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Aula Magna sobre Prevenção

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Apresentação em tema: "Aula Magna sobre Prevenção"— Transcrição da apresentação:

1 Aula Magna sobre Prevenção
Construindo uma Rede Global de Prevenção para compartilhar conhecimento: Atingindo um milhão de pessoas com uma aula sobre prevenção. “Uma onça de prevenção vale uma libra de cura” Henry De Bracton, 1240 O valor da prevenção primária é conhecido pela humanidade há séculos. Infelizmente, ainda hoje os benefícios não são totalmente reconhecidos, devido à preocupação excessiva com a moderna tecnologia médica. Nós do projeto Supercourse (www.pitt.edu/~super1) decidimos salientar a importância da prevenção desenvolvendo esta “Aula Magna sobre Prevenção”. O Supercourse, instituído pela National Library of Medicine, é um curso via Internet contendo aulas sobre prevenção e saúde pública, disponibilizado gratuitamente por membros de 151 países da Rede Global de Saúde. Desenvolvemos a Aula Magna sobre Prevenção para enaltecer o papel da prevenção no esforço em manter nosso planeta saudável. Observação: O botão “envie esta aula para um amigo” funciona apenas no modo de exibição de slides do PowerPoint. Esta aula foi criada por Faina Linkov, MPH com a ajuda da equipe do Supercourse em Pittsburgh (EUA) e da Rede Global de Saúde. Envie esta aula para um amigo

2 19 de Setembro de 2003 Dia de Hipócrates
Higéia   Na mitologia Grega, a deusa da saúde. Higiene – Ciência que trata da promoção e manutenção da saúde. 19 de Setembro de 2003 Dia de Hipócrates Esta aula é dedicada ao homem que é atualmente reconhecido como o “pai” da medicina. Devido ao seu trabalho, curandeiros transformaram-se em doutores. O juramento de Hipócrates é realizado durante a cerimônia de formatura em todas as faculdades de medicina modernas. Breve biografia de Hipócrates Hipócrates ( ? aC) foi um escritor médico grego extraordinário. Pouco se sabe da sua vida além do fato de ter sido um médico na ilha de Cos, ter vivido no período mais rico intelectualmente da Grécia e que era totalmente livre de superstições. Mais de oitenta tratados foram atribuídos a ele, mas hoje se sabe que alguns foram escritos por outros autores que utilizaram seu nome e reputação. O conjunto da sua obra gerou dez volumes reconhecidos como uma enciclopédia de medicina e cirurgia. Hipócrates é considerado o pai da medicina científica, por não acreditar em curas milagrosas. Ensinou que para uma vida saudável é necessária uma dieta adequada, e que o clima tem grande influência tanto sobre o corpo quanto sobre a mente. Morreu na Tessália com idade avançada. O dia 19 de Setembro é comemorado na Grécia como o dia de Hipócrates. Nós sugerimos que esta data seja celebrada em todo o mundo com um Dia Mundial da Prevenção, conclamando todos a um esforço conjunto para a prevenção de doenças. No dia 19 de Setembro de 2003 gostaríamos de reunir os conceitos da medicina hipocrática com aqueles da deusa da saúde Hygeia, que ajudava seu pai Asklepios, e ainda Afrodite, representando a prevenção de doenças. A “união” de Hipócrates e Hygeia pode ainda reunir duas formas de energia, Yan & Yin. Para informações adicionais sobre Hipócrates, visite: Esta aula foi criada pela equipe da Rede Global de Saúde do Supercourse.

3 Objetivos 1. Definir prevenção e enfatizar sua importância na saúde global. 2. Discutir a importância da rede no contexto do Supercourse e começar a organizar a globalização baseada na Internet para prevenção. 3. Distribuir a aula magna para 1 milhão de estudantes e profissionais por todo o mundo. Todos aqueles que trabalham com educação médica e saúde pública devem ser encorajados a utilizar esta aula para aprendizagem e ensino. “O conhecimento é compartilhar” Gostaríamos que esta aula fosse distribuída para um milhão de pessoas por todo o mundo. Sinta-se à vontade para envia-la por correio eletrônico para tantas pessoas quantas for possível e nos comunique quem foram os destinatários. Se você tem alguma idéia sobre como distribuir esta aula, por favor entre em contato com a equipe do Supercourse Para inscrever-se no Supercourse, acesse ou envie uma mensagem de correio eletrônico para Fazendo parte da Rede Global de Saúde você receberá gratuitamente CDs do Supercourse, aulas assim que forem disponibilizadas e aulas anuais sobre prevenção. Observação: O botão “envie esta aula para um amigo” funciona apenas no modo de exibição de slides do PowerPoint. Envie esta aula para um amigo

