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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA E GESTÃO DO CONHECIMENTO Disciplina: Fundamentos Cognitivos da Informação.

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1 UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA E GESTÃO DO CONHECIMENTO Disciplina: Fundamentos Cognitivos da Informação Profs. Dr. Nilson Lage, Dr. Francisco A. P. Fialho Atratores Sociais : Exame da aplicabilidade da Teoria da Complexidade para a reunião social e análise organizacional Chris Goldspink 1999

2 Atratores Sociais Fani L. M. Eberhardt Mirian M. Machado Silvio H. B. Eberhardt Exame da aplicabilidade da Teoria da Complexidade para a reunião social e análise organizacional Chris Goldspink

3 Prefácio Esta tese teve suas origens no permanente interesse por assuntos organizacionais e na experiência do autor como consultor interno e externo em mudança organizacional desde Naquela época seu interesse se concentrou nos processos de reunião social abrangente de transformação política. O autor foi influenciado inicialmente pela teoria Marxista e pela epistemologia dialética materialista. A partir de 1987, realizou estudos de psicologia, que mudaram seu enfoque individual e profissional, refletindo na sua compreensão do grupo e da mudança organizacional e novas experiências de vida que o levaram a abandonar a posição teórica, substituindo-a por uma posição epistemológica subjetivista, principalmente devido ao seu maior poder explicativo para o comportamento do indivíduo e da sociedade

4 RESUMO Será demonstrado que a teoria e a prática, na formação da instituição contemporânea, na comunidade, negócios, administração e governança, são dominadas por aproximações que nos previnem indicando aquela que deve ser buscada com maior urgência

5 Nesta tese o autor examina as influências teóricas dominantes atrás da teoria social e organizacional contemporânea e as avalia a partir de uma perspectiva de sistemas não-linear. Devido à experiência prática como gerente, consultor e teórico o autor chegou a conclusão de que o desenvolvimento da teoria de sistemas não-lineares oferece valiosas perspectivas no comportamento dos sistemas organizacionais e sociais

6 Introdução Este trabalho não reivindica sua derivação diretamente das pesquisas praticas, ou integrar o desenvolvimento de seus aspectos teóricos com implicações práticas. Emergiu de ambos, um imperativo prático e uma história conceitual pessoal

7 Estrutura da apresentação Esta tese está dividida em cinco partes –Breve exame das teorias de sistemas e sua aplicação à ciência social –Exploração de alguns fundamentos teóricos da ciência social –Avaliação critica de algumas áreas chaves de teoria social –Resumo de assuntos fundamentais e conclusões preliminares sobre as potenciais implicações da teoria da complexidade para a análise social –Proposta de um suporte conceitual

8 PARTE I - FUNDAMENTOS DE UM SISTEMA Enquanto todos os teóricos e práticos sociais estiverem familiarizados com a aproximação e a distinção entre sistemas abertos e fechados, menos estarão atentos à distinção linear/não-linear. Adotou-se, geralmente, uma perspectiva de sistema linear, para informar à sociedade a aplicação da teoria de sistemas

9 Teoria geral de Sistemas Ao falar de um sistema, estamos falando de uma coleção de entidades, que interagem dentro de um limite definível. Essas entidades dentro do limite são tratadas como o sistema, e aquelas entidades externas, como o ambiente

10 Tipologia de sistemas –Sistemas Fechados São sistemas tratados como independentes de seus ambientes, incapazes de trocar energia com eles –Sistemas Abertos São sistemas que conseguem e importam energia do ambiente externo

11 A distinção foi importante com os sistemas sociais, vistos agora quase que exclusivamente como sistemas abertos Verificou-se que sistemas sociais, carregam sistemas naturais e de atividades humanas. Tônnies (1887, veja Loomis 1955), distinguiu entre o aspecto natural dos sistemas sociais, que ele chamou de 'Gemeinschaft' (comunidade), e o 'Gesellschaft' (sociedade ou associação), que é construído pela atividade humana. Lash faz uma distinção semelhante (Beck et al 1994, p. 114). O primeiro, corresponde a intimar e compartilhar aspectos de viver, que surgem da imersão contínua em um contexto social, o emotivo, o último corresponde a intenção consciente, a seleção da relação para o propósito debatido

