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Sistema de Informação em Saúde  Dado  Caracteriza um fato ou circunstância  Valor bruto  Informação  Conhecimento obtido a partir dos dados  Implica.

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1 Sistema de Informação em Saúde  Dado  Caracteriza um fato ou circunstância  Valor bruto  Informação  Conhecimento obtido a partir dos dados  Implica em interpretação por parte do usuário  Dado trabalhado  Atividade “meio” e não “fim”

2 Sistema de Informação em Saúde  Informação - Decisão - Ação  atualizada, completa, fidedigna, oportuna, com periodicidade definida pelo sistema  depende da qualidade do preenchimento dos instrumentos (boletins de notificação, fichas de investigação, etc)  depende da coleta e organização dos dados  depende de um fluxo de informações bem estabelecido  acessível a todos os profissionais de saúde, áreas afins e comunidade

3 Sistema de Informação em Saúde  Sistema Conjunto de unidades de produção, análise e divulgação de dados, atuando articuladamente, com a finalidade de atender à necessidade de informação da instituição que implementa esse sistema (nas atividades de planejamento, definição de prioridades, alocação de recursos, avaliação de programas desenvolvidos, etc).

4 Sistema de Informação em Saúde 4Sistema de Informação  Conjunto de componentes (pessoal, ferramentas e técnicas) visando a obtenção e processamento de dados que atendam à necessidade de informação da instituição. 4Sistema de Informação em Saúde  Conjunto de componentes (estrutura administrativa, departamento de estatística de saúde, unidades de informação em saúde) que atuam de forma integrada e que têm por finalidade produzir a informação necessária e oportuna para implementar processos de decisões no sistema de saúde

5 Sistema de Informação em Saúde 4Sistema de Informação em Saúde  Objetivo: facilitar a formulação e avaliação das políticas, planos e programas de saúde, subsidiando o processo de tomada de decisões, com vistas a contribuir para a melhoria da situação de saúde da população

6 Sistema de Informação em Saúde  Dados podem ser: Dados produzidos e coletados no setor saúde e em outros setores; Dados coletados regularmente (DNC) e não regulares (inquéritos e estudos especiais) Dados coletados, preferencialmente devem ser os necessários para a construção de indicadores (parâmetros para avaliação de saúde de agregados humanos e fornecer subsídios ao planejamento de saúde, acompanhamento das flutuações e tendências históricas).

7 Sistema de Informação em Saúde/SUS 4Objetivo: Possibilitar a análise da situação de saúde, tomando como referencial micro-regiões homogêneas e, levando em consideração as condições de vida da população no processo saúde-doença. 4Pré-requisitos: Deve ser hierarquizado Deve haver integração dos bancos de dados Deve ser dinâmico e ágil.

8 Sistema de Informação em Saúde/SUS 4Preconiza-se que, em todos os níveis os dados sejam consolidados e analisados e que haja retroalimentação dos níveis que o precederam (aperfeiçoamento, gerência e controle da qualidade dos dados); 4Cinco maiores sistemas: SIH, SIA, SIM, SINASC e SINAN.

9 SINAN 4Sistema de Informação de Agravos de Notificação l Criado em 1990 l Objetivo: coletar e processar dados sobre agravos de notificação em todo território nacional, fornecendo informações para a análise do perfil de morbidade e contribuindo para a tomada de decisões nos três níveis do sistema. l Pode ser trabalhado pelos três níveis: Municipal (CS, DS), Estadual e Nacional; os dados devem ser consolidados e analisados por estes com retroalimentação para os outros níveis;

10 SINAN 4Formulário de entrada dos dados foi elaborado em duas partes Boletim de Notificação Semanal de Doenças (numerado e não numerado) Ficha Individual de Investigação. Impressão e distribuição dos impressos numerados é responsabilidade do Estado; Impressão e distribuição dos impressos não numerados é responsabilidade do Município.

11 SINAN Fluxo das Informações AGRAVO UNID. DE SAÚDE DIST. SANITÁRIO NÍVEL CENTRAL/SMSA DMS/SES NÍVEL CENTRAL/SES MS

12 Sistema Nacional de VE 4Pressupostos Heterogeneidade do rol de doenças e agravos sob vigilância no nível municipal, mantendo as definidas pelos níveis estadual e federal; Distintos graus de desenvolvimento técnico, administrativo e operacional dos sistemas locais; Incorporação gradativa de novas doenças e agravos, inclusive doenças não transmissíveis ;

13 SISTEMA NACIONAL DE VE  Pressupostos Fluxo de informações baseado no atendimento às necessidades do sistema local de saúde, sem prejuízo do fluxo e periodicidade para os outros níveis do sistema Diferenciação local nos programas de controle, respeitadas as bases técnico-científicas de referência nacional.

14 VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA CONCEITO  LEI 8080/1990 “Conjunto de ações que proporciona o conhecimento, a detecção ou prevenção de qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes de saúde individual ou coletiva, com a finalidade de recomendar e adotar as medidas de prevenção e controle das doenças e agravos.”

15 VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA  PROPÓSITOS E FUNÇÕES 1) Coleta de dados; 2) Processamento de dados coletados; 3) Análise e interpretação dos dados processados; 4) Recomendação das medidas de controle apropriadas; 5) Promoção das ações de controle indicadas; 6) Avaliação da eficácia e efetividade das medidas adotadas; 7) Divulgação de informações pertinentes.

16 VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA  COLETA DE DADOS E INFORMAÇÕES 1) Tipos de dados:  Dados demográficos e ambientais  Dados de morbidade  Dados de mortalidade  Notificação de surtos e epidemias

17 VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA 2) Fontes de dados:  Notificação: é a comunicação da ocorrência de determinada doença ou agravo à saúde, feita à autoridade sanitária, por profissionais de saúde ou qualquer cidadão, para fins de adoção de medidas de intervenção pertinentes.  notificar casos suspeitos  sigilo  notificação negativa  Laboratórios

18 VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA  Sistemas Nacionais de Informação  SIM  SIH  SINASC  SIA  Investigação epidemiológica  Fontes especiais  Estudos epidemiológicos: inquéritos, levantamentos  Sistemas sentinela: fontes sentinela, evento sentinela, áreas sentinela.

19 VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA  DIAGNÓSTICO DE CASOS  Conceito de caso suspeito  Conceito de caso confirmado

20 VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA  INVESTIGAÇÃO A) ROTEIRO- INDAGAÇÕES  De quem foi contraída a infecção ? (fonte de contágio)  Qual a via de disseminação da infecção, da fonte ao doente ?  Que outras pessoas podem ter sido infectadas pela mesma fonte de contágio ?  Quais as pessoas a quem o caso pode haver transmitido a doença ?  A quem o caso ainda pode transmitir a doença ? como evitá-lo?

21 VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA  ANDAMENTO DA INVESTIGAÇÃO  Início: imediato após ocorrência do evento  Ficha de investigação epidemiológica: informações do médico e/ou profissionais de saúde assistentes, prontuários, resultados de exames laboratoriais, paciente, pessoas da comunidade.  TOMADA DE DECISÃO

22 VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA  INVESTIGAÇÃO DE SURTOS E EPIDEMIAS  Inicia-se, com frequência, sem hipótese clara  Estudos descritivos para formulação de hipóteses, posteriormente testadas por estudos analíticos (caso- controle)  Problemas agudos  investigação: coleta de dados e análise rápida  desencadeamento ágil das ações de controle  Critérios de confirmação de casos: laboratorial e clínico- epidemiológico

23 MALÁRIA A malária ou paludismo é uma das mais importantes doenças parasitárias, também conhecida como impaludismo, febre palustre e febre intermitente. No Brasil, a malária é causada por uma das três espécimes de plasmódios: - Plasmodium malarie -Plasmodium vivax -Plasmodium falciparum  RESERVATÓRIO: O ser humano é o único reservatório importante da malária.

24 MALÁRIA  MODO DE TRANSMISSÃO:  A doença se transmite pela picada de fêmea anofelina no ciclo homem- Anopheles - homem. A maioria das espécies de Anopheles se alimenta ao anoitecer ou nas primeiras horas da noite.  A malária também pode transmitir-se por injeção ou tansfusão de sangue de pessoas infectadas ou por seringas hipodérmicas contaminadas.  Pode haver transmissão congênita em casos excepcionais

25 MALÁRIA  ASPECTOS CLÍNICOS: O ataque agudo de malária caracteriza-se por um conjunto de paroxismos febris que apresentam quatro períodos sucessivos: frio, calor, suor e apirexia. Podem ser acompanhados de cefaléia, náuseas e vômitos. As formas clínicas podem ser leves, moderadas, graves e de urgência.

26 MALÁRIA  DIAGNÓSTICO LABORATORIAL:  A confirmação do diagnóstico se faz mediante a demonstração dos parasitos da malária em amostras de sangue examinadas ao microscópio (método da gota espessa ou pelo novo método do capilar, o QBC).  Imunodiagnóstico: métodos que avaliam a imunidade humana e a imunidade celular do hospedeiro. São úteis tanto em zonas endêmicas, como nas não endêmicas. As provas diagnósticas mais indicadas na prática, por serem mais sensíveis e operacionalmente mais factíveis são a imunofluorescência indireta (IFI) e a imunoabsorção enzimática (ELISA).

27 MALÁRIA  DEFINIÇÃO DE CASO:  Suspeito - Todo o indivíduo que, procedendo de área onde haja transmissão de malária, ou tendo recebido transfusão sangüínea, apresente um quadro febril, especialmente se for acompanhado por sintomas sugestivos de malária.  Confirmado - Para ser considerado como caso de malária é necessário a confirmação laboratorial, indicando a presença de parasitos no sangue. É importante e necessária a identificação da espécie parasitária.

28 MALÁRIA  CONDUTA FRENTE A UM CASO:  Na área extra-amazônica, todo caso suspeito ou confirmado de malária deve ser investigado, visando à instituição do tratamento e à prevenção de um surto, caso haja presença dos insetos transmissores na área.

29 MALÁRIA  MEDIDAS DE CONTROLE:  A estratégia mundial de controle da malária, tem quatro elementos técnicos fundamentais :  diagnóstico imediato e tratamento oportuno dos casos;  planejamento e aplicação de medidas anti-vetoriais seletivas;  detecção pronta de epidemias para contê-las;  reavaliação regular da situação da malária no país, incluídos os fatores ecológicos, sociais e econômicos que determinam a doença.

30 LEISHMANIOSE VISCERAL A leishmaniose visceral também conhecida como Calazar é uma doença crônica sistêmica, caracterizada por febre de longa duração e outras manifestações, e, quando não tratada, evolui para óbito, em 1 ou 2 anos do aparecimento da sintomatologia.  AGENTE ETIOLÓGICO: No Brasil é causada por um protozoário da família Tripanosomatidae, gênero Leishmania, espécie Leishmania chagasi.

31 LEISHMANIOSE VISCERAL  RESERVATÓRIO: No Brasil, os mais importantes são o cão e a raposa. Os cães infectados podem ou não desenvolver quadro clínico da doença. Os canídeos apresentam intenso parasitismo cutâneo, o que permite fácil infecção do mosquito e, por este fato, são os mais importantes elos na manutenção da cadeia epidemiológica.

32 LEISHMANIOSE VISCERAL  MODO DE TRANSMISSÃO: A Leishmaniose Visceral é uma antropozoonose, transmitida pelo inseto hematófago flebótomo Lutzomia longipalpis, mosquito de pequeno tamanho, cor de palha que se alimenta de sangue do cão, do homem, de outros mamíferos e aves. As fêmeas necessitam do sangue para desenvolvimento dos ovos.

33 LEISHMANIOSE VISCERAL  ASPECTOS CLÍNICOS: Muitos dos infectados apresentam forma inaparente ou oligossintomática da doença. O número de casos graves ou com sintomatologia manifesta é relativamente pequeno em relação ao de infectados. A forma clássica caracteriza-se por: febre, astenia, anorexia, perda de peso, hepatoesplenomegalia, queda de cabelos, fenômenos hemorrágicos.

34 LEISHMANIOSE VISCERAL  DIAGNÓSTICO LABORATORIAL:  Diagnóstico sorológico – as provas mais sensíveis são a de imunofluorescência e a de ELISA.  Diagnóstico parasitológico – exames realizados de material retirado preferencialmente do baço e da medula óssea. Exames Complementares: Hemograma (pancitopenia), Dosagem de proteínas (inversão relação albumina/globulina), Reação de formol-gel (positiva)

35 LEISHMANIOSE VISCERAL  DEFINIÇÃO DE CASO:  Caso suspeito - É considerado caso suspeito todo indivíduo proveniente de área endêmica ou áreas onde esteja ocorrendo surto, com febre há mais de duas semanas, com ou sem outras manifestações clínicas da doença.  Caso confirmado - Todo paciente com exame sorológico ou parasitológico positivo, com ou sem manifestações clínicas.

36 LEISHMANIOSE VISCERAL  MEDIDAS DE CONTROLE:  Eliminação dos cães infectados;  Redução da população de flebótomos;  Diagnóstico e tratamento precoce dos casos objetivando diminuir a letalidade da doença;  Ações educativas.

37 LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA  A LTA é uma doença infecciosa causada por protozoários do gênero Leishmania, que acomete pele e mucosas.  É uma zoonose em franca expansão geográfica no Brasil, sendo uma das infecções dermatológicas mais importantes, não só pela freqüência, mas principalmente pelas deformidades que podem causar ao homem, na sua forma cutâneo- mucosa.  Doença relacionada não somente à penetração do homem em focos silvestres, frequentemente em áreas de expansão de fronteiras agrícolas. É importante problema de saúde pública pela sua magnitude e pouca vulnerabilidade às medidas de controle.

38 LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA  AGENTE ETIOLÓGICO:  Há diferentes subgêneros e espécies de leishmanias: Leishmania (leishmania) amazonensis ou Leishmania amazonensis. Leishmania (Viannia) guyanensis Leishmania (Viannia) brasiliensis

39 LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA  RESERVATÓRIO:  Leishmania (Leishmania) amazonensis: marsupiais e, principalmente, o “rato-sóia”.  Leishmania (Viannia) guyanensis: preguiça, tamanduá, marsupiais e roedores.  Leishmania (Viannia) brasilienses: cão, equinos e mulas, roedores domésticos ou sinantrópicos.

40 LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA  MODO DE TRANSMISSÃO:  O modo de transmissão habitual é através da picada de várias espécies de flebotomíneos, pertencentes a diferentes gêneros ( Psychodopygus, Lutzomyia), dependendo da localização geográfica.  Assim como os reservatórios, os vetores também mudam de acordo com a espécie de Leishmania.

41 LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA   ASPECTOS CLÍNICOS:  Lesões cutâneas: lesões de pele podem ser localizadas (única ou múltiplas), disseminadas por várias áreas do corpo ou difusas (rara). São úlceras com bordas elevadas, em moldura, normalmente indolores.  Lesões mucosas: na maioria, secundárias às lesões cutâneas. Mais frequentemente, são acometidas as cavidades nasais, seguidas da faringe, laringe e cavidade oral.  Lesões mucocutâneas:lesões associadas na pele e mucosa.  Comprometimento ganglionar.

42 LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA  DIAGNÓSTICO LABORATORIAL: Baseia-se na detecção do parasito e em provas imunológicas. 1) Exame parasitológico: escarificação, punção aspirativa, biópsia. 2) O diagnóstico imunológico pode ser feito através da:  Reação de Montenegro - Traduz a resposta alérgica de hipersensibilidade celular retardada. É um teste de grande valor preditivo devido à sua sensibilidade, sendo positivo em mais de 90% dos casos de LTA.  Imunofluorescência indireta (IFI) e/ou testes imunoenzimáticos (ELISA) - Expressam os níveis de anticorpos circulantes. É usada em centros de referência.

43 LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA  DEFINIÇÃO DE CASO:  Suspeito: indivíduo que apresente lesão(ões) cutânea e/ou mucosa conforme descrito em “Aspectos clínicos”.  Confirmado: deverá preencher no mínimo um dos critérios: Residência, procedência ou deslocamento em área endêmica + encontro do parasita nos exames parasitológicos diretos. Residência, procedência ou deslocamento em área endêmica + Reação de Montenegro positiva. Residência, procedência ou deslocamento em área endêmica (sem acesso a métodos diagnósticos).

