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Método de Pesquisa Social A Dialética Esta apresentação irá envolver algum debate com a platéia, o que irá criar itens de ação. Use o PowerPoint para registrar.

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1 Método de Pesquisa Social A Dialética Esta apresentação irá envolver algum debate com a platéia, o que irá criar itens de ação. Use o PowerPoint para registrar estes itens de ação durante sua apresentação No modo de apresentação de slides, clique no botão direito do mouse Selecione 'Registro de reunião' Selecione a guia 'Itens de ação' Digite os itens de ação à medida que eles forem surgindo Clique em OK para desconsiderar esta caixa Isso criará automaticamente um slide do item de ação no fim da apresentação contendo os pontos que você forneceu.

2 Concepções de ciência Ciência grega Ciência moderna Crise da Ciência Moderna Neopositivismo Fenomenologia Dialética

3 Crise da Ciência Moderna...a completa anomalia da situação presente, em que uma ciência altamente desenvolvida está isolada da cultura em seu conjunto......a incapacidade [da ciência contemporânea] para enfrentar adequadamente os fenômenos nos quais ocorre o novo e que não são imediatamente reduzidos a qualquer descrição matemático-quantitativa. A totalidade do saber humano organizada numa certa visão do mundo (J.D. Bernal)

4 Crise da Ciência Moderna Lukács: controle ontológico da ciência Não confere ao filósofo nenhum poder arbitrário sobre os rumos da ciência, cuja vocação desantropomorfizadora não se põe em dúvida. Tal controle só pode ser o resultado de um inteiro processo histórico-social, nunca a expressão arbitrária de qualquer sistema logicamente organizado.

5 Ciência e Ontologia Na realidade, é possível imaginar um entomólogo especialista sem que todos os outros homens sejam entomológos empíricos, um especialista da trigonometria, sem que a maior parte dos homens se ocupem da trigonometria, etc (...) mas é impossível pensar em um homem que não seja também filósofo, que não pense... (Antonio Gramsci)

6 Ciência e Ontologia A necessidade de uma filosofia com clara visão dos problemas ontológicos Uma filosofia preocupada com constelações ontológico- objetivas pode não apenas criticar leis, hipóteses e teorias particulares, como indicar-lhes rumos fecundos e até mesmo determinar a exigência de um novo tipo de universalidade científica....eliminar do arsenal de categorias aquelas que derivam de uma postura gnosiológica ou lógica

7 Ciência e Ontologia...um novo tipo de universalidade científica Aquela de uma intensiva e concreta multilateralidade de abordagem diante do concreto complexo de fatos em questão

8 Ciência e Ontologia A crítica à reificação da razão – degradada a intelecto manipulador – passa sobretudo pela crítica às relações sociais que promovem tal reificação, ou seja, à crítica do sistema do capital.

9 Dialética Uma faculdade mental que corre o perigo de desaparecer: o poder do pensamento negativo O pensamento é, na verdade, essencialmente a negação do que está imediatamente à nossa frente (Hegel) A negação que a dialética aplica não é apenas a crítica de uma lógica conformista, que nega a realidade das contradições. É também uma crítica do estado de coisas existente, crítica feita no seu próprio terreno, uma crítica do sistema de vida estabelecido, o qual renega suas próprias promessas e suas próprias possibilidades. (Herbert Marcuse)

10 Dialética O poder do pensamento negativo é a força motriz do pensamento dialético empregado como instrumento para analisar o mundo dos fatos, nos termos mesmos de sua inadequação interna. O pensamento dialético destrói a oposição a priori entre valor e fato, interpretando todos os fatos como etapas de um único e mesmo processo. Nesse processo, sujeito e objeto estão tão intimamente ligados que a verdade não pode determinada senão na totalidade sujeito-objeto: todos os fatos exprimem tanto o conhecer, quanto o fazer; eles traduzem continuamente o passado no presente e objetos contém assim a subjetividade na sua estrutura.

11 Dialética O que é (ou quem é) essa subjetividade que, no sentido próprio da palavra, constitui o mundo objetivo ? Hegel: a Razão, o Espírito, a Idéia Marx: a totalidade viva do trabalho O pensamento dialético parte da experiência de que o mundo não é livre; o homem e a natureza existem em condições de alienação, existem como outros que não eles. É defeituoso todo modo de pensamento que elimina de sua lógica uma tal contradição.