12 Avaliação Avaliação envolve 'experimentar' ou medir o resultado de um sistema, comparando o valor obtido com o valor de produção, e usar o resultado (a diferença) para controlar a transformação

13 Cibernética – A ciência dos sistemas que procuram meta Origens Surgiu no início da década de 1940, de um desejo de entender mecanismos que estão por baixo de aparente estado de propósito ou de meta, que provoca um comportamento em animais e máquinas. Focando as relações compreensivas e os processos de regulamentação e controle, em lugar dos objetos, ela está relacionada à organização e ao padrão, com explicação de comportamento, em vez da classificação de propriedades

14 Objeto da cibernética é...o aspecto proposicional ou informacional dos eventos e dos objetos no mundo natural... (Bateson 1972, p. 401)

15 A Informação De acordo com Checkland (1988, p. 91), Wiener definiu o conceito de informação como envolvendo três níveis: Nível técnico de transmissão do sinal; Nível semântico de como precisamente o sinal codificado transmitido carrega o significado desejado sobre diferença; Nível de efetividade de como o significado afeta o comportamento de recipientes

16 Aplicação da teoria cibernética nas ciências sociais –Os campos das ciências sociais, que tentaram ver as condições com a aplicação cibernética, incluem a antropologia, a terapia familiar e a comunicação interpessoal. –Dentro do campo da psicologia, Keeney (1987) foi um defensor importante. Bandler e Grinder (1976, 1982) também, desenvolvendo sua aproximação à mudança pessoal, chamada Programação Neuro- lingüística, investiu pesado na teoria do sistema cibernético (veja Dilts 1983)

17 Ordens da cibernética –Primeira ordem Cibernética: Consiste com a posição científica clássica de observador, com objetivo que independente de o sistema ser observado. –Segunda Ordem Cibernética: O observador é considerado junto com os resultados de suas observações, como uma parte do sistema objeto de estudo –Terceira Ordem Cibernética: O observador na própria posição de consultores de organizações

18 Teoria de sistema não-linear Origens da não-linearidade O comportamento de alguns sistemas dinâmicos simples pode ser modelado, utilizando simples equações com sucesso –, a simples movimentação ondular ou o comportamento de um pêndulo por exemplo -, a maioria, porém, não pode. A preocupação com usar soluções lineares para problemas não- lineares é consangüínea ao bêbado lendário, que procura as chaves dele debaixo da iluminação da rua porque esse é o único lugar onde ele pode enxergar, mesmo tendo ele deixado as chaves cair em outro lugar. Não-linearidade implica simplesmente que o output de um sistema ou de um sub-sistema variarão de alguma forma que não diretamente proporcional ao seu input

19 Graus de liberdade O termo é uma medida do número de variáveis, que estão livres para mudar antes que as contrações do sistema ditem valores para as variáveis restantes.

20 Sistemas Dissipativos –Sistema Dissipativo é um sub-sistema de sistemas abertos. Típico de sua classe, ele troca energia com o ambiente, contudo, não diz nada sobre outros aspectos de fechamento ou fraqueza –Eles são assim chamados porque eles dissipam entropia. Absorvendo energia, os sistemas dissipativos mantêm auto-organização e, até mesmo, uma tendência para complexidade crescente, às custas de ordem no ambiente externo

21 Complexidade e caos –Sistemas complexos são sistemas com um número grande de graus de liberdade, mas a organização complexa não tem que insinuar comportamento complexo em todas as condições. Podem ser encontrados bolsos de estabilidade relativa, quando alguns parâmetros de sistemas levarem certos valores, ou quando o sistema é configurado em modos particulares –Sistemas caóticos geralmente são sistemas ou subsistemas, que envolvem poucos graus de liberdade. Estes sistemas podem ser descritos completamente por modelos matemáticos, mas não têm solução analítica – eles não são previsíveis.

22 Perturbação –Steiers e Smith declaram: "as perturbações podem ser pensadas como gatilhos ou catalisadores para...mudança, mas como eles, não determina a direção da mudança" (1985, p. 62) –Sendo assim, uma perturbação é uma mudança em um ambiente de sistemas, operacionalmente fechado.