44 LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA  MEDIDAS DE CONTROLE: Medidas de Atuação na Cadeia de Transmissão Em virtude das características epidemiológicas peculiares da LTA, as estratégias de controle devem ser flexíveis e distintas, adequadas a cada região ou foco particular.

45 LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA  Medidas de controle: Para a seleção de estratégias adequadas a cada região geográfica deverá ser considerada a análise epidemiológica dos dados referentes a : 1) notificação dos casos humanos; 2) estudos entomológicos; 3) estudos parasitológicos; 4) estudos ecológicos.

46 LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA As ações resultantes dessa análise epidemiológica têm como objetivo: 1) diagnóstico precoce e tratamento adequado dos casos humanos 2) redução do contato homem-vetor através de aplicação do inseticida, medidas de proteção individual e controle de reservatórios.

47 FEBRE AMARELA A Febre Amarela (FA) é uma doença infecciosa aguda, febril, de etiologia viral, encontrada em países da África e Américas Central e do Sul. A forma grave caracteriza-se clinicamente por manifestações de insuficiência hepática e renal, que pode levar à morte, em cerca de uma semana. É transmitida por vetor.

48 FEBRE AMARELA  RESERVATÓRIO: Febre Amarela Urbana (FAU): Ser humano Febre Amarela Silvestre (FAS): Primatas não humanos (macaco prego, guariba, macaco aranha e sagui). Marsupiais e alguns roedores também suscetíveis.  MODO DE TRANSMISSÃO: Geralmente precedida por epizootias. Na FAU, pela picada do mosquito Aedes aegypti infectado. Na Febre Amarela Silvestre, pela picada de espécies de mosquitos silvestres do gênero Haemagogus.

49 FEBRE AMARELA  ASPECTOS CLÍNICOS: Quadros inaparentes e oligossintomáticos (média de 90% de todos os casos de infecção) até formas fulminantes. No quadro típico:  Período de infecção: febre, calafrios, cefaléia, lombalgia, mialgias, prostração, náuseas, vômitos.  Período de remissão: declínio da temperatura e diminuição dos sintomas; sensação de melhora.  Período de intoxicação: insuficiência hepato-renal (forma ictero-hemorrágico-renal). óbito em geral após 6º ou 7º dia do início dos sintomas.

50 FEBRE AMARELA  DIAGNÓSTICO LABORATORIAL: isolamento do vírus em amostras de sangue, fígado ou tecido pós-mortem. demonstração do antígeno viral e/ou ac. nucleico viral no tecido hepático ou pós mortem; testes sorológicos, complementares ao isolamento de vírus, podendo ser utilizados como alternativos ao diagnóstico - Inibição da Hemaglutinação (IH), Fixação de Complemento (FC), Neutralização (TN) e Mac Elisa demonstração de lesões histopatológicas em tecido hepático pós mortem.

51 FEBRE AMARELA  DEFINIÇÃO DE CASO:  Caso suspeito: Todo paciente residente e/ou procedente de área endêmica para Febre Amarela, ou de transição de Febre Amarela Silvestre, nos últimos 10 dias antes do início dos sintomas, com quadro febril agudo, há menos de 7 dias, calafrios, cefaléia, lombalgia, mialgias, prostração, náuseas, vômitos e que, comprovadamente não tenha sido vacinado contra Febre Amarela; Todo paciente com quadro febril agudo, há menos de 7 dias com icterícia e hemorragia, de qualquer procedência, sem confirmação laboratorial de outro diagnóstico e que, comprovadamente não tenha sido vacinado contra Febre Amarela.,

52 FEBRE AMARELA  Caso confirmado: Todo caso suspeito que tenha ao menos uma das situações:  Isolamento do vírus a partir de amostras de sangue ou tecido hepático;  conversão sorológica (aumento de pelo menos 4 vezes no título de anticorpos entre o soro coletado na fase aguda e na fase de convalescença)  achado de IgM específica em amostra de sangue (Mac Elisa)  detecção do genoma viral  laudo histopatológico compatível, de paciente oriundo de área endêmica e/ou transição;

53 FEBRE AMARELA  MEDIDAS DE CONTROLE:  Vacinação: a vacina é de vírus atenuado. Pode-se aplicar a partir dos seis meses de idade; revacinação a cada dez anos..  Rotina do País: meta de 100 % pop. áreas endêmicas; áreas epizoóticas a cada 4 anos..  Reações pós-vacinais: dor local, mal estar,cefaléia, febre  Contra-indicações : crianças menores de seis meses, gestantes, portadores de processos infecciosos agudos, imunodeprimidos, debilitados, história de hipersensibilidade a ovo de galinha e seus derivados.

54 FEBRE AMARELA  Medidas de Controle do Vetor: medidas de controle mecânico: São aquelas direcionadas aos recipientes com a eliminação daqueles que podem ser dispensados, evitando-se com isto a manutenção de criadouros favoráveis à proliferação do Aedes;  medidas de controle químico: 1) tratamento focal 2) tratamento perifocal

55 FEBRE AMARELA  Medidas de Controle do Paciente  Isolamento: nenhum. Em áreas infestadas com Aedes, deve ser evitado o acesso de mosquitos ao paciente durante os primeiros dias de infecção.

56 FEBRE AMARELA  Medidas em Caso de Epidemias: 1) FAU: Vacinação em massa, aplicação de larvicidas e nebulização espacial, quando indicado. 2) FAS: Vacinação imediata das pessoas residentes ou que se desloquem para a área acometida. 3) Contatar o Instituto Evandro Chagas que pode desenvolver pesquisas científicas de natureza eco-epidemiológica, na vigência de epidemias.

57 LEPTOSPIROSE A leptospirose é uma doença infecciosa aguda, de caráter sistêmico, que acomete o homem e os animais. Sua ocorrência é favorecida pelas condições ambientais vigentes nas regiões de clima tropical e subtropical, onde a elevada temperatura e os períodos do ano com altos índices pluviométricos favorecem o aparecimento de surtos epidêmicos de caráter sazonal.  AGENTE ETIOLÓGICO: A leptospirose é causada por microorganismos do gênero Leptospira, um dos componentes da família dos Espiroquetídeos.

58 LEPTOSPIROSE  RESERVATÓRIO: Os roedores são os principais reservatórios, albergando a leptospira nos rins, eliminando-as vivas no meio ambiente e contaminando água, solo e alimentos. Dentre os roedores domésticos, a grande importância é para o Rattus norvegicus (rato de esgoto).  MODO DE TRANSMISSÃO  A leptospira é transmitida de animal para animal e do animal ao homem; há transmissão homem a homem, porém é rara e sem importância.

59 LEPTOSPIROSE  MODO DE TRANSMISSÃO  A transmissão ao homem ocorre diretamente por contato com urina, sangue, tecidos ou órgãos de animais infectados; ou indiretamente, através do contato com água e/ou solo úmido ou vegetação contaminados com urina de animais infectados.  Em áreas urbanas, o contato com águas e lamas contaminadas demonstram a importância do elo hídrico na transmissão da doença ao homem, pois a leptospira depende da água para sobreviver e alcançar o hospedeiro.

60 LEPTOSPIROSE  MODO DE TRANSMISSÃO:  A penetração do microorganismo se dá pela pele lesada ou mucosas da boca, narinas e olhos, podendo ocorrer também através da pele íntegra, quando imersa em água por longo tempo.  A transmissão acidental em laboratórios e a ingestão de alimentos contaminados são também descritos

61 LEPTOSPIROSE  ASPECTOS CLÍNICOS: A infecção humana varia muito em gravidade, desde formas subclínicas até formas mais graves ou fatais. A doença, na maioria dos casos, se inicia abruptamente, com febre, mal-estar geral e cefaléia. Existem duas formas clínicas: anictérica e ictérica.

62 LEPTOSPIROSE  DIAGNÓSTICO LABORATORIAL: Os métodos sorológicos são os consagradamente eleitos para o diagnóstico da leptospirose. A técnica de microaglutinação é a de escolha e se positiva geralmente a partir da segunda semana da doença. Recomenda-se a realização de pelo menos dois exames, um no início e outro a partir da quarta semana de doença. Na impossibilidade de adoção desta técnica, opta-se pela macroaglutinação, para qual recomenda-se coleta de amostra pelo menos 7 dias após o início dos sintomas.

63 LEPTOSPIROSE  DEFINIÇÃO DE CASO:  Caso suspeito: É toda pessoa que apresente sinais e sintomas sugestivos da doença, como febre, mialgias (principalmente na panturrilha), vômitos, calafrios, alterações do volume urinário, conjuntivite, icterícia, fenômeno hemorrágico e/ou Síndrome de Weil (alterações hepáticas, renais e vasculares). Toda pessoa que apresente sinais e sintomas de processo infeccioso inespecífico, com antecedentes epidemiológicos e sugestivos.

64 LEPTOSPIROSE Consideram-se como antecedentes epidemiológicos: 1) exposição a enchentes ou outras coleções hídricas potencialmente contaminadas, como córregos, fossas, lagos e rios; 2) exposição a esgoto, fossa ou manilhas de esgoto contaminados com urina de roedores; 3) atividades que envolvam risco ocupacional como coleta de lixo, limpeza de córregos, trabalho em água ou esgoto, tratadores de animais, entre outras; 4) presença de animais infectados nos locais frequentados pelo paciente.

65 LEPTOSPIROSE  Caso confirmado: 1) Critério laboratorial : sempre que possível todo caso suspeito será confirmado pelo laboratório. 2) Critério Clínico-Epidemiológico : todo caso suspeito com clara evidência epidemiológica. Nos casos suspeitos que evoluírem para o óbito sem confirmação laboratorial, amostras de tecido poderão ser encaminhadas para exame imuno-histoquímico.

66 LEPTOSPIROSE  MEDIDAS DE CONTROLE: Controle da população de roedores por meio de medidas de anti-ratização e desratização. Redução do risco de exposição de ferimentos na água e lama de enchentes ou situação de risco. Medidas de proteção individual para trabalhadores ou indivíduos expostos ao risco, através do uso de roupas especiais, luvas e botas, ou sacos plásticos amarrados nas mãos e nos pés. Limpeza e desinfecção com hipoclorito de sódio de áreas físicas domiciliares ou não que estejam contaminadas.

67 LEPTOSPIROSE  MEDIDAS DE CONTROLE: Vigilância sanitária dos alimentos, descartando os que entraram em contato com águas contaminadas. Utilização de água filtrada, fervida ou clorada para ingestão. Armazenagem correta dos alimentos em locais à prova de roedores. Armazenagem e destino adequado do lixo. Ações permanentes de educação em saúde alertando sobre as formas de transmissão, medidas de prevenção, manifestações clínicas, tratamento e controle da doença.

68 FEBRE MACULOSA A febre maculosa é uma doença infecciosa aguda, febril e exantemática. Entre as riquetsioses, a febre maculosa é a de maior incidência em nosso meio, adquirindo também importância em razão de sua maior letalidade.  AGENTE ETIOLÓGICO: O agente etiológico da febre maculosa é a bactéria Rickettsia rickettsii, da família Rickettsiae.

69 FEBRE MACULOSA  MODO DE TRANSMISSÃO: Os carrapatos atuam como reservatórios e como vetor da febre maculosa. Uma vez infectados, inoculam a Rickettsia rickettsii junto com a secreção salivar nos indivíduos dos quais se alimentam. A transmissão transovariana entre os carrapatos os mantêm infectados por gerações sucessivas. No Brasil, até o momento, a espécie vetora conhecida como responsável pela transmissão da febre maculosa e o Amblyoma cajennense, carrapato do cavalo,conhecido popularmente como carrapato estrela.

70 FEBRE MACULOSA  DIAGNÓSTICO LABORATORIAL:  Testes sorológicos: Weil-Félix (WF) e Reação de Imunofluorescência Indireta (RIFI). O teste de Weil-Félix tem baixa especificidade podendo apresentar reações falso positivas como na gravidez, nas infecções por Proteus, na febre recorrente e febre tifóide.  A Reação de Imunofluorescência Indireta (RIFI) é o teste que permite o diagnóstico seguro. (Para a realização da sorologia colhe-se uma amostra do soro no início da doença e outra na 2ª semana).

71  DEFINIÇÃO DE CASO:  Caso suspeito: Todo paciente que apresentar quadro clínico de febre de início súbito, mialgia e prostração intensas seguidos de aparecimento de exantema máculo-papular que não preserva a face, palma das mãos e plantas dos pés, por volta do 3º ou 4º dia de evolução. Reforça o diagnóstico clínico o dado epidemiológico de o indivíduo ter vindo de região conhecida como problema ou ter tido contato recente com carrapato. FEBRE MACULOSA

72  Caso provável: Como caso provável de febre maculosa, elegemos aquele que apresente evidências clínicas da doença e sorologia positiva a reação de Weil-Félix com título  1/160 em uma das amostras.  Caso confirmado: Aquele que apresente um único título de anticorpos para Reação de Imunuofluorescência Indireta  1/64. FEBRE MACULOSA

73  MEDIDAS DE CONTROLE: Remoção dos carrapatos o mais precoce possível após infestação, já que a doença parece ocorrer com maior frequência em indivíduos que permanecem com o vetor no corpo por mais de 36 horas. Proibição da criação de animais de grande porte no meio urbano. Proibição da presença de animais soltos em vias públicas. FEBRE MACULOSA

74  MEDIDAS DE CONTROLE:  Coletar o lixo regularmente  Manter lotes vagos limpos e murados.  Realizar capina mecânica das ruas e barrancos.  Escovar os animais de estimação diariamente e mantê-los presos. FEBRE MACULOSA

75 DENGUE Doença febril aguda, de etiologia viral, de evolução benigna na forma clássica, podendo ser grave na forma hemorrágica.  AGENTE ETIOLÓGICO: Arbovírus do gênero Flavivírus, pertencente à família Flaviviridae. São conhecidos quatro sorotipos: DEN-1, DEN- 2, DEN-3 e DEN-4.

76 DENGUE  MODO DE TRANSMISSÃO:  A transmissão se faz pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti, no ciclo homem-Aedes-homem.  Não há transmissão por contato direto de um doente ou de suas secreções para uma pessoa sadia, nem através de água ou alimentos.

77 DENGUE  ASPECTOS CLÍNICOS:  Dengue Clássico: febre de início abrupto, cefaléia, prostração, mialgia, artralgia, anorexia, dor retro-orbitária, náuseas, vômitos, dor abdominal (mais frequente em crianças), exantema máculo-papular.  Os adultos podem apresentar manifestações hemorrágicas, como epistaxe, petéquias, gengivorragia, metrorragia e outros, no final do período febril. Em casos raros, hematêmese, melena ou hematúria. As crianças apresentam manifestações clínicas mais inespecíficas.  A presença de manifestações hemorrágicas não é exclusiva da Febre Hemorrágica do Dengue.

78 DENGUE  ASPECTOS CLÍNICOS:  Febre Hemorrágica do Dengue (FHD): 1) Sintomas iniciais indistintos do Dengue Clássico, porém evoluem rapidamente para manifestações hemorrágicas de gravidade variável. 2) Casos típicos são caracterizados por febre alta, fenômenos hemorrágicos, hepatomegalia e, frequentemente insuficiência circulatória.

79 DENGUE  ASPECTOS CLÍNICOS:  Febre Hemorrágica do Dengue (FHD): 3) A maioria dos casos apresenta manifestações hemorrágicas leves, que vão desde uma prova do laço positiva, petéquias, epistaxe e sangramento gengival, até hemorragia espontânea pelos locais de punção venosa, sufusões hemorrágicas, hemorragias em vários órgãos (gastrointestinal, intracraniana, hematúria, etc). 4) Em casos graves, entre o 3º e o 7º dia, após o desaparecimento da febre, o estado do paciente se agrava e surgem sinais de insuficiência circulatória (choque).

