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A formação em Ética e Deontologia em Psicologia como experiência de

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Apresentação em tema: "A formação em Ética e Deontologia em Psicologia como experiência de"— Transcrição da apresentação:

1 A formação em Ética e Deontologia em Psicologia como experiência de
WORKSHOP ANUAL DE INOVAÇÃO E PARTILHA PEDAGÓGICA A formação em Ética e Deontologia em Psicologia como experiência de fruição da aprendizagem Inês Nascimento 3 de fevereiro 2015 |ICBAS/FFUP

2 ENQUADRAMENTO DA PRÁTICA PEDAGÓGICA Designação da UC:
WORKSHOP ANUAL DE INOVAÇÃO E PARTILHA PEDAGÓGICA DA U.PORTO ENQUADRAMENTO DA PRÁTICA PEDAGÓGICA Designação da UC: Ética e Deontologia em Psicologia (EDP) Código: P404 Período de Aulas: 1.º Semestre Ano: 1.º ano Curso: Mestrado Integrado em Psicologia Tipo de UC: Teórica – 2 horas/semana Nº de Turmas: 2 Turmas Nº de aulas 14 aulas Nº inscritos 167 estudantes A formação em Ética e Deontologia em Psicologia como experiência de fruição da aprendizagem | FPCEUP | IN_2015

3 1 2 OBJETIVOS E FOCOS DO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM
WORKSHOP ANUAL DE INOVAÇÃO E PARTILHA PEDAGÓGICA DA U.PORTO OBJETIVOS E FOCOS DO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM 1 Reconhecer e compreender a dimensão ética como central no exercício profissional competente da Psicologia; Interiorizar e mobilizar princípios/valores éticos e regras/normas deontológicas (a) em situações e contextos específicos de desempenho do futuro papel do psicólogo e (b) no contexto imediato da sua formação académica enquanto estudantes universitários, 2 Ética Profissional Ética Académica Ética Pessoal A preparação ético-deontológica do futuro psicólogo. Tal supõe: (1) uma compreensão inequívoca da ética como uma dimensão central do exercício profissional competente da Psicologia, o que requer a exploração de um conjunto de noções ou conceitos teóricos que permitam perceber o que é a ética e reconhecer qual a sua importância na profissão de psicólogo. (2) a interiorização das exigências e dos ideais éticos da profissão a partir de um conhecimento sólido e transferível dos valores orientadores da prática profissional da psicologia plasmados no CDPP sob a forma de princípios (gerais ou valores axiais) e normas de comportamento e que se constituem como pontos de apoio fundamentais na resolução dos dilemas éticos que poderão surgir na prática da psicologia ao mesmo tempo que se assumem como referencial indispensável a uma atuação profissional de excelência que resulte numa crescente afirmação e credibilização social da classe profissional. A formação universitária pode desempenhar um papel decisivo na estruturação e consolidação de um sistema de valores morais alinhado com um padrão ético exigente capaz de influenciar a conduta no contexto profissional futuro Seixas, Esteves, Almeida, Gama, Peixoto & Rafael, 2011 A formação em Ética e Deontologia em Psicologia como experiência de fruição da aprendizagem | FPCEUP | IN_2015

4 MODELO PEDAGÓGICO DA UNIDADE CURRICULAR
WORKSHOP ANUAL DE INOVAÇÃO E PARTILHA PEDAGÓGICA DA U.PORTO MODELO PEDAGÓGICO DA UNIDADE CURRICULAR Incorporação do paradigma da educação estética na formação em EDP Compreender em que medida e de que forma é possível: (1) Entender a relação professor-estudante à luz de uma perspetiva estética; (2) Fruir da experiência estética no contexto do ensino-aprendizagem em domínios de conhecimento académico não artísticos (e.g., ciências sociais e humanas). Que benefícios? Promover a orientação PARA a aprendizagem PELA aprendizagem Nova filosofia pedagógica que explora e procura tirar partido da função axial da educação artística no sentido de melhorar o desempenho de professores e de estudantes no processo de ensino-aprendizagem Benefícios motivacionais, ao nível da realização académica e desenvolvimentais Promover a orientação PARA a aprendizagem PELA aprendizagem: Investir na aprendizagem pelo prazer de aprender (a beleza do conhecimento): razão pela qual algumas das atividades da UC não são consideradas para efeito de avaliação (Reforçar a valorização de recompensas menos tangíveis - e.g., expressão criativa; interação); Desenvolver o sentido interno de responsabilidade (individual e coletivo); A formação em Ética e Deontologia em Psicologia como experiência de fruição da aprendizagem | FPCEUP | IN_2015