12 Dialética O pensamento corresponde à realidade apenas quando transforma a realidade, compreendendo sua estrutura contraditória. Compreender a realidade significa compreender o que as coisas são verdadeiramente e isso significa, por sua vez, a rejeição de sua simples facticidade. A recusa define, desde então, tanto o processo do pensamento quanto o da ação.

13 Dialética A função do pensamento dialético consiste em quebrar a segurança e o contentamento de si do senso comum em solapar a confiança funesta no poder e na linguagem dos fatos; em demonstrar que a não- liberdade está estabelecida no coração das coisas e que o desenvolvimento de suas contradições internas conduz necessariamente a uma mudança qualitativa, à explosão e dissolução do estado de coisas estabelecido....A análise dialética tende a tornar-se análise histórica...

14 Dialética Interpretar o que é nos termos daquilo que não é, confrontando os fatos dados com aquilo que excluem... A função libertadora da negação no pensamento filosófico depende do reconhecimento da negação como um ato positivo. A realidade é outra coisa e muita mais que o que está codificado na lógica e na linguagem dos fatos.

15 Dialética A lógica dialética é pois uma lógica crítica A lógica dialética recupera significações atingidas por proibições e aparece assim como um retorno, ou melhor, como uma libertação consciente do que havia sido reprimido. Nenhum pensamento, nenhuma teoria pode abolir a alienação, mas a teoria pode ajudar a preparar o terreno para a reconciliação, e a capacidade do pensamento para desenvolver uma lógica e uma linguagem da contradição é condição prévia desta tarefa.

16 A Pesquisa Social - Uma Abordagem dialética

17 Etapas da investigação social Monografia, Dissertação e Tese A construção do objeto de pesquisa: AssuntoTema Objeto

18 Crítica da Economia Política Karl Marx, O Método da Economia Política (1857) O Método Dialético Nesse texto de Marx, apresentam-se dois métodos: um, usual, é o que foi seguido historicamente pela Economia Política no seu movimento – é descrito no seu procedimento básico, apontando-se o seu equivoco também básico; o outro, que continua do primeiro – no sentido de que utiliza os resultados a que ele permite chegar – é apresentado como sendo construído a partir da identificação dos equívocos do primeiro, e da sua crítica.

19 Crítica da Economia Política Parece que o correto é começar pelo real e pelo concreto, que são a pressuposição prévia e efetiva; assim em Economia, por exemplo, começar-se-ia pela população, que é a base e o sujeito do ato social de produção como um todo. No entanto, graças a uma observação mais atenta, tomamos conhecimento de que isto é falso. A população é uma abstração, se desprezarmos, por exemplo, as classes que a compõem. Por seu lado, estas classes são uma palavra vazia de sentido se ignoramos os elementos em que repousam... Karl Marx

20 A Análise do Concreto Esse concreto só ganha seu sentido quando a análise vai descobrindo suas determinações. Isto porque a realidade social é uma realidade determinada: os fatos sociais são como são por alguma razão. Há relações específicas que os engendram, eles respondem a uma certa causalidade. Neste sentido, são determinados e, assim, sua explicação só pode ser conseguida quando se apreende sua determinação.

21 As determinações Se a realidade não tem determinações, o mundo é um mundo de fenômenos, completos em si mesmos, que quando muito se articulam uns com os outros. Nesse caso, o estudo não pode chegar propriamente a explicações, mas somente a descrições que precisem cada fenômeno, na sua inteireza e nas relações (de superfície) que mantém uns com os outros.

22 As Abstrações Os economistas clássicos partem da totalidade viva, procurando analisá-las, afastando-se progressivamente do real, por abstrações; buscam relações mais precisas e mais simples entre os fenômenos. Chegam a estabelecer algumas relações gerais abstratas determinantes. O sentido do concreto real de que partem não é, pois, já – dado, mas sim adquirido - e adquirido pela ação do pensamento, na abstração. As relações gerais abstratas descobertas ao fim da análise tem a ver com o real concreto do início, do qual partiram.

23 O Abstrato Real concreto abstrato relações gerais abstratas Fundar-se no real – base sólida – como garantia de objetividade é fundar-se numa base vazia de sentido, perdendo, portanto, tal garantia.

