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TERCEIRA AULA Departamento de Teologia da Assembleia de Deus de Caçapava-SP - Curso Básico CETADEB 1 A Doutrina De Jesus Cristo “Cristologia”

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Apresentação em tema: "TERCEIRA AULA Departamento de Teologia da Assembleia de Deus de Caçapava-SP - Curso Básico CETADEB 1 A Doutrina De Jesus Cristo “Cristologia”"— Transcrição da apresentação:

1 TERCEIRA AULA Departamento de Teologia da Assembleia de Deus de Caçapava-SP - Curso Básico CETADEB 1 A Doutrina De Jesus Cristo “Cristologia”

2 Introdução Cristologia Cristologia é um estudo que se ocupa dos atributos de Cristo como Deus e como homem, bem como do relacionamento dessas duas naturezas. “ N o princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus...” (Jo 1:1). Quem é o Verbo? Quem é este que estava com Deus? Quem era Deus? 2

3 Nomes e Títulos de Jesus Cristo Jesus é esse o seu nome íntimo e pessoal. Designa a pessoa e a existência do Filho de Deus. Jesus Cristo compõe-se do nome próprio Jesus e um título: Cristo. Existem cerca de trezentos títulos e designações na Bíblia que se referem à sua gloriosa Pessoa. –Senhor é o título da sua divindade; –Jesus, além de um nome, é título da sua humanidade; –Cristo, de seu ofício como Sumo Sacerdote, Rei e Profeta, Departamento de Teologia da Assembleia de Deus de Caçapava-SP - Curso Básico CETADEB 3

4 Cristo – Messias – Ungido - Salvador “Achamos o Messias (que, traduzido, é o Cristo)”; (Jo 1.41). “Eu sei que o Messias (que se chama o Cristo) vem” ( 4.25). Estas passagens mostram que judeus e samaritanos tinham a mesma esperança em relação ao Messias prometido aos pais pelo Deus de Israel. A ideia de Messias (Hb. mashiach, ‘’Ungido’’) para ser o Salvador ou Redentor de seu povo estava presente na mente dos povos, mesmo os que abraçavam diferentes religiões e crenças. Mas todos esperavam um Messias político e Libertador humano militar, eleito por Deus, para Israel e, por extensão, à toda a humanidade, comandando um poderoso exercito. 4

5 1.3.1 – Jesus Cristo, O Senhor No NT Jesus é chamado de Senhor, especialmente depois de sua ressurreição, quando então surgiu a expressão “Senhor Jesus”, que somente ocorre no Novo Testamento. A palavra ‘’senhor’’ (Gr. kyrios), que é usada com relação a Jesus Cristo, pode fazer uma referência : a um superior (Mt 13.27; ; 27.63; Jo 4.11) A um senhor de um escravo (Mt 6.24; 21.40) Ela também foi empregada na Septuaginta como tradução do tetragrama YHWH. Departamento de Teologia da Assembleia de Deus de Caçapava-SP - Curso Básico CETADEB 5

6 1.4 – Outros Nomes e Títulos Há vários títulos atribuídos a Cristo no Antigo Testamento: – Siló (Gn 49.10); – Maravilhoso Conselheiro, Deus forte, Pai da Eternidade e Príncipe da paz (Is 9.6); – Renovo (Jr 33.15; Zc 3.8; Is 4.2; Jr 23.5), etc... No Novo Testamento, encontramos: – Cristo Jesus (I Tm 1.15); – Senhor de todos (At 10.36); – Senhor dos senhores (Ap 17.14); – Senhor e Salvador Jesus Cristo (II Pe 2.20), etc. 6

7 2 – A Eternidade De Cristo Jesus é o Filho de Deus bendito, enviado por Deus Pai; vindo ao mundo, humanizou-se, ao ser gerado pelo Pai no ventre de uma virgem, a fim de cumprir a vontade divina. Mas não devemos limitar Jesus Cristo ao tempo e à história. Ele é preexistente – existe antes de todas as coisas. Essa doutrina é clara nas Escrituras. O próprio Cristo fala de sua glória e relacionamento com o Pai “antes que o mundo existisse” ou “antes da fundação do mundo” (Jo 17.5; 17.24b). 7

