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A GRAMÁTICA NA INTERFACE LÍNGUÍSTICA-PLN

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Apresentação em tema: "A GRAMÁTICA NA INTERFACE LÍNGUÍSTICA-PLN"— Transcrição da apresentação:

1 A GRAMÁTICA NA INTERFACE LÍNGUÍSTICA-PLN
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LETRAS Teoria da Instância Dialógica: identificação de intenções e processamento de informação. Não é o conteúdo que se revela universal, mas a natureza da interação dialógica (COSTA). Diálogo: se Proposição poderia livrar-se do problema das línguas (entidade mais abstrata, forma). CONECTIVIDADE FÍSICA E MENTAL (via diálogo > formas e sentidos). Seguindo Fodor (1975), a TR distingue semântica lingüística (a semântica das sentenças em língua natural) e semântica das condições-de-verdade (a semântica das representações conceituais). Assim como a imagem, o signo verbal é tido como a representação de algo. Conhecido, suposto e manifesto. Envolvem crença? Condições-de-Veracidade Diálogo: expressão Arte: diálogo Comunicação puramente inferencial: rara, pensamentos comunicados tendem a ser bastante simples: 60. Uma pessoa que assuma a posição forte de que toda a comunicação humana tem de ser explicada em termos inferenciais tem pela frente a tarefa de tornar a descrever a codificação e a decodificação em termos inferenciais. 60. “inferências concomitantes” = interpretações distintas = interlocutores distintos Conhecimento “partilhado” – diferença de ambientes físicos, capacidades perceptuais, inferenciais, conceitos# representações # inferências# memórias #. what is perhaps most striking about enunciation theories of film narration is the absence of justification for applying linguistic categories.” Bordwell, 1985 46: The fact is that human external languages do not encode the kind of information that humans are interested in communicating. Linguistically encoded semantic representations are abstract mental structures which must be inferentially enriched before they can be taken to represent anything of interest (1995: 174). EMOÇÕES, INTENÇÕES, FORMAS TIDAS COMO NÃO-PROPOSICIONAIS Joly (1996) argumenta ainda que a comunicação pela imagem trabalha com um tipo de expectativa específica e diferente em relação à verbal. Muito mais info: aguçar o sentido da observação e do olhar JOLY, INTENÇÃO COMUNICATIVA. Desde muito pequenos, aprendemos a ler imagens ao mesmo tempo em que aprendemos a falar. 43 A imagem é o resultado de tantas transposições que apenas um aprendizado (precoce) permite “reconhecer” um equivalente da realidade. 43 - Em nosso trabalho, observaremos até que ponto a imagem recai em tal incerteza comunicativa. “queremos sugerir que aquilo que os fenômenos visuais são para a cognição visual, os fatos manifestos são para a cognição conceitual.” (2001:79) “parece q a utilização de imagens aumenta o grau de entendimento da intencionalidade do falante, mas pode sugerir uma intencionalidade q não é verdadeira gerando interpretações equivocadas” Jeff SANTANA. Para SW, não aumenta o grau de compreensão mas fornece mais pistas. Torna mais info manifestas, ambiente cognitivo. mútuo. a imagem tem um poder sugestivo maior, porém comunica mais rapidamente. isso é uma aparente contradição da teoria, pois haveria um custo maior de processamento e não é o q ocorre, elas sao processadas mto rapidamente. A questão é q isso envolve processamento de conceitos e o custo ainda seria elevado, pois um grande número de info são veiculadas. “o processamento não é fragmentado na imagem ele feito através do todo” Santana. A decodificação seria mais rápida, mas o processamento de suposições não. a comunicação não codificada como as imagens são muito subjetivas, tendo em vista q não apresentam evidência direta da intencionalidade do foco tu ficaria procurando o foco na imagem enquanto no código o foco traz evidencias diretas. esse é o subjetivismo, pois fica a cargo mais do ouvinte dq do falante. Não é direto (intencionalidade) como em presença de código. Linguagem (não apenas código – carrega evidência direta de intencionalidade) – Comunicação (código/inferência) – Cognição (de-codifica e processa inferencialmente) - mecanismos e processos subjacentes à comunicação humana - código (forma – representação semântica; parcela de evidência) e inferência (conclusão a partir de premissas; produção/interpretação de evidências) modelo ostensivo-inferencial (Comunicação Ostensiva – seres cognocentes, comunicação com os animais é basicamente inferencial) SOBRE CONTEÚDO. ANÁLISE DE CONTEÚDO. produção e interpretação de evidências: tornar mais manifesto um conjunto de suposições De que forma essas informações se tornam mutuamente manifestas? Com que finalidade? A primeira resposta é direcionada para o fornecimento de evidência. Quanto à segunda questão, a resposta relaciona-se com a intenção comunicativa do falante. Conexões assimétricas, há diálogos simétricos? “Uma série de intenções dirige o processo e são on-line. O conjunto das partes e o todo com relação as partes” Instância Dialógica: retórica artística, diálogo assimétrico, diálogo expressivo (I-O; O-M via autor ou A-M via O.) princípios comunicativos, podendo o verbal e o imagético ser abordados em suas semelhanças, mesmo em observância a suas especificidades, enquanto textos que exigem do leitor decodificação/percepção e processamento inferencial complexo. Essas inferências não são tomadas unicamente como decodificações isoladas, elas, além de permitirem, em si, relações entre linguagens, como entre a linguagem stricto sensu e a linguagem imagética, são processadas dentro de um modelo comunicativo e cognitivo equivalente, o ostensivo-inferencial. Quando se defende a existência de uma relação isomórfica entre as linguagens verbal e imagético-visual, refere-se ao fato de que suas categorias têm o mesmo valor de análise. Assim, tem-se que as inferências constituem cadeias e que as cadeias inferenciais linguísticas e imagéticas são tomadas como análogas. O tratamento de análise assumido os toma como categorias em igualdade de decomposição. Conforme S&W (1995), enquanto os mecanismos de input lingüístico derivam formas lógicas, os de input sensorial (obtidos pela percepção) derivam uma identificação conceitual. Os autores argumentam que em