24 Crítica da Economia Política Parece que o correto é começar pelo real e pelo concreto, que são a pressuposição prévia e efetiva; assim em Economia, por exemplo, começar-se-ia pela população, que é a base e o sujeito do ato social de produção como um todo. No entanto, graças a uma observação mais atenta, tomamos conhecimento de que isto é falso. A população é uma abstração, se desprezarmos, por exemplo, as classes que a compõem. Por seu lado, estas classes são uma palavra vazia de sentido se ignoramos os elementos em que repousam... Karl Marx

25 Crítica da Economia Política Assim, se começássemos pela população, teríamos uma representação caótica do todo, e através de uma determinação mais precisa, através de uma análise, chegaríamos a conceitos cada vez mais simples; do concreto idealizado passaríamos a abstrações cada vez mais tênues até atingirmos determinações as mais simples. Chegados a este ponto, teríamos que voltar a fazer uma viagem de modo inverso, até dar de novo com a população, mas desta vez não com uma representação caótica de um todo, porém com uma rica totalidade de determinações e relações diversas....O último método é manifestamente o método cientificamente exato. Karl Marx

26 A teoria Assim, se começássemos pela população, teríamos uma representação caótica do todo... Se o real tem uma ordem, ela não está dada, não transparece. Essa ordem só é atingida, podendo tornar- se parcialmente reproduzido, pelo pensamento que indaga, aprofundando-se no real. Uma indagação ou reflexão que se assume desde logo como reflexão, vale dizer como teórica – reflexão formada e informada pela teoria em busca da realidade que lhe é externa

27 A Explicação Produz-se o conhecimento da realidade social ao se formular as leis da sua estruturação e do seu desenvolvimento, mas só quando se atinge seus determinantes fundamentais é que pode começar a sua explicação. conceitos reproduzir o concreto na sua totalidade real

28 O método de Marx O concreto é concreto porque é a síntese de múltiplas determinações totalidade real determinações fundamentais conceitos O método de Marx parece ser aquele que começa pelo trabalho crítico sobre as categorias gerais elaboradas pela análise empírica concreto dado abstrato

29 A Crítica da Teoria O que Marx propõe é um novo procedimento – é partir do abstrato (determinações e relações simples e gerais) ao concreto (que não é mais a representação caótica de um todo e sim uma rica totalidade de determinações e de relações diversas). No primeiro método, a representação plena volatiza- se em determinações abstratas, no segundo [o de Marx - GA ], as determinações abstratas conduzem a reprodução do concreto por meio do pensamento. Karl Marx

30 O concreto novo Esta determinação abstrata, porque fragmentada pela análise que deixou distante o real de que partiu, não consegue dar conta da re-apropriação desse real de que partiu, não é capaz de compreende-lo e dar-lhe sentido. abstrato concreto (novo) Um concreto novo, porque pensado – um concreto produzido no pensamento, para reproduzir o concreto real

31 O concreto como complexo O concreto é concreto porque é a síntese de múltiplas determinações, isto é, unidade do diverso (Karl Marx) Atinge-se o concreto quando se compreende o real pelas determinações que o fazem ser como é Como são várias as determinações de um real, ele é um complexo constituído como unidade, unidade da diversidade.

32 Concreto novo como Síntese Por isso o concreto aparece no pensamento como o processo da síntese, como resultado, não como ponto de partida, ainda que seja o ponto de partida efetivo e, portanto, o ponto de partida também da intuição e da representação. Karl Marx O concreto com suas determinações, como unidade do diverso, é síntese, é resultado de um elaborado processo de pensamento.

33 O real como ponto de partida Mas se esse processo começa cientificamente no abstrato, seu verdadeiro ponto de partida é o real. É o verdadeiro ponto de partida da percepção e da representação. O pensamento parte do concreto (real), ainda que só se torne verdadeiramente científico quando retoma o concreto, pensando-o, a partir do abstrato (suas determinações atingidas pelo pensamento originado no concreto).

34 Crítica da Economia Política Primeiro movimento: Real Abstrato (Abstrato) Segundo Movimento Abstrato Abstrato Terceiro Movimento Abstrato Concreto (pensado) O seu apoio inicial é teórico e a crítica a que submete os conceitos de que parte, necessariamente, criticáveis porque perdidos teoricamente, porque calcados na suposição falsa de sua própria origem concreta direta. Um retorno à realidade que não encontra mais a representação caótica de um todo, mas uma totalidade rica de determinações.

