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CAP. 11 – LÓGICA ARISTOTÉLICA. O QUE É LÓGICA? A obra de Aristóteles dedicada à lógica chama-se Analíticos – trata da análise do pensamento nas suas partes.

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1 CAP. 11 – LÓGICA ARISTOTÉLICA

2 O QUE É LÓGICA? A obra de Aristóteles dedicada à lógica chama-se Analíticos – trata da análise do pensamento nas suas partes integrantes. Características: O estudo dos métodos e princípios da argumentação;

3 A investigação das condições em que a conclusão de um argumento se segue necessariamente de enunciados iniciais, chamados premissas; O estudo que estabelece as regras da forma correta das operações do pensamento e identifica as argumentações não válidas;

4 Baseada no argumento lógico, que se constitui de três elementos: o termo, a proposição e a argumentação.

5 TERMO E PROPOSIÇÃO Termo é o que chamamos conceito, e a proposição é o juízo: Exemplo: “Todo cão é mamífero” (Todo C é M)

6 A) QUALIDADE E QUANTIDADE Quanto à qualidade, são afirmativas ou negativas. Quanto à quantidade, são gerais – universais ou totais – ou particulares (ou singulares caso se refiram a um só indivíduo)

7 EXEMPLOS: “Todo cão é mamífero” : proposição universal afirmativa; “Nenhum animal é mineral”: universal negativa; “Algum metal não é sólido” : particular negativa; “Sócrates é mortal” : singular afirmativa.

8 B) EXTENSÃO DOS TERMOS  Amplitude de um termo (universal, particular ou singular) Exemplo: 1.Todo paulista é brasileiro (P é B) 2.Nenhum brasileiro é argentino (B não é A) 3.Algum paulista é solteiro (Algum P é S)

9 O matemático suiço Leonard Euler ( ) inventou diagramas para representar os enunciados na lógica. Todo paulista é brasileiro “P é B” o termo paulista tem extensão total mas o termo brasileiro tem extensão particular, ou seja, uma parte dos brasileiros é composta de paulistas.

10 “P É B”

11 Na segunda proposição “B não é A”, o termo brasileiro é total, porque se refere a todos os brasileiros; e o termo argentino também é total, porque os brasileiros estão excluídos do conjunto de todos os argentinos.

12 “B NÃO É A”

13 NA TERCEIRA PROPOSIÇÃO “ALGUM P É S”, AMBOS OS TERMOS SÃO PARTICULARES.

14 NA QUARTA PROPOSIÇÃO, “ALGUMA M NÃO É J”, O TERMO MULHER É PARTICULAR E JUSTA É TOTAL.

15 PRINCÍPIOS DA LÓGICA Aristóteles distinguiu três princípios: o de identidade, o de não contradição e o do terceiro excluído.

16 Segundo o princípio de identidade, se um enunciado é verdadeiro, então ele é verdadeiro. Ou seja, A = A (todo ser é idêntico a si mesmo).

17 O princípio de não contradição afirma que nenhum enunciado pode ser verdadeiro e falso, não sendo possível afirmar e negar simultaneamente a mesma coisa. Exemplo: se for verdadeiro “alguns seres humanos não são justos”, é falso afirmar que “todos os seres humanos são justos”.

18 O princípio do terceiro excluído afirma que um enunciado ou é verdadeiro ou é falso, não havendo um terceiro valor. Ou seja, não há proposições “meio” certas.

19 ARGUMENTAÇÃO: É um discurso em que encadeamos proposições para chegar a uma conclusão. Exemplo 1 O mercúrio é um metal. (premissa maior) Ora, o mercúrio não é sólido. (premissa menor) Logo, algum metal não é sólido. (conclusão)

20 Aristóteles denomina silogismo esse tipo de argumentação. Conforme a posição que ocupam na argumentação, os termos podem ser médio, maior e menor: Termo médio – é aquele que aparece nas premissas e faz a ligação entre os outros dois: “mercúrio” é o termo médio, que liga “metal” e “sólido”;

21 Termo maior – é o que aparece na premissa maior e na conclusão: “metal”; Termo menor – é o que aparece na premissa menor e na conclusão: “sólido”.

