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TROVADORISMO. E SCOLAS L ITERÁRIAS PORTUGAL Era Medieval Trovadorismo (séc. XII ao XIV) Humanismo (séc. XV e início do XVI) Era CLássica Classicismo (séc.

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1 TROVADORISMO

2 E SCOLAS L ITERÁRIAS PORTUGAL Era Medieval Trovadorismo (séc. XII ao XIV) Humanismo (séc. XV e início do XVI) Era CLássica Classicismo (séc. XVI) Barroco (séc. XVII) Neoclassicismo-Arcadismo (séc. XVIII) Era Moderna (Romântica) Romantismo (séc. XIX - 1ª metade) Realismo/Naturalismo/Parnasianis mo/ Simbolismo (séc. XIX - 2ª metade) Modernismo (séc. XX) BRASIL Era Colonial (Clássica) Escritos de Formação* (séc. XVI) (Quinhentismo*) Escritos de Informação* (séc. XVI) Barroco (séc. XVII) Neoclassicismo-Arcadismo (séc. XVIII) Era Nacional (Romântica) Romantismo (séc. XIX - 1ª metade) Realismo/Naturalismo/Parnasianismo/ Simbolismo (séc. XIX - 2ª metade) Pré-Modernismo* (início do séc. XX) Modernismo (séc. XX) –- 1ª Geração ( ) –- 2ª Geração ( ) –- 3ª Geração ( ?)

3 PAINEL DA ÉPOCA Cristianismo Cruzadas rumo ao Oriente Luta contra os mouros Teocentrismo: poder espiritual e cultural da Igreja Feudalismo Consolidação de Portugal

4 CARACTÉRISTICAS GERAIS DA POESIA MEDIEVAL PORTUGUESA SUBJETIVIDADE: predomina a função emotiva da linguagem, com palavras na 1ª pessoa (verbos, pronomes), interjeições, exclam ações; TEOCENTRISMO: religiosidade extrema (palavra Deus - sempre presente) CONVENCIONALISMO: pronomes e verbos na 2ª pessoa do plural e pronomes de trata mento : senhor, senhora, dom, dona, amigo, etc. SUPERIORIDADE FEMININA NO AMOR: o homem finge- se inferior, submisso à mulher (VASSALAGEM)ela é cultuada divina, ao contrário do que acontece na realidade; PATRIARCALISMO: marcado no desabafo que o eu-lírico feminino faz nas cantigas de amigo a outra mulher, à natureza ou a Deus.

5 A POESIA NO PERÍODO TROVADORESCO Chamamos de poesia trovadoresca a produção poética, em galego- português, do final do século XII ao século XIV. Seu apogeu ocorre no reinado de Afonso III, em meados do século XIII. Os cancioneiros Só tardiamente (a partir do final do século XIII) as cantigas foram copiadas em manuscritos chamados cancioneiros. Três desses livros, contendo aproximadamente cantigas, chegaram até nós. Cancioneiro da Ajuda Cancioneiro da Vaticana Cancioneiro da Biblioteca Nacional de Lisboa Os autores Os autores das cantigas são chamados trovadores. Eram pessoas cultas, quase sempre nobres, contando-se entre eles alguns reis, como D. Sancho I, D. Afonso X, de Castela, e D. Dinis. Nos cancioneiros que conhecemos, estão reunidos as cantigas de 153 trovadores. Os intérpretes As cantigas compostas pelos trovadores eram musicadas e interpretadas pelo jogral, pelo segrel e pelo menestrel, artistas agregados às cortes ou perambulavam pelas cidades e feiras. Muitas vezes o jogral também compunha cantigas.

6 C ARACTERÍSTICAS DAS CANTIGAS Língua galego-português Tradição oral e coletiva Poesia cantada e acompanhada por instrumentos musicais colecionada em cancioneiros (melopeia) Autores trovadores Intérpretes: jograis, segréis e menestréis. Gêneros: lírico (cantigas de amigo, cantigas de amor) e satírico (cantigas de escárnio, cantigas de maldizer).

7 OS GÊNEROS As cantigas podem ser classificadas em: gênero lírico: cantigas de amor, cantigas de amigo gênero satírico: cantigas de escárnio e de maldizer

8 C ANTIGAS DE A MOR Eu lírico masculino acometido de coita, ou seja, sofrimento amoroso; Ambientação palaciana (corte); mulher idealizada; Vassalagem amorosa. O eu-lírico assume uma atitude submissa, de vassalo em relação à amada, ele é servo da mulher amada ( dame sans merci ); O nome da mulher amada está sempre oculto (mesura - ponderação), por ser casada; Composição masculina.