4 Definição de Prevenção
“Ações visando erradicar, eliminar ou minimizar o impacto da doença e suas seqüelas. O conceito de prevenção é melhor compreendido através dos níveis denominados tradicionalmente prevenção primária, secundária e terciária” Dicionário de Epidemiologia, Quarta Edição Editado por John M. Last John Last é uma figura lendária na área da prevenção, conhecido por muitos como o “pai da prevenção”. Assumiu postos acadêmicos no British Medical Research Council em Londres, nas Universidades de Sydney, Vermont e Edimburgo e é Professor de Epidemiologia e Medicina Comunitária na Universidade de Ottawa desde Foi o editor das 11a., 12a. e 13a. edições de Saúde Pública e Medicina Preventiva e editor emérito da 14a. edição ("Maxcy-Rosenau-Last"); editor das 1a., 2a. 3a. e 4a. edições do Dicionário de Epidemiologia e autor das 1a. e 2a. edições de Saúde Pública e Ecologia Humana.

5 Saúde Pública e Sanitarismo
Conquistas do século 20: Melhorias nos hábitos de higiene; Melhor conservação dos alimentos (refrigeração); Melhorias no tratamento de água e esgoto; Campanhas de vacinação. As práticas de saúde pública e higiene pessoal reduziram dramaticamente a incidência de determinadas doenças infecciosas. O controle de muitas destas doenças ocorreu à medida que a própria sociedade evoluiu. Muitas da medidas preventivas hoje disponíveis, como vacinação, tratamento de água e esgoto e práticas higiênicas de manuseio, distribuição e conservação de alimentos melhoraram muito nossa habilidade para controlar epidemias. Joshua Lederberg, ganhador do prêmio Nobel (EUA)

6 Aumento da Expectativa de Vida
Por que realizar prevenção? O mundo é hoje mais saudável do que nunca, com um aumento global da expetativa de vida de 20 anos no último século. Esta melhora dramática foi observada tanto nos países desenvolvidos quanto naqueles em desenvolvimento e pode ser atribuída principalmente à melhoria da prevenção e não aos avanços da prática médica. Criado pela Rede Global de Saúde Fonte: Organização das Nações Unidas, Indicadores demográficos, (Revisão de 1996) (ONU, Nova York, 1996).

7 Prevenção e Religião Lavagem das mãos
As mãos devem ser lavadas após tocar algo sujo ou contaminado, como por exemplo, antes e depois de comer. O Profeta (Maomé) disse: “Aquele que dormir sem que suas mãos estejam livres de gordura e por conta disto adoecer só poderá culpar a si mesmo” “O Profeta lavava suas mãos antes de comer” A prevenção de doenças e a prática de higiene têm uma história muito longa. As medidas higiênicas estão incluídas na maioria das religiões, como Islamismo, Cristianismo, Judaísmo e Hinduísmo. Nós do Supercourse podemos fornecer a melhor informação científica via Internet para pessoas da maior parte das religiões. Estas informações sobre prevenção podem então ser divulgadas nas comunidades locais através dos meios disponíveis, incluindo encontros religiosos, escolas, amigos, colegas, etc. Diapositivo da aula sobre islamismo e saúde elaborada por Sherine Shawky e Abed Husseini, da Universidade Berzeit. *Observação: O Profeta é Maomé, conhecido como o Profeta do Islã.

8 Exemplos Históricos de Atitudes Preventivas Globais
A erradicação da varíola é o melhor exemplo conhecido das ações da Organização Mundial da Saúde. De fato, os benefícios sobre a saúde pública são impressionantes. Em 1967, quando a OMS iniciou os esforços para a erradicação internacional, estimava-se que a varíola atingisse até 15 milhões de pessoas por ano, das quais cerca de dois milhões morriam e muitas outras ficavam desfiguradas e algumas vezes cegas. Com a impressionante cooperação global, em 1980 a OMS pôde certificar que a doença havia sido erradicada. Se a varíola não tivesse sido erradicada, teriam havido 350 milhões de novas vítimas nos últimos 20 anos - aproximadamente a soma das populações dos Estados Unidos e do México - e 40 milhões de mortes- número equivalente a toda a população da Espanha ou da África do Sul. Imagens obtidas das aulas Modeling Potential Response to Smallpox - Martin Meltzer, CDC, EUA e Microbial threats to health in the US - Joshua Lederberg *Modelo para infecção aguda

