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As Realidades Actuais da Economia Chinesa Porto – 16 Novembro 2004 –Sheraton Porto Hotel, Porto Lisboa – 17 Novembro 2004 – Pequeno Auditório do Nucleo.

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1 As Realidades Actuais da Economia Chinesa Porto – 16 Novembro 2004 –Sheraton Porto Hotel, Porto Lisboa – 17 Novembro 2004 – Pequeno Auditório do Nucleo Central do Taguspark, Oeiras Luís Mira Amaral Administrador da SPI

2 Engº Luís Mira Amaral O Mercado Chinês e as Oportunidades para as Empresas Portuguesas Novembro A dinâmica do comércio internacional e a emergência da China 2.Os modelos de desenvolvimento económico da Índia e da China 3.O crescimento económico chinês e o peso da China no comércio internacional 4.China, a fábrica do mundo 5.As estratégias das empresas ocidentais 6.A China e a OMC 7.Riscos e incertezas 8.As marcas chinesas globais 9.Os clusters INDICE

3 Engº Luís Mira Amaral O Mercado Chinês e as Oportunidades para as Empresas Portuguesas Novembro 2004 INDICE 10. Os start-ups tecnológicos 11. A capacidade de gestão na China 12. O Sector Automóvel 13. O Turismo 14. A Publicidade 15. O Meio Ambiente 16. As raízes da cultura chinesa 17. As três fases dum Investimento na China 18. As vinte questões sobre a estratégia das empresas e a sua operação na China

4 Engº Luís Mira Amaral O Mercado Chinês e as Oportunidades para as Empresas Portuguesas Novembro 2004 No comèrcio internacional e na economia global, estão a emergir um conjunto de novos e dinâmicos players, nomeadamente os que englobam os chamados BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China). Destes BRICs é de salientar os casos especiais da Índia e da China. É provável que a China ultrapasse os EUA em 2041 como maior economia mundial e que a India ultrapasse o Japão em Segundo os economistas da Goldman Sachs, o PIB em dólares dos BRICs utrapassará em 2039 o do G6 – França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e EUA. Se assim acontecer, daqui a 50 anos apenas os EUA e o Japão, dos actuais G6, estarão entre as 6 maiores economias mundiais. Os BRICs que têm actualmente um PIB de cerca de 15% do PIB do G6, terão em 2025 uma produtividade que será 50% do G6 mas, em termos de rendimento per capita, mesmo daqui a 50 anos ele ainda será menor que o do actual G6. 1. A dinâmica do comércio internacional e a emergência da China

5 Engº Luís Mira Amaral O Mercado Chinês e as Oportunidades para as Empresas Portuguesas Novembro 2004 A China começou o seu takeoff por volta dos anos A China usou a sua enorme poupança interna para construir a sua infraestrutura e recorre ao investimento directo estrangeiro (IDE) para construir fábricas e para ganhar a expertise necessária. A Índia começou a sua descolagem económica 10 anos depois da China, estando a transformar-se num grande centro de competências à escala mundial, nas indústrias baseadas na economia do conhecimento, tais como software e serviços de alta tecnologia. Contudo, a qualidade das infraestruturas – estradas, ferrovias, água, electricidade, ainda é fraca e o IDE é inferior ao caso chinês. Assim, os dois modelos de desenvolvimento são diferentes: o chinês resultou duma estratégia intencional do Estado, ao passo que na Índia aconteceu mais pelas forças de mercado. Bem se poderá dizer que com a China e a India se repete a história dos dois modelos de capitalismo descritos pelo economista francês Michel Albert no seu livro Capitalismo contra Capitalismo. 2. Os modelos de desenvolvimento económico da India e da China

