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Boletim n o. 14 E MAMÃE PARTIU... Apresentação.... Este boletim não é apenas uma homenagem à minha mãe, Ítala, que partiu para o Outro Lado no dia 20.

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2 Boletim n o. 14 E MAMÃE PARTIU... Apresentação.... Este boletim não é apenas uma homenagem à minha mãe, Ítala, que partiu para o Outro Lado no dia 20 de junho deste É uma forma de transmitir aos amigos, a forma como vejo hoje as passagens, a tranqüilidade para enfrentar esse momento, e a coragem de depositar a mãozinha dela, nos seus momentos finais, nas mãos de nossos Amigos, que de Lá, acompanharam e ajudaram na transição. A cada partida a gente cresce um pouco... e a vida na Terra ganha ainda mais importância. Bate a noção de que o tempo passa rápido e urge plantar, plantar e plantar... E é o que seguirei fazendo, agora tendo duas estrelinhas brilhando nos céus, para me esperar: o Fernando, meu marido, e a mamãe. Em cada boletim, ao assinar essa coluna deixo sempre um abraço ao Leitor. Dessa fez deixo-o para a minha mãezinha, com todo o meu orgulho de ter sido sua filha. Beijos, mãe! E até um dia! Sonia

3 A CORAGEM... Em agosto de 2005, por uma simples chapa de pulmão (tirada apenas para a investigação de um simples resfriado), contatou-se que manchas eram sinal de tumor. Viria a confirmar pouco depois: mamãe estava com câncer de pulmão (embora jamais tenha pego num cigarro). Dali por diante travei a batalha de não deixar que ela soubesse da verdade, e tenho a convicção de que foi a atitude mais certa. Aos 80 anos, para que informar? Para antecipar a tragédia e pô-la em desespero de preocupação por deixar meu pai com 88, então? Conduzi conforme minha intuição e assim foi. Tive a alegria de trazê-la para a minha casa nos seus dois últimos meses de vida, que ela imaginava ser apenas umas “férias” na casa da filha. Estava feliz e convencida de que iria se curar da tosse que a incomodava um pouco. E tudo transcorreu com calma, dignidade e tranqüilidade. Apenas dois dias antes de sua partida iniciou-se a falta de ar, que iria se agravar, segundo eu já estava informada. Então era hora de levá-la ao hospital e ter todo conforto para partir. O coração da gente, pequeno. Mas a força de fazer o melhor por ela, falando mais alto. Internamo-la cientes da gravidade e que os minutos se escoavam. Subitamente, eu, que escondi dela toda a verdade sobre seu quadro clínico por quase um ano, me vi impulsionada a contar, nos últimos momentos, a verdade. Bateu-me a idéia de que dentro em pouco ela partiria... que não teríamos nos despedido, ou pior, que ela pudesse imaginar que a abandonamos e, de repente, ela faleceu. Ela era católica, tinha seus 81 anos, super esperta e ativa. Estava totalmente desavisada de que acordaria do Outro Lado etc. Não. Senti que era preciso que ela soubesse que nós sabíamos e que fizemos o possível e o impossível. Não sei de onde saiu a coragem para ter essa conversa, para sempre gravada na minha mente:

4 -“Mãe.... eu quero que você saiba que nós fizemos tudo que podíamos...” Ela me olhou estranhando... e continuei. -“Mas você tem uma doença grave...” Ela, calmamente: -“Qual?” -“Um tumor...” Ela: -“Onde?” -“No pulmão...” Parou um pouco, e prosseguiu tranqüila: -“Eu vou morrer?” -“Não, mãezinha... não vai. Porque ninguém morre... a gente continua vivendo do Outro Lado...” Ela: -“Quanto tempo eu terei falta de ar?” -“Pouco. Você vai dormir...” Ela: -“E não vou acordar mais?” -“Vai... só que não deste Lado...” Ela: -“Acho que estou com medo...” -“Não tenha mãe... não tenha. Um dia todos nós vamos nos reencontrar... você vai esperar por nós...” Ela: -“E o papai?” -“Não sabe de nada... como você nunca soube...” Ela: -“E o Oswaldinho...?” (meu irmão). -“Ele sempre soube... como eu sabia...” Ela: -“E os médicos não sabiam?” -“Sabiam mãe... mas eu pedia para que mentissem... pra te proteger...” As lágrimas desciam no meu rosto diante de tanta força e calma dela. Ela: -“Não chora, filha...” E continuou: -“Eu não queria deixar vocês...” -“Nem nós queríamos que fosse assim, mãe!...” Ela: -“Seu pai não vai agüentar muito tempo...” -“Nós sabemos... ele vai atrás de você...” (e procurei rir da piadinha sem graça...) E numa lucidez indecifrável completou: Ela: -“Preciso pedir pro Carlos cuidar de você... senão venho puxar o pé dele!” brincou... Eu ri... Ela: -“Você já trouxe a minha roupa?” (pro enterro!) -“Não se preocupa com isso, mãezinha...” Ela: -“Junta minhas roupas e dá para quem possa aproveitar... e fica com minhas plantas... cuida delas...” -“Tá, fica tranqüila, cuidarei sim. Vou plantar no meu jardim...e cuidar como você sempre cuidou...” Ela: -“E cuida de seu pai...” Nesse momento eu sai chorando do quarto e fui autorizar os médicos a iniciarem a sedação. Ela iria adormecer para não mais acordar. E em poucos minutos ela cerrou os olhos... e aguardamos que seu coraçãozinho parasse, várias horas depois...

5 NOTICIAS ANTES E DEPOIS... NOTICIAS Em dezembro, fiz uma gravação para pedir ajuda Aos amigos espirituais e registrei: 1.Sr. Alemão: “ Quem não sabe é o pai!” Isso confirmava que eles estavam cientes de tudo, pois o papai continuava sem saber da gravidade do caso da mamãe. 2. Sonia: “ Eu queria muito pedir ajuda...” Sr. Alemão: “Vai defender! São seus pais!” 3. Sonia: “ Eu não peço nenhuma cura, só peço que ela não sofra!” Sr. Alemão: “Sabia! é filha!” 4. Aí me dirijo ao meu marido falecido Fernando: Sonia: “Cê tem me ajudado muito, eu sei...” Voz do Fernando: “Me comprometo!” Sonia: “Eu conto com você, com sua ajuda pela minha mãe, tá bom?” 5. Voz do Fernando: “Vem cá comigo!” Confirmando que ela viria a partir. Em outra gravação: 6. Sonia: “Queria também dar uma palavra pro Fernando, pedir ajuda...” Voz do Sr. Alemão: “Ele lhe inspira!” No dia em que ela partiu, por volta do meio dia, retornei para casa. À noite, exausta, com as últimas 4 Noites sem dormir, ainda quis fazer uma gravação: 7. Alemão: “Deve estar (com) papai!” Sugerindo que eu agora amparasse meu pai. 8. Sr. Alemão: “Chegou aqui em casa!” Sonia: “ Sr. Alemão! Boa noite!” Foi gratificante saber que a mamãe já havia sido recebida por eles e encaminhada para a casa, conforme eu havia pedido ao Fernando. 9. Sonia: “ Eu disse que...” Voz do Fernando: “Tá tudo em ordem!” Sonia: “...entregaria a minha mãe, aos cuidados dele...” (do Fernando). 10. Voz do Fernando: “Foi previsto lá!” Sonia: “Fernando, cê recebeu a mamãe?” De fato, ver no áudio número 4 ele havia prometido recebê-la. 11. Voz do Fernando: “A mãe completa!” Sonia: -”Por favor! Toma conta dela!” 12. Sonia: “ Você pode informar onde ela está agora?” Voz do Fernando: “Tô contente! Guardião!” Aqui ele confirma que ela ficaria sob seu amparo. 13.Sonia: “Gostaria de saber se ela vai acompanhar enterro (dela) amanhã?” Voz do Fernando: “A maca está primeiro!”