8 2.1 – Cristo é Eterno “... em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse eu sou” Jo 8:58. “E ele é antes de todas as coisas e todas as coisas subsistem por ele”. Cl 1:17 Ele é o Deus Eterno. Em Sl 45.6, vemos o Senhor como o Todo-Poderoso, o autor de Hebreus aplica tal passagem a ele: ‘’Mas, do Filho, diz: Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos; cetro de equidade é o cetro do teu reino’’ (Hb 1.8). Departamento de Teologia da Assembleia de Deus de Caçapava-SP - Curso Básico CETADEB 8

9 3 – A Humanidade de Jesus Cristo humanizou-se para aniquilar o que tinha o império da morte, o Diabo. O autor de Hebreus mostra isso de maneira sublime e sem igual: “E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo;” Hb 2:14 Esse triunfo de Cristo sobre o inimigo e seu império anulou a ‘’cédula’’ que era contra nós (Rm 3:23; 6:23). Cl 2:14,15 Por isso, o apóstolo Paulo, inspirado por Deus, afirmou: Cl 2:14,15 9

10 3.1 – O Corpo De Cristo Ao se fazer homem, Jesus tornou-se tríplice, constituído de corpo, alma e espírito. Quanto ao seu corpo, ele mesmo disse: “Ora, derramando ela este unguento sobre o meu corpo, fê-lo preparando-me para o meu enterramento.” Mt 26:12 Jesus falou tanto da formação como do sofrimento e da morte de seu próprio corpo. Em Hb 10.5, esta escrito: “Sacrifício e oferta não quiseste, mas corpo me preparaste”. Essa predição apontava para a formação do corpo do Senhor no ventre da virgem Maria (Lc 1.35). Quanto a sua morte, Jesus respondeu aos judeus, quando lhe pediram um sinal de sua autoridade, em João 2.19,21: “Jesus respondeu, e disse-lhes: Derribai este templo, e em três dias o levantarei. 21 Mas ele falava do templo do seu corpo.” Jo 2:19 10

11 3.1 – O Corpo De Cristo Por conseguinte, após a sua ressurreição, Jesus apresentou-se com o mesmo corpo físico que recebera ao humanizar-se. Há, ainda, outras citações no Novo Testamento que mencionam o seu corpo após ter ressurgido dentre os mortos (Lc 24.15,30,39,40; Mt 28.9; Jo 20.14,20,27; 21.13; At 1.3; 10.41). “Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo: apalpai-me e vede; pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho. 40 E, dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e os pés.” Lc 24:39 11

12 3.2 – A Alma De Cristo “O trabalho da sua alma ele verá, e ficara satisfeito...’’. (Is 53.11,12) Neste texto, vemos que não somente o corpo de Cristo, mas a sua alma e toda a extensão do seu ser foram entregues pelos pecados da humanidade. Durante a sua vinda terrena, o Senhor Jesus tinha uma alma – que é o centro das emoções humanas ligando ao seu corpo tanto a parte psíquica como a somática. Por isso, ele sentiu: 12

13 3.2 – A Alma De Cristo pavor e angústia ( Mc ), “E tomou consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, e começou a ter pavor, e a angustiar-se. ” indignação ( Mc ), “ Jesus, porém, vendo isto, indignou-se... ” compaixão ( Mt 9.36 ), “ E, vendo as multidões, teve grande compaixão delas porque andavam cansadas e desgarradas, como ovelhas que não têm pastor. ” agonia ( Lc ), “E, posto em agonia, orava mais intensamente. E o seu suor tornou-se em grandes gotas de sangue, que corriam até ao chão” além de chorar (Jo 11.35) “Jesus chorou ” E se perturbar (Jo 12.27). “Agora a minha alma está perturbada...“ 13

