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Curso de metodologia catequética

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Apresentação em tema: "Curso de metodologia catequética"— Transcrição da apresentação:

1 Curso de metodologia catequética - 05.10.2013
EDUCAR OS JOVENS NA FÉ Curso de metodologia catequética

2 - Hoje, as pessoas já não se tornam cristãs mediante as modalidades de socialização religiosa que foram válidas por muitos séculos. - Os canais de transmissão intergeracional foram superados; a fé tornou-se uma opção profundamente subjetiva, fruto da descoberta e da decisão pessoal. - A situação de secularização, indiferença e desconfiança através de uma cultura globalizada, marcada pela visão materialista e individualista da vida.

3 Os jovens nos dizem que entre eles não há uma verdadeira crise de religiosidade e de busca de sentido. Uma parcela notável de jovens sente a necessidade de aprofundar a dimensão da espiritualidade para encontrar equilíbrio e harmonia pessoal num mundo frenético, fragmentado e em rápida evolução. A dimensão religiosa tende a ser relegada à esfera do privado e absorvida pela lógica da satisfação das necessidades individuais. OS JOVENS E A RELIGIÃO

4  religiosidade de uso individual, de conforto pessoal; de consolação e não de responsabilidade, que envolve o aspecto emotivo e psicológico e age como uma espécie de prurido espiritual, porque põe em jogo os sentimentos, o envolvimento emocional, mas transcura os valores que servem para sustentá-la no tempo, como a fidelidade, a constância, a coerência das escolhas, a aceitação de responsabilidades.  religiosidade não institucional, mas individual, com a presençaa de crenças heterogêneas e, às vezes, formalmente incompativeis

5  Contínua migração de experiência espiritual - tentativa repetitiva de suprir a sede de sentido com novas emoções, mais ou menos místicas - isso acontece porque cada opção é logo abandonada quando surge o peso a suportar, os desafios a enfrentar, a comunidade a encontrar ou com que confrontar-se.  Religiosidade separada da ética. Em épocas anteriores, a fé religiosa se relacionava com a ética e o compromisso pela transformação do mundo, hoje ela se relaciona com a estética e o espírito de convivência e comunhão. A identidade religiosa dos jovens torna-se uma identidade-refúgio, sem um verdadeiro aprofundamento interior, espiritual e ético.  Sublinha-se a eficácia da participação associativa para a construção da identidade religiosa pessoal, favorecendo a formação e a adesão de fé, o itinerário religioso pessoal e também a prática sacramental.

6 Urgência em renovar profundamente a oferta religiosa da Igreja:
✜ superar a racionalidade instrumental, desenvolvendo a dimensão estética e mística da fé; ✜ romper a burocratização alienante, promovendo a dimensão de comunidade e de encontro pessoal; ✜ enfrentar a ausência de sentimento e de experiência com um maior desenvolvimento da linguagem simbólica e afetiva e maior presença de experiências compartilhadas de vida. OS JOVENS E A RELIGIÃO

7 OS JOVENS E A FÉ

8  O jovem sempre está aberto à fé porque aberto ao futuro, à busca de sentido e da própria identidade, à vida e aos valores.  Essa abertura geralmente é ofuscada pelo excesso de coisas e de satisfações imediatas e superficiais. Acontece a muitos jovens como à “samaritana” da narraçãoa evangélica de João: eles precisam de alguém que, em nome de Deus, desperte neles o desejo profundo de salvação e de felicidade camuflado pelas expectativas imediatas de prazer (cf. Jo 4,15). OS JOVENS E A FÉ

9  As questões de sentido, sinceras, são sempre frestas que abrem à transcendência, principalmente quando acolhidas com sinceridade e desenvolvidas mediante itinerários pacientes de aprofundamento.  O educador da fé pode abrir caminhos para a interioridade, ajudar os jovens a fazerem experiências significativas que preencham o coração: silêncio, contemplação da natureza, comunicação profunda, de acolhida gratuita do outro, de serviço voluntário  Itinerários que desenvolvam a abertura à Transcendência e despertem a sede de Deus, mesmo quando Ele ainda é desconhecido. OS JOVENS E A FÉ

