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Desafios do desenvolvimento municipal. Painel do clima IPCC, novembro 2014 Produção: 800 cientistas, que reviram conclusões de dezenas de milhares. 40.

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1 Desafios do desenvolvimento municipal

2 Painel do clima IPCC, novembro 2014 Produção: 800 cientistas, que reviram conclusões de dezenas de milhares. 40 páginas. Influência humana no aumento da temperatura e na concentração de gases do efeito estufa na atmosfera. Mais de 400 ppm. Emissões totalizaram 40 bilhões de toneladas em 2010, mais de 5,5 toneladas por pessoa no mundo. 2014: um dos anos mais quentes na História.

3 Desastres e outras consequências Derretimento de gelos polares. Inundações muito fortes. Secas inéditas. Prejuizos: segundo seguradoras, centenas de bilhões de dólares por ano. Mortes:segundo a Organização Mundial de Saúde, 7 milhões por ano. Desalojados: dezenas de milhões de pessoas.

4 O futuro Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU: “A ciência já falou. Não há ambiguidade. É hora de agir.”

5 Os caminhos IPCC: A temperatura do planeta, até 2050, não pode ultrapassar 2 graus celsius; se não, problemas graves. Já subiu quase 0,8 grau. Até 2050 é preciso emitir 50% menos que em Chegar ao final do século com emissão zero. Mas desde 1990 emissões globais aumentaram em 45% e chegaram a 54 gigatoneladas em No ritmo atual chegaremos a 68 Gt em 2030 e a 87 Gt em Voltaram a subir em No ritmo atual a temperatura será de 3,7 a 4,8 graus mais alta em 2100, com consequências catastróficas.

6 Fósseis x renováveis Combustíveis fósseis (petróleo, gás, carvão) – as maiores fontes de poluição - têm tido subsídios de US$600 bilhões por ano. Investimentos em energias renováveis: US$244 bilhões em 2012.

7 Reunião em Lima:dezembro 2014 Representantes de quase 200 paises. Objetivos: preparar rascunho de acordo global a ser assinado em dezembro de 2015, para vigorar a partir de Precisa de unanimidade – extremamente difícil, dada a diversidade de situações e de propostas.

8 As muitas divergências Paises emergentes e outros: responsabilidade é dos paises mais ricos, que emitem há mais tempo (desde o início da revolução industrial) e em maior quantidade. Paises ricos: nações hoje emergentes são os que mais emitem; sem compromissos delas, não haverá eficácia em qualquer programa. Brasil propõe quantidade de emissõe s por país, mas não tem encontrado acolhida.

9 O que é preciso Nicholas Stern, ex-BIRD, hoje consultor do governo britânico: será preciso investir US$90 trilhões em 15 anos em formatos não poluentes e renováveis.

10 As emissões brasileiras Foram de 2,2 bilhões de toneladas em 2002; de 1,6 bilhões em 2013 (ou 7,8% mais que em 2012). Causas: mudanças no uso da terra (desflorestamento): + 34,6%; energia (termelétricas, combustíveis fósseis e emissões de metano: +7,8%.

11 Desmatamento Amazônia Um dos problemas mais graves. Manda menos umidade para outras áreas do país (chuvas se reduzem). Desmatamentos de agosto a outubro deste ano subiram 117% comparados com igual período de Governo: diminuiram 18%. Área desmatada: 1924 km2 (886 em 2013).

12 Por que desmatar Até 2012, pelo menos 60% da área desmatada (450,8 mil km2) se destinaram à implantação de pastagens; 5,6% ao plantio de soja. 78,6% da área florestal ainda preservados. Onde acontece mais desmatamento: Mato Grosso (23%), Pará, Roraima, Acre e Amapá. INPE: em 40 anos a floresta perdeu 63 mil km2. New Scientist: áreas indígenas são as que preservam a floresta.

13 Relatório da ONU 11/2014 O mundo não está a caminho de evitar nível perigoso de aquecimento motivado por ações humanas; o pico das emissões não pode ultrapassar 2030; o limite é de 42 bilhões de toneladas equivalentes de dióxido de carbono em 2030; ao nível de hoje, serão de 15 a 19 bilhões de toneladas mais.

