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Peelings no contexto da dermatologia e da estética Dr Igor de Castro Moura.

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1 Peelings no contexto da dermatologia e da estética Dr Igor de Castro Moura

2 PEELINGS Objetivo Conhecer o peeling químico, suas características, principais utilizações e cuidados na sua aplicação, fornecendo subsídio para a escolha do agente ideal de modo individualizado de acordo com o que se propõe, e contrastar com os peelings físicos e outros métodos de cuidados e tratamentos estéticos

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4 Definição Peelings – químicos x físicos Aplicação de um agente químico que resulta na esfoliação da pele, a partir de vários graus de lesão epidérmica e/ou dérmica, controlada, com cicatrização por segunda intenção com formação de nova Resurfacing quimico Quimioesfoliação

5 Indicações Rítides Discromias Proliferações epidérmicas Cicatrizes Fotodano – ceratoses Rejuvenescimento Coadjuvante x principal

6 Histórico Egito antigo – banhos de leite azedo, frutos ácidos e óleos 1882 – Unna – propriedades do ATA, fenol, resorcina e acido salicílico Anos 80 – alfa hidroxiacidos e TCA – dr Lawrence Moy Mackee começou a usar o fenol para cicatrizes de acne em 1903.

7 Primeira consulta Identificar as preocupações estéticas Determinar metas ( realistas - orientar – discutir tempo de recuperação, custo, limitações do procedimento ) Determinar indicações e contra-indicações Análise da pele – tipo, pigmentação, lesões elementares, fotoenvelhecimento Orientar preparo

8 I – Branca - Queima com facilidade, nunca bronzeia /Muito sensível II – Branca - Queima com facilidade, bronzeia muito /pouco Sensível III - Morena Clara - Queima moderadamente, bronzeia moderadamente/ Normal IV - Morena Moderada - Queima pouco, bronzeia com facilidade Normal V - Morena Escura - Queima raramente, bronzeia bastante/ Pouco sensível VI – Negra - Nunca queima, totalmente pigmentada /Insensível

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16 Avaliação do paciente Medicações – isotretinoina ( afeta unidade pilosebácea – atrofia – com atraso na cicatrização de cicatrizes anormais) Uso de contraceptivos orais, suplementação hormonal e minociclinas – maior risco de hiperpigmentação pós-infl por aumento da sensibilidade ao sol Infecções – ativas ou anteriores por herpes simples, bactérias ou fungos ( nos peelings médios e profundos fazer profilaxia para herpes ) Imunossupressão – maior risco de infecçoes pós- procedimento Desordens cutâneas em atividade – rosácea, dermatite atópica, seborréica – avaliar Histórico de formação de quelóides

17 Tipos de peeling Superficiais – epiderme a derme papilar ( 0,06 mm ) Médio – derme papilar a reticular superior ( 0,45 mm ) Profundo – derme reticular média ( 0,6 mm ) Tempo, camada, ph,agente, concentração dependentes -

18 Profundidade dos peelings

19 Contraindicações aos peelings médios e profundos Absolutas Feridas abertas, escoriações Infecções ativas Gravidez Isotretinoina oral nos ultimos 6 meses Expectativas irreais e instabilidades emocionais Relativas Cirurgia facial recente nos ultimos 6 meses (cicatrização prejudicada ) História de quelóides ou cicatrização anormal Irradiação de cabeça ou pescoço (diminuição de unidades pilossebáceas ) Fitzpatrick alto História de hiperpigmentaçao pos-infl Desordens cutâneas ativas

20 Retinóides Superficiais – 1 a 5 % / 8 % / 10 % Acne, melasma, hiperpigmentação pos-infl, rejuv Uso prévio melhora a cicatrização pós-peeling Iniciar 6 semanas antes do peeling, em média Avaliar dermatite ativa por retinóide e tolerância x sensibilidade Descamação em 2 a 3 dias ( depende do preparo e tempo ) Diretriz da AAD – guidelines Interromper pelo menos 48 horas antes do peeling ( superficie epidermica intacta ) – fototipo mais alto – 2 semanas antes ( aumenta a penetração – maior risco de hiperpig pos-infl. )