22 EXEMPLO 2 Todos os cães são mamíferos. Todos os gatos são mamíferos. Todos os gatos são cães. Nesse silogismo as premissas são verdadeiras e a conclusão é falsa; a argumentação é inválida.

23 EXEMPLO 3 Todos os homens são louros. Pedro é homem. Pedro é louro. Percebemos que a primeira premissa é falsa e, apressadamente, concluímos que o raciocínio não é válido. Engano: estamos diante de um argumento logicamente válido – não fere as regras do silogismo.

24 EXEMPLO 4 Todo inseto é hexápode (tem seis patas). Ora, todo inseto é invertebrado. Logo, todo hexápode é invertebrado. Nesse caso, todas as proposições são verdadeiras. No entanto, a inferência é inválida.

25 REGRAS DO SILOGISMO  Verdade e validade  As proposições podem ser verdadeiras ou falsas: uma proposição é verdadeira quando corresponde ao fato que expressa.  Os argumentos são válidos ou inválidos: um argumento é válido quando sua conclusão é consequência lógica de suas premissas.

26 AS OITO REGRAS DO SILOGISMO 1.O silogismo só deve ter três termos (o maior, o menor e o médio). 2.De duas premissas negativas nada resulta. 3.De duas premissas particulares nada resulta. 4.O termo médio nunca entra na conclusão.

27 5. O termo médio deve ser pelo menos uma vez total. 6. Nenhum termo pode ser total na conclusão sem ser total nas premissas. 7. De duas premissas afirmativas não se conclui uma negativa.

28 8. A conclusão segue sempre a premissa mais fraca (se nas premissas uma delas for negativa, a conclusão deve ser negativa; se uma for particular, a conclusão deve ser particular).

29 TIPOS DE ARGUMENTAÇÃO Dedução A conclusão é inferida necessariamente das premissas. Não se diz mais na conclusão do que já tinha sido dito nelas. Todo brasileiro é sul-americano. Todo paulista é brasileiro. Todo paulista é sul americano. Parte de premissas gerais e chega a uma conclusão também geral.

30 Todo brasileiro é sul-americano. Algum brasileiro é índio. Algum índio é sul-americano. A conclusão é particular. Nem sempre a dedução aparece assim estruturada, por isso precisamos montar o argumento para identificá-lo.

31 EXEMPLO: “Na prova de Física, uma questão se referia a um caso específico, do qual foram fornecidos os dados no enunciado. Os alunos deveriam lembrar-se de uma lei e aplicá-la aos dados a fim de resolver o problema.” Trata-se de um raciocínio dedutivo pois a lei, que é geral, foi aplicada a um caso, que é particular.

32 A dedução é um modelo de rigor, mas é estéril, na medida em que não nos ensina nada de novo, apenas organiza o conhecimento já adquirido. A conclusão nada acrescenta àquilo que foi afirmado nas premissas. No entanto, se a dedução não inova, não significa que não tenha valor algum, pois sempre fazemos deduções e é preciso investigar quando são válidas ou inválidas.

33 INDUÇÃO Chega-se a conclusão a partir de evidências parciais. a)Indução completa – é aquela em que há condições de ser examinado cada um dos elementos de um conjunto. Exemplo: “ A visão, o tato, a audição, o gosto, o olfato (que chamamos sentidos) têm um órgão corpóreo. Portanto, todo sentido tem um órgão corpóreo.

34 b) Indução Incompleta - é aquela em que de alguns elementos conclui-se a totalidade. Exemplos: 1.Esta porção de água ferve a cem graus, e esta outra, e esta outra...; logo, a água ferve a cem graus; 2.O cobre é condutor de eletricidade, e o ouro, o ferro, o zinco, a prata também. Logo, o metal (isto é, todos os metais) é condutor de eletricidade.