23 Espaços operacionais –Espaço de fase (também conhecido como espaço de posições) de um sistema é um espaço multidimensional imaginário, que representa todas as possíveis combinações de valores (de posições), que podem ser adotadas pelas variáveis que definem aquele espaço – Retrato de fase de um sistema específico representa o espaço de fase daquele sistema. Isto ocorre porque ele representa um 'retrato' das várias posições que o sistema pode adotar

24 Atratores –Sistemas complexos, geralmente, se ajustam em um padrão característico de comportamento. Este comportamento pode ser um ponto fixo (equilíbrio), ou pode envolver um sistema seqüenciado por uma série de posições, possivelmente mas não necessariamente voltando a alguma posição original e então repetindo a seqüência. Essas seqüências de posições são as trajetórias de sistema, exibidas no retrato de fase de sistemas. –As posições, nas quais acontecem as travessias do sistema, são conhecidas como o estado de ciclo do sistema. Um sistema pode ter mais de um estado de ciclo, dentro de seu espaço de posições. Cada estado de ciclo, considerado como um todo, é conhecido como um atrator. O termo atrator é usado porque se o sistema é 'iniciado' com algum jogo arbitrário de valores, ele se moverá e se fixará junto ao mais próximo estado de ciclo

25 Estabilidade estrutural –Um sistema pode ser sensível a algumas classes de perturbação e, insensível a outras por isso, classificados como sendo ou estruturalmente estável ou instável.

26 –Sistemas estáveis: Um sistema é descrito como estável, em relação a uma classe de perturbações, se a perturbação for abafada, isto é, a dinâmica apresenta pequena ou nenhuma mudança dentro de um tempo finito de acompanhamento dessa perturbação –Sistemas quase-estáveis: Nesse sistema uma perturbação pode ativar o sistema para mover para uma trajetória alternada ou atratora. Esses sistemas são estáveis dentro de saltos, mas quando um parâmetro aproxima um valor crítico (determinado como um todo pelo sistema) o sistema sofrerá uma bifurcação –Sistemas instáveis: São sistemas que freqüentemente sofrem mudança rápida em resposta a relativamente pequenas mudanças para um parâmetro particular. Um sistema é descrito como instável se a perturbação e a dinâmica da mudança de sistema forem ampliadas e nunca voltarem para a trajetória prévia que seguindo uma perturbação

27 Estrutura Fracional –Fracional é um objeto que exibe uma estrutura auto- semelhante detalhada em cima de uma ampla gama de escalas –Os meios mais comuns de ilustrar um fracional é descrever uma linha costeira. O comprimento de uma linha costeira variará, dependendo das unidades utilizadas para medi-la, use uma régua com escala menor e será possível resolver níveis de detalhes mais finos. Em qualquer escala, porém, a estrutura parecerá semelhante

28 Predizendo o comportamento de sistemas complexos Em princípio, estes sistemas são determinísticos, mas isto não significa que eles são previsíveis. Kellert (1993, p. 50) distingue quatro níveis de determinismo

29 -Dinâmica diferencial - implica que o comportamento pode ser descrito através de equações diferenciais; -Evolução única - implica que a evolução de sistemas pode ser especificada tão logo seja conhecido o estado do sistema em algum momento do tempo; -Valor determinado - implica que todas as propriedades do sistema definiram bem os valores reais; e -Previsibilidade total.

30 4. Autopoiese - auto sistema de produção O conceito de autopoiese –Autopoiese é um termo desenvolvido por Humberto Maturana e Francisco Varela para descrever uma classe de sistemas onde o 'produto' primário do sistema operacional é ele próprio. –A capacidade para auto-produzir é a característica distintiva da organização de tais sistemas, ela pode incluir uma capacidade de re-produção (produção de uma nova e semelhante entidade, separada do 'pai') mas este não é um pré-requisito para a autopoiese –Todos os sistemas vivos são autopoiéticos, embora não todos os sistemas autopoiéticos precisem estar vivendo

31 –Eles contêm: Relações que determinam a topologia da unidade e por isso sua fronteira física - isto é, eles produzem sua própria fronteira; Relações que especificam as propriedades dos componentes do sistema; Relações de ordem, isto é, aquelas que determinam a dinâmica.