9 o bacilo da tuberculose Introdução da Streptomicina
350 300 250 200 150 100 50 Taxa de mortalidade por Tuberculose, por habitantes, Estados Unidos. Fonte: US Bureau of the Census, Historical Statistics of the United States; Colonial Times to 1970 (Washington, D.C: Government Printing Office, 1975), Part 1 p58-63.  Nota: Dados entre 1860 e 1900 apenas de Massachusetts. Koch identificou o bacilo da tuberculose Introdução da Streptomicina A mudança no padrão das doenças observada no século XIX foi mais do que uma relação direta causa-efeito entre a melhora das condições sanitárias e a redução das taxas de mortes por infecções, pois ajudou a mudar valores e comportamentos. A mortalidade por tuberculose começou a cair no início do século XIX e continuou diminuindo progressivamente muito antes da descoberta de tratamentos quimioprofiláticos efetivos que praticamente eliminaram a doença nos países ricos por volta de 1950. A prosperidade levou a melhores condições de habitação e melhor nutrição, assim como a redução do analfabetismo. Tornou-se mais raro que várias crianças de uma mesma família dormissem na mesma cama. A boa alimentação, melhores moradias, mais informações e a separação das outras pessoas por espaço suficiente para reduzir a transmissão de infecções de uma pessoa para outra, tudo ajudo a reduzir o fardo da morte prematura. Talvez tenha também ocorrido um aumento natural no nível de imunidade (transmitida da mãe para os filhos) para algumas infecções que anteriormente vitimavam grande número de crianças, e quem sabe a redução da virulência de alguns dos mias letais patógenos. Autor: John Last, Canada Taxa de mortalidade por Tuberculose, , Estados Unidos - Fonte: US Bureau of the Census, Historical Statictics of the United States; Colonial Times to 1970 (Washington, D.C.:Government Printing Office, 1975), Part 1 pp58,63.  Note: Data between 1860 and 1900 for Massachusetts only. Ecological Determinants of Disease Vacinação disponível

10 A Revolução Sanitária e a Ascensão da Saúde Pública
A revolução sanitária produziu a maior transformação no padrão de doença que o mundo conheceu desde que povos nômades se estabeleceram em vilas e mais recentemente desenvolveram modernas comunidades urbanas. A revolução sanitária do século XIX surgiu das descobertas de Snow, reforçadas pelos trabalhos de outros. William Farr, médico e estatístico, o primeiro compilador de Resumos no recém-criado escritório do English Registrar General; os bacteriologistas, Louis Pasteur e Robert Koch; o patologista-sanitarista Rudolph Virchow; os transformadores sociais e primeiros especialistas em saúde pública, Edwin Chadwick, Lemuel Shattuck, John Simon, e posteriormente muitos outros. Os agrupamentos humanos eram a semente de civilizações, mas nas ausência de condições sanitárias e de higiene adequadas, forma também estufas de doenças. As cidades do século XIX eram locais perigosos, rife com doenças e mortes prematuras. Mais de um quarto de todos os bebês nascidos morria antes de completar um ano, e mais da metade não sobreviviam o suficiente para ter seus próprios filhos. Morriam de infecções respiratórias e gastrointestinais: cólera, febre tifóide, diarréia, difteria, crupe, sarampo, pneumonia e tuberculose. Autor: John Last, Canadá *Observação: A revolução sanitária refere-se às mudanças na saúde pública que ocorreram na Europa e na América do Norte no final do século XIX.

