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Língua Portuguesa Enquanto Língua de Trabalho Maria Sousa Galito Junho 2008.

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Apresentação em tema: "Língua Portuguesa Enquanto Língua de Trabalho Maria Sousa Galito Junho 2008."— Transcrição da apresentação:

1 Língua Portuguesa Enquanto Língua de Trabalho Maria Sousa Galito Junho 2008

2 Estudamos a relevância de se empregar um idioma (neste caso, o português) em contexto profissional A língua é um dos elementos culturais mais fortemente relacionados com uma determinada identidade colectiva. Contribui para a interacção das partes que gerem a vida sob a sua influência. Querer comunicar em português pode motivar a negociar na mesma língua. Para que uma língua possa ser factor diferenciador no xadrez mundial, deve afirmar-se qual mais-valia capaz de ajudar a fortalecer o mercado. a língua pode ser um poder a língua pode ser um instrumento de troca a língua pode impulsionar a economia

3 Actualmente, segundo Baudrillard (1970), podemos fazer uma analogia entre o idioma e outro objecto de troca/consumo, atribuindo-lhe portanto: Valor de uso: capacidade de um indivíduo (ou grupo de pessoas) se expressar numa determinada língua e de a dominar; Valor de troca: usar em função de; razões pelas quais os indivíduos comunicam numa determinada língua; Valor simbólico: interpretação subjectiva, emblemática ou conjectural da língua, na intenção consciente ou inconsciente de procurar um sentido de pertença e uma identidade relativos a grupos que partilham uma forma de comunicar; Prestígio social de uma língua pode resultar da conjugação de vários factores considerados positivos: por ser um meio de comunicação aceite entre as partes; por ser uma língua materna ou língua oficial; por ser uma língua de adopção ou de trabalho.

4 Um idioma alimentado sucessivamente pelos seus falantes (de língua materna ou não), possui talvez mais força para resistir à concorrência linguística que se vive no mercado de trabalho Proteger uma língua que pertence a uma comunidade alargada, pode estimular um mercado que gere sinergias políticas e económicas. Mas não necessariamente

5 Teoria de Calvet (1999) Na teoria de Calvet (1999), as línguas são estudadas como em ecologia se observam os organismos que tendem a organizar- se em comunidades biológicas. No seu modelo gravitacional, há um pivot do sistema (o inglês, hipercentral), o qual parece viver em concorrência com outras línguas (talvez mais com as supercentrais). O sistema não descarta a hipótese do inglês poder ser destronado, no futuro, por outro idioma. Quem sabe pelo português, falado por mais de 200 milhões de falantes à escala global. Declarações politicamente correctas a favor da igualdade real entre as línguas, reduzem-se talvez a falsas evidências, levando em consideração que os idiomas são diferentes em valor, funções e representações. Com base na teoria de Calvet (1999), admite-se que a supercentralidade da língua de Camões seja reforçada pelo projecto conjunto da Lusofonia /CPLP.

6 A Diáspora Lusófona envolve todos os indivíduos que se expressam em português fora dos territórios em que o idioma é oficial ou de uso, por muito dispersos que estejam pelo mundo, e independentemente das diferenças que os possam separar. Nestes termos, a Diáspora é igualmente reconhecida como parte integrante da Lusofonia; Instituto Internacional de Língua Portuguesa (1989) Comunidade dos Países de Língua Portuguesa – CPLP (1996). A Lusofonia é um conceito agregado, em geral atribuído ao conjunto de oito países de língua oficial portuguesa: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, S. Tomé e Príncipe, e Timor-Leste. Inclui também Macau (na China); Goa, Damão, Diu, Dadra e Nagar Haveli (na Índia) onde o português é língua de uso;

7 Quadro L3: Lista das 10 principais Línguas Por Fonte Estatística e Número de Falantes (milhões) Lista das 10 principais Línguas Por Fonte Estatística e Número de Falantes Medir o Poder da Língua Portuguesa – I Ranking by Ethnologue estimate Language Family EthnologueEthnologue (2005 estimate) [1] [1] EncartaEncarta estimate [2] [2] IdiomaFamília LinguísticaEthnologue (estimativas de 2005) Encarta (estimativas) 1MandarimSino-Tibetana, Chinesa873 Milhões1.21 Biliões 2EspanholIndo-europeia, Latina322 Milhões358 Milhões 3InglêsIndo-europeia, Germânica309 Milhões341 Milhões 4Hindu-Urdu (Khariboli) Indo-europeia, Indo-Iraniana242 Milhões---- 5ÁrabeAfro-Asiática, Semítica206 Milhões422 Milhões 6PortuguêsIndo-europeia, Latina198 Milhões250 Milhões 7BengaliIndo-europeia, Indo-Iraniana171 Milhões207 Milhões 8RussoIndo-europeia, Eslava145 Milhões167 Milhões 9JaponêsJaponês-Ryukyuan122 Milhões125 Milhões 10AlemãoIndo-europeia, Germânica95,4 Milhões100.1 Milhões Baseado em: WIKIPÉDIA, Ethnologue list of most spoken languages – Top 20 (Consult. 5 Junho 2008)