32 Sistemas autopoiéticos e descrição cibernética –Sistemas autopoiéticos têm graus variados de plasticidade ou flexibilidade estrutural. Estrutura flexível permite ao sistema adaptar-se para perturbações para conservar sua organização, isto é, sua autopoiese –Sistemas cibernéticos manterão sua viabilidade e, por isso, identidade como sistemas viáveis, provando que eles têm variedade requerida, isto é, flexibilidade suficiente para acomodar deformações do ambiente

33 Desenvolvimento de sistemas autopoiéticos –A ontogenia (história da transformação estrutural) de uma unidade autopoiética é a história das mudanças estruturais que ele sofre para manter sua autopoiese. As mudanças acontecem devido à dinâmica interna da unidade particular e devido à sua reação à perturbação externa que surge por sua operação em um ambiente ou em relação a outras unidades

34 Assim, embora...todas as mudanças sejam determinadas internamente, para um observador sua ontogenia reflete parcialmente sua historia de interação com uma ambiência independente. De conformidade com isso, dois sistemas autopoiéticos praticamente equivalentes podem ter ontogenias diferentes (Maturana e Varela 1980, p. 99).

35 Parte II – Origem da Ordem No seu livro Ciência Ordem e Criatividade, David Bohn e David Peat (1987, p. 104) (…) Quando idéias de ordem mudam para um modo realmente fundamental, eles tendem a produzir uma mudança radical na ordem global da sociedade

36 Teoria da complexidade traz implicações potencialmente profundas para nossa compreensão da natureza e das origens da ordem nos sistemas sociais. McKelvey (1997, p. 7) identifica fontes de ordem no mundo natural e social, que são: ordem física; ordem orgânica; ordem racional e complexidade.

37 Ocorrem empréstimos regulares de conceitos entre Ciencias biológicas e Ciencias Sociais; Exemplo: adaptação, evolução, seleção competitiva. Como a meta deste trabalho é ajudar a reunir o natural com o social…

38 1. Ordem orgânica e sua relação para a reunião social A teoria evolutiva apresentou, durante o último século, o domínio principal para o discurso em processos de desenvolvimento e para a origem da ordem, no sistema biológico. Depew e Weber (1997) declaram que, grande parte da literatura evolutiva reflete um empréstimo sucessivo de conceitos de dinâmica.

39 Os primeiros capitalistas econômicos, por seu turno, utilizaram a dinâmica Newtoniana. Na economia e biologia houve a adoção de um modelo de equilíbrio como o núcleo de propriedade dinâmica. Ambos chegaram às conseqüências do sistema de operação, com convergência para um único ponto de equilíbrio. Para os economistas representa o 'último valor' e, para os biólogos, o 'equilíbrio da natureza.

40 1.1 Adaptação Adaptação em biologia insinua, geralmente, ser adaptado ao ambiente, ao invéss do processo de se adaptar. Em outras palavras, descreve não tanto o processo mas o resultado da mudança.

41 1.2 Evolução Até metado do século XX: a evolução insinuaria a progressão das mais baixas (inferior) formas de vida para as formas mais altas (superior), culminando na espécie humana...

42 Recentemente: a evolução – comparada - 'seleção natural.' Na tradição Darwiniana, a seleção natural foi vista como seleção do mais bem preparado, ou o resultado de competição para recursos escassos

43 O conceito de evolução, como utilizado em biologia, que assume herança reprodutiva, não necessariamente se ajusta bem às necessidades da ciência social. Um sistema social pode subsidiar outros sistemas sociais através do fracionamento. É discutível que esse fracionamento possa representar ou envolver alguma transferência típica, embora hábitos arraigados possam ser substituídos por regras de ação, e regras e procedimentos formalizados possam ser substituídos pelo DNA.

44 1.2.1 Otimizar ou satisfazer Otimizar = adaptação máxima – do organismo ao ambiente. Um organismo é visto como forçado a se adaptar à pressão seletiva do ambiente. O efeito desta seleção 'natural' é preferir o mais ajustado (normalmente medido pela fecundidade relativa e taxas de sobrevivência) ao menos ajustado, e a trajetória global objetiva o maior ajuste ou otimização

45 Smith e Stevens (1995) declaram: Um sistema responde a uma perturbação para manter sua adaptação. Não há, contudo, porque se dizer que tal resposta é ótima. O sistema não pode antecipar perturbações futuras, embora sua evolução conduza à sua adaptação, para responder às perturbações comuns do ambiente

46 1.2.2 Mudança Ontogenica e Filogenica O termo evolução é, geralmente, utilizado como um descritor de processo para a filogenética, enquanto o desenvolvimento é usado como um descritor para a ontogênica.