graus variados, toda comunicação não-verbal é exemplar de comunicação fraca, na medida em que não podemos estar certos a respeito de quais suposições tornadas manifestas pelo comunicador foram as que ele realmente tinha em mente. Assim, o conjunto de suposições comunicado pode ser definido em termos gerais, mas os membros individuais deste conjunto não podem ser enumerados (1995, p. 175). Os argumentos de S&W dizem respeito ao fato de a descrição lingüística de uma elocução ser determinada pela gramática e não ser alterada pelos interesses e pontos de vista do ouvinte, além de as possibilidades de interpretação concorrentes de uma sentença tenderem a excluir-se mutuamente, contrariamente ao que ocorre com estímulos ostensivos não-codificados. Para os autores, a comunicação lingüística é a forma mais forte possível de comunicação, uma vez que trabalha com certo nível de clareza que a comunicação não-verbal não possui, sendo esta totalmente implícita. Linguagem ou arte, o discurso imagético é um sistema aberto, difícil de codificar, com suas unidades de bases não discretas (= as imagens), sua inteligibilidade por demais natural77, sua ausência de distância entre significante e significado (p. 76). Há uma nota em relação ao uso da palavra natural. A naturalidade referida (p ) relaciona-se tanto à inexistência de um código especial e explícito, quanto à existência de outras formas de codificação enraizadas nas organizações sócio-culturais. METZ A interpretação da imagem parece contraditoriamente nebulosa e fácil, ou seja, é possível captar seu sentido, mesmo sendo totalmente implícito e mesmo que não seja o pretendido pelo comunicador. Isso decorrente de sua natureza de sistema não-codificado, já que há lacuna de unidades distintivas. Uma proposição comunicativa é veraz ou não. Veracidade=verdade provisória, ou on-line Na comunicação dialógica, os interlocutores regulam a troca comunicativa on-line. NATUREZA DO DIÁLOGO – UNIDADE BÁSICA DE COMUNICAÇÃO – ENVOLVE GRAUS DE INTERATIVIDADE – TIPOS DE DIÁLOGO: EXPRESSIVO – OBJETIVO: EXPRESSAR, COMUNICAR CONECTIVIDADE NÃO-TRIVIAL (HÁ UMA TENDÊNCIA COGNITIVA PARA A CONEXÃO COMUNICATIVA, PRIMEIRO CONEXÃO, EXPRESSAR INTENÇÕES E EMOÇÕES, DEPOIS CONTEÚDO – PRINCÍPIO DA RELEVÂNCIA) “A ARTE É UMA FORMA DO SER HUMANO EXPRESSAR SUAS EMOÇÕES, A PARTIR DE VALORES ESTÉTICOS E REPRESENTADA POR FORMAS O Dito Explícito: Trata-se do significado que se assume A proposição de A é: Eu, A, estou em POA às 14 horas de 24 de agos- to, 2010, hoje, e esperando por ti, B, desde as 12h do dia 24 de agosto de 2010 O Dito Explícito é: Estou aqui te esperando há duas horas. ( uma economia/relevância) O Dito Implícito é o pressuposto pelo contexto. Parece que o contexto não completa, ao contrá- rio, é pressuposto pelo Dito Explícito O Dito Implícito é uma afirmação não- expressa, mas assumida pelos interlocutores como tal. Então, sentido, consistência e adequação são, grosso modo, bases para condições de entendimento e veracidade. Condições de veracidade ‘v’ implicam relações entre os Interlocutores. ‘’p’ e v sse A e B aceitam que p’. O dito implícito traz a questão de que o pressuposto no diálogo não é recuperado via inferência, posto que não há enriquecimento e nem recuperação de info, mas um compartilhamento on-line de informações. Informa- ções do contexto conversacional podem ilustrar a a noção de explicatura. Mas para que haveria a idéia de complementar para que a proposição pudesse ser Identificada como verdadeira, ou falsa. Mas, como se disse, Condições de Verdade estão para a Lógica assim como Condições de Veracidade estão para o diálogo. Na interface Lógica/Linguagem Natural, o objeto são os argumentos dedutivos, validade, consistência, correção, etc. Na interface com a Comunicação Dialó- gica, o objeto são argumentos multiformes em con- fronto, aceitação, recusa, intenções, etc. Seja como for, condições de veracidade pressupõe condições de de boa formação lexical, sintática, semântica e prag- mática, sem as quais a proposição nem se constitui. Se em ‘ele não viu ela em nenhum lugar’ os interlocu- tores não identificam ‘ele’, ‘ela’, e ‘lugar nenhum’, en- tão, não há condições de veracidade. As condições pragmáticas se levadas ao extremo de exigência de complementação têm como conseqüência a falência da proposição que nunca chega a se constituir, ou à idéia de pragmática radical. Na verdade, basta que se distingam aspectos formais de comunicativos nas Interfaces. Entre duas proposições de mesmo Dito, a de menor explicitação é mais relevante: A: Jorge Campos da Costa está na Pucrs, às 17h do dia 24 de agosto de 2010 B: Eu estou aqui agora ( proposição/enunciado) A e B contém a mesma proposição e o custo de B é menor Provavelmente, a inferência é mais barata que a codi- ficação /decodificação Assumimos que a codificação semântica do enunciado é determinada por leis de economia. (Relevância) O dito implícito é economia A inferência pode explicitar ou não as intenções As inferências podem ser canceladas para proteger as intenções As intenções são consistentes com as emoções e sentimentos As intenções determinam a tomada de decisões As intenções são associadas ao que se é, não ao que se diz As intenções dirigem o dito e o inferido Semântica Inferencial / C.Cognitivas /C.Comunicativas > Semântica Inferencial / C.Cognitivas/C.Comunicativas Objeto: Diálogo Argumentativo, inferências multiformes Teoria do Diálogo: O Diálogo é assumido como a unidade básica da comunicação social A forma mais elementar de Diálogo é o bilateral, entre pessoas A Estrutura básica do Diálogo consiste de Interlo- cutores como falante e ouvinte alternadamente A estrutura significativa do Diálogo envolve aspectos lexicais, sintáticos, semânticos e pragmáticos Para descrever o conteúdo significativo do Diálogo, é possível constituir quatro níveis diferentes e articula- dos entre si: O Dito Explícito O Dito Implícito O Intencional O Inferencial Sobre a Semântica Comunicativa: Objeto – significado social / Dito/Inferências -prosódico, mórfico, lexical, sintático, semântico e pragmático As passagens anteriores ilustram a complexidade da significação dialógica, na articulação dos diversos níveis. Dada uma certa intenção, o significado dialógi- co é obtido pela interatividade das subpartes. Stéphane Rodrigues Dias