6 Engº Luís Mira Amaral O Mercado Chinês e as Oportunidades para as Empresas Portuguesas Novembro 2004 A Índia segue o modelo de capitalismo anglo-saxonico com um governo menos intervencionista ao passo que a China alinha com o modelo de capitalismo – próprio da Alemanha e do Japão em que o Estado é mais intervencionista na economia, dirigindo a actividade económica, investindo nas infraestruturas e decidindo muitas vezes quais as companhias que vão receber fundos públicos e que se podem financiar nos mercados de capitais locais, onde o governo intervêm. Pelo contrário, a menor intervenção estatal indiana abre mais o espaço para os empresários e para o florescimento do empresariado local feito por novos players incumbentes. Tudo isto explica o tipo de empresas que florescem numa e noutra economia. Nem todas as indústrias terão vantagens comparativas na China. 2. Os modelos de desenvolvimento económico da India e da China

7 Engº Luís Mira Amaral O Mercado Chinês e as Oportunidades para as Empresas Portuguesas Novembro 2004 A Índia tem vantagens em segmentos que não requerem grandes infraestruturas físicas e que não são travados por pesadas regulamentações e restrições governamentais, tais como: - serviços de SW - concepção e design - call-centers - serviços de auditoria e contabilidade Aqui, com a ajuda de recursos humanos fluentes em inglês, a Índia tem claramente vantagem. Mas actividades manufactureiras de processo just-in-time que necessitem de estradas e ferrovias eficientes não terão vantagens na Índia. 2. Os modelos de desenvolvimento económico da India e da China

8 Engº Luís Mira Amaral O Mercado Chinês e as Oportunidades para as Empresas Portuguesas Novembro 2004 Tudo isto é particularmente evidente no sector automóvel. O sector desenvolveu-se na China como resultado do IDC, ao passo que na Índia tal foi feito pelo empresariado local com concepção e design próprios que possibilitaram o desenvolvimento duma industria automóvel nacional que tem também componentes electrónicos e mecânicos de alto valor. Assim, a Índia tem uma produção que depende mais do know-how do que de infraestrutura fisica. Em suma, embora os chineses não tenham falta de espírito empreendedor e de capacidade empresarial, tal é prejudicado ainda por mercados de capitais ineficientes, um sistema bancário com muito crédito mal parado e pela regulação e intervenção governamental em que muitas vezes os burocratas, em vez das forças de mercado, decidem quem é financiado. 2. Os modelos de desenvolvimento económico da India e da China

9 Engº Luís Mira Amaral O Mercado Chinês e as Oportunidades para as Empresas Portuguesas Novembro 2004 Criação de riqueza em pouco tempo num ciclo inédito de crescimento económico na história da Humanidade Crescimento económico de ordem dos dois digitos nos últimos 20 anos; 9.7% em 2004 Crescimento sem preocupações ambientais e com grandes desigualdades sociais Esse crescimento está a redesenhar os fluxos económicos mundiais: energia, matérias primas, moedas. A China começa assim a fazer pelo lado da procura. Uma grande pressão nos preços da energia e das matérias primas, como a indústria ocidental e europeia já está a sentir (Portugal inclusivé). GDP anual cresce cerca de 9% ao ano, em média, desde O comércio externo cresceu em média cerca de 15% por ano na mesma O crescimento económico chinês e o peso da China no comércio internacional

10 Engº Luís Mira Amaral O Mercado Chinês e as Oportunidades para as Empresas Portuguesas Novembro 2004 Em 2002, a China tornou-se no primeiro país a atrair mais IDE que os EUA (53.2 b USD para a China entre 52.7 b USD para os EUA). Em 2003, cerca de 1 b USD/mês de IDE foi para a Delta......, parte de Hong Kong, onde há clusters integrados de actividades manufactureiras para exportação. Até 2008, o PIB deverá crescer 65%, tornando a China uma das zonas mais dinâmicas do planeta. Dentro de 10 anos, a China ultrapassa o Japão, tornando-se a 2ª economia mundial. Mantendo-se as actuais taxas de crescimento, em 2050 a China ultrapassaria os EUA, tornando-se na 1ª economia mundial. A China é desde 2003 o 2º parceiro comercial da UE, a seguir aos EUA. 3. O crescimento económico chinês e o peso da China no comércio internacional

