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Técnicas de Investigação Científica Pesquisa em Educação Física Dulce Suassuna.

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Apresentação em tema: "Técnicas de Investigação Científica Pesquisa em Educação Física Dulce Suassuna."— Transcrição da apresentação:

1 Técnicas de Investigação Científica Pesquisa em Educação Física Dulce Suassuna

2 Técnicas de Investigação Científica Observação Entrevista Questionário

3 Observação A observação pode ser utilizada na pesquisa conjugada a outras técnicas ou de forma exclusiva. Pode ser utilizada como procedimento científico à medida que atende aos seguintes requisitos: - serve a um objetivo formulado de pesquisa; - é sistematicamente planejada; - é submetida a verificação e controle de validade e precisão;

4 Observação: principal problema O principal problema da observação é que a presença do pesquisador pode provocar alterações no comportamento dos observados, destruindo a espontaneidade dos mesmos e produzindo resultados pouco confiáveis.

5 Tipos de observação, segundo os meios utilizados: Segundo os meios utilizados a observação pode ser : Estruturada; Não-estruturada; O pesquisador pode ir a campo com um roteiro previamente estabelecido ou sem ele.

6 Tipos de observação, segundo o grau de participação do pesquisador Segundo o grau de participação do pesquisador, a observação pode ser: Participante Não Participante

7 Observação Participante: Como a observação participante, por sua própria natureza, tende a adotar formas não estruturadas, pode-se adotar a seguinte classificação, que combina os dois critérios considerados: A) Observação simples; B) Observação participante; C) Observação sistemática.

8 Observação Simples O pesquisador permanece alheio à comunidade, grupo ou situação que pretende estudar, observando de maneira espontânea os fatos que aí ocorrem. Neste procedimento o pesquisador é muito mais um espectador que um ator.

9 Vantagens da observação simples: Possibilita a obtenção de elementos para a definição do problema de pesquisa; Favorece a construção de hipóteses acerca do problema pesquisador; Facilita a obtenção de dados sem produzir querelas ou suspeitas nos membros das comunidades, grupos ou instituições que estão sendo estudadas.

10 Limitações da observação simples É canalizada pelos gostos e afeições do pesquisador. Muitas vezes sua atenção é desviada para o lado pitoresco, exótico ou raro do fenômeno; O registro das observações depende, freqüentemente, da memória do investigador; Dá ampla margem à interpretação subjetiva e parcial do fenômeno estudado.

11 Quando é indicada a observação simples? A observação simples é indicada, principalmente, para estudos qualitativos de caráter exploratório (levantamento).

12 Itens que devem ser considerados para os pesquisadores em uma observação simples: A) os sujeitos. Quem são os participantes? Quantos são? A que sexo pertencem? Quais são suas idades? Como se vestem? Que adornos utilizam? O que os movimentos de seu corpo expressão? B) O cenário. Onde as pessoas se situam? Quais são as características desse local? Com que sistema social pode ser identificado? C) O comportamento social. O que realmente ocorre em termos sociais? Como as pessoas se relacionam? De que modo o fazem? Que linguagem utilizam?

13 Interpretação dos dados da observação simples Que significado atribuir aos dados coletados por meio da observação simples? Cuidados necessários do pesquisador: ele deve estar dotado de conhecimentos prévios acerca da cultura do grupo que pretende observar.

14 Observação simples: questões???? O que é um diário de campo? Deve-se tomar nota no local? Pode-se fotografar, filmar ou gravar?

15 Observação participante Consiste na participação real do pesquisador na vida da comunidade, do grupo ou de uma situação determinada. O observador assume, pelo menos até certo ponto, o papel de membro do grupo. Daí se dizer que por meio da observação participante se pode chegar ao conhecimento da vida de um grupo a partir do interior dele mesmo.

16 Observação participante Foi introduzida pelos antropólogos no estudo das chamadas sociedades primitivas Pode ser de duas formas distintas: a) Natural (quando o observador é parte do grupo que investiga); b) Artificial (quando o observador se integra ao grupo com o objetivo de realizar a investigação).

17 Observação participante No caso da observação participante, o pesquisador deve decidir se revelará que está observando o grupo ou não. Nos dois casos o pesquisador terá que ter cuidados e atenção para não tornar sua pesquisa tendenciosa.

18 Observação participante: vantagens Facilita o rápido acesso a dados sobre situações habituais em que os membros das comunidades se encontram envolvidos; Possibilita o acesso a dados que a comunidade ou grupo considera de domínio privado; Possibilita captar as palavras de esclarecimento que acompanham o comportamento dos observados.

