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Literatura! Profª: Neusa Klein. Profª: Neusa Klein.

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1 Literatura! Profª: Neusa Klein. Profª: Neusa Klein.

2 Conceitos de Literatura: “Literatura é a linguagem carregada de significados” (Ezra Pound) “A distinção entre literatura e demais artes vai operar-se nos seus elementos intrínsecos, a matéria e a forma do verbo”. (Alceu Amoroso Lima) “Literatura é ficção; é a recriação de uma realidade, através de palavras”. (Faraco e Moura)

3 Gêneros Literários Gênero Lírico Gênero Dramático Gênero Narrativo Cada texto literário apresenta uma configuração, uma estrutura diferente. Cada um deles faz parte de um Gênero Literário. A definição do gênero a que pertence uma obra leva em conta sua estrutura e seu conteúdo.

4 Gênero Lírico:  Mundo subjetivo, predominantemente.  Não há narrador. A voz que fala no poema é chamada de eu-lírico ou eu-poético.  Normalmente não existem personagens, quando existem são apenas “pretexto”.  Tempo: estático.  Enredo: não existe, quando existe é apenas “pretexto”.  Descrição: quando ocorre é mero “pretexto” para a confissão emocional do eu-lírico.  Linguagem verbal.

5 Exemplo: Soneto de Fidelidade De tudo, ao meu amor serei atento Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto Que mesmo em face do maior encanto Dele se encanto mais meu pensamento Quero vivê-lo em cada vão momento E em seu louvor hei de espalhar meu canto E rir meu riso e derramar meu pranto Ao seu pesar ou seu contentamento E assim, quando mais tarde meu procure Quem sabe a morte, angústia de quem vive Quem sabe a solidão, fim de que ama. Eu possa me dizer do amor (que tive) Que não seja imortal, posto que é chama Mas que seja infinito enquanto dure. (Vinícius de Moraes)

6 Gênero Dramático:  Mundo objetivo, predominantemente.  Não há narrador. No palco, os atores encarnam diretamente os personagens. No texto, a rubrica substitui a fala do narrador.  Os personagens são fundamentais. No palco, atuam diretamente, encarnadas em atores. No texto, dialogam.  Tempo: dinâmico.  Enredo: fundamental.  Descrição: é substituída pela rubrica (no texto), ou por roupa, cenário, iluminação (no palco).  Linguagem verbal (no texto); Linguagem verbal e não-verbal (no palco).

7 Gênero Narrativo:  Mundo objetivo, predominantemente.  Narrador em 1ª ou em 3ª pessoa.  Os personagens são fundamentais. Suas ações são contadas por um narrador.  Tempo: dinâmico.  Enredo: fundamental.  Descrição: geralmente existe. É um recurso para caracterizar personagens e espaço.  Linguagem verbal.  Estrutura da narrativa: - Enredo;- Tempo;- Personagens; -Espaço; -Foco narrativo.

8 Versificação: Elementos: Métrica – Fazer a escansão de um verso é contar o número de suas sílabas métricas, considerando que: # só se conta até a última sílaba tônica do verso; # quando acontece o encontro de uma vogal final átona mais uma vogal inicial, ocorre a elisão ou hiato.

9 Exemplo: Lou\co, a\fli\to a \sa\ci\ar-\me

10 Classificação dos versos quanto ao número de sílabas métricas: - Monossilabos (1) -Dissílabos (2) -Tri....(3) -Tetra...(4) -Penta...(5) -Hexa...(6) -Hepta...(7) -Octa...(8) -Enea...(9) -Decassílabos (10) -Endecassílabos (11) -Alexandrinos(12) - Versos bárbaros ( + de 12) - Versos brancos (nenhum esquema métrico)

11 Sucessão alternada de sons tônicos e átonos, repetidos com intervalos regulares. Ritmo:

12 Quanto ao som: Consoantes – semelhança total de sons a partir da vogal tônica das palavras que rimam. Assoantes – semelhança na vogal tônica. Rima:

