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Profª: EnfªPAULINA A.M.PEREIRA Epidemiologia: Morbidade Morbidade 1 AULA 5.

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1 Profª: EnfªPAULINA A.M.PEREIRA Epidemiologia: Morbidade Morbidade 1 AULA 5

2 MORBIDADE Em epidemiologia morbidade ou morbilidade é a taxa de portadores de determinada doença em relação à população total estudada, em determinado local e em determinado momento. A quantificação das doenças ou cálculo das taxas e coeficientes de morbidade e morbi-mortalidade são tarefas essenciais para Vigilância Epidemiológica e controle das doenças. 2

3 MEDIDAS DE FREQUÊNCIA DAS DOENÇAS O termo frequência é muito claro, porém em epidemiologia necessita ser mais bem definido. Então, se faz necessário a distinção entre incidência e prevalência, com o intuito de separar determinados aspectos que, são levados em conta, dificultam as comparações de frequências. 3

4 Incidência e Prevalência A incidência de uma doença refere-se aos casos novos e a prevalência aos casos existentes. Comparativamente, a incidência é como se fosse um filme sobre a ocorrência da doença, enquanto a prevalência produz apenas um retrato dela na coletividade. 4

5 Para conhecer a incidência, especifica-se a duração do tempo de observação de surgimento de casos novos: por exemplo, a incidência de casos de sarampo durante o ano. A prevalência de um evento, por sua vez, informa o número de casos existentes: uma ilustração é a prevalência de casos de tuberculose nos dias de hoje (casos novos+casos antigos). 5

6 * O que medem a incidência e prevalência? Incidência e prevalência medem diferentes aspectos da morbidade e, em geral, são mais bem expressas através de relações entre casos e população. 6

7 A incidência reflete a dinâmica com que os casos aparecem no grupo. Por exemplo, ela informa quantos, entre os sadios, se tornam doentes em um dado período de tempo; ou então quantos, entre os doentes, apresentam uma dada complicação ou morrem, decorrido algum tempo. Por isso usa-se dizer que a incidência reflete a força da morbidade (ou força da mortalidade, caso se trate de óbitos). 7

8 Coeficiente de Incidência C.I. = nº casos novos da doença X 1000 população sob risco Exemplo: entre 400 crianças pré-escolares, acompanhadas durante um ano, foram diagnosticados 2 casos de sarampo. Cálculo da incidência: 2/400 = 0,005 = 0,5% = 5 casos por crianças, no ano. 8

9 Coeficiente de Prevalência C.P. = nº casos conhecidos de uma doença X 1000 População Exemplo: entre as mesmas 400 crianças submetidas a exame parasitológico de fezes, no início do ano, foram encontrada 40 com exame positivo para Ascaris. Cálculo da prevalência: 40/400 = 0,1 = 10% = 100 casos por mil 9

10 * Relação com a duração da doença A incidência é um dos fatores determinantes do nível de prevalência. Essa última representa o estoque de casos, isto é, a proporção da população que apresenta uma dada doença. Ela aumenta com os casos novos e decresce com o número de curas e óbitos. 10

11 A melhoria no tratamento médico de uma afecção crônica, fazendo prolongar a vida mas sem curar a doença, aumenta o número de casos na população, o que eleva a respectiva taxa de prevalência. A não-instituição do tratamento em doenças curáveis – casos de tuberculose, por exemplo – faz também aumentar a prevalência. A prevalência (P) e a incidência (I) estão relacionadas à duração (D) da afecção. Fórmula: P = ID 11

12 * Efeitos da migração A migração faz aumentar ou diminuir o estoque de casos, conforme o local ou a população considerada receberem doentes de outros lugares ou enviem-nos para outros centros. 12

13 Usos de Incidência e Prevalência A observação da frequência e da distribuição do evento, sob forma de incidência ou prevalência, informa a magnitude e a importância dos danos à saúde da população. Esta é a maneira de conhecer a concentração dos casos nas camadas populacionais, fazer comparações geográficas e detectar tendências, tanto de longo prazo como variações estacionais ou de outra natureza. 13

