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Os estágios do desenvolvimento cognitivo. Quem foi Piaget?   Pesquisador que se interessou em saber como o ser humano elabora seus conhecimentos sobre.

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1 Os estágios do desenvolvimento cognitivo

2 Quem foi Piaget?   Pesquisador que se interessou em saber como o ser humano elabora seus conhecimentos sobre a realidade.

3 Piaget em família

4 A cidade de Neuchâtel, onde Piaget nasceu

5 Casa onde Piaget morou na infância

6 Colégio onde Piaget fez o ensino fundamental

7 Piaget adolescente

8 Colégio (ensino médio)

9 Piaget e suas irmãs

10 Piaget jovem

11 Capa da Tese de Piaget

12

13 Dois livros importantes

14 Piaget e sua futura mulher

15 Piaget e sua família

16 As filhas

17 Passeio no lago de Genève

18 No campo, com amigos...

19 Piaget velhinho... Faleceu em 1980, aos 84 anos.

20 Na biblioteca...

21 Com a principal colaboradora

22 Em uma charge famosa...

23 A teoria de Jean Piaget explica como acontece o desenvolvimento cognitivo. Epistemologia genética: estudo cientifico dos processos que o ser humano usa para conhecer a realidade. - Epistemologia = saber, ciência, conhecimento - Gênese = início O centro do seus estudos foram é o desenvolvimento do conhecimento.

24 - O objetivo da Epistemologia Genética é saber em que condições se desenvolve a inteligência. - - A inteligência para Piaget é o mecanismo de adaptação do organismo a uma situação nova e implica a construção contínua de novas estruturas. - - Esta adaptação refere-se ao mundo exterior e desta forma, os indivíduos se desenvolvem intelectualmente a partir de exercícios e estímulos oferecidos pelo meio que os cercam.

25 - Evolui desde o nível mais primitivo da existência, caracterizado por trocas bioquímicas até o nível das trocas simbólicas. - - Para Piaget o comportamento é uma interação entre o meio e o indivíduo sendo caracterizada como interacionista. - - Quanto mais complexa for esta interação, mais “ inteligente ” será o indivíduo.

26  Piaget buscou compreender como o homem chega ao conhecimento.  Por meio de observação direta, sistemática e cuidadosa das crianças formulou uma teoria que explica o desenvolvimento da inteligência.  O desenvolvimento cognitivo se realiza em estágios, que mudam com o tempo. 1. Estágio Sensório-motor (0 a 2 anos) 2. Estágio Pré-operacional (2 a 7 anos) 3. Estágio Operações concretas (7 a 12 anos) 4. Estágio Operações formais (12 anos em diante)

27  Período Sensório-Motor ( recém-nascido - 0 aos 2 anos)  A criança conquista, através da percepção (sensório) e dos movimentos (motor), todo o universo.  É uma inteligência prática.  Estimulação ambiental (uso de móbiles, chocalho...)  No primeiro mês de vida a criança exerce os reflexos sucção, palmar...)  Reflexos que melhoram com o treino e virão esquemas.  Cinco meses: coordena os movimentos das mãos e olhos (pega objetos)

28  Noção de permanência dos objetos (a partir de 6 meses).  É o início de uma memória elementar.  Mostra prazer ao brincar de esconde-esconde.  Curiosidade: gosta de ver objetos cair no chão.  O desenvolvimento físico é o suporte para o aparecimento de novas habilidades. Ex: sentar, andar.  Domínio maior do ambiente.  Diferenciação progressiva entre seu eu e o mundo exterior (a partir de 1 ano). o mundo exterior (a partir de 1 ano).

29  Diferenciação no aspecto afetivo: emoções primárias (medo de barulho) e escolha de objetos.  Final do período: usa instrumentos para atingir objetivos (inteligência prática).

30 Comportamentos como respirar, chorar ou sugar o leite materno são determinados hereditariamente e manifestam-se sob a forma de reflexos inatos. ATÉ UM MÊS

31 1 A 4 MESES O toque físico permite as primeiras adaptações e o reconhecimento do ambiente. Repetições sucessivas testam as reações, cujos resultados são assimilados e incorporados a novas situações.

32 4 A 8 MESES Novos movimentos provocam ações sobre as coisas: toques sucessivos em móbiles, pequenos barulhos e movimentos que estimulam o interesse.

33 O bebê aplica formas já conhecidas por ele para resolver situações novas: sentado no cadeirão, pega com as mãos os alimentos e joga objetos no chão provocando reações diferentes. 8 A 12 MESES

34 As experiências com objetos ampliam os meios para entendimento de novas situações. A criança começa a considerar, por exemplo, que os objetos saem da visão, como uma bola atrás de uma almofada. 12 A 18 MESES

35 18 A 24 MESES Surgem combinações mentais e de ações. Os jogos de encaixe tornam-se instigantes. Há uma mudança qualitativa da organização da inteligência, que passa de sensível e motora para mental.

36  Período Pré- Operatório (2-7 anos) :  Grande transformação na qualidade do pensamento.  Formação de esquemas simbólicos (caixa de fósforo em carrinho).  Explosão lingüística.  Fala imitativa.  Aparecimento da linguagem (socializada e monólogo- treino dos esquemas verbais)  O desenvolvimento do pensamento acelera (fase dos porquês).  Os adultos exercem grande influencia na linguagem da criança.

37  Aos dois anos: passa da atitude passiva para uma atitude ativa em relação ao ambiente.  Imitação de regras.  Características do pensamento: egocentrismo, centralização, animismo, realismo nominal, classificação, inclusão de classe conservação de número.  Egocentrismo: incapacidade de se colocar no ponto de vista de outra pessoa.  Está centrada em si mesmo (egocentrismo) o que gera dificuldade em trabalhar em grupo.  No aspecto afetivo respeita as pessoas que julga ser superior a ela (misto de amor e temor).