13 Quanto à distribuição na estrofe: 1)Emparelhadas (AABB) Ex: “Pode, em redor de ti, tudo se aniquilar: A Tudo renascerá cantando ao teu olhar. A Tudo, mares e céus, árvores e montanhasB Porque a vida perpétua arde em tuas entranhas.” B

14 2) Cruzadas (ABAB) Ex: “E sons soturnos, suspirados mágoas, A Mágoas amargas e melancolias B No sussurro monótono das águas, A Noturnamente, entre ramagens firas”. B (Cruz e Souza)

15 3)Intercaladas (ABBA) Ex: “Continuamente vemos novidades, A diferentes em tudo da esperança; B do mal ficam as mágoas na lembrança B e do bem (se algum houve), as saudades”. A

16 4) Encadeadas: a última palavra do verso rima com uma palavra do meio do verso seguinte. Ex: “Ouve ò Glaura, o som da lira Que suspira lagrimosa. Amorosa, em noite escura, Sem ventura, nem prazer”.

17 5)Misturadas: não obedecem a um esquema regular. Ex: “Aqui na floresta A Dos ventos batida, B Façanhas de bravos C Que geram escravos...” C

18 Quanto ao valor: Rica – quando as palavras que rimam pertencem a classes gramaticais diferentes. Pobre – rimam palavras da mesma classe gramatical. Rimas raras – rimam palavras pouco comum à poesia.

19 Quanto à tonicidade: Agudas – rimas entre oxítonos e monossílabos tônicos. Graves – rimas entre paroxítonos. Esdrúxulas – rimas entre paroxítonos

20 Atenção! Versos brancos: versos sem rima. Ex: “Mas é preciso ter força É preciso ter raça É preciso ter gana sempre”. (Milton Nascimento)

21 ESTROFE É o agrupamento das linhas poéticas em blocos. Conforme o número de versos, a estrofe recebe um nome específico. NÚMERO DE VERSOS NOME 1 verso MONÓSTICO 2 versos DÍSTICO 3 versos TERCETO 4 versos QUARTETO OU QUADRA 5 versos QUINTETO OU QUINTILHA 6 versos SEXTETO OU SEXTILHA 7 versos SÉPTIMA OU SEPTILHA 8 versos OITAVA 9 versos NOVENA OU NONA 10 versos Décima

22 DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO

23 DENOTAÇÃO - Palavra com significação restrita - Palavra com sentido dicionarizado -Palavra utilizada de modo automatizado - Linguagem comum

24 CONOTAÇÃO - Palavra com significação ampla - Palavra cujos sentidos extrapolam o sentido comum - Palavra usada de modo criativo - Linguagem rica e expressiva

25 Senhores passageiros, por favor, apertem os cintos!

26 Figuras de Linguagem Figuras de Linguagem 1. ANÁFORA: Consiste na repetição de uma mesma palavra no início de versos ou frases: Exemplo: “Você, que tanto tempo faz, você que eu não conheço mais, você, que um dia eu amei, demais...” 2. ALITERAÇÃO: Consiste na repetição de mesmos sons de natureza consonantal. Exemplo: “Ela para e fica ali parada, olhando para nada, Paraná. Fica parecida, paraguaia, pára-raios num dia de sol, para mim...” (Parabólica, Engenheiros do Haway)

27 3. ONOMATOPÉIA: Consiste na utilização de vocábulos com o objetivo de imitar determinado som ou ruído. Exemplo:

28 4. PLEONASMO: Consiste na repetição com a finalidade de enfatizar a mensagem. Trata-se de uma redundância com finalidade expressiva. Exemplo: “A mim, ensinou-me tudo.” (Fernando Pessoa) 5. HIPÉRBOLE: Consiste no exagero intencional de uma idéia. Exemplo: “Jogado aos seus pés, com mil rosas roubadas...” (Exagerado, Cazuza)

