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Curso Livre de Humanidades O que é fetiche da mercadoria? Profª Claudete Pagotto.

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Apresentação em tema: "Curso Livre de Humanidades O que é fetiche da mercadoria? Profª Claudete Pagotto."— Transcrição da apresentação:

1 Curso Livre de Humanidades O que é fetiche da mercadoria? Profª Claudete Pagotto

2 O que é fetiche da mercadoria ? Roteiro de exposição: 1. Contexto da obra O Capital de Marx 2. A mercadoria: valor de uso e valor 3. O trabalho: concreto e abstrato 4. O fetiche da mercadoria

3 Bibliografia utilizada: CARCANHOLO, Reinaldo. A dialética da mercadoria – guia de leitura. MARX, Karl. O Capital: crítica da economia política. Livro I, tomo I, São Paulo, Abril Cultural, _________. Manuscritos Econômicos-Filosóficos. São Paulo, Boitempo Editorial, ROSDOLSKY, Roman. Gênese e estrutura de O capital de Karl Marx. Rio de Janeiro, EDURJ, Contraponto, RUBIN, Issak Illich. A teoria marxista do valor. São Paulo, Brasiliense, VÁZQUEZ, Adolfo Sánchez. A filosofia da Práxis. São Paulo, Paz e Terra, 1968

4 Todo começo é difícil; isso vale para qualquer ciência. O entendimento do Capítulo I, em especial a parte que contém a análise da mercadoria, apresentará, portanto a dificuldade maior. Porque o corpo desenvolvido é mais fácil de estudar do que a célula do corpo. Para a sociedade burguesa, forma celular da economia é a forma mercadoria do produto do trabalho e a forma do valor da mercadoria (Prefácio da 1ª Edição Alemã, 1867, p.12)

5 O que eu, nesta obra, me proponho a pesquisar é o modo de produção capitalista e as suas relações correspondentes de produção e de circulação (Prefácio da Primeira Edição, p.2)

6 Na Inglaterra, o período de 1820 a 1830, destaca-se pela vivacidade científica no campo da Economia Política. Foi tanto o período de expansão e vulgarização no campo da teoria de Ricardo, quanto de sua luta contra a velha escola. (Posfácio da 2ª Edição Alemã, 1873, p.16)

7 A grande indústria mesma apenas começava a sair da sua infância, o que se comprova pelo fato de que só com a crise de 1825 ela inaugura o ciclo periódico de sua vida moderna (Posfácio da 2ª Edição Alemã, 1873, p.17)

8 Qual a natureza da riqueza capitalista?

9 Pós 1830/1848: Economia Política Vulgar No lugar da pesquisa desinteressada entrou a espadacharia mercenária, no lugar da pesquisa científica imparcial entrou a má consciência e a má intenção da apologética. (Posfácio da 2ª Edição Alemã, 1873, p.17)

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11 A forma mercadoria antes do Capitalismo: Aristóteles: estabelece uma relação de igualdade entre coisas perceptivelmente diferentes e, não podia deduzir da própria forma de valor, porque a sociedade grega baseava-se no trabalho escravo,(..)(LI,TI, p, 62) Desloquemo-nos à sombria Idade Média (...) as relações de dependência pessoal constituem a base social dada, os trabalhos e produtos não precisam adquirir forma fantástica, diferente da sua realidade. Eles entram na engrenagem social como serviços e pagamentos em natura(LI,TI, p,74)

12 A riqueza das sociedades em que domina o modo de produção capitalista aparece como uma imensa coleção de mercadorias. (Cap.I,p.45)

13 RIQUEZA DINHEIRO MERCADORIA

14 A FORMA MAIS SIMPLES DE VALOR : A MERCADORIA... é antes de mais nada, um objeto externo, uma coisa que, por suas propriedades, satisfaz necessidades humanas, seja qual for a natureza, a origem delas, provenham do estomago ou da fantasia, não altera nada a coisa.(45)

15 MERCADORIA VALOR DE USO: qualidade Capacidade de satisfazer necessidades VALOR DE TROCA: quantidade Capacidade de comprar outras mercadorias

