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Grounded Theory - Barney Glaser e Anselm Strauss + Juliet Corbin Teoria Fundamentada em Dados.

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Apresentação em tema: "Grounded Theory - Barney Glaser e Anselm Strauss + Juliet Corbin Teoria Fundamentada em Dados."— Transcrição da apresentação:

1 Grounded Theory - Barney Glaser e Anselm Strauss + Juliet Corbin Teoria Fundamentada em Dados

2 É uma metodologia sistemática nas ciências sociais que envolve a descoberta da teoria a partir da análise de dados. É utilizada principalmente na pesquisa qualitativa, mas também é aplicável aos dados quantitativos. Objetivos: 1-Geração sistemática de teoria a partir de dados que contém tanto o pensamento indutivo como o dedutivo 2- Levantar hipóteses, que são geradas constantemente, comparando os dados em diferentes níveis de abstração 3- Descobrir o principal problema dos participantes e como eles continuamente tentam resolvê-lo As perguntas que o pesquisador faz repetidamente são: "O que está acontecendo?" ; "Qual é o problema principal dos participantes? ; Como eles estão tentando resolvê-lo?" Essas perguntas serão respondidas pela variável principal e suas subvariáveis em algum momento.

3  A teoria está assentada ou fundamentada nos dados, não num corpo existente de teoria, embora possa englobar diversas outras teorias, pretendendo acrescentar novas perspectivas ao entendimento do fenômeno.  Tem características indutivas, é gradualmente construída ou emerge após a coleta dos dados ter iniciado, dando origem aos códigos iniciais.  O trabalho dedutivo é usado para derivar as hipóteses a partir dos códigos iniciais, a fim de selecionar mais dados para gerar a teoria. Etapas do processo (STERN (1980), GLASER & STRAUSS (1967) e STRAUSS & CORBIN (1990)) 1-coleta dos dados empíricos, 2-os procedimentos de codificação ou análise dos dados; 2.1-codificação aberta; 2.2-codificação axial ou formação e desenvolvimento do conceito; 2.3-codificação seletiva ou modificação e integração do conceito;e 3- delimitação da teoria.

4 a) Coleta dos dados empíricos O primeiro passo é a coleta de dados, através de vários métodos. A entrevista é uma das mais frequentes opções de coleta dos dados qualitativos. Ao comparar muitos eventos em uma determinada área, os conceitos que emergem e suas relações são, na realidade, declarações de probabilidade. Consequentemente, é um método geral que pode usar qualquer tipo de dados, embora o uso mais comum seja com os dados qualitativos (Glaser, 2001, 2003) Glaser  este método dá liberdade pesquisador para gerar novos conceitos, mas isso só ocorre da maneira ideal quando o pesquisador se abstém de (i)gravar as entrevistas, (ii) fazer uma revisão da literatura pré pesquisa, e (ii) falar sobre a pesquisa antes de escrever. Estas regras tornam este método diferente da maioria dos outros métodos que utilizam dados qualitativos.

5 Assertiva fundamental  “Tudo são dados”  tudo o que aparecer no caminho do pesquisador ao estudar uma determinada área;  não apenas entrevistas ou observações, mas qualquer coisa é um dado que ajuda o pesquisador a geração de conceitos para a teoria emergente: notas de campo podem vir de entrevistas informais, palestras, seminários, reuniões de grupos de peritos, artigos de jornais, listas de correio da Internet, programas de televisão, até mesmo conversas com amigos, etc  Entrevistar a si mesmo  É possível, e pode ser uma boa ideia, para um pesquisador com muito conhecimento em da área estudada, para expressar conceitos.  A auto-entrevista será tratada como quaisquer outros dados: submetida à codificação e comparação com outros dados, para gerar conceitos a partir daí.

6 Quatro Estágios de Análise EstágiosObjetivo CódigosIdentificação de unidades de análise, a partir das quais os pontos centrais do texto recebem uma denominação própria ConceitosGrupos de códigos de conteúdo similar e que permitem que os dados sejam agrupados CategoriasGrandes grupos de conceitos semelhantes que são usados ​​ para gerar uma teoria TeoriaUm conjunto de enunciados que respondem às perguntas de pesquisa

7 b) Procedimentos de codificação ou análise dos dados Codificação  procedimento através do qual os dados são separados, conceitualizados, comparados com outros e designados em categorias. b-1)Codificação Aberta ou Codificação Substantiva  ocorre no primeiro nível de abstração  Obtendo os dados, o investigador examina-os e os separa em pontos-chave  podem ser palavras, sentenças ou parágrafos  Cada ponto-chave é nomeado com uma palavra ou sentença exprimindo o significado do mesmo para o investigador  códigos

8 b-1) Codificação Aberta ou Codificação Substantiva  Os códigos são comparados e agrupados, por semelhança, em conceitos a fim de os tornar mais operacionalizáveis.  A partir dos conceitos, formam-se categorias, que são a base para a criação de uma teoria ou uma hipótese Durante a codificação aberta inicia-se o processo de comparar os eventos e classifica-los em tantas categorias quanto possível. Assim que as categorias forem identificadas, serão de dois tipos: i) categorias construídas  são explicações ii)Categorias abstraídas do texto  são os nomes para os processos e comportamentos que estão sendo explicados

9 b-2) Codificação axial - formação e desenvolvimento de conceito ( Strauss and Corbin (1990, 1998)  A codificação axial é o procedimento que se destina a integrar as categorias em torno de um eixo  O objetivo é reunir os dados antes desagregados, elaborando conexões entre as categorias e as sub-categorias. Tenta-se identificar o principal problema na cena social, do ponto de vista dos atores ou sujeitos participantes do estudo e como eles lidam com o problema  Comparando todos os dados assim que os recebe, o investigador faz uma opção a respeito da permanência relativa dos problemas na cena em estudo.