29 6. EUFEMISMO: Consiste na suavização de idéias chocantes ou agressivas. Exemplo: “Descansem o meu leito solitário Na floresta dos homens esquecida...” (Álvares de Azevedo) 7. IRONIA: Consiste na enunciação de algo que é o contrário daquilo que se está afirmando. 8. ANTÍTESE: consiste no emprego de palavras ou expressões de sentidos opostos. Exemplo: “Os jardins têm vida e morte.” (Cecília Meireles)

30 9. PERSONIFICAÇÃO ou PROSOPOPÉIA: Consiste em atribuir a seres inanimados ou irracionais características de seres animados, racionais. Exemplo: Algumas das mais conhecidas personagens de história em quadrinhos são exemplos de PERSONIFICAÇÃO. Exemplo: Mickey-Mouse; Pato Donald, Zé Carioca, etc.

31 10. PARADOXO: Consiste em empregar expressões opostas, aparentemente incompatíveis, numa só unidade: Exemplo: “Sois anjo que tenta e não me guarda”. 11. CATACRASE: Consiste em empregar um termo figurado por não existir um termo adequado. Exemplo: “Adicione ao molho um dente de alho”.

32 12. COMPARAÇÃO: Consiste em atribuir a um ser características de um outro ser, para indicar determinada semelhança. Entre esses elementos há sempre, uma partícula comparativa: “como; tal como; tal qual, assim como...” Exemplo: “... Eu te amo calado Como quem ouve uma sinfonia De silêncio e de luz...”(Lulu Santos) 13. METÁFORA: Consiste numa comparação subentendida cujo conetivo e ou primeiro termo da comparação desaparecem. Exemplo: “O amor é fogo que arde sem se ver é ferida que dói e não se sente...”

33 14.Metonímia: Consiste na substituição de um termo por outro com o qual existe uma relação de significado. EX: “O bonde passa cheio de pernas.” (pessoas) 15.Gradação: Consiste em organizar uma seqüência de idéias em sentido crescente ou decrescente. EX: “ O primeiro milhão possuído excita, acirra, assanha a gula do milionário.” (Olavo Bilac)

34 16.Sinestesia: Consiste na mistura de sensações que produzem forte sugestão. Exemplo: “Meu Deus! Como é sublime um canto ardente!” (audição+tato) 17.Perífrase: É o emprego de uma expressão que identifica coisa ou pessoa, salientando suas qualidades ou um fato notável pelo qual são conhecidas. Exemplo: O país do futebol acredita em seus filhos. (Brasil)

35 18.Aliteração: Reiteração de fonemas consonantais. Exemplo: “(...) que a brisa do Brasil beija e balança”. 19.Assonância – reiteração de fonemas vocálicos. Exemplo: “a onda ainda ainda onda ainda anda”.

36 20. Apóstrofe (invocação): Interpretação feita a um ouvinte ou ao leitor da mensagem. Exemplo: “Amado, vem me ajudar neste meu salto mortal.”

37 As Escolas Literárias Brasileiras. Acompanhando a história política e econômica do Brasil, nossa Literatura divide- se em duas grandes eras: Era Colonial e a Era Nacional. Essas eras subdividem-se nas chamadas Escolas Literárias ou Estilos da Época.

38 Linha de Tempo – Lit. de Informação 1601 – Barroco 1768 – Arcadismo 1836 – Romantismo 1881 – Real./Naturalismo – Parnasianismo 1893 – Simbolismo 1902 – Pré-Modernismo Modernismo