14 3.3.1 – O Espírito De Cristo Há na bíblia a expressão “Espírito de Cristo”, que não se refere ao espírito humano do Senhor – diz respeito a um dos nomes do Espírito Santo. Contudo, ao se fazer Homem, Jesus passou a ter, evidentemente, um espírito, como lemos em Lucas 23.36: ‘’E, clamando Jesus com grande voz, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito’’. Ao entregar o seu espírito ao Pai, Jesus cumpriu sua missão na terra. Quando isso aconteceu, ele, fisicamente, estava morto; o seu espírito voltara a Deus, sendo ‘’mortificado, na verdade, na carne’’. O próprio centurião certificou-se de que: “ele esta morto!” Contudo a sua parte espiritual, o ser interior, fora ‘’vivificado pelo Espírito’’. Departamento de Teologia da Assembleia de Deus de Caçapava-SP - Curso Básico CETADEB 14

15 3.3 – O Espírito De Cristo Foi em espírito que Jesus cumpriu outra missão, além da terrena. Ele foi ao Hades, impelido pelo Espírito, que outrora quando o Senhor ainda estava em seu corpo físico fizera o mesmo, levando-o para o deserto (Lc 4.1). Agora, o Senhor deveria entrar no Hades, em espírito, movido pelo Espírito, para proclamar a sua vitória ‘’aos espíritos em prisão (...) os quais, noutro tempo foram rebeldes, quando a longanimidade de Deus esperava nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca...’’ (I Pe ). 15

16 A Dupla Natureza De Cristo A igreja do período apostólico enfatizava a divindade e a humanidade de Jesus, especialmente a sua origem divina e o milagre de sua encarnação no ventre de Maria. Isto é, Jesus, era verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Jesus na eternidade estivera com Deus e era Deus (Jo 1.1). Ao humanizar-se, não deixou de ser divino. (Fp 2.6-8). (Fp 2.6-8). O mistério das duas naturezas de Cristo tornou-se motivo de controvérsia entre certos grupos a partir do primeiro século. Apareceram certos ensinamentos que foram condenados e rejeitados tanto pelos apóstolos como pelos pais da igreja. 16

17 Os Gnósticos 1.Os gnósticos formularam três conceitos diferentes: 1.Negavam a realidade do ‘’corpo humano’’ de Cristo. 2.Para eles, Jesus apenas se parecia com o homem. 3.Afirmavam que Cristo tinha um ‘’corpo real’’, mas negavam que fosse material. Dualista, pela qual ‘’Cristo’’ teria entrado em ‘’Jesus’’ no Afirmava, portanto, que ‘’Jesus’’ e ‘’Cristo’’ eram duas pessoas distintas. A Bíblia condenou-os (II Jo 1.7). “ Porque já muitos enganadores entraram no mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em carne. Este tal é o enganador e o anticristo ” Departamento de Teologia da Assembleia de Deus de Caçapava-SP - Curso Básico CETADEB 17

18 Arianismo, que crê que Jesus, apesar de um ser seja inferior ao Pai superior, seja inferior ao Pai sendo uma criatura sua; Docetismo, defende que Jesus era um mensageiro apenas na aparência dos céus e que seu corpo era "carnal" apenas na aparência e sua crucificação teria sido uma ilusão; (I Jo4:1-3) crê em Jesus como um profeta Ebionismo, que crê em Jesus como um profeta, nascido de Maria e José, que teria se tornado Cristo no ato do batismo; Monofisismo, segundo a qual Cristo teria uma união de elementos divinos e elementos humanos única natureza composta da união de elementos divinos e elementos humanos. 18

19 duas entidades vivendo no mesmo corpo Nestorianismo, segundo a qual Jesus Cristo é, na verdade, duas entidades vivendo no mesmo corpo: uma humana (Jesus) e uma divina (Cristo). Sabelianismo, o qual defendia que Jesus e "aspectos" ou "modos" diferentes Deus não eram pessoas distintas, mas sim "aspectos" ou "modos" diferentes do trato da Divindade com a humanidade ; Trinitarianismo, que crê em Jesus como a segunda pessoa da Trindade divina. Departamento de Teologia da Assembleia de Deus de Caçapava-SP - Curso Básico CETADEB 19