80 DENGUE Infecção pelo vírus do Dengue Assintomático Sintomático Febre não diferen_ Síndrome de Febre Hemorrágica do ciada (Sindrome Viral) Febre do Dengue dengue (FHD) S/ hemorragia C/hemorragia S/choque SCD DENGUE CLÁSSICO FHD

81 DENGUE  DEFINIÇÃO DO CASO:  Caso suspeito de dengue clássico:  Paciente com doença febril aguda com duração máxima de 7 dias, acompanhada de pelo menos dois dos seguintes sintomas: cefaléia, dor retroorbital, mialgia, artralgia, prostração, exantema.  Além desses sintomas, deve ter estado, nos últimos quinze dias, em área onde esteja ocorrendo transmissão de Dengue ou tenha a presença de Aedes aegypti.

82 DENGUE  Caso suspeito de FHD:  Todo caso suspeito de Dengue Clássico que apresentar também manifestações hemorrágicas, variando desde a prova do laço positiva até fenômenos mais graves como hematêmese, melena e outros.  A ocorrência de pacientes com manifestações hemorrágicas, acrescidas de sinais e sintomas de choque cardiovascular (pulso arterial fino e rápido ou ausente, diminuição ou ausência de PA, pele fria e úmida, agitação) levam à suspeita de Síndrome do Choque.

83 DENGUE  Caso confirmado de dengue clássico:  Caso confirmado laboratorialmente. No curso de uma epidemia, após a confirmação laboratorial dos primeiros casos em uma área, poderá ser feita por critério clínico- epidemiológico.

84 DENGUE  Caso confirmado de FHD: 1) Caso em que todos os critérios abaixo estão presentes:  Febre ou história de febre recente de 7 dias ou menos;  Trombocitopenia (  /mm 3 ou menos);  Tendências hemorrágicas evidenciadas por um ou mais dos seguintes sinais: - prova do laço positiva, petéquias, equimoses ou púrpuras e, - sangramentos de mucosas, do trato gastrointestinal e outros;

85 DENGUE  Caso confirmado de FHD:  Extravasamento de plasma por aumento de permeabilidade capilar, manifestado por: hematócrito apresentando um aumento de 20% sobre o basal na admissão ou queda do hematócrito em 20%, após o tratamento, ou presença de derrame pleural, ascite e hipoproteinemia (ou hematócrito acima de 38% em crianças, acima de 40% em mulheres, acima de 45% em homens )

86 DENGUE  DIAGNÓSTICO LABORATORIAL:  Exames específicos: Isolamento e Sorologia Comprovação laboratorial das infecções pelo vírus do Dengue pelo isolamento do agente, detecção de antígenos virais e/ou ácido nucléico viral ou pelo emprego de métodos sorológicos. 1) Isolamento do vírus: método mais específico. A coleta da amostra deve ser o mais precoce possível, no máximo até o 5º dia do início dos sintomas.  No soro ou em amostras de necrópsia.  Detecção de Ag virais e/ou ácido nucléico viral não são usados de rotina. A principal técnica é o PCR.

87 DENGUE  DIAGNÓSTICO LABORATORIAL: 2) Sorologia: várias técnicas  Inibição da hemaglutinação (HI), Fixação do Complemento (FC) Neutralização (N): amostras de soros pareadas  Detecção de AC IgM específicos (MacElisa e UMELISA) - amostra única, simples e rápido;  A coleta da amostra deve ser realizada após o 5º dia do início de sintomas. Resultado associado com quadro clínico e epidemiológico.

88 DENGUE  Coleta, conservação e transporte das amostras de soro para diagnóstico laboratorial: 1) Coletar 5 -8 ml de sangue em tubo estéril, sem anticoagulante. Separar o soro, identificar o frasco com nome completo do paciente, data da coleta, nº da coleta (1ª ou 2ª) e se é para isolamento ou sorologia;

89 DENGUE  Coleta, conservação e transporte das amostras de soro para diagnóstico laboratorial: 2)Conservar o soro em freezer a –20ºc ou em geladeira a 4ºc e enviá- lo o mais rápido possível ao laboratório acompanhado da ficha individual de investigação epidemiológica de dengue devidamente preenchida; 3) A amostra devidamente identificada deverá ser encaminhada ao Laboratório de Referência acondicionada em isopor com gelo ou gelo reciclável (o gelo deve ser colocado em saco plástico para não entrar em contato com o frasco que contém a amostra).

90 DENGUE  Medidas de controle: 1) Notificação de casos suspeitos, investigação do local provável da infecção e busca ativa de outros casos. 2) Monitoramento do vetor:  Manejo ambiental: mudanças no meio ambiente que impeçam ou minimizem a propagação do vetor, evitando ou destruindo os criadouros potenciais do Aedes;

91 DENGUE  Medidas de controle:  Pesquisa larvária (LI): percentual de imóveis com focos positivos para o Aedes.  Combate aos focos: -tratamento focal: elimina larvas dentro dos criadouros -tratamento perifocal: elimina formas adultas nas paredes dos criadouros em pontos estratégicos (especialmente sujeitos à introdução do vetor) -UBV: pulverização espacial : elimina alados; complementar aos acima;

92 DENGUE  Medidas de controle: 3) Melhoria do saneamento básico; 4) Educação em saúde: tanto para abordagem da doença quanto do vetor e medidas de prevenção e controle; 5) Participação comunitária: eliminação de potenciais criadouros (saneamento domiciliar); necessidade de parceria governo/sociedade; 6) Trabalho integrado entre FNS, SES, SMSA e com os diversos órgãos institucionais e a sociedade;

93 DENGUE  Ações que devem ser realizadas diante de um caso suspeito de dengue 1) Notificar o caso o mais rápido possível à Epidemiologia e ao Serviço de Controle de Zoonoses do Distrito, observando bem o critério de caso suspeito; 2) Preencher ficha individual de investigação epidemiológica de dengue em duas vias (uma para o DS e outra para o Laboratório);

94 DENGUE  Ações que devem ser realizadas diante de um caso suspeito de dengue 3) Se o paciente estiver antes do 5º dia do início dos sintomas, deverá ser solicitada a 1ª amostra de soro para realização do isolamento viral, se for uma suspeita de FHD; 4) Agendar a coleta da 2ª amostra do soro após o 5º dia do início dos sintomas para a realização de teste para detecção de AC específico (IgM); 5) Se o paciente estiver no 6º dia ou mais após o início dos primeiros sintomas, solicitar amostra única para realização de teste para detecção de AC específico;

95 DENGUE  Ações que devem ser realizadas diante de um caso suspeito de dengue 6) Se o paciente tiver exantema, ressaltar no alto da ficha para Laboratório de Referência da FUNED e solicitar diagnóstico diferencial com Sarampo e Rubéola; 7) Investigar como paciente se existem mais casos na residência, local de trabalho, creche, etc;

96 DENGUE  Ações que devem ser realizadas diante de um caso suspeito de dengue 8) Em se tratando de adultos é imprescindível que se anote em campo específico da ficha de investigação, o endereço completo do local de trabalho e no caso de crianças pequenas ou estudantes, o endereço da creche ou escola; informá-los ao Serviço de Controle de Zoonoses e Epidemiologia do DS (objetiva conhecer o local provável da infecção); 9) Discutir a intensificação das medidas de controle com Epidemiologia e Serviço de Controle de Zoonose do DS.

97 RAIVA  Aspectos Epidemiológicos :  É uma antropozoonoze transmitida ao homem pela inoculação do vírus rábico através da mordedura pelo animal infectado. É um vírus com tropismo pelo Sistema Nervoso Central.  Atualmente não se registram casos em Belo Horizonte.  O coeficiente de morbi-mortalidade vem diminuindo gradativamente nos últimos 5 anos. A letalidade é de 100%.

98 RAIVA  Agente Etiológico : O vírus rábico pertence ao gênero Lyssavirus, da família Rhabdoviridae.  Reservatório : No ciclo urbano os principais reservatórios são o cão e o gato, e o morcego é o principal reservatório] mantenedor da cadeia silvestre.

99 RAIVA  Modo de Transmissão : Se dá pela inoculação do vírus da raiva contido na saliva do animal infectado, principalmente pela mordedura e mais raramente, pela arranhadura e lambedura de mucosas.  Período de incubação : É variável, desde dias até 1 ano, sendo em média de 45 dias no homem.

100 RAIVA  Período de transmissibilidade : Nos cães e gatos de 2 a 5 dias antes do início dos sintomas até a morte, que ocorre de 5 a 7 dias após o início dos sintomas.  Suscetibilidade e Imunidade : Todos os animais de sangue quente são suscetíveis. Não há relato de imunidade natural no homem. A imunidade é conferida por vacinação pré e pós exposição.

101 RAIVA  Diagnóstico Laboratorial :  Em vida : Imunofluorescência direta – exame muito limitado e sua negatividade não exclui o diagnóstico. IGM no soro ou secreção salivar e lacrimal.  A necrópsia é de extrema importância para confirmação do diagnóstico.

102 RAIVA  Vigilância Epidemiológica : A vigilância epidemiológica da raiva só pode ser eficaz se considerarmos a profilaxia da raiva humana e as atividades de controle da Raiva Animal em conjunto e em estreita relação. Notificação : todo caso suspeito de raiva humana deve ser imediatamente notificado por telefone aos Distritos Sanitários.

103 RAIVA  Definição de caso :  Caso suspeito – todo doente que apresenta quadro clínico sugestivo de encefalite rábica, com antecedentes ou não de exposição à infecção pelo vírus rábico.  Caso Confirmado – caso comprovado laboratorialmente e todo indivíduo com quadro clínico compatível com encefalite rábica associado a antecedentes de agressão ou contato com animal suspeito com evolução para óbito.

104 RAIVA  Investigação Epidemiológica : A partir do caso notificado: 1) Verificação do risco de exposição ao vírus rábico e encaminhamento imediato para cuidados (com ferimentos e/ou observação do animal agressor) e/ou vacinação/soroterapia de acordo com o risco e conforme o Esquema para Tratamento Profilático Anti- Rábico Humano. Estas ações são realizadas pelo Serviços de Zoonozes, Epidemiologia e Atividades Assistenciais.

105 RAIVA  Investigação Epidemiológica: 2) Notificar o caso positivo ao serviço de controle de zoonozes para controle de focos e outras ações pertinentes – Ação realizada pelo Serviço de Zoonozes.

106 FEBRE AMARELA  AGENTE ETIOLÓGICO o agente causal da Febre Amarela é o vírus amarílico, arbovírus pertencente ao gênero Flavivirus, família Flaviviridae.  VETORES Aedes albopictus – sem comprovação da transmissão da doença Aedes aegypti – principal transmissor da FAU Haemagogus e Sabethes – mais importantes na América Latina – FAS - Haemagogus janthinomys – Brasil

107 FEBRE AMARELA  DISTRIBUIÇÃO: Duas formas : Febre Amarela Urbana (FAU) e Febre Amarela Silvestre (FAS). A FAU desapareceu do Brasil em 1942 e das Américas em A FAS é própria da região de matas, ocorre em temporadas de chuvas, mais nos homens, de anos, com exposição ocupacional principalmente.  LETALIDADE: É grande a proporção de casos assintomáticos, leves e moderados que não são diagnosticados (subnotificação). É alta a taxa de letalidade na forma grave.

108 FEBRE AMARELA  RISCO DA REURBANIZAÇÃO DA FEBRE AMARELA  Alta Infestação do vetor;  Proximidade de focos enzoótico ou áreas epizoóticas;  Baixa cobertura vacinal nas áreas endêmicas e nas epizoóticas ( muitas pessoas suscetíveis);  Facilidade dos meios de transporte (deslocamento de pessoas suscetíveis oriundas de áreas indenes para trabalhar em áreas endêmicas ou nas epizoóticas ou de pessoas infectadas para áreas indenes com o vetor);  Presença de circulação silvestre (em formas de surtos ou não);

109 FEBRE AMARELA  ÁREAS EPIDEMIOLÓGICAS DE FEBRE AMARELA 1) Áreas enzoóticas ou endêmicas: vírus circula entre hospedeiros naturais (macaco, marsupiais), há a presença de vetores silvestres, e o homem infecta-se ocasionalmente; Estados do Centro-Oeste, Norte e parte pré-amazônica MA; 2) Áreas epizoóticas: início século havia grande circulação do vírus entre hospedeiros naturais; nicho ecológico alterado e últimos 30 anos a circulação viral foi evidenciada de forma isolada em MG; área de transição; faixa na região noroeste de MG, SP, PA, RS e oeste SC ; vírus circula por períodos, causando epizootias e alguns casos humanos; 3) Área indene: não há circulação do vírus amarílico; Nordeste, Sudeste e Sul, exceto a faixa acima.

110 FEBRE AMARELA  INCUBAÇÃO: dias após a picada do mosquito infectado.  PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE: Sangue do doente é infectante para o mosquito h antes do início dos sintomas até 3-4 dias após o início da doença. O mosquito, após sugar o sangue poderá infectar pessoas 9-12 dias depois e permanecerá infectado por toda a sua vida, em média de 6-8 semanas.  IMUNIDADE: pela doença é permanente, a vacina ial por 10 ou mais anos e lactentes filhos de mães imunes podem apresentar imunidade passiva até o 6º mês de vida.

111 FEBRE AMARELA  AÇÕES A SEREM DESENCADEADAS  Notificação rápida: doença sujeita à regulamentação internacional (propósito da VE é manter erradicada a FAU e sob controle a FAS); subnotificação é comum;  Investigação epidemiológica:  magnitude do problema;  mortandade de animais;  área de circulação do vírus;  situação dos vetores;  busca de outros casos ;  antecedente vacinal, cobertura vacinal

112 FEBRE AMARELA  AÇÕES A SEREM DESENCADEADAS  Solicitação de exames laboratoriais;  Vacinação de bloqueio seletiva em residências (bairros) e local de trabalho nos casos suspeitos de FAU e em localidades com ocorrência de casos humanos ou epizootias;  Medidas de controle do vetor;  Educação em saúde.

113 RUBÉOLA E SRC  ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS:  Doença exantemática aguda, de etiologia viral e alta contagiosidade cuja importância epidemiológica liga-se à possibilidade de ocorrência de Síndrome de Rubéola Congênita.  O desafio atual é alcançar altas coberturas vacinais, além da introdução concomitante da vacinação anti-rubéola em mulheres no período pós-puberal.  O objetivo é reduzir a incidência dos casos pós-natais, visando o controle da SRC.

114 RUBÉOLA E SRC  AGENTE ETIOLÓGICO: vírus da rubéola ( togavírus).  MODO DE TRANSMISSÃO: principalmente por contacto direto pessoa a pessoa, com secreções naso-faríngeas na rubéola pós-natal. O infectado pode transmitir o vírus de 5 dias antes a 7 dias após surgir exantema.  SUSCETIBILIDADE E IMUNIDADE: todas as pessoas não imunizadas são susceptíveis. A infecção natural ou a vacinação conferem imunidade ativa e duradoura.  PERÍODO DE INCUBAÇÃO: em média dura 17 dias (podendo variar de 12 a 23 dias).

115 RUBÉOLA E SRC  Na SRC:  Modo de Transmissão: é transmitida da mãe para o feto por via placentária. As crianças com SRC podem eliminar o vírus nas secreções faríngeas e urina por período superior a 1 ano. A eliminação é maior nos primeiros meses de vida.  Incidência: depende do número de suscetíveis, da circulação do vírus na comunidade e do uso da vacina específica. Em períodos epidêmicos: 4 a 30 casos / 1000 nascidos vivos Em períodos endêmicos: 0,5 casos /1000 nascidos vivos.

116 RUBÉOLA E SRC  DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL :  sarampo, escarlatina, dengue, exantema súbito, eritema infeccioso e enteroviroses nos quadros de rubéola pós- natal.  COMPLICAÇÕES DA RUBÉOLA:  risco de ocorrência da SRC é de 40 a 60% se gestante contrair doença nos 2 primeiros meses de gravidez. No terceiro mês é de 30 a 35% e no quarto mês em torno de 10%.

117 RUBÉOLA E SRC.  DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL :  toxoplasmose, citomegalovírus, mononucleose infecciosa, herpes e sífilis congênita devem ser considerados nos casos de SRC.  DIAGNÓSTICO LABORATORIAL DA SRC:  resultado positivo se IgM+ em EIE ou, se na HI houver IgG+ em títulos elevados durante acompanhamento da criança (que pode ser até o segundo ano de vida).