11 (mortes por 1 milhão de crianças)
Taxa de Mortalidade por Sarampo em crianças menores de 15 anos na Inglaterra e País de Gales, de (mortes por 1 milhão de crianças) 1400 1200 1000 800 600 400 200 A Transição Epidemiológica e a saúde Nos dias de hoje é amplamente conhecido que, com o crescimento econômico progressivo, os países em desenvolvimento vão seguir o mesmo caminha da Europa e da América do Norte e vivenciar o que é conhecido com a “Transição Epidemiológica”. Este ermo descreve as mudanças no padrão de doenças que acompanhou as melhorias nas condições de saúde no final do século XIX e início do século XX. Á media que as taxas de mortalidade se reduziram e a expectativa de vida aumentou, essas populações apresentaram uma mudança no padrão de doença, daquele dominado por doenças infecciosas para outro de doenças crônicas como o câncer e as doenças cardiovasculares. Esta mudança pode ser explicada em parte pelo fato de que muito mais pessoas estavam vivendo até a idade na qual se manifestam as doenças crônicas. Mesmo assim, esta transição representou não apenas a mera substituição de um grupo de problemas por outro, mas uma melhoria geral nas condições de saúde. Elementos desta transição epidemiológica estão de fato ocorrendo agora, em graus variáveis, em grande parte dos países em desenvolvimento. Em alguns países de renda médica da América Latina e da Ásia , por exemplo, as doenças crônicas são agora responsáveis por uma fração cada vez maior das mortes em relação às doenças infecciosas [1]. Mas esta transição não está de forma alguma completada. Muitos países, particularmente os mais pobres, têm ainda um enorme fardo de doenças infecciosas ao lado do problema crescente das doenças crônicas. Estas populações não trocaram um grupo de problemas por outro, ao contrário, estão sofrendo com ambos, no que é conhecido como a “dupla carga” de doenças [2]. A transição não é também inevitável. Como ilustra a história da Revolução Sanitária, políticas e esforços concentrados são necessários para melhorar tanto a qualidade ambiental quanto a saúde pública. 1. Christopher J. L. Murray and Alan D. Lopez, eds., The Global Burden of Disease: Volume 1 (World saúde Organization, Harvard School of Publoc Health, and The World Bank, Geneva, 1996), p. 18. 2. A. Rossi-Espagnet, G.B. Goldstein, and I. Tabibzadeh, "Urbanization and saúde in Developing Countries: A Challenge for saúde for All," World saúde Statistics Quarterly, Vol. 44, No. 4 (1991), p. 208. Fonte: Thomas McKeown, The Modern Rise of Population (Academic Press, San Francisco, 1976), p

12 Transição Epidemiológica, México Declínio das doenças transmissíveis e crescimento das doenças crônico-degenerativas Diarréia Malária Doença Coronariana Tuberculose Câncer Febre Tifóide A Transição Epidemiológica não é limitada aos países desenvolvidos, podendo ser observada em nações como o México. A Transição Epidemiológica foi observada claramente na maioria dos países durante o século 20. No México quase todas as doenças infecciosas se reduziram, com o conseqüente aumento da expectativa de vida e o surgimento de doenças coronarianas e câncer. Isto demonstra os sistemas de doenças numa base populacional.

13 O maior acidente radioativo do qual se tem conhecimento ocorreu na Usina Nuclear de Chernobyl, na Ucrânia,em 26 de Abril de Mais de pessoas foram incluídas em programas de descontaminação, das quais Ucranianas. Os trabalhos prosseguiram até A contaminação radioativa por Césio 137 estendeu-se nos territórios da Ucrânia, Bielorússia e Rússia, sendo a intensidade da contaminação mostrada no mapa ao lado. A despeito de vários sucessos da revolução sanitária, a saúde do meio ambiente permanece como grande preocupação. O acidente da usina nuclear de Chernobyl lembra a todos quão importante é prevenir a poluição ambiental e outras ameaças à saúde produzidas pelo homem. Os efeitos sobre a saúde da radiação e a prevenção secundária para aqueles que foram expostos a ela constitui grande preocupação para os profissionais de saúde ma Ucrânia e em outras regiões. Autor: Boris Ledoshchuk, MD, PhD, Ucrânia

14 Exemplo de um programa de prevenção em Cuba RESULTADOS DA VACINAÇÃO
POLIOMIELITE ELIMINADA DESDE 1962 DIFTERIA ELIMINADA DESDE 1969 TÉTANO NEONATAL ELIMINADO DESDE 1972 RUBÉOLA CONGÊNITA ELIMINADA DESDE 1989 MENINGITE PÓS CAXUMBA ELIMINADA DESDE 1989 VARICELA ELIMINADA DESDE 1993 COQUELUCHE TRANSMISSÃO INTERROMPIDA DESDE 1994 RUBÉOLA TRANSMISSÃO INTERROMPIDA DESDE 1995 CAXUMBA TRANSMISSÃO INTERROMPIDA DESDE 1995 MORBIDADE DOENÇA MENINGOCÓCICA REDUÇÃO DE 93% FEBRE TIFÓIDE REDUÇÃO DE 75% HEPATITE B REDUÇÃO DE 52% O sistema de saúde cubano é gratuito e universal, com ênfase em educação e prevenção. Nas últimas décadas Cuba obteve aumento significativo na expectativa de vida, com redução da mortalidade materno-infantil, sendo que estas conquistas podem ser atribuídas à prevenção. Este diapositivo demonstra os resultados de programas de vacinação cubanos. Resultados similares foram obtidos por países como Suécia, Finlândia e partes da Índia, sendo evidente que a prevenção teve importante impacto na maioria dos países na segunda metade do século XX. Autor: Peter G. Bourne, Cuba Saúde pública em Cuba