19 Observação participante: desvantagens Restrições. Pode significar uma visão parcial do objeto estudado; Desconfiança do grupo investigado em relação ao pesquisador;

20 Observação sistemática É utilizada em pesquisas que têm como objetivo a descrição precisa dos fenômenos ou o teste de hipóteses; Pode ocorrer em situações de campo ou de laboratório; Antes da coleta de dados, o pesquisador elabora um plano específico para a organização e registro das informações. Isto implica em estabelecer, antecipadamente, as categorias necessárias à análise da situação.

21 Observação sistemática Para que as categorias sejam estabelecidas adequadamente, é conveniente que o pesquisador realize um estudo exploratório, ou mesmo estudos dirigidos à construção dos instrumentos para registro dos dados.

22 Observação sistemática: registro de Bales (1950) Reações positivas: 1. Mostra solidariedade, eleva o status do outro, dá ajuda, prêmio 2. Mostra alívio de tensão, brinca, ri, mostra satisfação 3. Concorda, mostra aceitação passiva, compreende, apóia, submete-se

23 Cont. Área Tarefa (Neutra): 4. Dá sugestão e orientação, supondo autonomia do outro 5. Dá opinião, avalia e analisa 6. Dá orientação, informa, repete e esclarece 7. Pede orientação, informação, repetição 8. Pede opinião, avaliação, análise, expressão de sentimento 9. Pede sugestão, orientação, maneiras possíveis de ação

24 Cont. Reações negativas: 10. Discorda, mostra rejeição passiva, formalidade, recusa ajuda 11. Mostra tensão, pede ajuda, afasta-se do campo 12. Mostra antagonismo, reduz o status do outro, defende-se, afirma-se

25 Observação sistemática: limitações O pesquisador está impossibilitado de ocultar a realização da pesquisa; Tem que ter tempo e preparação prévia das categorias a serem analisadas

26 Observação sistemática: vantagens Facilidade na análise do material coletado.

27 Entrevista Técnica em que o investigador se apresenta frente ao investigado e lhe formula perguntas, com o objetivo de obtenção de dados que interessam à investigação. A entrevista é uma forma de interação social. É uma forma de diálogo assimétrico, em que uma das parte busca coletar dados e a outra constitui fonte de informação.

28 Entrevista É uma das técnicas de coleta de dados mais utilizadas na pesquisa social. É uma técnica adequada para obter informações sobre: o que as pessoas sabem, crêem, esperam, sentem, desejam, pretendem fazer, fazem ou fizeram, bem como acerca das suas explicações ou razões a respeito das coisas precedentes.

29 Entrevista Muitos autores a consideram como a técnica de investigação social por excelência, comparando sua importância a de um tubo de ensaio para o químico ou a de um microscópio para a microbiologia. Por sua flexibilidade é adotada como técnica fundamental de investigação nos mais diversos campos e pode-se afirmar que parte do legado das CS se deve à sua aplicação.

30 Entrevista: vantagens A) possibilita a obtenção de dados referentes aos mais diversos aspectos da vida social; B) é eficiente para a obtenção de dados em profundidade; C) os dados obtidos são suscetíveis de classificação e quantificação; D) não exige que a pessoa entrevistada saiba ler; E) possibilita um maior número de respostas, pois é mais fácil se negar a responder a um questionário do que a ser entrevistado; F) oferece maior flexibilidade ao pesquisador; G) possibilita captar a expressão corporal do entrevistado.

31 Entrevista: limitações A) Falta de motivação do entrevistado; B) A inadequada compreensão do significado das perguntas; C) O fornecimento de respostas falsas; D) Inabilidade do entrevistado para responder; E) Influência exercida pelo aspecto pessoal do entrevistador sobre o entrevistado; F) Influência das opiniões pessoais do entrevistador sobre as respostas do entrevistado; G) Custos do treinamento de pessoal e aplicação das entrevistas.

32 Entrevista: níveis de estruturação Estruturadas ou diretivas Semi-estruturadas Livre

33 Cont. A partir da diferenciação anterior, as entrevistas podem ser classificadas em: informais, focalizadas, por pautas e formalizadas.

34 Entrevista informal É o menos estruturado possível e só se distingue da simples conversa porque tem como objetivo a coleta de dados. O que se pretende neste caso é uma visão mais geral do problema investigado, bem como a identificação de alguns aspectos da personalidade do entrevistado.

35 Entrevista informal Em alguns casos a entrevista informal é também chamada de entrevista clínica ou profunda, e, em algumas circunstâncias, não dirigida. A entrevista clínica exige grande habilidade do pesquisador. Piaget (s/d, p. 11) a utilizou com crianças e diz: O bom entrevistador deve, efetivamente, saber reunir duas qualidades muitas vezes incompatíveis: saber observar, ou seja, deixar a criança falar, não desviar nada, não esgotar nada e, ao mesmo tempo, saber buscar algo de preciso, ter a cada instante uma hipótese de trabalho, uma teoria, verdadeira ou falsa, para controlar.