118 RUBÉOLA E SRC  DIAGNÓSTICO LABORATORIAL (exceto gestante):  Métodos sorológicos: -Inibição da hemaglutinação (HI): colher 1 amostra no período exantemático e outra 15 dias após. -Ensaio imunoenzimático (EIE): permite o diagnóstico com 1 amostra, por captura de IgM. Amostra do 1º ao 28º dias: IgM(+)  confirma o caso IgM(-)  descarta o caso Amostra após 28º dia: IgM(+)  confirma o caso IgM(-)  descarta o caso

119 RUBÉOLA E SRC  DIAGNÓSTICO LABORATORIAL (exceto gestante): Amostra após 28º dia: IgM(+)  confirma o caso IgM(-)  a ausência de IgM não descarta a possibilidade de infecção recente, devendo ser a sorologia considerada inconclusiva.

120 RUBÉOLA E SRC  DIAGNÓSTICO LABORATORIAL NA GESTANTE:  sintomática: colher uma amostra no início dos sintomas e outra 14 a 21 dias após.  assintomática: colher uma amostra após história de contacto e outra 21 a 28 dias após. O resultado é positivo se IgM (+) em qualquer amostra ou se aumentar em quatro vezes o título inicial de anticorpos totais (HI).

121 RUBÉOLA E SRC  Vigilância Epidemiológica:  Notificação: todos os casos suspeitos devem ser notificados.  Investigação epidemiológica: todo caso suspeito de rubéola e SRC deve ser investigado e as medidas de controle devem ser adotadas frente à ocorrência de casos. O principal objetivo é detectar a circulação do vírus em determinada área e local..

122 RUBÉOLA E SRC  Vigilância Epidemiológica:  Definições de caso de Rubéola pós-natal: - caso suspeito: toda pessoa com febre e exantema máculo-papular, independente de sua situação vacinal e de sua idade. - caso descartado: resultado laboratorial positivo para outra doença ou, resultado laboratorial positivo para rubéola porém análise clínico/ epidemiológica sugere evento adverso à vacinação mono ou trivalente. O descarte por vínculo epidemiológico será feito se o caso fonte for descartado.

123 RUBÉOLA E SRC  Vigilância Epidemiológica:  Definição de caso de Rubéola pós-natal: - caso confirmado: todo caso suspeito que atenda ao critério de confirmação laboratorial, de vínculo epidemiológico (um ou mais casos confirmados laboratorialmente até 23 dias antes do atual caso) ou clínico (exantema máculo-papular de início agudo, febre, um ou mais dos seguintes sintomas: artralgia, artrite ou linfoadenopatia ou conjuntivite, com sorologia ausente ou inconclusiva).

124 RUBÉOLA E SRC  Vigilância Epidemiológica:  Definição de caso de SRC: - caso suspeito: todo RN cuja mãe foi caso suspeito ou confirmado de rubéola, em qualquer período da gestação ou todo RN que apresentar retardo de crescimento intra-uterino e demonstre sinais clínicos de infecção congênita, independente da história materna.

125 RUBÉOLA E SRC  Vigilância Epidemiológica:  Definição de caso de SRC: -caso confirmado: presença de defeitos congênitos e presença de, pelo menos, uma das seguintes condições: isolamento do vírus da rubéola; presença de anticorpos IgM específicos; título de anticorpos IgG, detectados através da HI, mantidos persistentemente elevados e acima do esperado pela transferência passiva de anticorpos maternos.

126 RUBÉOLA E SRC  Vigilância Epidemiológica:  Definição de caso de SRC: - caso compatível : resultados laboratoriais são insuficientes para confirmação do diagnóstico e o RN apresentar duas das complicações do ítem 1 ou uma do ítem 1 + uma do ítem 2: ítem1:catarata ou glaucoma congênito, cardiopatia congênita, perda auditiva e retinopatia pigmentar; ítem 2: púrpura, esplenomegalia,icterícia, alteraçôes radiológicas (radioluscência óssea), meningoencefalite, microcefalia e retardo mental..

127 RUBÉOLA E SRC  Vigilância Epidemiológica:  Definição de caso de SRC: caso possível de SRC: é aquele cujos dados clínicos são insuficientes para preencher o critério de caso compatível e cujos dados laboratoriais também não permitem a confirmação. caso descartado de SRC: quando títulos de IgG são ausentes na mãe, títulos de IgM e IgG ausentes em crianças menores de 24 meses ou títulos de IgG diminuindo, compatível com transferência de anticorpos maternos (queda de pelo menos 2 diluições dos títulos de anticorpos detectados por HI, a partir do nascimento).

128 RUBÉOLA E SRC  MEDIDAS DE CONTROLE:  Vacinação: é recomendável a vacinação de bloqueio, excluindo-se as grávidas. Deve ser seletiva aos contactos diretos susceptíveis. Nas gestantes expostas devem ser realizados testes sorológicos o mais precocemente possível, para posterior acompanhamento e avaliação.  Em relação à fonte de infecção: afastar crianças e adultos da escola ou trabalho no período de transmissibilidade. Na SRC o risco de transmissão pode durar até um ano.

129 RUBÉOLA E SRC  Vacinação: - universal: visa interromper a circulação do vírus selvagem através da vacinação de crianças pequenas; - seletiva: a população alvo são mulheres de 10 a 14 anos e as susceptíveis em idade fértil. - bloqueio: embora questionável, é recomendada a vacinação de bloqueio que deve ser seletiva aos contatos do caso. É importante orientar as mulheres que evitem gravidez nos 3 meses após vacinação e não vacinar grávidas.

130 RUBÉOLA E SRC  Vigilância Epidemiológica:  Definição de caso de SRC: - Infecção Congênita Sub-clínica: RN com evidência laboratorial de infecção pelo vírus da rubéola, no qual, após avaliação minuciosa não se diagnostica nenhuma alteração permanente ou progressiva.

131 SARAMPO  ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS Doença infecciosa exantemática, viral aguda, extremamente contagiosa e cujo potencial de gravidade pode ser atribuído à vasculite generalizada provocada pela viremia e à probabilidade de complicações infecciosas, particularmente em menores de 1 ano de idade e desnutridos.  AGENTE ETIOLÓGICO: vírus do sarampo (paramixovirus).

132 SARAMPO  PERÍODO DE INCUBAÇÃO: em média 10 dias até o aparecimento da febre ou 14 dias até o início do exantema.  PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE: de cerca de 4 dias antes do aparecimento do exantema até 4 dias após.  SUSCETIBILIDADE E IMUNIDADE: a suscetibilidade é geral. A resposta vacinal de lactentes, cujas mães tiveram sarampo ou foram vacinadas, pode ser alterada até o final do primeiro ano de vida, pela presença de anticorpos maternos.

133 SARAMPO  DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL Deve ser feito com: rubéola, exantema súbito, dengue, enteroviroses (coxsackioses, echoviroses) e ricketioses.  DIAGNÓSTICO LABORATORIAL Todos os casos suspeitos de sarampo devem ser submetidos a exame sorológico, através da coleta de amostras sanguíneas, dentro do período estabelecido..

134 SARAMPO  Tipos de exames: Na infecção primária, os anticorpos IgM e IgG anti-sarampo podem ser detctados no sangue, nos primeiros dias após o início do exantema. O IgM pode permanecer elevado por quatro a seis semanas, após o aparecimento do exantema, enquanto o IgG pode ser detectado por toda a vida, após a infecção. A detecção dos Ac acima pode ser feita através de exames sorológicos com as seguintes técnicas: IMF, ELISA, HI ou soroneutralização

135 SARAMPO  Coleta, conservação e transporte do material Material: 5 a 7 ml de sangue venoso, sem anticoagulante, centrifugado ou decantado, para a separação do soro Época da coleta: -amostra precoce: do 1º ao 28º dia do início do exantema. A presença de IgM indica infecção recente pelo vírus; - amostra tardia: após o 28o dia do início do exantema. A presença de IgM confirma o diagnóstico, mas sua ausência não o exclui. - duas amostras: a 1a até o 6o dia do início do exantema e a 2a de 14 a 28 dias após a 1a.

136 SARAMPO  VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA  Notificação: todos os casos suspeitos devem ser notificados imediatamente.  Investigação: todos os casos suspeitos devem ser investigados no prazo máximo de 48 horas, após notificação

137 SARAMPO  Definição de caso: casos de Doenças Exantemáticas Febris: O profissional de saúde, frente a um caso de FEBRE e EXANTEMA deve investiga-lo clinicamente até que seja definido um diagnóstico diferencial com outras doenças exantemáticas febris. Ele deve entrar no sistema de notificação quando houver suspeita de sarampo. caso Suspeito: Caracteriza-se pela presença de exantema generalizado, febre alta, acima de 38ºC, antecedendo ao exantema, acompanhado de um ou mais dos seguintes sinais e sintomas: tosse, coriza e conjuntivite.

138 SARAMPO Caso Confirmado: - Laboratorial: resultado laboratorial positivo para sarampo - Vínculo-epidemiológico: vínculo com 1 ou mais casos confirmados laboratorialmente, dentro do período de 21 dias precedendo o caso atual. - Clínico:  Compatível: o caso apresenta clínica compatível com o quadro de sarampo clássico e a investigação foi concluída apesar de não haver a confirmação laboratorial;  Falta de Acompanhamento (Perda): caso entra como suspeito porém a investigação não foi realizada ou concluida.  Morte após doença compatível.

139 SARAMPO Caso Descartado Um caso só pode ser considerado descartado quando a ele não puder ser aplicado nenhum dos critérios de caso confirmado ou compatível.  MEDIDAS DE CONTROLE A principal medida é feita através da vacinação dos suscetíveis: vacinação de rotina na rede básica de saúde, bloqueio vacinal, intensificação e/ou campanhas de vacinação. No plano individual, o isolamento domiciliar ou hospitalar dos casos consegue dimunuir a intensidade dos contágios.

140 SARAMPO  Vacinação de Rotina: Objetiva vacinar todas as crianças menores de 5 anos, para se alcançar uma cobertura acima de 95%, interrompendo a cadeia de transmissão da doença.  Vacinação de bloqueio: quando ocorre um ou mais casos suspeitos de sarampo numa comunidade. Fundamenta-se no fato de que a vacina consegue imunizar o contato suscetível em prazo menor que o período de incubação da doença, desde que seja administrada até, no máximo, 72 horas após o contágio.

141 SARAMPO Contato: pessoas que tiveram qualquer tipo de contato com o caso de 1 semana antes até 4 dias após o aparecimento do exantema. A vacinação de bloqueio é seletiva, sendo desencadeada pela notificação de casos suspeitos de sarampo numa comunidade.

142 CÓLERA  ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS Doença infecciosa intestinal aguda, causada pela enterotoxina do Vibrio cholerae. A introdução da cólera no Brasil aconteceu em 1991, pela selva amazônica no Alto Solimões, alastrando-se progressivamente pela região Norte atingindo posteriormente as regiões Nordeste e Sudeste.  AGENTE ETIOLÓGICO Vibrio cholerae, biotipos clássico ou El Tor e sorotipos Inaba, Ogawa ou Ikojima.

143 CÓLERA  MODO DE TRANSMISSÃO Principalmente através da ingestão de água contaminada por fezes e/ou vômitos de doente ou portador.  PERÍODO DE INCUBAÇÃO De poucas horas a 5 dias. Geralmente de 2 a 3 dias.  PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE Enquanto há eliminação do vibrião nas fezes (até poucos dias após a cura). O período aceito como padrão é de 20 dias.

144 CÓLERA  DIAGNÓSTICO LABORATORIAL Isolamento do V. cholerae a partir da cultura da amostra de vômitos ou fezes de doentes ou portadores assintomáticos. Usada quando a área é considerada livre de circulação do vibrião.  DEFINIÇÃO DE CASO  Suspeito  Em áreas sem evidência de circulação do V. cholerae patogênico: - Qualquer indivíduo, independente de faixa etária, proveniente de áreas onde estejam ocorrendo casos de cólera, que apresente diarréia aquosa aguda até o décimo dia de sua chegada.

145 CÓLERA  DEFINIÇÃO DE CASO  Suspeito  Em áreas sem evidência de circulação do V. cholerae patogênico: - Os comunicantes domiciliares de caso suspeito, de acordo com o item anterior, que apresentem diarréia. -Qualquer indivíduo com diarréia, independente de faixa etária, que coabite com pessoas que retornaram de áreas endêmicas ou epidêmicas de cólera, há menos de 30 dias.

146 CÓLERA  DEFINIÇÃO DE CASO  Suspeito  Em áreas sem evidência de circulação do V. cholerae patogênico: -Todo indivíduo com mais de 10 anos de idade, que apresente diarréia súbita, liquida e abundante. A presença de desidratação rápida, acidose e colapso circulatório reforça a suspeita.

147 CÓLERA  DEFINIÇÃO DE CASO Em áreas com evidência de circulação do V. cholerae patogênico ( onde o V. cholerae 01 já foi isolado em pelo menos 5 amostras de casos autóctones ou meio ambiente): - Qualquer indivíduo que apresente diarréia aguda, independente de faixa etária.  Confirmado por laboratório:  Qualquer indivíduo com diarréia, que apresente isolamento de V. cholerae nas fezes ou vômitos.

148 CÓLERA  DEFINIÇÃO DE CASO  Confirmado pelo Critério Clínico-Epidemiológico Em áreas sem evidência de circulação do V. cholerae: - qualquer indivíduo, com 5 ou mais anos de idade, proveniente de área com circulação de V. cholerae, que apresente diarréia aquosa aguda até o décimo dia de sua chegada. Esse caso será considerado caso importado para a região onde foi atendido, desde que tenha sido afastado laboratorialmente outra etiologia e seja autóctone para a região da qual procedeu.

149 CÓLERA  DEFINIÇÃO DE CASO Em áreas com circulação do V. cholerae: qualquer indivíduo, com 5 ou mais anos de idade, que apresente diarréia aguda, desde que não haja diagnóstico clínico e/ou laboratorial de outra etiologia; e menores de 5 anos de idade que apresentem diarréia aguda e história de contato com caso de cólera, num prazo de dez dias, desde que não haja diagnóstico clínico e/ou laboratorial de outra patologia.

150 CÓLERA  DEFINIÇÃO DE CASO  Importados: São os casos em que se pode identificar que a infecção ocorreu em área diferente daquela onde foi diagnosticado ou tratado, ou onde teve a sua evolução.  Descartados: Serão considerados descartados todos os casos que não se enquadrem nas definições de casos confirmados.  Portadores: Indivíduos que sem enfermidade clínica ou com enfermidade sub-clínica eliminam o vibrião por determinado período.

151 CÓLERA  MEDIDAS DE CONTROLE: oferta de água de boa qualidade e em quantidade suficientes; destino e tratamento adequado dos dejetos; destino adequado do lixo; educação em saúde.

152 CÓLERA  MEDIDAS DE CONTROLE controle de portos, aeroportos e rodoviárias; higiene dos alimentos; disposição e manejo adequado de cadáveres.

153 MENINGITES EM GERAL  Infecções do sistema nervoso central (SNC), com acometimento das meninges, causadas por múltiplas etiologias e caracterizadas por: febre, cefaléia intensa, vômitos, sinais de irritação meníngea e alterações do líquido céfalo-raquidiano (LCR). Seu prognóstico depende do diagnóstico precoce e do início imediato do tratamento.  Em saúde pública, duas etiologias são de especial importância: meningococo e bacilo da tuberculose. As meningites causadas pelo Haemophilus e pelo pneumococo têm merecido atenção, por suas elevadas incidências, e evolução sobre métodos de prevení-las.

154 MENINGITES EM GERAL  ASPECTOS CLÍNICOS: Crianças maiores e adultos: início geralmente súbito, com febre, cefaléia intensa, náuseas, vômitos e rigidez de nuca, acompanhada, em alguns casos, por exantema petequial. Associam-se sinais de irritação meníngea (sinal de Kernig, sinal de Brudzinski).