11 Engº Luís Mira Amaral O Mercado Chinês e as Oportunidades para as Empresas Portuguesas Novembro 2004 O comércio bilateral China-UE mais do que duplicou desde 1999, atingindo 125 mil milhões de euros no ano passado. O défice bilateral da UE com a China atingiu 62 mil milhões de euros. Quota de mercado do vestuário chinês com o fim das barreiras alfandegárias sobre importação de têxteis: 3. O crescimento económico chinês e o peso da China no comércio internacional Para equilibrar a relação, grandes contratos com empresas europeias (comboios rápidos, centrais eléctricas, automóveis, aviões comerciais)2004EUA16% 50% 50% UE18% 29% 29%

12 Engº Luís Mira Amaral O Mercado Chinês e as Oportunidades para as Empresas Portuguesas Novembro 2004 Empresas de telecomunicações chinesas começam a concorrer nos EUA e UE, alavancadas pelo crescimento no mercado interno chinês (há dez anos apenas 1% dos chineses tinham telefone, hoje têm cerca de 40%, ou seja, 600 milhões dos quais 300 milhões usam telemóvel). A Huawei Technologies, maior empresa chinesa fabricante de TC, está a ter grande êxito no Brasil, México e na Europa. A Carrefour vende 1.6 milhões de euros em 53 superfícies e a taxa de crescimento das vendas é de 33 % /ano, contando abrir 15 novos supermercados/ano. 3. O crescimento económico chinês e o peso da China no comércio internacional

13 Engº Luís Mira Amaral O Mercado Chinês e as Oportunidades para as Empresas Portuguesas Novembro O crescimento económico chinês e o peso da China no comércio internacional Em meados do século XX, praticamente toda a população vivia no campo:CampoCidadeTotal Milhões 200 Milhões Mil Milhões Milhões (60%) 520 Milhões (40%) 1,3 Mil Milhões mais 25 Milhões irão para as cidades Construção de 600 novos centros urbanos até 2011

14 Engº Luís Mira Amaral O Mercado Chinês e as Oportunidades para as Empresas Portuguesas Novembro 2004 Nos últimos cinco anos: Procura mundial de petróleo: milhões de barris / dia China: milhões de barris / dia China – 2º maior consumidor de petróleo; 5º importador UE – 10.4 barris / habitante / ano Brasil – 4.3 barris / habitante / ano China – 1.5 barris / habitante / ano 3. O crescimento económico chinês e o peso da China no comércio internacional Desde 1999, um cada três barris de consumo adicional de petróleo veio da China Se a China aproximar o consumo per capita do Brasil, a procura global de petróleo passa de 6 milhões de barris por dia para 16 milhões.

15 Engº Luís Mira Amaral O Mercado Chinês e as Oportunidades para as Empresas Portuguesas Novembro 2004 No que respeita ao carvão, a China ainda é auto-suficiente. O carvão é responsável por 75% da procura de energia chinesa Consome 25% do aço mundial Consome 50% do cimento mundial 3. O crescimento económico chinês e o peso da China no comércio internacional Grande poluição Aumento do preço do carvão – 10 e 15% / ano

16 Engº Luís Mira Amaral O Mercado Chinês e as Oportunidades para as Empresas Portuguesas Novembro O crescimento económico chinês e o peso da China no comércio internacionalGDP CAGR 1 Real GDP, $ million % Real GDP at purchasing-power parity (PPP), $ million Real GDP per capita, $ % Real GDP per capita at PPP, $ Compound annual growth rate.