14 * Escolha entre incidência e prevalência A escolha entre o emprego da incidência ou o da prevalência depende da situação em foco e de questões operacionais. As afecções de evolução aguda são, em geral, indicadas através da incidência, forma pela qual são apresentadas as respectivas estatísticas; servem de exemplo o sarampo e a coqueluche. Em danos de natureza crônica, a determinação da incidência é muito trabalhosa e, como a prevalência é mais facilmente obtida, as informações sobre frequência de condições, como parasitoses, hipertensão e alcoolismo, são expressas, habitualmente, em termos de prevalência. 14

15 * Usos da incidência A incidência é a medida mais importante da epidemiologia. Ela é a preferida em investigações científicas, seja nas pesquisas etiológicas, em estudos prognósticos, na verificação da eficácia das ações terapêuticas e preventivas e em outros tipos de pesquisa. Seu conhecimento, ou estimativa aproximada, é necessário para planejar as investigações, como ensaios clínicos, e, em especial, para determinar o tamanho da amostra. 15

16 Em muitas situações, o conhecimento da incidência, embora desejável, não é de obtenção simples, como por exemplo nas doenças crônicas. Na impossibilidade de medir diretamente a incidência usa-se a prevalência, cuidadosamente, como substituto da incidência, ou estima-se a incidência a partir de dados de prevalência. 16

17 * Usos da prevalência A prevalência é muito útil em planejamento e administração de serviços e programas. O conhecimento da prevalência pode ser o mais indicado quando se pretende colocar à disposição da população um determinado serviço de saúde ou produto, exemplo: programa para tratamento antiparasitário em massa, ou fornecer óculos a escolares com deficiências visuais, no caso, é necessário saber a prevalência da parasitose ou de escolares deficientes visuais não possuidores de óculos. 17

18 * Generalização do uso dos termos A incidência e prevalência, habitualmente, refere-se a danos à saúde. Por simplicidade, a palavra doença é usada como substituta de danos à saúde. Mas incidência e prevalência podem ser empregadas com referência a outros tipos de eventos, como nos exemplos abaixo: - fatores de risco – número de fumantes novos, em um dado período (incidência) e número de fumantes existentes em uma população (prevalência); - serviços de saúde – número de serviços novos, implantados em um período (incidência) e número de serviços existentes em uma comunidade (prevalência); - profissionais de saúde – número de novos profissionais que entram no mercado de trabalho, a cada ano (incidência), e número já existente em determinado local (prevalência). 18

19 INQUÉRITOS DE MORBIDADE Os inquéritos de morbidade são, provavelmente, a forma mais encontrada de inquéritos de saúde. Eles têm o objetivo de obter dados sobre a frequência de agravos à saúde que ocorrem na população. É comum a realização de inquéritos voltados para mais de um objetivo. 19

20 Ao lado da investigação da morbidade são incluídos tópicos sobre fatores de risco, usos de serviços, consumo de medicamentos, conhecimentos, atitudes e práticas relacionadas com a saúde (como o uso de contraceptivos, a prática de aleitamento materno e a cobertura vacinal), além de dados demográficos e de outra natureza, para bem caracterizar as pessoas das quais os dados foram obtidos. 20

21 É importante que os dados obtidos no inquéritos reproduzam a verdadeira situação existente na população e que eles possam ser quantificados, ainda que a informação seja constituída por opiniões, sensações e outras manifestações obtidas. 21

22 Tipos de Inquéritos Podem ser classificados de diversas maneiras: - no tocante à forma de obtenção da informações, existem os inquéritos por entrevistas e aqueles por exames. - de acordo com a extensão que alcancem, os inquéritos são de caráter nacional ou local. 22

