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Não violência no Discurso: alunos trabalhando para entender identidades na Licenciatura em Letras. Professora Me. Sabine Mendes Lima Moura Licencianda.

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Apresentação em tema: "Não violência no Discurso: alunos trabalhando para entender identidades na Licenciatura em Letras. Professora Me. Sabine Mendes Lima Moura Licencianda."— Transcrição da apresentação:

1 Não violência no Discurso: alunos trabalhando para entender identidades na Licenciatura em Letras. Professora Me. Sabine Mendes Lima Moura Licencianda Alexandra Periard Rodrigues Julho 2011 CMEH

2 Histórico de Pesquisa Moura (2004, 2007, 2008) CMEH – Centro Mundial de Estudos Humanistas Linhas de pesquisa na UVA/RJ: -Práticas pedagógicas no ensino de língua inglesa: formação do professor, prática exploratória e construção identitária. -Linguística Aplicada à Análise do Discurso: construção identitária na produção textual. PIC-UVA. - Compreender como crenças pessoais podem influenciar a maneira a partir da qual futuros professores da área se referem à prática de sala de aula e discutir o papel da instituição de ensino superior ao lidar com tais crenças. CMEH

3 Objetivos do projeto Compreender como os alunos da Licenciatura em Letras significam o conceito de não violência, a partir de suas experiências em sala de aula. Ampliar o trabalho a partir do intercâmbio entre licenciandos, professores e coordenadores. Gerar oportunidades de autoconhecimento (Ammann,2002; Santo, 2007). CMEH

4 Prática Exploratória (Miller et al, 2008:147) Priorizar a qualidade de vida Trabalhar para entender a vida na sala de aula ou em outros contextos profissionais. Envolver todos neste trabalho. Trabalhar para o desenvolvimento mútuo. Integrar este trabalho com as práticas de sala de aula ou com outras práticas profissionais. Fazer com que o trabalho para o entendimento e a integração sejam contínuos. CMEH

5 Conceitos de violência Novo Humanismo (Cobos, 1993, 1997, 2004) Tipos de violência: Física Econômica Racial Religiosa Psicológica Moral Interna (Bercu, 2008) CMEH

6 Física (externa máxima) Interna ECONÔMICA R ELIGIOSA M ORAL R ACIAL Sociedades de discurso Políticas de fechamento (Foucault, 2003) Visão vygotskyana de consciência (2006) Psicologia da Imagem Mundo interno (Ergas, 2004; Cobos, 2006). P SICOLÓGICA

7 APPEs Atividades Pedagógicas com Potencial Exploratório. Entendimento de um puzzle. Puzzle: Como os alunos de Letras na UVA/RJ entendem o conceito de não violência? APPE1 - Escreva uma história/relato contando uma experiência em sala de aula em que você considera que o professor foi não-violento e, ao final do relato, justifique sua escolha (primeiro período). Escreva uma história/relato contando uma experiência em sala de aula na licenciatura em que você considera que o professor foi não-violento e, ao final do relato, justifique sua escolha (quinto e sexto períodos). APPE 2: a) Que formas de violência você observa, hoje, na sociedade? b) Que formas de violência você já sofreu? c) Que formas de violência você já exerceu e/ou exerce? (Cobos, 1969). CMEH

8 O estudo da narrativa Em Lingüística Aplicada: Gimenez, Arruda e Luvuzari (2004); Von Burstel (2005); Dutra e Melo (2004); Dantas (2000); Fabrício (2002); Bastos (2005); Fabrício e Bastos (2009). A narrativa como princípio organizador através do qual as pessoas organizam a sua experiência, conhecimento e transações com o mundo social (Bruner, 1990 apud Oliveira 1998: 5 ). Bastos (2005) - estória, estória de vida, narrativa, relato. Narrativas remetem a uma seqüência de eventos (passados ou possíveis) sem ignorar que esses elementos admitem interrupções, saídas e retomadas. As estórias são, muitas vezes, incompletas e difusas. (ibid: 74) Definição laboviana de narrativa como ferramenta analítica sugestiva e poderosa (Mishler, 1986:236) Apesar de excluir da narrativa nuclear quaisquer elementos não relacionados no tempo, Labov não os exclui da estória completa, reconhecendo suas funções. Em Bastos (2005:75-76) tais elementos são sistematizados da seguinte maneira: Resumo, orientação, ação complicadora, avaliação, resolução e coda. CMEH