35 Diferentemente do argumento dedutivo, o conteúdo da conclusão da indução excede o das premissas, por isso a conclusão da indução tem apenas probabilidade de ser correta. É preciso examinar se a amostragem é significativa e se existe número suficiente de casos que permita a passagem do particular para o geral.

36 ANALOGIA Analogia (ou raciocínio por semelhança) é uma indução parcial ou imperfeita, na qual passamos de um ou de alguns fatos singulares não a uma conclusão universal, mas a uma outra enunciação singular ou particular. É uma probabilidade. Exemplo: “Paulo sarou de suas dores de cabeça com este remédio. Logo, João há de sarar de suas dores de cabeça com este mesmo remédio.”

37 FALÁCIAS Ou paralogismo, é um tipo de raciocínio incorreto, apesar de ter a aparência de correção. É conhecida também como sofisma (intenção de enganar o interlocutor). Engano involuntário. Falácias formais – ocorrem quando as regras do raciocínio correto são contrariadas ou não se atende às regras da inferência válida.

38 Exemplo: Todos os homens são loiros. Ora, eu sou homem. Logo, eu sou loiro. Constitui um argumento formalmente correto, mas cuja conclusão deriva de premissa falsa.

39 FALÁCIAS NÃO FORMAIS Geralmente exercem a função psicológica de convencer, ao mobilizar emoções como entusiasmo, medo, hostilidade ou reverência.

40 ARGUMENTO DE AUTORIDADE É aceitável desde que a autoridade seja um especialista naquele assunto, mas é irrelevante se, por exemplo, recorrermos à autoridade um cientista para justificar posições religiosas ou de um jogador de futebol para avaliar política. Recurso muito comum na propaganda, quando artistas famosos vendem desde “produtos” até ideias, como as propostas políticas de um candidato.

41 ARGUMENTO CONTRA O HOMEM Tipo de argumento de autoridade “às avessas”, no sentido de ser pejorativo e ofensivo. Ocorre quando não aceitamos uma conclusão por estar baseada no testemunho de alguém que depreciamos. Ao refutar a verdade, atacamos quem fez a afirmação, por exemplo, se desconsideramos a versão de um mendigo como testemunha de um crime.

42 ACIDENTE OU GENERALIZAÇÃO APRESSADA Tipo de falácia indutiva: diante de um erro médico, concluímos apressadamente que a medicina é inútil. Exemplo: Pessoas excessivamente legalistas que julgam a partir da letra fria das normas e das leis, independentemente da análise cuidadosa das circunstâncias específicas dos acontecimentos.

43 IGNORÂNCIA DA QUESTÃO Consiste em se afastar da questão, desviando a discussão. Um advogado habilidoso, que não tem como negar o crime do réu, enfatiza que ele é bom filho, bom marido, trabalhador etc.

44 PETIÇÃO DE PRINCÍPIO OU CÍRCULO VICIOSO Supõem conhecido o que é objeto da questão. Exemplo: “Tal ação é injusta porque é condenável; e é condenável porque é injusta.”

45 AMBIGUIDADE (SEMÂNTICAS OU EQUÍVOCO) Os conceitos ou enunciados não são suficientemente esclarecidos ou os termos são empregados com sentidos diferentes nas diversas etapas da argumentação. Exemplo: “O fim de uma coisa é a sua perfeição; a morte é o fim da vida; logo a morte é a perfeição da vida”.

46 AS FALÁCIAS DE FALSA CAUSA Muito comuns e representam as inúmeras inferências que fazemos no cotidiano ao tomarmos como causa o que não é a causa real. Exemplo: “não levo minha namorada em jogo do meu time porque da última vez que a levei, meu time perdeu: ela é ‘pé frio!’”


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