17 Engº Luís Mira Amaral O Mercado Chinês e as Oportunidades para as Empresas Portuguesas Novembro O crescimento económico chinês e o peso da China no comércio internacional

18 Engº Luís Mira Amaral O Mercado Chinês e as Oportunidades para as Empresas Portuguesas Novembro 2004 Share of GDP, % Value added, $ billion 5-yearCAGR of value added, 1 % Foreign direct investment (under contract), $ billion Level of government control 2 (0 = lowest, 100 = highest) 100 = highest) Selected manufacturing sectors, 2002 Electronics and telecommunications equipment Transport equipment Raw chemical inputs, chemical products Electrical equipment, machinery N/A16 Selected service sectors, 2001 Wholesale/retail trade, catering services Finance/insurance Social services Transport, storage N/AN/A 1 Compound annual growth rate for manufacturing sectors, ; for service sectors, For manufacturing sectors, level of government control is value added of government-owned companies as % of total sector value added (for companies with annual sales > 5 million renminbi); for service sectors, government control is revenues of government-owned companies as % of total sector revenues. 3. O crescimento económico chinês e o peso da China no comércio internacional

19 Engº Luís Mira Amaral O Mercado Chinês e as Oportunidades para as Empresas Portuguesas Novembro 2004 Principal exports, 2003, $ billion Total (including all other): $485.1 billion Top export destinations, 2003, % United States21.1 Hong Kong17.4 Japan13.6 South Korea4.6 Germany4.0 Trade - Exports 3. O crescimento económico chinês e o peso da China no comércio internacional

20 Engº Luís Mira Amaral O Mercado Chinês e as Oportunidades para as Empresas Portuguesas Novembro 2004 Principal imports, 2003, $ billion Total (including all other): $483.8 billion * Includes mineral fuels, lubricants, related materials. Top import origins, 2003, % Japan18.0 Taiwan12.0 South Korea10.4 United States8.2 Germany O crescimento económico chinês e o peso da China no comércio internacional Trade - Imports

21 Engº Luís Mira Amaral O Mercado Chinês e as Oportunidades para as Empresas Portuguesas Novembro 2004 Savings and Investment FDI 1 as % of GDP, Foreign direct investment. 2 Forecast 3. O crescimento económico chinês e o peso da China no comércio internacional

22 Engº Luís Mira Amaral O Mercado Chinês e as Oportunidades para as Empresas Portuguesas Novembro 2004 Productivity Growth in labor productivity for selected economies, , compound annual growth rate, % 3. O crescimento económico chinês e o peso da China no comércio internacional

23 Engº Luís Mira Amaral O Mercado Chinês e as Oportunidades para as Empresas Portuguesas Novembro 2004 Business climate China´s industrial output by type of enterprise, % 100% = $289 $2.246 bilion bilion 1 Includes enterprises with controlling interest held by government. 3. O crescimento económico chinês e o peso da China no comércio internacional

24 Engº Luís Mira Amaral O Mercado Chinês e as Oportunidades para as Empresas Portuguesas Novembro 2004 Business climate Structure of foreign investment, % 100% = $11 $47 bilion bilion 3. O crescimento económico chinês e o peso da China no comércio internacional

25 Engº Luís Mira Amaral O Mercado Chinês e as Oportunidades para as Empresas Portuguesas Novembro 2004 Consumers Income per capita, $ Urban Rural 3. O crescimento económico chinês e o peso da China no comércio internacional

26 Engº Luís Mira Amaral O Mercado Chinês e as Oportunidades para as Empresas Portuguesas Novembro 2004 Misallocation of capital 100% = trillion 13 trillion million renminbi renminbi State-owned enterprises Quasi-private enterprises* Local private Small/midsize enterprises * Includes companies with foreign investment and large local private enterprises. ** Industrial output used as proxy for state-owned enterprises: industry value added used as proxy for local private small/midsize enterprises. *** Financial liabilities used as proxy for bank loans in order to determine state-owned enterprises share. 3. O crescimento económico chinês e o peso da China no comércio internacional

27 Engº Luís Mira Amaral O Mercado Chinês e as Oportunidades para as Empresas Portuguesas Novembro 2004 Regional GDP per capita as % of national average (national average=100) 3. O crescimento económico chinês e o peso da China no comércio internacional Source: The McKinsey Quarterly 2004 special edition: China today

