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Aplicação do Espiritismo Encontro 17 Como desenvolver a vontade.

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1 Aplicação do Espiritismo Encontro 17 Como desenvolver a vontade

2 “O Homem poderia sempre vencer as suas más tendências pelos seus próprios esforços? - Sim, e às vezes com pouco esforço; o que lhe falta é a vontade. Ah! Como são poucos os que se esforçam!”. (LE, perg 909)

3 Vamos nos deter em analisar um pouco essa importante ferramenta que está de alguma forma presente em tudo o que realizarmos: “a vontade”. De que modo podemos sempre vencer nossas más inclinações? Haveria algum meio prático de dinamizar e fortalecer a nossa vontade? Como conseguir o controle sobre as nossas tendências comuns e sobrepujar diante do erro iminente?

4 Já que não estamos certamente incluídos entre aqueles “poucos” que se esforçam para vencer os vícios e defeitos, por faltar exatamente a “vontade”, como então desenvolvê-la? Existe uma força de “vontade”? Cremos tranquilamente que todos admitem ser a “vontade” a chave das nossas conquistas em todas as áreas de trabalho.

5 Cada um de nós já teve provas evidentes de que, quando nos dispomos firmemente a conseguir algum propósito, assim o obtemos. Isso nos tem sido ensinado nos tempos escolares, no primeiro emprego, no carro que sonhávamos, na casa que tanto desejávamos, no trabalho, etc.

6 O que pretendemos, no entanto, é aplicar essa mesma “chave” das nossas conquistas em direção dos valores íntimos. Para isso perguntemos em primeiro lugar se estamos realmente dispostos e suficientemente interessados nesses valores. Tem duvida? É natural, a vida é tão boa, as diversões nos agradam muito, o comodismo é indiferente ao esforço de se melhorar intimamente.

7 O interesse em reformar-se pode nos ter surgido de um impulso momentâneo, e então formulamos um propósito de aperfeiçoamento, mas na maioria das vezes ainda é como um devaneio, um sonho pouco sólido, mas sabemos o que nos aguarda. No primeiro confronto com os testes de verificação, que naturalmente aparecem em nossa vida diária, vem aquela indisposição sorrateira e deixamos para depois, a “vontade” sucumbe. O que nos falta nesse caso? Força? Persistência? Interesse?

8 A nossa meta, no entanto, é de longo alcance; para atingirmos o nosso progresso moral será necessário automatizar o nosso comportamento dentro dos padrões evangélicos, isto é, reagirmos sempre, em quaisquer condições e situações, sem ódios, sem violências, como o Mestre Nazareno nos exemplificou. É uma empreitada paciente e contínua, requer esforços e tempo.

9 A vontade: Uma soma de fatores dinâmicos A vontade é, assim, a expressão do nosso livre-arbítrio. Por ela damos os nossos testemunhos e demonstramos os nossos ideais no bem. Podemos, para facilitar a nossa análise, considerar que a vontade é constituída dos seguintes fatores dinâmicos: impulso, autodomínio, deliberação, determinação e ação. Todos eles interligados e decorrentes entre si.

10 Impulso A vontade, como já vimos, surge, primeiro como um impulso, uma aspiração, um desejo, que pode ser de variada intensidade. Essa intensidade indica a profundidade, a carga emocional, o conteúdo, o grau de interesse que se relaciona com a permanência dentro de nós, ou seja, diz respeito ao afinco, à firmeza, à duração e a persistência.

11 Do impulso que surge no campo sentimental, a nível emocional, deveríamos começar a fazer a elaboração mental, articulando pensamentos, plasmando idéias, ponderando possibilidades, prevendo obstáculos, balanceando impedimen- tos, avaliando nossa própria capacidade de realização. É bem verdade que, de forma geral, as aspirações não são muito conscientizadas e nem tão mentalmente trabalhadas; elas ocorrem quase sempre na superfície, e por isso são fugazes. Essa elaboração, trazendo os bons impulsos aos níveis de consciência, deve ser intensificada, pois contribui grandemente para fundamentarmos com base aquelas importantes aspirações.

