A apresentação está carregando. Por favor, espere

A apresentação está carregando. Por favor, espere

DEMOCRACIA, AVALIAÇÃO E ACCOUNTABILITY: AVALIAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS COMO INSTRUMENTO DE CONTROLE DEMOCRÁTICO Autoria: Ricardo Ceneviva, Marta Ferreira.

Apresentações semelhantes


Apresentação em tema: "DEMOCRACIA, AVALIAÇÃO E ACCOUNTABILITY: AVALIAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS COMO INSTRUMENTO DE CONTROLE DEMOCRÁTICO Autoria: Ricardo Ceneviva, Marta Ferreira."— Transcrição da apresentação:

1 DEMOCRACIA, AVALIAÇÃO E ACCOUNTABILITY: AVALIAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS COMO INSTRUMENTO DE CONTROLE DEMOCRÁTICO Autoria: Ricardo Ceneviva, Marta Ferreira Santos Farah

2 INTRODUÇÃO Foco: Papel que os Sistemas de Avaliação de programas e políticas públicas podem desempenhar na aplicação ou aperfeiçoamento de mecanismos de controle; Como os Sistemas de Avaliação podem contribuir para uma maior transparência da Gestão Pública e para a responsabilização dos agentes públicos pelos resultados das políticas públicas e programas governamentais. Abordados dois Casos: Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar de São Paulo (SARESP) e Sistema de Monitoramento e Avaliação (SMA) do Programa Estadual de DST/AIDS;

3 Introdução Contexto: Meados dos anos 80 pesquisa e estudos voltados para a transição de regime autocrático á democracia; Ultimamente as atenções têm se voltado para relação entre a qualidade das ações do governo e os controles e incentivos a que estão submetidos os governantes; Hoje um dos temas em evidência é a acconuntabilty, no entanto a maioria das trabalhos são tem focado-se na perspectiva do controle;

4 Recentemente os estudos têm como foco também na responsabilização dos agentes públicos, os quais procuram examinar como o aprimoramento das instituições estatais pode contemplar: Melhoria do Desempenho das políticas públicas e programas; Maior Transparência; Maior Responsabilização

5 Outros estudos salientam a importância da criação de novos mecanismos de controle a partir de dois argumentos: Deficiência do processo eleitoral; Papel fundamental que podem trazer para a qualidade da gestão pública. Tem-se destacado 2 formas de controle democrático não eleitorais: Controle Social; Controle Administração pública pelos resultados das políticas e programas governamentais. * Avaliação de políticas públicas não somente como um instrumento de gestão mais também como um meio de auferir o desempenho e estabelecer parâmetros p/ a prestação de contas

6 Segundo Weiss no governo o problema de desempenho de políticas públicas e de accountability estão diretamente ligados no entanto: Por um lado: há uma nítida convergência entre o tema no que diz respeito aos objetivos das políticas públicas como mecanismos de accountability; Por outro: Lacunas de estudos que referem-se ao tema; Então: Mesmo a tentando aproximar AVALIAÇÃO e ACCOUNTABILITY, a relação está longe de ser clara.

7 Objetivos do Trabalho Discutir o papel que estudos e pesquisa de avaliação de políticas públicas podem desempenhar na criação e no aperfeiçoamento de accountability na gestão pública; Investigar e descrever se a implantação e institucionalização dos dois programas têm contribuído para a criação e ampliação de mecanismos de responsabilização doa agentes públicos pelos seus atos ou omissões na condução das P.P; Analisar empiricamente se os programas têm contribuído para promoção de níveis crescentes de transparência e de responsabilização; Identificar atores e grupos de interesse; Analisar o papel e o uso dos sistemas de avaliação no planejamento e na gestão pública; Discutir: Avaliação apoiando a Tomada de Decisão para se atingirem as metas e melhor o desempenho X Avaliação com a finalidade de mensurar o desempenho e promover a prestação de contas.

8 Metodologia Forma de Comparação; Cunho Normativo; Caráter Exploratório e descritivo (Estudo de caso); Não Aleatória as escolhas dos programas Os Programas escolhidos deveriam atender: 1. Sistemas permanentes e institucionalizados; 2. Semelhantes metodicamente quanto ao objeto (por resultados); quanto ao agente avaliador (externo) e quanto ao uso (formativa); 3. Caráter suprapartidário; 4. Preferência por políticas que partilhassem arranjos institucionais semelhantes.

9 Variável Independente: os sistemas de avaliação e o arranjo institucioal no qual se inserem as políticas avaliadas. 2 elementos que auxiliam a compreensão do processo de construção de políticas públicas: ATORES E INSTITUIÇÕES. Buscou-se verificar se a instituição dos sistemas de avaliação contribuiu para a ampliação da transparência e para a ativação de mecanismos de responsabilização; E verificar se os sistemas de avaliação têm sido utilizados como ferramentas de gestão.