28 Engº Luís Mira Amaral O Mercado Chinês e as Oportunidades para as Empresas Portuguesas Novembro 2004 A China será então a grande plataforma manufactureira do século XXI, devido à dotação de trabalho disponível mas avançará simultaneamente para produtos mais sofisticados baseados na escala de produção e intensidade de conhecimento. A China irá superar o tradicional trade-off entre salários baixos e trabalhadores e engenheiros qualificados. A China transforma-se assim rápidamente na fábrica do mundo e indubitavelmente num sério player em todas as industrias globais. A China está assim a afectar as capacidades competitivas de todas as empresas multinacionais devido ao baixo custo de manufactura em preços internacionais, tenham ou não tenham operações com a China. 4. China, a fábrica do mundo

29 Engº Luís Mira Amaral O Mercado Chinês e as Oportunidades para as Empresas Portuguesas Novembro 2004 A China desenvolveu um mix poderoso entre: - força de trabalho disciplinado e de baixo custo; - oferta abundante de pessoal técnico habilitado. A China graduou um milhão de técnicos e engenheiros em 2001 e dois milhões em 2002; - incentivos fiscais e não fiscais para atrair o IDE; - boas infraestruturas para suportar a operação de exportação de base manufactureira (rodovias, ferrovias, telecomunicações, electricidade e água). 4. China, a fábrica do mundo

30 Engº Luís Mira Amaral O Mercado Chinês e as Oportunidades para as Empresas Portuguesas Novembro 2004 A China tornou-se o nº1 mundial na produção industrial em: 1990 – têxteis e televisores 2002 – frigoríficos, brinquedos (75% da produção mundial), câmaras, bicicletas a motor e sem motor, desktops dos PCs e DVDs, cigarros e telefones celulares (29% da produção mundial). 4. China, a fábrica do mundo As vantagens competitivas da China fazem dela plataforma ideal para a exportação para o resto do mundo. Mas esta plataforma situa-se num ambiente de rápida mudança e ainda com muitos riscos operativos que têm frustrado as possibilidades de lucros de muitas empresas.

31 Engº Luís Mira Amaral O Mercado Chinês e as Oportunidades para as Empresas Portuguesas Novembro 2004 A China espera manter as suas vantagens de custos baixos através da migração de população do interior. A China acredita que vai desenvolver nichos competitivos em novas áreas como: Hardware para computadores Biotecnologia Várias empresas chinesas estão a tornar-se competitivas nos mercados globais: Haier nos produtos brancos Koulas nas TVs Galanz nos microondas Huawei nas telecomunicações 4. China, a fábrica do mundo

32 Engº Luís Mira Amaral O Mercado Chinês e as Oportunidades para as Empresas Portuguesas Novembro 2004 As relações empresariais da China com o Ocidente estão a entrar numa fase mais madura, mais sofisticada e mais exigente. As empresas ocidentais têm então que pensar as suas estratégias e a sua estrutura, agora que a China já entrou na OMC: aprofundar a sua compreensão de cultura chinesa aprender a trabalhar com clientes e partners chineses prepararem-se para a emergência de marcas chinesas que se tornarão marcas globais 5. As estratégicas das empresas ocidentais

33 Engº Luís Mira Amaral O Mercado Chinês e as Oportunidades para as Empresas Portuguesas Novembro 2004 Muitas multinacionais investiram na China pensando aproveitar o grande potencial de mercado interno mas o governo insistiu para que eles promovessem as exportações. Grandes excedentes comerciais da China A aposta será então não só o crescente mercado doméstico mas também usar os recursos do país para competir na região e no mundo. Cerca de ¾ das exportações de vêm de empresas estrangeiras e cerca de 50% das exportações vêm de produtos que foram montados e embalados na China a partir de componentes importados. 5. As estratégicas das empresas ocidentais

34 Engº Luís Mira Amaral O Mercado Chinês e as Oportunidades para as Empresas Portuguesas Novembro 2004 Com a entrada na OMC, o enquadramento regulatório e legal tornar-se-á mais transparente o que levará a maiores oportunidades para as empresas estrangeiras que começarão a ser tratadas em plano de igualdade com as empresas locais. Adicionalmente, a entrada na OMC vai ajudar os reformadores do regime a fazerem as reformas estruturais internas que tornarão as empresas chinesas mais competitivas. A China vai ter que: reduzir tarifas; eliminar restrições ao acesso ao mercado doméstico; JVs serão adaptáveis apenas em algumas áreas, tais como a montagem de automóveis e não a produção de materiais; 6. A China e a OMC

