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Renato Pernigotti Sudbrack, bolsista Pibic Marta Regina de Leão DAgord, orientadora, Instituto de Psicologia - 2009 INTRODUÇÃO Esta pesquisa faz parte.

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1 Renato Pernigotti Sudbrack, bolsista Pibic Marta Regina de Leão DAgord, orientadora, Instituto de Psicologia INTRODUÇÃO Esta pesquisa faz parte do projeto Psicanálise e Literatura e enfoca a elaboração psicanalítica dos conceitos de sadismo e masoquismo. O termo sadismo surgiu, no campo da psicopatologia, quando Krafft-Ebing ( ) denominou de sadismo um conjunto de comportamentos sexuais por semelhança com as descrições de comportamentos sexuais que apareciam na obra do escritor francês Donatien Alphonse-François, o Marquês de Sade ( ). O termo masoquismo foi também proposto por Krafft-Ebing a partir da comparação entre o conteúdo dos romances do escritor Leopold von Sacher Masoch ( ) e os comportamentos de humilhação. Os conceitos de sadismo e masoquismo originaram-se, portanto, da intertextualidade entre Literatura e Psicopatologia. MÉTODO O método de pesquisa é o ensaio metapsicológico em intertextualidade. Este método consiste na análise de conceitos do campo da clínica em diálogo com fontes que se originam de outros campos do conhecimento. As tentativas de representação do inapreensível, chamado Real, enriquecem a intertextualidade entre Psicanálise e Literatura. LITERATURA O narrador de Venus das Peles, romance de Sacher Masoch, relata: Wanda me desferiu uma chibatada; Doeu? – perguntou. - Não – retruquei, e mesmo se tiveste me provocado a dor, o que me infliges é um prazer (...) - Está em mim – Wanda meditativa – pode ser que jamais tenha vindo à luz, mas tu o despertaste, desenvolveste-o, e agora, convertido em ímpeto poderoso, que me invade, ali está meu gozo, onde outra coisa eu não posso nem quero. PULSÕES A Psychopathia Sexualis de Krafft-Ebing (1886) estabeleceu uma classificação para os fenômenos relacionados à sexualidade, definindo como desviantes aqueles que não envolvessem a finalidade de união genital. Um novo olhar sobre esses fenômenos conduziu Freud (1915) à elaboração do conceito de pulsão, o qual permitiu pensar o além do prazer ou gozo inconsciente enquanto dimensão inapreensível via representação. As pulsões sexuais são caracterizadas pelo fato de substituírem-se, de forma vicariante, umas pelas outras e de poderem trocar seus objetos com facilidade. Ações aparentemente contrárias, como torturar e ser torturado, remetem a um sujeito que pode ser o eu ou um outro. Se é possível uma inversão, haveria uma continuidade nos contrários? Essa continuidade aparece na descrição que Freud apresenta do par de opostos sadismo e masoquismo: (1) Violência ou exercício de poder contra outra pessoa: sadismo; (2) Redirecionamento da violência contra o próprio sujeito; (3) Novamente outra pessoa é procurada, agora para exercer a violência contra o próprio sujeito: masoquismo. RESULTADOS: DIÁLOGO COM A TOPOLOGIA A teoria das pulsões permite a leitura de sadismo e masoquismo como processo em continuidade ou vizinhança. Esse resultado permite iniciar um diálogo com a Topologia, a qual oferece uma estrutura homóloga, através de uma superfície não-orientável chamada de fita de Moebius. Essa superfície é obtida pela colagem das duas extremidades de uma fita após ser realizada uma meia torção ou um número ímpar de meias torções em uma dessas extremidades. Quais contribuições poderiam advir dessa homologia para o estudo da relação entre sadismo e masoquismo? REFERÊNCIAS Eidelsztein, A. (2006). La topologia en la clínica psicoanalítica. Buenos Aires: Letra Viva. Freud, S. (1915/2004). Pulsões e destinos da pulsão. In: Escritos sobre a Psicologia do Inconsciente. pp Rio de Janeiro: Imago. Krafft-Ebing, R. Von. (1886/1895). Psychopathia sexualis. Paris: Georges Carré Editeur. Sacher-Masoch, L. (1870/2008). A Vênus das peles. São Paulo: Hedra. Psicanálise e Literatura: sadismo e masoquismo revisitados O método de pesquisa é o ensaio metapsicológico. Este método é depreendido dos escritos metapsicológicos de Freud e consiste na análise rigorosa de conceitos do campo da clínica das formações do inconsciente postos em diálogo com fontes que se originam de outros campos do conhecimento. Nesta pesquisa, a elaboração metapsicológica produz um diálogo entre a clínica, a psicopatologia e o campo da literatura.


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