14 Banco Mundial Alguns impactos já são inevitáveis. Elevação do nível do mar pode ser muito mais mais grave ainda, se não se agir rapidamente. No ritmo de hoje teremos 1,5 grau celsius mais em Aumentará o derretimento dos gelos polares e da Groenlândia. Colheitas de cereais no Brasil (inclusive de soja e trigo) podem ser gravemente afetadas.

15 Outras advertências François Hollande: o fracasso global nessa área pode levar a guerras; G20 precisa agir rápido, para evitar que a temperatura suba mais. Angela Merkel: os problemas não serão apenas no Pacífico, serão globais. Jacques Chirac, ex chefe do governo francês em 2002: nossos filhos e netos dirão: vocês sabiam de tudo e não fizeram nada.

16 Situação no Cerrado Mais de 50% já foram desmatados, com impermeabilização do solo e dificuldade de infiltração de água para o subsolo, onde nascem rios para as três grandes bacias. Bráulio Dias, do Ministério do Meio Ambiente,há oito anos: o estoque de água no subsolo dá para alimentar os rios do Cerrado durante 7 a 8 anos. Bráulio Dias, secretário-geral da Convenção da Biodiversidade da ONU, há 3 anos:o estoque baixou para alimentar o fluxo de 3 anos. E hoje ?

17 Por que desmatar ? Desmatamento é para ampliar áreas de pastagem e culturas.É necessário ? Marconi Perillo: não é preciso desmatar nenhum hectare mais para continuar produzindo e crescendo. É preciso aumentar a produtividade.

18 Emissões de metano É indispensável mudar métodos de criar e alimentação. Embrapa: cada boi emite 58 quilos de metano por ano com arrotos e flatulências no processo de ruminação de alimentos. Goiás tem mais de 20 milhões de bois, com emissões de mais de 1,1 bilhão de quilos ou 1,1 milhão de toneladas de metano por ano; o metano tem um efeito 20 vezes mais danoso à atmosfera que o dióxido de carbono.

19 Como mudar É preciso passar das pastagens abertas, com poucas reses por hectare, para o confinamento. É preciso mudar a alimentação (como a Nova Zelândia está fazendo, ao adicionar óleo de peixes à alimentação) e reduzir as emissões.

20 Quanto se usa Produzir um quilo de carne bovina exige uso de 15 mil litros de água, em média (relatório da ONU); um quilo de carne suina, 8 mil litros; um quilo de vegetais, de a litros.

21 O problema nas águas Agência Nacional de Águas: todas as bacias brasileiras, da Bahia ao extremo Sul, vivem situação crítica por poluição.Causa principal: esgotos despejados sem tratamento em rios. Só coletamos 40% dos esgotos no país, em média. Só 30% do que é coletado passa por algum tratamento.

22 Perdas nas redes Na média do país, 40% da água que sai das estações de tratamento se perdem nas redes de distribuição, por causa de furos e vazamentos. Prefere-se investir pesado em novos reservatórios, novas adutoras e novas estações de tratamento e não em reparos nas redes (muitas delas, já bem antigas). Faltam financiamentos nos bancos oficiais.

23 Perdas urbanas São Paulo tem dois grandes rios na área urbana: Tietê e Pinheiros. Mas não pode usar a água por causa da poluição. Além dos esgotos, a poluição é motivada pelo carreamento de sedimentos e lixo pelos afluentes, já sepultados sob o e dificultando ou impedindo o controle. Só o rio Tietê tem mais de 30 afluentes nessa situação. Panorama semelhante em muitas cidades, inclusive de Goiás.

24 Outras perdas Ribeirão Preto (SP), com mais de 700 mil habitantes, não pode usar água da superfície, por causa da poluição - só água subterrânea. Manaus, com o rio Negro e o Solimões na superfície, também só usa água subterrânea. Belém tem 92% de seus esgotos correndo nas ruas, a céu aberto. Águas do Aquífero Guarani já estão sendo poluídas.