23 - em função dos tipos de morbidade incluída na pesquisa, há os gerais, nos quais todos os agravos à saúde estão incluídos, e os específicos, quando é investigado um dano à saúde, em particular, ou um grupo de condições afins. - os inquéritos de morbidade podem também ser classificados em função de estimarem a prevalência ou a incidência de um ou mais agravos à saúde na população. - em relação à base de dados, há os inquéritos populacionais e institucionais. 23

24 * Inquéritos por entrevista e por exame Para melhor apreciar o potencial e as limitações dos inquéritos de morbidade por entrevistas e por exames, convém fazer analogia desta forma de obtenção de dados com as etapas de um diagnóstico clínico individual. 24

25 O diagnóstico clínico, feito por um profissional de saúde, compõe-se de três etapas: - anamnese (interrogatório): em que a morbidade é aquela percebida ou referida pelo próprio indivíduo ou por um informante que tenha conhecimento do estado de saúde da pessoa incluída na investigação (Ex: mãe sobre o filho); - exame físico: caso em que a morbidade é definida clinicamente, com base no reconhecimento de sinais e sua associação a sintomas; 25

26 - exame complementar de laboratório: envolve a utilização de critérios baseados em exames deste tipos, para melhor identificar doentes e sadios: por exemplo, o inquérito sorológico ou eletrocardiográfico na determinação da prevalência da doença de Chagas. A entrevista é o método mais utilizado em inquéritos domiciliares de morbidade, por sua simplicidade. 26

27 CLASSIFICAÇÃO DE MORBIDADE Para que a distribuição da morbidade na população seja conhecida, é indispensável que os agravos à saúde recebam denominações que os diferenciem entre si, ao lado de uma classificação que abranja todo o elenco de entidades nosológicas. 27

28 Classificação Internacional de Doenças (CID) Desde longa data, os especialistas tentam desenvolver uma classificação que tenha ampla aceitação. No século XIX houve um intenso movimento neste sentido, que resultou, em 1893, na Classificação de Causas de Morte de Bertillon ( ), estatístico francês encarregado de formular uma classificação baseada nas até então existentes. 28

29 O trabalho de Bertillon recebeu aprovação geral, foi adotado por vários países e constituiu-se, com a incorporação das revisões posteriores, na classificação hoje aceita em, praticamente, todo o mundo. Uma resenha dos antecedentes históricos da classificação atual consta dos manuais de instruções de cada revisão da CID. 29

30 * Revisões da CID As revisões são necessárias para ajustar a classificação aos progressos verificados no conhecimento nosológicos. Na virada do século, em 1900, delegados de 26 países compareceram à primeira destas revisões. As demais ocorreram com um intervalo de aproximadamente 10 anos: em 1909 (2ª revisão), 1920 (3ª), 1929 (4ª), 1938 (5ª), 1948 (6ª), 1955 (7ª), 1965 (8ª), 1975 (9º) e 1989 (10ª). Cada uma delas é identificada pela sigla CID seguida do número da revisão: por exemplo, a CID-10 identifica a décima revisão. 30

31 Cada doença, lesão ou causa de óbito recebe um código código na classificação. Há milhares de códigos em cada revisão, de modo que eles têm de ser reunidos em categorias, para que um quadro estatístico possa ser produzidos. O próprio manual da CID fornece orientação para a formação de agrupamentos e contém sugestões para a preparação de estatísticas, que é conveniente seguir, de modo a facilitar comparações. Acompanha o manual um volume de índice alfabético, que muito facilita os usuários na localização do código da doença. 31

32 Após a publicação e a entrada em vigor de cada revisão, surgem as dúvidas, críticas e sugestões de modificações, que são objeto de reflexão, debates e eventuais incorporações na revisão subsequente. Como consequência, as diversas revisões apresentam alterações nos códigos e até deslocamentos de doenças de um grupo para outro. Assim, as séries históricas devem levar em conta a correspondência entre as diversas revisões. 32