15 Prevenção secundária do câncer de colo uterino
O câncer de colo do útero é a segunda causa de câncer entre mulheres em todo o mundo. A alta mortalidade por câncer de colo do útero em países em desenvolvimento deve-se à falta de programa de rastreamento efetivos. Mais de novos casos de câncer do colo uterino são diagnosticados a cada ano, principalmente em países em desenvolvimento (dados de 1998). A mortalidade é maior nestes países devido à falta de programas de rastreamento efetivos que permitam diagnosticar e tratar lesões pré-cancerosas. Autor: Naila Baig Ansari, Departamento de Saúde Comunitária, Universidade Aga Khan (Karachi, Paquistão)

16 Custos do controle da malária
Governo - investe dólares americanos por anos, protege 3,4 milhões de pessoas na zona de transmissão ao custo de 3 centavos por pessoa Exames de sangue na população (vigilância) – 25% Controle de vetores (conhecimento estratégico) – 12% Tratamento de casos (controle de transmissão) – 60% Comunidade Custo de 4 dólares americanos por caso da doença O governo paga 17% do custo e cria um sistema de tratamento e o modelo de controle de casos. O controle da malária é uma grande preocupação para os profissionais de saúde na província chinesa de Henan. Os dados apresentados mostram que neste exemplo em particular o custo da doença e mais de 100 vezes o custo da prevenção. Professor Xi-Li Liu, TDR/WHO Project Principal Investigator Instituto de Doenças Parasitárias da província de Henan, China

17 Impacto estimado da AIDS na mortalidade de crianças com menos de 5 anos – Alguns países Africanos, 2010 250 200 150 100 50 por 1000 nascidos vivos com AIDS Botsuana Quênia Malavi Tanzânia Zâmbia Zimbábue sem AIDS Nas últimas duas décadas a prevenção de infecção pelo HIV/AIDS tem sido um desafio para a saúde pública. Uma vez que não existe cura para esta doença e que os tratamentos existentes atualmente não são acessíveis a todos, prevenir a infecção é a melhor maneira de reduzir a morbimortalidade pela AIDS. Países que atingiram mortalidade infantil abaixo de 50/1000 (como Zimbábue and Botswana) verificaram que os fatores que têm maior impacto são assistência pré-natal, rehidratação oral, disponibilidade de água potável e programas de vacinação; quando não estão disponíveis, a mortalide infantil abaixo dos 5 anos de idade aumenta de 4 a 7 vezes. Outros países que têm altas taxas de mortalidade infantil por outras causas estão apresentando o dobro de mortalidade relacionada à AIDS em menores de 5 anos. Autor: Marc Bulterys, MD, PhD Setor de Transmissão Materno-Fetal, Pediatria e Adolescência Setor de Epidemiologia, Divisão de prevenção de HIV/AIDS National Center for HIV/STD/TB prevenção, CDC Fonte: US Bureau of the Census

18 750 AUST SCOT NZ CAN 500 SING USSR 250 ITY FRAN HK CHN USA SPN
Taxas de Mortalidade por Doença Coronariana (morte por homens com idade entre 35 e 74 anos) por país, no período de 1970 a 1993 750 FIN AUST USA SCOT NZ CAN 500 SING USSR 250 ITY Taxas de mortalidade por doença coronariana (por )em alguns países em homens com idade entre 35 e 74 anos no período entre 1970 e 1993 Legenda: USA=Estados Unidos, AUST=Austrália, CAN=Canadá, CHN=China, E&W=Inglaterra e País de Gales, FIN=Finlândia, FRAN=França, HK=Hong Kong, NZ=Nova Zelândia, ITY=Itália, JPN=Japão, SING=Cingapura, SCOT=Escócia, SPN=Espanha. Os dados apresentados mostram que os países da antiga União Soviética, ao contrário de outros, apresentaram aumento das taxas de mortalidade por doença coronariana. O principal motivo para esta tendência é o colapso do sistema de saúde pública na antiga União Soviética. Fonte:National Institute of Health Dr. Ueshima, Professor and Chairman, Department of saúde Science, Shiga University Medical Science, Japan SPN FRAN JPN HK CHN

