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CLF GESTÃO 8-Gestão dos Processos e Operações 8.1-Gestão da Inovação, Desenvolvimento de Produtos e Empreendedorismo.

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1 CLF GESTÃO 8-Gestão dos Processos e Operações 8.1-Gestão da Inovação, Desenvolvimento de Produtos e Empreendedorismo

2 CLF Conceitos Investigação – Actividade realizada com vista à aquisição de novos conhecimentos científicos ou técnicos (Lei 40/2005, de 3 de Agosto). Inovação - Actividade que visa produzir, assimilar e explorar com êxito a novidade nos domínios económico e social (Livro Verde sobre Inovação 1995). Desenvolvimento - Actividade realizada com vista à descoberta ou melhoria substancial de matérias primas, produtos, serviços ou processos de fabrico envolvendo a exploração de resultados de trabalho de investigação ou de outros conhecimentos científicos ou técnicos (Lei 40/2005, de 3 de Agosto). Na investigação gasta-se dinheiro (investe-se) para criar conhecimento, ao passo que na inovação utiliza-se o conhecimento adquirido para, através de ideias novas e originais, ganhar dinheiro 1

3 CLF Conceitos Inovação ao nível dos produtos, dos processos e dos métodos: Inovação acrescentada (incremental engineering): evolução/aperfeiçoamento no produto, processo ou método Puramente inovação Inov. disruptiva: novo produto, processo ou métodos Desenvolvimento Inov. revolucionária: mudança de paradigma (tecnológico, organizacional ou do modelo de negócio) Investigação 1

4 CLF Sequência de Fases de um Modelo de Mudança Forças Ambientais Forças Internas Necessidade de Mudança Iniciar Mudança Implementar Mudança Monitorizar a Competição global e outros factores Considerar planos, objectivos, problemas e necessidades da empresa Avaliar problemas e oportunidades; definir necessidades de mudança em produtos tecnológicos, estrutura, e cultura Facilitar procura, criatividade, campeões de ideias, equipas empreendedoras, task forces para projectos de ponta, e incubadoras de ideias Análise do equilíbrio de forças pró e contra a mudança, procurando superar os obstáculos à mudança Necessidade de Mudança Baseada em forças Externas e/ou internas. Diferencial do desempenho (performance gap): Disparidade entre o desempenho actual e o desejado. O diferencial do desempenho ocorre porque: Os procedimentos e processos correntes não estão à altura do desejado Um nova ideia ou tecnologia pode aumentar o desempenho 1

5 CLF Modelo de Ligação Horizontal Para Inovação em Novos Produtos Departamento de Inovação e Desenvolvimento Departamento de Marketing Departamento de Operações Nova Tecnologia Condições do Mercado Organização 2

6 CLF Quatro Papéis em Mudança Organizacional Inventor ·Desenvolve e compreende os aspectos técnicos das ideias ·Não sabe como conseguir apoio para as ideias ou como as transformar em negócios Patrocinador ·Gestor de alto nível que remove barreiras à ideia dentro da organização ·Aprova e protege a ideia dentro da organização Crítico ·Confronta a ideia com o teste da realidade ·Procura defeitos ·Define critérios exigentes que a ideia terá de superar Campeão de ideias ·Acredita na ideia ·Visualiza benefícios ·Confronta realidades organizacionais de custos e benefícios ·Obtem apoio financeiro e político ·Supera obstáculos Campeão de Ideias: Uma pessoa que vê a necessidade para a mudança protagonizada por essa ideia e a defende dentro da organização. 3

7 CLF Tecnologia As competências, conhecimento, experiência, saber científico, ferramentas, computadores, e outras máquinas utilizadas na concepção e produção de bens e serviços. Inovação, Mudança tecnológia e Competição Mudança Tecnológica Radical Uma mudança fundamental da tecnologia que resulta em inovação de novos tipos de bens e serviços. A mudança dos discos de vinil para CD e MP3 representa uma mudança radical na industria fonográfica. Tal como a mudança da fotografia em filme para o suporte digital. Mudança tecnológica Incremental Mudança que melhora tecnologia existente e conduz a uma evolução gradual dos produtos ao longo do tempo com aumento do seu desempenho. O aumento do rendimento dos motores de combustão interna, com visível diminuição do consumo, representa uma mudança tecnológica incremental na produção automóvel. 4

8 CLF Ciclo de Vida e Desenvolvimento do Produto Mudanças na procura do produto desde a fase da sua introdução e ao longo das fases de crescimento e maturidade até ao seu declínio. No estado embriónico ou de introdução, o produto não está ainda largamente aceite. Tendo uma procura mínima. Estádio de crescimento: muitos consumidores procuram o produto e adquirem-no pela primeira vez. Tempo Procura 5 IntroduçãoCrescimentoMaturidadeDeclínio

9 CLF Relação entre Mudança Tecnológica e Duração do ciclo de vida de um produto 6 Duração do ciclo de vida de um produto Velocidade da mudança tecnológica

10 CLF Adopção de Inovações Comportamento Diferenciado de Populações Chasm - para inovações high-tech 7

11 CLF Quatro Objectivos do Desenvolvimento de Novos Produtos Redução do tempo de desenvolvimento Maximização da qualidade do produto Maximização da produtibilidade e eficiência Maximizar adequação às necessidades dos clientes Objectivos do Desenvolvimento de Novos Produtos 8