5 1 2 MODELO PEDAGÓGICO DA UNIDADE CURRICULAR
WORKSHOP ANUAL DE INOVAÇÃO E PARTILHA PEDAGÓGICA DA U.PORTO MODELO PEDAGÓGICO DA UNIDADE CURRICULAR Incorporação do paradigma da educação estética na formação em EDP Eixos de análise: 1 Ensinar/educar como arte – o professor como artista, autor ou criador Aprender como experiência de fruição – o estudante como fruidor e co-autor 2 Cruzamento dos eixos: Projeto pedagógico enquanto projeto relacional de natureza dialógica com preocupações estéticas e éticas onde se negoceiam equilíbrios de poder (Bingham & Sidorkin, 2001) Educar o estudante para as complexidades da relação através do modo de estruturação da própria relação pedagógica Equilíbrio entre mutualidade (ou igualdade) e autoridade (ou poder): Teachers indeed create their students and exercise a great deal of authority over them. Yet at the same timeeducation is only meaningful and sucessful when students and teachers are in a mutual relation with each other, only when each is autonomous.” (Bingham & Sidorkin, 2001, p ) Se autodeterminação é um requisito da resposta aos desafios existenciais, preparar o estudante para a autonomia é uma questão ética que requer o evitamento de todas as formas de dominação. Isomorfismo relacional: procura mimetizar-se na relação professor-estudante as características a assumir pela sua futura relação com os potenciais clientes As melhores oportunidades para desenvolver a empatia parecem ser criadas pelo modo como os conteúdos são ensinados mais do que pelos conteúdos em si mesmos (e.g., Hickman, 2013) A formação em Ética e Deontologia em Psicologia como experiência de fruição da aprendizagem | FPCEUP | IN_2015

6 1 MODELO PEDAGÓGICO DA UNIDADE CURRICULAR
WORKSHOP ANUAL DE INOVAÇÃO E PARTILHA PEDAGÓGICA DA U.PORTO MODELO PEDAGÓGICO DA UNIDADE CURRICULAR 1 Ensinar/educar como arte – o professor como artista, autor ou criador Princípio da “back formation” da criação artística (Bingham & Sidorkin, 2001) Pressupõe a capacidade e a disponibilidade do professor para: (1) … tolerar uma certa perda de controlo sobre o que sabe para permitir que possa ser aprendido mais do que o que é transmitido (2) … se deixar surpreender por insights, questões ou realizações inesperadas por parte dos estudantes (3) … admitir a imprevisibilidade dos resultados da atividade pedagógica desenvolvida (4) … imaginar criativamente quem é e o que interessa a cada estudante e em que pessoa /profissional poderá ele/ela vir a tornar-se mediante a pedagogia desenhada Princípio da “back formation” da criação artística (Bingham & Sidorkin, 2001)- processo através do qual os artistas encontram no seu trabalho um tema ou motivo que não era previamente intencionado mas que só se revela quando o trabalho é recebido pelo outro, isto é, se torna objeto de fruição Reconhecer que a obra de arte pensada e planeada pode assumir propósitos que não eram à partida intencionados pelo criador mas que lhe são conferidos pelo público que a recebe A formação em Ética e Deontologia em Psicologia como experiência de fruição da aprendizagem | FPCEUP | IN_2015

7 1 MODELO PEDAGÓGICO DA UNIDADE CURRICULAR
WORKSHOP ANUAL DE INOVAÇÃO E PARTILHA PEDAGÓGICA DA U.PORTO MODELO PEDAGÓGICO DA UNIDADE CURRICULAR 1 Ensinar/educar como arte – o professor como artista, autor ou criador Pressupõe a capacidade e a disponibilidade do professor para: (5) … modelar/transformar o outro exercendo sobre ele o seu poder mas permitindo que os estudantes possam desenvolver-se e afirmar-se na sua autonomia e individualidade (6) … criar acontecimentos pedagógicos que favoreçam a expressão idiossincrática dos estudantes – o contexto de ensino como “polyphonic space” (Bingham & Sidorkin, 2001) (7) … questionar, desafiar, argumentar de forma sensível às condições de poder dos estudantes (8) … garantir que o projeto pedagógico, enquanto projeto criativo e de autor se reveste de uma preocupação responsável com os seus efeitos no desenvolvimento dos estudantes A relação professor aluno deve ser construída desde o início com a expectativa de que existirá autonomia da parte do estudante depois de terminado o processo de autoria do professor. (7) … questionar, desafiar, argumentar de forma sensível às condições de poder dos estudantes levando-os a reconhecer intersubjetivamente estas possíveis desigualdades Domínio: Poder (genuinamente) conquistado através do reconhecimento pelos estudantes da superioridade do saber, da experiência ou do trabalho desenvolvido pelo professor VERSUS Dominação – exercício de uma autoridade ou poder institucionalmente atribuída O professor, em virtude do seu papel como autoridade encontra-se numa posição em que pode dominar o estudante mesmo que não o pretenda … garantir que o projeto pedagógico, enquanto projeto criativo e de autor, não se limita a ser fonte de prazer estético para si próprio mas se reveste de uma preocupação responsável com os seus efeitos no desenvolvimento dos estudantes e não só com a atratividade que sobre eles possa exercer NOTA pessoal sobre as evoluções necessárias deste ponto de vista: além do fascínio (fruição emocional) lograr níveis de aprendizagem significativos! A formação em Ética e Deontologia em Psicologia como experiência de fruição da aprendizagem | FPCEUP | IN_2015

