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Gênero e sexualidades IFSC Joinville Sociologia Profª Danielli Vieira.

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Apresentação em tema: "Gênero e sexualidades IFSC Joinville Sociologia Profª Danielli Vieira."— Transcrição da apresentação:

1 Gênero e sexualidades IFSC Joinville Sociologia Profª Danielli Vieira

2 Um pouco da história dos estudos de gênero Os estudos de gênero são uma das consequências das lutas libertárias dos anos 60, como por exemplo os movimentos sociais ligados às revoltas estudantis de maio de 68 em Paris, o movimento hippie e as lutas contra a guerra do Vietnã nos EUA. As mulheres que deles participavam perceberam que, apesar de militarem em pé de igualdade com os homens, tinham nestes movimentos um papel secundário.

3 Paralelamente a essas lutas, os anos 60 constituem um período de grande questionamento da sexualidade: pílula anticoncepcional, sexo como fonte de prazer.... Entre os inúmeros movimentos sociais que despontam neste período, destacam-se para a nossa discussão, o movimento feminista e o movimento gay, porque ambos vão questionar as relações afetivo-sexuais no âmbito das relações íntimas do espaço privado. As lutas destes movimentos refletiram-se no campo acadêmico.

4 Os Estudos sobre a Condição Feminina O campo de estudos que hoje chamamos no Brasil de gênero ou de relações de gênero surge nos anos 1970/1980 em torno da problemática da condição feminina: o problema da mulher pensado por mulheres (influência mov. feminista). Datam deste período inúmeros estudos preocupados com as mulheres em situação de dupla opressão: de classe e de sexo. Eles apresentavam a visão de que havia um tipo de opressão compartilhado por todas as mulheres (dominação masculina).

5 Os estudos sobre as mulheres Num segundo momento destes estudos, a partir dos anos 1980, deixa-se de falar de "condição feminina" e se passa aos estudos sobre as mulheres. A partir das pesquisas feitas na década anterior, percebe-se que não é possível falar de uma única condição feminina, uma vez que existem inúmeras diferenças entre as mulheres, não apenas de classe, mas de geração, de etnia, etc. Neste período permanece a referência quase que unânime a uma unidade biológica das mulheres, ou seja, a de que todas as mulheres,, se reconhecem pela morfologia do sexo feminino (vagina, útero)

6 Relações de Gênero O conceito de gênero foi desenvolvido por pesquisadoras norte-americanas que passaram a usar a categoria "gender" para falar das "origens exclusivamente sociais das identidades subjetivas de homens e mulheres" (Joan Scott intitulado “Gênero: uma categoria útil de análise histórica”, referência básica sobre o tema)

7 Contribuições importantes: -relacionalidade: Françoise Héritier em sua coletânea sobre o pensamento da diferença sexual, insiste sobre o fato de que o gênero se constrói na relação homem/mulher, uma vez que não existe indivíduo isolado, independente de regras e de representações sociais. - historicidade/politicidade: Joan Scott (1998), em recente definição da categoria gênero, ensina-nos que o gênero é uma categoria historicamente determinada que não apenas se constrói sobre a diferença de sexos, mas, sobretudo, uma categoria que serve para “dar sentido” a esta diferença.

8 Um passeio pelos conceitos... Um passeio pelos conceitos... Gênero: Para Miriam Pillar Grossi (1998), em linhas gerais: “gênero é uma categoria usada para pensar as relações sociais que envolvem homens e mulheres, relações historicamente determinadas e expressas pelos diferentes discursos sociais sobre a diferença sexual” ( o conceito de gênero se refere, em geral, ao significado social que o sexo assume no interior de uma dada cultura).

9 Papeis de Gênero: Tudo aquilo que socialmente é associado ao sexo biológico fêmea ou macho em determinada cultura é considerado papel de gênero. Estes papeis mudam de uma cultura para outra. Margareth Mead no livro Sexo e Temperamento (1950) mostrou que, numa mesma ilha da Nova Guiné, três tribos – os Arapesh, os Mundugumor e os Tchambuli – atribuíam papeis muito diferentes para homens e mulheres. Agressividade e passividade/docilidade, por exemplo, comportamentos que, em nossa cultura, estão fortemente associados, respectivamente, a homens e a mulheres (como determinação biológica) entre estas tribos eram associados de outra forma. Mas, além de mudarem de uma cultura para outra, os papeis associados a machos e a fêmeas também mudam no interior de uma mesma cultura.

10 Identidade de gênero: Remete à constituição do sentimento individual de identidade. Essa constituição é sempre relacional: depende de um processo de aprendizado (aprender a ser menino ou menina...) cujo conteúdo se relaciona com o que é socialmente considerado como masculino e feminino.