35 Engº Luís Mira Amaral O Mercado Chinês e as Oportunidades para as Empresas Portuguesas Novembro 2004 eliminar exigências de exportação; eliminar barreiras ao aparecimento de empresas estrangeiras em sectores como os seguros e a distribuição Em 2006, bancos estrangeiros oferecerão uma gama completa de seguros o que permitirá às familias individuais alternativas para as suas aplicações, desviando-as dos bancos públicos ligados ao insuficiente sector público. 6. A China e a OMC

36 Engº Luís Mira Amaral O Mercado Chinês e as Oportunidades para as Empresas Portuguesas Novembro 2004 Capacidade de implementação dos acordos da OMC e consequente respeito pelas regras. Excesso de oferta e deflação + Situação do Sistema Bancário e Financeiro A formula chinesa para o crescimento baseia-se num sistema financeiro fechado, com uma elevada poupança interna (~ 40% GDP) a ser canalizada para os bancos estatais que a aplicaram em muitas empresas estatais ineficientes e que usaram os meios financeiros para expandir a produção. 7. Riscos e Incertezas Rápido crescimento Output Preços no retalho Crédito mal parado

37 Engº Luís Mira Amaral O Mercado Chinês e as Oportunidades para as Empresas Portuguesas Novembro 2004 A sustentabilidade e constância do ritmo da mudança. A estrutura de poder político e a compatibilização com a economia de mercado e a emergência duma poderosa classe média. O Potencial para uma Que o sistema chinês só trabalha bem quando os líderes de topo são capazes de diminuir as suas diferenças préviamente sem distinções e sem colapsos. Se se revelar publicamente desentendimentos entre os leaders, isto levará a uma estagnação politica a aumenta a probabilidade de que o descontentamento social leve a mais instabilidade politica. 7. Riscos e Incertezas

38 Engº Luís Mira Amaral O Mercado Chinês e as Oportunidades para as Empresas Portuguesas Novembro 2004 As marcas chinesas estão a preparar-se para aparecer nos mercados globais: Empresas tais como Heier, TCL e Leger estão tomando empresas globais graças à sua estrutura mista que lhes permite ultrapassar a fraqueza do sistema chinês; são conduzidas pelo objectivo de lucro mas recebem ainda..... governamentais próprios dum regime comunista. 8. As marcas chinesas globais

39 Engº Luís Mira Amaral O Mercado Chinês e as Oportunidades para as Empresas Portuguesas Novembro 2004 NATIONAL BRANDS TO WATCH 8. As marcas chinesas globais

40 Engº Luís Mira Amaral O Mercado Chinês e as Oportunidades para as Empresas Portuguesas Novembro 2004 EXPORTERS TO MONITOR 8. As marcas chinesas globais

41 Engº Luís Mira Amaral O Mercado Chinês e as Oportunidades para as Empresas Portuguesas Novembro 2004 Os exportadores chineses não se confinam apenas às estratégias de volume. À medida que adquirem expertise migram para segmentos mais especializados de alto valor. A velocidade com que os exportadores chineses têm sido capazes de dominar importantes tecnologias têm sido impressionantes. Têm, contudo, ainda uma desvantagem no que toca a produtos em que a escolha do consumidor está muito ligada à qualidade de sempre. Com tais mercados, a falta de experiência no marketing global e na qualidade de serviço (q.s) é ainda evidente. 8. As marcas chinesas globais

42 Engº Luís Mira Amaral O Mercado Chinês e as Oportunidades para as Empresas Portuguesas Novembro 2004 Há um grande número de redes competitivas (CLUSTERS) na China, cada uma composta por centenas de pequenas companhias (muitas familiares) situadas numa dada região e que operam como uma rede interdependente e com forte coesão. NETWORKS ON THE RISE 9. Os CLUSTERS