21 Alfa-hidroxiácidos São acidos de ocorrência natural Potência determinada pelo ph Começar com o agente em baixa concentração pelo menos 2 semanas antes do peeling ( 8 a 15%) Resposta depende – do ph, tempo de contato com pele, area aplicada, veículo e disponibilidade do acido livre para a pele. Suspender 48 h antes do peeling

22 Alfa-hidroxiácido Possuem grupamento hidroxila no carbono alfa, adjacente ao carboxila Ácido glicólico - alfa hidroxiácido, utilizado na concentração de 40 a 70% com efeito epidermolítico. É tempo variado, devendo permanecer na face em média por 5 minutos. Após esse tempo deve ser neutralizado com água ou substâncias como bicarbonato de sódio, e em seguida lavado. Ácido málico Ácido lático – ideal para tratamento de melasma na concentração de 88 a 92%,com ph 3,5 deixando sobre a pele por 10 minutos, eritema ocorre em 2 a 3 ( se não – nova camada ) - lava-se com água

23 Alfa hidroxiácidos Ácido mandélico – 30 a 50 % diferindo dos alfahidroxiácidos convencionais, consegue equilibrar o processo de renovação epitelial por dois mecanismos: - Estímulo mecânico ao promover a epidermólise, inicia-se o processo acelerado da renovação epitelial.- Estímulo químico, após sua penetração intracelular, ajudando na auto-regulação da produção de melanina, e por ação direta nos folículos pilosos e controle da produção sebácea Ácido cítrico Ácido kójico.- Tem efeito inibidor sobre a tirosinase, por quelação dos íons cobre, e conseqüente diminuição da síntese de melanina. Além disso, induz a redução da eumelanina em células hiperpigmentadas. 1 a 3 %

24 Efeitos histológicos dos agentes retinóides Aumento da espessura epidermica Adelgaçamento do estrato córneo Aumento da angiogênese Restauração e aumento da síntese de colágeno Diminuição da elastose Aumento da mucina ( epidermica e dermica) Diminuição da melanina epidermica Alfa-hidroxiácidos Adelgaçamento do estrato córneo Aumento da espessura da epidermica atrófica no fotoenvelhecimento Espessamento da derme com aumento de GAGs e colageno Dispersão da pigmentação melânica Reversão da atipia de células basais

25 Beta –hidroxiácidos Grupamento hidroxila no segundo carbono após o grupamento carboxila ( beta ) Ácido salicílico – queratolitico, queratoplástico, fungicida e bacteriostático – usado a 20 a 30 % Provoca um ardor intenso nos primeiros 2-3 minutos da aplicação, que corresponde à precipitação dos sais; após a precipitação a dor diminui e não há mais penetração. O produto não é neutralizado, devendo ser lavado. Pode ser realizado semanalmente, e é especialmente indicado para peles oleosas e acnéicas. Não deve ser realizado em pacientes alérgicos ao ácido acetilsalicílico.

26 polihidroxiácidos Multiplos grupos hidroxila – portanto maior peso molecular e penetração mais lenta na pele, sem reações indesejáveis Ação umectante ( pelos multiplos hidroxilas ) Ácido lactobiônico – oxidação da lactose O ácido lactobiônico atrai fortemente a água e se combina para produzir uma matriz de gel natural. A sua propriedade de formação de filme fornece maciez à pele. O ácido lactobiônico é não-irritante, fornecendo benefícios antienvelhecimento e de renovação das células da pele. Concentração 2 a 10%

27 Alfa-cetoácido Ácido pirúvico – 40 a 50 % propriedades ceratolíticas, antimicrobianas e sebostáticas, bem como a capacidade de estimular a produção de colágeno novo e a formação de fibras elásticas A aplicação de ácido pirúvico geralmente produz queimação intensa e o período pós-peeling é caracterizado por eritema, descamação e, algumas vezes, pela formação de crostas. acne, a formação de cicatrizes superficiais, o fotodano e alterações pigmentares