38  Material para a verificação do egocentrismo: casa, árvore e igreja.  Sua socialização é vivida de forma isolada, mas dentro do coletivo.  Centralização: a criança consegue perceber apenas um dos aspectos de um objeto e acontecimento.  Antes dos sete anos a criança leva em  Consideração apenas uma dimensão do estímulo.  ex: salsicha de massa, copo de diferente formato com a mesma quantidade de água.

39  A falta de esquemas conceituais e de lógica cria um pensamento lúdico (mistura realidade e fantasia)  Animismo: atribui vida aos objetos.  Explicações animísticas - características humanas a animais, plantas e objetos.

40  Realismo nominal: pensa que o nome faz parte do objeto, que é uma propriedade do objeto que ele representa.  O nome da lua está escrito nela.  Crianças bilíngües fazem a distinção mais cedo entre o objeto e a palavra.  Ex: Josefina.  Classificação: crianças de 2 a 4 anos não conseguem classificar objetos, a partir de 5 anos agrupam por tamanho, forma e cor.  Inclusão de classe: embora aos 5 anos a criança consiga classificar, ela tem dificuldade de entender que uma coisa pode pertencer, ao mesmo tempo, a duas classes diferentes.

41  Ex: sou maranhense e brasileiro/ dez rosas vermelhas e cinco amarelas. Há mais rosas vermelhas ou rosas?  Seriação: são incapazes de lidar com problemas de seriação ou ordenação.

42  Conservação de número: mesmo que a criança já saiba contar verbalmente, ainda não construiu o conceito de número (4 e 5 anos).

43  As regras são imutáveis.  Desenvolvimento da coordenação motora fina (escrita)  Não possui conservação de, volume,massa, peso, quantidade (provas piagetianas)

44  Período das Operações Concretas (7 anos aos 12 anos):  As operações mentais da criança ocorrem em resposta a objetos e situações reais.  Formação de esquemas conceituais e mentais - conhecimento do real- concreto  É o período que o indivíduo consolida a noção de volume,massa, peso, quantidade e número.  Já é capaz de ordenar elementos por seu tamanho (grandeza), incluindo conjuntos, organizando então o mundo de forma lógica ou operatória.

45  As regras podem ser modificadas a partir de um contrato do grupo.  Sua organização social, é capaz de cooperar com os outros, de trabalhar em grupo e ao mesmo tempo ter autonomia pessoal.  As operações são concretas, isto é, se referem a objetos tangíveis, suscetíveis de serem manipulados.  Enunciados puramente verbais confundem a criança. Ex: Edite é mais alta que Suzana; Edite é mais baixa que Lili. Quem é a mais alta das três?  Manipulação de objetos.

46  Período das Operações formais (12 anos em diante).  O pensamento da criança já não depende tanto da percepção ou da manipulação de objetos concretos  Ocorre a passagem do pensamento concreto para o pensamento formal, abstrato. Ex: amor, justiça, democracia...   É o ápice do desenvolvimento da inteligência e corresponde ao nível de pensamento hipotético-dedutivo ou lógico-matemático.  É quando o indivíduo está apto para calcular uma probabilidade, libertando-se do concreto em proveito de interesses orientados para o futuro.

47   Raciocínio hipotético-dedutivo: deduzir conclusões a partir de hipóteses.   Todas as galinhas são azuis, Joãozinho é uma galinha, portanto Joãozinho é azul”   A

48   O raciocínio científico-dedutivo:crianças formulam hipóteses, experimentam, controlam variáveis, registram efeitos, extraem conclusões, etc.   Ou seja, crianças PENSAM!!   No operacional formal, vão de fatos específicos a conclusões gerais.   Com o surgimento da capacidade de raciocinar e refletir sobre o próprio pensamento, o adolescente aplica o critério de pura lógica no julgamento dos eventos humanos.     Se é lógico é bom e correto, porém, falta ainda uma apreciação completa do mundo. Ele ainda não distingue entre o mundo lógico e o mundo real.

49 Implicações educacionais da teoria de Piaget   A teoria de Piaget não é uma teoria educacional, mas fornece subsídios para as práticas educacionais.   A equilibração permite que a experiência externa seja incorporada na estrutura cognitiva pela construção de novos esquemas mentais.   Neste sentido os piagetianos dizem que o conhecimento é construído e daí vêm as expressões “construtivismo” e construção do conhecimento.   Ensinar é provocar o desequilíbrio da mente do estudante para que ela procure o reequilíbrio e construa novos esquemas mentais (isto é, aprenda).

50   O professor deve buscar uma ligação entre o que o aluno já sabe (esquemas) e o que deseja ensinar.   Cabe ao educador introduzir situações desequilibradoras e sempre que possível o aluno deve agir.   Se o ambiente escolar não oferece desafios e dificuldades, a atividade mental é apenas de assimilação.   O ensino deve ser acompanhado de manipulações, ações, experimentos e ir do concreto para o abstrato.   CUIDADO: não se deve pensar que a manipulação pura e simples tem em si o poder de produzir conhecimento. Ela deve estar integrada à argumentação do professor.

51  A importância de se definir os períodos de desenvolvimento da inteligência reside no fato de que, em cada estágio, o indivíduo adquire novos conhecimentos ou estratégias de sobrevivência, de compreensão e interpretação da realidade.  A compreensão deste processo é fundamental para que os professores possam também compreender com quem estão trabalhando.  Cada fase de desenvolvimento apresenta características e possibilidades de crescimento da maturação ou de aquisições.  O conhecimento destas possibilidades faz com que os professores possam oferecer estímulos adequados a um maior desenvolvimento do indivíduo.

52 FIM!!!


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