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AVALIAÇÃO A questão fundamental sobre o que avaliar implica, necessariamente, a questão consequente de como avaliar (Ludke, 1991). Não há dúvida de que.

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1 AVALIAÇÃO A questão fundamental sobre o que avaliar implica, necessariamente, a questão consequente de como avaliar (Ludke, 1991). Não há dúvida de que as técnicas empregadas na avaliação expressam opções educativas (Gimeno, 1988). Portanto, o desafio da sala de aula precisa ser superado com muito conhecimento da realidade em que se está inserido, domínio de habilidades técnicas e da interação de uma boa fundamentação com o uso adequado dos procedimentos e métodos de forma articulada, complementada por um processo de avaliação contínua e sistemática que resulte no maior número de elementos para uma avaliação eficiente e justa.

2 Avaliação: reflexão de nossa prática pedagógica Conforme Abreu e Masseto (1985), é importante sistematizar alguns pontos sobre a avaliação que venham a proporcionar uma visão de conjunto e possam incidir em uma reflexão mais profunda de nossa prática pedagógica. A possibilidade de sucesso de uma boa proposta de avaliação depende, em grande parte, de seu ajuste às reais possibilidades de percepção e de atuação dos professores (Ludke, 1991). Oito pontos que proporcionam uma visão de conjunto sobre o processo de avaliação:

3 a) O processo de avaliação está relacionado com o processo de aprendizagem. Quando ambos, professor e aluno perseguem uma aprendizagem, faz-se necessário que ambos possuam um conjunto de dados e informações que lhe permitam divisar se a aprendizagem está se concretizando dentro das propostas estabelecidas de forma sucessiva e cumulativa. b) O processo de avaliação deve ser pensado, planejado e realizado coerentemente com os objetivos propostos para a aprendizagem. Os objetivos que se propõem alcançar são os critérios definidores do processo de avaliação. Isto é, são os objetivos que dizem o que avaliar e de que forma avaliar, qual a técnica e/ou instrumento a utilizar para avaliar.

4 c) O processo de avaliação, para acompanhar o processo de aprendizagem, deve ser contínuo. A aprendizagem se faz de forma contínua, cumulativa e evolutiva, em ritmo ascendente ao objetivo proposto. Para a sua concretização, necessita ser retroalimentada com alimentos concretos que possibilitem a avaliação. d) A avaliação como um processo contínuo possibilita que o processo possa ser continuamente reiniciado, visando alcançar os objetivos propostos. Neste sentido, para que a avaliação seja processada de forma contínua, faz-se necessário que em todas as atividades realizadas, aluno e professor estejam conscientes dos objetivos propostos e metas a alcançar.

5 e) Processo de avaliação x desempenho do aluno. Isto quer dizer que o acompanhamento do desenvolvimento do aluno deve ser a partir do desempenho concreto em cada uma das atividades realizadas. f) O processo de avaliação incide também sobre o desempenho do professor, ajustado ao plano de atividades. A inter-relação dos três elementos - o aprendiz, o orientador e o plano de atividades é essencial em um processo de aprendizagem.

6 g) A capacidade de observação e de registro, tanto do professor como do aluno, são partes importantes em todo o processo de avaliação. Como o processo de aprendizagem é dinâmico, geralmente é ascendente, visando atingir seus objetivos. Porém, podem, também, ocorrer desvios e retrocessos, o que requer dos professores uma cuidadosa observação quanto à aprendizagem, visando, em tempo hábil, corrigir imperfeições. Por isso, é fundamental que se registre toda a caminhada deste processo, resultando numa avaliação mais justa. h) A avaliação, dependente do número de alunos, poderá ter não só uma hetero-avaliação, mas também uma auto-avaliação. É importante que, além da avaliação realizada pelo professor, o aluno se auto-avalie, buscando desenvolver sua capacidade de percepção e de postura frente a este processo.

7 MODALIDADES DE AVALIAÇÃO O professor, sempre que utilizar uma técnica que tenha como objetivo a avaliação, poderá escolher, adaptar ou simplesmente criar novas técnicas, tendo sempre presente que são instrumentos e que requerem cuidados quanto à escolha, à forma e ao momento do seu uso. Ao se propor uma técnica, deve-se levar em conta o professor e os alunos quanto à identificação e à consecução ou não dos objetos e em que medida. Em todo o momento, o professor deve lembrar que o propósito real da avaliação não é premiar ou punir o aluno, mas ajudá-lo a conhecer seu progresso real no difícil caminho da aprendizagem (Bordenave, 1983, p. 272). Os autores Abreu e Masseto (1985) apresentam um quadro- síntese com diferentes técnicas de estímulo à criatividade dos professores ou para subsidiar a adaptação à realidade de cada situação onde o processo ensino-aprendizagem está ocorrendo. Constam, nesse quadro, técnicas para a avaliação de desempenho do aluno, do professor e de planos.