28 Ácido tricloroacético Pode ser superficial – 10 a 25%, promovendo a esfoliação superficial epidermica através da precipitação de proteínas, mas se aumentamos o numero de camadas ou aumentamos o preparo, mesmo em baixa concentração pode ser ate a derme papilar Melhores resultados no melasma – pré e pós com acido ascórbico Pele com fototipo mais alto – [ ] mais baixa, teste Peeling médio – 25 a 40 %

29 Indicações para peeling de ATA Dano solar Lesões epidermicas Rugas superficiais Cicatrizes leves de acne Alterações pigmentares – melasma, lentigos Uniformização dos efeitos de resurfacing mais profungos

30 Técnica de aplicação Seqüência de aplicação: hemifronte superior direita até setor temporal, hemifronte esquerda, nariz, infraorbital direito e esquerdo (até a borda da mandíbula), perioral. A borda do peeling deve atingir 1 cm para dentro da linha de implantação do cabelo Nível 0: sem frosting (muito superficial) Nível 1: frost leve e irregular. Nível 2: frost branco com o fundo rosa forte, Remove toda a epiderme, e a recuperação se dá em 5 dias. Nível 3: frost branco sólido. O peeling se estende à derme papilar, e demora 5 a 7 dias para recuperação

31 Cross – chemical reconstruction of skin scars Aplicações focais de ATA em alta concentraçao ( 90%) para cicatrizes atroficas e ice pick, a cada seis semanas por 6 sessões. Estudo comparativo com ATA em aplicaçao simples demonstra maior eficácia do método na ativação de fibroblastos e aumento da atividade de colágeno Para ceratose seborreica – aplicação pontual de ATA 65% Para lentigos – 50 a 65%

32 Blue peel ATA 15 ou 20 %, com glicerina e extrato da planta saponina adicionados ao azul numero 1 ( marcador intraepidermico ) para avaliar a penetração – dermica papilar ( blue peel leve ), ou derme reticular ( blue peel leve / médio ) O que define a penetração é o numero de camadas

33 amelan Dioxido de titanio + acido fitico + acido ascórbico + acido kojico + arbutin Indolor, pratico, bons efeitos com baixo risco – qualquer fototipo, Licorice, melanese, clear skin, Passar 1 a 2 camadas – deixar por 6 horas e lavar – seguir usando domiciliar manutençao

34 Solução de jessner 14 g de ac lático + 14 g de ac salicílico + 14 g de resorcina em etanol a 95%, qsp 100 ml Superficial a médio – camada dependente Formação final de fina camada branca mosqueada em fundo eritematoso – diferente do frost do ATA Acne – melasma – Descamação em 2 a 3 dias Combinação

35 . Jessner – uma e treis camadas

36 Etapas peelings quimicos com foco em despigmentação - Após limpeza e desengorduramento da pele preparada - - Proceder a aplicação da mistura de ácidos despigmentantes (ardência por +/- 10 min) - Aplicação pontuada de ácido mais potente nas manchas mais escuras(quando necessário) - Finalização com a máscara ácido retinóico, aspecto final: liberada para casa com a máscara

37 Passo a passo do peeling médio Preparação da pele – Remoção de lipidios cutâneos com sabonete delicado e agente desengordurante ate que os oleos residuais não possam ser visualizados ( relação direta com efetividade ) Aplicação do agente – ATA isoladamente a 40 a 50 % ( acima de 50 comportamento imprevisivel – profundo ) ou combinação com agente superficial Jessner previo – permite descamação mais uniforme com aumento da penetração