47 Ontogenia: o desenvolvimento de um ovo fertilizado para um embrião, para um adulto e para um velho, reflete o ciclo ontogênico de um organismo.

48 Filogenia mudança estrutural, tornada possível por discrepância genética o que se tornada possível através da reprodução

49 1.2.3 Aptidão representado (características ou estratégias para sobrevivência) que uma espécie pode adotar. Cumes representam estratégias que melhor equipam as espécies.

50 1.3 Co-evolução A adaptação serve para manter configurações, onde espécies adjacentes um ao outro, em um espaço ecológico, complementam um ao outro. Se o equilíbrio alcançar o sistema como um todo, este será insuficiente para acomodar as necessidades de espécies particulares, essas espécies desaparecerão ou passarão por mudança relativamente rápida, a uma condição em que possam sobreviver. Continua...

51 A espécie que não for suficientemente flexível desaparecerá, ou o estado que ela precisa adotar estará muito longe de sua estrutura atual… Para espécies que interagem de tal forma que o cume local para um indivíduo corresponde a um cume local para os outros, a teia ficará em equilíbrio (ponto atrator), caso contrário eles atravessarão um atrator mais complexo.

52 1.3.1 Resultado de co-evolução Na natureza, a adaptação toma uma de duas formas gerais; níveis altos de diversificação de espécies, que operam dentro de nichos claramente definidos; e/ou algumas espécies flexíveis capazes de operar em uma gama extensiva de ambientes. Isto pode ser devido ao efeito de ciclos curtos e longos de perturbações periódicas. Continua…

53 Perturbações de ciclo curto favorecerão organismos de um nível alto de plasticidade estrutural dentro de uma geração, isto é desenvolvimento ontogênico favorável ou organismos que podem se adaptar aprendendo. Perturbações de ciclo longo seriam favoráveis à diferenciação por diversidade filogenética. Continua …

54 Através da co-evolução e do desenvolvimento ontogênico, nós deveríamos esperar sistemas suficientemente complexos para chegar a configurações relativamente estáveis * Estabilidade aqui insinua funcionando em um atrator ou entre um jogo regular de atratores, em lugar de em uma condição estática (equilíbrio).

55 1.4 Meta-adaptação O trabalho de Kauffman, demonstrou que é o número de componentes dentro de um sistema e a densidade de interconexão entre componentes que determinam se sua dinâmica dominante será estável, quase-estável ou caótica. Kauffman descreveu o estado quase-estável como existindo no limite entre os comportamentos caótico e estável e sugeriu que a seleção natural' conduz a auto- organizados sistemas para se mover através dessa 'extremidade de chaos Diferente X: AREIA (Per Bak 1991)

56 1.5 Adaptação e mudança social e cultural A estrutura social surge como? Resposta: Para ser explicável a partir de uma perspectiva de Darwin, a socialidade deveria apresentar espécies com um pouco de vantagem seletiva, caso contrário seria difícil explicar seu aparecimento, exceto como uma ocorrência por causalidade.

57 2. Ordem de complexidade – sistemas dissipativos e ordem espontânea Sistemas dissipativos – a ordem é auto- gerada, vem de dentro. (até o momento existia constrangimento do ambiente) Depew e Weber (1998) argumentam este posicionamente dizendo que sem a auto- organização, ao nível químico, não há nenhuma forma pela qual se pode, então operar a 'seleção natural.' Em outras palavras, as estruturas a partir das quais se operam os atos de seleção são estruturas auto-produtoras de substância química,

58 Aparecimento – insinua organizações hierarquicas. A explicação procede de um domínio ou do outro e não pode proceder para explicar um jogo de fenômenos em termos do outro. Boudon nós devemos procurar o que as ações do sujeito significam para eles em sua própria situação particular 2.1 Aparecimento

59 2.2 Auto-organização Auto-organização é qualquer sistema que se traz a um estado fixo, isto é, qualquer sistema que demonstra auto-regulação

60 3. Contribuição de ordem – a contribuição da teoria social Burrell e Morgan (1994) expuseram uma estrutura global, para incluir dentro dela as diversas concepções da teoria social. Eles categorizaram modos de pensar sobre a sociedade, baseados em suposições sobre a natureza da realidade e sobre características dinâmicas fundamentais daquela realidade. Eles os rotularam como a dimensão subjetiva- objetiva (suposições fundamentais, feitas por um teorista) e a dimensão reguladora-radical (relevância do conhecimento para o desenvolvimento social.)

