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FAMÍLIAS E ESCOLA! REGINALDO CELIO SORINHO DEPS/CE/UFES.

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Apresentação em tema: "FAMÍLIAS E ESCOLA! REGINALDO CELIO SORINHO DEPS/CE/UFES."— Transcrição da apresentação:

1 FAMÍLIAS E ESCOLA! REGINALDO CELIO SORINHO DEPS/CE/UFES

2 FAMÍLIA : UM CONCEITO! [...] Uma associação de pessoas que escolhe conviver por razões afetivas e assume um compromisso de cuidado mútuo e, se houver, com crianças, adolescentes e adultos [...] (HELOISA SZYMANKI,p.9, 2002)

3 MUDANÇA DE FOCO: [...] o ponto de partida é o olhar para esse agrupamento humano como um núcleo em torno do qual as pessoas se unem, primordialmente, por razões afetivas, dentro de um projeto de vida em comum, em que compartilham um cotidiano, e, no decorrer das trocas intersubjetivas, transmitem tradições, planejam seu futuro, acolhem-se, atendem os idosos, formam crianças e adolescentes

4 Nove tipos de composição familiar (KASLOW, 2001, APUD HELOISA SZYMANKI, 2002):

5 Famílias extensas, incluindo três ou quatro gerações;

6 Família nuclear, incluindo duas gerações, com filhos biológicos;

7 Famílias adotivas temporárias; Famílias adotivas, que podem ser bi-raciais ou multiculturais Famílias reconstituídas depois do divórcio;

8 Família: um grupo em processualidade Casais; Famílias monoparentais, chefiadas por pai ou por mãe; Casais homossexuais com ou sem crianças; Várias pessoas vivendo juntas, sem laços legais, mas com forte compromisso mútuo;

9 Do processo civilizador... Uma constante diferenciação social e nas relações entre as pessoas: O conflito “do eu desprovido do nós” (ELIAS, 1994). Um conflito como resultado do permanente avanço da individualização.

10 Em estágios anteriores a família, a aldeia nativa ou a tribo: um referencial de identidade-nós Unidade de sobrevivência Indispensável A relação do indivíduo com sua família era inevitável “[...] sua identidade-eu estava permanentemente ligada a sua identidade-nós [...]” (ELIAS, 1994, p. 171). Esse sentimento sofreu mudanças significativas...

11 As formas de integração nacional foram, ao longo do tempo, assumindo a função de unidade primária de sobrevivência. A vida em família e, consequentemente, a orientação emocional ali desenvolvida, pôde ser evitada, tornou-se comum o indivíduo afastar-se daquele grupo sem perder as possibilidades de sobrevivência física ou social (ELIAS, 1994).

12 A organização estatal assume cada vez mais a função de último refúgio diante da necessidade extrema dos indivíduos! O Estado introduz o indivíduo numa rede de normas e registros. O indivíduo, despojado de sua personalidade, converte-se em nome ligado a um número. Um contribuinte, uma pessoa que busca amparo junto às autoridades.

13 Contudo, a família - referencial da identidade- nós, “[...] continua a ser um grupo humano que, para o bem ou para o mal, dita a seus membros uma carga afetiva bastante elevada [...]” (ELIAS, 1994, p. 167).

14 No curso de sua formação, em companhia de outras pessoas, a criança: Aprende uma fala articulada; Aprende uma língua; Assume certo padrão de controle instintivo

15 Por meio das relações de interdependência estabelecidas no contexto familiar, “[...] a criatura impulsiva e desamparada que vem ao mundo se transforma na pessoa psicologicamente desenvolvida que tem o caráter de um indivíduo e merece o nome de humano adullto” (ELIAS, 1994, p. 27).