20 Maniqueus Recusavam Jesus; criam num ‘’Cristo Celestial’’. Eles foram perseguidos tanto por imperadores pagãos, como pelos primitivos cristãos. Agostinho, em princípio, era maniqueu. Entretanto, depois de sua conversão, escreveu contra o maniqueísmo. Departamento de Teologia da Assembleia de Deus de Caçapava-SP - Curso Básico CETADEB 20 Apolinarianos Apolinário, ensinou que a pessoa única de Cristo possuía um corpo humano, mas não uma mente ou espírito humanos.

21 O Que a Bíblia Diz O entendimento exato de como a plena divindade e a plena humanidade se combinavam em uma só Pessoa tem sido ensinado desde o inicio pela igreja, mas só alcançou a forma final na Definição de Calcedônia, em 451. Antes desse período, diversas posições doutrinarias inadequadas quanto as naturezas de Cristo foram propostas e rejeitadas. Primeiro, pelos apóstolos. Depois, pelos chamados pais da igreja. 21

22 Definição de Calcedônia.(451) Ela foi considerada a definição padrão da ortodoxia sobre a Pessoa de Cristo pelos grandes ramos do cristianismo: catolicismo, protestantismo e ortodoxia oriental. Alguns estudiosos encontram dificuldades para entenderem a combinação da divindade e da humanidade de Jesus Cristo. Este assunto, evidentemente, é mais ligado ao campo da revelação do que ao da explicação. Contudo, quando bem analisado do ponto de vista investigativo e teológico, existe certa facilidade de ser entendido pela mente natural. Examinando o Novo Testamento e observando a cada detalhe, veremos como a humanidade e a divindade de Cristo se harmonizam. 22

23 Os Seus Atributos 5.1 – Onipotência: Em Isaias são citados cinco nomes de Cristo em uma mesma passagem; um deles (Deus forte) refere-se a onipotência de Cristo (Is 9.6). 5.2 –Onipresença: Como Filho do Homem ( sua humanidade ), ele estava limitado às dimensões geográficas : quando estava na Galileia, não se encontrava, é claro, na Judéia. – Jo 17:5 “E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse.” Ao retornar para sua glória pode cumprir o que prometera: “... e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém.” Mt 28:20. Departamento de Teologia da Assembleia de Deus de Caçapava-SP - Curso Básico CETADEB 23

24 5.3 – Onisciência – ‘’Se Jesus é onisciente, porque confessou, em certa ocasião, não saber o dia nem a hora de sua segunda vinda?’’ Como coexistiam Deus e homem numa mesma pessoa, sabemos que ‘’toda a plenitude’’ da divindade encontrava- se em Jesus Cristo. Quando Jesus disse: ‘’Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, senão o Pai’’ (Mc 13.32), fê-lo como homem, não se valendo do seu atributo divino da onisciência. Ao dizer ‘’nem o Filho’’, expressou a sua humilhação e o seu esvaziamento decorrentes de sua encarnação, – Fp 2:7 “Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens;” 24

25 Atributos Morais De Cristo Ele era e é: – santo (Lc 1.35); – justo (At 3.14); – manso (Mt 11.29); – humilde (Mt 11.29); – inocente (Hb 7.26); – obediente (Fp 2,8); – imaculado (Hb 7.26); – amoroso (Jo 13.1)....”Em tudo foi tentado, mas sem pecado” (Hb 4.15). Departamento de Teologia da Assembleia de Deus de Caçapava-SP - Curso Básico CETADEB 25

26 A Encarnação de Cristo “E o verbo se fez carne, e habitou entre nos...” (Jo Devemos observar aqui vários aspectos de vida de Cristo, envolvendo tanto o contexto divino como o humano. 6.1 – Sua Concepção Virginal A concepção de Jesus foi um ato miraculoso de Deus. A promessa divina de que isso aconteceria foi feita pelo próprio Deus: “eis que uma virgem concebera, e dará a luz um filho, e será o seu nome Emanuel” (Is 7.14b). Paulo disse que a encarnação de Cristo foi um milagre e a chamou de ‘’mistério de piedade’’ (I Tm 3.16). 26