38 Acido tioglicólico Segundo alguns trabalhos científicos, como o de Schoden, em 1960, o ácido tioglicólico possui grande afinidade pelo ferro tendo a capacidade de quelar o ferro da hemossiderina, sendo hoje, uma potente arma no combate às pigmentações cutâneas derivadas da mesma. Este ácido tem se mostrado bastante eficaz nas manchas que outrora se mostravam resistentes à despigmentantes convencionais. Hoje, é usado para tratar algumas pigmentações resistentes como no caso das olheiras ( na concentração de 10% ) Utilizado em peelings nas hiperpigmentações pós escleroterapia, pós-cirurgias e pós-traumas ( 20 %) Deixa-se sobre a pele por cerca de 10 a 30 minutos

39 Trabalho com ácido tioglicólico para olheiras - Métodos: 10 pacientes do sexo feminino, com idade entre 20 a 50 anos, submetidas a cinco sessões de peeling de ácido tioglicólico 10% gel, aplicado semanalmente. Na primeira sessão, o produto foi deixado por dois minutos, aumentando 3 minutos em cada sessao ate o maximo de 15 minutos – respeitando –se a tolerancia ; 15 dias após a última sessão, foi aplicada escala de satisfação clínica, de 0 (ausência de melhora) a 10 (melhora total), tanto às pacientes quanto ao médico aplicador e a um médico avaliador-cego. Resultados: A média da satisfação clínica apontada pelas pacientes foi 7,9 ; a do médico aplicador, 7,1 ; e a do médico avaliador-cego, 6,9, sem diferenças estatísticas entre eles Conclusão: Os peelings seriados de ácido tioglicólico 10% em gel são alternativa segura, eficiente e barata para a abordagem da pigmentação infraorbicular constitucional.

40 Fluor-hydroxy pulse peel 5-fluouracil 5% em creme ou propilenoglicol que combina aplicação previa de jessner ou acido glicólico 70% para remoção de lesões de ceratose actínica multiplas ou alterações correlatas Aplicações semanais ou quinzenais

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43 Peelings químicos profundos -Peeling quimico x laser ablativo -Peeling de fenol de Baker-Gordon( fototipo I e II ) -O fenol pode causar – ceratocoagulação e ceratolise ( se contato com olhos – lavar com oleo mineral ao inves de água ) -Cardio – hepato e nefrotoxicidade – hidratação venosa durante execução com ringer lactato com monitorização eletrocardiografica ( 6,6% de arritimas no estudo de Landau M – cardiac complications in deep chemical peels – Dermatol surgery 2007, 33 : ) -Uso de oxigenio intraoperatório -Sedação intravenosa x bloqueios nervosos

44 Formula de baker-gordon Fenol usp 88% 3 ml Agua destilada 2 ml Sabonete liquido septisol 8 gotas Oleo de croton – 3 gotas

45 Fenol -. O fenol produz a coagulação das proteínas da pele, por isso é considerado um agente químico que produz rejuvenescimento facial intenso ( Martindale, 1993 ) Segundo Affonso (1990 ) clinicamente o fenol em concentrações de ate 1% produz efeitos bacteriostáticos e, acima dessa concentração, possui ação bactericida. Também atua como anestésico local, agindo sobre as terminações nervosas da pele

46 Fenol O fenol na concentração de 88% penetra a derme reticular superior e é queratocoagulante, impedindo sua permeação em níveis mais profundos. O fenol diluído na formulação atua como agente queratolítico, rompendo as pontes de enxofre da queratina e penetrando mais profundamente, sendo biotransformado pelo fígado e excretado pelos rins. Quanto mais concentrado o fenol estiver na formulação, maior a coagulação da queratina, menor sua penetração e menor sua toxicidade ( Matarraso, 1997 ).