25 Que fazer É preciso exigir que o Cerrado seja considerado “patrimônio nacional” (há adversários poderosos no Congresso).

26 Que fazer nas cidades É indispensável eliminar ou reduzir as perdas nas redes de distribuição da água. Já há tecnologia que permite identificar, com equipamentos de alta tecnologia, os lugares de perdas – e fazer obras ali localizadas, de baixo custo. Sem precisar de novos reservatórios, adutoras e estações de tratamento, de alto custo.

27 Que fazer nas cidades É indispensável ampliar as redes de coleta de esgotos (em média, 40% das casas não estão a elas ligadas). É indispensável tratar os esgotos. 60% das crianças internadas nas redes públicas de saúde ali chegam por causa de doenças veiculadas pela água, principalmente diarréias. Da mesma forma, 80% das consultas pediátricas. Todas com alto custo.

28 Que fazer nas cidades Como a questão da água é grave e urgente, torna-se indispensável: criar ou cumprir legislação que obrigue em cada imóvel manter uma porcentagem da área não impermeabilizada por calçamento, asfalto ou construção, para manter a possibilidade de infiltração da água; criar sistemas obrigatórios de coleta das águas de chuvas nos telhados e seu encaminhamento para reservatórios (com uso posterior ou soltura), para não contribuir para enchentes urbanas, além de ajudar no abastecimento doméstico para vários fins (que não a alimentação ou dessedentação, sem tratamento); individualizar a cobrança e favorecer a economia; premiar a economia de água em cada imóvel.

29 Condominiais Implantar sistemas de esgotos por ramais condominiais, mais baratos e eficientes. Conjugar o sistema condominial com plantio de flores para venda ou exportação. Ou outras culturas, que não alimentares.

30 Que fazer nas cidades Rever e ampliar os sistemas urbanos de drenagem, além de ampliá-los, para evitar enchentes. Criar hortas e jardins urbanos.

31 Que fazer nos municípios Não permitir a derrubada de matas ciliares ou em áreas de preservação. Criar programas como de pagamento pela conservação de nascentes (exemplo em Extrema, MG). Estudar casos como o de Nova York, que comprou áreas para ampliar a preservação, em lugar de novas obras. Estudar o caso do reservatório do João Leite (parecer do prof. Galizia Tundisi).

32 O lixo e a energia Mais de metade dos municípios goianos não dispõem de aterros e destinam seus resíduos a lixões. Problemas:corrimento de chorume e infiltração na água do subsolo; poluição do ar; inutilização das áreas. Nos aterros:esgotamento rápido (cada pessoa gera em média 1,3 quilos de lixo por dia), por falta de coleta seletiva, de compostagem do lixo orgânico e pelo recebimento de resíduos de construções (mais que o lixo domiciliar e de escritórios). Resíduos têm de ter custo de transporte e reciclagem coberto pelos geradores. Pode ser em usinas móveis.

33 Soluções para o lixo Adubo resultante da compostagem economiza 50% do espaço do aterro e pode ser usado na jardinagem pública e privada, além da recomposição das encostas. Prefeituras podem unir-se em consórcios intermunicipais e implantar aterro comum a uma distância equilibrada entre todos, e com os custos divididos entre eles.

34 Projetos urbanos Exemplo do Instituto Dom Fernando – com tratamento exemplar do lixo, geração de renda, educação, formação profissional, saúde, exportação de ervas etc. Europa (Alemanha, Suécia, Dinamarca, Noruega):cada pessoa paga pela coleta e destinação do lixo que gera; redução do lixo produzido; reciclagem de veículos.

35 Energia descentralizada Projetos de microgeração de energia em propriedades rurais, a partir do biogás gerado por resíduos (principalmente de animais);venda do excedente a distribuidoras.

36 Otimismo ou pessimismo ? É preciso avançar, de qualquer forma. Ariano Suassuna: prefiro ser um realista esperançoso.


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