155 MENINGITES EM GERAL  ASPECTOS CLÍNICOS: Crianças até oito ou nove meses: a meningite em crianças dessa faixa etária raramente apresenta sinais de irritação meníngea. Outros sinais e sintomas permitem a suspeita diagnóstica, tais como: febre, irritabilidade ou agitação, grito meníngeo e recusa alimentar acompanhada ou não de vômitos, convulsões e abaulamento da fontanela.Sinais e sintomas podem ser bastante inespecíficos.

156 MENINGITES EM GERAL  DIAGNÓSTICO LABORATORIAL: Comumente realizado através do estudo do LCR. Contra indicação formal para a punção lombar é a piodermite local. Estudo do LCR: o líquor normal é límpido e incolor. Aumento de elementos figurados (células) causa a turvação no LCR. Os seguintes exames devem ser realizados no líquor: quimiocitológico, citológico ou contagem de células, bioquímico, imunobiológicos, microbiológicos. Coleta e transporte do líquor: ver texto – Diagnóstico Laboratorial das Meningites (NEPI-março/99).

157  VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA:  Notificação: hospitais, laboratórios, declaração de óbito, AIH.  Investigação: preenchimento da ficha individual, acompanhar o caso definindo diagnóstico final. MENINGITES EM GERAL

158  DEFINIÇÃO DE CASO:  suspeito: todo paciente com sinais e sintomas de meningite (febre, cefaléia intensa, vômitos, rigidez da nuca, sonolência, convulsões, principalmente se forem acompanhados de manifestações cutâneas). Crianças abaixo de um ano de idade, principalmente as menores de oito meses, que apresentarem: vômitos, sonolência, irritabilidade aumentada, convulsões e, especificamente, abaulamento de fontanela, acompanhados ou não de exantema petequial. Sinais e sintomas podem bastante inespecíficos em menores de 8 meses. MENINGITES EM GERAL

159  DEFINIÇÃO DE CASO: - confirmado: a confirmação laboratorial de etiologia das meningites é fundamental para a vigilância epidemiológica.

160 MENINGITES EM GERAL  Critérios : 1. Meningites bacterianas (exceto pelo BK e outras micobacterioses).diagnóstico clínico + exame bacteriológico positivo (cultura e bacterioscopia) + imunológico/sorológico positivos (CIE/aglutinação pelas partículas do látex);.diagnóstico clínico + cultura positiva;.diagnóstico clínico + CIE e/ou látex positivo;.diagnóstico clínico + bacterioscopia positiva;.diagnóstico clínico + líquor com neutrocitose, hiper proteinorraquia e hipoglicorraquia.

161 MENINGITES EM GERAL  Critérios : 2. Meningites serosas, assépticas ou a líquor claro (vírus, rickettsias, leptospiras, brucelas, fungos e outros).diagnóstico clínico + líquor (geralmente linfomononucleares) + epidemiológico + outros exames pertinentes (pesquisa ao exame direto/tomográfico/sorológico/imunológico/microscópico);.diagnóstico clínico + epidemiológico;.diagnóstico clínico + citoquímico.

162 MENINGITES EM GERAL  MEDIDAS DE CONTROLE:  as medidas de controle específicas estão relacionadas ao agente etiológico.  para as meningites de modo geral, sem se considerar o agente etiológico, deve-se chamar atenção para as medidas globais de prevenção de doenças infecciosas, tais como aquelas de higiene, alimentação e condições de habitação.  informação correta da população é importante na diminuição da letalidade.

163 DOENÇA MENINGOCÓCICA  AGENTE ETIOLÓGICO: Uma bactéria cocóide, gram- negativa: neisseria meningitidis (meningococo). Possui vários sorogrupos: a, b, c, d, y, w135, 29e e sorotipos.  RESERVATÓRIO: A pessoa doente ou portador.  MODO DE TRANSMISSÃO: De pessoa a pessoa, através das secreções nasofaríngeas (mais freqüente a partir de portadores do que de casos clínicos). Transmissão indireta é questionada. Para que a transmissão ocorra é fundamental contato íntimo com o portador ou o doente.

164 DOENÇA MENINGOCÓCICA  SUSCETIBILIDADE E IMUNIDADE Suscetibilidade à doença é geral. A proporção de portadores em relação ao número de casos é elevada. A imunidade conferida pela doença é específica para cada sorogrupo de meningococo. Não há imunidade cruzada entre os diferentes sorogrupos, o que torna fundamental a identificação sorológica dos meningococos isolados.

165 DOENÇA MENINGOCÓCICA  ASPECTOS CLÍNICOS  quadro descrito para meningites em geral.  a doença meningocócica manifesta-se como meningite meningocócica e meningococcemia.  a meningococcemia pode não se propagar às meninges, suspeitando-se dessa forma nos casos de manifestações febris não diagnosticadas, especialmente quando acompanhada petéquias e elevada leucocitose.

166 DOENÇA MENINGOCÓCICA  DIAGNÓSTICO LABORATORIAL  Líquido céfalo-raquidiano  Sangue  Pele

167 3VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA  Para que os objetivos da Vigilância Epidemiológica sejam atingidos, é necessária a investigação epidemiológica de todo caso notificado, onde se destacam atividades básicas: confirmação do diagnóstico laboratorial, tratamento hospitalar imediato, controle dos comunicantes. DOENÇA MENINGOCÓCICA

168  INVESTIGAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA:  Casos  Surtos/Epidemias: não existe uma definição precisa quanto à magnitude das cifras ou índices que indicam um surto/epidemia. Desse modo, é preciso um acompanhamento do comportamento e da tendência da doença. É indispensável contar com o apoio do laboratório para confirmação do diagnóstico etiológico para determinar o sorogrupo causador do surto. DOENÇA MENINGOCÓCICA

169 DEFINIÇÃO DE CASO SUSPEITO: Todo paciente com sinais e sintomas de meningite (febre, cefaléia intensa, vômitos, rigidez de nuca, sonolência, convulsões, principalmente se forem acompanhados de manifestações cutâneas). Crianças abaixo de um ano de idade, principalmente as menores de oito meses, que apresentarem: vômitos, sonolência, irritabilidade aumentada,, convulsões e, especificamente, abaulamento de fontanela, acompanhados ou não de exantema petequial. Sinais e sintomas nessa idade podem ser muito inespecíficos. DOENÇA MENINGOCÓCICA 

170  DEFINIÇÃO DE CASO CONFIRMADO: A confirmação laboratorial de etiologia é fundamental. No entanto, mesmo em condições ideais, não é possível esperar que, em todos os casos, se consiga a identificação do agente causal. Portanto, a confirmação pode ter diferentes graus de refinamento, dependendo das condições existentes. DOENÇA MENINGOCÓCICA

171 DOENÇA MENINGOCÓCICA :  Vigilância dos contatos por um período mínimo de 10 dias.  Quimioprofilaxia indicada para contatos domiciliares e outros contatos íntimos e prolongados (internatos, quartéis, creches : pessoas que compartilham o dormitório com o doente). Pacientes antes da alta: mesmo esquema preconizado para os contatos. DOENÇA MENINGOCÓCICA

172 DOENÇA MENINGOCÓCICA:  Quimioprofilaxia Não está indicada para: médicos ou enfermeiros que tenham atendido pacientes (exceto se tiver havido exposição às secreções respiratórias), colegas de trabalho e de sala de aula, e outros.

173  QUIMIOPROFILAXIA  Droga de escolha: Rifampicina, inclusive para gestantes.  Dosagem: Adultos: mg de dose total, divididos em 4 tomadas de 600 mg de 12 em 12 horas. Crianças: de 1 mês até 12 anos de idade: 10 mg/kg/dose de 12 em 12 horas, em 4 tomadas, dose máxima de 600 mg por dose. Abaixo de um mês de idade: 5 mg/kg/dose de 12 em 12 horas, em 4 tomadas. Deve-se evitar o uso do medicamento logo após as refeições. DOENÇA MENINGOCÓCICA

174  VACINAS: As vacinas contra N. meningitidis são sorogrupo específicas. As vacinas disponíveis são contra o sorogrupo A, C (isoladas ou combinadas), e, a tetravalente, contra os meningococos dos sorogrupos A, B, W135, Y. A vacina Vamengoc B,C foi utilizada em Cuba com sucesso. No Brasil, sua eficácia está bem demonstrada em faixa etária acima de 4 anos de idade. O poder imunogênico e a duração da imunidade é variável, dependendo de vários fatores, como a idade da pessoa e o número de doses aplicadas. Não há indicação de uso de vacinas para controle de casos. DOENÇA MENINGOCÓCICA

175  ISOLAMENTO: Até 24 horas depois de iniciada a terapêutica específica adequada.  DESINFECÇÃO CONCORRENTE E TERMINAL: Feita em relação às secreções nasofaríngeas e aos objetos contaminados pelas mesmas. Faz-se limpeza terminal sem utilização de formol ou desinfetantes. DOENÇA MENINGOCÓCICA

176 MENINGITE POR HEMÓFILOS  ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS  Haemophilus influenzae pode ser classificado em 6 sorotipos (A, B, C,D,E,F), a partir da diferença antigênica da cápsula polissacarídica.  Agente etiológico: Haemophilus influenzae sorotipo B; raramente outros sorotipos. É um bacilo gram- negativo, pleomórfico, imóvel, capsulado. Também causa epiglotites, pneumonia, artrite séptica, celulites, pericardites e osteomielites.

177  ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS: Reservatório: o ser humano. Modo de transmissão: gotículas e secreções nasofaríngeas. O local de entrada mais frequente é a nasofaringe. Suscetibilidade: universal. Cerca de 90% dos casos ocorrem em crianças entre 3 meses e 4 anos de idade. MENINGITE POR HEMÓFILOS

178  ASPECTOS CLÍNICOS  Não difere clinicamente das meningites por outras etiologias.  A idade do paciente e a possibilidade de certas manifestações clínicas associadas, como celulite (especialmente localizada na face) e epiglotite, podem sugerir o diagnóstico por Haemophilus influenzae tipo B MENINGITE POR HEMÓFILOS

179 3DIAGNÓSTICO LABORATORIAL ùAspecto do líquor ùCitoquímica ùBacterioscopia ùCultura: método que define o diagnóstico etiológico.  Contraimunoeletroforese (CIE) MENINGITE POR HEMÓFILOS

180  VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA  Definição de caso suspeito: a mesma da doença meningocócica  Definição de caso confirmado: clínico + bacteriológico positivo (cultura e bacterioscopia) + cie + aglutinação pelo látex clínico + cultura clínico + cie e/ou látex clínico + caso confirmado, no mesmo domicílio ou creches. MENINGITE POR HEMÓFILOS

181 3MEDIDAS DE CONTROLE ùQuimioprofilaxia: deve ser instituida o mais precocemente possível, podendo ser iniciada até 30 dias após a ocorrência do caso índice. indicada para: - Todos os contatos domiciliares (incluindo adultos), desde que existam crianças menores de 4 anos de idade, além do caso índice; MENINGITE POR HEMÓFILOS

182  Quimioprofilaxia - Para creches ou escolas onde existam crianças expostas com idade inferior a 24 meses (2 anos) e diante da ocorrência de um segundo caso confirmado. indica-se para os contatos íntimos, incluindo os adultos. Admite-se a realização da quimioprofilaxia diante da ocorrência de um único caso confirmado, pela observação de que os pais tendem a suspender a ida dos filhos às creches por receio de contaminação, dificultando assim a ação da vigilância epidemiológica, inclusive para detecção da ocorrência de novos casos. MENINGITE POR HEMÓFILOS

183  Quimioprofilaxia: Por ocasião da alta hospitalar, para aqueles pacientes que possuam entre seus contatos domiciliares, crianças menores de 48 meses (4 anos) de idade. Droga de escolha: Rifampicina Dosagem: adultos: 600 mg/dose uma vez ao dia, durante 4 dias; crianças: 20 mg/kg/dia (dose máxima de 600 mg), uma vez ao dia), durante 4 dias. Menores de 1 mês: 10 mg/kg/dia. MENINGITE POR HEMÓFILOS

184  Vacinação: Apresenta altos níveis de eficácia quando aplicada nas doses apregoadas, conferindo imunidade duradoura. Atualmente, não está incluída na rotina de vacinação. MENINGITE POR HEMÓFILOS

185 MENINGITE TUBERCULOSA  ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS:  Agente etiológico: Mycobacterium tuberculosis- Bacilo não formador de esporos, sem flagelos, não produz toxinas. Espécie aeróbica estrita.  Reservatório: o ser humano, com a forma pulmonar bacilífera, tem a maior importância epidemiológica.  Modo de transmissão: principalmente por via aérea. Casos de tuberculose pulmonar com escarro positivo são a principal fonte de infecção, podendo provocar infecção maciça dos contatos: maior probabilidade de meningite.

186  Período de transmissibilidade: a meningite tuberculosa não é transmissível. Quando associada à tuberculose pulmonar bacilífera, a transmissibilidade se mantém enquanto houver doença pulmonar ativa, na ausência de tratamento específico.  Suscetibilidade e imunidade: é geral, sendo maior nos menores de 5 anos. A vacina BCG confere proteção em torno de 80%, evitando disseminação hematogênica do bacilo e o desenvolvimento de formas meníngeas. MENINGITE TUBERCULOSA

187  ASPECTOS CLÍNICOS A meningite tuberculosa, decorrente da disseminação hematogênica do bacilo, é uma das complicações mais graves da tuberculose.  Quadro clínico é, geralmente, de início insidioso, embora alguns casos possam ter um começo abrupto marcado pelo surgimento de convulsões. Na maioria dos casos, há alteração pulmonar observada ao exame radiológico. MENINGITE TUBERCULOSA

188  DIAGNÓSTICO LABORATORIAL É essencial a realização de punção lombar. ùAspecto do líquor ùCitometria e bioquímica ùPesquisa de baar no líquor ùCultura MENINGITE TUBERCULOSA

189 3VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA É responsabilidade de todo serviço de saúde o preenchimento das fichas de investigação individual de meningite e de tuberculose. ùDefinição de caso suspeito: todo paciente com sinais e sintomas de meningite e história de contato com tuberculose pulmonar bacilífera no domicílio. MENINGITE TUBERCULOSA

190 ùDefinição de caso confirmado: paciente que apresente os seguinte critérios: a)Quadro clínico compatível – início insidioso, período inicial de uma ou duas semanas com febre, vômitos, cefaléia e apatia; b)Quadro liquórico – aumento de células às custas de linfócitos, aumento de proteínas e diminuição de glicose; c)Evidências radiológicas de tuberculose pulmonar, tuberculose miliar ou tuberculose confirmada bacteriologicamente, em outra localização que não meningoencefálica; MENINGITE TUBERCULOSA

191 -Definição de caso confirmado: paciente que apresente os seguinte critérios: d) Teste reator em crianças menores de 5 anos, sem cicatriz da vacina BCG. e) Contato intradomiciliar anterior ou concomitante com um caso de tuberculose pulmonar bacilífera. O preenchimento dos critérios a) e b) justifica a instituição do tratamento, sendo necessário o preenchimento de um dos demais para ser considerado caso confirmado. MENINGITE TUBERCULOSA

192 3MEDIDAS DE CONTROLE As mesmas preconizadas para tuberculose. Destacam-se: descoberta precoce e tratamento de casos bacilíferos e manutenção de altas coberturas vacinais com BCG. MENINGITE TUBERCULOSA

193 DIFTERIA  ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS: Doença aguda, transmissível, toxi-infecciosa, causada por bacilo toxigênico que se aloja nas amígdalas, faringe, laringe, nariz e, ocasionalmente, em outras mucosas e pele.  AGENTE ETIOLÓGICO Bacilo gram positivo, produtor da toxina diftérica – Corynebacterium diphtheriae.

194 DIFTERIA  MODO DE TRANSMISSÃO Contágio direto com doentes ou portadores através das secreções da rinofaringe. A transmissão indireta é pouco frequente. O portador é extremamente importante na disseminação da difteria e pode eliminar o bacilo por 6 meses ou mais. A proteção conferida pelo soro anti-diftérico (SAD) é temporária e de curta duração (+ 2 semanas). A doença não confere imunidade permanente, devendo o doente continuar seu esquema de vacina após alta.

