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As Falácias O objetivo de um argumento é expor as razões que suportam uma conclusão. Um argumento é falacioso quando as razões apresentadas não suportam.

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1 As Falácias O objetivo de um argumento é expor as razões que suportam uma conclusão. Um argumento é falacioso quando as razões apresentadas não suportam a conclusão. Em lógica, a falácia refere-se àquele argumento que é incorreto, mas que pode convencer as pessoas. Existem diversos tipos de falácias. Podemos dividi-las em 12 grupos básicos. Falso Dilema Definição: É dado um número limitado de opções (na maioria dos casos apenas duas), quando de fato há mais. O falso dilema é um uso ilegítimo do operador "ou". Por as questões ou opiniões em termos de "ou tudo ou nada" é uma forma corrente de gerar esta falácia. Exemplos: (i) Quem não está por mim, está contra mim. (ii) Brasil: ame-o ou deixe-o. (iii) Ou suportas seu marido ou separe-se. (iv) Uma pessoa ou é boa ou é má. Prova: Identifique as opções dadas e mostre (de preferência com um exemplo) que há pelo menos uma opção adicional. Falácia da Ignorância (argumentum ad ignorantiam) Definição: Os argumentos com esta forma assumem que se pode concluir que algo é verdadeiro por não se ter provado que é falso. Da mesma forma, tal tipo de argumento pode concluir que algo é falso porque não se provou que é verdadeiro. (Isto é um caso especial do falso dilema, já que assume que todas as proposições têm de ser conhecidas como sendo verdadeiras ou falsas). Exemplos: (i) Os fantasmas existem! Já provou que não existem? (ii) Como os cientistas não podem provar que a camada de ozônio vai se destruir, isto provavelmente não ocorrerá. (iii) Paulo disse que era mais esperto do que Marta, mas não o provou. Portanto, isso deve ser falso. Prova: Identifique a proposição em questão. Argumente que ela pode ser verdadeira (ou falsa) mesmo que, por agora, não o saibamos... Derrapagem (Bola de Neve) Definição: Para mostrar que a proposição P é inaceitável, uma série de fatos, cada vez mais inaceitáveis, é extraída de P. O argumento é falacioso quando pelo menos um dos seus passos é falso ou duvidoso. Mas a falsidade de uma ou mais premissas

2 é ocultada pelos vários passos "se... então..." que constituem o todo do argumento. Exemplo: (i) Se aprovamos leis liberando o uso da maconha, não demorará muito até aprovarmos leis liberando todas as drogas, e então começaremos a liberar os crimes em geral. (iii) Se eu abrir uma exceção para você, terei de abrir exceções para todos. Prova: Identifique a proposição P que está sendo refutada e identifique o evento final, Q, da série de eventos. Depois mostre que este evento final, Q, não tem de ocorrer como conseqüência de P. Questão Complexa Definição: Dois tópicos sem relação, ou de relação duvidosa, são conjugados e tratados como sendo uma única proposição. Pretende-se que as pessoas aceitem ou rejeitem ambas quando, de fato, uma pode ser aceitável e a outra não. Trata-se de um uso abusivo do operador "e". As perguntas deste tipo pressupõem que já tenha sido dada uma resposta a uma pergunta anterior. Não se pode responder com sim ou não. Exemplos: (i) Você abandonou os seus maus hábitos? (ii) Até quando vamos tolerar a interferência estrangeira nos interesses nacionais? (iii) O que você fez com o dinheiro que roubou? Prova: Identifique as duas proposições conectadas e mostre que acreditar numa não implica acreditar na outra. Falácia da Composição Definição: Como as partes de um todo têm uma certa propriedade, argumenta-se que o todo tem essa mesma propriedade. Esse todo pode ser tanto um objeto composto de diferentes partes, como uma coleção ou conjunto de membros individuais. Exemplos: (i) Cada tijolo tem três polegadas de altura, portanto a parede de tijolo tem três polegadas de altura. (ii) As células não têm consciência. Portanto, o cérebro, que é feito de células, não tem consciência. Falácia da Divisão Definição: Como o todo tem uma certa propriedade, argumenta-se que as partes têm essa propriedade. O todo em questão, pode ser tanto um objeto como uma coleção ou conjunto de membros individuais. Exemplos: (i) Como o cérebro tem consciência, cada célula do cérebro deve ter a consciência.