39 Era Colonial

40 Quinhentismo-Lit. Informativa Dá-se o nome de Quinhentismo ao período que se estende de 1500, ano de nossa descoberta, a 1601, ano de início do Barroco. Dá-se o nome de Quinhentismo ao período que se estende de 1500, ano de nossa descoberta, a 1601, ano de início do Barroco. Não existia uma produção literária brasileira nessa época, o que ocorria eram manifestações literárias feitas no Brasil, pelos navegadores e jesuítas. Não existia uma produção literária brasileira nessa época, o que ocorria eram manifestações literárias feitas no Brasil, pelos navegadores e jesuítas. Essas manifestações eram de cunho informativo. Essas manifestações eram de cunho informativo. A produção quinhentista é o reflexo da situação histórica em que se encontrava a Península Ibérica, oscilando entre a preocupação com as riquezas materiais encontradas nas novas terras e a expansão da fé cristã através do trabalho dos jesuítas. A produção quinhentista é o reflexo da situação histórica em que se encontrava a Península Ibérica, oscilando entre a preocupação com as riquezas materiais encontradas nas novas terras e a expansão da fé cristã através do trabalho dos jesuítas.

41 Produção Quinhentista Escrita em prosa; Tinha como finalidade narrar e descrever as viagens e os primeiros contatos com a terra descoberta e seus habitantes Destaca-se, nessa produção: PERO VAZ DE CAMINHA – com a Carta da descoberta do Brasil. Literatura Informativa!

42 Pero Vaz de Caminha Sua vida: Sua vida: Nascido em 1437, foi escrivão da armada de Cabral, morreu assassinado pelos mouros em Nascido em 1437, foi escrivão da armada de Cabral, morreu assassinado pelos mouros em A “Carta a El-Rei Dom Manuel sobre o achamento do Brasil” tem valor histórico e literário, refletindo a preocupação com a conquista material e com a expansão da fé cristã. A “Carta a El-Rei Dom Manuel sobre o achamento do Brasil” tem valor histórico e literário, refletindo a preocupação com a conquista material e com a expansão da fé cristã.

43 Fragmento da Carta: Texto 1: Feição deles é serem pardos, maneira de avermelhados, de bons rostos e bons narizes, bem feitos. Andam nus, sem cobertura alguma. Não fazem o menor caso de encobrir ou de mostrar suas vergonhas e nisso têm tanta inocência como têm em mostrar o rosto. Texto 1: Feição deles é serem pardos, maneira de avermelhados, de bons rostos e bons narizes, bem feitos. Andam nus, sem cobertura alguma. Não fazem o menor caso de encobrir ou de mostrar suas vergonhas e nisso têm tanta inocência como têm em mostrar o rosto.

44 Literatura Jesuítica A finalidade central da literatura dos jesuítas era a catequese dos índios e, para tal, trabalharam especialmente a poesia e o teatro. A finalidade central da literatura dos jesuítas era a catequese dos índios e, para tal, trabalharam especialmente a poesia e o teatro. Destaca-se: JOSÉ DE ANCHIETA. Destaca-se: JOSÉ DE ANCHIETA.

45 José de Anchieta Nascido em 1534, veio para o Brasil em 1553, fundando, no ano seguinte, um colégio em Piratininga (SP). Faleceu em 1597, no litoral do Espírito Santo. Nascido em 1534, veio para o Brasil em 1553, fundando, no ano seguinte, um colégio em Piratininga (SP). Faleceu em 1597, no litoral do Espírito Santo. Deixou a 1ª Gramática Tupi-guarani (ARTE DA LÍNGUA MAIS USADA NA COSTA DO BRASIL), várias poesias (“Poema à virgem”), hinos, canções e outros (gêneros teatral). Deixou a 1ª Gramática Tupi-guarani (ARTE DA LÍNGUA MAIS USADA NA COSTA DO BRASIL), várias poesias (“Poema à virgem”), hinos, canções e outros (gêneros teatral). Foi com o teatro que Anchieta cumpriu sua missão teatral. Foi com o teatro que Anchieta cumpriu sua missão teatral. Obra: “A Santa Inês” Obra: “A Santa Inês”