8 1 MODELO PEDAGÓGICO DA UNIDADE CURRICULAR
WORKSHOP ANUAL DE INOVAÇÃO E PARTILHA PEDAGÓGICA DA U.PORTO MODELO PEDAGÓGICO DA UNIDADE CURRICULAR 1 Ensinar/educar como arte – o professor como artista, autor ou criador Pressupõe pensar o projeto pedagógico como uma obra de arte Vygotsky (1971; 1998) A arte como “técnica social das emoções” com uma função prospetiva relativamente à resposta a ativar A obra de arte enquanto sistema de estímulos organizados de forma consciente e deliberada com o objetivo de desencadear uma dada resposta estética A resolução do conflito entre forma e conteúdo como o principal mecanismo subjacente à criação de uma obra de arte A resposta estética do fruidor pode ser compreendida através da análise das relações complexas entre as emoções que ela faz emergir e os significados que evoca. #26 As aulas foram das mais interessantes e motivadoras. Não sei se é pela matéria em si ou pela forma como a professora nos cativa a entender tudo o que diz. #40 A interação e participação dos alunos, e flexibilidade na ordem da matéria dada. A matéria em si é muito passionante também. A arte é definida como uma técnica social das emoções com uma função prospetiva ou antecipatória e a obra de arte é vista como um instrumento de catarse e de transformação afetiva. Uma obra de arte é um sistema de estímulos organizados de forma consciente e deliberada com o objetivo de desencadear uma dada resposta estética O principal mecanismo subjacente à criação de uma obra de arte é a resolução do conflito entre forma e conteúdo: a relação entre os aspetos da forma e o modo como se relacionam como os conteúdos, influenciam decisivamente o efeito psicológico – emoções e significados - que a obra de arte é capaz de desencadear. A resposta estética do fruidor pode ser compreendida através da análise das relações complexas entre a forma e os conteúdos de uma obra, entre as emoções que ela faz emergir e os significados que evoca. A obra de arte é sempre polissémica A formação em Ética e Deontologia em Psicologia como experiência de fruição da aprendizagem | FPCEUP | IN_2015

9 1 MODELO PEDAGÓGICO DA UNIDADE CURRICULAR
WORKSHOP ANUAL DE INOVAÇÃO E PARTILHA PEDAGÓGICA DA U.PORTO MODELO PEDAGÓGICO DA UNIDADE CURRICULAR 1 Ensinar/educar como arte – o professor como artista, autor ou criador Pressupõe pensar o projeto pedagógico como uma obra de arte Chen (2013): Interatividade, Dinamicidade & Multiplicidade enquanto fontes da experiência estética holística Elementos da experiência estética holística Abertura da mente Interesse e atenção Inspiração imaginativa Exploração e descoberta Criação de e por insights “ (…) holistic aesthetic experience serves the crucial nexus connecting theoretical knowledge and practical knowledge.” (p. 137) “[aesthetic experience] guides students to see through the ordinaries and appreciate the extra-ordinaires of knowledge culminating in holism of beauty.” (p.138) Plataformas de aprendizagem pautadas por Interatividade, Dinamicidade & Multiplicidade Características desejáveis em dispositivos pedagógicos que pretendam favorecer o desenvolvimento da metacognição e da motivação intrínseca dos estudantes para a aprendizagem e o conhecimento ao proporcionar-lhes uma experiência estética holística Num contexto de ensino que seja apoiante mas estimule a autonomia, os estudantes envolver-se-ão mais ativamente e com mais prazer na aprendizagem. A formação em Ética e Deontologia em Psicologia como experiência de fruição da aprendizagem | FPCEUP | IN_2015

