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A Devolução de crianças e adolescentes adotivos sob a ótica psicanalítica: reedição de histórias de abandono Maria Luiza de Assis Moura Ghirardi XV ENAPA.

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1 A Devolução de crianças e adolescentes adotivos sob a ótica psicanalítica: reedição de histórias de abandono Maria Luiza de Assis Moura Ghirardi XV ENAPA Campo Grande 2010

2 Por quê um estudo sobre a Devolução? Psicanálise: pesquisa a partir da observação do que não dá certo e traz sofrimento, com o objetivo de viabilizar a superação das dificuldades Propiciar uma maior compreensão das motivações para a adoção, considerando o projeto subjetivo que os adotantes têm para aquela criança. Favorecer adoções que propiciem o fortalecimento da subjetividade da criança. Evitar uma possível devolução da criança.

3 Origens da Pesquisa Experiência clínica e institucional com as questões da adoção de crianças e adolescentes. O Grupo Acesso – Estudos, Intervenção e Pesquisa em Adoção da Clínica Psicológica do Instituto Sedes Sapientiae de São Paulo.

4 Grupo Acesso Se ocupa do atendimento clínico a pais, crianças e adolescentes adotivos e/ou abrigados Outras intervenções realizadas em âmbitos diversos como: assessorias institucionais formação de educadores de abrigos parcerias com varas da infância e juventude

5 Origens da Pesquisa Presença de casos de devolução da criança e do adolescente adotivo em atendimento clínico no Grupo Acesso. A criança e/ou adolescente já tinham sido re- abrigados e não era possível compreender os possíveis fatores envolvidos em sua devolução.

6 Percepções A adoção como forma de filiação propiciada pela cultura, sem intermediação da via biológica, traz mobilizações psíquicas específicas para todos os envolvidos: *família biológica que entrega a criança *pais adotivos e suas motivações *criança que porta uma história de quebra em seus vínculos originais.

7 Percepções O sofrimento experimentado pelos adotantes é conseqüência de expectativas extremadas depositadas na adoção e na criança, e, como decorrência, quando sentem dificuldades, experimentam sentimentos ligados ao fracasso.

8 Devolução Ocorre quando os conflitos vividos na relação com a criança atingem uma tal intensidade que os pais não vêm outra saída senão a sua devolução. Intenso sofrimento psíquico tanto para os pais como para a criança.

9 Devolução Experiência com a adoção que está ligada ao mal-estar e ao insucesso, tanto da adoção como da habilitação dos candidatos. Cenário em que ela ocorre é permeado por intensidades variáveis de sofrimento psíquico: *para os adotantes *para a criança e *para os profissionais envolvidos.

10 O Cenário dos paradoxos A justiça não reconhece o conceito de devolução – adoção: ato irrevogável. No entanto, as devoluções ocorrem e são tramitadas para evitar a permanência da criança no núcleo familiar que a rejeita, transformando-a em vítima de maus-tratos e abusos.

11 Paradoxos A irrevogabilidade não é suficiente para conter os rompimentos do vínculo afetivo entre adotantes e adotados. As devoluções ocorrem sem que se saiba sobre sua freqüência e incidência - não há estatísticas confiáveis a respeito.

12 Paradoxos Embora não reconheça o conceito de devolução, a legislação considera a restituição da criança durante o Estágio de Convivência ao entender que podem ocorrer impossibilidades no estabelecimento do laço afetivo entre adotantes e a criança.

13 Paradoxos O reconhecimento da devolução como sendo uma reedição da experiência de abandono suscita, em todos os envolvidos, as angústias relacionadas ao desamparo primordial que é característico da subjetividade humana. Reconhecimento x Apagamento de sua relevância.

14 Objetivos da Pesquisa Estudar os aspectos subjetivos dos adotantes envolvidos com a devolução e compreender suas motivações. Auxiliar profissionais técnicos do judiciário a detectar fatores que colocam riscos para a adoção, favorecer adoções conscientes e respaldar práticas diante das situações de devolução.

15 Para efeito desta pesquisa Foram consideradas experiências ligadas à devolução aquelas vividas pelos adotantes que, em qualquer uma das situações – adoção, estágio de convivência ou guarda – colocam em risco a permanência da criança junto à família.

16 Hipóteses A vivência em torno da devolução tem um estatuto psíquico que ultrapassa o ato da devolução e nem sempre recai sobre a realidade factual. O ato da devolução é a ponta do iceberg.