16 A MERCADORIA As mercadorias vêm ao mundo sob a forma de valores de uso ou de corpos de mercadorias, como ferro, linho, trigo, etc. Elas são só mercadorias, entretanto, devido à sua duplicidade, objetos de uso e simultaneamente portadores de valor. Elas aparecem, por isso, como mercadoria ou possuem a forma de mercadoria apenas na medida em que possuem forma dupla, forma natural e forma de valor.(p.53)

17 Uma mesa, redonda, de madeira de carvalho, pintada, custa R$ 300, 00. A mesa tem valor de R$300,00 mostra que a mesa é uma mercadoria, que é produzida para o mercado. o valor é uma relação social tomada como uma coisa

18 Valor de USO Essa utilidade, porém, não paira no ar. Determinada pelas propriedades do corpo da mercadoria, ela não existe sem o mesmo(p.45-46). Cada uma dessas coisas é um todo de muitas propriedades e pode, portanto, ser útil, sob diversos aspectos.(p.45)

19 Valor de uso Uma coisa pode ser útil e produto do trabalho humano, sem ser mercadoria. Quem com seu produto satisfaz sua própria necessidade cria valor de uso mas não mercadoria. (...) Para tornar-se mercadoria, é preciso que o produto seja transferido a quem vai servir como valor de uso por meio da troca. (p.49, obs:F.E.)

20 Valor de USO Os valores de uso constituem o conteúdo material da riqueza, qualquer que seja a forma social desta. Na forma de sociedade a ser por nós examinada, eles constituem, ao mesmo tempo, os portadores materiais do valor de troca.(46)

21 Do valor-de-troca ao valor: é uma relação quantitativa entre valores-de- uso de espécies diferentes.(p.46) 1kg de peixe = 5kg feijão = 0,5 kg de carne = 2kg de mandioca etc.

22 Do valor-de-troca ao valor:... uma relação que muda constantemente no tempo e no espaço.(p.46) o valor de troca parece, portanto, algo casual e puramente relativo, um valor de troca imanente, intrínseco à mercadoria, portanto, uma contradictio em adjecto.(46)

23 Do valor-de-troca ao valor: Por conseguinte, primeiro:os valores de troca vigentes da mesma mercadoria expressam algo igual. Segundo, porém: o valor de troca só pode ser o modo de expressão, a forma de manifestação de um conteúdo dele distinguível.(46)

24 Do valor-de-troca ao valor: O que há de comum, que se revela na relação de troca ou valor de troca da mercadoria, é, portanto, seu valor. (...) Portanto, um valor de uso ou bem possui valor, apenas, porque nele está objetivado ou materializado trabalho humano abstrato.(47)

25 Podemos virar e revirar uma mercadoria, como queiramos, como coisa de valor ela permanece imperceptível. Recordemos, entretanto, que as mercadorias apenas possuem objetividade de valor na medida em que elas sejam expressões da mesma unidade social de trabalho humano, pois sua objetividade de valor é puramente social e, então, é evidente que ela pode aparecer apenas numa relação social de mercadoria para mercadoria.(53,54)

26 Trabalho Como criador de valores de uso, como trabalho útil, é o trabalho, por isso, uma condição de existência do homem, independente de todas as formas de sociedade, eterna necessidade natural de mediação entre homem e natureza e, portanto, da vida humana.(p.50)

27 Trabalho concreto O casaco é um valor de uso que satisfaz a um necessidade específica. Para produzi-lo, precisa-se de determinada espécie de atividade produtiva. Ela é determinada por seu fim, modo de operar, objeto, meios e resultado. O trabalho cuja utilidade representa-se, assim, no valor de uso de seu produto ou no fato de que seu produto é um valor de uso chamamos, em resumo de trabalho útil.(50 )

28 Trabalho concreto e abstrato Todo trabalho é, por um lado, dispêndio de força de trabalho do homem no sentido fisiológico, e nessa qualidade de trabalho humano igual ou trabalho humano abstrato gera o valor da mercadoria. Todo trabalho é, por outro lado, dispêndio de força de trabalho do homem especificadamente adequada a um fim, e nessa qualidade de trabalho concreto útil produz valores de uso.(53)

29 Numa sociedade cujos produtos assumem, genericamente, a forma de mercadoria, desenvolve- se essa diferença qualitativa dos trabalhos úteis, executados independentemente uns dos outros, como negócios privados de produtores autônomos, num sistema complexo, numa divisão social do trabalho(50)

30 Trabalho abstrato ao desaparecer o caráter útil dos produtos do trabalho, desaparece o caráter útil dos trabalhos nele representados, e desaparecem também, portanto, as diferentes formas concretas desses trabalhos, que deixam de diferenciar-se um do outro para reduzir-se em sua totalidade a igual trabalho humano, o trabalho humano abstrato.