19 Fatores de Risco relacionados ao estilo de vida
“Os genes carregam a arma. O estilo de vida puxa o gatilho” Dr. Elliot Joslin Fatores relacionados ao estilo de vida Na primeira metade do século XX as pessoas estavam muito ocupadas tentando sobreviver para preocupar-se tanto com saúde quanto nos preocupamos hoje, e muito menos ainda sobre como podemos praticar hábitos saudáveis para prevenir doenças. Os progressos que ocorreram foram devidos à ação de sindicatos de trabalhadores e leis de saúde pública. O relatório Pessoas Saudáveis 2000 fez uma convocação para trabalhar em prol da cultura de promoção do comportamento responsável e a "adoção de um estilo de vida que leve à boa saúde” (USDHHS, 1990). Desde então têm surgido mais e mais provas concretas indicando que a prática de hábitos saudáveis pode diminuir significativamente a probabilidade de desenvolver doenças crônicas. Além disso, de todos os fatores determinantes da saúde os hábitos de vida são os mais passíveis de controle. A prevenção de lesões com produtos mais seguros, uso de cintos de segurança e cadeiras para crianças em automóveis, preocupação com a segurança em casa, detetores de fumaça, etc. salvaram muitas vidas e evitaram muitos ferimentos ao longo do século XX. Autor: Diane Wilson, USA “Fatores relacionados ao estilo de vida e o movimento de prevenção”

20 LDL-Colesterol (mg/dL)
Relação entre eventos coronarianos e a dosagem do LDL-Colesterol em ensaios clínicos com estatinas 30 25 Prevenção Secundária 20 % com 15 Doença coronariana Prevenção Primária Autor: Letchuman Ramanathan Tonkin A. Presented at AHA Scientific Sessions, 1997 Como alguns dos diapositivos anteriores demonstraram,a melhora dramática na expectativa de vida observada no último século é devida principalmente à melhorias sanitárias, de nutrição e de saúde pública. A expectativa de vida depende principalmente da mortalidade infantil, que é causada principalmente por doenças infecciosas. Portanto, ao menos nos países em desenvolvimento, ocorreria melhora da expectativa de vida com a prevenção de doenças infecciosas no século XXI. Por outro lado, as questões de saúde em maiores de 15 anos, tanto nos países desenvolvidos quanto naqueles em desenvolvimento, estão relacionadas a doenças não infecciosas. (Sen K et al. Lancet 356: ; 2000). Pensando em prevenção no século 21, precisamos falar na prevenção de doenças não infecciosas , colocando ênfase similar àquela dada às doenças infecciosas. Este diapositivo apresenta o resultado de vários ensaios clínicos demonstrando os benefícios do uso de estatinas para a prevenção de doença cardiovascular. A Publicação do Heart Protection Study (HPS), o maior estudos sobre estatinas do mundo, está alimentando as solicitações da ênfase em diretrizes para a redução dos níveis de colesterol como estratégia do tratamento de pacientes de alto risco, e não do colesterol elevado; Heart Protection Study Of Cholesterol Lowering With Simvastatin in 20,536 High–risk Individual: a randomized placebo controlled trial Lancet 2002 Jul 6;360(9326):7-22 A principal causa de morbidade e mortalidade nos países desenvolvidos e na maioria dos países em desenvolvimento no mundo atual são as doenças cardiovasculares. Estilos de vida saudáveis, ou seja, manter uma dieta balanceada, não fumar e realizar atividade física contribuirão definitivamente para a prevenção destas doenças. Entretanto, apesar destas medidas, existem ainda pacientes que irão adoecer. Este diapositivo resume os resultados dos maiores estudos usando o grupo de drogas chamados de estatinas na prevenção primária e secundária da doença coronariana. As estatinas são muito efetivas na redução dos níveis de colesterol. Como resultado destes estudos nós temos hoje aceitado amplamente as recomendações sobre como tratar pacientes de alto risco com estatinas. O uso adequado destes medicamentos na realidade reduz custos a longo prazo, uma vez que as pessoas viverão mais tempo e mais saudáveis. Este importante conhecimento médico precisa ser amplamente divulgado por todo o mundo para gerar uma melhora significativa na vida das pessoas, e o Supercourse pode contribuir neste sentido. Referências: Shepherd J et al. N Engl J Med. 1995;333: 4S Study Group. Lancet. 1995;345: Sacks FM et al. N Engl J Med. 1996;335: Downs JR et al. JAMA. 1998;279: RELAÇÃO ENTRE EVENTOS CORONARIANOS E NÍVEIS DE LDL‑COLESTEROL EM ENSAIOS CLÍNICOS RECENTES COM ESTATINAS Ensaios clínicos recentes com estatinas, que incluíram dados de  pacientes, demonstraram uma relação quase linear entre os níveis de LDL‑colesterol e eventos coronarianos. Os dados de estudos de prevenção primária (WOSCOPS) e secundária (CARE, 4S) comprovaram que a redução dos níveis de LDL‑colesterol resulta em menor número de eventos coronarianos. Dados de dois ensaios clínicos recentes, o Estudo de Prevenção de Aterosclerose Coronária da Força Aérea do Texas (AFCAPS/TexCAPS, prevenção primária) e a intervenção a longo prazo com pravastatina em doença isquêmica (LIPID, prevenção secundária) mostraram benefícios similares do tratamento com estatinas na redução do risco de eventos coronarianos em pacientes com Duas conclusões podem ser obtidas destes estudos: A redução dos níveis de LDL‑colesterol reduz o número de eventos coronarianos, sem aumento significativo na taxa de mortalidade por outras causas. Os benefícios da redução dos níveis de LDL‑colesterol podem ser estendidos todos aqueles com níveis de lípides plasmáticos moderados, incluindo indivíduos com e sem doença coronariana. Shepherd J et al. N Engl J Med. 1995;333: Scandinavian Simvastatin Survival Study Group (4S Group). Lancet. 1995;345: Sacks FM et al. N Engl J Med. 1996;335: Downs JR et al. JAMA. 1998;279: Tonkin A. Presented at AHA Scientific Sessions, 1997. 10 5 90 110 130 150 170 190 210 LDL-Colesterol (mg/dL)