10 b-2) Codificação axial - formação e desenvolvimento de conceito  Paradigma de Codificação  Strauss & Corbin (1990, 1998) Condições causais  conjunto de eventos, incidentes e acontecimentos que levam à ocorrência ou desenvolvimento do fenômeno. Fenômeno  é a idéia central, o evento, acontecimento e incidente sobre o qual um grupo de ações ou interações são dirigidas ou estão relacionadas. Contexto  um grupo específico de propriedades que pertencem ao fenômeno, representando um grupo particular de condições dentro do qual as estratégias de ação/interação são tomadas. Estratégias de ação/interação  são estratégias para lidar, para serem tomadas ou responder ao fenômeno Condições intervenientes  condições estruturais que se apoiam nas estratégias de ação/interação e que pertencem ao fenômeno efacilitam ou bloqueiam as estratégias tomadas dentro de um contexto específico. Conseqüências  são identificadas como os resultados ou expectativas da ação/interação.

11 b-3) Codificação Seletiva - modificação e integração do conceito Codificação seletiva  é feita depois de ter encontrado a variável central ou o que se imagina que seja o núcleo experimental. A variável central ou núcleo explica o comportamento dos participantes na resolução de seu principal problema.  Após identificar a variável principal passa-se a codificar seletivamente os dados, usando o núcleo como guia codificação, sem se preocupar com conceitos de pouca importância para o núcleo e seus subnúcleos.  A Codificação seletiva pode ser feita usando velhas notas de campo ou notas que já foram codificadas uma vez em um estágio anterior, mas também pode representar a codificação de dados novos, recém- coletados.

12 Os códigos gerados na teoria fundamentada nos dados são de dois tipos: 1-os códigos substantivos que conceitualizam a substância empírica da pesquisa e 2-os códigos teóricos pelos quais se aplicam esquemas analíticos aos dados  para passar de uma estrutura descritiva para uma referencial, favorecendo a abstração sobre os dados. Códigos teóricos  integram a teoria articulando os conceitos desagregados anteriormente, em hipóteses que juntas compõem uma teoria que explica o principal problema dos participantes. A codificação teórica significa que o pesquisador aplicou um modelo teórico aos dados. O importante é que este modelo não foi “forçado” a priori, mas emergiu durante o processo pesquisa  tanto os códigos teóricos quanto os códigos substantivos devem emergir do constante processo comparativo dos dados.

13 Elaboração de Memos (Memorandos) Desde o início do processo de análise, a codificação deve ser interrompida sempre que uma ideia tenha emergido (por mais simples que seja) para que seja registrada em Memos. A elaboração de Memos é total liberdade criativa sem regras de gramática, escrita ou estilo. A escrita deve ser um instrumento para a saída de ideias, e nada mais. A elaboração de Memos funciona como um acúmulo de idéias escritas em um banco de idéias sobre os conceitos e como eles se relacionam. Este “banco” contém partes ricas do que será mais tarde a teoria escrita. A elaboração de Memos torna as idéias mais realistas, sendo convertidas em palavras a partir de pensamentos e assim se tornando idéias transmissíveis.

14 Elaboração de Memos (Memorandos) Os Memos são elementos imprescindíveis na elaboração de uma teoria fundamentada nos dados  podem tomar as formas de notas teóricas, notas metodológicas, notas codificadas, etc. Os memorandos variam no conteúdo e tamanho dependendo da fase da pesquisa, objetivos e tipo de códigos, parecendo muito simples e superficiais no início do estudo  devem ser datados, incluindo a referência dos documentos de onde é extraído.  devem conter um título denotando o conceito ou categoria a que ele pertence.

15 Elaboração de Memos (Memorandos) Em seguida, os Memos são classificados  procedimento-chave para a formulação da teoria  a classificação coloca novamente juntos os dados anteriormente separados  Nessa triagem muitas novas ideias surgem, que por sua vez são registradas em novas mensagens, originando o processo “memo-sobre-memo”. Memos de classificação geram teoria que articula os conceitos e explica a principal ação estudada.

16 c) Delimitação da teoria A redução é o processo indutivo de agrupamento dos códigos em categorias  as categorias já formadas são analisadas comparativamente, a fim de identificar as mais significativas. Esse processo reduz o número de categorias, tornando-as mais organizadas. A redução das categorias permite descobrir uniformidades no grupo original de categorias ou nas suas propriedades  permite formular a teoria com um grupo pequeno de conceitos de alta abstração. A lista de categorias é também delimitada quando elas se tornam saturadas. A saturação teórica das categorias ocorre quando: nenhum dado relevante ou novo emerge; o desenvolvimento da categoria é denso e as relações entre as categorias são bem estabelecidas e validadas (STRAUSS & CORBIN, 1990).

17 Os resultados da Teoria Fundamentada em Dados não são um relato de probabilidades estatisticamente significativas, mas um conjunto de declarações de probabilidade sobre a relação entre conceitos, ou um conjunto integrado de hipóteses conceituais desenvolvidas a partir de dados empíricos (Glaser, 1998) Três elementos básicos da teoria fundamentada em dados:  Codificação teórica sensível, isto é, gerando fortes conceitos teóricos a partir dos dados para explicar o fenômeno pesquisado;  Amostragem teórica, ou seja, decidir com quem a entrevista ou o que observar em seguida, conforme o estado da formação da teoria, e isso implica começar a análise de dados desde a primeira entrevista, e escrever memorandos e hipóteses desde o início;  Necessidade de comparar entre os fenômenos e contextos para fortalecer a teoria.


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