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Gravidez Nascimento e Parentalidade Consequências do parto e a intervenção da osteopatia no bebé. 1.

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1 Gravidez Nascimento e Parentalidade Consequências do parto e a intervenção da osteopatia no bebé. 1

2 1- O que é a Osteopatia? O início da Osteopatia O Dr. Andrew Taylor Still, médico cirurgião na guerra civil Norte Americana, iniciou a Osteopatia em Desiludido com a medicina convencional procurou outra forma de poder ajudar as pessoas. Ele via o corpo humano como uma máquina complexa e como qualquer máquina necessitava do devido alinhamento e lubrificação. Começou a estudar o corpo como uma unidade, dando uma grande importância ao sistema musculo-esquelético (que ocupa 2\3 da massa corporal), considerando-o um elemento chave para o equilíbrio do corpo, com capacidade para curar-se sozinho devido à perfeição da estrutura e das suas funções. A Osteopatia auxilia o corpo a equilibrar e restaurar a função fisiológica, tirando proveito da sua tendência natural de procurar/encontrar saúde e homeoestasia. 2

3 Inicio da Osteopatia As técnicas osteopáticas promovem uma maior mobilidade dos fluidos corporais, eliminando a disfunção e libertando compressões ósseas e articulares. “Um fluxo sanguíneo natural é saúde; a doença é o efeito local ou geral do distúrbio do sangue que para excitar os nervos contrai os músculos que por sua vez comprimem o retorno venoso. Os ossos podem assim ser usados como alavancas para aliviar a pressão aos nervos, veias e artérias.” A.T.Still 3

4 Osteopatia Pedi á trica A Osteopatia enfatiza o estudo detalhado da anatomia, fisiologia e do conhecimento de técnicas palpatórias, assistindo o corpo e facilitando-lhe a correcção de desequilíbrios. Dr. William G. Sutherland (1899), um dos primeiros estudantes do Dr.Still, iniciou o estudo do crânio e constatou que as suturas cranianas eram biseladas e articuladas permitindo a mobilidade dos ossos do crânio, sendo que a ausência desta mobilidade implicava efeitos profundos na saúde do corpo. Foi então o inicio do desenvolvimento do conceito da Osteopatia Craniana. Baseando-se nos ensinamentos de Still, na importância e ligação da estrutura e função, Sutherland estudou os efeitos dos ossos do crânio e a maneira como o processo do parto os influenciava, dobrando-os, moldando-os e analisando as repercussões que estes tinham no crescimento e desenvolvimento do corpo.

5 Osteopatia Pedi á trica Sutherland observou que se o crânio apresentava distorções no inicio da vida do bebé, devido ao parto ou a uma inadequada posição intra-uterina, então um padrão de distorção era susceptível de se apresentar ou manifestar em qualquer parte do corpo. Com o crescimento estes padrões poderão aumentar comprometendo a função do corpo. Ex: Uma pequena disfunção/alteração da mecânica das partes condilares do occipital, frequente consequência do parto (o occipital é um dos ossos que está sujeito a mais compressões, devido às contracções e ao contacto com as superfícies ósseas da bacia da mãe que surgem na passagem do canal de parto), tem repercussão por todo o corpo, nomeadamente: no sistema digestivo, na irritação do nervo craniano (Vago) e também por uma alteração postural assimétrica, ou uma escoliose decorrente do crescimento distorcido do crânio. 5

6 Como é que o corpo consegue se auto-equilibrar? A mobilidade rítmica do cérebro e da medula vertebral, em conjunto com os movimentos respiratórios, transmite ao resto do corpo, através das membranas (dura e faiscia), eliminando tensões e restrições tecidulares, movendo-as puxando-as (pulling) e libertando-as. Este mecanismo está mais forte, ou realçado quando se dorme, sendo que os efeitos da gravidade estão reduzidos. Os 5 princípios do Mecanismo Respiratório Primário: a) flutuação do fluido cérebro-espinhal; b) mobilidade das membranas de tensão recíproca; c) motilidade do tubo neural; d) mobilidade articular dos ossos do crânio; e) mobilidade involuntária do sacro; 6

7 Mecanismo Respirat ó rio Prim á rio A osteopatia não só utiliza este mecanismo como diagnóstico (através da análise da potência ou mobilidade), como utiliza técnicas que realçam a ressonância e sua sincronização. Este mecanismo é identificado por diversas frases; “mobilidade involuntária e da alteração da forma do corpo” (flexão\extensão) “a potencia é a força ou forças que tendem a mover o corpo no sentido da homeostasia/equilíbrio” A tarefa do osteopata consiste em facilitar a mudança para o equilíbrio. 7

