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Força sobre um corpo Professor: Antonio dos Anjos Pinheiro da Silva Tutor: Gustavo Luz.

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Apresentação em tema: "Força sobre um corpo Professor: Antonio dos Anjos Pinheiro da Silva Tutor: Gustavo Luz."— Transcrição da apresentação:

1 Força sobre um corpo Professor: Antonio dos Anjos Pinheiro da Silva Tutor: Gustavo Luz

2 Força e Movimento – uma visão histórica O que desencadeia o movimento de um corpo? 1) Aristóteles, na Grécia antiga, afirmava que para por ou manter um corpo em movimento era necessário a ação de “algo” que hoje costumamos a chamar de força. Se empurramos uma caixa ao longo de um assoalho acarpetado a óptica Aristotélica, a priori, parece satisfatória. A caixa tende a entrar em repouso ao deixarmos de executar a ação (empurrão sobre a caixa), ou seja, cessada a ação (força) predomina o estado de repouso do corpo.

3 - Por outro lado, num outro experimento em que disparamos uma flecha de um arco, a flecha após abandonar o arco, segue em uma trajetória curvilínea sem a necessidade aparente de “algo” que propulsione seu vôo! Aristóteles sustentava seus argumentos dizendo que nesse caso, o ar expulso da trajetória da flecha em movimento dava origem a um efeito de compressão sobre a parte traseira da mesma, resultando na propulsão necessária para mover a flecha. Portanto, na concepção de Aristóteles o movimento de um corpo está diretamente relacionado a ação contínua de “algo” (uma força) sobre o mesmo. Na ausência dessa ação o corpo permanece em seu estado de repouso.

4 As idéias de Aristóteles sobre movimento de um corpo perduraram por cerca de 2000 anos até serem fortemente refutadas pelo mais importante cientista do século dezessete: Galileu Galilei ( ). Através da verificação experimental,Galileu contestou a hipótese de Aristóteles, sobre a queda de corpos. Ao contrário do que afirmava Aristóteles, Galileu comprovou que uma bola de ferro de 100 libras e uma bala de ferro de 01 libra, abandonadas de uma mesma altura, chegavam ao solo praticamente no mesmo intervalo tempo, ou seja, o tempo de queda de um objeto não dependia de sua massa, conforme a hipótese de Aristóteles. Com o invento da máquina pneumática tornou-se passível a verificação de que objetos de massas muitos diferentes caíam no mesmo intervalo de tempo, quando a resistência do ar era eliminada no experimento.

5 Força - Interação entre o sistema e sua vizinhança sistema Definimos como sendo o sistema aquele ente físico cujo estado de movimento queremos descrever. vizinhança Chamamos de vizinhança os demais entes que não elegemos como sistema. A ação da vizinhança sobre o sistema pode modificar o estado de movimento do mesmo. Essa ação da vizinhança sobre o sistema pode ser traduzida ou materializada na forma de uma grandeza física que denominamos de força. Pode-se definir força como a razão de qualquer modificação no estado de um corpo: deformação, alteração do seu estado de movimento ou ambos.

6 Para identificarmos uma força sobre nosso sistema devemos inicialmente identificar cada ente que compõe nossa vizinhança. Tal ente pode ser, por exemplo, uma mola, uma parede, uma corda, a terra, etc. Dependendo da natureza do ente identificado na vizinhança classificamos as forças correspondentes em dois grupos: forças de contato direto e forças de longo alcance (ou forças de campo). As forças de contato direto originam-se do contato mútuo entre o sistema e o ente correspondente e, na ausência desse contato, tais forças desaparecem. As forças de campo ou de longo alcance tem um caráter diferenciado pois ocorrem sempre, independente do contato mútuo entre o sistema e a vizinhança.

7 Grandezas: escalares x vetoriais Na física as grandezas podem ser classificadas como grandezas escalares ou grandezas vetoriais. As escalares ficam completamente definidas por um número (módulo, intensidade ou magnitude da grandeza escalar) e um sistema de unidades correspondente. Por exemplo, temperatura, massa, pressão, carga, corrente elétrica são alguns exemplos de grandezas escalares. Por outro lado, as grandezas vetoriais exigem além de uma magnitude outras duas informações: direção e sentido. Portanto esse tipo de grandeza requer uma representação particular na forma de um vetor.

8 Agora podemos nos perguntar: a ação decorrente da interação entre o sistema e uma determinada vizinhança é um tipo grandeza escalar ou vetorial? Imagine que sua tarefa seja mudar uma cadeira da posição A para a posição B. Neste exemplo simples, a cadeira representa o sistema e você a sua vizinhança. Para mudar a cadeira da posição A para posição B você precisa dar uma direção e um sentido a sua ação que pode ser realizada empurrando a mesma da posição A para posição B. A esse “empurrão” chamamos de força. A partir desta experiência simples podemos concluir que essa força é uma grandeza vetorial uma vez que precisamos orientar o “empurrão” na cadeira para executar a tarefa proposta.

9 Simbolizamos essa força (empurrão) através de um vetor F cuja representação geométrica é feita por um segmento de reta orientado, com seu comprimento definindo a intensidade do vetor e a direção e sentido da seta representando a orientação desse vetor. Os vetores foram introduzidos na matemática pelos físicos para representar grandezas que exibem uma determinada orientação e que se combinam entre si, mediante um álgebra vetorial apropriada. Para ver maiores detalhes sobre essa grandeza o estudante pode acompanhar a aula 01 Introduzindo as grandezas vetoriais.