12 Nessa fase – a mais delicada e importante – a grande maioria dos iniciantes não passa das promessas, debanda e perde a oportunidade, que pode não se repetir. Não estão eles suficientemente convencidos da importância daqueles seus impulsos, vividos pela inspiração misericordiosa dos Amigos Espirituais que nos ajudam a caminhar. Desperdiçamos, então, preciosa chance de progresso espiritual.

13 E por que isso acontece? Acontece porque ainda estamos muito presos aos interesses humanos e às ilusões do mundo físico; não amadurecemos o suficiente, não formos bastante experimentados na própria carne pelos resultados desastrosos dos erros cometidos, e não valorizamos as oportunidades de redenção que aqueles impulsos renovadores nos ofereceram. Comprazemo-nos nos envolvimentos dos prazeres, das sensações e deixamos de seguir no trem do progresso que marcha sempre e não espera.

14 Autodomínio Conseguindo contornar as dificuldades intimas, combatendo os momentos de desanimo, exercemos domínio progressivo sobre as nossas paixões e apegos, vencemos os obstáculos criados pelas nossas próprias fraquezas, limitações psicológicas, receios e incertezas. Desenvolvemos, assim, o nosso domínio próprio nessa fase de combate dentro de nós mesmos, no silencio operoso em que vamos firmando os bons propósitos, concretizando-os consistentemente.

15 Deliberação Esse domínio vai refletir-se nas nossas deliberações. Para deliberarmos em causa própria, devemos ter conhecimento amplo das circunstancias favoráveis e desfavoráveis, o que implica em dinamizar em nós o habito de analisar, de observar, de avaliar os acontecimentos da vida diária. As indecisões representam a nossa falta de exame e de ponderação das situações vividas.

16 Discernimos aferindo os resultados. Daí escolhemos os rumos, deliberamos o que fazer. Esse procedimento analítico, podemos cultivá-lo até mesmo sem grande esforço, é um habito que nos agrada muito, coloca a nossa imaginação e a nossa criatividade em ação. Nos faz um bem enorme, amplia a nossa capacidade mental.

17 Determinação Do conhecimento obtido, decidimos. E agora? Passamos para a execução, ou seja, determinamos o que fazer. As ações a serem executadas, a disposição de empreender, de cumprir as deliberações. A determinação é um primeiro ato da ação. Nessa fase programamos no tempo as ações a serem tomadas, relacionamos os passos a seguir e nos empenhamos em cumpri-los, um por um, com rigor e firmeza, com energia e coragem.

18 Ação Finalmente a ação vem concluir toda a sequência encadeada, é a prova das nossas intenções, é a manifestação viva, palpável, a concretização daqueles impulsos que foram articulados na esfera dos nossos pensamentos. É a própria idéia condensada, materializada numa realização.

19 Em resumo: A vontade é semelhante a um projétil.

20 Os impulsos e pensamentos são emissões de energias que direcionamos para um certo alvo, as acoes são as expressões concretas, dessas formulações, visíveis pelos seus efeitos. A “vontade” não estaciona no impulso, prossegue no autodomínio, se firma na deliberação, começa a tomar forma na determinação e se concretiza na ação.

21 É um complexo dinâmico de fatores ativos que gera energia transformadora a partir dos impulsos, emitindo ondas indutoras, que se fortalecem pela intensidade na concentração dos pensamentos, constituindo nos campos mentais as conquistas, vencendo e bombardeando os princípios mentais cristalizados que se contrapõem àqueles impulsos renovadores.

22 A “vontade” é semelhante a um projétil dirigido que, ao ser acionado pelo impulso intimo, se desloca, vencendo as barreiras das camadas para atingir com determinação aquele alvo desejado que, uma vez alcançado, se destrói pela ação detonadora da carga explosiva. O alvo representa, assim, o conjunto dos nossos vícios e defeitos.

23 Um método para desenvolver a vontade Comentamos que cada um de nós já teve provas demonstrativas de sua capacidade de realização e, portanto, de obter ou conquistar um ideal. Quase sempre, o que nos movimenta numa atividade é o interesse próprio em desenvolvê-la. Em decorrência, concentramos a energia suficiente para vencer os empecilhos, ocorrendo a sequência dinâmica que vai do impulso ao autodomínio, desse à deliberação e da determinação segue-se à ação.