16 A criança percebe: nem sempre lhe cabe decidir se e em que medida seus desejos serão satisfeitos! [...] Se depois de crescidas as pessoas continuassem sendo os mesmos seres instintivos que eram quando crianças, suas possibilidades de sobrevivência seriam extremamente escassas. Em busca por alimentos, não teriam os meios de orientação que se aprendem com a instrução, seriam irremediavelmente suscetíveis a cada necessidade momentânea, e constituiriam, deste modo, um peso permanente e um perigo para si mesmos e para os outro (ELIAS, 1995, p. 56)

17 Desestrutura familiar? NÃO! Uma significativa capacidade de flexibilização, adaptação e de enfrentamento às solicitações que emergem das relações nos processos de industrialização e urbanização Ocidental Do Estado CAPACIDADE DE enfrentar as condições de extrema pobreza: "estratégias de sobrevivência"

18 A FAMÍLIA atua como unidade de formação, de renda e de consumo, procurando maximizar os recursos à sua disposição.

19 Família - uma unidade psicológica fundamental: muito importante na vida futura dos sujeitos (MORIN, 2005). São gerados e nutridos diferentes desejos e expectativas nas crianças quanto às possibilidades de suas realizações sociais e emocionais (LAHIRE, 1998). Compreendemos nossos semelhantes e apreendemos o mundo como realidade social dotada de sentido (BERGER; LUCKMANN, 2004, p.175).

20 “[...] mesmo quando os seus membros dispersam- se, permanecem inseridos numa rede de solidariedade” Morin (2005, p. 172). A família mantém laços e redes de interdependências com outras instituições socializadoras na tarefa de educar e de inserir os sujeitos no mundo e na cultura : A ESCOLA!!!

21 É BOM LEMBRAR: Em diferentes contextos – municipal, estadual, nacional e internacional: França, Portugal, Inglaterra, Brasil, E.S. “os pais guardam expectativas extremamente positivas acerca da escolarização do filho e expressam de diferentes formas, a legitimidade social e a credibilidade ao trabalho educativo desenvolvido pela escola:

22 Quando não se sentem capacitados em ajudar os filhos nas atividades escolares, muitos pais tentam inculcar nos filhos a importância e a necessidade de submeterem-se “[...] à autoridade escolar, comportando-se corretamente, aceitando fazer o que lhes é pedido, ou seja, serem relativamente dóceis, escutando, prestando atenção, estudando e não brincando [...]” (LAHIRE, 1995, p. 25). Controlam o tempo em que os filhos podem assistir televisão.

23 Buscam garantir que seus(suas) filho(a)s possam freqüentar a escola...Lutam por uma vaga! Creditam à escola a função de transmitir conhecimentos e de possibilitar aos sujeitos que a ela tiverem acesso, compreensão e participação na sociedade. Consideram a escola como algo importante e manifestam a esperança de que seus filhos possam ‘sair-se’ melhor do que eles próprios - “[...] tendem a desconsiderar-se, confessando a indignidade de suas atividades profissionais, ou seja, [...] almejam para sua progênie um trabalho menos cansativo, menos sujo, menos mal-remunerado, mais valorizado que o deles” (p. 334).

24 [...] os familiares, sobretudo as mães: Controlam as tarefas e as explicam quando podem; Fazem os filhos repetirem em voz alta as lições; Compram cadernos de exercícios para que continuem a exercitar o que aprenderam mesmo durante as férias escolares. Cuidam para que seus filhos deitem mais cedo nas noites que antecedem os dias letivos, Vigiam as amizades e as saídas noturnas. Desejam saber mais sobre o pedagógico da escola!

25 O trabalho, as práticas e as políticas! Inúmeras experiências vividas por várias escolas públicas localizadas em diferentes municípios do nosso Estado: Organização de formação continuada em serviço a partir das demandas do cotidiano escolar; Realização de reuniões mensais envolvendo profissionais que compõem a equipe de gestão escolar, com o objetivo de avaliar e de planejar ações de articulação com diferentes setores da Secretaria de Educação, ou de setores de outras Secretarias que compõem a administração pública. Organização de reuniões e/ou assembléias de pais, trazendo para o debate questões que dizem respeito à prática pedagógica e à intencionalidade educativa da escola.