35 Crítica da Economia Política A produção do concreto pensado, que visa ser uma reprodução do real, e que é qualitativamente diferente do concreto percebido, só pode ser feita a partir da colocação precisa e rigorosa das suas determinações gerais Primeiro movimento: Real Abstrato (Abstrato) Segundo Movimento Abstrato Abstrato Terceiro Movimento Abstrato Concreto (pensado) O movimento da crítica teórica em busca da especificação teórica dos conceitos que expressam as determinações mais simples e mais gerais. (reconstrução teórica) ( construção teórica da reprodução do concreto)

36 Crítica da Economia Política Primeiro movimento: Real Abstrato (Abstrato) Segundo Movimento Abstrato Abstrato Terceiro Movimento Abstrato Concreto (pensado) método cientificamente exato (Marx ) O ponto de partida do segundo método é outro que não o ponto de chegada do primeiro. Não só porque é abstrato, e não concreto. Sendo abstrato, é outro abstrato, diferente do abstrato a que o método anterior parecia chegar. É um abstrato reconstruído criticamente a partir deste.

37 Crítica da Economia Política Primeiro movimento: Real Abstrato (Abstrato) Segundo Movimento Abstrato Abstrato Terceiro Movimento Abstrato Concreto (pensado) totalidade rica de determinações todo vivo, mas representado caoticamente Se, por um lado, não esquece que o real está presente alimentando a percepção e a representação, por outro lado também não esquece que o concreto produzido pelo pensamento é apenas pensamento, não real. (# Hegel)

38 Teoria e Realidade Distinção entre o campo do real e o campo do teórico As categorias com as quais se produziam as determinações mais simples e mais gerais, provinham da realidade. Mesmo o pensamento mais simples só existe como relação unilateral e abstrata de um todo concreto, vivo, já dado. O real é anterior ao pensamento. A realidade concreta pré-existe, subjaz e subsiste ao pensamento O pensamento só produz pensamento, mas em alguma instância é informado pelo real.

39 O Concreto e o Pensamento O todo, tal como aparece no cérebro, como um todo de pensamentos, é um produto de cérebro pensante...O sujeito real permanece subsistindo, agora como antes, em sua autonomia fora do cérebro...Por isso também, no método teórico, o sujeito – a sociedade – deve figurar sempre na representação como pressuposição. Karl Marx A reprodução do concreto no pensamento, pelo pensamento, é a forma peculiar que o pensamento tem para se apropriar do concreto, pensando-o como concreto.

40 O teórico e o real reproduzi-lo (o concreto) sob a forma de um concreto pensado...não é absolutamente o processo de gênese do próprio concreto. Karl Marx O pensamento não é a gênese do real, nem o real é a gênese do pensamento. Mas se pode, e se deve, afirmar que o real sempre antecede ao teórico, que o teórico é um teórico sobre um real.

41 Conceito e Realidade Os conceitos mais simples é que permitem chegar a uma inteligibilidade do real Estes conceitos começariam a ser exposto no final de uma abordagem que partia do próprio real. O real como ponto de partida era uma abstração, abstração das suas determinações, expressas naqueles conceitos simples. O real existe fora do pensamento e é anterior a ele

42 Síntese (1) Para a produção teórica, o pressuposto básico é que ela seja comandada pelos conceitos mais simples, para ser possível a reprodução do concreto no pensamento. (2) A exterioridade e independência da realidade (tese materialista fundamental)

43 A teoria Se é possível pensar numa explicação do todo vivo ela só será alcançada através de um conjunto de categorias simples – ou seja, de uma estrutura teórica, de uma teoria. Cada categoria indica um caminho de aproximação do real (concreto, todo vivo, já dado) A categoria simples é abstrata, isto é, ela é produzida num nível muito alto de abstração e neste sentido específico de produção teórica muito elevada ela se situa num plano muito afastado da realidade concreta.

44 As Categorias A categoria mais simples existe em todos os estágios do desenvolvimento social, mas só no estágio complexo ela se completa. É por isso que só nesse estágio complexo da sociedade ela poderá ser adequadamente pensada. O simples não é a origem, porque mesmo as categorias mais simples pressupõem sempre um substrato mais concreto (um todo vivo, uma certa organização social). O processo histórico real caminha do mais simples para o mais complexo. Mas, ainda que o mais simples possa preceder o mais complexo, só no mais complexo (o completo), o simples pode estar completamente desenvolvido e, portanto, só aí pode ser pensado teoricamente de forma completa.

45 As Categorias e o Real O abstrato de que se deve partir para começar a produção do conhecimento, que se fará no concreto pensado, já não depende só da produção teórica anterior, que se utilizará, criticando. Estas produções teóricas e o movimento que as produz despontam numa íntima conexão com o real e o seu movimento próprio. A sociedade complexa no seio da qual se produz a categoria do trabalho em geral é a sociedade em que concretamente existe o trabalho em geral.