24 O que desencadeou ou acionou a “vontade” foi o interesse que estava por trás. Assim, as nossas indagações num projeto estão nos “porquês” do seu objetivo. A que nos propomos? Por que desejamos? Estamos seguros do que queremos? O trabalho de desenvolvimento da “vontade” aplicada à nossa reforma íntima, à vitória sobre as nossas más tendências, começa por avaliar o nosso interesse nesse propósito.

25 O Interesse na Reforma Intima O interesse no nosso próprio aperfeiçoamento desponta intimamente na esfera emocional. De alguma forma despertamos ou amadurecemos, surgem os anseios e buscamos valores outros para preencher o vazio que nos inquietava o espírito. Já havíamos peregrinado tentando as experiências que pudessem, ou que pensávamos poder alimentar a nossa alma.

26 Tudo nos desenganara, a sede espiritual persistia e, afinal, depois de tanto buscar, vivendo angustias atrozes, encontramos o caminho da nossa redenção, um novo sol a luzir dentro de nós, uma esperança jubilosa a nos animar a vida. Então nos dispomos, dentro das próprias possibilidades, a seguir os novos rumos. É o que desejamos, é o que passa a nos interessar com profundidade.

27 Vemos que é um interesse sadio, não apegado a desejos mesquinhos e ilusórios; é o próprio ideal de auto aperfeiçoamento. Esse interesse é que vai acionar, na mesma direção, a nossa “vontade”, é ele que precisamos localizar e definir de uma vez por todas, dentro de nós mesmos. E como o fazemos? Sondando, indagando, verificando, revolvendo o terreno íntimo.

28 A concentração de esforços Definido aquele nosso interesse, precisamos concentrar nele os próprios esforços, a nossa energia aplicada na direção pretendida, que se converterá em trabalho produtivo. Conjugamos ao interesse a carga energética. É a condição necessária para levarmos a bom terno o empreendimento formulado, para sermos bem sucedidos.

29 Em geral nos confrontamos, nos debates interiores, com as próprias dificuldades, pela nossa própria dispersão de pensamentos, em manter a concentração de esforços. Sabemos muito bem o que queremos conseguir, já fizemos nossas opções nos objetivos auto-renovadores, mas nos perdemos em meandros, desperdiçando tempo e dissipando energia, e em consequência verificamos a falta de persistência e o pouco resultado prático, produtivo.

30 No desenvolvimento da capacidade de concentração está a raiz do desenvolvimento da própria “vontade”. Vejamos uma experiência física muito simples que temos praticado e que nos elucida o valor da concentração de esforços. Ao tentar fixar um prego numa madeira, pela força que nele aplicamos com um martelo, logramos êxito porque concentramos num ponto único todo o esforço muscular desenvolvido.

31 Invertendo a posição do prego e batendo agora contra a sua ponta, tentando fixá-lo na madeira pela cabeça, apenas marcamos a madeira e entortamos o prego. Isso nos faz concluir o simples fato de que a força aplicada sobre um único ponto age com mais eficiência do que se fosse distribuída em muitos pontos.

32 De modo análogo ocorre com a nossa capacidade de concentrar os pensamentos num objetivo firme e conduzi-los naquela direção. A nossa dificuldade reside exatamente nisso, os nossos pensamentos se dispersam, mudam de direção, pula de um pólo a outro, se perdem na estratosfera.

33 É fator de progresso espiritual a condição indispensável de educar os pensamentos, o que significa selecioná-los, enfeixá-los, concentrá-los, centralizá-los numa direção, num objetivo. Geralmente somos ainda muito dispersivos, damos lugar às idéias de desanimo, de fraqueza, de dificuldades e de obstáculos intransponíveis, o que nos leva, então, aos fracassos e aos males sofridos. A nossa própria escravidão ou libertação está dentro de nós mesmos, na esfera dos nossos pensamentos, mal conduzidos ou bem direcionados.