2 O Modelo de Pesquisa Abordagem por interfaces: Metateoria das Interfaces (COSTA, 2007) Linguagem: objeto complexo – Linguística/Ciências formais Interfaces externas: Linguística/Ciência da Computação Interfaces internas: Sintaxe /Processamento Automático de Línguas Naturais (PLN) e/ou Linguística Computacional (LC) Objeto: conceito de gramática Em sentido amplo, o conceito de linguagem pode fazer referência a qualquer sistema significativo dentro de um contexto de interação social / Suas categorias têm o mesmo valor de análise. capazes de gerar inferências e cadeias inferenciais. considerando-se, além dos traços segmentais (comutados para formar sílabas, palavras e sentenças), traços prosódicos ou supra-segmentais (que se articulam para formar o ritmo de um enunciado ou sistema) e traços paralinguísticos (gestos, postura, movimento de olhos, expressões faciais, etc.). Temos que a cinema, enquanto fato de linguagem, ao captar tal universo da fala, abarcando expressões corporais, faciais, gestuais, traços prosódicos – através da imagem e da troca verbal –, é tomado como micromodelo dessa realidade, orientado, por hipótese, por um princípio de relevância, observado na relação custo/beneficio. As inferências são múltiplas e multiformes, porém há algumas tratáveis e é sobre essas que o trabalho se debruça O processo inferencial/ uma inferência é – processo pelo qual o falante deriva conclusões (aqui não-triviais) de um conjunto de premissas. Uma inferência é uma suposição derivada de um cálculo premissa/conclusão.

