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EXPERIÊNCIA DE CONSTRUÇÃO DE LIVRO DIDÁTICO CONTEXTUALIZADO.

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Apresentação em tema: "EXPERIÊNCIA DE CONSTRUÇÃO DE LIVRO DIDÁTICO CONTEXTUALIZADO."— Transcrição da apresentação:

1 EXPERIÊNCIA DE CONSTRUÇÃO DE LIVRO DIDÁTICO CONTEXTUALIZADO

2 O Semiárido, especialmente o campo, política e socialmente sempre foi marcado por diferenças que o colocaram em situação de exclusão social, por exemplo, na educação, as diferenças nos níveis de escolaridade;

3 Problematização do currículo e materiais didáticos Os processos de inclusão e exclusão cultural estão relacionados às questões dos conteúdos presentes no currículo; Estratégias de descolonização do currículo…...umas das maneiras de começar pode ser através de construção de materiais curriculares capazes de contribuir para um questionamento das injustiças atuais e das relações sociais de desigualdade e submissão (por exemplo, sexismo, racismo, classismo…) (SANTOMÉ: 1995, p. 175)

4 História da Educação: marcas do colonialismo refletidas nos espaços educacionais A Educação que chega às escolas do semiárido é uma agressão à cultura, à economia, à forma como acontece a organização do povo; Os discursos são reproduzidos pelo currículo escolar e consequentemente pelos materiais didáticos através dos conteúdos, atividades e imagens…

5 Relação direta com o currículo unificado, não respeita as singularidades, as diferenças regionais e locais; Presença de estereótipos e preconceitos sociais; Abordagem equivocada dos conceitos; Fragmentação dos conhecimentos, negando perspectivas de contextualização; Traz e exige respostas prontas, não estimulando o pensamento do aluno e da aluna; Um olhar sobre os materiais didáticos:

6 Que disponibilize conhecimentos que sirvam para problematizar as situações de vida das pessoas Pensar um livro didático contextualizado é romper antes de tudo com a lógica de uma organização curricular baseada num conhecimento homogêneo Onde nunca se esgote a realidade, que possibilite discutir a diversidade e peculiaridades da região e as relações desta com o mundo Um espaço aberto, de possibilidades e múltiplas leituras

7 SURGE… De experiências exitosas de instituições, movimentos sociais, a partir da concepção de Educação Contextualizada; Do processo de formação de educadores/as, que denuncia os desafios; Da ausência de materiais com perspectivas de contextualização para esta região;

8 Percursos... por onde andamos?

9 ALGUNS DESAFIOS METODOLOGIA PROPOSIÇÃO DE CONTEÚDOS E ATIVIDADES LINGUAGEM CONTEXTUALIZAÇÃO INTERDISCIPLINARIDADE DESMISTIFICAÇÃO DE CONCEITOS ESTEREOTIPADOS FORMAÇÃO DE PROFESSORES IMAGENS ROCESSOS DE INCLUSÃO E EXCLUSÃO DE VALORES, SABERES E CULTURAS

10 Ética e cidadania Poder de formação História da população do SAB Potencialidades do SAB Cultura local e diversidade Cultural Caracterização do espaço Relações pessoas meio Trabalho e Produção Meio Ambiente História e Identidade Arte, Cultura e Lazer Sociedade e Poder Complexidade Local/Global Multidimen- sional Saberes Contexto Subjetividade Convivência com o Semi-Árido PROPOSTAGIRASSOL

11 Potencialidades do Semi-Árido Artes Produções artísticas no SAB Música Dança Teatro Artes plásticas Artesanato Português Leitura e interpretação de textos Gêneros textuais Produção de texto Flexões de gênero nas classificações das palavras História Conceito de trabalho (valor, condições, lutas, direitos e deveres, previdência social) Questões fundiárias Formas de apropriação e uso da terra Origem dos animais e das plantas criados/cultivadas no SAB Geografia Trabalho e ecologia Recursos naturais/Conservação e preservação do meio ambiente Formas de produção (agricultura, pecuária, piscicultura, apicultura, etc) Tecnologias Comercialização Escoamento da produção Cadeia produtiva Geração de emprego e renda Ciências Plantas (nativas e trazidas de outros lugares Beneficiamento de produtos no SAB Valor nutritivo dos produtos A água e a produção Matemática Comercialização dos produtos Problemas/Cálculos Sistema de numeração decimal Porcentagem  Juros Economia/Sistema monetário ORGANIZAÇÃODIDÁTICA

12 Um passeio pela HISTÓRIA do Semiárido

13 Uma LEITURA prazerosa

14 O conhecimento das nossas CIÊNCIAS naturais

15 Uma compreensão da MATEMÁTICA do dia a dia

16 Um entendimento da GEOGRAFIA do seu entorno

17 Fala da nossa realidade/ do S.Árido Tem muitas histórias Por causa dos desenhos e colorido Porque é diferente dos outros livros Traz coisas sobre plantas Fala do Rio S. Francisco Fala em animais Tem a formiguinha Zanza Fala dos surdos mudos Por causa das brincadeiras POR QUE GOSTOU DO LIVRO?

18 As vozes das crianças ”Foi um sonho trabalhar com um livro que fala da nossa realidade; tiramos proveito para o nosso futuro”. (PB) ‏ “Eu li várias vezes. Esse livro é diferente. Ele fala da nossa comunidade" (AL) ‏ “Eu li, li para o meu padastro, minha mãe sabe ler então ela também leu e ao meu irmão eu expliquei algumas coisas”. (SE) ‏ Eu usei lendo com meu pai, minha mãe e ensinei algumas coisas do livro” (4ª. Série, Mun PaulinoNeves, MA) ‏ MA) ‏

19 Opinião dos/as educadores/as “ O livro traz uma nova perspectiva de estudo: começar conhecendo a realidade mais próxima das crianças” (BA) ‏ “Uma grande conquista para nós, trabalhar com algo que está mais próximo de nós, falar da nossa região foi mais interessante para mim e para os alunos. Foi uma troca de experiências” (CE) ‏ “Excelente material, despertou o interesse do alunado e muito mais do professor, porque os temas trabalhados estão dentro da realidade do nosso município” (PE)

20 Esse livro é uma conquista política que revela o Semiárido Brasileiro de forma diferente, propõe um diálogo em que a Convivência seja percebida e entendida como um conjunto de diversidades e inspiradora de processos em Educação Contextualizada. Ele significa colocar em questão uma Educação Colonizadora. Representa uma forma de tornar visível, de materializar o que queremos e estamos produzindo: uma prática educativa diferente, com um novo sentido político e pedagógico.

21 “Eu estudei só seis meses. Agora eu fui me valer do livro. Que não era o livro didático não. Eu não queria saber de categorias gramaticais não. Queria saber de outras coisas... Eu queria era satisfazer minha curiosidade, não era ler gramaticalmente como vocês por aí não. Foi a natureza mesmo. Muito curioso para saber das coisas, tudo o que eu lia eu gravava aqui na mente Eu queria era ler histórias, a vida da pátria e isso e aquilo, queria eu saber das coisas...” (Patativa do Assaré).

22 Rede de Educação do Semiárido Brasileiro Fone: OBRIGADA! Edineusa Sousa


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