26 Realização de reuniões ampliadas dos conselhos de escolas, envolvendo diferentes membros da comunidade escolar na tentativa de refletir e de compreender as dificuldades e as tensões que precisam ser enfrentadas pela escola e pela administração pública. Reuniões de formação, envolvendo outros trabalhadores que atuam na escola cuidando da alimentação, da limpeza, da segurança, da secretaria, da Biblioteca. Organização de grupos de estudos com temática relativa à inclusão escolar, envolvendo pais e professores; Organização de Fóruns ou encontros anuais envolvendo pais, professores, alunos, representantes do poder público e de conselhos, possibilitando uma participação mais ampla da sociedade na sistematização das demandas e das ações a serem desenvolvidas pela escola em articulação com a administração pública;

27 Segundo dia: Escola, deficiência e família

28 BEM VINDO À HOLANDA Emily Perl Knisley, 1987 Texto adaptado.

29 Ter um bebê é como planejar uma fabulosa viagem de férias para a Itália! Você compra um montes de guias e faz planos maravilhosos

30 Visitar o Coliseu,

31 a Torre de Pisa,

32 Milão,

33 ....aprender algumas frases em italiano, conhecer muitas obras de artes. Tudo será muito excitante!!!!!! Mas......

34 .....após meses de antecipação, finalmente chega o grande dia! Você arruma suas malas e embarca..... Algumas horas depois você aterrissa. O comissário de bordo chega e diz: - BEM VINDO À HOLANDA!

35 - Holanda!?! - diz você. - O que quer dizer com Holanda!?!? Eu escolhi a Itália! Eu devia ter chegado à Itália. Toda a minha vida eu sonhei em conhecer a Itália!

36 Mas houve uma mudança no plano de vôo. Eles aterrissaram na Holanda e é lá que você deve ficar E agora?

37 A coisa mais importante é que eles não te levaram a um lugar horrível, desagradável, cheio de pestilência, fome e doenças..... É apenas um lugar diferente é mais baixo e menos ensolarado que a Itália. Mas após alguns minutos...

38 .....você irá sair e comprar novos guias e aprenderá uma nova linguagem. Você irá encontrar todo um novo grupo de pessoas que nunca encontrou antes.

39 ... você poderá respirar fundo e olhar ao redor, começará a notar que a Holanda tem moinhos de vento, tulipas, Rembrants e Van Goghs....

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44 Mas, todos que você conhece estão ocupados indo e vindo da Itália, estão sempre comentando sobre o tempo maravilhoso que passaram lá. E por toda sua vida você dirá: - Sim, era onde eu deveria estar. Era tudo o que eu havia planejado! E a dor que isso causa nunca, nunca irá embora. Porque a perda desse sonho é uma perda extremamente significativa.

45 Porém, se você passar a sua vida toda remoendo o fato de não ter chegado à Itália, nunca estará livre para apreciar as coisas belas e muito especiais sobre a Holanda....

46 A experiência de dar a luz a uma criança diferente daquilo que esperamos seria como uma viagem a Holanda sem esperar... Temos que reaprender muitas coisas.... Mas com certeza encontramos muitas coisas belas ao conhecermos melhor essas crianças...

47 QUESTÕES…..

48 O ser humano nasce (aliás, pode-se dizer, é gerado) numa família específica, com características próprias pertencentes a uma determinada cultura e ocupando uma posição socioeconômica definida dentro dessa cultura. Mais ainda, ele já nasce com seu lugar dentro do grupo familiar de uma certa forma predeterminado: pode ser o mais velho, o mais novo, um filho desejado ou não[...] Glat (1996, p. 113)

49 Nascimento de uma criança em situação de deficiência O momento é de grande impacto! Pode provocar uma desestruturação e interrupção (traumática) na estabilidade familiar.

50 INÚMERAS DIFICULDADES! Sentimentos muito diversos (a raiva, a rejeição, a revolta, a culpa) acompanhados por uma peregrinação em busca de uma resposta diferente (BUSCÁGLIA, 1993; JESUS, 2002)

51 QUANDO DESFAZ O CHOQUE INICIAL: Desenvolvimento de um vínculo afetivo; Reanima as expectativas e os projetos familiares (SANTOS, apud NUNES et al., 1998). Sérias preocupações quanto ao futuro dos filhos - “vida independente” (GLAT, 1996). Os pais têm projetos para seus filhos!.


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