9 Perguntar-vos quero por Deus Senhor fremosa, que vos fez mesurada e de bon prez, que pecados foron os meus que nunca tevestes por ben de nunca mi fazerdes ben. Pero sempre vos soub'amar des aquel dia que vos vi, mays que os meus olhos en mi, e assy o quis Deus guisar, que nunca tevestes por ben de nunca mi fazerdes ben. Des que vos vi, sempr'o maior ben que vos podia querer vos quigi, a todo meu poder, e pero quis Nostro Senhor que nunca tevestes por ben de nunca mi fazerdes ben. Mays, senhor, ainda con ben se cobraria ben por ben. Perguntar-vos quero por Deus Senhora formosa, que vos fez equilibrada e de ponderada, que pecados foram os meus que nunca quisestes, sequer de nunca me fazerdes bem. Porém sempre vos soube amar, desde aquele dia em que vos vi, mais que soube amar meus próprios olhos, Assim o quis Deus dispor, que nunca quisestes, sequer de nunca me fazerdes bem. Desde que vos vi, sempre o maior bem que vos podia querer vos quis, com toda minha força, Porém, quis Nosso Senhor que nunca quisestes, sequer de nunca me fazerdes bem. Mas, senhora, ainda com bem se pagaria o bem com o bem.

10 Quer’eu em maneira de proença! fazer agora um cantar d’amor e querrei muit’i loar lmia senhor a que prez nem fremosura nom fal, nem bondade; e mais vos direi ém: tanto a fez Deus comprida de bem que mais que todas las do mundo val. Ca mia senhor quizo Deus fazer tal, quando a faz, que a fez sabedord e todo bem e de mui gram valor, e com tod’est[o] é mui comunal ali u deve; er deu-lhi bom sém, e desi nom lhi fez pouco de bem quando nom quis lh’outra foss’igual Ca mia senhor nunca Deus pôs mal, mais pôs i prez e beldad’e loor e falar mui bem, e riir melhor que outra molher; desi é leal muit’, e por esto nom sei oj’eu quem possa compridamente no seu bem falar, ca nom á, tra-lo seu bem, al. El-Rei D. Dinis, CV 123, CBN 485 Quero à moda provençal fazer agora um cantar de amor, e quererei muito aí louvar minha senhora a quem honra nem formosura não faltam nem bondade; e mais vos direi sobre ela: Deus a fez tão cheia de qualidades que ela mais que todas do mundo. Pois Deus quis fazer minha senhora de tal modo quando a fez, que a fez conhecedora de todo bem e de muito grande valor, e além de tudo isto é muito sociável quando deve; também deu-lhe bom senso, e desde então lhe fez pouco bem impedindo que nenhuma outra fosse igual a ela Porque em minha senhora nunca Deus pôs mal, mas pôs nela honra e beleza e mérito e capacidade de falar bem, e de rir melhor que outra mulher também é muito leal e por isto não sei hoje quem possa cabalmente falar no seu próprio bem pois não há outro bem, para além do seu.

11 C ANTIGAS DE A MOR A dona que eu am’e tenho por senhor amostráde-mh-a Deus, se vos en prazer for, se non, dade-mi a morte. A que tenh’eu por lume destes olhos meus e por que choran sempr’, amostráde-mh-a, Deus, se non, dáde-mi a morte. Essa que vós fezestes melhor parecer de quantas sei, ai Deus!, fazéde-mh-a veer, se non, dáde-mh a morte. Ay Deus, que mi-a fezestes mais ca min amar, mostráde-mh-a u possa con ela falar, se non, dade-mh a morte Bernardo Bonaval Dama que eu sirvo e que muito adoro mostrai-ma, ai Deus! Pois que vos imploro, Senão, dai-me a morte. Essa que é a luz dos olhos meus por quem sempre choram, mostrai- me, ai Deus! Senão, dai-me a morte. Essa que entre todas fizestes formosa, mostrai-ma, ai Deus! Onde vê-la eu possa, Senão, dai-me a morte. A que me fizesse amar mais do que tudo, Mostrai-ma e onde posso com ela falar, Senão, dai-me a morte. (Bernardo Bonaval)

12 C ANTIGAS DE A MIGO Eu lírico feminino; Ambiente popular (campo, vilas, praia etc.); Tema a) separação do namorado, que parte em alguma expedição militar e a espera de seu retorno; (b) a romaria a lugares santos, onde a donzela busca uma conquista amorosa, através da dança; (c) as bailadas, que versam exclusivamente o tema da dança; (d) as marinhas ou barcarolas, à beira do mar; (e) o tema das tecedeiras, no interior dos lares; (f) e o tema das chamadas cantigas de fonte, onde as donzelas iam lavar os cabelos ou mesmo a roupa, encontrando-se então com os namorados. Amor real (saudades de quem o eu lírico teve); Paralelismo (repetições parciais) Refrão (repetições integrais) Sentimentos de saudade do "amigo"; Composições com diálogo; Presença das forças da natureza; Composição masculina.