10 1 MODELO PEDAGÓGICO DA UNIDADE CURRICULAR
WORKSHOP ANUAL DE INOVAÇÃO E PARTILHA PEDAGÓGICA DA U.PORTO MODELO PEDAGÓGICO DA UNIDADE CURRICULAR 1 Ensinar/educar como arte – o professor como artista, autor ou criador Pressupõe pensar o projeto pedagógico como uma obra de arte Interatividade, Dinamicidade & Multiplicidade em EDP Reflexão escrita acerca da relação pessoal com a Psicologia e com a Ética; Exercícios de significação de imagens ; Participação em palestra e discussão/integração dos temas mais significativos; Abordagem dialogada dos conteúdos programáticos; Debates em sala de aula (planeados ou espontâneos); Fóruns de discussão assíncrona na plataforma Moodle; Conceção e implementação de um projeto de campanha no âmbito da Integridade Académica; Construção, exploração e discussão de problemas/dilemas da intervenção e da investigação psicológicas e do saber estar e comportar-se em meio académico; Recriação imaginada de situações e cenários hipotéticos de ação de base narrativa… #16 O que mais me agradou nestas aulas nem foram os debates de que gosto tanto, mas sim a necessidade de termos de pensar por nós. (…) Eu pensei para mim: "Isto obriga-me a pensar! Obriga-me a desenvolver as minhas capacidades não só cognitivas, mas também criativas!" #17 Foram aulas bastante interessantes daquelas que dá gosto frequentar. Há muita comunicação entre professora e alunos e isso facilita muito o processo de aprendizagem. É um prazer realmente estar presente. #22 Gostei que fossem aulas em que eram discutidos problemas, ao invés de ser "despejada matéria". Acho que desta maneira os conteúdos são mais facilmente absorvidos, e isto permite que nós, alunos, fiquemos muito mais entusiasmados nas aulas. Pressupostos de aprendizagem social, co-operativa e interdependente em que as responsabilidades pelo aprender são partilhadas por todos os intervenientes Atividades multicompetências Contacto presencial com um especialista em Ética e Deontologia em Psicologia convidado a lecionar uma aula da UC: atividade de discussão, integração e significação Construção, análise e discussão presencial de situações dilemáticas com recurso a modelos processuais de raciocínio ético e a documentação de referência disponibilizada pela docente Legendagem de representações simbólicas da UC e escolha de uma entre duas imagens representativas do que é ou deve ser um psicólogo com justificação da opção e da rejeição e debate aberto dos argumentos Valorização de interseções espeontâneas situação-interação Participação num fórum on-line assíncrono onde a cada três semanas foram propostos dilemas ético-académicos (num total de quatro) cuja discussão foi regularmente dinamizada pela docente a partir da plataforma Moodle. Envolvimento dos estudantes na conceção de uma campanha de sensibilização da comunidade docente e discente da FPCEUP para as questões da Integridade/Fraude Académica. #43 (…) as aulas decorreram de uma forma muito natural e intimista, (…) o que nos motiva a querer e procurar saber mais sobre os assuntos. #50 O dinamismo e o diálogo permitiram uma discussão em cada aula, que no final de cada aula nos deixava a saber um pouco mais sobre a Ética e Deontologia em Psicologia, e às vezes nos levava a mais tarde, em casa, refletir sobre o que se tinha dito. A formação em Ética e Deontologia em Psicologia como experiência de fruição da aprendizagem | FPCEUP | IN_2015