27 6.2 – Jesus nasceu na plenitude dos tempos (Gl 4:4) Época ou contexto histórico cuja realidade (acontecimentos) foi muito favorável ao objetivo da vinda de Cristo ao mundo, que é a anunciação e propagação universal do Evangelho. A natureza dessa realidade é a uniformização política propiciada pelo sistema administrativo do Império Romano, somadas as contribuições religiosas, dos judeus, e culturais, dos gregos, que já faziam parte desse ambiente mundial. Como vimos acima, essas três civilizações trouxeram grandes contribuições para a ocorrência do evento central e único da linha da salvação durante o Império Romano do séc. I. Roma influenciou na política, os gregos na questão intelectual e os judeus na religiosidade. 27

28 – Jesus nasceu em Belém: – Mq 5:2 “E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre milhares de Judá, de ti me sairá o que será Senhor em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.” 6.2. – Data do Nascimento: Em 274 o Imperador Aureliano proclamou o dia 25 de dezembro, como "Dies Natalis Invicti Solis" (O Dia do Nascimento do Sol Inconquistável). O Sol passou a ser venerado. Buscava-se o seu calor que ficava no espaço muito acima do frio do inverno na Terra. O início do inverno passou a ser festejado como o dia do Deus Sol. 28

29 A comemoração do Natal de Jesus surgiu de um decreto. O Bispo Júlio I de Roma decretou em 350 que o nascimento de Cristo deveria ser comemorado no dia 25 de Dezembro, substituindo a veneração ao Deus Sol pela adoração ao Salvador Jesus Cristo. O nascimento de Cristo passou a ser comemorado no Solstício do Inverno em substituição às festividades do Dia do Nascimento do Sol Inconquistável. Esta data, entretanto não é bem aceita pela maioria dos judeus; e até por historiadores e teólogos cristãos. Eles insistem em que a data verdadeira do nascimento de Cristo, de acordo com a bíblia e os pais da igreja, seria 14 Nisã (abril) do ano zero. 29

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31 A Vida de Jesus na terra A vida adulta de Jesus – dos doze aos trinta anos, chamados de os ‘’anos de obscuridade’’ – tem gerado alguns questionamentos no meio teológico. Daí ser necessário consideramos alguns pontos: Há dois escritos apócrifos chamados de “evangelho de Tomé”, e “evangelho árabe da infância de Jesus”; que trazem um relato fantasioso sobre a infância de Jesus. Quando menino, Jesus gostava de comer o que quase toda criança gosta: ‘’Manteiga e mel’’ (Is 7.15). Como recém nascido, ele foi amamentado nos seios de Maria, sua mãe. Depois, quando já bem crescido, comia de tudo que um judeu de seus dias podia comer. Foi até mesmo tachado de ‘’comilão e beberrão’’ (Mt 11.19), de modo maldoso por aquela geração que não via nele o brilho celestial da gloria de Deus. 31

32 A Vida Adulta De Jesus Seu crescimento foi natural. ‘’E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens’’ (Lc 2.52). Um dos aspectos mais visíveis da vida de Cristo foi seu desenvolvimento natural. Isto é, sofrendo e participando das mesmas circunstancias de uma pessoa humana. As Escrituras mostram que o nosso Senhor, mesmo sendo Deus, teve um desenvolvimento humano natural: “...o menino crescia e se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele” (Lc 2.40). 32

33 Seu desenvolvimento mental e aprendizado, desenvolveu-se como de toda criança judaica; dentro de casa e na sinagoga judaica. No caso específico de Jesus, dá-se o fato de que Ele sempre foi cheio do Espírito Santo. A partir de sua concepção. Houve nele crescimento espiritual. “E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens.” Lc 2:52. 33