3 Objetivo geral Tendo em vista a diversidade de conceitos, de terminologia e de representações subjacentes a diferentes teorias gramaticais de base linguística e computacional, este artigo objetiva explicitar os fundamentos epistemológicos de gramática subjacentes às propostas de Gramática Categorial (TAG) e de Dependências (Gramática de Valências) na relação com a formalização para PLN, observando: (i) diferenças e semelhanças em termos de interfaces internas (morfologia/sintaxe, sintaxe/semântica; (ii) a relação gramática/léxico (abordagem (bi)lexical, categorial) e (iii) a explicitude dessas escolhas na interface amigável teoria lingüística/ aplicação computacional, parte do compromisso teórico dos pesquisadores para uma interface clara e relevante para ambas as áreas). as inferências constituem cadeias; as cadeias inferenciais linguísticas e imagéticas são isomórficas; iferência semântica/inferência pargmática (traços) – não-necessárias, canceláveis. Forma proposicional completa – proposição ao nível da forma (V/F) e do conteúdo – estrutura de conceito.

4 Interface Linguística/Ciência da Computação
Linguística computacional como sinônimo de PLN LC como matriz e PLN como interface LC como subárea da Inteligência Artificial (IA) – interface homem/máquina via linguagem natural LC como subárea da Linguística Aplicada LC como interseção entre Linguística e Ciências da Computação (DIAS-DA-SILVA, 2006) Processamento computacional de língua natural, tanto no modo escrito quanto oral, “registrada em meio escrito” (DIAS-DA-SILVA, 2009) Abordagem linguisticamente motivada: especificação explícita de propriedades e de regras ou padrões regulares de comportamento linguístico (idem). “Processamento automático das línguas naturais” > “automatic natural language processing”, Inteligência Artificial e das Ciências da Computação. “Natural language processing” (PLN e o estudo do processamento da linguagem humana, no âmbito da Ciência Cognitiva (Garret, 1990). Cada estímulo ostensivo transmite a presunção de sua própria relevância ótima e de que a nossa cognição segue o caminho do esforço mínimo no cômputo dos maiores efeitos, testando as hipóteses em ordem de acessibilidade e parando quando as expectativas de relevância são satisfeitas.