12 CLF Princípios do Desenvolvimento de Novos Produtos Princípio 1: Usar um modelo eliminatório por estádios (Força os gestors a fazer escolhas entre projectos em competição para evitar a excessiva dispersão dos recursos disponíveis) Estádio 1: considera todas as novas ideias que são viáveis e adequadas aos objectivos estratégicos da empresa. Estádio 2: concentra-se na análise dos planos de desenvolvimento de produtos; apenas os melhores continuam no processo. Estádio 3: formalização de um contrato com definição das responsabilidades, orçamento, e recursos, com início simbólico do processo formal de desenvolvimento do(s) produtos seleccionados. Princípio 2: Estabelecer equipas multi-funções (As equipas com elementos associados a diversas funções da organização são uma parte crucial de um processo eficaz de desenvolvimento do produto) Núcleo da equipa formado pelas pessoas principalmente responsáveis pelo esforço de desenvolvimento. Gestores têm de assegurar que existe coordenação e comunicação entre os membros da equipa. Elementos da equipa frequentemente colocados fisicamente juntos. Equipas de sucesso desenvolvem uma clara visão dos seus objectivos e elementos sentem partilha de uma missão comum. 9

13 CLF Princípio 3: Engenharia Concorrente (A abordagem tradicional da engenharia de produtos é sequencial, resultando tempos longos de desenvolvimento e qualidade reduzida se os gestores não houver adequada comunicação entre departamentos.) Ao trabalhar concorrentemente, as questões de concepção e produção são consideradas em conjunto. Preocupações de produção são abordadas enquanto o produto está a ser concebido e pode ainda ser modificado. Princípio 4: Envolver Clientes e Fornecedores Produtos falham porque a sua concepção não está adequada às necessidades dos clientes. Ideias dos clientes devem ser consideradas no processo de concepção. Procurar várias fontes de participação do consumidor. Foirnecedores são críticos para o sucesso de um produto. Devem ser incluídos na engenharia concorrente. Procurar as suas ideias e sugestões desde cedo. 10 Princípios do Desenvolvimento de Novos Produtos

14 CLF EMPREENDEDORISMO Processo de iniciar um negócio Organizando os recursos necessários Assumindos os correspondentes riscos e obtendo correspondentes recompensas (e eventuais perdas) Início com uma ideia de negócio Precisa de desenvolver um plano de negócios Táctica escolhida para início do empreendimento: Começar do zero – criando negócio (só ou em sociedade) Começar do zero em incubadora de negócios Instalar franchise adquirida Adquirir negócio existente Começar um Empreendimento Empresarial 11

15 CLF Empreendedorismo e intra-empreendedorismo Intra-empreendedores (Intrapreneurs) Indivíduos (gestores, cientistas ou investigadores) que trabalham numa organização e detectam uma oportunidade para o lançamento ou melhoria de produtos, e são responsáveis pelo processo de desenvolvimento desses produtos. Os intra-empreendedores frequentemente deixam a empresa frustrados com a falta de apoio ou de oportunidades internas, acabando muitos por criar as suas próprias empresas. Empreendedores Indivíduos que vêm oportunidades e assumem responsabilidade pela mobilizaçã dos recursos necessários para a produção de novos e melhorados produtos e serviços. Empreendedores começam novo negócio e desempenham frequentemente todas as funções de gestão. Empreendedores assumem os riscos de perda e recebem os proveitos dos seus negócios. 12

16 CLF Characterísticas dos Empreendedores Sensibilidade à Passagem do Tempo Elevado Nível de Energia Procura de Sucesso Tolerância à Ambiguidade Confiança Própria Entrepreneurial Personality Locus de Controlo Interno 13

17 CLF Cinco Estádios no Crescimento de um Empreendimento de Negócio Nos estádios iniciais do negócio: Planeamento formal tende a ser inexistente (excepto o plano de negócios – necessário para obter fundos) Objectivo Primário: sobrevivência Existência 2. Sobrevivência 3. Sucesso 4. Descolagem 5. Maturidade de recursos Idade da Empresa NovaMadura Pequena Grande Dimensão da Empresa

18 CLF Gestão de um Negócio em Crescimento Financiamento (dívidas ou venda de participações) Planeamento Definição de objectivos, tarefas a desempenhar e recursos a utilizar para a prossecução dos obj. Planeamento formal (além do plano de negócio) normalmente só é instituído na fase de sucesso O plano de negócio deve ser um documento vivo – actualizado com frequência Têm de ter conhecimento das potencialidade da web para negócios Organização Estádios 1 e 2 tipicamente muito informais No 3º estádio, sucesso, contratação de gestores funcionais Regras e regulamento, manuais de procedimentos Nos estádios finais, delegação Possibilidade e potencialidade do outsourcing 15 Liderança Estádios iniciais – visão própria do líder No estádio do sucesso têm já saber motivar os empregados ou trazer gestores que o façam Necessidade de comunicação activa A Liderança é também crucial porque as pequenas empresas têm dificuldade em contratar empregados qualificados Controlo O controlo financeiro é necessário em qualquer estádio Estádios iniciais – exercido por registos contabilísticos e supervisão pessoal No terceiro estádio: orçamentos operacionais já definidos; sistemas estruturados de controlo já instalados O Controlo torna-se mais sofisticado com o amadurecimento da empresa


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