46 Barroco O Barroco teve seu início no Brasil, em 1601, com a publicação de PROSOPOPÉIA, de Bento Teixeira, abrangendo todas as manifestações artísticas dos anos de 1600 e início dos anos de O Barroco teve seu início no Brasil, em 1601, com a publicação de PROSOPOPÉIA, de Bento Teixeira, abrangendo todas as manifestações artísticas dos anos de 1600 e início dos anos de MOMENTO HISTÓRICO: MOMENTO HISTÓRICO: EUROPA: conflitos políticos, econômicos, sociais e religiosos. Término das grandes navegações, Reforma Protestante e cisão da Igreja. EUROPA: conflitos políticos, econômicos, sociais e religiosos. Término das grandes navegações, Reforma Protestante e cisão da Igreja. BRASIL: exploração da cana-de-açúcar (NE), escravização da mão-de-obra dos negros e perseguição aos índios. BRASIL: exploração da cana-de-açúcar (NE), escravização da mão-de-obra dos negros e perseguição aos índios.

47 Características da Linguagem Barroca Quanto à forma: Quanto à forma: Vocabulário selecionado Vocabulário selecionado Gosto pelas inversões sintáticas Gosto pelas inversões sintáticas Figuração excessiva, com ênfase em certas figuras de linguagem, como a metáfora, a antítese e a hipérbole. Figuração excessiva, com ênfase em certas figuras de linguagem, como a metáfora, a antítese e a hipérbole. Sugestões sonoras e aromáticas Sugestões sonoras e aromáticas Gosto por construções complexas e raras. Gosto por construções complexas e raras. Quanto ao Conteúdo: Quanto ao Conteúdo: Conflito espiritual Conflito espiritual Oposição entre o mundo material e o espiritual Oposição entre o mundo material e o espiritual Consciência da efemeridade do tempo (carpe diem) Consciência da efemeridade do tempo (carpe diem) Morbidez Morbidez Gosto pelos raciocínios complexos, intrincados. Gosto pelos raciocínios complexos, intrincados.

48 Sobrenatural; Morte; Cenas trágicas; Religião; Erotismo; Misticismo; Arrependimento. Principais Temas do Barroco:

49 Estilo Barroco: Linguagem rebuscada,culta, extravagante, valorização do pormenor mediante jogos de palavras e pelo excessivo emprego de linguagem. Também conhecido como gongorismo. Linguagem rebuscada,culta, extravagante, valorização do pormenor mediante jogos de palavras e pelo excessivo emprego de linguagem. Também conhecido como gongorismo. Jogo de idéias, de conceitos, seguindo um raciocínio lógico, racionalista, que utiliza retórica aprimorada. Jogo de idéias, de conceitos, seguindo um raciocínio lógico, racionalista, que utiliza retórica aprimorada.

50 Principais autores: Gregório de Matos ( ): Nascido na Bahia, filho de família abastada, formou-se em Direito. Manteve uma vida desregrada e, em conseqüência de seu espírito crítico e zombeteiro, foi desterrado para Angola. Regressou para o Recife, onde faleceu um ano depois. Gregório de Matos ( ): Nascido na Bahia, filho de família abastada, formou-se em Direito. Manteve uma vida desregrada e, em conseqüência de seu espírito crítico e zombeteiro, foi desterrado para Angola. Regressou para o Recife, onde faleceu um ano depois. Sua obra é o espelho dos contrastes da época: a rígida educação moralizante jesuítica e as ambigüidades dos costumes decadentes da Bahia. Sua obra é o espelho dos contrastes da época: a rígida educação moralizante jesuítica e as ambigüidades dos costumes decadentes da Bahia.

51 Suas poesias dividem-se em: Poesia Satírica: Poesia Satírica: A poesia satírica de Gregório não poupa ninguém: figurões portugueses, padres, freiras, nativos, negros... A poesia satírica de Gregório não poupa ninguém: figurões portugueses, padres, freiras, nativos, negros... Ganhou a apelido de “BOCA DO INFERNO” devido a sua poesia satírica; Ganhou a apelido de “BOCA DO INFERNO” devido a sua poesia satírica; Percebe-se nessa produção a percepção crítica da exploração colonialista feita pelos portugueses, por isso é vista por alguns como a primeira manifestação nativista de nossa literatura. Percebe-se nessa produção a percepção crítica da exploração colonialista feita pelos portugueses, por isso é vista por alguns como a primeira manifestação nativista de nossa literatura.