3 (ii) Uma vez que a classe do 2o. Ano de Publicidade e Propaganda é de excelente nível, Fulano, que é aluno dessa classe deve ser de excelente nível também... Prova: Mostre que as propriedades em questão são propriedades das partes mas não do todo. Se for preciso, descreva as partes para mostrar que elas não podem ter as propriedades do todo. Petiição de Princípio (petitio principii) Definição: A verdade da conclusão é assumida pelas premissas. Muitas vezes, a conclusão é apenas reafirmada nas premissas de uma forma ligeiramente diferente. Nos casos mais difíceis, a premissa é conseqüência da conclusão. Exemplos: (i) Dado que não estou mentindo, segue-se que estou dizendo a verdade. (ii) Sabemos que Deus existe, porque a Bíblia o diz. E o que a Bíblia diz deve ser verdadeiro, dado que foi escrita por Deus e Deus não mente. (Neste caso teríamos de concordar primeiro que Deus existe para aceitarmos que ele escreveu a Bíblia) Prova: Mostre que para acreditarmos nas premissas já teríamos de aceitar a conclusão. Apelo à Força (argumentum ad baculum) Definição: O interlocutor é informado de que conseqüências desagradáveis se seguirão à discordância com o autor. Exemplos: (i) É melhor concordar que a nova orientação da empresa. Pelo menos se você pretende manter seu emprego. (ii) Todos os membros do partido devem apoiar a candidatura de Fulano, ou enfrentar um processo de expulsão. Prova: Identifique a ameaça e a proposição. Argumente que a ameaça não tem relação com a verdade ou a falsidade da proposição. Apelo à Piedade (argumentum ad misercordiam) Definição: Pede-se a aprovação do auditório na base do estado lastimoso do autor. Exemplos: (i) Não é possível ter tirado essa nota, pois eu passei as duas últimas noites estudando! (ii) O presente custou caríssimo. Portanto, ele vai gostar... Prova: Identifique a proposição e o apelo à piedade e argumente que o estado lastimoso do argumentador nada tem a ver com a verdade da proposição. Apelo às Conseqüências (argumentum ad consequentiam) Definição: O autor, para mostrar que uma crença é falsa, aponta conseqüências desagradáveis que advirão da sua defesa. Exemplos: (i) Não se pode aceitar que a teoria da evolução é verdadeira, porque se ela fosse verdadeira não seriamos melhores que os macacos. (ii) Deve acreditar em Deus,

4 porque de outro modo a vida não teria sentido. (Talvez. Mas também é possível dizer que, não havendo sentido para a vida, Deus não existiria.) Prova: Identifique as conseqüências e argumente que a realidade não tem de se adaptar aos nossos desejos. Apelo ao Povo (argumentum ad populum) Definição: Sustenta-se que uma proposição é verdadeira por ser largamente defendida como tal por algum setor da população. Esta falácia é, por vezes, chamada "Apelo à emoção" porque os apelos emocionais atingem, muitas vezes, a população como um todo. Exemplos: (i) Desde que o mundo é mundo as coisas são feitas dessa forma. Por que você insiste em pensar diferente? (ii) As pesquisas sugerem que o partido XYZ vai ganhar as eleições; portanto, você também deve votar nele. (iii) Todo mundo sabe que a Terra é plana. Então porque insistes nas tuas excêntricas teorias? (Papa falando à Ptolomeu) Prova: Cite Nelson Rodrigues: Toda unanimidade é burra... Ataque à Pessoa (argumentum ad hominem) Definição: A pessoa que apresentou um argumento é atacada em vez do próprio argumento. Assume muitas formas. Pode-se, por exemplo, atacar o caráter, a nacionalidade ou a religião da pessoa. Em alternativa, pode-se sugerir que a pessoa é movida pelo interesse porque tem algo tem algo a ganhar com o argumento. A pessoa pode ainda ser atacada por associação ou pelas suas companhias. Há três formas maiores de Ataque à Pessoa: (1) ad hominem (abusivo): em vez de atacar a asserção, o argumento ataca pessoa que a proferiu. (2) ad hominem (circunstancial): em vez de atacar a asserção, o autor aponta uma relação entre a pessoa pessoa que a fez e as suas circunstâncias. (3) ad hominem (tu quoque): esta forma de ataque à pessoa consiste em fazer notar que a pessoa não pratica o que diz. Ataque à Pessoa (Cont.) (argumentum ad hominem) Exemplos: (i) Não discuto com pessoas da sua categoria (ad hominem abusivo) (ii) É natural que o ministro diga que essa política fiscal é boa porque ele não será atingido por ela.(ad hominem circunstancial) (iii) Podemos ignorar as afirmações de João porque ele é patrocinado pela indústria da madeira. (ad hominem circunstancial) (iv) Como você pode pedir-me para parar de fumar se vejo você fumando todos os dias? (ad hominem tu quoque) Prova: Identifique o ataque e mostre que o caráter ou as circunstâncias da pessoa nada tem a ver com a verdade ou falsidade da proposição defendida. Apelo à Autoridade (argumentum ad verecundiam)