8 TÉCNICAS DE AVALIAÇÃO As técnicas utilizadas para avaliar o desempenho dos alunos fazem parte da prática pedagógica da maioria dos professores. Todas essas técnicas apresentam especificidades e, consequentemente, limitações, mas são fundamentais na compreensão e na concretização do processo ensino- aprendizagem. Como no processo de avaliação devemos verificar se os objetivos propostos foram alcançados ou não, o professor deverá procurar os melhores instrumentos ou as técnicas mais adequadas para medir a obtenção dos objetivos. Poderá escolher entre tantas que existem, adaptá-las, ou mesmo criar novas técnicas, tendo sempre presente que técnicas são instrumentos, e como tais, serão utilizadas na medida de sua necessidade.

9 As formulações, os questionamentos realizados via esta situação de apoio retraram o que ocorre em sala de aula, caracterizam o professor e determinam o processo de ensino aprendizagem. Frank Angel (1969), ao desenvolver seus estudos sobre formulação de perguntas, coloca que as mesmas são decorrentes de uma habilidade especializada dos que ministram um bom ensino. Destaca cinco tipos de perguntas que se caracterizam por serem bem distintas e se apresentam de forma crescente com a sua complexidade. Coloca ainda o autor que outras perguntas são realizadas, mas que estas compreendem virtualmente todas as perguntas relativas à matéria de ensino ou ao seu conteúdo.

10 Técnicas utilizadas para avaliar o desempenho dos alunos, segundo Abreu e Masseto (1985) a) Prova discurssiva, dissertação e ensaio b) Prova oral, entrevista c) Prova objetiva: - escolha simples; - escolha múltipla; - análise de relações; - registro de incidentes críticos. d) Lista de verificação e) Prova prática f) Diário de curso g) Formulação de perguntas h) Auto elaboração i) Correção mútua Todos estes instrumentos de análise determinam os pontos a serem avaliados, como também podem apresentar limitações.

11 a) Prova discursiva Propicia ao aluno liberdade e espontaneidade nas respostas, apresentando como limitação a questão da solicitação. Implica em comparar, confrontar, identificar, relacionar, sintetizar e colocar-se a favor ou contra, argumentando. Este tipo de prova avalia o conjunto de conhecimentos que o aluno possui quanto à sua capacidade de relacionar, selecionar, organizar idéias, sínteses, ter clareza de expressão. Limitações: a subjetividade influencia na avaliação de provas desta natureza, porque geralmente o número de questões é limitado e abrange uma mostra limitada da matéria. Dada a sua facilidade de preparação, favorece a improvisação do professor. Geralmente, o feedback para o aluno é somente se sua resposta é correta ou incorreta, perdendo-se o conjunto, a riqueza dos detalhes e encaminhamentos.

12 b) Prova oral, entrevista Neste tipo de prova, as perguntas e as respostas são realizadas oralmente. As questões são previamente planejadas e ordenadas, podendo ser adequadas e sofrer variações de acordo com as respostas. Avalia-se, neste tipo de prova, o conteúdo cognitivo, podendo-se, também, inferir a respeito de atitudes e valores. Avalia-se, nesta situação, a profundidade dos conhecimentos (opiniões, julgamentos, apreciações, tendências) e a habilidade de se comunicar. As limitações a este tipo de prova se dão principalmente pelo grande grau de subjetividade ao atribuir a nota, entrando em jogo, nesta situação, as incompatibilidades e as simpatias entre examinador e examinado.

13 c) Prova objetiva Possibilita abranger a totalidade dos conhecimentos trabalhados na disciplina, e satisfaz o critério da objetividade. Outro aspecto a destacar é o de que se examinada por pessoas independentes, estas chegam a resultados idênticos. Este tipo de prova poderá utilizar questões de lacunas, falso/verdadeiro e de múltipla escolha, que se organizam de diferentes formas (escolha simples, múltipla, análise de relações). Esta prova exige habilidade do professor quanto à sua elaboração, para não incorrer o risco de que os itens propostos sejam fáceis de se corrigir, impedindo de se medir o conjunto. A prova objetiva não oferece a oportunidade para uma resposta livre, mas exige que o aluno escolha a resposta correta dentre as diversas alternativas.

14 Tipos de perguntas: - Especulação e/ou sondagem: são aquelas que envolvem suposição, constatação e ponto de vista sobre uma determinada situação ou fato. - Identificação: quando envolve o reconhecimento de uma alternativa correta ou entre duas alternativas também corretas. - Comparação: elaboradas para receber respostas onde estejam contempladas a idenficação de semelhanças, a comparação de características que se distinguem ou as contradições entre idéias e fatos. - Explicação: requer respostas que conduzam a um conhecimento causal e de relação entre fatos ou idéias. - Conclusão: demanda respostas de inferências analógicas, generalização de coisas específicas, análises críticas ou aplicação de novas características.