52 Poesia Lírica: A produção lírica marca-se pelo erotismo, pela consciência da brevidade da vida e pela necessidade de aproveitá-la a cada instante (carpe diem). Obras: “A Mesma D. Ângela”; “À instabilidade das cousas do mundo”.

53 Poesia Religiosa: Apresenta o pecador ajoelhado diante de Deus, sentindo-se culpado pelos pecados cometidos, buscando o perdão por seus erros e utilizando-se constantemente de referências bíblicas. Obra: “Jesus Cristo Nosso Senhor”

54 Pe. Antônio Vieira ( ) Nascido em Lisboa, veio ainda menino para o Brasil. Tornou- se grande pregador em Lisboa e voltou ao Brasil, instalando-se no Maranhão, onde fez a defesa dos índios Nascido em Lisboa, veio ainda menino para o Brasil. Tornou- se grande pregador em Lisboa e voltou ao Brasil, instalando-se no Maranhão, onde fez a defesa dos índios Sua obra divide-se entre PROFECIAS, CARTAS e SERMÕES. Num estilo eloqüente, marcado pelo jogo de idéias, de conceitos, seguindo um raciocínio lógico, racionalista, seus sermões são o melhor de sua produção. Sua obra divide-se entre PROFECIAS, CARTAS e SERMÕES. Num estilo eloqüente, marcado pelo jogo de idéias, de conceitos, seguindo um raciocínio lógico, racionalista, seus sermões são o melhor de sua produção. Obras: Sermão da Sexagésima, Sermão de Santo Antônio aos Peixes, Sermão do Bom Ladrão... Obras: Sermão da Sexagésima, Sermão de Santo Antônio aos Peixes, Sermão do Bom Ladrão...

55 Arcadismo – Séc. XVIII “A Arcádia e seus pastores - o mundo ideal”

56 MARCO INICIAL: “Obras Poéticas” – Cláudio Manuel da Costa. MARCO INICIAL: “Obras Poéticas” – Cláudio Manuel da Costa. CONTEXTO HISTÓRICO: CONTEXTO HISTÓRICO: Iluminismo (Pombal – expulsão dos Jesuítas; Rousseau – teoria do “bom selvagem”); Iluminismo (Pombal – expulsão dos Jesuítas; Rousseau – teoria do “bom selvagem”); Inconfidência Mineira. Inconfidência Mineira. O ARCADISMO também pode ser chamado de NEOCLASSICISMO.

57 Principais características: Oposição ao Barroco; Oposição ao Barroco; Racionalidade; Racionalidade; Simplicidade; Simplicidade; Imitação dos Clássicos; Imitação dos Clássicos; Bucolismo, Pastoralismo. Bucolismo, Pastoralismo.

58 Gêneros Literários do Arcadismo: POESIA LÍRICA: POESIA LÍRICA: Cláudio Manuel da Costa; Cláudio Manuel da Costa; Tomás Antônio Gonzaga; Tomás Antônio Gonzaga; Silva Alvarenga; Silva Alvarenga; Alvarenga Peixoto; Alvarenga Peixoto;