5 Definição: Ainda que às vezes seja apropriado citar uma autoridade para suportar uma opinião, a maioria das vezes não o é. O apelo à autoridade é especialmente impróprio se: (i) a pessoa não está qualificada para ter uma opinião de perito no assunto. (ii) não há acordo entre os peritos do campo em questão. (iii) a autoridade não pode, por algum motivo ser levada a sério - porque estava brincando, estava ébria ou por qualquer outro motivo. Uma variante da falácia do apelo à autoridade é o "ouvi dizer" ou "diz-se que". Um argumento por "ouvir dizer" é um argumento que depende de fontes em segunda ou terceira mão. Apelo à Autoridade (Cont.) (argumentum ad verecundiam) Exemplos: (i) O famoso psicólogo Dr. Fabio Appolinário recomenda-lhe que compre o último modelo de carro da Ford. (ii) O economista John Kenneth Galbraith defende que uma apertada política econômica é a melhor saída para a recessão. (Apesar de Galbraith ser um perito, nem todos os economistas estão de acordo nesta questão.) (iii) Dizem que as ações da Bolsa vão continuar a cair até o final do ano. (Ouvi dizer que...) Prova: Mostre uma de duas coisas (ou ambas): (i) a pessoa citada não é uma autoridade no campo em questão; (ii) mesmo entre os especialistas não há consenso sobre o assunto discutido. Depois disso, por causa disso (post hoc ergo propter hoc ) Definição: O nome em Latim significa: "depois disso, logo, por causa disso". Isto descreve a falácia. Um autor comete a falácia quando assume que, por uma coisa se seguir a outra, então aquela teve de ser causada por esta. Exemplos: A imigração nordestina para o sul/sudeste aumentou assim que a prosperidade aumentou. Portanto o incremento da imigração foi causado pelo incremento da prosperidade. Tomei o Chá Cura-Tudo e dois dias depois a minha dor no peito desapareceu... Prova: Mostre que a correlação é coincidência, mostrando: (i) que o "efeito" teria ocorrido mesmo sem a alegada causa ocorrer, ou que (ii) o efeito teve uma causa diferente da que foi indicada. Efeito Conjunto Definição: Sustenta-se que uma coisa causa outra quando, de fato, são ambas o efeito de uma mesma causa subjacente. Esta falácia é muitas vezes apresentada como um caso especial da falácia post hoc ergo propter hoc. Exemplos: (i) Estamos vivendo uma fase de elevado desemprego que é provocado por uma baixa demanda de consumo. (De fato, ambos podem ser causados por taxas de juros muito elevadas, dentre outros fatores...) (ii) Você está com febre e isso está sentindo-se indisposto. (De fato, ambos os sintomas são causados pela gripe...)

6 Prova: Identifique os dois efeitos e mostre que ambos são provocados pela mesma causa subjacente. É preciso indicar a causa oculta e provar que ela causa cada efeito. Jogo da Meia-Verdade Definição: Persuadir o leitor ou ouvinte a acreditar numa afirmação através do ato de esconder alguns elementos principais do conteúdo informativo. É uma falácia difícil de detectar porque é invisível a metade que falta da informação verdadeira. Exemplo: (Do mundo político) "A atual Lei para reduzir uso de armas de fogo merece ser suprimida porque, desde que entrou em vigor, houve aumento da criminalidade". Análise: É necessário averiguar o que de fato aconteceu antes de acreditar na afirmação. Temos que examinar, sobretudo com levantamentos estatísticos, o que aconteceu em outros locais (Estados, países), no mesmo período em discussão. Não é possível aceitar tão facilmente que A causou B. Este também é um exemplo da falácia Post Hoc Ergo Propter Hoc (No. 8). Falácia do "Homem de Palha" Definição: É a técnica de descrever enganosamente ou de deturpar as idéias do oponente (a fim de destruí-las mais facilmente), para em seguida atacar essas idéias e concluir que foram demolidas. É uma falácia porque deixa de lidar com os argumentos verdadeiros feitos pelo oponente. Exemplo 1: (Do mundo político) "A minha oponente nesta batalha para a prefeitura da cidade é favorável à prática do aborto e acreditem, se for eleita, ela e seu partido farão tudo para favorecer sua legalização. Quem vota nela vai ter que responder a Deus por isso." Análise: A prática de aborto no Brasil não é um assunto da esfera municipal, mas, sim, da esfera federal. Assim, o enunciador está criando um "homem de palha" (ou espantalho), usando um assunto irrelevante à eleição municipal, e sugerindo indiretamente que o seu adversário é incapaz de separar suas crenças particulares (ser temente a Deus) das suas ações políticas (candidatar-se à prefeitura). Exemplo 2: (Do mundo político) "Devemos proibir todas as armas. Aqueles que são contra essa proibição não acreditam que muitos crimes envolvem armas, mas as estatísticas provam o contrário".