8 2- Gravidez A gravidez e gestação é o inicio da vida do bebé, a mãe é a sua primeira ligação com o mundo, dai a importância do bem estar e conforto da mãe. Muitas das alterações que a mãe sente o bebé também sente, sendo estas susceptíveis de perturbar o seu desenvolvimento e bem estar. Condição da mãe: a) Emocional; b) Física; c) Económica; Expectativa do parto: a) Ansiedade / medo; b) Importância dos cursos pré-natais; c) Idealização de parto; 8

9 3 - Condi ç ões que podem levar a um parto mais dif í cil - trauma de parto I. Medo, ansiedade Alteração do tónus muscular incluindo o do útero II. Posição do trabalho de parto III. Mecanismos que podem alterar o ritmo do nascimento do bebé: a) oxitocina – epidural; b) fórceps e ventosas; c) cesariana. 9

10 4 - Trauma do parto Todos os bebé nascem de maneira única; todos os partos são diferentes, para uns a transição e a viagem do útero para o mundo é feita sem grande dificuldade, para outros pode ser uma experiência traumática e dolorosa. O processo do parto é muito engenhoso e eficiente, mas por vezes, quando algo não corre como esperado, os seus efeitos podem ser traumáticos. Ao navegar pelo canal do parto, forças consideráveis e potentes são exercidas no corpo do bebé, especialmente ao nível do crânio, coluna vertebral, costelas, clavículas e bacia. Estudos (Viola Frymann DO. E uma das fundadoras do Osteopathic Center for Children em San Diego – Califórnia) demonstraram que em 1000 bebés 80-90% sofriam dos efeitos musculo-esqueléticos do trauma do parto. O bebé está desenhado para nascer, os ossos do crânio sobrepõem-se e moldam-se para acompanhar o trajecto da viagem do canal de parto, e o corpo é suficientemente forte para resistir às forças das contracções. 10

11 Trauma do parto Quando o parto se complica os mecanismos de adaptação e compensação são accionados, levando muitas vezes a padrões de torção e compressão ao nível do esqueleto. Por vezes estes mecanismos não conseguem ser equilibrados pelo corpo, no processo de crescimento, pelo choro, sucção, o bocejar e pela “primeira respiração” (inspiração) 11

12 5 – Primeira Respira ç ão/inspira ç ão Importância da primeira inspiração:  É o momento que o bebé nasce e dá entrada no mundo;  A primeira inspiração/respiração é considerada uma faísca, ou ponto de ignição, para que o bebé consiga ser autónomo no seu processo de respiração;  É a separação fisiológica da mãe, que até este ponto tem sido quem lhe fornece o oxigénio;  Alterações da qualidade da primeira inspiração podem ter influencia na vida futura do bebé, tanto a nível respiratório como ao nível mecânico do sistema músculo-esquelético. 12

13 Primeira inspira ç ão A PRIMEIRA INSPIRAÇÃO ACONTECE DEVIDO A:  à remoção de inibidores respiratórios que são produzidos pela placenta;  alterações gasosas do sangue que afectam receptores químicos no cérebro – CO2, O2 E PH;  alterações sensoriais no bebé por diminuição da temperatura corporal;  aumento de hormonas e de adrenalina;  alterações do coração, pulmões e da circulação do bebé que permite uma inspiração de oxigénio, que até este momento era feita pela placenta e de liquido amniótico. 13

14 Factores que podem influenciar a primeira inspira ç ão (não mencionando factores patológicos ou alterações neurológicas)  Intervenção no ritmo do parto;  Fórceps/ventosa;  Circular, cordão à volta do pescoço do bebé;  Stress (hiper) ou situações de choque, pode criar um espasmo no diafragma e durante uns segundos ter dificuldade em respirar;  Primeira inspiração feita com o tronco do bebé ainda no canal de parto, provocando restrições do tórax, costelas e diafragma;  Cesarianas programadas, devido à ausência de forças de contracção. Neste caso o bebé é sujeito a uma maior força compressiva na sua remoção da barriga da mãe, sem pré-aviso fisiológico do seu corpo a nível hormonal. Esta alteração brusca de ambiente pode ocasionar um choque para o bebé. 14

15 Consequências da altera ç ão da primeira inspira ç ão A restrição do diafragma leva a uma respiração pouco profunda e ineficaz, podendo implicar uma alteração do padrão do sono, não permitindo um sono longo e profundo, o que inicia um ciclo de:  irritabilidade;  mamadas muito frequentes;  cólicas devido ao pouco tempo de intervalo entre mamadas, levando a uma hiper-estimulação do sistema digestivo;  alteração da qualidade das mamadas, o bebé fica cansado rapidamente e ingere apenas o suficiente para acalmar a fome, não chega a ingerir o leite de mais substancia ao contrário do que acontece nas mamadas mais prolongadas;  ansiedade dos pais, devido ao pouco ganho de peso do bebé, precipitação na introdução do biberão - “o meu leite não é bom”-;  stress da mãe e ansiedade que se transmite para o bebé. 15