13 C ANTIGAS DE A MIGO 1. Ai flores, ai flores do verde pino, 2. se sabedes novas do meu amigo ! 3. Ai Deus, e u é? 4. Ai flores, ai flores do verde ramo, 5. se sabedes novas do meu amado ! 6. Ai Deus, e u é? 7. Se sabedes novas do meu amigo, 8. aquel que mentiu do que pôs comigo ! 9. Ai Deus, e u é? 10. Se sabedes novas do meu amado, 11. aquel que mentiu do que mh á jurado ! 12. Ai Deus, e u é? 13. Vós me preguntades polo voss'amigo, 14. e eu ben vos digo que é san' e vivo: 15. Ai Deus, e u é 16. Vós me preguntades polo voss'amado, 17. e eu ben vos digo que é viv' e sano: 18. Ai Deus, e u é? 19. E eu bem vos digo que é san' e vivo 20. e seerá vosc' ant' o prazo sa'ido: 21. Ai Deus, e u é? 22. E eu ben vos digo que é viv' e sano 23. e seerá vosc' ant' o prazo passado: 24. Ai Deus, e u é? D. Dinis * Dinis, grande incentivador da cultura, fundou a Universidade de Lisboa (1291), posteriormente transferida para Coimbra (1308). Foi chamado o rei- trovador, com 138 cantigas conhecidas.

14 C ANTIGAS DE A MIGO Ondas do mar de Vigo, se vistes meu amigo? E ai Deus, se verra cedo! Ondas do mar levado, se vistes meu amado? E ai Deus, se verra cedo! Se vistes meu amigo, o por que eu sospiro? E ai Deus, se verra cedo! Se vistes meu amado, por que ei gran coitado? E ai Deus, se verra cedo! Martim Codax Ondas do mar de Vigo, acaso vistes meu amigo? Queira Deus que ele venha cedo! (digam que virá cedo) Ondas do mar agitado, acaso vistes meu amado? Queira Deus que ele venha cedo! Acaso vistes meu amigo aquele por quem suspiro? Queira Deus que ele venha cedo! Acaso vistes meu amado, por quem tenho grande cuidado (preocupado) ? Queira Deus que ele venha cedo

15 C ANTIGAS DE E SCÁRNIO Sátiras indiretas por meio das quais critica-se, de forma irônica e velada, pessoas sem citar nomes; Sutis e bem-humoradas.

16 C ANTIGAS DE E SCÁRNIO De vós, senhor, quer’eu dizer verdade e nom ja sobr’[o] amor que vos ei: senhor, bem [moor] é vossa torpicidade de quantas outras eno mundo sei; assi de fea come de maldade nom vos vence oje senom filha dum rei [ Eu] nom vos amo nem me perderei, u vos nom vir, por vós de soidade[...] Pero Larouco Sobre vós, senhora, eu quero dizer verdade e não já sobre o amor que tenho por vós: senhora, bem maior é vossa estupidez do que a de quantas outras conheço no mundo tanto na feiúra quanto na maldade não vos vence hoje senão a filha de um rei Eu não vos amo nem me perderei de saudade por vós, quando não vos vir Pero Larouco

17 C ANTIGAS DE E SCÁRNIO Ai, dona fea, fostes-vos queixar que vos nunca louv[o] em meu cantar; mais ora quero fazer um cantar em que vos loarei toda via; e vedes como vos quero loar: dona fea, velha e sandia! Dona fea, se Deus mi pardom, pois avedes [a]tam gram coraçom que vos eu loe, em esta razom vos quero ja loar toda via; e vedes qual sera a loaçom: dona fea, velha e sandia! Dona fea, nunca vos eu loei em meu trobar, pero muito trobei; mais ora ja um bom cantrar farei, em que vos loarei toda via; e direi-vos como vos loarei: dona fea, velha e sandia! João Garcia de Ghilhade Ai, dona feia, foste-vos queixar que nunca vos louvo em meu cantar; mas agora quero fazer um cantar em que vos louvares de qualquer modo; e vede como quero vos louvar dona feia, velha e maluca! Dona feia, que Deus me perdoe, pois tendes tão grande desejo de que eu vos louve, por este motivo quero vos louvar já de qualquer modo; e vede qual será a louvação: dona feia, velha e maluca! Dona feia, eu nunca vos louvei em meu trovar, embora tenha trovado muito; mas agora já farei um bom cantar; em que vos louvarei de qualquer modo; e vos direi como vos louvarei: dona feia, velha e maluca!

18 C ANTIGAS DE M ALDIZER Sátiras diretas por meio das quais falava-se mal das pessoas conhecidas; Cita-se o nome; Vocabulário de baixo calão; Grosseiras com a intenção de ofender

19 C ANTIGAS DE M ALDIZER "Dom Bernaldo, pois trazeis convosco uma tal mulher, a pior que conheceis que se o alguazil souber, açoitá-la quererá. A prostituta queixar-se-á e vós, assanhar-vos-ei Vós que tão bem entendeis o que um bom jogral entende, por que demônio viveis com uma mulher que se vende ? E depois, o que fareis se alguém a El-rei contar a mulher com quem viveis e ele a quiser justiçar? Se nem Deus lhe valerá, muito vos molestará, pois valer-lhe não podeis“ (Pero da Ponte) Dom Bernaldo (Bernaldo de Bonaval), um famosos trovador (poeta nobre, pois o pronome Dom antecedendo seu nome indica isso), vulgarizado pelo autor da cantiga ao ser chamado de jogral (poeta plebeu): afinal, um poeta que anda com a pior prostituta que conhece só pode ser como ela, que “ se vende” (lembrando o ditado “dize-me com quem andas e te direi quem és” ).


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