7 Análise: Citando um argumento que é obviamente fraco, o locutor espera ganhar a nossa benevolência. Mas sua manipulação do apoio argumentativo é evidente e não-convincente. Falácia de Bifurcação, ou de "Branco ou Preto" Definição: É a apresentação de uma situação ou condição com apenas duas alternativas, quando na verdade outras alternativas existem ou podem existir. A tentativa é de forçar o ouvinte a concordar apenas com a posição do falante. Exemplo: ( Do mundo político) "Brasil--Ame-o ou deixe-o". [Slogan usado pelo governo militar brasileiro na década de 1970.] Análise: Se não amo o Brasil do jeito que está, não existe a opção de ficar aqui e tentar melhorar a situação, mobilizando políticos e empresários para encorajar mudanças de toda ordem? Maniqueísmo é uma forma de reducionismo; simplificação excessiva deve ser evitada em qualquer julgamento. Mudança do Ônus da Prova Definição: É transferir, do falante ao ouvinte, a necessidade de dar provas ou evidências para apoiar uma idéia. O "ônus da prova", isto é, a responsabilidade de comprovar um enunciado, é sempre da pessoa que faz a afirmação. Transferir essa responsabilidade para o ouvinte é uma tática desonesta, e dá a impressão de que algo é verdade a não ser que possa ser comprovado como errado. Exemplo: (Do mundo de discussões religiosas) "É claro que foi Deus quem criou o mundo e todas as coisas nele. Se você não acredita nisso, então como você explica a beleza do mundo natural e a perfeição do corpo humano?" Análise: Fé em Deus e suas obras é uma questão de foro intimo; varia de pessoa para pessoa. O falante nesse caso está se esquivando de sua responsabilidade em fornecer evidência para sua própria afirmação e convenientemente escamoteia a elucidação do dilema para quem não concordar com ele. Além de não ser convincente, sugere proselitismo e desrespeito aos agnósticos. Falácia das Premissas Escondidas Definição: É a falácia de fazer uma pergunta que contém uma pressuposição que o ouvinte gostaria de negar, mas não tendo argumentos para fazê-lo, é induzido a supor que a interrogativa traz em si uma afirmação. Qualquer resposta à pergunta "por que tal ocorre?" pressupõe que tal de fato ocorre. Exemplo: (Do mundo político)