195 DIFTERIA  DIAGNÓSTICO LABORATORIAL: A bacterioscopia não tem valor no diagnóstico da difteria (baixa especificidade). Isolamento e identificação do bacilo associados ao quadro clínico e epidemiológico confirmam o diagnóstico.  Coleta, conservação e transporte de material: retirar material das lesões existentes (ulcerações, criptas das amígdalas), exsudatos de oro e nasofaringe – localizações mais comuns – ou de outras lesões cutâneas, conjuntivas, etc., por meio de swab estéril, antes da administração de qualquer terapêutica antimicrobiana. O material para coleta é fornecido pela FUNED e, após a sua realização, ele deve ser devidamente identificado e enviado à mesma, onde o exame será processado.

196 DIFTERIA  DIAGNÓSTICO LABORATORIAL: O material para coleta é fornecido pela FUNED e, após a sua realização, ele deve ser devidamente identificado e enviado à mesma, onde o exame será processado.

197 DIFTERIA  VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA: Propósito: Manter taxa de incidência < que 0,1 caso/ habitante. Notificação: Todo caso suspeito deve ser notificado ao Distrito Sanitário rapidamente, por telefone. Investigação epidemiológica: A investigação dos casos e comunicantes deverá ter início imediatamente após a notificação do caso suspeito. Visa, além da aplicação de medidas de controle, a descoberta de casos entre os comunicantes ( pessoas que tiveram contato íntimo com o caso suspeito, moradores do mesmo domicílio ou não), que devem ser mantidos sob vigilância por 7 dias.

198 DIFTERIA  DEFINIÇÃO DE CASO:  Suspeito: toda pessoa que, independente do estado vacinal, apresentar quadro agudo de infecção da orofaringe, com presença de placa branco-acinzentada ocupando as amígdalas e podendo invadir outras áreas da faringe ou outras localizações (ocular, nasal, vaginal, pele, etc), com comprometimento do estado geral e febre moderada.

199 DIFTERIA  Confirmado: a) laboratorial – todo caso com manifestações clínicas + isolamento do bacilo diftérico + prova de toxigenicidade (+) ou quadro clínico compatível + cultura (+) mesmo na ausência de prova de toxigenicidade (+); b) clínico-epidemiológico – exames laboratoriais (-) ou não realizados, mas o caso apresenta suspeita clínica e é comunicante de caso confirmado laboratorial ou clinicamente ou exames laboratoriais negativos ou não realizados, mas o caso apresentar suspeita clínica e se isolar o Corynebacterium diphtheriae de um comunicante íntimo, mesmo que assintomático;

200 DIFTERIA  Confirmado: c) clínico – aceita-se confirmação clínica se houver: placas em pilares e úvula além das amígdalas; placas suspeitas na traquéia ou laringe; placas em amígdalas, toxemia importante, febre baixa desde o início do quadro e evolução, em geral arrastada; miocardite ou paralisia dos nervos periféricos; óbito do paciente que apresenta grande comprometimento do estado geral, tratamento para amigdalite em curso e no qual se constata miocardite.

201 DIFTERIA  INVESTIGAÇÃO Notificação de casos suspeitos  preenchimento da ficha de investigação epidemiológica  identificação dos comunicantes  investigação da situação vacinal dos comunicantes  pesquisa de casos secundários (exame clínico e vigilância dos comunicantes)  pesquisa do estado de portador em todos os comunicantes.

202 DIFTERIA  MEDIDAS DE CONTROLE: São considerados comunicantes: - Residentes no mesmo domicílio; - Contatos íntimos, como namorados, por exemplo; - Em creches, quartéis e acampamentos, apenas aqueles do mesmo alojamento. Conduta com os comunicantes: - Exame clínico e vigilância durante uma semana; os sintomáticos serão considerados doentes; - Colher swab de orofaringe de todos e de ferimentos de pele, caso existam;

203 DIFTERIA  Conduta com os comunicantes: - Vacinas: Sem passado de vacinação ou com passado ignorado - iniciar vacinação (> 7anos = dT); 1 ou 2 doses apenas: completar esquema; 3 doses: fazer reforço se a última dose foi há mais de 6 meses; 4 ou 5 doses: fazer reforço se a última dose foi há mais de 5 anos. - Quimioprofilaxia: imediata para os com menos de 3 doses de vacina. Para os demais, apenas se Loffler positivo. Usa- se penicilina benzatina ou eritromicina.

204 DIFTERIA Conduta com os comunicantes: - Companheiros de sala de aula e/ou transporte escolar: conferir cartão de vacinas e visitar faltosos; - Companheiros de trabalho: não são considerados comunicantes. Imunização do caso após alta: como a difteria nem sempre confere imunidade e a reincidência não é incomum, os doentes serão considerados suscetíveis e, portanto, devem ser vacinados logo após a alta.

205 AIDS (SIDA)  ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS No Brasil, a partir de 1982, o crescimento do número de casos vem ocorrendo em todas as macrorregiões, sendo a maioria no grupo etário de 20 a 39 anos e sexo masculino. Dos casos registrados, aproximadamente 50% foram a óbito. Tem havido um aumento significativo dos casos associados à transmissão heterossexual com aumento da incidência em crianças. Tem-se observado ainda uma pauperização da epidemia.  AGENTE ETIOLÓGICO Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), um retrovírus que ataca o sistema imunológico do organismo.

206 AIDS (SIDA)  FORMAS DE TRANSMISSÃO Via sexual, através do sangue contaminado (via parenteral) e da mãe para o filho, no curso da gravidez, durante ou logo após o parto.  DIAGNÓSTICO LABORATORIAL Testes que detectem anticorpos (os mais utilizados), antígenos ou que isolem o vírus. O aparecimento de Ac detectáveis por testes sorológicos ocorre cerca de 12 semanas após infecção. Na prática diária são utilizados 3 tipos de testes sorológicos para detecção de Ac anti-HIV: o teste imunoenzimático (ELISA), a Imunofluorescência Indireta (IFI) e o Western Blot (WB).

207 AIDS (SIDA)  Objetivo dos testes: - como diagnóstico da infecção pelo HIV em indivíduos; - para fins de vigilância epidemiológica; - para garantir a segurança das transfusões sanguíneas ou de hemoderivados, nas doações de esperma, orgãos ou tecidos. - como pesquisa epidemiológica, clínica ou virológica.  VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA  Notificação: Somente os casos confirmados deverão ser notificados ao Ministério da Saúde.

208 AIDS (SIDA) Critérios de definição de caso de aids - 13 anos ou mais 1. CDC modificado Evidência laboratorial da infecção pelo HIV + Diag. de doenças indicativas de aids ou evidência lab. de imunod. 2. Rio de Janeiro/Caracas Evidência laboratorial da infecção pelo HIV + Somatório de pelo menos 10 ptos - sinais, sintomas ou doenças.

209 AIDS (SIDA) 3. Critério excepcional CDC Ausência de evidência laboratorial da infecção pelo HIV + Diag. definitivo de determinadas doenças indicativas de imunod. 4. Critério excepcional óbito Menção de aids em algum campo da declaração de óbito + Investigação epidemiológica inconclusiva

210 AIDS (SIDA) 4. Critério excepcional ARC + óbito Paciente em acompanhamento, apresentando ARC + Óbito de causa não externa Evidência laboratorial para fins de VE - 2 testes de triagem reagentes (Ag ou princípios metodológicos diferentes) + 1 teste confirmatório reagente ou 1 teste confirmatório reagente em pessoa com 13 anos ou mais, que preencham algum dos critérios de definição de caso de aids. - 2 testes de triagem reagentes ( Ag ou princípios metodológicos diferentes) ou 1 teste confirmatório reagente.

211 AIDS (SIDA)  INVESTIGAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA O seu objetivo é a geração e análise de dados que permitirão o acompanhamento das tendências da epidemia, o planejamento de ações de prevenção e controle da doença. Não devem ser investigados contatos sexuais sem prévia aquiescência do paciente. Situações especiais - nas seguintes categorias de transmissão: - perinatal; sanguinea, por transfusão de sangue, componentes, hemoderivados; e contaminação por transplante de orgãos ou inseminação artificial.

212 AIDS (SIDA)  MEDIDAS DE CONTROLE 1. Prevenção da transmissão sexual: informação e educação visando a prática de sexo seguro, com redução do número de parceiros e do uso de preservativos. 2. Prevenção da transmissão sanguínea: - transfusão de sangue: todo o sangue deve ser obrigatoriamente testado para detecção de anticorpos anti-HIV e exclusão de doadores em situação de risco; - hemoderivados: os produtos devem passar por processo de tratamento que inative o vírus; - injeções e instrumentos pérfuro-cortantes: - doação de sêmen e orgãos: triagem dos doadores; - transmissão perinatal: prevenção da infecção na mulher.

213 SÍFILIS CONGÊNITA  Aspectos Epidemiológicos: Agente etiológico: Treponema pallidum Modo de transmissão: na grávida doente (no período primário ou secundário) os treponemas determinam lesão placentária e processo infeccioso no feto. A intensidade da infecção fetal depende de 2 fatores: do estado da doença na gestante (quanto mais recente a infecção materna maior será a carga de treponemas circulantes) e da idade gestacional ( a probabilidade de infecção aumenta com a proximidade do termo da gestação ).

214 SÍFILIS CONGÊNITA  Aspectos Epidemiológicos: Prevalência: em estudos realizados entre 1987 e 1992 a soropositividade ao VDRL em gestantes no Brasil variou entre 2,3 e 11,5%. Mortalidade: variou entre 70 a 100/ milhão de nascidos vivos, entre 1979 e 1990, estimando-se em 40% a taxa de mortalidade fetal e perinatal. A sífilis congênita é doença de notificação compulsória mas, devido à subnotificação, não se conhece sua exata magnitude.

215 SÍFILIS CONGÊNITA  Aspectos Clínicos: Classifica-se em 2 formas clínicas, dependendo da forma de apresentação e do estágio presumido de evolução:  Sífilis Congênita Precoce: todo caso diagnosticado em crianças menores de 2 anos. A triagem sorológica das gestantes se impõe, tendo em vista que grande número de casos é oligo ou assintomático. Os achados mais frequentes são: hepatomegalia, anormalidades ósseas, baixo peso, lesões cutâneas, pneumonia, hiperbilirrubinemia, esplenomegalia, anemia.

216 SÍFILIS CONGÊNITA  Aspectos Clínicos:  Sífilis Congênita Tardia: todo caso em crianças com 2 anos ou mais, sendo descartada a possibilidade de sífilis adquirida. As manifestações clínicas mais frequentes são, em ordem decrescente: fronte olímpica, mandíbula curva, arco palatino elevado, tríade de Hutchinson (dentes de Hutchinson, ceratite intersticial, lesão do VIII nervo), nariz em sela, molares em amora, tíbia em sabre.

217 SÍFILIS CONGÊNITA  Diagnóstico Laboratorial: Pesquisa direta em campo escuro: um único teste tem sensibilidade inferior a 50%. Resultado negativo não exclui o diagnóstico. Sorologia Não Treponêmica (VDRL): detecta presença de anticorpos, tem especificidade de 98% e sensibilidade de 80% (nas fases primária e latente) e 100% (na secundária). Resultados podem ser qualitativos ou quantitativos. Títulos acima de 1/2 devem ser considerados para o diagnóstico. Amostras colhidas em sangue de cordão podem resultar em sororreações falso-negativas.

218 SÍFILIS CONGÊNITA  Diagnóstico Laboratorial: Sorologia Treponêmica (FTA-Abs): mais específico, pois utiliza o T. pallidum como antígeno. Pode ser utilizado como teste confirmatório, para exclusão de falsos positivos à sorologia não treponêmica. Permanece reagente por toda vida, mesmo após a cura da infecção. Ao contrário, o VDRL apresenta queda progressiva nas titulações até se tornar não reagente e, por isso, pode ser utilizado nos seguimentos pós-terapêuticos.

219 SÍFILIS CONGÊNITA  Diagnóstico Laboratorial: Outros exames utilizados como complementares são: Radiografia de ossos longos: observam-se alterações características nas metáfises e/ou epífises ósseas. Líquor: deve ser feita punção lombar em todos os casos, pois a terapêutica dependerá da confirmação ou não de neurossífilis. São observadas alterações na contagem linfocitária, na dosagem de proteínas e os testes sorológicos podem ser reagentes.

220 SÍFILIS CONGÊNITA  TODA GESTANTE DEVERÁ TER UM VDRL REALIZADO À ADMISSÃO HOSPITALAR OU IMEDIATAMENTE APÓS O PARTO.  TODO RN CUJA MÃE TENHA SOROLOGIA POSITIVA PARA SÍFILIS, DEVERÁ TER REALIZADO VDRL DE SANGUE PERIFÉRICO.

221 SÍFILIS CONGÊNITA  Tratamento adequado da gestante: Sífilis adquirida recente: Penicilina G Benzatina UI/ IM para os casos de sífilis primária (cancro duro). Nas outras formas de sífilis recente, deve-se repetir a mesma dose 1 semana após a primeira (total de UI). Sífilis adquirida tardia: acrescentar mais uma dose na terceira semana, totalizando UI.  Tratamento inadequado: aplicação de qualquer terapia não penicilínica ou penicilínica incompleta ou instituição do tratamento dentro dos 30 dias anteriores ao parto.

222 SÍFILIS CONGÊNITA  Tratamento do recém-nascido (mãe inadequadamente/ não tratada): : Independentemente do resultado do VDRL do RN: realizar radiografia de ossos longos, punção lombar. Outros exames, se necessário.  Se alterações clínicas e/ou sorológicas e/ou radiológicas: Penicilina Cristalina U/Kg/dia IV, 2 vezes ao dia, por 7 a 10 dias ou Penicilina G Procaína, U/Kg/dia, IM, por 10 dias.

223 SÍFILIS CONGÊNITA  Tratamento do recém-nascido (mãe inadequadamente/ não tratada):  Se houver alteração liquórica: Penicilina G Cristalina, U/Kg/dia, IV, 2 vezes ao dia, por 14dias.  Se não houver alterações clínicas,radiológicas, liquóricas e a sorologia do RN for negativa: Penicilina Benzatina, U/kg, IM, em dose única. Acompanhamento ambulatorial, com VDRL com 1 e 3 meses é desejável.

224 SÍFILIS CONGÊNITA  Tratamento do recém-nascido (mãe adequadamente tratada): Realizar VDRL do RN (em sangue periférico): se reagente ou houver alterações clínicas, realizar punção lombar e radiografias de ossos longos.  Se alterações clínicas e/ou radiológicas ou VDRL do RN 4 vezes superior ao da mãe: Penicilina Cristalina U/Kg/dia IV, 2 vezes ao dia, por 7 a 10 dias ou Penicilina G Procaína, U/Kg/dia, IM, por 10 dias.

225 SÍFILIS CONGÊNITA  Tratamento do recém-nascido (mãe adequadamente tratada):  Se houver alteração liquórica: Penicilina G Cristalina, U/Kg/dia, IV, 2 vezes ao dia, por 14dias.  Se não houver alterações clínicas, radiológicas, liquóricas e a sorologia for negativa: na impossibilidade de acompanhamento do RN, tratar com Penicilina Benzatina, IM, U/Kg. SE TRATAMENTO FOR INTERROMPIDO POR MAIS DE 1 DIA, DEVERÁ SER REINICIADO, EM TODOS OS CASOS.

226 SÍFILIS CONGÊNITA  Definição de caso: nova definição de casos visa diminuir a subnotificação. São considerados casos de sífilis congênita: Toda criança cuja mãe teve sífilis não tratadaou inadequadamente tratada, independentemente da preença de alterações clínicas ou laboratoriais; Toda criança com teste reagínico positivo e evidência clínica e/ou radiológica e/ou liquórica e/ou teste reagínico com título maior ou igual a 4 vezes o título materno ou elevação progressiva de títulos reagínicos e/ou positividade para anticorpos contra T. pallidum.

227 SÍFILIS CONGÊNITA  Definição de caso: Toda criança com evidência laboratorial do T. pallidum em material biológico e examinado através de técnica de campo escuro, imunofluorescência ou outra coloração específica; Toda criança com teste reagínico positivo após o 6º mês de idade, exceto em situação de seguimento pós-terapêutico e de sífilis adquirida; Todo caso de morte fetal ocorrida após 20 semanas de gestação ou com peso fetal maior que 500 gramas com mãe portadora de sífilis não tratada ou inadequadamente tratada.