21 A revolução na Biologia Molecular teve impacto em:
Ciências Sociedade Medicina Epidemiologia Epidemiologia Molecular O desafio do século XXI A Epidemiologia Molecular é uma das áreas mais importantes e promissoras de pesquisa no século XXI. Representa uma ligação entre o Projeto Genoma Humano e a medicina / saúde pública. Sem estudos de Epidemiologia Molecular baeados em populações bem planejados será impossível interpretar o risco de doença associado à presença de genes de suscetibilidade recentemente identificados. Como resultado, a Epidemiologia Molecular trona-se essencial para o desenvolvimento de diagnósticos médicos, estratégias preventivas de saúde pública e a discussão das questões éticas, legais e sociais surgidas como conseqüência do Projeto Genoma Humano Observação: O Projeto Genoma Humano foi recentemente concluído. Autor: Jan Dorman, PhD Universidade de Pittsburgh, Departamento de Epidemiologia

22 Prevenção e a Internet: A “Epidemia” da Internet
Número de usuários da Internet (milhões) Na última década ocorreu um aumento dramático na utilização da Internet em todo o mundo, sendo necessários maiores esforços para utilizar a Internet para prevenção “O desenvolvimento industrial foi propiciado pela forças hidro-mecânica, do motor a vapor e pela energia elétrica. Hoje a nossa indústria depende da Internet que teve impacto semelhante àquele das infra-estruturas industriais prévias.” Autor: Vint Cerf, citado numa aula do Supercourse. ANO

23 Métodos: Modelo do Supercourse
Professor no Cairo Professor em São Paulo Professor na Tanzânia Professor em Pittsburgh Nos últimos 5 anos, a linguagem universal da ciência da saúde tornou-se o PowerPoint. A maior parte do conhecimento científico atual encontra-se me aulas em PowerPoint, sendo o crescimento na Internet espantoso. Em 1994 existiam apenas algumas aulas disponíveis, enquanto hoje temos mais de 5 milhões. Se pudéssemos estabelecer um sistema global para tornar as aulas acadêmicas disponíveis gratuitamente numa biblioteca virtual, melhoraríamos muito o compartilhamento do nosso conhecimento sobre prevenção. O Supercourse é a biblioteca global contendo aulas disponibilizadas gratuitamente por membros de 152 países. Foi fundado pela NASA e é mantido atualmente pela National Library of Medicine dos Estados Unidos da América. Professor em Paris Professor em Moscou

