não é uma coisa rígida. Sempre é preciso da atenção às necessidades de cada catequizando e do momento que estivermos vivendo. No entanto, o diretório aponta conteúdos bem fundamentais, que não devem se esquecidos:  A mensagem de Jesus.  A Trindade como modelo de uma Igreja de comunhão.  Igreja a serviço do Reino.  Maria como discípula, mostrando o caminho que leva a Jesus.

18 Como ajuda, o Diretório nos dá alguns critérios para apresentar bem a mensagem: a) Centralidade de Jesus Cristo. b) Valorização da pessoa humana. c) Anúncio como Boa Nova de Salvação. d) Mensagem situada dentro da vida e da história da Igreja. e) Inculturação. f) Mensagem bem organizada.

19 Duas fontes para “regar” bem a nossa catequese: A Bíblia, que nos ajuda a: formar comunidade; alimentar a identidade cristã; enriquecer nossa prática de oração. A Liturgia é memorial do mistério Pascal: Celebração; Anuncio; Vivencia do mistério; Síntese de fé; Interiorização da experiência religiosa; A catequese educa a fé que é celebrada na liturgia.

20 Catecismos são importantes porque:  São pontos de referência, material de consulta para dar segurança de fidelidade à igreja.  Tem autoridade da palavra oficial da igreja.  São instrumentos que ajudam a ler a Bíblia, mesmo que não estejam acima dela.  Ajudam a construir a comunhão, garantindo uma doutrina básica que é para todos. O catecismo da Igreja católica trabalhou com uma estrutura que deve ser bem trabalhada na catequese e nos catecismos locais. O esquema do conjunto é assim:  O que acreditamos (o Credo).  O que celebramos (os sacramentos).  O que devemos viver (Bem aventuranças e mandamentos).  O que oramos (Pai Nosso).

21 E mais uma história em três etapas:  Antigo Testamento.  Novo Testamento.  Vida da Igreja.

22 Capítulo 5 Que método vamos usar? A Bíblia nos ensina de duas maneiras: pelo o que ela diz e pelo jeito que ela usa para comunicar a mensagem (ou seja, o método). Deus tem uma pedagogia que utiliza, para dar a mensagem, recursos que você também pode usar:  Acontecimentos históricos.  A vida do povo.  Adequação à época e à situação da pessoa.  Forma narrativa (parábolas, histórias da vida do povo).  Forma celebrativa (as festas).

23  ação de Jesus vemos alguns elementos que a catequese não poderia esquecer: O Reino como Boa Noticia. O convite ao seguimento. O envio a serviço de um mundo melhor. O chamado a um crescimento no amor. A atenção aos problemas concretos da vida. A firmeza nas dificuldades. O Espírito Santo guia a catequese que quer seguir a pedagogia de Jesus. A vida da própria Igreja deve servir de exemplo.

24 No método são importantes:  Linguagem.  Uso da mídia.  Criatividade.  Recursos de comunicação.  Trabalhos de grupo.  Experiência humana. Mas na catequese há um recurso pedagógico campeão, sem o qual os outros não funcionam. O grande recurso é você:  Sua paixão educativa.  Sua relação com a comunidade.  Sua busca pela formação.  Seu acolhimento aos catequizandos e famílias.  Seu conhecimento da realidade.  Sua animação.

25 Outro recurso fundamental é o próprio catequizando:  Participante.  Criativo.  Envolvido nas celebrações.  Empenhado no serviço e na caridade.  Ativo na promoção dos valores humanos. E a comunidade toda é ao mesmo tempo catequizada e catequizadora.

26 Capítulo 6 O catequisando, nosso parceiro Se o catequista é o grande recurso pedagógico, o catequizando não é só ouvinte passivo. Ele é parceiro, tem que ser ouvido, compreendido, incentivado como colaborador do processo. Muitas vezes reclamamos porque as famílias não cumprem a “obrigação” de enviar os filhos à catequese, ou porque os pais não são, como gostaríamos, os “primeiros catequistas. Mas não podemos esquecer que catequese é direito dos batizados e dever da Igreja. Para isso é preciso que ela seja:  Adequada a cada pessoa.  Atenta a necessidades diversas.  Adaptada às diferentes idades,

27 Nas questões das idades, teremos tratamentos diferentes para cada faixa etária: A) Adultos: Ultimamente temos destacado bastante a catequese com adultos. É bom notar que é com adultos, não é para adultos, porque eles devem ser ativos, interlocutores, não só destinatários do nosso trabalho. Também não é só para os que nunca tiveram catequese, é para todos, num processo de educação permanente. Ao trabalhar com adultos devemos considerar, entre outras características desse faixa de idade:  Adultos podem assumir mais responsabilidades.  Adultos influem mais sociedade.  Adultos tem dúvidas de adulto; precisam de diálogo que respeite a sua maturidade.