15 d) Registro de incidentes críticos Técnica de observação, serve para medir habilidades e atitudes. Segundo Abreu e Masseto (1985), um bom registro deste tipo inclui: - uma sentença ou duas sobre o cenário; - um relato, o mais literal possível, da conversação, caso tenha existido; - uma descrição detalhada da atuação do estudante; - interpretação do desempenho. Esta técnica não pode ser vista isoladamente, mas, se realizada uma série delas, é possível levantar hipóteses sobre habilidades e atitudes no indivíduo observado. Nesta linha também é possivel fazer avaliações sobre as próprias condições de aprendizagem oferecidas pelo professor. Os limites pertinentes a esta técnica estão na dificuldade de se isentar de projetar no aluno sentimentos e idéias que são do próprio professor. Quando utilizado, o mesmo deverá ser complementado com outras técnicas para que possa validar a avaliação proposta.

16 e) Lista de verificação Refere-se à lista dos aspectos específicos a serem verificados durante a observação do trabalho de um aluno ( palavras, frases, parágrafos). Avalia a presença ou ausência de determinadas habilidades observadas no desempenho concreto do aluno. Para o êxito desta avaliação, esta lista de observação deverá ser utilizada por um tempo razoável, visando acompanhar os comportamentos a serem adotados na observação. Trata-se, portanto, de um exemplo claro de como a avaliação e a aprendizagem se integram no mesmo processo, levando o aluno a um aperfeiçoamento gradual.

17 f) Prova prática ( laboratórios, pesquisa de campo e outros) Neste tipo de prova, os alunos devem mostrar conhecimentos e habilidades motoras e intelectuais no desempenho das tarefas e/ou atividades propostas. Propõe avaliar as habilidades motoras e intelectuais, inclusive os conhecimentos. A utilização muito seguida deste tipo de prova desestimulará o aluno para um estudo mais teórico. g) Diário de curso Registro diário das atividades em sala de aula, onde se apresenta uma descrição crítica da sua forma de atuação em sala de aula. Avalia atitudes e sentimentos. Não deverá ser utilizada em um curto espaço de tempo, precisa ter persistência e continuidade, visando detectar os padrões de reações, contradições e incoerências, aspectos fundamentais na avaliação de atitudes.

18 h) Aplicação de técnicas decorrentes de formulação de perguntas em situação de avaliação de desempenho de alunos Respostas verbais em grupo com elaboração individual. Objetivos: -Promover a socialização e o feedback dos conhecimentos obtidos durante o processo ensino aprendizagem; - Favorecer o esclarecimento de dúvidas entre os elementos do grupo; - Auxiliar no processo de reforço frente às dificuldades apresentadas. Procedimentos: - Orientar o grupo na troca de idéias sobre os temas já estudados durante cinco minutos; - Distribuir as questões por escrito para o grupo, a fim de que as prováveis respostas sejam exercitadas verbalmente por aproximadamente por dez minutos ( nesta etapa, os alunos não devem contar com nenhum tipo de material, como bibliografias, lápis, canetas...); - Solicitar que cada integrante, após o debate em grupo, escreva suas respostas individualmente, podendo deixar suas imprenssões por escrito, ao final da última questão, sobre esta forma de trabalho.

19 i) Auto elaboração de questões Objetivos: - Possibilitar a livre expressão sobre os temas estudados previamente; - Acompanhar o nível de aprofundamento dos temas estudados, assim como as dúvidas e contribuições dos alunos. Procedimentos: - Em grupo, com no máximo quatro integrantes, serão elaboradas questões (de cinco a dez) sobre temas estudados por um determinado período de tempo; - As questões elaboradas deverão ser trocadas e respondidas verbalmente por grupos diferentes; - Ao final, cada integrante responderá por escrito e individualmente as questões elaboradas e discutidas pelo grupo.

20 j) Correção mútua Objetivos: - Propiciar a troca de idéias sobre os temas estudados; - Contribuir para o processo de autocorreção contínua; - Facilitar o reforço sobre as aprendizagens concretamente obtidas. Procedimentos: - As questões poderão ser amplamente debatidas em grupo; - Após serem respondidas em grupo, deverão ser trocadas; - Cada integrante acompanha a correção feita para todo o grupo e anota acertos ou erros, devolvendo, após, para o professor, que se responsabilizará pela efetivação da mensuração; - Cada integrante poderá deixar suas impressões por escrito sobre a atividade realizada (tal procedimento poderá ser usado em grupo ou individualmente).


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