10 Variável dependente: Accontability Accountability = Controle e responsabilização dos agentes públicos. Mecanismos de controle e fiscalização do Poder Público = Institucionais ou não. Transparência = prestação de contas e não necessariamente à responsabilização dos agentes públicos. É necessária, mas não suficiente. Incorporar normas, regras e mecanismos capazes de imputar sansões.

11 Variável dependente: Accontability Operalização bidimensional da Accontability = Divulgação e visibilidade das informações dos sistemas de avaliação + Observação dos grupos/atores que detêm tais informações Qual impacto das informações no curso das ações dos mesmos

12 Variável dependente: Accontability Teoria do agente relação entre políticos, burocratas e cidadãos Difusão de informações decorrentes da avaliação de políticas e programas públicos = Diminuir o problema da assimetria de informações

13 Resultados SMA: avaliação de fácil entendimento, utilizada para aprimorar o programa, divulgado via internet para todos os interesses, avaliador interno e foco nos resultados SARESP: restrita divulgação da avaliação, linguagem técnica sem interpretação, avaliador externa e foco nos resultados

14 Sistema de Monitoramento e Avaliação do Programa DST/AIDS Portaria 2313/02 – Ministério da Saúde: Guiou o processo de descentralização e descontração do programa. Principais alterações: Adequação do financiamento dos programas ao procedimento padrão do SUS (fundo-a-fundo); Normatização dos instrumentos de planejamento e programação de metas dos programas subnacionais por meio do Plano de ações e Metas (PAM). Traz uma diretriz que instrui os coordenadores dos programas a promoverem a participação das OSC.

15 Sistema de Monitoramento e Avaliação do Programa DST/AIDS A descentralização do programa se dá pela transferência de poder de decisão aos gestores municipais e estaduais sobre três áreas de gestão dos programas: Seleção e avaliação dos projetos das OSC; Planejamento, programação e monitoramento das metas e prioridades dos programas; Gerenciamento dos recursos e controle dos gastos.

16 Sistema de Monitoramento e Avaliação do Programa DST/AIDS O Sistema de Monitoramento e Avaliação (SMA): 1. Gerar subsídios à retroalimentação do processo de programa dos PAM e à tomada de decisões pelos gestores de saúde; 2. Acompanhar o cumprimento das pactuações realizadas nas CIB como requisito para a qualificação de estados e municípios à política de incentivo; 3. Garantir a transparência no uso dos recursos financeiros e de verificação da capacidade de gasto dos gestores de saúde.

17 Sistema de Monitoramento e Avaliação do Programa DST/AIDS O SMA acompanha a evolução de cinco eixos dos programas: 1. Metas programadas (PAM); 2. Indicadores e índice composto de DST; 3. Cumprimento de acordos para tornar disponíveis insumos estratégicos (medicamentos, preservativos); 4. Execução dos recursos financeiros; 5. Acompanhamento dos projetos de parcerias com organizações da sociedade civil.

18 Sistema de Monitoramento e Avaliação do Programa DST/AIDS A instituição do SMA do programa possibilitou às autoridades políticas da Secretaria de Saúde um controle mais efetivo da burocracia responsável pela gestão do programa. Estabeleceu um mecanismo de responsabilização da burocracia pelos resultados do programa. Mostrou ser uma ferramenta de controle bastante valiosa à coordenação do programa nacional, permitindo-lhe fiscalizar e monitorar o desempenho das burocracias dos programas subnacionais, sobretudo após a descentralização e a desconcentração do programa DST/AIDS promovidas pela política de incentivo.

19 Sistema de Monitoramento e Avaliação do Programa DST/AIDS A implantação do SMA trouxe uma mudança qualitativa no tipo de controle social posto em prática pela OSC e pelas associações de pessoas vivendo com HIV/AIDS. As mudanças institucionais trazidas pela política de incentivo e pelo SMA promoveram uma ruptura na forma qm que se dava o controle social.

20 O SISTEMA DE AVALIAÇÃO DE RENDIMENTO ESCOLAR DO ESTADO DE SÃO PAULO (SARESP) A Secretaria Estadual de Educação (SEE) criou e implantou o SARESP em 1996; Objetivo de reestruturar o papel do estado, principalmente em relação a suas funções e atuação; 2 eixos: a descentralização da gestão da rede de ensino e a implantação de sistemas de avaliação das redes escolares;

21 O SISTEMA DE AVALIAÇÃO DE RENDIMENTO ESCOLAR DO ESTADO DE SÃO PAULO (SARESP) 2 objetivos básicos: 1º. Objetivo: Implantação do sistema de avaliação; Visa ampliar o conhecimento do perfil dos alunos da rede pública de educação e fornecer aos professores da rede descrições dos padrões de desempenho alcançados pelo conjunto de alunos; Não com o objetivo de avaliar o aluno, mas com o objetivo de identificar o que o aluno é capaz de fazer nos distintos momentos de sua trajetória escolar (proficiência); Com a finalidade de ponderar a qualidade e a equidade do ensino ministrado e, assim, subsidiar o trabalho a ser desenvolvido em sala de aula;