5 “Tomando por base o fato de os falantes processarem as estruturas lingüísticas instantaneamente e os resultados obtidos com a implementação computacional da “Teoria Padrão” (Chomsky, 1965), Gazdar (1982) mostra que as gramáticas gerativas, com seu grande número de dispositivos formais, são completamente inadequadas para servir de modelo de processamento das estruturas lingüísticas pelos falantes. A partir dessa análise, constrói um novo modelo de gramática, sem as clássicas “transformações” e o denomina Gramática Sintagmática Generalizada, origem da gramática Head-driven Phrase Structure Grammar, mais conhecida pela sigla HPSG (Pollard & Sag, 1994). Esses dois exemplos evidenciam que a argumentação de base computacional pode trazer novos recursos para se repensar as teorias lingüísticas “ (DIAS-DA-SILVA, 2009).

6 Formalismo na interface
“A representação de uma ontologia pode variar segundo o grau de formalização. Uma ontologia formal, em especial, apresenta os conceitos e as relações (entre conceitos) explicitamente definidas, ou seja, “legíveis pela máquina” (GRUBER, 1995). Gramáticas: “sistemas formais que , (i) descrevem as estruturas das sentenças de uma dada língua, e (ii) permitem, juntamente com o léxico, reconhecer e gerar sentenças dessa língua” (KAPLAN, 2004). Numa abordagem segundo a concepção linguisticamente motivada, “ o computador não poderá emular uma língua natural se não conseguir , em alguma medida, compreender o assunto que está em discussão” (DIAS-DA-SILVA, 2009, 188p.) Em situação discursiva normal, tal pessoa estaria implicando que vai buscar um livro que não era tópico da discussão entre os interlocutores do diálogo, bem como que o colégio em que irá buscar o livro é de conhecimento mútuo e até que, provavelmente, ele estude lá. As implicaturas são disparadas porque, em um momento, o falante não foi específico o bastante, isto é, não “da forma que se poderia esperar que fosse”; e, em outro momento, mesmo não tornando explícito, foi específico na indicação, tornando sua referência definida, singular. Tais implicaturas, é claro, carregam o traço pragmático da cancelabilidade. 6

7 Três fases para o desenvolvimento de sistemas especialistas e para uma metodologia para PLN (DIAS-DA-SILVA, 1999): Linguística: construção do corpo de conhecimentos sobre a própria linguagem, dissecando e compreendendo os fenômenos linguísticos necessários para o desenvolvimento do sistema. Linguístico-computacional: construção conceitual do sistema, envolvendo a seleção e/ou proposição de sistemas formais de representação para os resultados propostos pela fase anterior. Implementacional (computacional): codificação das representações elaboradas em termos de linguagens de programação e planejamento global do sistema. São inferências baseadas não na convenção, mas em expectativas gerais. implica na quebra do padrão, do default, marcando-se na expressão um estado de coisas marcado. 7

8 Pires de Oliveira (2009), esclarece sobre o metatermo formal:
O linguista deve construir teorias capazes de formalização metalinguística unívoca. O linguista pode ser formal no sentido de defender a autonomia da sintaxe (gerativismo (autonomia pura), funcionalismo compatível (sintaxe, semântica – decorrência de funções). Funcionalismo: raciocínio indutivo, parte dos dados, das manifestações efetivas produzidas por falantes reais, e elabora generalizações que os explicam. Gerativismo: raciocínio abdutivo, as regras são elaboradas a partir da intuição do falante sobre um caso particular e devem ser confrontadas com outros casos. Porém, não somente testa uma hipótese, mas reconhece aquilo que não é possível (dado negativo). Como os gerativistas, os gramáticos categoriais abordam a língua natural como um cálculo. Parece que o contexto não completa, ao contrá- rio, é pressuposto 8

9 Gramática: Linguística
Assim, têm-se o manual de gramática e o dicionário como os inventários descritivos de gramática e léxico, sendo que "o que é geral e regular na língua integra a gramática, e o que é particular e irregular integra o léxico" (p. 71). Entretanto, visto que o léxico tanto faz parte da gramática quanto da semântica e os vocábulos funcionam tanto na zona gramatical quanto não-gramatical, essa divisão muitas vezes acaba tornando-se irreal (PEREIRA DE ANDRADE) 6. Cenas. Cada cena apresenta um potencial ilustrativo especial. Desde a troca verbal evidenciado o processo inferencial subjacente, a complementaridade entre linguagem verbal e imagética, a exploração do discurso imagético, evidenciando sua riqueza comunicativa, através da riqueza semântica dos motivos imagéticos bem como do modo como são mostrados.