10 Entre as dificuldades dos jovens para viverem a fé e fazerem a opção de vida cristã, podem-se assinalar:

11  O estilo de vida que adormece ou ofusca o desejo profundo de sentido, de verdade, de Deus: a pressa, o rumor, a multiplicidade de relações superficiais, a busca frenética de experiências novas e sempre mais intensas que respondam às necessidades imediatas, a escassa capacidade de interiorização etc.  Da parte da Igreja e das comunidades cristãs, uma forma de exprimir e viver a fé muito distante da forma de os jovens verem e viverem a realidade: certa ruptura cultural que os faz sentir que a fé vivida, celebrada e proclamada pela Igreja é uma realidade estranha ao seu universo mental e afetivo.

12 A IGREJA E OS JOVENS “os jovens precisam de uma Igreja que, representando Jesus, se aproxime dos seus problemas e do seu desalento, que não só compartilhe com eles o caminho e o cansaço, mas saiba também conversar com eles, colocando-se no seu nível, interessando-se por aquilo que os preocupa, assumindo suas incertezas [...] Devemos ser seus companheiros na busca do sentido da vida e na busca de Deus”. (Estreia 2010, p )

13 “A busca de modelos pelos jovens é uma porta que se abre para lhes apresentarmos a pessoa de Jesus Cristo [...] Um importante desafio da evangelização junto aos jovens consiste em ajudá-los a escutar a voz de Cristo em meio a tantas outras vozes” (CF 2013, p. 60, no. 174) “O encontro com Jesus significa encontrar Deus na história, um Deus amoroso que toma feições humanas, na pessoa de Jesus Cristo. ‘A Palavra tem um rosto, que por isso mesmo podemos ver: Jesus de Nazaré’ (CF 2013, p , no )

14 CONHECER OS JOVENS “Conhecer os jovens é condição prévia para evangelizá-los. Não se pode amar nem evangelizar a quem não se conhece.” É necessário ter em conta a variedade de comportamentos e situações da juventude hoje e a dificuldade de delinear um único perfil da mesma no mundo e no Brasil. Trata-se também de uma oscilação constante, marcada pelo impacto da velocidade social das mudanças culturais e históricas, com as vulnerabilidades e potencialidades dos jovens.(CNBB, 2007, Doc. 85, p. 11, no. 10)

15 O jovem cristão de hoje é…
O jovem é chamado a ser cristão permanecendo jovem nesta sociedade. Qual a identificação do jovem cristão de hoje em relação aos problemas e desafios da sua existência atual, portanto da sua vida pessoal e social? O jovem cristão de hoje é…

16 ✪ Uma pessoa que vive a vida como vocação, como realização de um projeto que dá sentido e unidade a toda diversidade de ações e preocupações; alguém que vive a vida como resposta de amor ao amor de Deus, capaz de assumi-la como dom, desenvolver os seus aspectos melhores com gratidão e vivê-la com alegria.

17 ✪ Uma pessoa interior, capaz de fazer silêncio, de ouvir a voz de Deus na vida cotidiana, à luz da Palavra; de desenvolver uma relação de amizade com Jesus através dos sacramentos da Eucaristia e da Reconciliação e mediante a acolhida e o serviço dos mais pobres e dos mais pequenos.

18 ✪ Uma pessoa de esperança, que sempre sabe ver o positivo, embora pequeno e imperfeito; sabe alegrar-se com os pequenos passos; sabe crer no futuro e empenhar-se nele, porque crê que a força da ressurreição está presente e age na vida cotidiana das pessoas e da história.

19 ✪ Uma pessoa de comunhão, de diálogo, de acolhida e de colaboração, capaz de fazer amizade e criar comunidade ao seu redor.

20 ✪ Uma pessoa que vive o empenho cotidiano do estudo, do trabalho, da profissão, da vida de família, com fidelidade, com competência, como resposta de amor ao Senhor e serviço aos outros.

21 REFERENCIA: P. Pascual Chávez Villanueva, aos jovens da Arquidiocese de Chieti–Vasto, reunidos em Fossacesia, nos dias 3 e 4 de janeiro de 2013.


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