22 O SISTEMA DE AVALIAÇÃO DE RENDIMENTO ESCOLAR DO ESTADO DE SÃO PAULO (SARESP) 2 objetivos básicos: 2º. Objetivo O levantamento de dados realizado pelo SARESP busca verificar os fatores contextuais e escolares que incidem na qualidade do ensino básico; É instrumento central para o aprimoramento da gestão do sistema educacional; Identifica os pontos críticos do ensino e possibilita à SEE, por meio de seus órgãos centrais e das Diretorias de Ensino, apoiar as escolas e educadores com recursos, serviços de orientação e capacitação;

23 O SISTEMA DE AVALIAÇÃO DE RENDIMENTO ESCOLAR DO ESTADO DE SÃO PAULO (SARESP) A implantação do SARESP marca, seguramente, uma ruptura na forma de controle dos estabelecimentos de ensino pela Secretaria Estadual de Educação (SEE); O SARESP modificou sobremaneira o controle das escolas – e, particularmente, o monitoramento da atuação de seus professores e diretores –, que antes era mantido por pessoas com funções específicas para essas tarefas e, a partir de então, dá-se por mecanismos de aferição do desempenho escolar; A partir da implantação do SARESP, a capacidade dos educadores de atuar de maneira pouco responsiva com relação à Secretaria foi condicionada pelos limites estipulados, previamente, mediante a adoção dos Parâmetros Curriculares e, posteriormente, por meio das avaliações de rendimento escolar; A implantação do SARESP reduziu consideravelmente a assimetria de informações entre o principal (autoridade política) e seus agentes (professores e diretores); As informações dos testes de avaliação têm subsidiado a Secretaria e seus órgãos centrais na tomada de decisão a respeito das políticas e programas para a educação básica no estado de São Paulo;

24 O SISTEMA DE AVALIAÇÃO DE RENDIMENTO ESCOLAR DO ESTADO DE SÃO PAULO (SARESP) As relações entre os cidadãos e as autoridades políticas e entre os cidadãos e a burocracia escolar: Não se percebe sequer uma maior preocupação de dirigentes e profissionais das escolas com sua responsabilidade na prestação de contas aos seus usuários mais próximos (os alunos e seus pais); As formas de divulgação dos resultados dos testes do SARESP desenvolvidas até o presente têm se mostrado claramente insuficientes para informar as famílias dos alunos (e o público em geral) acerca do desempenho das escolas de seus filhos; O Relatório Geral do SARESP, publicado pela SEE, não permite comparações entre o rendimento de diferentes unidades escolares, entre as Diretorias de Ensino, ou mesmo entre as regiões do estado de São Paulo; O potencial do SARESP enquanto um instrumento de ampliação do controle social sobre as escolas tem sido bastante limitado em decorrência das formas de divulgação dos resultados das aferições;

25 O SISTEMA DE AVALIAÇÃO DE RENDIMENTO ESCOLAR DO ESTADO DE SÃO PAULO (SARESP) O déficit de responsabilização de representantes políticos e da burocracia educacional pelos resultados das avaliações parece estar relacionado com o escasso acesso à informação por parte de pais e familiares de alunos acerca dos resultados das escolas do estado; A implantação do SARESP tem se mostrado: Por um lado, um importante mecanismo das autoridades educacionais do estado no monitoramento do rendimento dos estabelecimentos de ensino, de seus diretores, professores e suas práticas pedagógicas; Por outro lado, entretanto, no que se refere ao controle dos agentes públicos – governantes ou burocratas – as mudanças trazidas têm sido insatisfatórias;

26 CONSIDERAÇÕES FINAIS A responsabilização dos agentes públicos está diretamente relacionada sobretudo as formas de apresentação e de divulgação dos dados das avaliações; O programa Estadual de DST/AIDS têm assegurado a publicização dos relatórios e dos dados gerados a partir do Sistema de Monitoramento e Avaliação do Programa e a responsabilização dos gestores do Programa pelos seus resultados; No SARESP não se verifica o mesmo grau de visibilidade das ações governamentais e dos resultados dos testes de avaliação; Esta não visibilidade tem impossibilitado o uso dessas informações para a prestação de contas e para cobrança das equipes escolares da rede pública de ensino básico;

27 Condições para o êxito da avaliação de políticas públicas: 1º. é a transparência dos atos do Poder Púbico; 2º. incorporação de regras e procedimentos de A formulação e a implementação desse tipo de controle não podem se dar de maneira insulada pela burocracia; Devem ser informadas e fiscalizadas pelas demandas da população – e pela sinalização de prioridades e comprometimento dos governantes. CONSIDERAÇÕES FINAIS

28 DÚVIDAS???


Carregar ppt "DEMOCRACIA, AVALIAÇÃO E ACCOUNTABILITY: AVALIAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS COMO INSTRUMENTO DE CONTROLE DEMOCRÁTICO Autoria: Ricardo Ceneviva, Marta Ferreira."

Apresentações semelhantes


Anúncios Google