10 A análise gramatical grega baseava-se na palavra
A análise gramatical grega baseava-se na palavra. Platão fez a classificação de nome e verbo. Aristóteles acrescentou as conjunções à classificação de Platão. Os estóicos acrescentaram o artigo. Dionísio da Trácia descreve oito partes do discurso: substantivo, verbo, particípio, artigo, pronome, preposição, advérbio e conjunção. A sintaxe estava ausente e sua gramática tinha um fim pedagógico. Já Apolônio Díscolo (séc. II a.C.) chegou a fazer um estudo sintático. Na Idade Média, sob influência aristotélica, passa-se a estudar a língua cientificamente, portanto, de forma universal. Suas gramáticas, chamadas especulativas, viam a língua como um meio de analisar a realidade. Assim, privilegiavam o estudo da significação. Após os estudos comparativistas, surge no século XX o estruturalismo: adoção dos princípios behaviorista e empirista, explicação dos atos lingüísticos como resposta a um estímulo e do processo de aquisição da língua como um processo de imitação e memorização, análise lingüística em constituintes imediatos, caráter taxionômico. Desmembrado em: imagemas lexicais Imorfemas imagéticos), proposicionais

11 Chomsky se interessa pelas características universais, as quais são um componente da mente humana. Ele acrescenta a noção de transformação gramatical à análise de estrutura em constituinte. O objeto de estudo da lingüística gerativa é duplo, envolve tanto a faculdade de linguagem, quanto a gramática específica das línguas. (PEREIRA DE ANDRADE) Temos que as informações contidas em (I) são todos imagemas que, na sua relação com o restante das imagens percebidas. Não importa em que cultura eu exiba tal conjunto imagético, desde que os espectadores dominem/partilhem o valor convencional dos motivos imagéticos em questão, eles implicarão que o espaço em que as personagens se encontram é um quarto. Os imagemas em (i), então, devem passar por um processo de seleção de representações semânticas, desambiguação, atribuição referencial, preenchimento de material elíptico, interpretação de expressões vagas. Temos que completar inferencialmente o dito para formalizarmos que aquele menino (após igualmente inferirmos que se trata de um menino) segura uma arma (após enriquecermos o dito e gerarmos o conceito de uma arma). Não está explícito que há um corpo humano (inteiro) segurando uma arma, mas o espectador faz este enriquecimento, para então, partir para outras inferências. Semelhante à linguagem verbal, um dito deve ser completado para ter valor de verdade.

12 GRAMÁTICA: INTERFACE Gramática de Valência (Lucien Tesnière) - química Construído em torno do conceito de valência, este modelo perspectiva uma estruturação hierarquizada dos elementos que compõem uma frase, sendo que o núcleo, o elemento central, é o verbo, à volta do qual "gravitam" os seus satélites. Uma frase é pois uma unidade autônoma e independente que possui um verbo. O verbo funciona como um elemento regente e hierarquicamente superior, do qual dependem outras palavras, ou satélites, que são regidas por esse verbo. Neste momento surge o conceito de valência, que é a "capacidade de as palavras estabelecerem, com base no seu significado léxico, determinadas relações com outras palavras" (Vilela, 1999: 34).

13 Quando os elementos estabelecem relações fortes com o seu núcleo designam-se por actantes, ou dependentes da valência. Não criam dependências com o núcleo: circunstantes, ou complementos livres. Complementos que dependem do verbo, que preenchem os lugares vazios previstos pela estrutura semântico-sintáctica do verbo constituem os seus actantes, que podem ser obrigatórios ou facultativos. Os actantes obrigatórios não podem ser suprimidos, ao passo que os actantes facultativos podem ser elididos sem risco de agramaticalidade (noção sintática). Dependency grammar is a different type of approach in which structure is determined by the relations (such as grammatical relations) between a word (a head) and its dependents, rather than being based in constituent structure. For example, syntactic structure is described in terms of whether a particular noun is the subject or agent of the verb, rather than describing the relations in terms of trees (one version of which is the parse tree) or other structural system. (http://www.worldlingo.com/ma/enwiki/en/Syntax#Categorial_grammar) Pelo conjunto imagético, este homem é apresentado em destaque para o espectador. Não significa dizer que apresentá-lo em uma posição de evidência seja anormal, mas implica na quebra do padrão, do default, marcando-se na expressão um estado de coisas marcado. Desse modo, não é a situação particular que gera a ICG de que ele é apresentado em destaque naquele momento da narrativa, mas justamente a escolha das propriedades semânticas da imagem que provoca tal inferência.