28 B) Pessoas idosas: Muitas vezes os idosos ficam esquecidos. Isso é ruim para eles mas é também um prejuízo para a comunidade toda. É indispensável lembrar que as pessoas idosas:  Devem ser vistas com dom de Deus.  Podem estar mais disponíveis.  Têm grande experiência de vida.  Precisam de uma catequese da esperança. C) Jovens e adolescentes: A catequese com jovens, adolescentes e crianças inclui, na medida do possível, o trabalho com os pais. Mas temos até que cuidar com mais empenho dos que não contam com a família para crescer na fé.

29 São dados a considerar a lidar com jovens:  Estão em fase de tomar decisões.  São vulneráveis, expostos à sedução da propaganda.  Às vezes se afastam da Igreja.  Têm diferentes situações de vida. Atividades específicas precisam de:  Participação em grupo.  Acompanhamento personalizado.  Auxilio à formação da personalidade.  Educação para o afeto e a sexualidade.  Educação para a cidadania.  Preparação para os sacramentos.  Orientação vocacional.

30 Adolescentes também requerem atendimento adequado às necessidades da idade. Atividades próprias para a catequese com adolescentes apresentadas no diretório são: a) Acolher o adolescente na comunidade e favorecer o compromisso real e fiel da mesma; b) Oferecer oportunidades para que na busca do seu universo suas descobertas, tendências e valores, o adolescente se sinta estimulado para a vivência cristã; c) Criar grupos de catequese de perseverança, coroinhas, adolescência missionária, animação, canto, teatro, cineforum, escotismos, acampamentos, missão de férias; d) Promover atividades artísticas, danças, músicas; e) Realizar passeios, entrevistas, romarias, excursões; refletir temas próprios da idade, buscando auxílio das ciências, sobretudo a psicologia; f) Organizar equipes de serviços comunitários, tanto eclesiais quanto sociais; g) Alimentar a consciência de que o crescimento na fé requer uma formação continuada rumo a maturidade em Cristo.

31 D) Crianças: Com elas, é bom perceber: a) Hoje são mais ativas e perguntadeiras. b) Podem estar vivendo dramas pessoais graves e problemas familiares. c) Exigem conhecimento do mundo infantil (linguagem, brincadeira, literatura, filmes). d) Uma Primeira Comunhão Eucarística não é o fim do processo. e) A linguagem infantil não significa uma religião bobinha, que irá gerar problemas depois. Além das idades, temos que considerar outros fatores que podem exigir soluções específicas. Temos que cuidar das pessoas de modo diferente quando a situação é especial. Por exemplo, pensemos como tem que ser a catequese com:  Indígenas, afros brasileiros e outros grupos culturais.  Pessoas com deficiência.  Marginalizados e excluídos.  Gente em situação irregular na Igreja.  Grupos que exigem tratamento diferenciado: trabalhadores com horários especiais, artistas, universitários, comunicadores, migrantes.

32 Seja qual for a situação de cada pessoa, a catequese acontece no meio de um mundo onde há diversidade. Na própria família do catequizando podemos ter pessoas de Igrejas e religiões diferentes, com devoções próprias e às vezes bem ingênuas, em situação de risco social, com crise de muitos tipos. Além disso, o catequizando está exposto a uma variedade enorme de crenças e idéias. Com firmeza Com a de fé e identidade, a catequese tem que preparar para o diálogo:  religiosidade popular.  Com postura ecumênica.  Com outras religiões.  Com os chamados novos movimentos religiosos (Nova Era, grupos esotéricos, etc).

33 É importante que tenhamos uma catequese capaz de praticar a inculturação:  Percebendo Deus na cultura.  Discernindo valores evangélicos nos interlocutores.  Purificando o que for negativo.  Educando para a conversão e o diálogo.