8 "A minha concorrente nas eleições para a prefeitura tem recebido apoio de todos os partidos políticos que antes eram seus inimigos. Por que será? O que está atrás disso?" Análise: O enunciador está fazendo uma insinuação seguida de perguntas retóricas que têm premissas ocultas. A implicação é de que há algo comprometedor no apoio dos antigos inimigos, mas o falante não oferece evidência para nada nefasto ou de subterfúgio. Ele oferece meias-verdades, com suposições e induções. Estereótipos Definição: O erro de tratar um indivíduo como se fosse totalmente definido pela sua condição de pertencer a um grupo, ignorando-se totalmente sua individualidade. Exemplo 1: "Ah, você sabe como é....meninos são sempre desorganizados!" Exemplo 2: "Ora, que mais você poderia ter esperado de um norte-americano...você sabe como eles são....". Análise: Desprezar, ridicularizar ou tratar paternalisticamente uma ou mais pessoas por pertencerem a um determinado grupo é injusto e preconceituoso, por deixar de lado seu aspecto mais importante: sua individualidade, sua condição pessoal. Condenando a Fonte Definição: É a tentativa de desacreditar o oponente, transferindo a atenção da idéia em discussão para a pessoa associada a ela. O falante tenta tirar a veracidade ou credibilidade das idéias do seu oponente através do ataque à pessoa que representa as idéias. Recurso às vezes chamado de "xingação" porque afixa etiquetas que levantam emoções em torno de pessoas, grupos ou idéias. [Também chamado em Latim de argumento ad hominem.] Exemplo 1: (Do mundo político) Deputado de um partido político considerado de "esquerda" afirma: "É importante limitar o desenvolvimento de armas nucleares em nosso país porque é possível que os seus efeitos envenenem a atmosfera". E um deputado de um partido considerado de "direita" responde: "Não podemos acreditar na opinião do meu colega porque ele é esquerdista, e todo mundo sabe que a esquerda está sempre tentando controlar despesas militares". Análise: Tudo bem, mas o segundo orador não provou que aquilo que o primeiro falou é falso ou errado. Argumentos têm que ser avaliados pelas suas qualidades intrínsecas e não pelas qualidades das pessoas que os apresentaram. Exemplo 2: "Talvez nossa empresa precise de uma cooperativa; mas se Walter de Souza está atrás dessa idéia, sou contra. Acho que ele é comunista".

9 Análise: É irrelevante a questão das convicções pessoais de quem propõe uma idéia: os únicos propósitos que merecem ser discutidos são a validade das afirmações e a qualidade da evidência apresentada em suporte das afirmações. Exemplo 3: "Aquele pedido parece bom, mas foi João da Silva quem o submeteu. A família do João é rica. Ele não está acostumado a comprar somente o que é necessário; assim sendo, seu pedido vai nos custar mais do que podemos gastar". Análise: As qualidades boas ou ruins de quem propõe uma idéia não devem entrar na discussão de argumentos a favor ou contra o que quer que seja. O foco de atenção deve ser apenas a idéia ou conjunto de idéias apresentadas para determinado fim. Exemplo 4: "Você disse que a maioria dos policiais não aceita suborno, mas, afinal de contas, você mesmo é um policial--o que mais você poderia dizer?" Análise: Supor que a fonte da informação é tendenciosa (a favor ou contra um grupo ou idéia) é agir de forma igualmente tendenciosa, mantendo insolvente o que se põe em questão. É necessário parar de perguntar o que uma pessoa "é ", e, em vez disso, perguntar o que esta pessoa "fez ou está fazendo". Argumento ao Povo, ou Falácia do "Trio Elétrico" Definição: É a tentativa de distrair a atenção da idéia em discussão e criar no ouvinte o desejo de ser aceito dentro do grupo. Sugere que quanto mais pessoas apoiam uma idéia, mais correta ou verdadeira ela é. Em vez de apresentar evidência referente à falsidade ou qualidade verídica de uma enunciação, substituir a informação por impressões: como as pessoas se sentem sobre ela. [Também chamado em Latim de argumentum ad populum.] Exemplo 1: "Talvez Henrique viesse a ser o melhor presidente do Clube dos Funcionários, mas todo mundo vai votar em João. Entre na onda. Por que gastar seu voto em alguém que não vai ganhar?" Análise: Aqui o falante está pedindo que o seu ouvinte jogue fora sua inteligência, bom senso, princípios e caráter para votar em alguém em quem ele não acredita. É uma apelação às emoções, aos sentimentos, ao desejo de estar dentro do grupo que pode vencer; induz o interlocutor a sentir-se fracassado, em vez de sugerir que vote seguindo seus próprios princípios, mesmo sabendo que o seu candidato preferido pode perder. Exemplo 2: "Todo bom brasileiro deve reconhecer a importância do que estou dizendo. Você é um bom brasileiro, não é? Você concorda comigo?" Análise: Ninguém tem o direito de forçar os outros a concordar com suas definições sobre quem é bom e quem não é. Intimidação é inaceitável numa discussão entre pessoas educadas. Silogismos construídos com juízos de valor (bom/mau) representam uma forma oblíqua de persuasão de feição opressiva. Exemplo 3: "A terra é achatada, e todo mundo acredita nisso!"

10 Änálise: Não é possível provar se a terra é achatada ou não, citando crenças coletivas. Na história humana, crenças falsas foram rebatidas com conhecimento de áreas específicas do saber, como a astronomia, a geologia e a geografia, por exemplo.

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