24 Medicina Preventiva a Distância
Conexão discada ou de banda larga de baixo custo buscando alcançar grande número de pessoas saudáveis para prevenir doenças. Telemedicina Sistemas de banda larga caros, projetados para alcançar pequeno número de pessoas com a finalidade de curar doenças. Precisamos diferenciar a medicina preventiva a distância de telemedicina, que destina-se à “cura” e é cara, sendo pouco provável que tenha algum impacto sobre a saúde global. No entanto, com a medicina preventiva a distância podemos atingir milhões com a mensagem da prevenção, tendo o potencial de continuar melhorando a saúde global.O Supercourse é um exemplo de como a medicina a distância pode atingir grande número de pessoas a baixo custo. A Aula Magna é um instrumento perfeito para a disseminação de importante informações através dos sistemas de medicina preventiva a distância, utilizando sistemas baratos de banda estreita para atingir milhões de pessoas.

25 Crescimento das aulas do Supercourse
Tivemos sucesso na obtenção de excelentes aulas, existindo cerca de 1200 disponíveis. O Supercourse tem atualmente quase membros de 150 países. Envie uma mensagem de correio eletrônico para o se desejar receber um CD grátis contendo 1038 aulas sobre prevenção e saúde pública.

26 Comentários fornecidos por Artemis P Simopoulos, Médico
Conclusões O aumento da expectativa de vida no século passado foi obtido através da melhora da higiene e da prevenção A prevenção bem sucedida no passado e no futuro precisa ser fundamentada na interligação entre profissionais de saúde de todo o mundo para compartilhar o conhecimento A troca de informações através da Internet é a chave para a prevenção e um mundo “dourado”. Ao entrar no século XXI, é importante não esquecer dos conceitos estabelecidos por Hipócrates, como o da “saúde positiva”, explicado a seguir: ”A saúde positiva requer a compreensão da constituição primária do homem (chamada hoje de genética) e do poder de vários alimentos, tanto naturais quanto obtidos pela habilidade humana (os atuais alimentos processados). Mas apenas alimentação adequada não é suficiente para a manutenção da saúde. Precisa existir ainda a prática da atividade física, cujos efeitos precisam também ser conhecidos. A combinação das duas coisas resulta no regime, dada a devida atenção à estação do ano, as mudanças dos ventos a idade da pessoas e as condições da sua casa. Se ocorrer qualquer deficiência de alimento ou atividade física, o corpo adoecerá.” (Século V antes de Cristo). Comentários fornecidos por Artemis P Simopoulos, Médico

27 Qual o futuro da prevenção?
Globalização da prevenção Trabalho da pessoas em conjunto na prevenção Compartilhamento de dados, conhecimento e sabedoria Após ler, favor encaminhar para pelo menos 10 pessoas no seu país, assim como listas de endereços eletrônicos. No queremos “contaminar” seus amigos e seu país com a prevenção via Internet. Como fazer parte da Rede Global de Saúde? Para fazer parte da Rede Global de Saúde do Supercourse, inscreva-se na página ou mande uma mensagem de correio eletrônico para Nós do projeto Supercourse esperamos poder colaborar com você! ”A caminhada de mil quilômetros começa com o primeiro passo “ (Chandra Pandav, Índia). Esta aula representa a primeira de uma série sobre prevenção que a equipe do Supercourse enviará uma vez por ano. Observação: O botão “envie esta aula para um amigo” funciona apenas no modo de exibição de slides do PowerPoint. Por favor, envie a Aula Magna para estudantes e profissionais de saúde no seu país Envie esta aula para um amigo

28 Revisão da Aula Sua opinião é muito importante para o aprimoramento contínuo do Supercourse e desta aula. Favor completar o formulário abaixo (de preferência em Inglês), copiar e colar numa mensagem de correio eletrônico para 1. Nome: 2. Cargo ou função: 3. Organização: 4. 5. Os gráficos e imagens foram carregados rapidamente? Favor classificar as aulas segundo a escala abaixo: 5 = Excelente, 4 = Acima da média, 3 = Regular, 2 = Abaixo da média, 1 = Ruim 6. Conteúdo: 7. Apresentação: 8. Importância: 9. Média geral: 10. Estaria interessada(o) em traduzir esta aula para seu idioma? 11. Como pretende utilizar esta aula? Favor fornecer comentários gerais e específicos sobre a aula. Informe-nos se tiver alguma idéia sobre como distribuir esta aula pelo mundo afora.


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