61 Trabalhando com as duas dimensões, Burrell e Morgan identificaram quatro caracterizações dominantes ou paradigmas da sociedade e mudança social. Os paradigmas são: Funcionalismo; Humanista radical; Estruturalista radical; Interpretativo.

62 Escolas Contrastantes: Modernismo e Pós-modernismo; Modernismo: ficam evidentes os elementos fundamentais da crítica de muita teoria social contemporânea, que ocupa o centro deste trabalho. Os assuntos críticos são: a estrutura social e o comportamento são derivados da ação racional, ou seu equivalente; Continua...

63 a estrutura social e o comportamento são conseqüência e demonstram ação dirigida propositalmente; e os sistemas sociais como auto-regulandos tendem para a homeóstase. Pós-modernismo: representa uma rejeição de afirmações verdadeiras e reivindicações universais do conhecimento.

64 O social A teoria social está preocupada com os efeitos do comportamento coletivo, isto é, entender os padrões sociais que emergem e as diferentes conseqüências que estes podem ter

65 Mudança Social Boudon (1991) propõe que aproximações para compreender a mudança social podem ser agrupadas em quatro categorias. 1. interessada com a identificação de tendências inevitáveis e/ou irreversíveis ou fases de 'desenvolvimento' social;

66 2. interessado em estabelecer leis condicionais ou relações causais necessárias, tais que, se ocorrer um evento 'a', pode ser esperado, razoavelmente, que se seguirá o evento 'b'; 3. na procura de formas de mudança; 4. buscando identificar causas ou fatores de mudança.

67 4. Autopoiese e Sistemas socias, segundo Maturana e Varela Explicação de Sistemas sociais: Uma mudança em um sistema social humano acontece como uma mudança na rede de conversações, geradas pelos seus membros. Porém, para que a aparência dos membros de qualquer sistema social particular se torne o que eles são, e gere um comportamento que os perceba, pela participação em sua constituição, as interações normais de um ser humano em um sistema social, ao qual ele ou ela pertence, são sua confirmação disto e, como seu membro nela, contribui para a produção de membros que a confirmam (Maturana 1988, p.. 69).

68 Maturana e Varela Sistemas Autopoiéticos são: 1- seu principal produto são eles mesmos, isto é, eles são os primeiros e mais avançados auto- produtores; 2. eles produzem seu próprio limite como resultado do seu processo contínuo de autoprodução; 3 eles são operacionalmente fechados e são, por isso, autônomos – sua resposta à perturbação é completamente determinado pela sua estrutura;

69 4. no caso de unidades compostas há dependência mútua entre os níveis de autopoiese - a contínua autopoiese dos componentes de uma unidade composta é dependente na manutenção da autopoiese da unidade composta e vice-versa.

70 5. Estabelecendo a ponte entre as ciencias naturais e sociais... "É evidente que a teoria de autopoiese provê uma estrutura capaz de atravessar a divisão estabelecida entre as ciências naturais e sociais. Identificando os mecanismos que permitem organismos a desamarrar sua própria complexidade e entrar em processo co-evolutivo e junção estrutural (dois ou mais sistemas interagem), e, fornecendo flexibilidade suficiente, um coordena as ações do outro, assim temos as fundações de uma ciência naturalista."