228 PARALISIA FLÁCIDA AGUDA  Aspectos Epidemiológicos: Doença erradicada desde 1994, após ações de Vacinação e Vigilância Epidemiológica instituídas em O desafio atual é manter altas coberturas vacinais e vigilância epidemiológica capazes de impedir a reintrodução do poliovírus selvagem no Brasil.

229 PARALISIA FLÁCIDA AGUDA  Agente etiológico: - poliovírus dos sorotipos I, II, III.  Reservatório: -o homem.  Modo de transmissão: -contacto direto pessoa a pessoa, através das vias fecal-oral e oral-oral.  Suscetibilidade e Imunidade: pessoas não imunizadas são suscetíveis. A infecção natural ou a vacinação conferem imunidade duradoura tipo- específica.

230 PARALISIA FLÁCIDA AGUDA  Aspectos clínicos: quadro clínico varia desde infecção inaparente (em 90% dos casos) até quadros de paralisia severa e letal.  As formas paralíticas possuem como características: instalação súbita  assimetria flacidez muscular sensibilidade preservada persistência de seqüela (paralisia residual) após 60 dias de início da doença

231 PARALISIA FLÁCIDA AGUDA  Complicação da forma paralítica: insuficiência respiratória.  Diagnóstico diferencial da forma paralítica: polirradiculoneurite (Síndrome de Guillain-Barré) outras enteroviroses, mielite transversa, meningites virais e meningoencefalite.  Tratamento: não há tratamento específico. Pacientes devem ser hospitalizados, para acompanhamento.

232 PARALISIA FLÁCIDA AGUDA  Diagnóstico laboratorial:  Exame específico: -isolamento do vírus nas amostras de fezes do caso e de seus contatos.  Exames inespecíficos: líquor: discreto aumento de celularidade. eletromiografia: pode ser útil para descartar PFA. anátomo-patológico: as alterações observadas nas células motoras do corno anterior podem ser sugestivas.

233 PARALISIA FLÁCIDA AGUDA  Coleta, conservação e transporte das fezes: colocar quantidade de fezes (equivalente a dois polegares de adulto) em recipiente limpo, seco e bem vedado. conservar o recipiente em freezer (-20º C) ou geladeira (de 4 a 8º C) até o momento do envio, em 3 dias, no máximo. transportar em caixa térmica, evitando que se molhe. Preencher o ‘ Formulário para Envio de Amostras de Fezes ao Laboratório”.

234 PARALISIA FLÁCIDA AGUDA  Vigilância Epidemiológica:  Critérios para inclusão de caso para investigação: todo caso de paralisia motora flácida, de início súbito em menores de 15 anos, independente da hipótese diagnóstica e em pessoas de qualquer idade, com hipótese diagnóstica de poliomielite.

235 PARALISIA FLÁCIDA AGUDA  Coleta de amostras de fezes de casos: Devem ser coletadas 2 amostras de fezes até 14 dias após o início da deficiência motora, com intervalo mínimo de 24 horas entre elas. Em casos conhecidos tardiamente deverão ser colhidas 2 amostras até 60 dias do início da deficiência motora. Swab retal é recomendado apenas nos casos que foram a óbito antes da coleta adequada de fezes.

236 PARALISIA FLÁCIDA AGUDA  Coleta de amostra de fezes dos contatos: Deverão ser colhidas amostras de contatos quando os casos não tiverem coleta adequada, os casos tiverem forte suspeita diagnóstica de poliomielite ou os casos pertencerem a área de alto risco (baixa cobertura vacinal e precárias condições sanitárias e de habitação).  Os contatos não são necessariamente intra-domiciliares e não devem ter recebido vacina oral anti-poliomielite nos últimos 30 dias.

237 PARALISIA FLÁCIDA AGUDA  Roteiro para Investigação de caso de PFA :  Deve ser investigado até 48 horas após o seu conhecimento, utilizando o seguinte roteiro: caracterizar clinicamente o caso colher duas amostras de fezes do caso, para confirmação do diagnóstico e identificação do poliovírus preencher ficha de investigação epidemiológica orientar medidas de controle revisitar o caso 60 dias após o início, avaliando sequelas

238 PARALISIA FLÁCIDA AGUDA  Revisita do caso: tem por objetivo avaliar a presença de sequelas que darão a classificação definitiva do caso. Devem ser observados: tônus, atrofia musculares, reflexos tendinosos motricidade, motilidade e sensibilidade  na poliomielite a sequela é geralmente assimétrica e proximal.

239 PARALISIA FLÁCIDA AGUDA  Indicadores de Qualidade da VE pós-certificação: no mínimo 80% das unidades de notificação negativa implantadas devem notificar semanalmente, a taxa de notificação de casos deve ser de, no mínimo, um caso por menores de 15 anos, pelo menos 80% dos casos notificados devem ser investigados dentro de 48 horas posteriores à notificação, pelo menos 80% dos casos devem ter 2 amostras de fezes coletadas nas 2 semanas seguintes ao início da deficiência motora.

240 PARALISIA FLÁCIDA AGUDA  Recomendações do Programa de Erradicação da Poliomielite pós-certificação:  atividades de imunização para atingir coberturas vacinais de no mínimo 80%: campanhas nacionais de vacinação vacinação de rotina  as operações limpeza deixarão de ser realizadas em todos os casos de PFA  intensificação da vacinação de rotina deverá ser feita sempre que ocorrer um caso em área de alto risco.

241 PARALISIA FLÁCIDA AGUDA  Período de Incubação: geralmente de 7 a 12 dias, podendo variar de 2 a 30 dias.  Período de Transmissibilidade: pode iniciar antes do surgimento das manifestações clínicas. Nos suscetíveis, há eliminação de vírus pelo orofaringe por cerca de 1 semana e pelas fezes por cerca de 6 semanas a partir da infecção. Nos reinfectados os períodos de transmissibilidade são mais reduzidos.

242 HEPATITES VIRAIS HEPATITE A  Etiologia – causada pelo vírus A (VHA).  Epidemiologia – endêmica em todo o mundo com maior prevalência em comunidades desprovidas de saneamento básico e baixo nível de educação sanitária. Quase extinta no 1º mundo. As epidemias são comuns em áreas de alta prevalência. Não há referência sazonal nítida. A incidência é maior em crianças e adolescentes menores de 14 anos. Os RN e crianças até 6 m são protegidos por Ac maternos. A letalidade e mortalidade são baixas.

243 HEPATITES VIRAIS HEPATITE A  Período de incubação: 15 a 45 dias (média 30 dias).  Período de transmissibilidade: De 15 dias antes dos sintomas até o final da 2ª semana do início dos sintomas.  Forma de transmissão: Fecal-oral: ingestão de alimentos e água contaminados e secundariamente de pessoa a pessoa.  Suscetibilidade: Geral  Imunidade: Para toda a vida ao VHA.

244 HEPATITES VIRAIS HEPATITE A  Diagnóstico: Clínico, Epidemiológico, Laboratorial. Clínico:  Período pré-ictérico: Na criança é certo e é mais prolongado no adulto. Caracteriza-se por febre, dor abdominal, náuseas, vômitos e diarréia.  Período ictérico: icterícia, colúria, hipocolia fecal, hepatomegalia, esplonomegalia. Em crianças, especialmente nos lactentes, os casos anictéricos são freqüentes (1 ictérico/10 anictéricos)

245 HEPATITES VIRAIS HEPATITE A Laboratorial TGO, TGP, e Bilirrubinas estão aumentadas Marcador viral – aponta a etiologia  Dado pelo:  Anticorpo: anti HVA – IGM (+) indica infecção recente. É detectado na fase aguda da doença e um pouco mais (até 90 dias). Pico nas primeiras semanas. O anti HAV IgG (+) indica infecção tardia (estudos mostram que 90% da população o tem positivo). O anti HAV IgM (-) ou IgG (-) sem infecção ou doença.

246 HEPATITES VIRAIS HEPATITE A  Evolução: Geralmente benigna: evolui para cura.  Diagnóstico diferencial: No período ictérico se faz com: Mononucleose; Febre Tifóide; Toxoplasmose e Citomegalovírus; Leptospirose; Hepatite por drogas; Trans-infecciosas (I.T.U.; Pneumonia); Icterícias hemolíticas.  Tratamento: Não existe tratamento específico. Medidas Gerais (Antitérmicos; hidratação). Repouso e dieta determinados pela adinamia ou apetite do paciente.

247 HEPATITES VIRAIS HEPATITE B  Etiologia: Vírus da hepatite B (VHB). É constituída por um envoltório externo que contém o Ag de superfície (Hbs Ag) e um interno – o core que contém os Ag do core (Hbc Ag e Hbe Ag).  Epidemiologia: É endêmica, podendo ser de alta, média e baixa endemicidade. É mais freqüente em adultos de 20 a 40 anos. A letalidade é 0,8 a 2% nos pacientes internados e a mortalidade é de 0,6/ habitantes no Brasil. 90% dos RN de mães com hepatite B se infectam no 3º trimestre de gestação ou no pós-parto até 2 meses após. Em 50% dos casos a infecção pode se cronificar.

248 HEPATITES VIRAIS HEPATITE B  Período de incubação: 40 a 180 dias (em média 60 a 90 dias).  Período de transmissibilidade: De 2 a 3 semanas antes dos sintomas e durante toda a fase aguda da doença e no estado de portador crônico, durante toda a vida.  Modos de transmissão Relações sexuais. Exposição parenteral às agulhas ou outros instrumentos contaminados e material cirúrgico, odontológico e de hemodiálise contaminados. Compartilhamento de seringas. Transmissão peri-natal. Promiscuidade em ambientes superlotados.

249 HEPATITES VIRAIS HEPATITE B  Susceptibilidade - Geral.  Imunidade - Na presença de anti-Hbs (permanente).  Diagnóstico - Clínico – semelhante a A - Epidemiológico - Laboratorial : Hbs Ag – aparece, ainda no período de incubação, de 1 a 3 meses após o contágio. Declina quase sempre no início das manifestações clínicas. Permanece por mais de 6 meses após a infecção - portador/crônicos).

250 HEPATITES VIRAIS HEPATITE B Hbe Ag – segue o Hbs Ag. Indica replicação viral. Anti Hbc IgM – aparece no final do período de incubação até 6 meses pós-infecção - indica infecção recente. É obrigatório para diagnóstico de caso agudo e só ele dá certeza de que o caso é agudo. Anti Hbc IgG – indica infecção tardia. Anti Hbe – indica evolução para a cura (o Hbe Ag já desapareceu). Anti Hbs - cura

251 HEPATITES VIRAIS HEPATITE B Na prática: Diagnóstico de caso agudo Controle (após 6 meses) Hbs Ag + Hbs Ag Anti Hbc IgM + Anti Hbs Se Hbs (-) cura Anti Hbs (+) Hbs Ag (+) portador Anti Hbs (-)

252 HEPATITES VIRAIS HEPATITE B Para a Hepatite crônica: Em geral: Anti Hbc IgG (+); Hbe Ag (+); Hbs Ag (+)  Evolução: 5 a 10% evoluem para estado de portador assintomático, hepatite crônica ou cirrose. Pode haver associação com carcinomahepato-celular.  Diagnóstico diferencial - como na A  Tratamento - como na A.

253 HEPATITES VIRAIS Vigilância Epidemiológica Propósito  Conhecer a magnitude e tendência das hepatites.  Conhecer sua distribuição por faixa etária e município (distrito, áreas no distrito).  Conhecer fatores de risco relacionados ao agravo.  Detectar oportunamente surtos.  Conhecer estratégias de controle.  Implementar ações de V.E.

254 HEPATITES VIRAIS Notificação  Deve ser notificado todo caso suspeito ou confirmado de hepatite viral.  Fluxo de notificação : Todo caso suspeito/confirmado deve ser notificado ao Distrito Sanitário pelo aerograma.  O Distrito Sanitário consolida a informação e encaminha ao Nível Central da SMSA que encaminha para - DMS - BH - SES - MS.  Em caso de hepatite B, após resultado laboratorial, o caso deve ser investigado e a ficha preenchida. O fluxo para retorno da ficha é o mesmo.

255 4.3 - Definição de caso  Suspeito sintomático  Clínica positiva.  Suspeito assintomático Assintomático, com transaminases elevadas em qualquer valor.  Agudo confirmado  Paciente com marcador positivo para hepatite viral aguda Definição de contato Hepatite A - Pessoas que compartilham domícilio / instituições e pessoas que se acidentaram com material contaminado.

256 HEPATITES VIRAIS DEFINIÇÃO DE CONTATOS Hepatite B  Parceiro sexual de paciente infectado.  Pessoa que compartilha seringas e agulhas contaminadas.  Filhos de mães Hbs Ag+.  Indivíduo que manipula ou foi acidentado com sangue contaminado.  Receptores de sangue contaminado.  Paciente submetido a procedimentos cirúrgicos ou odontológicos que tenha compartilhado instrumental contaminado.  Usuário de hemodiálise.  Pessoa que convive no mesmo domicílio do doente.

257 Hepatite A  Acompanhamento clínico e acompanhamento laboratorial com TGO e TGP.  O marcador deve ser feito apenas para diagnóstico etiológico no início da doença. Hepatite B  Acompanhamento clínico e laboratorial com TGO e TGP por 6 meses.  O marcador viral (Hbs Ag) só será repetido 6 meses após o início da doença e será realizado junto com o Anti Hbs. Se Hbs Ag+ - encaminhar ao CTR e se Hbs Ag- e Anti Hbs+ - o paciente está curado. HEPATITES VIRAIS

258 –Investigação Epidemiológica - Conduta frente ao caso Hepatite B  Preencher a ficha epidemiológica.  Orientar sobre as formas de transmissão da doença.  Identificar e Abordar os contatos :  Fazer o pedido de Hbs Ag e Anti Hbs.  Se Hbs Ag e Anti Hbs- - encaminha para vacinação.  Se Hbs Ag+ e Anti Hbs - é portador - encaminhar ao CTR.  Anti Hbs+ - paciente já imune.

259 HEPATITES VIRAIS Hepatite A  Isolamento por 10 a 15 dias após a icterícia.  Orientar sobre as formas de transmissão da doença.  Orientar medidas profiláticas :  Lavar as mãos ( do doente ou contato que manipule, no caso da criança).  Desinfetar o sanitário com hipoclorito de sódio toda vez que usado.  Separar talheres e objetos de uso pessoal.

260 HEPATITES VIRAIS CONDUTA FRENTE A UM SURTO Hepatite A  Notificar imediatamente ao Distrito à V.E, que entrará em contato com a V.S.  Identificar o caso índice e seus contatos e Isolar as crianças doentes.  Colher sangue de alguns indivíduos para verificação etiológica.  Verificar fonte comum (colher amostra de água na caixa d'água e saída da água, filtro, areia de creche).  Recomendações quanto a higiene pessoal/ambiental. Hepatite B - Raros são os surtos em MG.

261 HEPATITES VIRAIS Medidas de controle Hepatite A  Esclarecimento das formas de transmissão e educação sanitária (higiene pessoal, limpeza de caixa d'água de 6 em 6 meses), sendo que a melhor medida é o saneamento básico e abastecimento de água potável.  Em locais onde não existem destino adequado para os dejetos e água potável: Além das medidas de higiene pessoal orientar :  Acondicionar água em depósitos limpos e tampados.  Utilizar produtos a base de cloro (1/5) ou fervura da água.  Destino adequado dos dejetos (fossa).  Valorizar o saneamento básico e abastecimento de água.

262 HEPATITES VIRAIS HEPATITE A Outras medidas : Pré-exposição : Vacina e/ou IG específica para o VHA. Estrangeiros que viajam para regiões de alta endemicidade : Para pessoas de 2 anos ou mais – é preferível a vacina, se a viagem se der em 1 mês de intervalo após a vacinação. Se a mesma tiver de ser feita em tempo muito curto, e a pessoa for permanecer no local por menos de 3 meses, aplicar a vacina. Se permanecer por 3 a 5 meses aplicar vacina e imunoglobulina específica para o vírus A. Se acima de 5 meses vacina mais IG em doses mais elevadas. Se o viajante tiver menos que 2 anos se aplica a imunoglobulina com doses variáveis dependendo do tempo de permanência.