36 Entrevista focalizada É tão livre quanto a anterior, todavia enfoca um tema bem específico. O entrevistador permite ao entrevistado falar livremente sobre o assunto, mas, quando este se desvia do tema original, esforça-se para a sua retomada. (o entrevistador concebe ampla liberdade para que o entrevistado discorra sobre o tema proposto)

37 Entrevista por pautas O entrevistador se guia por pontos de interesse, apresentando certo grau de estruturação. As pautas devem ser ordenadas e guardar certa relação entre si. O entrevistado faz poucas perguntas diretas e deixa o entrevistado falar livremente sobre o assunto em pauta.

38 Entrevista estruturada O entrevistador segue um roteiro fixo de perguntas. São mais rápidas, porque o entrevistado deve responder o que lhe foi questionado.

39 Entrevista face a face e por telefone Face a face – contato direto do pesquisador com o pesquisado (desvantagem: custo elevado) Realizada por telefone (desvantagem: nem toda a população tem telefone, dependo do grupo que se quer alcançar, impossibilita descrever as características do entrevista, as circunstâncias e pode ser interrompida a qualquer momento. Vantagem: custo baixo)

40 Questionário Questões dirigidas por escrito a pessoas, com o objetivo de ter conhecimento sobre opiniões, crenças, sentimentos, interesses, expectativas, situações vivenciadas, entre outros. São, geralmente, auto-aplicados, isto é, o próprio informante responde.

41 Questionário: vantagens Possibilita atingir grande nº de pessoas; Implica menores custos; Garante anonimato do informante; Permite que as pessoas respondam no momento em que julgarem mais conveniente; Não expõe os pesquisados à influência de opiniões externas.

42 Questionário: limitações Exclui pessoas que não sabem ler e escrever; Impede o auxílio ao informante quando este não entende corretamente a questão; Impede o conhecimento das circunstâncias em que foi respondido; Não oferece a garantia de que a maioria das pessoas devolvam- no devidamente preenchido; Envolve, geralmente, nº relativamente pequeno de perguntas, porque os muito extensos não são respondidos; Proporciona resultados bastante críticos em relação à objetividade, pois os itens podem ter significado diferente para cada sujeito pesquisado.

43 Construção do questionário Consiste em traduzir os objetivos da pesquisa em perguntas claras e objetivas. Tipos de questões: Em relação à forma: fechadas, abertas e relacionadas; Em relação ao conteúdo: fatos, atitudes, crenças, comportamento, sentimentos, padrões de ação, presente e passado, razões conscientes.

44 Em relação à forma: FECHADA Exemplo: Qual é a sua religião? (a) católico; (b) protestante; (c) espírita; (d) outra religião; (e) sem religião ABERTA Exemplo: Qual é, na sua opinião, o principal problema de transporte público na sua cidade?

45 Cont. RELACIONADA OU DEPENDENTE Exemplo: Você fuma cigarros? ( ) Sim ( ) Não Em caso afirmativo, quantos cigarros você fuma por dia? Verifique que aqui a 1ª pergunta é fechada e a 2ª é aberta, todavia, vc poderia fecha-la, basta numerar a quantidade de cigarros estimada.

46 Em relação ao conteúdo Fatos: sexo, idade, naturalidade, estado civil, número de filhos Atitudes e crenças: trabalho, atividades de lazer, violência e crime Comportamento:

47 Condução da entrevista É essencial prática, isto é, o pesquisador precisa treinar com diferentes grupos como e deve se comportar durante a entrevista. Não há como se falar na maneira correta de conduzir a entrevista, depende das circunstâncias e do objetivo que se pretende alcançar.

48 Preparação do roteiro da entrevista Definir o tipo de entrevista a ser adotado; As instruções do observador devem ser elaboradas com clareza. Dentre as principais informações estão: como iniciar a entrevista, quanto tempo poderá ser despendido, em que local e circunstância poderá ser realizada, como proceder em caso de recusa. As questões devem ser claras e objetivas. E quando a fala for concluída, reiniciar a discussão com questões do tipo: Por favor, diga-me..., Estamos interessados em saber,... Questões ameaçadoras, devem ser elaboradas de modo que o entrevistado não tenha constrangimento para responder. Questões abertas devem ser evitadas, quando são elaboradas questões deste tipo o entrevistado precisa anotar as respostas. As questões devem obedecer a um ordenamento lógico.

49 Contato inicial Contato pessoal prévio, informando da necessidade da entrevista; Autorização do grupo a ser entrevistado; Documento escrito informando sobre a pesquisa.

50 Formulação das perguntas Estruturadas – a formulação das perguntas assume um caráter metódico; Não estruturadas – a formulação das perguntas pode ocorrer de forma mais livre pelo pesquisador.

51 Estímulo das perguntas


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