14 Desafio conceitual {[Ann], [Betty] and [Chloe]} had supper.
{[Ann], [Betty] and [Chloe]} had supper. He said, "Hello, one, two, three, testing, testing, testing." Não é frase no sentido de uma cadeia de dependência sintático-semântica. Regra especial de coordenação: (4) {[word*]* conjunction [word*]}, where * = 1 or more and […] is a conjunct. Hudson, Word Grammar, English Word Grammar. (HUDSON, 1990). As suposições acionadas dentro de um contexto de possibilidades serão aquelas compatíveis com o princípio da relevância, no cômputo esforço/efeito de cada cognição envolvida.

15 I know (that) you are tired.
That-clauses The problem: that must be the head of its clause (because it is the word selected), but it is optional. How can this simple fact be stated without referring to 'clause' (or CP)? I know (that) you are tired. I know that you are tired. I know you are tired. Solução: relação de representação (o argumento é o verbo, cujo valor pode ser tanto o“that”, na relação de dependência, quanto o próprio verbo). “A questão que se coloca é se a noção de dependência é assumida para ser não somente necessária, mas também suficiente para a análise sintática de estruturas em língua natural”. Processo inferencial para além do reconhecimento dos motivos imagéticos, agindo no output deste reconhecimento.inputs mais informações enciclopédicas IMPLICAÇÕES CONTEXTUAIS: EFEITO COGNITIVO QUANDO DA JUNÇÃO DE UMA INFO NOVA NO CONTEXTO DE INFO ANTIGAS. Imagemas: (i) expressão de sarcasmo de uma personagem; (ii) expressão irônica de uma personagem.

16 “As conexões entre suportes teóricos e sistemas computacionais são indiretas em relação a análises baseadas em dependência, provavelmente mais do que em relação a teorias e parsers baseados em análise de constituintes. Provavelmente, o problema se relaciona com o baixo grau de formalização da gramática de dependências, e essa é parte da razão por optarmos por descrever parsers com representação de dependência, ao invés de parsers com gramática de dependência” (NIVRE). “Most versions of dependency grammar follow Tesniere in assuming that the nodes of a dependency structure are not linearly ordered in themselves but only in relation to a particular surface realization of this structure”. Que visão de linguagem/língua está comprometida? O artigo traz definições conceituais, visão não-normativa da formalização, mas descritiva no sentido de adequada às realizações.

17 Problemas de critérios
Syntactic versus semantic heads. Quando há divergência: I believe in the system. Sintático: in como dependente de believe e como head de system. Semântico: é mais natural tratar system como dependente direto de believe e in como dependente de system. I believe in the system. (3)

18 The distinction between projective and non-projective dependency grammar often made in the literature thus refers to the issue of whether this constraint is assumed or not. Broadly speaking, we can say that whereas most practical systems for dependency parsing do assume projectivity, most dependency-based linguistic theories do not. CAPTURAR A REALIDADE DA LÍNGUA. Isso pressupõe assumir uma abordagem mais holista ou atomista dos fenômenos. Se a formalização assumida vai assumir um potencial maior de generalidade ou vai dar conta de um certo número de casos considerados canônicos. More precisely, most theoretical formulations of dependency grammar regard projectivity as the norm but also recognize the need for nonprojective representations of certain linguistic constructions, e.g. long-distance dependencies (Mel’ˇcuk, 1988; Hudson, 1990). It is also often assumed that the constraint of projectivity is too rigid for the description of languages with free or flexible word order. (aspects of representation -2)

19 Benefícios da interface
Ter uma representação mais restrita, onde o número de nós é fixado pela sequência de entrada em si, deve permitir métodos conceitualmente mais simples e computacionalmente mais eficientes para análise. Ao mesmo tempo, é claro que uma representação mais restrita é uma representação menos expressiva e que as representações apresentam necessariamente dependência subespecificada com relação a certos aspectos da estrutura sintática.