59 Cláudio Manuel da Costa: Nasceu em 5 de junho de 1729, em Minas Gerais. Filho de mineradores abastados, formou-se em Direito pela Universidade de Coimbra. Faleceu em 04/07/1789. Nasceu em 5 de junho de 1729, em Minas Gerais. Filho de mineradores abastados, formou-se em Direito pela Universidade de Coimbra. Faleceu em 04/07/1789. Introduziu o Arcadismo no Brasil com o livro “Obras Poéticas”. Adotou o nome árcade de Glauceste Satúrnio. Introduziu o Arcadismo no Brasil com o livro “Obras Poéticas”. Adotou o nome árcade de Glauceste Satúrnio. As musas que aparecem na sua poesia lírica são: Nise e Eulina. Nise é a musa que mais aparece nas composições lírico-amorosas. As musas que aparecem na sua poesia lírica são: Nise e Eulina. Nise é a musa que mais aparece nas composições lírico-amorosas. Tipos de poesia que cultivou: lírico-amorosa e épica. Tipos de poesia que cultivou: lírico-amorosa e épica. Considerado um dos melhores sonetistas da nossa literatura. Considerado um dos melhores sonetistas da nossa literatura. Temas comuns na sua poesia: o amante infeliz, a tristeza da mudança das coisas em relação aos sentimentos. Temas comuns na sua poesia: o amante infeliz, a tristeza da mudança das coisas em relação aos sentimentos. Suas Obras: Obras Poéticas e Vila Rica. Suas Obras: Obras Poéticas e Vila Rica.

60 Tomás Antônio Gonzaga Nasceu em Portugal, em 11 de agosto de 1744.Com oito anos foi trazido para o Brasil. Faleceu em Moçambique em Nasceu em Portugal, em 11 de agosto de 1744.Com oito anos foi trazido para o Brasil. Faleceu em Moçambique em Apaixona-se por Maria Dorotéia Joaquina de Seixas, que imortalizaria nos poemas com o pseudônimo de Marília. Apaixona-se por Maria Dorotéia Joaquina de Seixas, que imortalizaria nos poemas com o pseudônimo de Marília. Principal poeta do século XVIII no Brasil. Principal poeta do século XVIII no Brasil. Único poeta satírico do século XVIII. Único poeta satírico do século XVIII. Adotou o nome árcade de Dirceu. Adotou o nome árcade de Dirceu.

61 MARÍLIA DE DIRCEU Eu, Marília, não sou algum vaqueiro, Que viva de guardar alheio gado, De tosco trato;de expressões grosseiro, Dos frios gelos e dos sóis queimado. Tenho próprio casal e nele assisto; Dá-me vinho, legume, fruta, azeite; Das brancas ovelhinhas tiro o leite E mais as finas lãs, de que me visto. Graças, Marília Bela, graças à minha estrela! Eu vi o meu semblante numa fonte: Dos anos inda não está cortado; Os pastores que habitam este monte Respeitam o poder do meu cajado. Com tal destreza toco a sanfoninha, Que inveja sté me tem o próprio Alceste: Ao som dela concerto a voz celeste, Nem canto letra que seja minha. Graças, Marília Bela, graças à minha estrela!

62 Suas Obras: Suas Obras: Marília de Dirceu (poesia lírico-amorosa): Longo poema de amor, dividido em pequenas unidades chamadas Liras. Tem como motivo principal a paixão do pastor Dirceu pela pastora Marília. Marília de Dirceu (poesia lírico-amorosa): Longo poema de amor, dividido em pequenas unidades chamadas Liras. Tem como motivo principal a paixão do pastor Dirceu pela pastora Marília. Cartas Chilenas (poesias satíricas): criticavam o governador de Minas Gerais. Cartas Chilenas (poesias satíricas): criticavam o governador de Minas Gerais.

63 Basílio da Gama Nasceu em 8 de abril de 1741, em Minas Gerais. Morreu em Lisboa, em Nasceu em 8 de abril de 1741, em Minas Gerais. Morreu em Lisboa, em Tinha como nome árcade Termindo Sipílio. Tinha como nome árcade Termindo Sipílio. Cultivou a poesia épica Cultivou a poesia épica Sua obra máxima foi O URAGUAI (tomada das Missões por tropas luso-espanholas – morte de Lindóia). Sua obra máxima foi O URAGUAI (tomada das Missões por tropas luso-espanholas – morte de Lindóia).