11 Sexualidade: Remete ao objeto de desejo, às práticas afetivo-sexuais dos sujeitos. Em síntese: “[...] sexo é uma categoria que ilustra a diferença biológica entre homens e mulheres; que gênero é um conceito que remete à construção cultural coletiva dos atributos de masculinidade e feminilidade (que nomeamos de papéis sexuais); que identidade de gênero é uma categoria pertinente para pensar o lugar do indivíduo no interior de uma cultura determinada e que sexualidade é um conceito contemporâneo para se referir ao campo das práticas e sentimentos ligados à atividade sexual dos indivíduos.” (GROSSI, 1998).

12 Gênero, Sexualidade e Corpo Sônia Weidner Maluf (2002) traz em seu artigo: “Corporalidade e desejo: Tudo sobre minha mãe e o gênero na margem” uma reflexão acerca dos temas gênero e corporalidade a partir do filme Tudo sobre minha mãe do cineasta Pedro Almodóvar.

13 Maluf toma o caso de uma das personagens, a travesti Agrado, para discutir a forma como o fenômeno transgênero propicia novos elementos para se pensarem as noções de corpo e de sujeito. Baseando-se nas cosmologias ameríndias a respeito do corpo (corpo é construído, fabricado socialmente), analisa o processo de transformação das travestis compreendendo que é nele que elas se afirmam enquanto sujeitos, construindo para si o corpo desejado e corporificando suas experiências. O corpo é, assim, produto e produtor cultural, não apenas um suporte natural sobre o qual a cultura inscreve seus sinais.

14 Cola entre gênero e sexualidade Cola entre gênero e sexualidade No Ocidente, o conceito de gênero está colado ao de sexualidade, o que promove uma imensa dificuldade de separar a problemática da identidade de gênero e a sexualidade, esta última marcada pela escolha do objeto de desejo. Tendemos a pensar que um homem que se sente atraído por homens é de alguma maneira “menos homem”. Entretanto, é preciso frisar que um homem que não deseje mulheres e que se sinta atraído por homens não deixa de se sentir homem. É preciso distinguir identidade de gênero de práticas afetivo-sexuais, porque a sexualidade é apenas uma das variáveis que configura a identidade de gênero em concomitância com outras coisas, como os papéis de gênero e o significado social da reprodução.

15 (cola sexo e reprodução) O desenvolvimento, no final do século XX, das ditas “novas tecnologias de reprodução” tem vindo, abalar a crença de que a reprodução é exclusivamente fruto do intercurso sexual entre um homem e uma mulher... Hoje é pensável e possível, por exemplo, a constituição de famílias com dois pais ou duas mães e trata-se de um debate importante nas sociedades contemporâneas ( novas tecnologias reprodutivas, novos modelos de família).

16 Outra questão importante a ser colocada é a seguinte: Seria o gênero apenas a contraparte cultural das diferenças entre os sexos biológicos? Se assim fosse, os homossexuais, homens ou mulheres, seriam outro gênero? E as/os travestis e transexuais? Existiria um terceiro gênero, um gênero que não se apoiaria sobre os dois sexos? A ideia de uma demarcação entre feminino e masculino com base em diferenças morfológicas, sexuais sempre existiu?

17 No tocante à ordem compulsória, à cola que se faz no ocidente entre sexo/gênero/desejo Butler vai além da distinção entre sexo e gênero em que este último é percebido como os significados culturais assumidos pelo corpo sexuado. Visão que prevalecia nos debates sobre gênero até os anos 80. Para a autora, talvez o próprio construto chamado “sexo” seja tão culturalmente construído quanto o gênero, de tal forma que não faça sentido definir o gênero como interpretação cultural do sexo. Nas palavras de Butler:

18 “O gênero não deve ser meramente concebido como a inscrição cultural de significado num sexo previamente dado (uma concepção jurídica); tem de designar também o aparato mesmo de produção mediante o qual os próprios sexos são estabelecidos”(BUTLER, 2003: 25).

19 Resumindo: para esses autores os discursos sobre sexo, sobre sexualidade constituem, constroem corpos, sujeitos. A desarticulação entre sexo, gênero e sexualidade que propõe Butler torna múltiplas as possibilidades de vivência subjetiva de todas essas dimensões. Um exemplo: Geralmente se define homossexual ou heterosexual a partir ideia relações são entre pessoas do mesmo sexo ou sexos diferentes.....mas no caso das travestis a coisa não se dá bem assim.....

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