46 As Categorias e o Real A indiferença em relação ao gênero de trabalho determinado pressupõe uma totalidade muito desenvolvida de gêneros de trabalho efetivo, nenhum dos quais domina os demais. Tampouco se produzem as abstrações mais gerais senão onde existe o desenvolvimento concreto mais rico, onde um aparece como comum a muitos, comum a todos. Karl Marx Não é em qualquer tempo que se pode produzir qualquer categoria. O desenvolvimento teórico não depende exclusivamente da capacidade e da disponibilidade teórica. Em última instância, a produção teórica deriva de condições reais.

47 As Categorias e o Real Este exemplo mostra de uma maneira muito clara como até as categorias mais abstratas – precisamente por causa de sua natureza abstrata – apesar de sua validade para todas as épocas, são, contudo na determinidade desta abstração, igualmente produto de condições históricas, e não possuem plena validez senão para estas condições e dentro dos limites destas. Karl Marx Se unicamente nas sociedades mais complexas se produzem as abstrações mais gerais, por serem gerais estas abstrações se aplicam também às sociedades menos complexas organicamente ligadas à sociedade mais complexa. Contudo, estas abstrações só são intimamente verdadeiras, nestas sociedades complexas no que elas têm de específico.

48 Síntese O papel do abstrato (conceito simples, determinação) na reprodução do concreto no pensamento. A relação da abstração com a realidade. A noção da importância que a fase do desenvolvimento da realidade social assume para a produção das abstrações mais gerais.

49 Articulação das categorias Para estudar a totalidade social, é necessário que se estude sua história e acima de tudo a sua determinação última, a sua economia. A sociedade burguesa é a organização histórica mais desenvolvida, mais diferenciada da produção. As categorias que exprimem suas relações, a compreensão de sua própria articulação, permitem penetrar na articulação e nas relações de produção de todas as formas de sociedade desaparecidas...A anatomia do homem é a chave da anatomia do macaco. Karl Marx

50 A sociedade burguesa A sociedade burguesa permite criar abstrações mais gerais que as sociedades anteriores, menos desenvolvidas e menos ricas, não tinham condições para criar. Dado um certo estado de desenvolvimento do desenvolvimento social, ele condiciona, pela riqueza e diversidade que possua, a produção de abstrações mais gerais – que dão conta especialmente desse mesmo estado, mas também de todos os outros que o antecedem.

51 A especificidade histórica O grande risco que se corre, ao ser conduzido por categorias construídas no presente, e sobre ele (presente como estado de desenvolvimento da sociedade), é ver o passado com os olhos do presente, ou seja: o risco maior é o de perder a especificidade de cada momento histórico que se define como diferenciado de cada outra. eternizar as relações presentes no passado

52 As diferenças históricas A anatomia do homem é a chave da anatomia do macaco. O que nas espécies animais inferiores indica uma forma superior não pode, ao contrário, ser compreendido senão quando se conhece a forma superior. A Economia burguesa fornece a chave da Economia da Antiguidade, etc. Porém, não conforme o método dos economistas que fazem desaparecer todas as diferenças históricas e vêem a forma burguesa em todas as formas de sociedade...Se é certo, portanto, que as categorias da Economia burguesa possuem o caráter de verdade para todas as demais formas de sociedade, não se deve tomar isto senão cum grano salis (com um grão de sal). Podem ser desenvolvidas, atrofiadas, caricaturadas, mas sempre essencialmente distintas. Karl Marx

53 Os diferentes momentos A lição dada é no sentido de que se disponha de categorias gerais que na sua generalidade abranjam todo o desenvolvimento desde o ponto em que foram produzidas. A sua generalidade, apoiada numa abstração que é condicionada historicamente, lhes dá validade para todos os momentos anteriores ao da sua produção, inclusive e principalmente para este. Mas o que se requer principalmente desta generalidade é que ela permita determinar as especificidades de que se reveste nos diferentes momentos em que se encontra na realidade.

54 Crítica e Auto-crítica O chamado desenvolvimento histórico repousa em geral sobre o fato de a última forma considerar as formas passadas como etapas que levam a seu próprio grau de desenvolvimento, e dado que ela raramente é capaz de fazer a sua própria crítica...Concebe-os sempre sob um aspecto unilateral. Karl Marx Somente em condições bem determinadas um momento histórico consegue fazer sua própria crítica. Só se começa a conseguir relativizar os outros quando se consegue relativizar a si próprio.