263 HEPATITES VIRAIS Vacina Anti-Hepatite A Só deve ser aplicada em maiores de 2 anos. Doses- 2 doses para adultos e crianças – 1 dose inicial e outra 6 a 12 m. Eficácia – 88 a 90% após a primeira dose e 100% após a segunda dose. Em imunocomprometidos – A soroconversão em adultos HIV+, está diminuida. Em crianças não está bem estabelecida. Duração da Imunidade – Ainda pouco estabelecida, dado que a vacina é muito nova. Estudos sugerem proteção de 20 anos. Efeitos adversos – dor e enduração na região de aplicação. Contra-indicações – Não deve ser administrada em pessoas sensíveis ao alúmen e ao fenoxetanol.

264 HEPATITES VIRAIS Indicações da vacina Anti-Hepatite A - Em comunidades definidas e circunscritas com altas taxas endêmicas para o VHA e ou surtos periódicos : ~ Crianças até 10 anos, sendo que as mais jovem são mais suceptíveis e devem ser prioritariamente vacinadas; > 10 anos – já infectadas. ~ Para controle de surtos comunitários generalizados, poucas informações existem para recomendar o uso rotineiro da vacina. A IG também não é recomendada, pois sua proteção tem duração limitada e já existem casos em período de incubação ( em diversos tempos ) e não há como limitar o surto. Entretanto se usa em algumas situações. -Pacientes com doença crônica do fígado.

265 HEPATITES VIRAIS Indicações da vacina Anti-Hepatite A -Homens homo e bissexual. -Usuários de drogas ilícitas injetáveis. -Trabalhadores em locais de risco de exposição ( laboratórios ). -Outras Indicações Potenciais: -Creches < 2 anos em geral ~ não tem indicação e para o staff, somente quando há surtos recorrentes -Instituições de custódia / Hospitais - Sem indicação ou quando houver infecções ocorrendo com frequência. -Cozinhas – Higiene pessoal –Não se indica. Razões econômicas, médicas e públicas podem a indicação.

266 HEPATITES VIRAIS HEPATITE A Outras medidas: Pós-exposição: -Contatos sexuais e domiciliares ~ Até 2 semanas após exposição, indica-se a IG específica para o VHA. ~ Após 2 semanas não está indicada. -RN de mães infectadas pelo HAV: ~ É rara a transmissão perinatal ou doença severa em RN sadios..Alguns recomendam dar IG ( 0,02 ml/Kg ) para o RN se os sintomas da mãe iniciaram entre 2 semanas antes e 1 semana após o parto, mas a eficácia não está bem estabelecida.

267 HEPATITES VIRAIS HEPATITE A - Medidas pós-exposição: -Creches: Funcionários,crianças e seus contatos domiciliares : -Quando 1 caso é identificado num funcionário ou criança de mais de 2 anos de idade, que tem controle de esfincter : IG é recomendada para funcionários que tiveram contato com o caso índice e para criança da mesma sala do caso índice. -Quando o caso é identificado num funcionário, numa criança ou em contactos de 2 crianças da creche sem controle de esfincter: IG é recomendada em todos os funcionários e crianças da creche. Durante 6 semanas após o último caso, novos funcionários e crianças devem receber IG. Se o surto é reconhecido por 3 semanas a partir do início do 1º caso índice, provavelmente a doença se disseminou amplamente e a IG pode não ter eficácia.

268 HEPATITES VIRAIS HEPATITE A Medidas pós-exposição: Surtos transmitidos por Alimentos e Água : -Geralmente o reconhecimento do surto é tardio para que a IG seja efetiva. Se administrada até 2 semanas após a exposição a água ou alimento contaminados, pode ser efetiva. Acidentes com material biológico sabidamente contaminado pelo VHA : - IG específica está indicada. Estudos indicam que a vacina pode ser eficaz, dada a soroconversão antes do usual 1 mês do período de incubação da Hepatite A.

269 HEPATITES VIRAIS HEPATITE A Medidas pós-exposição: Escolas: IG não está indicada, pelo menor risco de infecção, a não ser que a transmissão dentro da escola for absolutamente reconhecida Instituições de custódia : Para funcionários e internos em contacto pessoal íntimo com o paciente, está indicada a IG se ocorrer um surto. Hospitais :Não está indicada em funcionários de hospitais, a menos que esteja ocorrendo um surto.

270 HEPATITES VIRAIS Medidas de controle - Hepatite B  Vacinação para as categorias de risco e para < de 1 ano.  Triagem cuidadosa dos doadores de sangue (história clínica e epidemiológica e marcadores virais) e controle dos hemocentros.  Orientar sobre o compartilhamento de seringas e encaminhar sempre os usuários de drogas para serviços especializados.  Instrumental médico e odontológico esterilizados, uso de seringas descartáveis.  Medidas de biossegurança recomendadas (coleta de sangue, cuidados aomanipular o paciente, procedimentos cirúrgicos e odontológicos).

271 HEPATITES VIRAIS Medidas de controle - Hepatite B  Vacinação - para os filhos de mães Hbs Ag+ devem receber a primeira dose de preferência até 48 horas depois do nascimento; segunda dose - aos 30 dias e terceira dose - 2 meses de idade e reforço aos 12 meses de idade – ou primeira dose ao nascimento, Segunda dose aos 30 dias e a terceira aos 6 meses de idade. Aplicar também imunoglobulina específica nas primeiras 12 horas.  Imuunoglobulina específica e vacina - para acidente com material perfuro-cortante sabidamente contaminado - para os não vacinados. Existem também medidas para os já vacinados – testagem e IG específica e reforço para os vacinados que não fizeram viragem de anticorpos.

272 HEPATITES VIRAIS Medidas de controle Hepatite B Para os portadores/ doentes/ contatos:  Acompanhamento médico e vacinação para os contatos. O M.S recomenda IG específica para os contactos sexuais, mas esta norma não está bem estabelecida.  Aos doentes e portadores recomenda-se usar preservativos nas relações sexuais e acompanhamento médico.

273 HEPATITES VIRAIS Categorias de risco prioritárias para vacinação de Hepatite B : 1 - Grupos com maior probalidade de risco de adquirir infecção do vírus Hepatite do tipo B:  Hemofílicos.  Politransfundidos.  Usuários de máquinas de hemodiálise.  Filhos de mães infectadas (HbsAG).  Parceiros sexuais de portadores.  Contatantes domiciliares de pacientes portadores.  Prostitutas, homossexuais masculinos.

274 HEPATITES VIRAIS Categorias de risco prioritárias para vacinação de Hepatite B : 2 - Profissionais da área de saúde :  Enfermeiros e auxiliares de enfermagem.  Técnicos de enfermagem.  Médicos.  Padioleiros.  Auxiliares de higiene.  Odontólogos e auxiliares de odontologia.  Pessoas dos serviços de Lavanderias Hospitalares. Trabalhadores em Laboratório. Outros.

275 HEPATITES VIRAIS A VACINA ANTI-HEPATITE B  Muito cara.  Disponível para contatos de doentes ou portadores e grupos de risco.  Rotina na população infantil na Amazônia, Espírito Santo e uma parte de Santa Catarina.  Para 1999 poderá ser indicada para toda a população menor de 5 anos.

276 HEPATITES VIRAIS A VACINA ANTI-HEPATITE B Esquema Para contatos e categorias de risco:  1ª dose  2ª dose - 1 mês após a 1ª dose.  3ª dose - 6 meses após a 2ª dose. Para menores de 1 ano : Primeira dose : 1 mês Segunda dose : 2 meses. Terceira dose : 9 meses de vida.

277 HEPATITES VIRAIS A VACINA ANTI-HEPATITE B Efeitos colaterais  Reações locais de pequena intensidade. Eficácia  95% após esquema completo.

278 HEPATITES VIRAIS HEPATITE C 1 – AGENTE ETIOLÓGICO – Vírus da hepatite C. 2 – MODO DE TRANSMISSÃO – é o grande responsável pelas infecções transfusionais (90 a 95 % ), em usuários de drogas endovenosas e de hemodiálise. Há outras formas de transmissão, esporádicas, que inclui a sexual e a transmissão mãe-filho. Não está definido o comunicante intra-domiciliar (promiscuidade por superlotação). 3 – PERÏODO DE INCUBAÇÃO – entre 2 semanas e 5 meses ( em média 5 a 10 semanas ).

279 HEPATITES VIRAIS HEPATITE C 4 – PERÏODO DE TRANSMISSIBILIDADE – desde 1 semana antes do início dos sintomas de doença aguda. O período de portador crônico é indefinido. 5 – SUSCETIBILIDADE E IMUNIDADE – geral. O organismo não consegue produzir anticorpos protetores e eficazes para evitar infecção. 6 – EPIDEMIOLOGIA – predomina em adultos jovens. A letalidade nos Estados Unidos em estudos limitados é de 1,3%. Não está estabelecida a sua contribuição nas taxas de mortalidade.

280 HEPATITES VIRAIS HEPATITE C 7- ASPECTOS CLÏNICOS – Formas oligossomáticas até sintomáticas, com possível evolução para infecção persistente em até 90% dos casos, dos quais 60% evoluem para hepatite crônica em 10 a 20 anos e 40% para doença hepática, lentamente. 8 – DIAGNÓSTICO LABORATORIAL TGO e TGP – padrão ondulante. O marcador viral é o ANTI – HCV – surge em média 5 a 6 semanas após o início dos sintomas em 80% dos pacientes.

281 HEPATITES VIRAIS Hepatite C - Marcador Viral Recomendamos a realização deste marcador em : 1)Casos de Hepatite Crônica sem diagnóstico etiológico - 70% das hepatites crônicas são secundárias ao HCV. 2)Casos de cirrose sem etiologia esclarecida - 20% dos pacientes com Hepatite C crônica caminham para cirrose e 7% dos pacientes com Hepatite C crônica e cirrose geralmente evoluem para hepatocarcinoma.

282 HEPATITES VIRAIS Hepatite C - Marcador Viral 3)Casos de Hepatite sem etiologia definida em usuários de drogas - (Cocaina Intra-Venosa e Intra-Nasal). 4)Casos agudos suspeitos de Hepatite Viral com marcadores negativos para Hepatite A ou Hepatite B - 20% das hepatites agudas são secundárias ao HCV, apresentando curso clínico geralmente leve e alterações nas transaminases menos evidentes que nas hepatites A e B.

283 HEPATITES VIRAIS VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA E MEDIDAS DE CONTROLE Conduta frente ao caso e surto – encaminhamento para acompanhamento e orientações de medidas preventivas para os casos, portadores e contatos. Os surtos não são frequentes. As medidas de controle são recomendações em relação as medidas preventivas para os trabalhadores da saúde, para os portadores, casos e contatos destes. Não há vacinação disponível.

284 TÉTANO ACIDENTAL  ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS Doença infecciosa aguda não contagiosa.  AGENTE ETIOLÓGICO Bacilo gram-positivo, anaeróbico, esporulado: Clostridium tetani  RESERVATÓRIO O bacilo se encontra no trato intestinal dos homens e animais, solos agriculturados, pele e/ou qualquer instrumento pérfuro- cortante contendo poeira e/ou terra.

285 TÉTANO ACIDENTAL  MODO DE TRANSMISSÃO Introdução dos esporos em uma solução de continuidade geralmente contaminada com terra, poeira, fezes de animais ou humanas. Pequena proporção de casos não refere ferimento anterior.  PERÍODO DE INCUBAÇÃO Geralmente em torno de 10 dias. Pode variar de 2 a 21 dias.  PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE Não é uma doença transmitida diretamente de um indivíduo a outro.

286 TÉTANO ACIDENTAL  SUSCETIBILIDADE E IMUNIDADE A suscetibilidade é geral - todas as idades e ambos os sexos. A doença não confere imunidade. Esta é conferida pela vacina (TT) aplicada em esquema adequado. O soro antitetânico confere imunidade por 14 dias, a imunoglobulina (IGAT) por 2 a 4 semanas e os anticorpos maternos em torno de 5 meses, se a mãe foi vacinada nos últimos 5 anos. A sua letalidade pode variar de 50 a 70%, dependendo da duração do período de incubação, da faixa etária(mais grave nos extremos) e da qualidade da assistência e do tratamento.

287 TÉTANO ACIDENTAL  DIAGNÓSTICO É eminentemente clínico-epidemiológico e não depende de confirmação laboratorial  Diagnóstico diferencial: - Trismo: processos inflamatórios locais (infecções dentárias, amigdalite), artrite temporomandibular, etc. - Tetania por outras causas: hipocalcemia, magnesemia, intoxicações exógenas, histeria, meningoencefalite, raiva.

288 TÉTANO ACIDENTAL  PROFILAXIA FRENTE A UM CASO SUSPEITO: São focos em potencial: qualquer ferimento contaminado por poeira, terra, fezes de animais ou humanos; fraturas expostas, com tecidos dilacerados e corpos estranhos; queimaduras; mordeduras de animais peçonhentos, abortos infectados.  VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA  Definição de caso: todo paciente que apresenta trismo e/ou contraturas musculares localizadas ou generalizadas, que não se justifiquem por outras etiologias, particularmente na ausência de história vacinal adequada. A ausência de ferimentos não afasta a suspeita.

289 TÉTANO ACIDENTAL  Investigação epidemiológica: todo caso ou óbito conhecido deve ser investigado.  MEDIDAS DE CONTROLE  Vacinação: deve-se manter níveis adequados de cobertura vacinal da população e, especificamente, crianças e adultos da 3ª idade e trabalhadores de risco (agricultores e operários da construção civil). - Pessoa adequadamente vacinada - pessoa que tomou 3 doses de toxóide tetânico, tendo sido a última dose há menos de 10 anos. - O paciente no momento da alta deve ser vacinado

290 TÉTANO NEONATAL  ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS Ainda importante problema de saúde pública. Em muitos países ele é responsável pela metade de todas as mortes neonatais e por 25% da mortalidade infantil.  SUSCETIBILIDADE E IMUNIDADE A suscetibilidade é geral, afetando recém-nascidos de 3 a 28 dias de ambos os sexos. A imunidade é conferida pela vacinaçãp adequada da mãe com 3 doses da vacina (TT). O soro antitetânico confere imunidade por 10 dias, a imunoglobulina (IGHAT) por 2 a 4 semanas e os anticorpos maternos em torno de 5 meses, se a mãe foi vacinada nos últimos 5 anos com pelo menos 3 doses.

291 TÉTANO NEONATAL  VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA  Definição de caso - Suspeito: todo RN que nasceu bem (sugou normalmente) em domicílio sem condições higiênicas, com parto realizado por parteira e/ou outros, e após o 3° dia de vida não conseguiu mais mamar (trismo), com irritação, choro, crises de contratura; RN de parto hospitalar com com alta precoce e sem orientação de como cuidar do coto umbilical; RN com quadro semelhante ao descrito acima, de mães não imunizadas adequadamente com toxóide tetânico. - Confirmado: todo RN que mamou e chorou normalmente nos primeiros 2 dias de vida e apresenta: início da doença entre o 3° e o 28° dia de vida com clínica compatível.

292 TÉTANO NEONATAL  MEDIDAS DE CONTROLE - Vacinação: a meta é vacinar 100% das mulheres em idade fértil, gestantes e não gestantes. Esquema básico: - dT ou TT : a partir de 7 anos de idade a pessoas que não receberam nenhuma dose ou que não completaram esquema básico com DPT ou DT ou com estado vacinal não conhecido, ou como reforço da vacinação efetuada com DPT ou DT. Aplicar 3 doses com intervalo de 2 meses (mínimo de um mês) entre 1 a 2, e de 6 meses entre a 2 e a 3 doses. Reforços de 10 em 10 anos.

293 TÉTANO NEONATAL - Gestante vacinada: na gestante que já recebeu 1 ou 2 doses deverão ser aplicadas mais 1 ou 2 doses da vacina (DT ou TT). Aplicar reforços de 10 em 10 anos. Antecipar a dose de reforço se ocorrer nova gravidez em 5 anos, ou mais, depois da aplicação da última dose


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