16 Consequências da altera ç ão da primeira inspira ç ão  Obstipação O diafragma assiste na mobilidade abdominal para melhor conseguir os movimentos intestinais e conseguir defecar.  Infecções respiratórias Podem surgir nos primeiros meses de vida do bebé, devido à pouca expressão do aparelho respiratório, o qual, sendo menos capaz de libertar secreções, fica mais exposto a infecções de repetição. 16

17 Consequências da altera ç ão da primeira inspira ç ão A alteração do diafragma Leva a uma diminuição da mobilidade torácica, dos músculos acessórios da respiração, dos músculos do pescoço e da base do crânio. Esta situação pode levar a que o bebé comece a bolçar muito – refluxo gástrico -, e também pode iniciar um processo de torcicolo (não congénito). As alterações da primeira inspiração podem, no bebé e na sua família, dar origem a ciclos de: “dorme mal”, “está sempre com fome e chora muito, mas come pouco”, “começou a ter muitas cólicas”, “não conseguimos dormir, e estamos a ficar muito preocupados”, “será que o bebé está doente?” “O bebé chora muito, só se acalma no colo e tem que ser a andar. Não posso estar parada…” 17

18 Consequências da altera ç ão da primeira inspira ç ão  A primeira respiração (o momento de ignição do corpo), aumenta a pressão interna do crânio, inflacionando-o de dentro para fora e equilibrando toda a potência da mecânica craniana.  Método Leboyer – (moderação da mudança do padrão circulatório no bebé) - neste método o objectivo é melhorar a capacidade de inalação da primeira respiração através do relaxamento e conforto, permitindo uma maior abertura das vias respiratórias e conseguindo uma primeira respiração mais completa e eficaz com uma expansão completa de todo o corpo.  Os ossos que foram comprimidos e sobrepostos pelo processo do parto, se não tiverem uma primeira inspiração eficaz, podem ficar fixos ou com pouca expressão da sua mobilidade, levando a um padrão de alteração da mecânica craniana. 18

19 6 - Disfun ç ão do equil í brio ou mecânica craniana O crânio do bebé reorganiza-se e ganha uma forma mais redonda, recuperando da moldagem e compressões a que foi sujeito durante o parto, tendendo a ficar uniforme nos primeiros dias/semanas de vida, muito devido à função respiratória, ao choro, à sucção, ao bocejar e sono. A forma do crânio e a quantidade de moldagem depende de diversos factores;  moldagem intra-uterina;  apresentação do bebé na fase final do parto;  maturidade do bebé – grau de ossificação e resistência dos ossos;  tempo/ duração do parto / alteração do ritmo do parto; 19

20 Disfun ç ão Craniana  posição da mãe durante o trabalho de parto;  forma e tamanho da pequena bacia da mãe e da sua capacidade de dilatação durante o trabalho de parto;  tamanho do bebé, especialmente em relação à bacia/estrutura da mãe;  fórceps e ventosa – por aumento da compressão craniana;  cesariana – por mais compressão aplicada. 20

21  A razão pela qual as compressões cranianas podem iniciar ou apresentar tão variadas sintomatologias, é porque o crânio abriga os órgãos sensoriais – olhos, nariz, boca, ouvidos (audição e equilíbrio) - e dele saem os nervos cranianos.  O cérebro controla muitos dos processos básicos do corpo através dos nervos cranianos, especialmente o Vago.  Se os sinais nervosos ficam alterados, então o corpo não irá funcionar a 100%. Esta interferência deve-se ou provém de factores mecânicos, nomeadamente por diminuição da mobilidade óssea craniana

22 Sintomas que podem surgir da disfun ç ão craniana - Otites; - Sinusites; - Choro prolongado; - Alterações do sono; - Alteração da forma da cabeça; - Dificuldade na sucção; - Cólicas; - Obstipação; - Torcicolo; - Escoliose; 22

23 Conclusão  O tratamento osteopático envolve um suave suporte ao sistema neuro-musculo-esquelético. As forças utilizadas são suaves e aplicadas por um período de tempo suficiente que permita uma correcção das disfunções.  A osteopatia trata das estruturas de todo o corpo, eliminando tensões/restrições através do sistema do tecido conjuntivo e articular.  Resultando ou tendo como objectivo um corpo funcional, eficiente, melhorando a vitalidade e saúde do bebé/criança e da sua família, fazendo com que consigam funcionar melhor na sociedade. 23

24 FIM Maio 2009 Vanessa Faria Lopes 24


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