47 Aplicação do fenol a) Sedação: pode-se utilizar sedação e posteriormente analgésicos, sempre monitorando o paciente, tanto pela questão da sedação, quanto pela cardiotoxicidade e nefrotoxicidade do agente, o que exige monitorização cardíaca. b) Preparo prévio da pele: Usualmente, utiliza-se o éter, mas pode- se optar por uma solução menos volátil, como o álcool etílico, mistura álcool-cetona ou outros solventes orgânicos. O desengorduramento é importante para haver penetração uniforme do fenol. O pelo facial deve ser removido para evitar o desconforto do paciente ( Ansel, Popovich, 2000 ) c) Preparação da suspensão de fenol e do material para o procedimento. c) preparação do material e da solução d) Aplicação da solução de fenol com algodão, gaze ou cotonete.

48 Rotina na aplicação Subdivide-se a face em seis áreas. A primeira região a ser aplicada é a testa, seguindo-se pela bochecha direita, bochecha esquerda, região perioral, região periorbital e nariz, ou nariz e queixo, mas sempre deve- se iniciar a aplicação pela área maior. Deixa-se em repouso por um intervalo de 10 a 15 minutos antes da aplicação na próxima área. O fenol não afeta o crescimento de pêlos e pode ser aplicado nas áreas com barba, supercílios e couro cabeludo.( Glogau, Matarraso, 1995 ) ( Ansel, Popovich, 2000 ). De acordo com Moy (1996 ) para se evitar a penetração muito rápida do fenol, com maior risco de intoxicação, deve-se evitar proceder uma fricção muito vigorosa.

49 Oclusão ???????? e) Oclusão – A oclusão pode ser feita com máscara de esparadrapo ou pomada de vaselina que será removida após 48 horas. Outra opção seria deixar a face em repouso sem uso de máscara. A oclusão com pomada de vaselina não produz a mesma profundidade de penetração que com o uso da máscara adesiva de esparadrapo, e, em certos pontos, o bloco de adesivo sai quase espontaneamente entre 48 e 72 horas depois do peeling, e não há necessidade de anestesia, mas apenas da utilização de um analgésico para remover os adesivos da pele. Para diminuir a dor, pode-se utilizar bolsas de gelo sobre a máscara. O edema, a exsudação e as crostas são intensas, mas a pele pode permanecer sem curativo, podendo-se utilizar apenas uma pomada vaselinada ( Affonso, 1990 ).

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51 Peelings combinados Peeling de Ácido Glicólico + Peeling de Ácido Salicílico -Excelente combinação, prática e segura - o uso de uma alfa e um beta ácido favorece a potencialização de resultados e somam efeitos de renovação celular, rejuvenescimeto e ação queratolítica e bactericida. -Geralmente utiliza-se o Ácido Glicólico Gel - 40% + Ácido Salicílico - 10% à 15 (Alpha Beta Complex Gel )

52 Peelings combinados Associação do Ácido Retinóico + Ácido Fítico + Ácido Kójico + Ácido Azeláico ( YELLOW PEEL ) - Esta combinação consiste da associação de Ácido Retinóico, combinado com os Ácidos Fítico, Kojico e Azeláico. - As principais indicações clinicas do Yellow Peel são: Melasma epidérmico,manchas hipercrômi- cas superficiais de diversas etiologias, lesões epidérmicas que ocorrem no fotoenvelhecimen- to, pele flácida e seqüelas de acne.

53 Peelings combinados Peeling de TCA Quelado loção a 20% + Ácido Glicólico a 30% nova forma de utilizar o ácido tricloroacético (TCA) como um agente de peeling seletivo e seguro é associá-lo ao ácido glicólico (promove maior eficácia na penetração do TCA). quelação da molécula do TCA (TCA ligado a aminoácidos) faz com que esta molécula não penetre profundamente na pele e, deste modo, possa evitar uma necrose desnecessária da camada dérmica

54 Peelings combinados Peeling de Jessner com TCA 35% Aplica-se uma a quatro camadas da Solução de Jessner com intervalos de 5 segundos,até se obter eritema homogêneo e leve frost. Aplicar o TCA 35% de maneira usual 5 minutos após ter aplicado a última camada de jessner. Esta combinação provoca uma maior penetração do TCA do que quando aplicado isoladamente.

