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JESUS SUPERA AS TENTAÇÕES 1 Então o Espírito conduziu Jesus ao deserto, para ser tentado pelo diabo. 2 Jesus jejuou durante quarenta dias e quarenta noites,

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Apresentação em tema: "JESUS SUPERA AS TENTAÇÕES 1 Então o Espírito conduziu Jesus ao deserto, para ser tentado pelo diabo. 2 Jesus jejuou durante quarenta dias e quarenta noites,"— Transcrição da apresentação:

1 JESUS SUPERA AS TENTAÇÕES 1 Então o Espírito conduziu Jesus ao deserto, para ser tentado pelo diabo. 2 Jesus jejuou durante quarenta dias e quarenta noites, e, depois disso, sentiu fome. 3 Então, o tentador se aproximou e disse a Jesus: "Se tu és Filho de Deus, manda que essas pedras se tornem pães!" 4 Mas Jesus respondeu: "A Escritura diz: 'Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus.' " 5 Então o diabo o levou à Cidade Santa, colocou-o na parte mais alta do Templo. 6 E lhe disse: "Se tu és Filho de Deus, joga-te para baixo! Porque a Escritura diz: 'Deus ordenará aos seus anjos a teu respeito, e eles te levarão nas mãos, para que não tropeces em nenhuma pedra.' " 7 Jesus respondeu-lhe: "A Escritura também diz: 'Não tente o Senhor seu Deus.' " 8 O diabo tornou a levar Jesus, agora para um monte muito alto. Mostrou-lhe todos os reinos do mundo e suas riquezas. 9 E lhe disse: "Eu te darei tudo isso, se te ajoelhares diante de mim, para me adorar." 10 Jesus disse-lhe: "Vá embora, Satanás, porque a Escritura diz: 'Você adorará ao Senhor seu Deus e somente a ele servirá.' " 11 Então o diabo o deixou. E os anjos de Deus se aproximaram e serviram a Jesus. TextoMt. 4,1-11 As tentações de Jesus

2 Introdução (1)Mt. 4, As tentações de Jesus 5 - Muitas vezes o trecho è apresentado como uma imagem terrificante de “Satanás”. Pelas respostas e atitudes de Jesus para com “Satanás”, podemos deduzir que o choque entre Jesus e “Satanás”, na realidade é uma confrontação entre duas mentalidades. O trecho, pelos três sinóticos, é colocado entre o batismo de Jesus e o começo do seu ministério público. Compreender a ligação entre Batismo e tentações é fundamental para a compreensão delas. No Batismo Jesus foi investido pela sua missão, mas, antes de iniciar sua atividade, é chamado a escolher o “modo” com o qual levá-la pra frente. As três tentações antecipam as proposta contrárias a seu modo de ser Messias que Jesus recusará ao longo de sua vida. Mateus constrói o trecho, tendo como pano de fundo as provas do povo no deserto durante o êxodo. Mt. 4,1 com Dt. 8,2-3 Mt. 4,2 com Êx. 34,28 ; Dt. 9,9 Mt. 4.4 com Dt, 8,3 Mt. 4,6 com Sal ,12 Mt. 4,7 com Dt. 6,16 Mt. 4,8 com Dt. 34,1 Mt. 4,10 com Dt. 6,13 Mt. 4,11 com Êx. 11,14 ; Dt. 32,11 ; Sal. 91,10-11

3 Introdução (2)Mt. 4, As tentações de Jesus 5 - Jesus no Batismo aceitou manifestar o rosto de Deus no amor; como resposta, o Pai lhe doou o seu Espírito. É o mesmo Espírito que leva Jesus a chocar-se com todas as falsas expectativas da época a respeito da figura do Messias. Mateus não especifica qual seja o deserto; então é uma indicação teológica. Lembra o Êxodo do povo hebreu no deserto rumo à terra prometida. O deserto era também o lugar clássico onde se juntavam todos aqueles que, movidos por pretensões messiânicas, aspiravam a conquistar o poder. Jesus no deserto inicia um novo êxodo; não de um lugar geográfico para outro, mas do egoísmo para o amor. Em Jesus, revive a história do povo de Israel que, após a libertação do Egito, no deserto é provado por Deus para testar sua fidelidade. Neste caso, as provas não vêm de Deus, mas é Deus que é tentado pelo diabo. O jejum de Jesus não é um jejum religioso. Mateus especifica que o jejum durou também 40 noites, além de 40 dias, isso para indicar que Jesus não fez jejum religioso que iniciava no amanhecer e acabava ao por do sol. Mateus coloca Jesus em paralelo com Moisés, que antes de receber de Deus a Lei no Sinai, jejuou quarenta dias e quarenta noites. (Êx. 34,28 ; Dt. 9,9-11). O “jejuar” de Mateus indica uma experiência de plenitude de Deus por parte de Jesus, cujo “alimento” está em sua Palavra que preenche a vida. Do mesmo modo a “fome” de Jesus não pode ser entendida no sentido físico, mas como desejo de Jesus de se alimentar de tudo quanto vem de Deus e puder comunicá-lo aos outros.