43 Engº Luís Mira Amaral O Mercado Chinês e as Oportunidades para as Empresas Portuguesas Novembro 2004 Muitos gestores e empresários ocidentais julgam que os seus negócios high- tech são imunes à competição dos chineses, no que estão enganados. Por exemplo, LEGEND, o grande fabricante de PCs chinês, foi.... em 1984 por um grupo de cientistas chineses. Várias companhias chinesas usaram tecnologias state-of-the-art criadas em laboratórios governamentais para desenvolverem produtos para o mercado mundial. Tais tecnologias são muito baratas porque o governo chinês assumiu os custos do seu desenvolvimento. Por outro lado, essas start-ups são depois apoiadas pelos chineses que deixaram o país para estudar no estrangeiro e que hoje ocupam posições importantes no mundo empresarial ocidental. 10. Os START-UPS tecnológicos

44 Engº Luís Mira Amaral O Mercado Chinês e as Oportunidades para as Empresas Portuguesas Novembro 2004 HIGH-TECH START-UPS 10. Os START-UPS tecnológicos

45 Engº Luís Mira Amaral O Mercado Chinês e as Oportunidades para as Empresas Portuguesas Novembro 2004 A fraca capacidade de gestão é ainda o principal constrangimento à competitividade das companhias chinesas. Apesar de duas décadas de JVs e grandes investimentos na formação, os gestores chineses continuam a falhar nas tarefas..... de integração e optimização de sistemas. As empresas chinesas veem ainda o middle management apenas como um link de informação e de controladores de disciplina laboral e não como parceiros para mais ideias e pareceres. Os gestores chineses são bons e executam tarefas parcelares mas fracas na aplicação e inegração de processos na cadeia de valor. Gestão condicionada a operar de acordo com os planos presentes, evitando tomar iniciativas aos níveis baixos. Por causa disso, na era militar, apesar dos elevados investimentos, o complexo militar–tecnológico chinês falha na produção de avançados sistemas integrados de o que torna a China dependente de Israel e Russia. 11. A capacidade de gestão na China

46 Engº Luís Mira Amaral O Mercado Chinês e as Oportunidades para as Empresas Portuguesas Novembro 2004 A situação está a melhorar mas levará décadas a ultrapassar os bloqueamentos que : - desenvolver empresas eficientes - desencandear processos inventivos - a introdução de flexibilidade nos meios intermédios de encontrar os compromissos (trade-offs) aplicáveis ao longo da cadeia de valor. Neste aspecto, a China difere do Japão: Japão – a gestão era uma vantagem competitiva China – a gestão é uma desvantagem competitiva 11. A capacidade de gestão na China

47 Engº Luís Mira Amaral O Mercado Chinês e as Oportunidades para as Empresas Portuguesas Novembro 2004 Se o nível de vida chinês ~ EUA China 600 milhões de carros, mais do que os existentes no planeta Entram diariamente em Pequim 1000 novos carros Em cada três meses 100 mil novos carros em Pequim Em 2007 será o 3º mercado automóvel mundial a seguir aos EUA e Japão. Actualmente é o 5º à escala mundial. 12. Sector automóvel Procura Ano milhões milhões

48 Engº Luís Mira Amaral O Mercado Chinês e as Oportunidades para as Empresas Portuguesas Novembro 2004 Em 2010 a China será o 1º receptor de visitantes Em 2014 a China será um dos principais emissores de turistas no mundo: 100 milhões. 13. o Turismo

49 Engº Luís Mira Amaral O Mercado Chinês e as Oportunidades para as Empresas Portuguesas Novembro 2004 Em 2 anos a China passa o Japão e será o 2º no mercado mundial de publicidade. Mercado de Capitais As empresas chinesas emitirão nos próximos meses entre 15 e 20 milhões de euros de acções nas bolsas estrangeiras. Em 2003 afluiram investimentos ao mercado mobiliário de cerca de 1.6 milhões de euros. 14. Publicidade