33 * Execução das revisões da CID Após o acordo e a aprovação de cada revisão, nas datas que foram assinaladas, há o trabalho subsequente de preparar os manuais, traduzi-los nos diversos idiomas e formar o pessoal para aplicá-los. Isso leva um tempo e, em consequência, demora alguns anos entre a aprovação da revisão, pela OMS, e a sua entrada em vigor. No Brasil, essa demora tem sido de três anos, com exceção da revisão da CID-10, em que este período foi maior. 33

34 * Estrutura da classificação internacional de doenças A estrutura da classificação não segue um eixo único, mas vários critérios – por etiologia, por localização, por processo patológico etc. -, circunstância que pode acarretar dificuldades de interpretação às pessoas menos familiarizadas com o seu uso. A diversidade de critérios classificatórios é mantida para servir a diferentes tipos de usuários: clínicos, epidemiologistas, administradores e investigadores de maneira geral. A classificação funciona bem para registros de óbitos, de internações ou sempre que houver diagnósticos já estabelecidos. 34

35 * Adaptações da CID para especialidades Existem adaptações da Classificação Internacional de Doenças para uso em especialidades: oncologia, odontologia, estomatologia e neurologia. Há também iniciativas com maior detalhamento, para uso em clínica, a partir de introdução de um quinto dígito, visando a indexar melhor a morbidade geral e a doença mental. 35

36 * Deficiências, incapacidades e desvantagens A OMS editou, em 1980, uma classificação no intuito de uniformizar a terminologia e obter melhores informações sobre as consequências das doenças, a longo prazo. Nela há definições para termos ingleses disability, impairment e handicap, que são englobados na denominação geral de disablement. As definições adotadas são complexas, o que explica, em parte, a sua utilização relativamente limitada até o momento. 36

37 Os correspondentes termos, em francês, são déficience, incapacité e desavantage, agrupados como handicap. Na CID-10, em sua versão em português, há menção aos termos deficiências, incapacidades e desvantagens, semelhantes aos que se usam em francês. Invalidez é outra designação muito usada na prática. A correspondência destes termos ainda é questão para debate. 37

38 * Procedimentos Existe também uma classificação internacional, publicada pela OMS com tradução em português, sobre os procedimentos usados em diferentes áreas, como radiologia, laboratório, cirurgia e prevenção de doenças. 38

39 Classificação dos problemas de saúde para a atenção primária Em nível ambulatorial há dificuldades na aplicação de classificações de doenças.Isto porque os pacientes traz para a consulta problemas, sintomas ou queixas vagas que não tem como transformar em um diagnóstico.Outras vezes são exames, vacinações e outras situações que não encontra local adequado para uma classificação centradas em doenças.Por isso surgiram alternativas para as inclusões como: 1-Classificação de fatores que influenciam o estado de saúde e o contato com os serviços de saúde; na 10ª revisão da classificação de doenças como classificação suplementar para incluir esses fatores como contato com uma doença transmissível,exames médicos em geral. 39

40 Classificação dos problemas de saúde para a atenção primária 2-Classificação Internacional para Assistência Primária Ela esta orientada para as razões que levam as pessoas a buscarem assistência. 3-Registro triaxial dos problemas de saúde:componentes físicos, psicológicos e sociais dos contatos na atenção primária. 40

41 BIBLIOGRAFIA PEREIRA, M.G. Epidemiologia Teoria e Prática. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 1995 ROUQUAYROL, M.Z. & ALMEIDA FILHO, N. Epidemiologia &Saúde. 6 a ed. Rio de Janeiro, MEDSI, ALMEIDA FILHO,N. $ ROUQUAYROL, M.Z. Introdução à Epidemiologia moderna. 3 a ed. Rio DE Janeiro; MEDSI, IV Plano Diretor para o Desenvolvimento da Epidemiologia no Brasil. O Ensino da Epidemiologia. Ver. Bras. Epidemiol. 2005; (8)


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