4 Primeira tentaçãoMt. 4, As tentações de Jesus 5 - Primeira tentação: “USA TUAS QUALIDADES SOMENTE PRA TUA EXCLUSIVA VANTAGEM A personagem antes indicada como “diabo”, ora é indicada como “tentador”. “Tentar" ou “tentador" são termos que Mateus atribui aos fariseus, aos saduceus e aos escribas. O “diabo” não é um “espiritinho”, mas se encontra na vida de Jesus nas pessoas acima citadas, fora do grupo, e nos discípulos mesmos, dentro do grupo. A expressão “Se és filho de Deus” não quer indicar uma dúvida. Jesus já foi reconhecido como Filho de Deus no batismo; deveria ser traduzido, “já que és....” A tentação é: “já que és Filho de Deus, tira vantagem desta condição e faz que estas pedras, possam matar tua fome, possam dar sentido à tua vida”. A primeira tentação relembra o episódio do maná no deserto. Deus doou o maná como sinal de garantia de sua fidelidade ao povo, mas este não creditou. Segundo a tradição, no tempo messiânico era esperado um novo maná, e agora a tentação de Jesus é a mesma vivida pelo seu povo. Para o tentador, o pão serve para salvar a si mesmo, a própria vida; Jesus, ao contrário, se tornará pão, para doar sua própria vida e salvar a dos outros.

5 Segunda tentaçãoMt. 4, As tentações de Jesus 5 - Segunda tentação: “REALIZA SINAIS PRODIGIOSOS: AS PESSOAS ESPERAM ISSO” O convite a se jogar pra baixo, encontra-se no salmo 81, onde o justo fora convidado a ter confiança no providencia e na proteção de Deus. Por esta citação, “Satanás” se apresenta como um ótimo teólogo e conhecedor da escritura; exatamente como os escribas e os fariseus adversários de Jesus. A tradição religiosa acreditava que o Messias teria se manifestado no topo do templo. Aguardava-se uma prodigiosa intervenção de Deus. “Satanás” convida Jesus a fazer o "milagre“, e o povo assim compreenderá que ele é o Messias. Jesus não se acha um malabarista. Não credita ser chamado a estontear as pessoas, e sim para convertê-las. Mesmo que Deus não abandone seus filhos, isto não quer dizer que Ele esteja disposto a aprovar também operações insensatas e inúteis. Jesus recusa fazer o que as pessoas esperam, recusa a manipulação da Escritura, e, sobretudo, recusa um deus que se manifesta pelos sinais do poder. "Não tente o Senhor seu Deus", significa manter a fidelidade à palavra de Deus, estar em sintonia com o Pai, sem tentá-lo, isto é, sem obrigá-lo a fazer alguma coisa para demostrar que me ama. “Tentar Deus” significa forçá-lo a agir sem motivo. A mesma tentação Jesus receberá pelos fariseus, escribas, anciãos e povo, na cruz (Mt. 27,42b-43)

6 Terceira tentaçãoMt. 4, As tentações de Jesus 5 - A última tentação tem como lugar o “monte, a habitação da divindade, definido “muito alto”. Na cultura da época, cada pessoas que tinha uma qualquer forma de poder se achava de “condição divina”. O rei, o faraó, o imperador. O “diabo” apresenta a Jesus todos os reinos do mundo, expressão do domínio satânico, porque são formas de opressão de um povo sobre outro. Jesus manifestará sua filiação divina não no poder e no domínio, mas no amor e no serviço. O evangelista qualifica de “satânico” tudo o que diz respeito ao poder, à glória, à dominação, ao prestigio, às riquezas.. Jesus mostra que o Evangelho não precisa de potência para se afirmar, ainda menos do apoio dos reinos terrenos. Jesus “expulsa” “Satanás” com as palavras que eram o creio do povo de Israel (Dt. 6,13). Jesus recusa adorar o poder e se coloca nas mãos de Deus que ele conheceu e que o revestiu do Espírito no Batismo. Neste trecho “Satanás” pede a Jesus de se prostrar diante dele; Jesus responderá “vendo Satanás que cai” (Lc. 10,18). Terceira Tentação: A TENTAÇÃO DO PODER

7 ConclusãoMt. 4, As tentações de Jesus 5 - CONCLUSÃO O “diabo” deixa a cena para não reaparecer mais no evangelho de Mateus.. Sua ação será encarnada, exteriormente, pelos escribas e fariseus e, interiormente, pelos discípulos, particularmente por Pedro, o único apelidado por Jesus de “Satanás”. Os “anjos”, sinal da proteção divina, exercem seu serviço confirmando a confiança que Jesus tinha no Pai. As tentações são três, numero da totalidade, e são válidas indicações para as comunidades cristãs de todos os tempos: sempre haverá a tentação de usar suas próprias capacidades para emergir sobre os outros. As três propostas do diabo sedutor são as que todo homem de poder conhece, aceita com prazer, e pratica amplamente. Quando Jesus proporá o Reino de Deus, não falará de riqueza, mas de partilha, não de prestigio, mas de igualdade, não de domínio, mas de serviço. Não é possível proclamar o reino dos céus com os valores e as categorias satânicas, do prestigio e do domínio. Jesus denuncia toda tentativa de fazê-lo como traição do desígnio divino.


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