71 Pesquisa social contemporânea Nós últimos 10 anos tem crescido na literatura a associação entre as ciências a ciência social, a complexidade e a teoria das organizações A pesquisa examina associações metafóricas entre fenômenos complexos naturais e fenômenos sociais, gerando novos maneiras de entender tais fenômenos

72 Pesquisa social contemporânea 1 A teoria da complexidade Complexidade, abrange ou encerra muitos elementos ou partes( AURÉLIO, 2000) Grupo ou conjunto de coisas, fatos ou circunstâncias que têm ligação ou nexo entre si.( AURÉLIO, 2000) se procurar caos o significado é mais amplo:

73 Pesquisa social contemporânea Comportamento praticamente imprevisível exibido em sistemas rígidos por leis deterministas, e que se deve ao fato de as equações não-lineares que regem a evolução desses sistemas serem extremamente sensíveis a variações, em suas condições iniciais; assim, uma pequena alteração do valor de um parâmetro pode gerar grandes mudanças no estado do sistema, à medida que este tem uma ligação temporal( AURÉLIO, 2000)

74 Pesquisa social contemporânea 1.1 A teoria da complexidade na Administração As organizações sob o ponto de vista da complexidade, são fenômenos que emergem da ação e interação dos agentes( pessoas que as formam). Pessoas são agentes que não tem comportamento homogêneo e agem sob a influência do próprio ambiente que estão criando

75 Pesquisa social contemporânea Existe aí uma situação de causalidade, de agentes sobre o sistema e o sistema sobre os agentes, provocando fenômenos característicos que são o foco da Complexidade. Um dos desafios é a migração de conceitos consolidados em outras áreas como a matemática, física, química e biologia, para o estudo das organizações

76 Pesquisa social contemporânea A ligação da complexidade com a administração, se construída sob a base da teoria de sistemas, dinâmica de sistemas e da cibernética, tem quadro conceitual considerável para se apoiar.

77 Pesquisa social contemporânea 1.2 Exemplo de um sistema não-linear A) participação funcionários nos lucros B) produtividade C) lucros

78 Pesquisa social contemporânea - Uso da microeconomia – para evidenciar a complexidade, fazendo o sistema ser não-Linear PERCENTUAL A SER DISTRIBUÍDO PRODUTIVIDADE VALOR DOS LUCROS DISTRIBUIDO LUCROS

79 Pesquisa social contemporânea 1.3 Aspectos essenciais da complexidade: Organizações são sistemas pelo fato que são um agrupamento de partes que operam juntas para um propósito comum; São sistemas dinâmicos pois o tempo é uma variável do sistema; São sistemas abertos pois se relacionam com o ambiente externo;

80 Pesquisa social contemporânea São sistemas não-lineares, pois há a presença simultânea de feedbacks positivos e negativos; São sistemas adaptativos pois as partes mudam para se adaptar a estímulos internos e externos, como conseqüência mudam regras de inter-relacionamento também; São sistemas dissipativos, buscam no ambiente energia para sobreviver e se desenvolver;

81 Pesquisa social contemporânea os sistemas organizacionais, estão sujeitos aos seguintes aspectos da complexidade: Dependência sensitiva às condições iniciais, suejeitos a incerteza a partir de determinado n° de ciclos; Operam sobre o caos determinístico, gerando internamente força em direção a mudança;

82 Pesquisa social contemporânea Podem ser vistos como estruturas fractais, com auto semelhança entre uas partes, relacionadas segundo as leis de escala; Operam em estabilidade dinâmica, em torno de Atratores estranhos que podem mudar de posição em função da capacidade adaptativa; Podem evoluir autonomamente, sem necessidade de um estímulo externo, através de processos de geração de alternativas;

83 Pesquisa social contemporânea Podem mergir de procesos de auto- organização, baseado em acidentes congelados na forma de regras.

84 Pesquisa social contemporânea 1.4 Contexto da teoria das organizações Os autores Burrel e Morgan(1994) identificam 3 raízes teóricas a teoria das organizações: Sociologia da organização que deriva de Weber tendo uma influência significativa; Psicologia, olhar a organização e observar o comportamento dos individuos e sua interação com a organização; Teoria sistêmica, analisar a organização com um sistema complexo;

85 Pesquisa social contemporânea ao analisar as organizações utilizando instrumentos importados da biologia e adaptado a natureza social, o teórico era vítima do que chamamos de ilusão científica; pois acreditava que o objeto de análise era previsível tanto quanto os sistemas biológicos...(MOTTA, 2000)

86 Pesquisa social contemporânea A teoria da Complexidade, mostrou que: Sistemas biológicos e físicos são, imprevisíveis após um certo número de ciclos, e que a imprevisibilidade também pode ser tratada com rigor científico e utilizada para entendimento destes sistemas. Atualmente a teoria da complexidade tem inúmeras aplicações práticas, não somente em experimentos controlados.