55 Crítica e Auto-crítica...a Economia burguesa só conseguiu compreender as sociedades feudal, antiga, oriental, quando começou a auto-crítica da sociedade burguesa Karl Marx A auto-crítica de uma sociedade é antes de mais nada a capacidade de perceber sua própria singularidade no tempo, sua historicidade. Só surge quando a sociedade deixa de se identificar com o passado, quando ao contrário, consegue se ver como diferente dele. Só quando não eterniza suas próprias relações de produção é que uma sociedade inicia a sua compreensão crítica. Só então as formas anteriores de organizar a produção poderão ser vistas na sua singularidade e não como raízes, origens, evocações, fantasmas ou ecos mais ou menos remotos da sociedade atual.

56 Síntese 1 Para empreender uma dada organização da produção é necessário antes de mais nada empreender o estudo dela na sua especificidade histórica, e não recorrer ao passado, estudando outras formas anteriores de organização da produção. Não cabe recorrer a outros modos de produção anteriores para explicar um modo de produção determinado. Dizer que a produção é histórica é justamente dizer que ela é específica no desenvolvimento histórico, que surge num momento determinado da história e se extingue noutro. Não se deve conhecer o presente pelo passado.

57 Síntese Se é certo, portanto, que as categorias da Economia burguesa possuem o caráter de verdade para todas as demais formas de sociedade, não se deve tomar isto senão cum grano salis Karl Marx 2 É importante dar atenção antes de tudo, às diferenças essenciais. Todas as especificidades históricas têm que ser respeitadas, tanto as do presente, como as do passado. Não se deve conhecer o passado pelo presente.

58 Síntese No presente, forma mais avançada de uma cadeia evolutiva, podem produzir-se conceitos simples e gerais que asseguram a compreensão não só dessa última forma, como também das anteriores, mas esse recurso só pode ser utilizado com o maior cuidado, primeiro para não desfigurar as diferenças essenciais entre as formas, depois porque aquelas categorias simples só são verdadeiras na prática no período cuja diversidade e desenvolvimento lhe deram origem.

59 Síntese 3 Presente e passado são entendidos em termos de organização histórica da produção. Quando se fala em presente se está falando da sociedade burguesa ou do modo de produção capitalista. Quando se fala em passado se está fazendo referência às sociedades feudais, antigo, asiático. O presente aqui não quer dizer contemporâneo. Não é a conjuntura que importa. É toda a organização da produção que caracteriza o que Marx chama de sociedade burguesa. O presente é o último modo de produção completo, o modo de produção capitalista.

60 A organização das categorias As categorias, por mais simples que sejam, têm sempre a realidade concreta como pressuposição e não são mais do que parciais em relação a ela. É necessário tratar da organização das categorias no intento de atingir um conhecimento mais abrangente e profundo da realidade. Em todas as formas de sociedade se encontra uma produção determinada, superior a todas as demais, e cuja situação aponta sua posição e influência sobre outras. Karl Marx

61 A organização das categorias Agricultura Propriedade fundiária e renda da terra Sociedade burguesaCapital Seria, pois, impraticável e errôneo colocar as categorias econômicas na ordem segundo a qual tiveram historicamente uma ação determinante...Não se trata da relação que as relações econômicas assumem historicamente na sucessão das diferentes formas da sociedade....Trata-se de sua hierarquia no interior da sociedade burguesa. Karl Marx

62 Síntese Final O objeto que se quer conhecer é a sociedade burguesa Propõe-se partir do abstrato (as determinações mais simples) para reproduzir esta sociedade no pensamento. Busca-se atingir teoricamente estas determinações procedendo à análise crítica dos conceitos que a teoria tradicional, de inspiração empirista, conseguiu produzir. 2. Essa crítica se apóia no confronto rigoroso destes conceitos com a realidade, a partir da suposição primeira da exterioridade e anterioridade do real e da suposição segunda da sua mutabilidade histórica.

63 Síntese Final Somente sob determinadas condições históricas é possível produzir determinados conceitos. Os conceitos mais simples encontram o lugar da sua produção nas sociedades complexas. A sociedade burguesa aparece como a mais complexa e diversificada. Os conceitos que a explicam deverão ser buscados na análise desta sociedade e não no passado, em sociedades anteriores a ela. 5. A ordem em que esses conceitos serão trabalhados não será, pois, a ordem do seu aparecimento histórico, e sim uma ordem que seja significativa para a sociedade em estudo e o principio que confere esta significação, é o principio de hierarquia teórica (se há relações que organizam o real, seus conceitos organizarão o conhecimento desse real).


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