20 Considerações Há muitas gramáticas ad hoc, porém há uma preocupação com a coerência entre os conceitos de gramática, visando a uma adequação descritiva e de formalização POS tagging/parsing (etiquetagem, análise sintática), em uma interface mais amigável entre teoria linguística e engenharia das línguas naturais. As abordagens trabalham com a noção de gramática como teoria construída. No entanto, explicitam que as formalizações não contemplam a complexidade da criatividade linguística. Observação e compreensão do que os indivíduos julgam ser relevante, aqui é apenas um modelo de processo. O espectador operará, através da busca natural por relevância, de forma a relacionar informações prévias com informações novas, identificar informações na imagem e na linguagem, completar o material semântico requerido, unir informações de imagem com informações lingüísticas.

21 Referências BORDWELL, David. Narration in the Fiction Film. Madison: University of Wisconsin Press, 1985. COSTA, Jorge Campos da. A relevância da pragmática na pragmática da relevância [recurso eletrônico] / Porto Alegre : EDIPUCRS, Disponível em: <http://www.pucrs.br/edipucrs/online/livro28.html#livro> Acesso em: 02 ago 2010. ______. The sciences of language: communication, cognition and computation - Inter/Intradisciplinary Relations. In: Inovação e interdisciplinaridade na universidade. Porto Alegre: EDIPUCRS, p FODOR, Jerry A. The Modularity of Mind. 5th ed. The MIT Press, 1987. GRICE, Paul. Logic and Conversation. In: Studies in the Way of Words. Harvard University Press, Cambridge (MA), 1989. JOLY, Martine. Introdução à análise da imagem. 2. ed.Campinas: Papirus, 1999. LEVINSON, Steve. Presumptive Meanings: the theory of generalized conversational implicature. MIT Press LYONS, J. Linguistic semantics: an introduction. Cambridge: Cambridge UP, Disponível em: <http://books.google.com.br/books>. Acesso em: 2 jun MCLUHAN, M., Understanding Media: the extensions of man. New York: McGraw-Hill, 1964. METZ, Christian. A significação no cinema. Tradução de Jean-Claude Bernardet. São Paulo: Perspectiva, 2004. MÜLLERSCHÖN, Nikolai. The Red Baron (Der Rote Baro). [Filme DVD]. Produção de Nikolai Müllerschön et alli., direção de Nikolai Müllerschön. Alemanha, DVD, 106 min. color. SILVEIRA, Jane R. Caetano. A imagem: Interpretação e comunicação. Linguagem em (Dis)curso, v. 5, n. esp., p , Disponível em: <http://www3.unisul.br/paginas/ensino/pos/linguagem/0503/7%20art%205.pdf>. Acesso em: 05 ago _____; FELTES, Heloísa P. de Moraes. Pragmática e cognição: a textualidade pela relevância. 2. ed. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2002. SPERBER, D.; WILSON, D. Relevance: Communication & Cognition. 2nd ed. Cambridge,Mass.: Harvard University Press, 1995. VIÉGAS-FARIA, Beatriz. Implicaturas em Romeu e Julieta: a teoria de Grice e suas implicações para o estudo da tradução. In: IBAÑOS, Ana T.; SILVEIRA, Jane Rita C. da (Orgs.). Na interface semântica/pragmática – programa de pesquisa em lógica e linguagem natural. Porto Alegre: EDIPUCRS, p WILSON, Deirdre. New directions for research on pragmatics and modularity. Lingua 115: Disponível em: <http://www.phon.ucl.ac.uk/home/deirdre/papers/6a%20Sperber%20&%20Wilson%2005%2 0Philosophy%20handbook.doc>. Acesso em: 26 out XAVIER, Ismail. O discurso cinematográfico: a opacidade e a transparência. 3. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2005. Continuação: inferências sonoras Trabalho com o processo inferencial. Trabalho com forma do texto cinematográfico. Desenvolvendo proposta de avaliação de interpretações inferenciais que envolve os níveis qualitativo e quantitativo.

22 (Publicações eletrônicas – Revista Graduação)


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