34 A Genealogia De Jesus À primeira vista, Mateus e Lucas parecem discordar quanto ao pai de José. Mateus declara que ele era o filho de Jacó, enquanto que Lucas declara que ele era o filho de Heli. Felizmente uma fonte de informação inesperada ajudou os estudiosos a esclarecer este mistério. O Talmude de Jerusalém indica que Maria era a filha de Heli (Haggigah, Livro 77, 4). José era genro de Heli, portanto Lucas poderia chamar José de “filho de Heli”, pois isto estava de acordo com o uso costumeiro da palavra “filho” nessa época. Portanto, Lucas relata a genealogia de Maria. 34

35 A Genealogia De Jesus A maldição de Jeoaquim e Jeconias: Jeoaquim, rei de Judá que queimou um rolo que o profeta Jeremias havia escrito. Deus o castigou, indicando que “não teria quem se assentasse no trono de David” (Jr 36:30). O problema: José, o pai de Jesus era descendente de Jeoaquim e Jeconias. Portanto a descendência física de José não poderia aspirar ao trono de David em virtude do castigo imposto àquele rei. A solução: Deus criou a solução através do milagre do nascimento virginal. Embora José fosse um descendente de Joaquim e Jeoaquim (através de Salomão), Maria não era. Ela era descendente de Natã (Lc 3:31) um dos outros filhos de David. A promessa feita a David foi cumprida pois Maria era a mãe biológica de Jesus. O nascimento virginal também resolveu o problema do castigo imposto a Jeoaquim, dando a Jesus o direito legal ao trono, através de José. 35

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37 O Ministério Terreno De Jesus – Nm 4:47 “da idade de trinta anos para cima, até aos cinquenta, todo aquele que entrava a executar o ministério da administração e o ministério da carga na tenda da congregação,” Ao completar trinta anos de idade, começa Jesus seu ministério terreno que durou cerca de três anos e meio - de acordo com cálculos feito com base nas festas pascais em que Ele esteve. (Jo 2:11-13; 5:1; 6:1-4; 19:14). Departamento de Teologia da Assembleia de Deus de Caçapava-SP - Curso Básico CETADEB 37

38 Jesus Como Messias A palavra “Messias” significa “Ungido”, nome dado ao Libertador prometido ao povo de Israel como seu grande Salvador e Redentor, “ungido” como Profeta, Sacerdote e Rei da parte de Deus. I. Em relação ao NASCIMENTO do Messias cumpridos em JESUS 1. Seria a semente de uma mulher: (Gn Lc 2.7) 2. Seria descendente de Abraão: (Gn Mt 1.1) 3. Seria descendente de Isaque: (Gn Mt 1.2) 4. Seria descendente de Jacó: (Gn Mt 1.2) 5. Descenderia da tribo de Judá: (Gn Mt 1.2-3) 6. Seria o herdeiro do trono de Davi: (Is Mt 1.1;6) 7. Seu lugar de nascimento: (Mq Mt 2.1; Lc 2.4-7) 8. A época de seu nascimento: (Dn Lc 2.1-2; 2.3-7) 9. Nasceria de uma virgem: (Is Mt 1.18) 10. A matança dos meninos: (Jr Mt 2.16; 17-18) 11. A fuga para o Egito. (Os Mt ; 19-20) 38

39 8 – Jesus Como Messias 1. Seria a semente de uma mulher: (Gn Lc 2.7) Departamento de Teologia da Assembleia de Deus de Caçapava-SP - Curso Básico CETADEB 39 Gn 3.15 “Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e a sua descendência; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.” Lucas 2:7 “ E deu à luz a seu filho primogênito, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem. ” Gênesis 18:18 “Visto que Abraão certamente virá a ser uma grande e poderosa nação, e nele serão benditas todas as nações da terra? ” Mateus 1:1 “Livro da geração de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão. ” 2. Seria descendente de Abraão: (Gn Mt 1.1)