17 Hipóteses A devolução é experimentada inicialmente como uma fantasia intrínseca à vivência adotiva que dela faz parte, uma vez que o filho adotivo, diferentemente do filho biológico, pertenceu antes a outros. A fantasia de devolução acompanha pais e filhos, e poderá surgir com maior ou menor intensidade, em momentos de conflitos com a criança.

18 Hipóteses Na experiência psíquica ligada à devolução, os pais experimentam dificuldades para sentir a criança como filho próprio. Fica reservado a ela um Lugar imaginário de exterioridade: ela não me pertence, pertence a outros...

19 Resultados O Estágio de Convivência é um momento de vulnerabilidade por ser o início da relação pais/filhos adotivos. Necessidade de uma atenção especial. O surgimento das características da criança indicadoras de sua singularidade desperta nos adotantes fantasias e angústias ligadas ao desconhecimento da origem biológica.

20 Resultados Conflitos experimentados com a origem biológica (da criança), despertam ou ampliam as fantasias de ter se apropriado indevidamente da criança, as fantasias de roubo.

21 Resultados fantasia de roubo: freqüentemente encontrada na experiência adotiva, a auto-acusação de roubo, é uma fantasia complementar à fantasia da devolução da criança. Quando a fantasia de roubo da criança é intensificada, pode culminar na necessidade dos pais de devolvê-la, uma vez que essas fantasias contém a idéia da devolução, e são a sua contraparte.

22 Resultados Dificuldades em se identificar com a criança e de reconhecê-la como filho próprio. A criança passa a ser sentida como estranha e suas características (físicas, emocionais e comportamentais) passam a não serem compreendidas dentro de um universo familiar.

23 Resultados Quando isso ocorre, a criança pode ser sentida pelos adotantes como representante daqueles aspectos psíquicos que são experimentados como ameaçadores, e sua presença na família passa a ser sentida como perigosa.

24 Infertilidade Quando há a presença de infertilidade, é necessário os adotantes empreenderem o trabalho psíquico ligado ao luto pela impossibilidade da maternidade/paternidade biológica. Luto = aceitação da impossibilidade de procriar um filho próprio, e da impossibilidade de encontrar o filho idealizado, imaginado.

25 Infertilidade A infertilidade não enlutada: Amplia os conflitos diante da origem da criança, (família procriadora) remetendo os adotantes às vivências com suas próprias origens e também ao que motivou aquela adoção. Desperta sentimentos ambíguos: a criança é sentida como aquela que traz a satisfação do desejo de paternidade e, ao mesmo tempo, aquela que os faz lembrar da frustração. A criança pode ficar colocada no lugar daquele filho não obtido, apagando-se sua singularidade.

26 Altruísmo Sentimentos ligados ao altruísmo e à crença na própria bondade dificultam o estabelecimento dos limites necessários para conter os comportamentos indesejáveis da criança, intensificando os conflitos com ela. Sem saber como exercer uma lei que seja efetiva, e na impossibilidade de superar os intensos conflitos, a devolução da criança é visualizada como a única saída possível.

27 Altruísmo A exigência sobre a criança de retribuição da bondade gera aumento de expectativas em relação ao comportamento aumento de conflitos sentimento de fracasso

28 Resultados – Aspectos Importantes Estágio de convivência Origens biológicas – (pre)conceitos Fantasias de roubo da criança Fantasias de devolver a criança Sentimento de estranheza Sentimentos de Altruísmo Infertilidade não enlutada

29 Devolução: Algumas Conseqüências Para os pais: Sofrimento psíquico ligado à culpa e angústia pelos danos que se entende imprimir na criança devido à rejeição. Sentimentos de fracasso por não conseguir sustentar o desejo que motivou a adoção: exercer a paternidade e a maternidade.

30 Algumas Conseqüências

31 Para concluir... Embora não seja possível adquirirmos garantias de que uma adoção será fecunda e criativa, a compreensão da dinâmica subjetiva dos adotantes poderá favorecer o surgimento de aspectos da subjetividade que podem colocar riscos para uma adoção.

32 Para concluir... E também suscitar nos profissionais que se deparam com a devolução, as reflexões necessárias para tentar ultrapassar os conflitos e reverter o ato da devolução.

33 Para concluir... Um acompanhamento cuidadoso dos candidatos durante os procedimentos de habilitação deve incluir a compreensão sobre o LUGAR que a criança ocupará no imaginário daqueles que desejam acolhê-la como filho.

34 Maria Luiza de Assis Moura Ghirardi


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