11 2 MODELO PEDAGÓGICO DA UNIDADE CURRICULAR
WORKSHOP ANUAL DE INOVAÇÃO E PARTILHA PEDAGÓGICA DA U.PORTO MODELO PEDAGÓGICO DA UNIDADE CURRICULAR 2 Aprender como experiência de fruição – o estudante como fruidor e co-autor Princípio da “obra aberta” (Eco, 1989) Pressupõe reconhecer que o estudante… (1) … pode usar a sua sensibilidade e subjetividade estética para otimizar de forma autónoma a sua própria experiência de aprendizagem; (2) … participa ativamente, na construção e no refinamento fenomenológico e hermenêutico da obra pedagógica do professor; (3) … é protagonista e espectador de si próprio no processo de organização e apropriação cognitiva e emocional dos (novos) saberes tendo a possibilidade de apreciar de que forma opera nesse processo; (4) … tendo a oportunidade de usufruir do contexto de formação enquanto espaço de construção de sentidos individuais e coletivos para o conhecimento pode modificar a sua relação com o aprender. Princípio da “obra aberta” ou para acabar: quando o artista expõe a sua obra ao outro, é o fruidor que a termina ao intrepretá-la e compreendê-la (ideia de continuidade entre obra do artista e a obra acabada pelo fruidor). Completa a outra metade da experiência estética depois da sua criação, podendo usar a sua sensibilidade e subjetividade estética para otimizar de forma autónoma a sua própria aprendizagem desfrutando da experiência estética holística organizada pelo professor. A perspetiva da relação pedagogia como relação estética é uma perspetiva distributiva: Todos os estudantes de uma ou outra maneira são capazes de percecionar o belo. Não se limita a ser recipiente mas caixa de ressonância: participa ativamente na composição final da obra fazendo-a sua, ou seja, enquadrando-a fenomenológica e hermenêuticamente; permite que conhecimento seja organizado no e pelo indivíduo (Rogers, 1961). Perceciona e elabora a experiência, emocional e cognitivamente (“emotional thought” – Vygostky, 1998), interpretando-a, apropriando-se dela e atribuindo- um sentido pessoal aos conteúdos aprendidos É protagonista e espectador de si próprio no processo de construção de conhecimento tendo a possibilidade de apreciar de que forma o seu pensamento, afeto, imaginação e a sua capacidade de simbolizar operam e se manifestam nesse processo Exposto à diversidade de pontos de vista, distancia-se dos seus preconceitos e alcança novos insights sobre as situações e sobre o self na relação com as situações e articula o seu modo de pessoal pensar em torno de realidades partilhadas (sala de aula como espaço de construção de sentidos individuais e coletivos), liberta-se dos padrões de resposta cognitivos e afetivos habituais e reavalia/ modifica a sua relação com o aprender A formação em Ética e Deontologia em Psicologia como experiência de fruição da aprendizagem | FPCEUP | IN_2015

12 RESULTADOS DO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM
WORKSHOP ANUAL DE INOVAÇÃO E PARTILHA PEDAGÓGICA DA U.PORTO RESULTADOS DO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM Bom nível de investimento e desempenho na UC N.º de avaliados: 162 estudantes N.º de aprovados: 100% (época normal) Média das classificações: 15,55 valores Discurso dos estudantes… … sobre os significados construídos para a UC: #7 (…) Este formato de aulas é o ideal, porque faz com que os alunos estejam sempre atentos e capta da melhor maneira a sua atenção. Foi mesmo isto que aconteceu: a participação por parte dos alunos foi sempre incentivada e estes corresponderam e acabaram por ficar a perceber melhor o assunto que se estava a tratar, pois estavam definitivamente interessados naquilo que se falava. # 19 (…) Foram aulas de debate, de livre expressão de pontos de vista, de aprendizagem a ouvir e dar espaço ao outro. Foram aulas em que, mais do que pesquisas externas (reservadas aos trabalhos exteriores ao tempo de aula), se realizaram várias pesquisas internas, no que toca, em particular, à nossa capacidade de lidar com diferentes pontos de vista, à nossa capacidade analítica perante situações do dia-a-dia, ao desmontar de certos mitos e soluções reflexas e intuitivas e, finalmente, aos nossos valores, princípios e afectividade. #39 (…) o debate e os aliciantes dilemas concretos chamados à colação propiciaram raciocínio problematizador e reflexão importantíssimos por parte dos estudantes, promovendo o seu desenvolvimento inteletual, "psicológico" e, gosto de acreditar, maturidade e consciencialização ética. A formação em Ética e Deontologia em Psicologia como experiência de fruição da aprendizagem | FPCEUP | IN_2015

13 WORKSHOP ANUAL DE INOVAÇÃO E PARTILHA PEDAGÓGICA DA U.PORTO
BIBLIOGRAFIA Bingham, C., & Sidorkin, A. (2001). Aesthetics and the Paradox of Educational Relation. Journal of Philosophy of Education, 35, 1, Chen, Ling-Jan (2013). An Exploratory Study of the Implications of Holistic Aesthetic Experience for Teaching. Research in Arts Education, 25, Eco, U. (1989). Obra aberta. Lisboa: Difel Hickman, R. (2013). Empathy and Art Education. In B. White & T. Constantino (Eds.) Aesthetics, Empathy and Education (Cap. 14). New York: Peter Lang. Vygotsky, L. (1998). Psicologia da Arte. São Paulo: Martins Fontes. A formação em Ética e Deontologia em Psicologia como experiência de fruição da aprendizagem | FPCEUP | IN_2015

14 A formação em Ética e Deontologia em Psicologia como experiência de
WORKSHOP ANUAL DE INOVAÇÃO E PARTILHA PEDAGÓGICA A formação em Ética e Deontologia em Psicologia como experiência de fruição da aprendizagem Inês Nascimento GRATA PELA V. ATENÇÃO! 3 de fevereiro 2015 |ICBAS/FFUP


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