31 A) entre duas mercadorias; B) uma mercadoria se relaciona a um conjunto limitado de outras mercadorias; C) todas as mercadorias relacionam-se a um equivalente geral D) o ouro se confronta com todas as outras mercadorias, exercendo a função de dinheiro A GÊNESE DA FORMA DINHEIRO:

32 O que é fetiche? O fetiche é um objeto que obteve, de alguma maneira, poderes naturais ou humanos e até sobrenaturais e sobre- humanos. É um objeto mágico. (CARCANHOLO, p.3) Carranca Rio São Francisco Totem - Alaska Totem - Canadá

33 O FETICHE DA MERCADORIA O produto do trabalho se torna assim um fetiche e o fenômeno da transformação desse produto em algo enigmático, misterioso, ao adotar a forma de mercadoria é o que Marx chama de fetichismo da mercadoria. (Sánchez Vázquez, p.445)

34 De onde provieram as ilusões do sistema monetário? Não reconheceu ao ouro e à prata que eles representam, como dinheiro, uma relação social de produção, porém, na forma de objetos naturais com insólitas propriedades sociais. Dimensão social aparece como natural E a Economia moderna, que sobranceira olha o sistema monetário de cima para baixo, não se torna evidente seu fetichismo logo que trata do capital?(p.77)

35 Dimensão social natural/material natural/fantamasgórico Não é mais nada que determinada relação social entre os próprios homens que para eles aqui assume a forma fantasmagórica de uma relação entre coisas(71)

36 objetividade fantasmagórica O misterioso da forma mercadoria consiste, portanto, simplesmente no fato de que ela reflete aos homens as características sociais do seu próprio trabalho como características objetivas dos próprios produtos de trabalho, como propriedades naturais sociais dessas coisas e, por isso, também reflete a relação social dos produtores com o trabalho total como uma relação social existente fora deles, entre objetos.(71)

37 ...os objetos (produtos do trabalho, mercadoria, dinheiro ou capital) que só existem como fruto de sua atividade, apresentam-se como objetos autônomos, subtraídos a seu controle e dotados de um poder próprio.(Sánchez Vázquez, p.447)

38 Seu próprio movimento social possui para eles a forma de um movimento de coisas, sob cujo controle se encontram, em vez de controlá- las.(72,73)

39 Ao equipar seus produtos de diferentes espécies na troca, como valores, equiparam seus diferentes trabalhos como trabalho humano. Não sabem, mas o fazem. Por isso, o valor não traz escrito na testa o que ele é. O valor transforma muito mais cada produto de trabalho em um hieróglifo social.(72)

40 O que posso pagar, ou seja, o que o dinheiro pode comprar, isso sou eu, o dono do dinheiro. Meu poder é tão grande quando o poder do dinheiro....Portanto, o que sou e o que posso não está determinado por minha individualidade. Sou feio, mas posso comprar a mulher mais formosa. Logo, não sou feio, já que o efeito da fealdade, seu poder de dissuadir, foi aniquilado pelo dinheiro. Eu, segundo minha individualidade, sou paralítico, mas o dinheiro me dá vinte e quatro pés; logo não sou paralítico.

41 Sou um homem mau, desonesto, inescrupuloso, desalmado, mas como se prestam honras ao dinheiro, o mesmo se estende ao seu proprietário. O dinheiro é o bem supremo, e por isso quem o possui é bom. Além disso, o dinheiro me põe acima da condição de desonesto; pressupõe-se que eu seja honesto. Sou um desalmado, mas se o dinheiro é a verdadeira alma de todas as coisas, como pode ser desalmado quem o possui?

42 Com ele se podem comprar os homens de espírito, e o que constitui um poder sobre os homens de espírito não é ainda mais espiritual que os homens de espírito? Eu, que através do dinheiro posso conseguir tudo a que o coração humano aspira, por acaso não possuo todas as faculdades humanas? Acaso meu dinheiro não transforma todas as minhas incapacidades em seu contrário? (Marx, 2001, Manuscritos, apud Rosdolsky, )


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