55 Peelings combinados Peeling de Jessner + 5-Fluoracil(5-FU) Atualmente a solução de Jessner está sendo combinada ao 5-FU para tratamento de ceratoses actínicas com excelentes resultados apos 8 semanas. Limpa-se a pele previamente com solução desengordurante e aplica-se uma quantidade abundante em várias camadas da Solução de Jessner seguida logo apos da aplicação direta da solução de 5-FU a 2% ou 5% com a mão enluvada. O paciente permanece com ambas as soluções na área tratada e, no dia seguinte, lava o local com água. Isso deve ser repetido semanalmente durante 8 a 12 semanas com clareamento importante

56 Peelings combinados Combinações de acido glicolico – Peeling de Ácido Glicólico (AG) 70% + TCA -Peeling proposto pelo Dr Coleman. Sua vantagem é o desbridamento do estrato córneo produzido pelo ácido glicólico 70%, favorecendo uma penetração uniforme do TCA Peeling de Ácido Glicólico a 70% + Solução de Jessner - Peeling combinado que tornou-se popular devido aos trabalhos do Dr.Moy. Aplica-se três camadas de Solução de Jessner até o ponto final de ritema discreto difuso ; segue- se a aplicação do ácido glicólico a 70% até que se note o aumento do eritema. Esse peeling possibilita resultados mais profundos com o AG pois o Jessner acaba com a função barreira da córnea

57 - Limpeza diária manhã e noite com sabonete líquido suave Aplicação do hidratante à noite – filtro solar mínimo 4 vezes ao dia - Nas regiões mais irritadas da pele (perioral) – aplicar também creme com antiinflamatório ao deitar - A partir da segunda semana, uso noturno do creme de manutenção – fase 2 (ácidos e despigmentantes) - Evitar exposição solar radicalmente até cessada a descamação - Evitar exposição solar direta até o retorno em 40 dias, atividades ao ar livre, mesmo em dias nublados, devem ser realizadas com o uso de viseira de abas largas (8cm), e o filtro reaplicado a cada 2h - Exposição solar sob a pele lesada = risco aumentado de manchas Cuidados no pós peeling

58 Manutenção Escolha do produto ideal – ácidos, despigmentantes, firmadores, hidratantes, antibióticos Objetivos Frequência Repetição do peeling Tratamentos adjuvantes tolerância

59 Complicações O eritema sempre ocorre no pós-operatório dos peelings devido a fatores como vasodilatação e afinamento da pele, sendo, nesses casos, transitórios. A hiperpigmentação é decorrente do processo inflamatório causado pela agressão química e ocorre mais freqüentemente em pacientes com pele morena. Essa complicação deve ser tratada com clareadores (em geral hidroquinona) e filtro solar. A cicatriz hipertrófica é mais freqüente nos peelings profundos, podendo também ocorrer em locais finos como pálpebra e área de transição da mandíbula. Deve ser tratada com infiltração de corticóides e uso de placas de silicone. A hipopigmentação também é associada a peelings profundos, causada pela destruição de melanócitos, sendo o tratamento muito difícil nessas situações. A infecção está associada com a umidade das crostas e pode ser evitada com o uso de pomadas com antibióticos. A infecção por herpes simples ocorre em pacientes predispostos, devido ao afinamento, inflamação e fragilidade da pele. Todos os pacientes submetidos a peelings médio e profundos devem ser previamente tratados com um antiviral para evitar essa complicação.