40 8 – Jesus Como Messias 3. Seria descendente de Isaque: (Gn Mt 1.2) Departamento de Teologia da Assembleia de Deus de Caçapava-SP - Curso Básico CETADEB 40 Gênesis 17:19 “E disse Deus: Na verdade, Sara, tua mulher, te dará um filho, e chamarás o seu nome Isaque, e com ele estabelecerei a minha aliança, por aliança perpétua para a sua descendência depois dele. ” Mateus 1:2 “Abraão gerou a Isaque; e Isaque gerou a Jacó; e Jacó gerou a Judá e a seus irmãos; ” 0 4. Seria descendente de Jacó: (Gn Mt 1.2) Gênesis 28:14 “E a tua descendência será como o pó da terra, e estender-se-á ao ocidente, e ao oriente, e ao norte, e ao sul, e em ti e na tua descendência serão benditas todas as famílias da terra; ” Mateus 1:1 “Livro da geração de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão. ”

41 8 – Jesus Como Messias Departamento de Teologia da Assembleia de Deus de Caçapava-SP - Curso Básico CETADEB Descenderia da tribo de Judá: (Gn Mt 1.2-3) Gênesis 49:10 “O cetro não se arredará de Judá, nem o legislador dentre seus pés, até que venha Siló; e a ele se congregarão os povos. ” Mateus 1:2-3 “Abraão gerou a Isaque; e Isaque gerou a Jacó; e Jacó gerou a Judá e a seus irmãos; E Judá gerou, de Tamar, a Perez e a Zerá; e Perez gerou a Esrom; e Esrom gerou a Arão; ” 0 6. Seria o herdeiro do trono de Davi: (Is Mt 1.1;6) Isaías 9:7 “Do aumento deste principado e da paz não haverá fim, sobre o trono de Davi e no seu reino, para o firmar e o fortificar com juízo e com justiça, desde agora e para sempre; o zelo do SENHOR dos Exércitos fará isto. ” Mateus 1:1;6 “Livro da geração de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão. ” “E Jessé gerou ao rei Davi; e o rei Davi gerou a Salomão da que foi mulher de Urias. ”

42 8 – Jesus Como Messias Departamento de Teologia da Assembleia de Deus de Caçapava-SP - Curso Básico CETADEB Seu lugar de nascimento: (Mq Mt 2.1; Lc 2.4-7) Miquéias 5:2 “E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre os milhares de Judá, de ti me sairá o que governará em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade. ” Mateus 2:1 “E, tendo nascido Jesus em Belém de Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos vieram do oriente a Jerusalém, ” 0 8. A época de seu nascimento: (Dn Lc 2.1-7) Daniel 9:25 “Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar a Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; as ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos. ”

43 8 – Jesus Como Messias Nasceria de uma virgem: (Is Mt 1.18) Isaías 7:14 “Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel. ” Mateus 1:18 “Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo. ” A matança dos meninos: (Jr Mt 2.16; 17-18) Jeremias 31:15 “Assim diz o SENHOR: Uma voz se ouviu em Ramá, lamentação, choro amargo; Raquel chora seus filhos; não quer ser consolada quanto a seus filhos, porque já não existem.” Mateus 2: Então Herodes, vendo que fora iludido pelos magos, irou-se grandemente e mandou matar todos os meninos de dois anos para baixo que havia em Belém, e em todos os seus arredores, segundo o tempo que com precisão inquirira dos magos. -Cumpriu-se então o que fora dito pelo profeta Jeremias: -Em Ramá se ouviu uma voz, lamentação e grande pranto: Raquel chorando os seus filhos, e não querendo ser consolada, porque eles já não existem.

44 8 – Jesus Como Messias 11. A fuga para o Egito. (Os Mt ; 19-20) 44 Oséias 11:1 “Quando Israel era menino, eu o amei; e do Egito chamei a meu filho.” Mateus 2:13-15 “-E, tendo eles se retirado, eis que o anjo do Senhor apareceu a José em sonhos, dizendo: Levanta-te, e toma o menino e sua mãe, e foge para o Egito, e demora-te lá até que eu te diga; porque Herodes há de procurar o menino para o matar. -E, levantando-se ele, tomou o menino e sua mãe, de noite, e foi para o Egito. -E esteve lá, até à morte de Herodes, para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor pelo profeta, que diz: Do Egito chamei o meu Filho.” Mateus 2:19-20 “-Mas tendo morrido Herodes, eis que um anjo do Senhor apareceu em sonho a José no Egito, -dizendo: Levanta-te, toma o menino e sua mãe e vai para a terra de Israel; porque já morreram os que procuravam a morte do menino.”