34 A Prática da Auto-sugestão Evidentemente, a capacidade de concentração de esforços, de educação dos pensamentos pode ser desenvolvida pelo exercício, pela prática, o que também requer novamente um certo esforço.

35 Um dos métodos para esse desenvolvi- mento da própria “vontade” é o da auto sugestão. Todos nós somos sensíveis a sugestões alheias. As palavras convin- centes, com certa carga emocional, pro- nunciadas por alguém, nos impressionam e nos levam a refletir sobre as mesmas. Todos somos muito sugestionáveis. O que vamos então aplicar voluntariamente é a sugestão própria em favor de nós mesmos, ou seja, a auto sugestão.

36 Toda idéia emitida por pensamento ou palavras produz uma impressão mental. Quando essa idéia é suficientemente repetida, provoca a realização da ação que lhe corresponde. Esses princípios aplicados é o que vamos exercitar: 1. coloquemo-mos num ambiente isolado e silencioso. Sentados, relaxemos o corpo, sem nada pensar. Respiremos profundamente, por três ou quatro vezes, permanecendo nessa situação por alguns minutos;

37 2. Vamos agora formular uma idéia com clareza e precisão, desejando que fique indelevelmente gravada na nossa mente. Na formulação dessa idéia, vamos impre- gná-la com o nosso potencial emocional, sentindo-a profundamente, desejando que os seus efeitos sejam realizados; 3. Pensemos, então, repetindo compassadamente: “TENHO UMA VONTADE FIRME E REALIZADORA”

38 4. À medida que a formos repetindo, ajudemos a fazer crescer dentro de nós a energia que aquela afirmação vai gerando. É como se carregássemos o nosso interior dessa energia impulsionadora;

39 5. No transcorrer do dia, lembremos de repeti-la muitas vezes, ainda que reali- zando atividades motoras que não ocu- pem esforço mental, fora do tempo da nossa prática. Mesmo ao deitar, tenha- mo-la presente e deixemo-la agir no nos- so subconsciente durante o sono. Façamos essa prática diariamente e pelo tempo necessário, até sentir que a idéia esteja suficientemente fortalecida dentro de nós. Isso se observa pela disposição incontida de trabalhar, de produzia, de realizar;

40 6. Numa etapa seguinte, depois da prática acima, vamos transformar em ação aqueles impulsos. O que tivermos que fazer, mesmo em assuntos corriqueiros e simples, identifiquemos cada um isoladamente e a seu tempo; tomemos a decisão firme de realizá-lo com todo o emprenho, até a sua execução, sem receios ou impedimentos. Sintamos, então, a força dinâmica que cresce em nós quando finalizamos concretamente o propósito formulado. Esse método vai robustecendo a nossa “vontade”, tornando-a cada vez mais indômita e inquebrantável;

41 7. Formulemos, agora que conhecemos o método e os seus resultados, as idéias que sejam importantes fixar e fortalecer em nós, repetindo-as do mesmo modo, pelo tempo necessário, até senti-las suficientemente resistentes, uma por vez, centralizadas e concentradas, e depois exercitadas nas ações voluntárias. Podemos, então, formular, por exemplo, idéias como:

42 “Deixarei calmamente o vício de fumar”

43 “Dominarei tranquilamente a minha agressividade”

44 “Serei paciente e compreensi- vo com meus filhos”

45 “Procurarei serenamente conhecer meus erros e defeitos”

46 “Não comentarei o mal em tempo algum”

47 “Não guardarei rancor de ninguém”

48 “Perdoarei sempre a quem me tiver ofendido”

49 Leia para alicerçar seus propósitos: -O Livro dos Espíritos: Cap XII. Perfeição Moral -Mecanismos da Mediunidade. Cap IV. Matéria Mental. Cap. XI. Onda Mental -Pensamento e Vida. Cap II. Vontade (Emmanuel) -Pensamento e Vontade. As Forcas Ideoplásticas. (Ernesto Bozzano)

50 Pratique para se auto educar: -Sinal Verde. Cap XXIV. Desejos -Respostas da Vida. Cap XV. Viver


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