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61 Estudos de relevância Hevia, 1991 – aplicação de tretinoina 0,1% x placebo em lados direitos e esquerdos de face, maos e antebraços pelo tempo de cicatrização após ATA 35 % = lado com uso de tretinoina com recuperação consideravelmente mais rapida Burns, 1997 – aplicação de acido glicolico 10 % + hidroquinona 2 % bid, com acido retinoico 0,05 % x seis peelings seriados de acido glicólico 68%, no tratamento da hiperpigmentação pós-inflamatoria = avaliação por fotografias e colorimetria evidenciou melhora mais intensa e mais rápida no grupo peel

62 Estudos de relevância Erbaci, 2000 – tratamento de cicatrizes hipertroficas de acne com acido glicolico a 20% 35% 50% e 70 % a cada 2 semanas x acido glicolico 15 % 1 a 2 vezes por dia por 24 semanas x placebo uma vez ao dia por 24 semanas = o peeling de 70 % por no minimo 6 x apresentou melhor resultado, mas o creme diario teve maior tolerancia Erbil, 2007 – tratamento do melasma por 20 semanas com acido azelaico 20% + adapaleno gel 0,1% x peelings seriados de acido glicólico 70 % - melhora mais intensa nos peelings Katz, 1995 x Marrero, 1998 – peeling de fluouracil isolado x seguido ao jessner ( katz ) x glicolico 70 % na redução de lesoes de queratose actinica = melhor resultado com o glicolico, mas em ambos os casos houve redução significativa, e com o combinado de 5-FU com jessner melhor que o 5-FU isoladamente

63 Estudos de relevância Kessler, 2008 – comparação entre peelings de acido salicílico 30% x glicólico 30 % no tratamento coadjuvante do acne – contagem de numero de lesoes ativas após 6 aplicações a cada 2 semanas mostrou resultados semelhantes, mas com menos efeitos adversos com uso de salicilico e resultado mais prolongado Sezer, 2007 – tratamento de melanoses de maos com glicolico 70% x ATA 35% x criocirurgia – resultados avaliados por examinadores cegos após 2 meses – resultados semelhantes com menos efeitos indesejaveis com os peelings Chew, 1999 – comparação de peeling de fenolde Baker não ocluído no rejuvenescimento de lábios x laser de CO2, avaliados nos lados D e E – melhores resultados com o peeling

64 Estudos de relevância Garg, 2008 – tratamento de acne e cicatrizes e hiperpigmentação com salicilico 20% x glicólico 35% x mandélico 10 % - em seis sessões a cada 4 dias – eficácia superior do salicílico/mandélico para acne ativa e para hiperpigmentação Outros estudos – demonstram a inequívoca relevância da continuidade do tto com uso de acidos e/ou despigmentantes na manutenção dos resultados e na potencialização dos mesmos. Melhora da tolerância e da incidência de efeitos adversos e complicações com preparo da pele com ácidos e/ou dispigmentantes

65 Despigmentantes - Ácido Ascórbico: é utilizado numa concentração entre 0,5 a 10 %;.inibe a tirosinase --- atenção – estabilidade - Ácido Azeláico: derivado do fungo Malassezia furfur é utilizado em formulações, geralmente, em concentrações de 20%. A sua ação deve-se à inibição da tirosinase (enzima que catalisa a reação de transformação da tirosina em dopa), produzindo um efeito seletivo sob os melanócitos anormais.

66 Hidroquinona hidroquinona (1-4-dihidroxibenzeno) é o agente clareador mais conhecido e atua através da inibição da tirosinase, impedindo esta de realizar a conversão da tirosina em DOPA (diidrofenilalanina) e DOPA em dopaquinona. Outros mecanismos envolvidos são a diminuição da atividade proliferativa dos melanócitos a partir da inibição da síntese de DNA e RNA no seu interior, interferência na formação e degradação de melanossomas e a destruição de melanócitos.

67 Hidroquinona Por apresentar efeito citotóxico sobre os melanócitos, a hidroquinona pode causar irritações cutâneas como queimação e vermelhidão. Altas concentrações podem levar a ocronose com o uso continuo. ( Paixão e Dall’igna, 2002 ). É efetiva para o tratamento de hipercromias em concentrações de 2% ate 5 % apresentando baixa incidência de efeitos adversos. Pode ser utilizada na forma de cremes (5-10%), loção (2%) e solução (3%). É necessário o uso de filtros solares durante e após o tratamento para evitar recorrência de pigmentação ( Ribeiro, 2002 ).