9 Avaliação Alguns precedentes: Fiorindo (2005), Kroch (1996) e White (2004) Antonio (2004:90) indica que a avaliação: é a parte da narrativa que revela a atitude do narrador em relação à narrativa. É o elemento que contém informação sobre a carga dramática ou o clima emocional da narrativa que é usado para indicar seu ponto (Bastos, 2005:74). Miguel Oliveira (1994: 4), o autor resgata que como observa Labov (1972: 369), os mecanismos avaliativos são geralmente distribuídos ao longo de toda a narrativa, formando o que ele chama uma estrutura secundária. Qualquer elemento que procure enfatizar o fato de que os acontecimentos da narrativa são reportáveis deve ser considerado uma estratégia avaliativa. CMEH

10 Avaliação a) externa - o narrador para a narrativa, volta-se para o ouvinte e diz-lhe qual é o seu ponto de vista sobre o fato narrado. Há necessariamente aqui a suspensão da ação; b) encaixada - não interrompe abertamente o fluxo das orações narrativas, preservando assim sua continuidade dramática. Corresponde ao uso do discurso direto na narrativa. c) ação avaliativa - seria um passo a mais na dramatização da avaliação de uma narrativa. O narrador descreve o que as pessoas fizeram em vez do que elas disseram; d) elementos avaliativos - podem ocorrer em quaisquer pontos da narrativa. São eles: intensificadores; comparadores; correlativos e explicativas.(ibid: 4) CMEH

11 Estudos Identitários Identidades em Ciências Sociais (Bruner, 1995; Schiffrin, 1996; Telles, 1998; Moita Lopes, 2001; 2003; Bastos e Fabrício, 2009). David Snow (2001:1-3) - Identidades: pessoal - os atributos e significados atribuídos a si mesmo pelo ator. social - atribuídas ou imputadas a outros em uma tentativa de situá-los no espaço social e coletiva: senso de nós compartilhado que está animando e mobilizando cognitivamente, emocionalmente e às vezes até moralmente. / agentividade coletiva / outras identidades sociais ficam subjugadas em relevância e saliência. CMEH

12 Narrativa 1 – Primeiro período CMEH O que relatarei ocorrera no Segundo Ano do Ensino Médio numa aula de Química Orgânica. Voltando de uma aula um tanto turbulenta em que eu havia me desintendido com a professora de Língua Portuguesa e estava com os nervos à flor da pele, me via diante de uma das aulas que menos achava atraente: Química Orgânica. Como eu era obrigado a assisti-la não me restava opção Já na aula eu percebi que haviuecido o livro, mas eu havia levado-o à aula. Só não lembrava aonde havia deixado-o. Porém era uma exigência do professor que só assistia a aula quem estivesse com o livro. Aguardei até que ele tocasse no assunto. Feito isso, todos que esqueceram o livro tinham que deixar a aula. Reclamando, estava já de saída quando ele perguntara o porquê de eu estar saindo se eu sempre trazia-o. Expliquei-o o ocorrido e como a regra era clara, estava me adiantando. Ele para a minha surpresa, dissera para eu continuar na aula pois levei o livro e ele de fato acreditou que eu havia esquecido o livro em algum lugar da escola. Uns vinte minutos depois batem na porta para entregar o livro que eu havia deixado na cantina. Este de fato me tocou pois a atitude do professor perante tal questão sempre fora agressiva defensiva e no entanto ele agiu de maneira totalmente diferente acreditando em mim. Me deu um voto de confiança em relação a algo que normalmente sempre era fajuto. ORIENTAÇÃO NARRATIVA NUCLEAR RESOLUÇÃO AVALIAÇÃO EXTERNA AÇÃO AVALIATIVA ELEMENTOS AVALIATIVOS

13 Narrativa 1 – Primeiro período CMEH Conceito de não violência diretamente relacionado à construção identitária. Organização de mundo feita pelo aluno em que: -sua identidade pessoal é resignificada a partir do voto de confiança – a partir da identidade social a ele atribuída pelo professor. -Perder a identidade coletiva – o esqueceram demonstra ser um falso coletivo (ele não esqueceu) – resignificou sua participação na turma. -Não violência é reconhecer a história do indivíduo como estando acima da regra para o coletivo.