10 O Diagrama de Forças Consideremos um sistema simples constituído de um livro de massa m que encontra-se em repouso sobre a superfície de uma mesa. Qual a vizinhança do nosso sistema (livro)?

11 A princípio o estudante poderia dizer que a única vizinhança presente é a mesa. Neste caso, qual seria a ação que a mesa exerce sobre o livro? Quando o livro é colocado em contato com a superfície da mesa ele a deforma plasticamente exercendo sobre ela uma força de contato vertical dirigida para baixo. Por sua vez, a superfície da mesa exerce sobre a superfície do livro uma força (ação) vertical porém dirigida para cima, conforme ilustrado na figura abaixo. Esta força, comumente chamada de força normal N, é uma força de contato direto resultante da interação entre o livro e a superfície da mesa na qual ele repousa. O estudante continua ainda convencido de que a única vizinhança do livro é a mesa? De acordo com a figura acima, a força N (a única força identificada pelo estudante) será capaz de mudar a posição do livro e ele não mais estará em repouso sobre a mesa, contrariando nossa afirmação inicial.

12 Certamente o estudante não incluiu uma vizinhança relevante no problema. Essa vizinhança é a terra, que exerce sobre todos os corpos próximos a sua superfície uma força atrativa de longo alcance, decorrente da interação entre a massa m do corpo e a massa M T da terra. Esta força é chamada de força peso. É justamente a força peso P, também chamada de força gravitacional F g, exercida pela terra sobre o livro, que o impede de mudar de posição pela ação da força N. Por outro lado, é a força N que impede que o livro atravesse a mesa, pela ação da força peso, conforme ilustra a figura abaixo. Note que, com a inclusão da força peso a força líquida ou resultante sobre o livro será nula uma vez que a intensidade da forças N e P são idênticas e tem sentidos contrários.

13 Agora podemos dar sentido ao que chamamos de diagrama de forças de um corpo, tomando como exemplo o livro em repouso sobre a mesa. Desenhar ou representar o diagrama de forças de um corpo consiste em identificar todas as vizinhanças relevantes do mesmo especificando uma ação ou força para cada interação sistema-vizinhança. Usando um sistema de eixos coordenados, representamos ou reduzimos nosso corpo a um ponto e o colocamos na origem do sistema de eixos coordenados. A seguir traçamos em escala todas as forças identificadas (oriundas da interação sistema-vizinhança) com as respectivas orientações. Na figura ao lado, mostramos o diagrama de corpo para o exemplo do livro em repouso sobre a mesa.

14 Agora consideremos a seguinte situação: o livro é empurrado entretanto, ele continua em repouso sobre a mesa. A figura abaixo ilustra essa situação. Por qual motivo o livro ainda permanece neste estado? Existe outra força além de N, P, F m (a força da mão) que deve ser colocada no diagrama de forças? Se o livro permanece em repouso é por que existe uma força que se opõe ao seu movimento. Tal força se origina do contato entre a superfície da mesa e a superfície do livro e sempre age no sentido de opor-se ao movimento de um corpo. Essa força é chamada de força de atrito e vamos designá-la por f a. A figura ao lado exibe todas as forças que atuam sobre o livro para a situação acima mencionada.

15 A figura ao lado exibe agora o diagrama de forças completo para a situação acima mencionada. Se na situação ilustrada na figura anterior a força da mão tiver sua intensidade aumentada gradualmente percebemos que o livro ainda permanece em repouso e isso acontece até que a força aplicada pela mão atinja um valor crítico (F m = F cr ). Neste ponto dizemos que o livro encontra-se na eminência de movimento uma vez que qualquer aumento na intensidade da força da mão ( por menor que ela seja), rompe o estado de repouso e o livro entra em movimento. Uma vez iniciado o movimento observa-se que, para manter o livro em movimento com uma velocidade constante, é necessário que a mão o empurre com uma força de intensidade menor que aquele valor crítico (F m < F cr ).

16 A força de atrito que age sobre o livro enquanto ele está em repouso é denominada de força de atrito estático f e e quando em movimento, força de atrito dinâmico f d, com f e > f d. A figura ao lado ilustra o comportamento da intensidade força de atrito em função da intensidade da força da mão sobre o livro, desde o instante em que o mesmo encontrava-se em repouso até o momento que ele se move com velocidade constante. Note que a medida que a intensidade da força da mão cresce a intensidade da força de atrito estática também cresce, atingindo um valor máximo f e,máx quando a intensidade da força da mão atinge o valor crítico, isto é, F m = F cr.

17 Uma vez iniciado o movimento a intensidade da força da mão necessária para manter o livro em movimento com velocidade constante é F m < F cr pois f d < f e,máx. A partir do diagrama de forças de um determinado corpo é possível obter a chamada força resultante (soma vetorial das forças presentes no diagrama) e existe, uma estreita relação entre essa força e o movimento que o corpo pode adquirir pela ação da mesma. Na próxima unidade abordaremos as leis do movimento, também conhecidas como as leis de Newton.


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