68 Arbutin Despigmentante derivado da hidroquinona, também com ação inibidora sobre a tirosinase, porém com menos citoxicidade. O Alpha-Arbutin é um ingrediente ativo puro, hidrossolúvel e biosintético. Atua clareando e promovendo um tom uniforme em todos os tipos de pele e bloqueia a biosíntese epidermal da melanina, através da inibição da oxidação enzimática da tirosina a DOPA. Estruturalmente, o Alpha-Arbutin (nome IUPAC 4-hydroxiphenyl-alpha-D-glucopyranoside) é um alfa- glicosídeo. A ligação alfa-glicosídeo oferece uma maior estabilidade e eficácia que a forma beta do Beta- Arbutin

69 Despigmentantes - Ácido Glicólico: é um ácido orgânico, um alfa hidroxiácido, que também é utilizado em preparações tópicas para a hiperpigmentação. Este é também muito utilizado em danos cutâneos provocados pela exposição solar, bem como no tratamento do acne e rugas finas. - Ácido Kójico: apresenta grande eficácia na despigmentação porque inibe a acção da tirosinase, pela quelação dos ions cobre essenciais à sua reação. É utilizado em concentrações compreendidas entre 0,05 e 4%. É potente, seguro e ausente de citotoxicidade.

70 Despigmentantes - - Ácido Retinóico: utilizado como despigmentante devido à sua acção de descamação (peeling). Diminui a pigmentação, principalmente nas hipercromias superficiais (hipercromias epidérmicas) - Ácido dióico --Também conhecido por ácido octadecenedióico, o ácido dióico atua na redução da pigmentação da pele e conseqüente uniformização do seu tom. Isso acontece porque, ao contrário de outros despigmentantes, o ácido dióico não atua na inibição direta da tirosinase, enzima que estimula a produção de melanina, mas na redução dos níveis dessa enzima na célula, o que diminui o processo de pigmentação da pele e a conseqüentemente formação das manchas. Ácido dióico é um produto efetivo e bem tolerado para a pele, porém estudos controlados multicêntricos adicionais são exigidos para apoiar estes resultados

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73 NOVOS DESPIGMENTANTES Belides - obtido das flores de Bellis perennis, rico em diversas moléculas bioativas ( saponinas, polifenóis, glicosídeos flavônicos e inulina) –inibe a melanogênese licorice, obtido da Glycyrrhiza glabra, contém diversos compostos, sendo que as saponinas e os flavonoides ( ação antiflogística. )

74 despigmentantes A Emblica é um ativo retirado da fruta Phyllanthus emblica, conhecida na medicina ayurvédica indiana há milhares de anos e atualmente utilizada na fabricação de produtos anti-idade e clareadores cutâneos. Seu papel cosmiátrico é atribuído ao seu amplo espectro de atividade antioxidante ( Chaudhuri, 2002 ). Rica polifenois, inibe moderadamente a peroxidase e fortemente a reação do Fe + com o peróxido, impedindo, portanto, a formação de radicais livres e protegendo os fibroblastos. Em associação com essas funções, ela possui a capacidade de inibir a tirosinase, promovendo clareamento cutâneo. ( Chaudhuri, 2002

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76 Despigmentantes Inibição da tirosinase Acidos ascórbico Mandélico Kojico Fitico Adenin Alfawhite, bio-white Arbutin Hidroquinona idebenona Diminuição do numero da enzima na célula – acido dióico _______________________ - Adsorção da melanina depositada na pele – antipollon HT

77 conclusão Fototipo I e II – segurança com qualquer peeling superficial, médio ou profundo Fototipo III – segurança na maioria dos peelings superficiais e médios Fototipo IV – maior risco de hipercromia – optar por Jessner, retinoico, ATA ate 20% ( cuidado com glicólico ) Fototipo V e VI – grande risco de discromias ( hiper e hipo ) –optar por peelings superficiais – retinoico, amelan, mandelico – não fazer glicolico, jessner ou ATA


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