64 O URAGUAI Classificado como poema épico Classificado como poema épico Escrito em decassílabos brancos, sem divisão em estrofes Escrito em decassílabos brancos, sem divisão em estrofes Tinha o objetivo de satirizar os jesuítas e agradar o Marquês de Pombal, protetor do poeta. Tinha o objetivo de satirizar os jesuítas e agradar o Marquês de Pombal, protetor do poeta. Personagens principais: Personagens principais: Lindóia:índia, heroína, que morre picada por uma cobra. Lindóia:índia, heroína, que morre picada por uma cobra. Cacambo: índio guerreiro, esposo de Lindóia. Cacambo: índio guerreiro, esposo de Lindóia. Padre Balda:Jesuíta, vilão da história, que trai os índios. Padre Balda:Jesuíta, vilão da história, que trai os índios. Caitutu: índio guerreiro, irmão de Lindóia. Caitutu: índio guerreiro, irmão de Lindóia. Tanajura: índia feiticeira. Tanajura: índia feiticeira. Gomes Freire de Andrade:chefe das tropas portuguesas. Gomes Freire de Andrade:chefe das tropas portuguesas.

65 Santa Rita Durão Nasceu em Minas, em Faleceu em Lisboa, em 1789 Nasceu em Minas, em Faleceu em Lisboa, em 1789 Realizou estudos de Filosofia e Teologia. Realizou estudos de Filosofia e Teologia. Foi envolvido na polêmica contra os jesuítas e refugiou-se na Espanha, mais tarde na França e na Itália. Foi envolvido na polêmica contra os jesuítas e refugiou-se na Espanha, mais tarde na França e na Itália. De suas produções poéticas, ficou o poema épico Caramuru (sem inovações, glorifica o colonizador branco na pele de Diogo Àlvares Correia – morte de Moema). De suas produções poéticas, ficou o poema épico Caramuru (sem inovações, glorifica o colonizador branco na pele de Diogo Àlvares Correia – morte de Moema).

66 CARAMURU Classificado como poema épico, escrito em decassílabos rimados, com divisão em cantos e estrofes. Classificado como poema épico, escrito em decassílabos rimados, com divisão em cantos e estrofes. É narrado em dez cantos. É narrado em dez cantos. Descreve o naufrágio de Diogo Álvares Correia(na costa da Bahia) e suas aventuras amorosas com as índias:Paraguaçu e Moema. Descreve o naufrágio de Diogo Álvares Correia(na costa da Bahia) e suas aventuras amorosas com as índias:Paraguaçu e Moema. O poema segue o esquema clássico camoniano: usa a oitava rima e obedece à divisão tradicional:proposição, invocação,dedicatória, narrativa e epílogo. O poema segue o esquema clássico camoniano: usa a oitava rima e obedece à divisão tradicional:proposição, invocação,dedicatória, narrativa e epílogo. PERSONAGENS PRINCIPAIS: PERSONAGENS PRINCIPAIS: Diogo Álvares Correia:herói, náufrago português. Diogo Álvares Correia:herói, náufrago português. Paraguaçu:índia, filha do cacique,apaixonada, e escolhida por Diogo. Paraguaçu:índia, filha do cacique,apaixonada, e escolhida por Diogo. Moema:amante de Diogo, morre afogada. Moema:amante de Diogo, morre afogada. Taparica:cacique, pai da índia Paraguaçu. Taparica:cacique, pai da índia Paraguaçu.

67 Silva Alvarenga Nasceu em Minas, em Morreu no Rio de Janeiro, em 1 de novembro de Nasceu em Minas, em Morreu no Rio de Janeiro, em 1 de novembro de Tinha como musa inspiradora: Bárbara. Tinha como musa inspiradora: Bárbara. Suas poesias eram lírico-amorosa. Suas poesias eram lírico-amorosa. Obra: Glaura. Obra: Glaura.


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