34 Capítulo 7 O ministério da Catequese Para ser catequista não basta se apresentar e depois fazer tudo a seu jeito. O catequista tem uma função de confiança, dentro da comunidade, em harmonia com ela. Também não é um trabalho de exige só boa vontade. É uma ação pedagógica que precisa ser bem feita, porque é fundamental para a missão da Igreja e para o direito que as pessoas têm de conhecer a Boa Nova. A catequese é:  Ação da Igreja e não ato isolado.  Indispensável.  Feita com organização, planejamento e recursos adequados. A responsabilidade pela catequese é de todos: comunidade, família, leigos catequista, religiosos e religiosas, padres, diáconos, bispo (cada um a seu jeito).

35 A formação do catequista é importante para que ele (a) seja:  Maduro e sempre desejoso de crescer na fé.  Comunicador.  Iniciador, educador, acompanhante.  Apresentador de Jesus.  Animador.  Inculturado.  Capaz de diálogo ecumênico. Na formação dos catequistas são importantes o SER, o SABER e SABER FAZER.

36 SER catequista como uma pessoa:  Que ama a vida.  Equilibrada.  Que quer crescer em santidade.  Que sabe ver Deus no cotidiano.  Integrada na sua época e no seu lugar.  Sempre em busca de formação. SABER que os catequistas precisam conhecer:  A palavra de Deus.  Elementos básicos da fé.  Alguma pedagogia.  Pontos de referência para doutrina.  Características da pluralidade cultural e religiosa.  Leitura da realidade.  Fundamentos de teologia e pastoral.

37 SABER FAZER no agir do catequista, onde queremos ver:  Bom relacionamento.  Capacidade educativa.  Boa comunicação.  Uma pedagogia na encarnação.  Recursos e métodos.  Planejamento participativo. A formação do catequista se dá: em vários espaços: família, paróquia, diocese. È uma formação contínua, que deve ser buscada também por seminaristas, diáconos e padres.

38 Capítulo 8 Onde? Como? Catequese não se faz só naquela sala onde uma turma se prepara para algum sacramento. São lugares de catequese:  Família.  Comunidades eclesiais de base.  Paróquia.  Pastorais e movimentos.  Outros ambientes. Cada um desses lugares merece uma atenção especial. É necessário um espírito de unidade, para que as diversidades sejam respeitas e a harmonia do conjunto contribua para um bom testemunho fraterno. A catequese é um processo permanente. Vai do ventre materno ao fim da vida, com o adequado planejamento para cada fase e situação.

39 Para tudo funcionar melhor, é indispensável o ministério da coordenação. Ele deve ser:  Uma ação de conjunto.  Capaz de articular o trabalho de diversos grupos.  Alimentador de uma rede que vai ligando: comunidade, paróquia, diocese, regional, nacional.  Estimulador e descobridor de talentos.  Integrado às outras pastorais. Coordenador não é o “chefão”. Também não é o que faz tudo e decide sozinho. Um bom processo de planejamento participativo ajuda a coordenação a desempenhar seu papel com mais proveito em benefício do crescimento de todos.

40 A catequese tem inicio no ventre materno. Descobre as primeiras raízes da fé no ambiente familiar, desenvolve-se na comunidade e solidifica-se no engajamento comunitário e processo formativo das etapas subseqüentes. Alguns critérios devem ser levados em conta:  A diocese tenha um projeto catequético que acompanhe as pessoas desde a infância até a idade avançada;  A preocupação central da catequese seja a educação da fé, a iniciação à vida comunitária, a formação do cristão ético e solidário. A celebração do sacramento é uma decorrência da caminhada da fé e da vida comunitária.  O critério não seja: “porque a criança que”, “os pais insistem”, “é mais fácil”, mas o “crescimento na maturidade da fé, a iniciação na comunidade, a vivência sacramental e o compromisso com a solidariedade”;  Haja uma adequada integração entre as diversas etapas da caminhada da fé;  A catequese priorize a educação da fé dos adultos, oferecendo-lhes acompanhamento e aprofundamento da fé, respostas às suas inquietações, indicações para a vivência familiar, profissional e o engajamento na vida eclesial;  Que o Rito de Iniciação Cristã de Adultos (RICA) seja conhecido e vivenciado nas comunidades e inspire todas as modalidades de catequese.


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