50 Engº Luís Mira Amaral O Mercado Chinês e as Oportunidades para as Empresas Portuguesas Novembro 2004 Nove das dez cidades mais poluídas do mundo são chinesas. Segundo o Banco Mundial, a poluição atmosférica custa ao país 25 mil milhões de euros em gastos com a saúde e perda de produtividade. Em 2040, a manter-se o ritmo de crescimento actual, a China ultrapassará os EUA como maior emissor de gases com efeito de estufa (CO2). 15. O Meio Ambiente

51 Engº Luís Mira Amaral O Mercado Chinês e as Oportunidades para as Empresas Portuguesas Novembro 2004 As raízes agrárias A moralidade A linguagem pictográfica A desconfiança dos estrangeiros 16. As raízes da cultura chinesa

52 Engº Luís Mira Amaral O Mercado Chinês e as Oportunidades para as Empresas Portuguesas Novembro 2004 THE VIEW FROM BOTH SIDES 16. As raízes da cultura chinesa

53 Engº Luís Mira Amaral O Mercado Chinês e as Oportunidades para as Empresas Portuguesas Novembro 2004 Entrada : estabelecer uma presença e desenvolver uma marca e aprender o ambiente operativo Desenvolvimento:tornar-se parte da comunidade empresarial e fazer a expansão geográfica Integração Global:integração na escala regional e mundial Empresas creativas como a GM, MS e Motorola começaram a alavancar a capacidade de engenharia e de I&D chinesas para reduzir os custos de desenvolvimento de novos produtos para vender quer no mercado interno quer no mercado externo. 17. As 3 fases dum Investimento na China

54 Engº Luís Mira Amaral O Mercado Chinês e as Oportunidades para as Empresas Portuguesas Novembro 2004 THE THREE PHASES OF INVESTMENT 17. As 3 fases dum Investimento na China

55 Engº Luís Mira Amaral O Mercado Chinês e as Oportunidades para as Empresas Portuguesas Novembro 2004 TWENTY QUESTIONS ABOUT YOUR CHINA STRATEGY AND OPERATIONS 18. As 20 questões sobre a estratégia das empresas e sua operação na China

56 Engº Luís Mira Amaral O Mercado Chinês e as Oportunidades para as Empresas Portuguesas Novembro 2004 Bibliografia Harvard Business Review, October 2003, HBR SPOTLIGHT: CHINA TOMMORROW Harvard Business Review, August 2003: HP´s Living Cab in India Microcapitalism and the megacorporation The McKinsey Quarterly, 2004 Special edition: China Today Homem Magazine, Novembro 2004: Grande Reportagem China El País, 9 de Noviembre de 2003 : China rompe los esquemas a Occidente The Economist, February 15th, 2003: China Eating Your Lunch? Deutsche Bank Research, January 9, 2004: Chinas financial sector: Institutional framework and main challanges China specie..... The Banker Supplement, May 2002: China Banking and the WTO factor INFOCHINA, Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa, Edições de Junho 2002, Janeiro 2003, Julho 2003, Janeiro 2004

57 Engº Luís Mira Amaral O Mercado Chinês e as Oportunidades para as Empresas Portuguesas Novembro 2004 Bibliografia Seminário Económico, 4 Junho 2004: Brasil, Rússia, India e China formarão bloco maior que o G6 Felix Ribeiro e Paulo Sueiro de Carvalho, Departamento de Prospectiva e Planeamento, Ministério das Finanças: PORTUGAL PROSPECTIL DAS ACTIVIDADES E DOS TERRITÓRIOS Luís Mira Amaral, Congresso da Ordem dos Engenheiros, 21 de Outubro de 2004: A competitividade da Economia Portuguesa – Portugal no Século XXI – A dinâmica do comércio internacional e a emergência da China – O impasse e o cerco à economia portuguesa Luís Mira Amaral, SPI Lisboa, Taguspark, 12 Outubro 2004: Economia do Conhecimentio e a Realidade Portuguesa


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