8 As 10 Principais Línguas na Internet Utilizadores da Internet, por Língua Navegação Média na Internet População mundial estimada por Língua Língua como % do total de utilizadores de Internet 1- InglêsInglês291,821, %1,109,729, % 2 - Chinês (Mandarim)Chinês113,414, %1,316,007, % 3 – JaponêsJaponês67,677, %128,137, % 4 – EspanholEspanhol56,844, %389,587, % 5 – AlemãoAlemão54,244, %96,141, % 6 – FrancêsFrancês37,502, %375,066, % 7 – CoreanoCoreano31,600, %75,189, % 8 – ItalianoItaliano28,610, %58,608, % 9 – PORTUGUÊSPORTUGUÊS21,691, %227,621, % 10 - HolandêsHolandês14,655, %24,218, % Top 10 Línguas718,062, %3,800,307, % Outras Línguas170,618, %2,611,759, % Total Mundial888,681, %6,412,067, % Fonte: INTERNET WORLD STATS (2005), Internet Users by Language, IWS – Usage and Population Statistics, The Internet Coaching Library, As 10 Línguas Mais Usadas na Internet Medir o Poder da Língua Portuguesa – II

9 Fontes: Observatório de Língua Portuguesa, Banco Mundial, World Development Indicators Database, Banco Mundial, Nº de falantes de Português ( ) (estimativas a partir de 2010) Medir o Poder da Língua Portuguesa – III

10 Os Governos de Portugal têm incorporado nos seus programas de governo a necessidade de preservar a língua portuguesa e de estimular o seu uso internacionalmente; Papel das Universidades dos países lusófonos na resposta aos desafios actuais, num contexto de globalização das linguagens da comunicação e da informação, decorrente das novas tecnologias; Na XXV Conferência Geral da UNESCO, a língua portuguesa passou a ser reconhecida como uma língua que pertence a civilizações e culturas múltiplas; uma língua de comunicação internacional, cuja importância no mundo é crescente (UNESCO, Paris, 1989) «(...) uma língua como o português, que combina a sua raridade em escolas e universidades com uma importante posição enquanto língua universal e procura mundial no mercado de trabalho, é vista como uma grande vantagem por muito empregadores.» (Universidade de Cambridge) «Os orientais são pragmáticos, e o português é agora uma língua de negócios.» [António Vasconcelos cit. em LÓPEZ (2005)]; «A expansão económica da China e os países de língua portuguesa podem estar livrando o português da extinção em Macau (...)» (Freitas, 2004)

11 Portugal e Países Lusófonos – individualmente, através da CPLP ou do IILP; União Europeia; Outras Organizações Internacionais, mormente com Estados-Membros Lusófonos; Macau, plataforma de negócios com a China Junto das comunidades portuguesas e lusófonas em geral (provavelmente mais expressivas em países como a Alemanha, a África do Sul, a França, o Canadá, os EUA, o Luxemburgo, o México, a Venezuela e a Suiça); Mas também ao nível: Das Universidades e das empresas; Trocas comerciais (produtos da saudade); Mercado das Línguas; Investigação científica e tecnologias da informação. Poder da Língua Portuguesa enquanto Língua de Trabalho:

12 O português é uma Língua Universal; O português afirma-se em ambiente de trabalho: em organizações internacionais, em transacções comerciais ordinárias, em reuniões internacionais bilaterais, em acordos de investimento directo estrangeiro, em contractos empresariais, no âmbito do turismo e do intercâmbio científico-tecnológico, nas relações interpessoais quotidianas; O Estado pode auxiliar na promoção do português interna e internacionalmente. Mas um tal esforço precisa encontrar eco junto da sociedade civil; No mercado de trabalho, as línguas são preferencialmente escolhidas em função da sua utilidade. O pragmatismo dos agentes económicos não se comove com proteccionismos ou discursos emocionais a favor de um certo idioma; Os consumidores preferem comunicar com quem fale ou escreva na sua língua; É possível que a Internet esteja a conectar um número crescente de pessoas que privilegiam sítios (sites) escritos na sua língua materna; Admite-se que o português seja uma língua de trabalho, com potencialidades à escala global. Resta saber se os seus falantes já tomaram consciência do impacto económico que esse instrumento lhes pode oferecer. Ajudaria que a consciência fosse menos individual e mais colectiva. A união faz a força, ao estimular exponencialmente os benefícios de cada um. Maria Sousa Galito, Junho 2008 Conclusões


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