6 14.Aqui meu marido responde antes da minha pergunta: Voz do Fernando: “Não estava!” Sonia: “Fernando, ela está lúcida?” Me tranqüilizou saber que ela não esteve lúcida durante a passagem porque a fase final é difícil de se ver. Fiquei feliz com a noticia. 15. Sonia: “ Ela acordou bem?” Voz do Fernando: “Partiram em paz!” Sugere que ela não havia acordado ainda, mas que partiu suavemente. 16. Voz do Fernando: “Só se vê!” Sonia: “Ela é minha florzinha que volta...” 17. Voz do Fernando: “Ela vai ouvir!” Sonia: “Como que ela está? Me diga!” Significa que a nossa conversa também estava sendo gravada no Outro Lado e que ela ouviria depois. 18. Voz do Fernando: “Vou dizer! Vim buscar!” Sonia: “Estamos tentando contato hoje com a minha mãe...” 19.Voz do Fernando: “Mas espere, a mãe ainda está tremendo!” 20. Sonia: “Lhe agradeço por ter conduzido a minha mãe!” Fernando: “Vai ter contato!” 21. E querendo me tranqüilizar: Voz do Fernando: “Escuta, tá tudo em ordem!” 22.Fernando se antecipa prevendo que vou encerrar: -“Terminou!” Sonia: “Obrigada Fernando, por todo o apoio de sempre!” 23.Converso com ele um pouco e lembro da falta de recursos financeiros para a pesquisa: Sonia: “Problema ainda era o mesmo...” Voz do Fernando: “Não fala!” Isso me sugere que algo pode estar para ocorrer.

7 No dia do enterro da mamãe, nossa amiga Cris chegou no cemitério trazendo uma notícia, no mínimo estanha: No caminho, ouvindo a rádio CBN, falavam a todo momento que um piloto, apavorado, havia aterissado ao ver uma enorme nave sobre São Paulo. No Jornal da Tarde daquele dia, publicaram a noticia: E rimos com a hipótese de que nosso amigo Narisha tivesse vindo buscar a mamãe... Coincidência ou não... sabe-se lá! UM FATO INCOMUM...

8 ELA MESMA FALANDO: evidencias No 8o. dia de sua partida, arrisquei um contato, e em sua própria voz ela responde: 24. Mamãe: “Eu tô falando!” Sonia: “Oi mãe...!!!” 25. Mulher desconhecida: “Ela vai responder!” 26. Sonia: “Cê encontrou com a Sirene, mãe?” Mamãe: “Também voltou!” Minha prima Sirene faleceu uma semana antes. Essa confirmação indica toda lucidez e que recuperou já a lembrança de tudo. 27. Mamãe: “É bom avisar!” Sonia: “Mãe, a Sirene quer mandar algum recado pro Cláudio?” Mamãe: “Que tanto pergunta, ô!” Esse jeito de falar a identifica totalmente. Era mesmo bem despachada. Isso é o jeito dela!!! 28. Desconhecida: “Ela está! Ela vai responder!” Sonia: “ Você encontrou com a tia Lazinha?” 29. Sonia: “Papai tá vivendo a base de calmantes...” mamãe: “Que vida, né?” Essa complacência diante das coisas também é o jeito dela. Mamãe era descendente de italianos e passou a infância ouvindo músicas típicas. Assim, sabendo que isso iria alegrá-la, coloquei uma música para ela ouvir: “Com te partiró”, com o cantor Bocelli. Com mais firmeza, mamãe fala com toda clareza, demostrando plena lucidez e recuperação: 1. Bocelli cantando: (...) Voz da mamãe: -”Sou sua mãe!” Sonia: -”Mãe?” 2. Sonia: -”Mãe...” Voz da mamãe: -”Amo você!” Sonia: -”Você está bem?” 3. Música: Bocelli cantando... Voz da mamãe: -”Bonito!!!” Sonia: -”Gostou da música, mãe?” E na seqüência me despedi, com a certeza de que mamãe está mais viva do que nunca! 20 dias depois, ponho uma música...


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