87 Pesquisa social contemporânea 2 Metáforas comuns nas organizações O autor Morgan(2000), descreve metáforas, para distinguir processos importantes e relações entre os componentes de um sistema organizacional:

88 Pesquisa social contemporânea 2.1 Organizações vistas como máquinas Nesta visão começamos a ver a organização como empresas racionais planejadas e estruturadas para atingir determinados fins: A máquina organizacional tem metas e objetivos; Ela é planejada como um estrutura racional de tarefas e atividades; Seu desenho torna-se um organograma;

89 Pesquisa social contemporânea As pessoas são contratadas para operar a máquina e todo mundo deve comportar-se de maneira predeterminada. A própria palavra organização, deriva da grega Organon, que significa ferramenta instrumento, porisso que tarefas, metas, propósitos objetivos são conceitos organizacionais fundamentais.

90 Pesquisa social contemporânea 2.2 Organizações vistas como Organismos A imagem de um organismo procurando adaptar-se e sobreviver num ambiente de mudanças Organização como um conglomerado de seres humanos, negócios e necessidades técnicas inter-relacionados; Encora-nos a aprender a arte de sobrevivência corporativa;

91 Pesquisa social contemporânea Leva-nos a desenvolver sistemas orgânicos vibrantes que permanecem abertos a novas mudanças; Assim como na natureza, a evolução do mundo corporativo reflete a sobrevivência da adaptação; A teoria da organização, deriva da biologia quando desenvolve a idéia de que os empregados são pessoas com necessidades complexas que precisam ser satisfeitas para que tenham uma vida plena e saudável e para que atuem com eficiência no ambiente de trabalho.

92 Pesquisa social contemporânea 2.3 Organizações vistas como cérebros Se pensarmos na organização como cérebros: Focalizamos sua capacidade de aprender e o processo que tanto pode atrofiar quanto aumentar a inteligência organizacional; Descobrimos como o resulatdo da moderna pesquisa sobre o cérebro podem ser traduzidos me princípios para criar organizações que aprendem;

93 Pesquisa social contemporânea Entendemos como a inteligência pode ser distribuida através de uma empresa; Vemos como o poder da informática pode ser usado para desenvolver modos descentralizados de organizações que são simultaneamente globais e locais; Organizações vistas como cérebros processadores de informação; A cibernética veio ensinar as organizações a aprender e a apreder a aprender;

94 Pesquisa social contemporânea A nova economia do conhecimento, onde a inteligência a criatividade e o poder de entendimento dos humanos são recursos- chaves, podemos esperar que as idéias e princípios envolvidos na criação de organizações semelhantes a cérebros se tornem cada vez mais uma realidade. ( DRUCKER apud Morgan 2000).

95 Pesquisa social contemporânea 2.4 Organizações vistas como culturas Quando consideramos esta metáfora vimos a organização com seus valores, rituais, crenças, ideologias como em uma mini- sociedade. Vimos variações em estilo de uma nacionalidade para outra; Organizações individuais tem suas pórprias culturas;

96 Pesquisa social contemporânea Entendemos que as atitudes de uma organização são o reflexo que está na mente das pessoas; Nota-se que enquanto algumas culturas corporativas são uniformes e fortes, outras são fragmentadas e com sub-culturas; Os significados compartilhados, permite que as pessoas se comportem de forma organizada.

97 Pesquisa social contemporânea 2.5 Organizações vistas como Sistemas políticos Quando vemos a organização como um sistema político, o que vem a mente são padrões de interesse, concorrentes, conflitos e jogos de poder; Visualizamos a organização e a administração como um processo político; Identificamos diferentes estilos de governo;

98 Pesquisa social contemporânea Vimos como a organização se torna politizada devido a interesses divergentes de indivíduos e grupos; Reconhecemos o conflito como uma propriedade natural da organização; Observamos muitas fontes de poder e aprendemos como podem ser utilizadas para nosso interesse.


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