45 8.2 – Ministério Messiânico De Cristo 2. Como Profeta: (Dt Jo 6.14; 1.45; At ); – Jo 6:14 Vendo pois aqueles homens o milagre que Jesus tinha feito, diziam: Este é verdadeiramente o profeta que devia vir ao mundo. 3. Como Sacerdote:(Sl Hb 6.20); – Hb 6:20 Onde Jesus, nosso precursor, entrou por nós, feito eternamente sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque. 3. Como Rei:(Is 9:7 - Mt 2:2; Jo 18:33,37); – Jo 18:37 Disse-lhe pois Pilatos: Logo tu és rei? Jesus respondeu: Tu dizes que eu sou rei. Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo,... Departamento de Teologia da Assembleia de Deus de Caçapava-SP - Curso Básico CETADEB 45

46 9 - A Morte Expiatória De Jesus "Kaphar", traduzido como expiar, literalmente significa cobrir por cima, esconder por encobrir por cima e de modo a não ficar visível". – a. Expiação tinha que ser procurada pelo homem e concedida por Deus, tanto em casos de pecados individuais Lv 6:2-7, como em casos de pecados nacionais Lv 4:13 20; – b. Expiação tinha que ser sempre e novamente recebida a cada pecado cometido; – c. Perdão era possível somente com base na morte (por derramamento de sangue!) de um substituto que tinha que ser adequado; – d. Uma expiação super especial tinha que ser procurada e obtida somente uma vez por ano, no soleníssimo Dia da Expiação (hoje, Yom Kippur), no 1o. dia do 7o. mês. Ler depois: Lv 16; 23:26-31; 46

47 9 - A Morte Expiatória De Jesus Em todas expiações do AT, os pecados eram somente COBERTOS, não TIRADOS: – Hb 10:4 “Porque é impossível que o sangue dos touros e dos bodes tire os pecados.” Mas Deus disse que Cristo TIRA, não apenas que COBRE o pecado: – Jo 1:29 “No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” Departamento de Teologia da Assembleia de Deus de Caçapava-SP - Curso Básico CETADEB 47

48 10 – A Ressurreição De Cristo A ressurreição de Cristo é a parte principal da fé cristã. O apóstolo Paulo deixa isso claro em sua primeira carta aos Coríntios: – "E, se não há ressurreição de mortos, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé. Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens" (1 Co 15:13-14,19). De fato, o Novo Testamento insiste que a crença na ressurreição corporal de Cristo é uma condição necessária da fé cristã - que ninguém pode ser salvo longe dessa crença. Esta insistência é encontrada em versos como Rm 10:9: – "Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo." 48

49 10 – Provas Da Ressureição Seguindo a uma ordem cronológica, foram dez as aparições do Senhor ressurreto: – Cinco no dia da ressurreição: 1.A Maria Madalena – (Mc 16:9); 2.Às Mulheres – Mt 28:9,10); 3.No caminho de Emaús – (Lc 24:13-25); 4.A Pedro (Lc 24:34); 5.Aos onze (Mc 16:14; Lc 24:36). Departamento de Teologia da Assembleia de Deus de Caçapava-SP - Curso Básico CETADEB 49

50 10.2 – Provas Da Ressureição Mais cinco aparições: 1.Uma semana depois aos onze (Jo 20:26-31); 2.A sete deles junto ao mar da Galiléia (Jo 21:1-22); 3.Aos onze e mais de 500 irmãos (I Co 15:5-6); 4.A Tiago irmão do Senhor (I Co 15:7); 5.E finalmente na sua ascensão (Mc 16:19; Lc 24:50,51; At 1:3,9). 50


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