14 Narrativa 2 – Quinto período Ocorreu uma situação, no primeiro período, em que um querido professor decidiu aplicar a P2 em dupla. Não pude fazer essa prova e tive de ir para a 2ª chamada, a qual obviamente seria individual! Contudo, um certo aluno se revoltou – achando que a 2ª chamada também seria em dupla – e começou a discutir com o Prof. O aluno alterou seu tom de voz e ofendeu o Prof. Enquanto este se manteve calmo e educado, aquele foi estupidamente grosso. A revolta do aluno – ridículo – foi tão grande que ele enviou um p/ o coordenador falando muito mal do Prof. Para completar o show desnecessário, o aluno assinou o tal em nome da turma. Ora, eu fazia – e faço – parte da turma e não concordava – e continuo não concordando – com tudo aquilo! Escolhi este relato porque gostei bastante da postura do prof., que não foi em momento algum rude com o aluno, e também porque muitas vezes os prof. são incompreendidos por alunos que não entendem nada, e preferem criar uma desculpa p/ sua estupidez colocando a culpa no Prof. ORIENTAÇÃO - NARRATIVA NUCLEAR - RESOLUÇÃO - AVALIAÇÃO EXTERNA - AÇÃO AVALIATIVA - ELEMENTOS AVALIATIVOS CMEH

15 Narrativa 2 – Quinto período CMEH Identidade coletiva subjacente ao texto. Identidade social no texto, imputada aos professores de maneira geral – incompreendidos –, mas a aluna não pode ser totalmente desligada do grupo professores. Negação da autoridade do aluno a quem imputa uma identidade social negativa – não representa o nós. Autorização, em diferentes momentos da estrutura avaliativa, do procedimento institucional, por intensificação – obviamente – ou por negativizar a identidade social do aluno – ridículo. Não violência é não atacar quando atacado. Não violência é não atribuir identidades sociais negativas a quem atribui identidades sociais negativas – coisa que ocorre como ponto da história, mas não na estrutura do texto.

16 Mapeamento dos conceitos de violência CMEH VIOLÊNCIAS OBSERVADAS VIOLÊNCIAS SOFRIDAS VIOLÊNCIAS COMETIDAS Física (5) Psicológica (7) Econômica (2) Moral (4) Física (3) Psicológica (4) Moral (3) Psicológica (5) Moral (3) Interna (1) Falta de amor, egoísmo, falta de consideração com pais, filhos, esposos etc. Individualismo, arrogância, ganância de dinheiro....verbal acho que todos já sofreram, por mais bobo que seja o caso. Se já sofri ou exerci algum tipo de violência não me recordo, pois coisas ruins não devemos ficar guardando (resposta às questões dois e três). Não aceitar idéias pré- fabricadas. Acho que mais contra mim mesma; excesso de preocupação, valorizar demais a opinião das pessoas, contra os outros creio que é a falta de amor, egoísmo.

17 Mapeamento dos conceitos de violência A pior violência que percebo que já exerci foi ter sido inflexível com alguém que me pedia um tipo de ajuda que eu entendia que não poderia ser oferecida; Eu entendia que não era o melhor para aquela pessoa. Médicos, parentes, amigos, todos concordavam comigo; e neguei aquela ajuda impusemos o que achamos que seria correto. Onipotência nossa. Covardia. Devíamos ter feito de outra maneira. Era um velhinho que queria absurdos mas deveria ter sido enganado, nunca apenas submetido ao que a família e médicos aprovavam. Nossa força e saúde e Inteligência poderia ter buscado uma solução menos sofrida. Identidade pessoal – Identidade social - Identidade coletiva CMEH

18 Prosseguimento de pesquisa Renovar o grupo de dados. Aprofundar na análise das sete narrativas restantes. Organizar um encontro com os participantes e apresentação de painéis. Incluir os professores. Incluir novos puzzles – Por que entender? Por que existe decepção nos relacionamentos pessoais e profissionais? Como e o que pode ser entendido como atitude crítica diante dos discursos? Por que fazer licenciatura? Por que alguns alunos não se sentem confiantes para entrar em sala de aula mesmo depois de terem cursado a licenciatura? CMEH

19 Última palavra (por enquanto...) Puzzle em relação à não violência como o não fazer algo (?). A não violência não significa doce submissão à vontade do mal. Significa utilizar todas as forças da alma contra a vontade do tirano. A não violência não é uma desculpa para o covarde, mas a suprema virtude dos bravos. A prática da não violência requer muito mais coragem do que a prática das armas. Também a vingança é sintoma de fraqueza: um cachorro late e morde quando tem medo. Um homem que não teme ninguém, considera inútil irar-se contra aqueles que tentam, em vão, ofendê-lo. (Gandhi, in A História da Não Violência, CMEH, 2004). CMEH


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